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15.12.08 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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10.12.08 - Roberto Agresti |
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19.12.08 - Eduardo Correa |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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17.12.08 - Ricardo Divila |
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01.12.08 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 24.05.06 |
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| Méritos e recordes II |
24.05.06 |
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A tecnologia tampouco é alheia aos recordes de Michael Schumacher.
No entanto, e apesar de que o alemão, Juan Oiarzabal e Sergei Bubka sejam considerados dentre os melhores de todos os tempos em suas respectivas atividades, devido, em grande medida, aos seus recordes, na minha modesta opinião, não merecem tal honra, havida conta das enormes vantagens que a tecnologia lhes proporcionou em relação aos seus antecessores.
Apesar do paralelismo existente entre estes personagens, há, porém, uma grande diferença contra Schumacher. Nos casos de Oiarzabal e Bubka, mesmo sendo evidentes as vantagens que a tecnologia lhes proporcionou na hora de conseguir os seus objetivos, devemos dar-nos conta de que os seus contemporâneos também tinham à sua disposição os mesmos avanços tecnológicos.
As montanhas eram as mesmas para Oiarzabal e para todos os outros alpinistas, e o seu equipamento para acometer a escalada...
também. A altura a saltar e as varas para ajudar no salto eram iguais para Bubka e para todos os outros atletas. Portanto, podemos concluir que tanto o espanhol quanto o ucraniano, foram, sem dúvida, os melhores de seu tempo, mas não de outros.
No caso de Schumacher, apenas a pista era, e é, igual para todos os pilotos, pois o principal elemento de ajuda na sua atividade - o carro - com freqüência lhe foi muito favorável.
Na Fórmula 1, todas as equipes buscam a maneira de proporcionar aos seus pilotos alguma vantagem sobre os outros. De dar-lhes o melhor equipamento que a tecnologia que podem pagar lhes ofereça. Na categoria, os benefícios e avanços que a tecnologia aporta não estão ao serviço do esporte, nem à disposição de todos, e a maioria dos logros de Schumacher se originam da grande vantagem que a tecnologia lhe brindava. No que a mim respeita, não tenho nada que lhe censurar: a equipe lhe dava o melhor carro, e ele apenas fazia o seu trabalho - ganhar. Nem mais, nem menos.
Mas, na minha opinião, tanta vantagem diminui os seus méritos assim como a importância dos seus logros. Ao contrário dos casos de Oiarzabal e Bubka, a tecnologia não apenas lhe deu grande vantagem respeito aos seus antecessores mas, também, respeito aos seus contemporâneos. Ironicamente, a tecnologia que tantas vitórias e títulos lhe proporcionou, também lhe privou do mérito de consegui-los.
Outro fator que, de modo geral, mingua o mérito dos pilotos da última década, é a segurança. As trágicas mortes de Roland Ratzemberger e de Airton Senna, desataram na FIA uma verdadeira obsessão pela segurança, e devemos congratular-nos pelos grandes avanços neste terreno - ninguém poderia estar em contra disso. Porém, esta mesma segurança acabou despindo a Fórmula 1 do manto de aventura que a revestia e que, até, resultava embriagador.
A Fórmula 1 não era só uma questão de habilidade e de domínio do carro, não se tratava apenas de correr nos limites das leis da física. Era necessário mais, muito mais. Era necessário valor. Tanto que, até escapava à nossa compreensão. Tanto que, de soer, a gente até considerava os pilotos como uns loucos da velocidade. Mas todos os admiravam pois havia muito mérito no que faziam. Vejam bem que, as mais altas distinções e condecorações militares e civis são concedidas não em virtude da inteligência ou a habilidade, mas em virtude do puro e simples valor. Mas a tecnologia acabou com a necessidade desse atributo e com o mérito que emanava daquela espécie de gladiadores do volante.
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| Schumacher seguido por duas Midland na Espanha |
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Os tempos mudam, e a Fórmula 1 também, mas não se consegue nada sem sacrificar algo e, neste caso, o fator sacrificado foi o mérito pois a segurança acabou liberando o piloto da tensão de arriscar algo mais do que uma posição. O que se arrisca a perder agora, é insignificante se comparado ao que estava em jogo antes. É muito mais reconfortante fazer algo sentindo-se seguro que em perigo - mas é, também, menos admirável.
A tecnologia, reduziu, drasticamente, a necessidade de valor e o mérito que a sua demonstração implicava. Mas, apesar de que resulta impossível quantificar o mérito e representá-lo mediante números, ainda conta muito, pelo menos para mim.
Grande abraço
Manuel Blanco
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