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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 01.07.05 |
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| O GP dos Estados Unidos |
01.07.05 |
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Bem Feito!
por Alexander Grünwald
Decisões absurdas não são exatamente uma novidade em solo estadunidense. E o que ocorreu neste domingo no Indianápolis Motor Speedway sacramenta o único resultado possível quando se conjuga esperteza, dinheiro e interesses políticos no mesmo balde. O Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1 de 2005 foi o ápice do absurdo irreversível no qual a categoria se meteu. Um espetáculo às avessas.
Por isso não é de se estranhar que tenha acontecido justamente na terra dos absurdos um GP com apenas seis carros, sendo dois deles justamente da equipe vermelha – cor símbolo da vergonha que assola a Fórmula 1 nos últimos anos, por que não dizer nas últimas décadas. Vergonha que deveriam sentir todos os envolvidos neste lastimável show de horrores.
Aproveitando essa falta de vergonha generalizada, e aí incluo a minha, aponto o dedo ironicamente para todos aqueles que direta ou indiretamente subiram ao palco neste domingo e, em vez de aplausos, ganharam sonoras e legítimas vaias. Por menor que tenha sido o papel de cada um, todos foram marcados pelo indelével ridículo dos acontecimentos.
Em primeiro lugar, bem feito a Bernie Ecclestone, Max Mosley e toda a sua trupe, que inventaram um regulamento que não dá margem à segurança e nem garante o espetáculo. Antes era obrigatório trocar pneus. Agora é proibido. No dia que encontrarem um meio termo, é possível que tenhamos ultrapassagens na pista e que algumas vidas não fiquem à mercê da sorte. Mas enquanto as decisões precisarem de uma utópica unanimidade para sair do papel, o interesse de alguém sempre vai apitar e desandar o caldo. Por que não usar o método da maioria absoluta, ou dos dois terços? Sei lá, acho que democracia não é a praia deles. Bem feito.
Bem feito para o povo estadunidense. Quem elege um presidente daqueles, produz filmes recheados de violência, apóia bombardeios em diversas partes do mundo e ainda paga no mínimo umas 300 doletas para ficar a centenas de metros de distância dos carros da F-1 certamente não bate bem. Quem são eles para criticar decisões absurdas? Queriam o quê? Bandeira amarela durante toda a prova? Que joguem garrafas na pista. Bem feito.
Falando nisso, bem feito para Tony George. O homem forte do Autódromo de Indianápolis mexe como quer com os rumos do automobilismo norte-americano e, buscando mais verdinhas para seu caixa, levou a asséptica turma européia para sua arena gigante. Empurrou a F-1 goela abaixo da imprensa e dos torcedores locais. Carros no muro e pace-cars? De vez em quando. Dinheiro? Sempre. Quer saber? Bem feito.
Bem feito, indiscutivelmente, para a Michelin, que não foi capaz de construir um pneu adequado às condições da pista. O regulamento é ruim? O asfalto é abrasivo? OK, fizessem algo mais resistente. Buscando desempenho, a Michelin chegou ao limite e colocou vidas em risco. Aí, em nome da segurança, precisou de concessões dos rivais, e foi previsivelmente vetada pela equipe que não faz concessões. Bem feito.
Bem feito também para Jordan e Minardi, que agora se acusam num papelão digno de novela mexicana, explicando o inexplicável. Em princípio, participariam do boicote. Muito bonito, ainda mais por serem elas próprias as maiores beneficiadas pela raríssima oportunidade de marcar pontos com os dois carros. Mas a equipe irlandesa resolveu alinhar e a Minardi, como quem não quer nada, também foi para o grid. Agora diz que ficou numa situação insustentável e que não se orgulha desses pontos. Isso é que é palavra... Bem feito.
Bem feito para a Ferrari. Depois de anos e anos jogando a esportividade no lixo, determinando resultados e manipulando politicamente fornecedores e cartolas, se viu sozinha na tarefa de desenvolver os pneus Bridgestone. Voltou para o meio do grid e continua fazendo pouco caso dos acordos que limitam os testes, visando frear os milionários custos da categoria. Remando contra a maré há tanto tempo, não mudaria de direção assim de repente. Vetou sem dor na consciência qualquer medida para salvar a segurança, a corrida ou o espetáculo. Mesmo que tenha razão em resolver correr pois “o problema é deles, que usam Michelin”, arranhou ainda mais a sua imagem ao mostrar que, nem sozinha na pista, consegue jogar limpo, e saiu nos jornais do mundo todo como o retrato da vergonha. Bem feito.
