 |
 |
|
23.08.10 - Eduardo Correa |
 |
|
|
17.08.10 - Roberto Agresti |
 |
|
|
18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
 |
|
|
12.12.08 - Alessandra Alves |
 |
|
|
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
 |
|
|
|
 |
|
27.08.10 - Carlos Chiesa |
 |
|
 |
|
|
21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
 |
|
 |
|
|
|
|
|
 |
| » » » 15.07.05 |
 |
 |
Aumente o tamanho das letras:
12 |
16 |
20
|
| Lembranças e imagens de Jacarepaguá |
15.07.05 |
|
 |
|
|
|
Nosso leitor Antônio Carlos Smith Coutinho enviou um relato e várias fotos sobre os testes de Fórmula 1 que ele presenciou em Jacarepaguá. A publicação do relato do Antonio Carlos coincide com o final de semana em que, acredita-se, será disputada a última corrida no traçado completo do autódromo carioca. O Comitê Olímpico Brasileiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro querem usar parte da área do autódromo para construir edifícios a serem usados nos Jogos Panamericanos de 2007.
Deixando de lado toda a controvérsia sobre os procedimentos usados para definir os beneficiários de tais obras, o fato é que o autódromo do Rio está correndo o risco de desaparecer devido à ação de políticos, empresários e até mesmo jornalistas. Protestos estão sendo feitos e um piloto, Claudio Caparelli, já entrou na Justiça contra as obras. Quem desejar pode assinar uma petição pela preservação do autódromo no site http://www.petitiononline.com/pan2007/petition.html
A CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), por sua vez, também se mobiliza e está atenta aos acontecimentos. Por força de lei, qualquer obra no autódromo só pode ser feita com autorização expressa da CBA e das federações internacionais de motociclismo e de automobilismo.
De minha parte, torço para que prevaleçam o bom senso e, principalmente, a honestidade. Quem desejar saber mais sobre os fatos a respeito do destino do autódromo pode procurar as notícias no www.grandepremio.com.br. E convido os leitores a conhecerem as histórias e as fotos do Antônio Carlos.
(LAP)
Lembranças e imagens de Jacarepaguá
Por conta do Marcio de Recife, com sua dúvida a respeito do uso da informática na F1, troquei e-mails contigo sobre os testes de 1983, que me motivaram escrever este arrazoado.
Antes de falar do teste, tomo a liberdade de contar que a minha saga no automobilismo começou provavelmente com o meu nascimento, pois desde pequeno já gostava de carros. Houve o lançamento da Autoesporte em outubro de 1964 e a partir daí passei a comprar a 4 Rodas e a Mecânica Popular, e a acompanhar mais de perto o assunto. As três revistas na época se complementavam, o que me permitiu adquirir alguma cultura a respeito de carros e corridas.
Em 1964 John Surtees foi campeão, com Ferrari. Não importa se com trambique do Bandini ou não, a Ferrari foi campeã. Além disso, o cara tinha sido campeão diversas vezes em motos. Foi, portanto, o meu primeiro ídolo. O Tite pode confirmar, mas parece que o Surtees marcou época em motos – sua fama só foi superada anos mais tarde pelo Giacomo Agostini.
Além do Surtees, o outro ídolo era o Fangio, que conhecia de ouvir falar e que estava num patamar mais alto, de mito.
Desde o final de 1964, portanto, acompanho automobilismo e automóveis, o que me dá uma razoável bagagem e bastante petulância para conversar sobre o assunto.
No caso da Fórmula 1 no Brasil, estive em Interlagos em 1972. Era a primeira corrida, ainda extracampeonato. Fiquei no final do retão e foi do cacete ver o primeiro F 1 passar na minha frente – acho que era o March do Peterson, com aquela tábua de passar roupa no bico. Com a proximidade do fim da corrida insisti com o nosso grupo para irmos para a linha de chegada para vermos o Emerson receber a bandeirada. Fomos e quando estávamos chegando o que vimos foi a Lotus do Emerson quebrar a suspensão traseira, ele forçar uma rodada e entrar nos
boxes.
Interlagos 1973 foi um desbunde, especialmente depois da prova de abertura em Buenos
Aires, onde o Emerson fez a meu ver a uma de suas melhores corridas – as ultrapassagens em cima do Stewart e do Cevert foram antológicas. A vitória no Brasil nos deixou com a certeza que o bi viria mole, mas não veio. Ficou para 1974.
Quanto à Fórmula 1 em Jacarepaguá tenho algumas histórias, que relato a seguir:
1978
Para o treino de 6ª feira o primo de um amigo conseguiu duas credenciais para assistir os treinos oficiais. Combinamos que eles iriam dentro do carro normalmente e eu no porta-malas do Fiat 147. Decoramos o Fiat com adesivos da Worthington, fábrica de bombas e compressores onde eu estagiava, para tentar estacionar dentro do autódromo, como carro de serviço, mas o pessoal que estava no portão não era otário. Assisti ao treino das arquibancadas, enquanto os dois estavam nos boxes.
Ao final do treino consegui convencer um vigilante a me deixar passar para os boxes, foi uma visita razoavelmente rápida, mas proveitosa e divertida.
