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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 22.05.06 |
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| Méritos e recordes I |
22.05.06 |
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| Schumacher no GP da Espanha |
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A recente quebra do recorde de poles na Fórmula 1 aviva a polêmica entre os seguidores de Michael Schumacher e os demais aficionados, principalmente os de Ayrton Senna, em torno à determinação do "melhor de todos os tempos". Temo que a coluna do amigo Panda (O piloto de todos os recordes de 28/4) não vai ajudar muito a apagar as chamas das paixões que em uns e outros este feito desperta - e este meu comentário creio que tampouco o fará.
Eu sempre procurei me manter longe dessa polêmica, pois não acho que aporte nada de bom. Todos sabem que Schumacher não é um de meus preferidos, isto é algo que nunca ocultei. Não me orgulho nem me envergonho disso, é apenas uma questão de preferências. Porém, creio ter sido bastante neutro sempre que apresentei alguma opinião direta ou indireta sobre o alemão.
Agora que o recorde de poles está em poder de Schumacher, temos infinidade de comentários a respeito, e para todos os gostos... ou quase, pois, até agora, eu ainda não vi nenhum que me resultasse convincente, nem em prol nem contra ao seu atual detentor.
Como já disse, no fundo é só uma questão de preferência e cada um opina, opinamos, em base à nossa própria. Repito que Schumacher não é um de meus preferidos e, em vários comentários e "Friends" anteriores, deixei claras as minhas reticências respeito às qualidades que se lhe atribuem, mais ainda se estas se justificam com os seus recordes.
Nesta ocasião, e segundo o meu parecer, permitam-me oferecer a minha opinião, em particular, sobre os recordes do alemão e, em geral, sobre os pilotos da atual Fórmula 1 e as condições em que desenvolvem a sua atividade.
A Fórmula 1 se apresenta como um esporte e admitindo que assim seja e tratando-se de uma competição, está, inevitavelmente, ligada aos resultados e aos recordes. Porém, como em qualquer outro esporte ou atividade da vida, há um fator crucial na hora de determinar o valor dos resultados, além dos próprios resultados. Refiro-me ao mérito. O mérito não conta na hora de vencer ou conseguir resultados, mas todos (eu pelo menos) lhe atribuímos uma grande importância. Basicamente, o mérito de um logro depende das dificuldades em conseguir esse logro: quanto maior a dificuldade, maior o mérito, e o contrário... também. Assim simples.
Na continuação, gostaria de recorrer a dois exemplos dentro do esporte, para tentar estabelecer um paralelismo com a Fórmula 1, que me ajude a explicar o meu ponto de vista respeito à relação entre logro e mérito.
Como primeiro exemplo, citarei o caso de Juan Oiarzabal. Este alpinista espanhol é um dos apenas seis homens a escalar todas as montanhas de mais de 8 mil metros de altitude do mundo, algumas em mais de uma ocasião. atualmente, Oiarzabal detém o recorde de 22 ascensões desse tipo, superando o mítico Reinhold Messner, o primeiro a vencer todos os "8 mil" e que o fez por dezoito vezes.
Além desse recorde, a carreira de Oiarzabal, em geral, é extraordinária. Mas, por muito impressionante que seja, não creio que haja ninguém que se atreva a dizer que escalar o Everest nos dias de hoje tenha tanto mérito quanto à ascensão
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| Edmund Hillary e Tenzing Norgay |
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de Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953, quando a maior montanha do mundo foi vencida pela primeira vez, ou qualquer outra daquela época. As técnicas e o equipamento que usam os alpinistas evoluiu muito desde então. Novos materiais, muito mais resistentes e ligeiros, foram desenvolvidos para facilitar a escalada. Os alpinistas hoje têm à sua disposição roupas térmicas ligeiras que os protegem do frio de forma muito mais eficiente. As melhoras nos campos da alimentação, comunicações, medicina etc., também são notáveis. Tudo isso, logicamente, reduz o mérito, por difícil que continue sendo, de escalar o Everest.
O outro exemplo que apresento é muito mais conhecido: me refiro a Sergei Bubka.
Este ucraniano é outro dos esportistas, habitualmente, considerado como o melhor de todos os tempos, em virtude de seus numerosos recordes. Seu salto de 6,15m de altura, realizado em 1994, ainda perdura como recorde mundial de salto com vara. Porém, devemos lembrar que nas origens desta prova, os saltadores usavam varas de madeira, praticamente rígidas. Depois, passaram a usar varas de alumínio muito mais ligeiras. A partir dos anos 60, começaram a usar as varas de fibra de vidro, ainda mais ligeiras e, principalmente, muito mais flexíveis. Nos anos 80, surgiram as varas de fibra de vidro reforçadas com fibra de carbono, que as dotava de uma flexibilidade e resistência assombrosas.
Os saltadores, a partir de então, eram capazes de curvar as varas até limites incríveis, e estas atuavam como verdadeiras molas, lançando o atleta para cima com força. A conseqüência lógica desses avanços, foi a contínua quebra dos recordes, conseguindo superar alturas cada vez maiores. A tecnologia, uma vez mais, havia facilitado a tarefa de quebrar recordes.
Concluo meu comentário na quarta-feira.
Grande abraço
Manuel Blanco
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