Reservamos um entusiasmado bem feito, obviamente, para Rubens Barrichello. Será que ele pensou que poderia ganhar do alemão? Que, de uma hora para a outra, a equipe deixaria ele chegar na frente só porque seu pit foi mais rápido? Pensasse nisso quando assinou, ou melhor, quando renovou aquele contrato leonino que, em troca de uma boa grana, não o permite sequer estacionar o Fiat na frente do alemão. Parece que a “equipe dos sonhos” à qual ele tanto se dedicou rasgou o contrato e vai jogar os pedacinhos pela janela. Chorar pela imprensa, a esta altura, não comove mais ninguém. Pode ficar a pé em 2006. Bem feito.
E, finalmente, bem feito a você, torcedor, que ainda acredita em Papai Noel e liga a TV em vez de ler um bom livro. Que ainda tem esperança que um dia essa sujeira vai acabar e o que o negócio voltará a ser um esporte. Que assiste essa sucessão de acontecimentos dantescos pela metade e ainda tem que engolir a seleção mexicana de futebol ganhar com facilidade da equipe brasileira. Que domingão! Ligou a TV? Bem feito!
(Crônica escrita em 20 de junho de 2005)
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Prezado André Leone,
Dê uma olhada no site oficial da FIA e verá um pequeno resumo sobre a prova
que ninguém viu! Para ajudar um pouco, procure minha carta aí embaixo, enviada
semana passada. Falei um pouco sobre essa corrida. Parece até que foi
emocionante, pois os dois pilotos fizeram volta mais rápida seguida de volta
mais rápida! Antes do 2º pit! As duas voltas mais rápidas da corrida foram na
volta 48.
Ah, não posso esquecer de dizer que o 2º pit do Schumacher foi 4 décimos mais
rápido que o do Rubinho. Considerando que ele ocorreu 3 voltas após, creio que
é perfeitamente justificável esse tempo menor. Por isso, posso dizer sem
sombra de dúvidas: não, a Ferrari não atrasou o pit do Rubinho para permitir
a ultrapassagem do alemão! Não há como usar a possibilidade da Teoria da
Conspiração. Simplesmente, Rubinho é que não foi suficientemente rápido
quando estava na frente. Só isso. Nada além disso!
Márcio Silva, Taguatinga/ DF
Marcelo Jardim, achei fantástica a sua coluna. Eu só acrescentaria:
- Rubens, se você é só um brasileirinho, pequenininho, fraquinho e competentezinho, deixa os brasileirões grandões, fortões e competentões passarem e imporem a sua capacidade, perseverança e talento. São só uns 190 milhões, que dão duro todos os dias.
Cara chorão, sô.
Abraços a toda a todos os GPTOTALÕES , que aqui é lugar para macho, e não meninozinho!
Victor Lagrotta , São Paulo/ SP
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Faço minhas as palavras do colega André Leone, de Salvador/ BA. Boa análise sobre o ocorrido em Indy e sobre a carreira do Barrichello. Às vezes o povo tenta descontar suas frustrações em alguém, é uma válvula de escape. Natural isso. E se o Rubens não é um ídolo, não é um ás, está longe de ser um imbecil, ou o babacão que muitos tentam pintar.
Só discordo de seu comentário quando você diz que o alemão é um gênio. Ele é o maior com certeza, e está dentre os grandes, mas não me lembro de muitos momentos de genialidade dele nas pistas. Volta-se à velha distinção entre maior e melhor. Mas que o cara é competente, dedicado e acima da média dos que lá estão, e um dos melhores que já existiram, não resta dúvida.
Sérgio Dário Machado Júnior
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Realmente, Max Mosley tem de sair da FIA. Ele parece um ditador, o cara que tudo sabe, tudo pode e dane-se o resto. O que será que acontece com a FIA? Lembram do Ballestre? Também vivia criando caso. A posição da FIA no caso Michelin x Indianápolis é ridícula. Sem tirar a culpa dos franceses, eles são um parceiro na competição e estão sendo tratados como criminosos. É tudo uma grande ópera bufa. Sugiro uma CPI!
Flavio, São Paulo/ SP
“ Sou só um brasileirinho contra esse mundo todo... ”
Marcelo Jardim
Rubenzinho, você poderia ter dito qualquer coisa depois daquela corrida. Mas esta frase não. Concorda que nessa você extrapolou. Culpar o mundo pelos seus fracassos ou pela sua incompetência mostra bem a pessoa que você é. Dizer que você é um pobre coitado do Brasil explica porque você nunca será campeão.