O fato pitoresco desta visita se deu no meu retorno. Enquanto atravessava o retão, um amigo meu da Worthington, Janni Contopulos, que também estava matando trabalho, me viu e gritou: BARBA!!! Ato contínuo eu respondi: DESCE, VEM PRA CÁ!!!
Ele e o irmão desceram e se dirigiram para o mesmo portão pelo qual eu havia passado, só que o vigilante era outro, chegamos mais ou menos ao mesmo tempo e eu pensando como vou colocá-los para dentro.
Daí ao chegar em frente ao vigilante eu, com toda autoridade, disse “Please open the door they must go to the pits”, o Janni percebeu a situação e engatou: “We will have an interview with Peterson, open the door”. O vigilante vacilou com o portão meio aberto e eles passaram para
a pista. Acompanhei-os, rimos um bocado e voltei ao portão para ir embora o vigilante abriu o portão e disse: “Também agora não passa nem inglês, nem francês, nem ninguém” – ao que respondi: “What? Thank you very much”.
No treino de sábado garoou e o Villeneuve na curva do final da reta dos boxes rodou 360° e continuou como se nada tivesse acontecido, esta cena é para mim inesquecível.
Já a corrida foi àquela festa, com o Emerson em segundo e toda arquibancada gritando QUEBRA! QUEBRA! QUEBRA!, quando o Reutmann passava.
1981
Se não me engano Jacarepaguá começou a ser utilizada para testes de pneus em 1981, quando não consegui assistir por não ter as disputadas e difíceis credenciais para ir aos boxes.
1982
Em 1982, consegui as credenciais e fui, para meu deleite, aos testes, sem máquina fotográfica. Foi um sábado fantástico e divertido, pude ver os carros e pilotos lado a lado. Vi o Gilles Villeneuve, reclamando com o pessoal da Ferrari “La voiture est trés unconfortable, trés
unconfortable”, não sei o que fizeram, mas abriram uns buracos na carenagem para resfriar o motor, freios e refrescar o piloto. Dessa operação sobraram alguns pedaços de carenagem, dos quais tenho um guardado.
Como este era o último dia de treino, lembro que no final, pouco antes da pista fechar, a Brabham ficou ajustando o carro do Piquet preparando-o para uma volta voadora. E foi o que aconteceu, o Piquet saiu de trás dos boxes, quando passou em frente ao box da Renault, jogou
carro em cima do Jean Sage, e foi para terminar como o mais rápido da semana. Todos vibramos acompanhando no cronômetro esta volta.
1983
Desta vez fui com máquina fotográfica, mas cometi um erro, levei só um filme e sai fotografando o mesmo carro diversas vezes, daí não registrei todos os carros que participaram do teste.
Quando da chegada da Brabham, sou capaz de jurar que ouvi o Piquet responder a pergunta do Reginaldo Leme se o carro era bom, da seguinte forma: “Não sei, não sou bidu para adivinhar, ainda não andei no carro”. Era um sábado e o carro estava chegando.
O carro era muito bonito, bom e foi campeão.
Enfim, a seguir se encontram as fotos:
 |
| Eliseo Salazar e seu RAM-March. À esquerda, pode-se ver Mansell em seu macacão preto. |
|
 |
 |
 |
 |
| Derek Warwick e o Toleman-Hart. |
|
 |
 |
 |
 |
| Mansell com a Lotus-Ford. |
|
 |
 |
 |
 |
| Warwick saindo dos boxes. |
|
 |
 |
 |
 |
| O box da Brabham, a equipe que no final do ano seria campeã do mundo, e os dois computadores no fundo do box: nada a ver com os boxes de hoje. |
|
 |
 |
 |
 |
| Patrese em seu carro. Só falta carenar o motor. |
|
 |
 |
 |
 |
| A McLaren de Niki Lauda. Nada de "esconder" o carro nos boxes a cada parada: se não houvesse trabalhos a serem feitos, ele ficava no lado de fora e qualquer um podia vê-lo. |
|
 |
 |
 |
 |
| O belo carro da Brabham. Este é de Riccardo Patrese. |
|
 |
 |
 |
 |
| Riccardo Patrese ao volante do Brabham. |
|
 |
 |
 |
 |
| O Renault de Eddie Cheever. No canto esquerdo da foto, de macacão branco, está Alain Prost. |
|
 |
 |
 |
 |
| O completíssimo painel da Renault. Note à direita a alavanca de marchas. |
|
 |
 |
 |
 |
| Elio de Angelis e a Lotus-Renault. |
|
 |
 |
 |
 |
| De Angelis saindo para a ação. |
|
 |
 |
 |
 |
| Parece uma McLaren, mas não é. O motor turbo V8 é do carro da Alfa Romeo, que também tinha patrocínio da Marlboro. |
|
 |
 |
 |
 |
| Raul Boesel em seu Ligier-Ford. |
|
 |
 |
 |
 |
| Jean-Pierre Jarier prestes a entrar no Ligier. |
|
 |
 |
 |
Antonio Carlos Smith Coutinho, Rio de Janeiro/ RJ
|
|
 |
| | |
|
|
 |