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15.12.08 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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10.12.08 - Roberto Agresti |
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19.12.08 - Eduardo Correa |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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17.12.08 - Ricardo Divila |
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01.12.08 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 05.10.05 |
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Amigos do gepeto,
O GP de Monza tem uma atmosfera inegavelmente especial. Vencer lá sempre é especial. Senna por exemplo, ralou tanto pra vencer lá quanto pra vencer aqui no Brasil. Até mesmo os pilotos menos adorados pelo público que venceram em Monza tiveram desempenho acima da média. Damon Hill em 1993 por exemplo venceu a prova depois de sofrer um pequeno acidente, cair para as posições intermediárias, recuperar-se, bater recordes seguidos de volta e depois ridicularizar Prost ao descontar 20 segundos do Francês e não passá-lo apenas por ordens de equipe. É, a Williams também fazia isso!
Mas, Monza acima de tudo é o santuário do automobilismo mundial. Os Tiffosi se comportam como fiéis religiosos, a Ferrari é a sua religião, o que os humanos chamam de Box da Ferrari para eles é denominado templo, as máquinas são obras divinas, o Deus é claro é Don Enzo. Mas e os pilotos Ferrari? Bem, os pilotos Ferrari são santos e realizam milagres. Lauda em 1976 por exemplo, voltou da morte pra correr lá. Schumacher vai sempre mais longe: sempre que a Ferrari precisa vencer em Monza (vide 1996, 1998, 2000 e 2003) ele o faz, derrotando o maligno inimigo após duras batalhas. Nunca se vai a Monza sem esperar por um milagre. Veja, em 1966 São Ludovico Scarfiotti venceu quando ninguém acreditava, em 1988, Deus que acabara de partir colocou um Schlesser na frente do Senna e em 1999 as preces dos fiéis fizeram Hakkinen rodar sozinho na liderança da prova. O GP Total já contou várias histórias de Monza, mas há uma história de um GP que mostra a devoção dos Tiffosi e a canonização de um Piloto.
Espero que gostem.
Abraços a todos.
Em 1989 a guerra Senna/Prost chegava ao auge. A atmosfera era cada vez mais pesada e uma explosão estava para acontecer. Monza era uma etapa decisiva nos rumos do campeonato. Senna estava 11 pontos atrás de Prost. O francês desgostoso com sua situação na McLaren disse que não correria mais por lá. Na quinta-feira a Ferrari anuncia a conversão de Alain Prost. O francês era uns dos representantes do mal, em 1983 bateu boca com São Arnoux e se deu mal, em 1985, meio que pra mostrar que as forças do mal estavam firmes, Prost venceu e São Alboreto quebrou. Agora Prost decidira se converter e virar santo. Os fiéis aprovaram. Pensando bem, seu carro tinha até um pouco de vermelho... era preciso tomar cuidado porém para não confundi-lo com um demoníaco piloto Brasileiro.
Ser santo não é tão fácil, e Prost deve passar por várias provas de fé. Nos treinos de classificação fica dois segundos atrás do perverso Brasileiro e sua máquina do mal. Ele reclama, mas enquanto isso o terrível brasileiro e o líder da diabólica equipe dão gargalhadas. O novo santo fica atrás de São Berger e São Mansell.
Domingo, a máquina do mal dispara na frente enquanto os três santos andam próximos. São Prost tinha dificuldades para acompanhar São Berger e São Mansell, tanto que no início da prova meros mortais como Boutsen, Nannini e Patrese o acompanhavam de perto. O brasileiro segue disparado, parece que o mal vencerá... Mas, não se vai a Monza sem esperar por um milagre. O novo santo conta com a ajuda de São Mansell que pela mão de Deus têm um problema de câmbio e abandona, depois São Prost começa a acompanhar São Berger. Berger era santo, mas pouco tempo antes firmara um pacto para ir para a equipe do mal. Depois de dura batalha, São Prost passa. O brasileiro segue disparado... Mas as preces foram atendidas e a nove voltas do fim, Prost tem uma visão do Paraíso: A máquina do mal está atravessada na Parabólica e seu demoníaco piloto já não está mais lá. Os fiéis vibravam e cantavam cânticos de alegria. São Prost vence e comemora como jamais fizera antes. No pódio, quero dizer no altar Prost pega o troféu de seu triunfo e o oferece demonstrando reconhecimento aos fiéis. O Diabólico chefe de equipe não acredita naquilo que vê. Ele afia os chifres e atira o seu troféu diante do novo santo. Os fiéis deliraram, o mal estava vencido e o bem triunfara. Mas um milagre realizado, para nós humanos mais uma prova de Fórmula 1 acabada.
Arlindo Silva de Andrade Junior, Mauá/ SP
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