Antes de você dizer mais besteiras deste tipo, lembre-se que tivemos e temos brasileirinhos de verdade, com “B” maiúsculo, que deram certo “contra esse mundo todo”. Se muitos deles não venceram, pelo menos lutaram com enorme dignidade, tão diferente de você.
Somente para citar alguns, nós temos o genial arquiteto Oscar Niemeyer, que é “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que continua ainda hoje mostrando a esse mesmo mundo o quanto nós somos grandes. E por favor, não esqueçamos de Lúcio Costa e Burle Marx.
Tivemos o tão lido Jorge Amado, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que mostrou ao mundo o Brasil maravilhoso que nós somos. E nesta linha não esqueçamos do inacreditável Paulo Coelho.
Tivemos Carlos Gomes, Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim e muitos outros, que são “só uns brasileirinhos contra esse mundo todo”, a mostrar ao mundo a nobreza de nossa arte, de nossa cultura.
Tivemos a nobreza de Sérgio Vieira de Melo, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que mostrou, pagando com sua vida, o quão estúpidos nós somos, e o que é pior, ainda não aprendemos.
Temos Carlos Ghosn, que é “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que é só o atual presidente mundial da Nissan. E ainda temos Henrique Meirelles, Armínio Fraga, José Sheinckman, etc, etc.
Tivemos a tenista Maria Éster Bueno, que é “só uma brasileirinha contra esse mundo todo”, que conquistou só 558 títulos internacionais, e durante 10 anos esteve entre primeiro e segundo lugar no ranking. Em 1960 foi eleita a maior atleta feminina do mundo. Só.
Tivemos o pugilista Eder Jofre, que é só um brasileirinho contra esse mundo todo, que literalmente lutou contra o mundo e reinou invicto durante cinco anos como campeão de boxe da categoria peso galo. Ainda foi campeão mundial dos pesos pena. Só. Não esqueçamos também do Popó.
Tivemos o genial Garrincha, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que ganhou só duas Copas do Mundo. Temos Zagalo que é o único sujeito no mundo tetracampeão jogando e treinando. E claro temos Pelé, que conquistou o mundo inteiro. Ele é só o atleta do século.
Tivemos Zico, Sócrates, Falcão e outros jogadores que são “só uns brasileirinhos contra esse mundo todo”, que não conquistaram nenhuma Copa, mas conquistaram mundialmente os corações e mentes de todos.
Temos os Ronaldos, Kaká, Romário, Roberto Carlos e todos os outros jogadores, que são “só uns brasileirinhos contra esse mundo todo” a conquistar títulos mundiais, nacionais, melhores jogadores do mundo etc, etc.
Temos também os geniais Gustavo Kuerten, Robert Scheidt, Daiane dos Santos, nosso vôlei, nosso basquete, nosso automobilismo, enfim apenas “uns brasileirinhos contra esse mundo todo”, a lutar, ganhar, lutar, perder, mas sempre mostrando ao mundo que nós merecemos respeito.
Tivemos Chico Landi, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, mas com ele o Brasil chegava a Fórmula 1. Não ganhou nada na categoria, mas teve a nobreza ingênua de negar uma Ferrari, dizendo ao seu dono Enzo que só correria se o seu carro fosse pintado de verde e amarelo.
Tivemos Emerson, que é “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, que abriu espaço para todos os brasileirinhos na F1 e na F-Indy. Teve a dignidade de abrir mão de outros títulos para seguir o sonho de ter sua própria equipe. Um exemplo até hoje de nobreza no esporte.
Tivemos Piquet, que é mais “um brasileirinho contra esse mundo todo”’, que embora alguns esqueçam, ele foi “só” foi tri-campeão mundial numa época em que sobravam gênios na pista. E até se divertia com isso.
E tivemos também Senna, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que foi lá e venceu.
Portanto Rubenzinho, se você tivesse metade da dignidade destes “brasileirinhos” citados, você não estaria nesta situaçãozinha de merda. E aí fica a pergunta: Quanto vale a sua dignidade?! Seria uns US$ 9 milhões?!
P.S. Perdoe-me se esqueci algum grande “brasileirinho”. Acho que não caberia neste espaço citar cerca de 160 milhões deles...
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Os últimos serão os primeiros. Parabéns, Alessandra, mais uma vez você fez uma análise brilhante sobre a catástrofe de Indianápolis 2005. Valeu a pena esperar a Tsunami passar, para nos mostrar alguns lados da tragédia, que outros deixaram passar em branco.
Esse argumento da economia também me deixa intrigado. Gostaria muito, que os ilustres pais dessas aberrações regulamentares viessem a público nos mostrar no papel, qual foi a economia obtida pelas equipes após o início das alterações que acabaram em um regulamento de merda.
Provavelmente vão se confirmar as suspeitas de que tudo isso foi feito para quebrar as pernas da Ferrari, Schumacher & Cia. Será que eu estou certo? Ou sou outro brasileirinho lutando contra esse mundo todo?
Valeu Alessandra! Beijo.
Romeu Nardini
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“Dia M poderia até mesmo derrubar Mosley
Warm Up
Um inesperado resultado poderia acontecer nesta quarta-feira (29), o Dia M - de Michelin. O resultado da reunião do Conselho Mundial poderia ser a queda não da fabricante francesa e seus times, mas sim do presidente da FIA, Max Mosley.
Segundo boatos que chegam de Paris, onde as sete equipes que usam pneus franceses estão explicando a confusão no GP dos EUA, as montadoras estariam preparadas para um anúncio coletivo previsto para depois de uma entrevista de Mosley. Se a BAR for excluída do Mundial, as fabricantes fecham questão em um novo campeonato e anunciam que deixam a F-1.
O Conselho Mundial, formado por outros 22 membros além de Mosley, estaria insatisfeito com o presidente da FIA e poderia pedir um voto de confiança ao dirigente, que seria dado pela assembléia-geral. Se não for dado, o presidente pode cair, como acontece com primeiros-ministros e seus gabinetes em regimes parlamentares”.
Pronto gente, descoberto o destino do Zé Dirceu. Ele virou assessor da FIA. Só ele para transformar tanto aliado em inimigo.
Abraços
Victor Lagrotta , São Paulo / SP
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Ao caro André:
O que você escreveu em seu comentário é quase tudo correto. O grande problema do Barrichello é a sua auto-estima, que, após 2001 (quando viu que aquele papo furado de primeiro piloto-B foi pras cucuias), desce a níveis abissais em cada temporada.
Aliás, aquela frase após o GP dos EUA é lapidar... eu sou só um brasileirinho... isso, no fim, é bem o retrato de Rubinho: apenas um brasileirinho, pilotinho, mediocrezinho... igual a outros tantos -inhos que já correram e hoje sequer são lembrados...
Abraços
Fabio Marghieri, Itu/ SP
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Caros Eduardo Correia e Pandini,
Interessante esta coluna do Piquet hoje a respeito do Bernie e o acontecido em Indianápolis:
Polêmico é pouco
O Bernie Eclestone foi meu patrão na Brabham de 1978 até 1985. Depois foi meu patrão na F-1 até 1991. Tenho que dizer que devo muito a ele, que com ele aprendi a arte de negociar com firmeza e com justiça, a respeitar os adversários para que a vitória sobre eles fosse mais saborosa.
Durante esses 13 anos, ele não deixou de ter atitudes, dentro da equipe, ou de dar declarações propositalmente duvidosas que se espalharam rapidamente para além das fronteiras do esporte que é a sua criação maior. Mesmo a recente frase sobre mulheres e eletrodomésticos deve ser analisada pela ótica Bernie e não levada como uma ofensa gratuita, capaz de fazer corar os mais arraigados chauvinistas.
O Bernie foi o primeiro a enxergar o que a F-1 poderia ser, e assim ele a criou e a fez prosperar como um todo, como já havia feito prosperar a Brabham como equipe. Foi ele também o primeiro a enxergar que do jeito que anda a F-1 não vai continuar crescendo e, o que é pior, pode até diminuir perigosamente. Alguma coisa precisa ser feita para salvá-la nem que seja chamar atenção para ele próprio, tirando a F-1 da berlinda. Como o golfinho que atrai os olhares dos marinheiros para longe da rota de fuga dos filhotes ou o pássaro que finge a asa quebrada para ludibriar os predadores. Sabedoria popular diz que são aqueles capazes de rir deles mesmos que, no final, acabam rindo por último. Aguardem que o Bernie ainda não começou nem a sorrir. Ele não vai deixar a peteca da F-1 cair.
(fonte: Nelson Piquet - Tribuna)
Abraços.
Jovino, Brasília/ DF
Impressionante como as colunas da Alessandra destoam da mesmice do site. Ela poderia escrever sozinha aqui! Sinceramente, o argumento do regulamento de m... do Panda já cansou. Inventa outro bordão! Parabéns Alessandra. O que salva o site é você!
Daniel
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Eu concordo com você, Alessandra. Foi puro produto do Racio-símio do Max Mosley. Era só deixar a Michelin substituir os pneus e pronto. Como compensação, as equipes calçadas a Bridgestone poderiam fazer o mesmo e largar com pneus novinhos. Não era suficiente? A categoria rainha do automobilismo assombrará o mundo com sua derrocada, assim como muitos outros impérios que se corromperam.
Luiz Franco, Campos do Jordão/
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A única diferença da comparação dos pneus com chuteiras inadequadas é que a FIFA não proíbe que se troquem as chuteiras.
João
Olha aí, gente, eu não vi a corrida e acho que quase ninguém viu, porque simplesmente ela não passou nem na tv aberta, nem na fechada. Sendo assim, não dá para comentar as voltas que antecederam e a própria parada do Michael Schumacher em que Rubens Barrichello deveria andar mais para não perder a ponta. Também não sabemos qual foi o seu tempo de pit. Talvez a Ferrari tenha dado uma atrasadinha na vez dele para compensar. Quem sabe?
O que temos é aquela imagem da saída dos boxes que divide opiniões. Uns dizem que não houve nada demais: MS fez a trajetória dele e Rubens simplesmente errou. Outros que MS, mais lento, tomou um rumo que só não levou a uma batida por o RB contemporizou.
Considerando a segunda hipótese, mais plausível e dentro do script, não achei errado o RB tentar ir por fora. Não deu. Perdeu a curva e foi para a grama. Paciência.
Sinceramente, quem espera de RB uma atitude a la Senna, tipo aquela com o Prost, desista. Não vai acontecer. Isso não implica, contudo, que não se possa esperar dele garra e determinação.
O comentário de Rubens sobre a quebra do Kimi por insistir em não trocar pneu deixa bem claro como pensa o brasileiro. Ele disse que trocava o pneu sem problema. Perderia a ponta, mas ficaria com oito pontos.
Pode-se ir à loucura ouvindo uma declaração dessas. Chamá-lo de covarde, de acomodado, sangue de barata, mercenário, o que seja. Mas ele está certo.
Como também está em não ter chutado o pau da barraca e seguido em sua trajetória. Fazendo valer uma das leis mais elementares do tráfego: a da preferência. Ou seja, a preferência é de quem vem na principal. Quem está saindo ou cruzando deve esperar, reduzir, ir pelo cantinho. Não pode, simplesmente encaminhar o seu carro sem velocidade para o meio da pista. O que fez, obvia, arrogante e prepotentemente, o alemão.
Também sobre essa corrida que ninguém viu. Sabe-se que logo RB tirou a diferença que se estabeleceu entre os dois depois de seu passeio na grama, e passou a caçar de forma implacável o alemão até ser convidado a reduzir os giros.
Uma pena. Mas é isso. Acho que tem muita gente tecendo comentários sobre o que não viu.
Quanto a Barrichello, a despeito do que parece, não se trata de amar ou odiar, creio que é possível assistir às suas corridas, torcer por ele, curtir as suas ultrapassagens sempre elegantes e nem por isso menos arrojadas, e, de vez em quando, frise-se, ser brindado com uma vitória, cuja condição de ser obtida por um piloto, com todas as regalias vetadas, todas as queixas ignoradas, todas as ambições desencorajadas, lugares e horas errados, conquistas minimizadas, sambadinhas ridicularizadas, e tendo como companheiro e primeiro piloto um gênio - há de ser espetacular.
Barrichello não é segundo piloto, segundo é Montoya, o alemão da Willians. Barrichello e Fisichella são sétimos ou oitavos pilotos. Estão ali para somar os alguns pontos para o campeonato dos construtores. Além de inédito, inesperado e mesmo surpreendente um dos dois vencer o campeonato de pilotos, seria, mais que tudo, muitíssimo embaraçoso. Reflitam.
André Leone, Salvador/ BA
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O regulamento pode ser merda, ou qualquer outra coisa menos tangível, mas a coisa ficou fedendo mesmo foi a incompetência da Michelin. A Ferrari ficou na dela, quando, no início de campeonato, os Brig. eram uma caca, eles trabalharam para melhorar o conjunto carro/ pneu. E agora que a Michelin vem com essa baba toda, querendo ganhar no grito ou chorando as pitangas, que a segurança dos pilotos é que importa... pura balela, estavam andando com a calibragem dos pneus no limite e deu no que deu.
Acompanho a F1 desde 1972 e sempre houve muita discussão a respeito do regulamento e eu concordo com vocês, que do jeito que está não pode ficar. Bom seria tirar toda eletrônica da F1, cambio na mão, sem rádio, controle disso ou daquilo, aí eu queria ver quem tem garrafa velha para vender. Abraços de um fã de vocês.
Antonio Manoel C. Ribeiro, Assis/ SP
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Olá, pessoal.
Após os acontecimentos de Indianápolis, ao invés de demonstrar toda a minha indignação aqui no site, preferi primeiro ouvir algumas opiniões antes de escrever qualquer coisa. Confesso que, passados quatro dias, não estou tão aborrecido como a princípio.
Sem dúvida, a grande responsável por todo o tumulto ocorrido nos EUA foi a Michelin. Desde o início da temporada, a Brigstone sempre pareceu ser mais cautelosa que a rival francesa. Ao longo dos gps, os engenheiros da Michelin buscavam o limite de seus pneus. Na Austrália, todos lembram, tanto os pneus da Michelin quanto os da Brigstone resistiram muito bem à corrida. Rubens Barrichello chegou a dizer que os pneus poderiam resistir por mais uma corrida inteira. Edu disse há algum tempo que esta temporada de 2005 estava recordando a de 1994, onde tivemos duas mortes.
Aqui farei uma observação: a mentalidade dos dirigentes mudou. Em Ímola/ 94, mesmo com o grave acidente de Barrichello e a morte de Ratzenberger, optou-se pela realização da corrida. Em Indianápolis, ao verem que seus pneus não resistiriam aos 305 kms da prova, os carros foram recolhidos após a volta de apresentação. A idéia de construir uma chicane na curva do oval, onde Ralf bateu na sexta-feira, soou como uma piada de mau gosto. Alegaram que era a única maneira de evitar acidentes no local. Mas não haveria tempo até o início da corrida para que ela fosse testada pelos pilotos, que teriam de testar novas regulagens de freios. Além do mais, Ferrari, Jordan e Minardi, que levaram os pneus mais adequados, seriam punidos por um erro cometido pela rival Michelin.
Devo dar meus parabéns para a FIA, que cumpriu o regulamento, ainda que pudesse prejudicar o espetáculo. Acho que o principal erro da FIA se deve à aprovação do regulamento para esta temporada no ano passado. Proibir as trocas de pneus é um equívoco que deve ser reparado urgentemente. Mas eles impediram que o regulamento fosse descumprido. Os engenheiros franceses decidiram trazer às pressas pneus de sua sede em Clemont-Ferrand, na França, mas os comissários avisaram que haveria punições às equipes, já que o regulamento não permite mudanças nos carros entre o treino classificatório e a corrida. O regulamento também diz que deve haver, no mínimo, 12 carros para a realização da prova. Considera-se prova realizada o exato momento em que os carros partem para a volta de apresentação. A impressão que eu tenho é que as equipes de Michelin desconheciam esse artigo. Talvez achassem que o diretor de prova não teria coragem de dar a largada com apenas seis carros no grid.
Enfim, quem não trouxe a borracha correta apenas assistiu. Se a FIA abrisse uma exceção para a Michelin em Indianápolis, todos se sentiriam no direito de reparar um erro qualquer burlando o regulamento. A decisão foi acertada.
Falando sobre a corrida, muitos estão dizendo que o público norte-americano deveria processar a FIA, a Michelin, as equipes, a Ferrari e o diabo a quatro pela ridícula corrida. Sinceramente, eu não acho! Os EUA nunca simpatizaram muito com a F-1, talvez por não ser como a Nascar e a IRL, onde os carros batem o tempo todo, o safety-car fica umas duzentas voltas na pista e só assim os torcedores têm tempo para comprar um cachorro-quente, um hambúrguer ou uma lata de cerveja sem perder nada da corrida. Na F-1, o ritmo de corrida é muito mais rápido e parece deixá-los um pouco de saco cheio. E dizer que a corrida foi horrorosa parece um equívoco. Não é todo dia que temos o prazer de assistir a um pega espetacular entre Rubens Barrichello e Michael Schumacher, ou melhor, parte de um pega espetacular (falarei disso depois).
Quanto ao incidente na saída de box de Schumacher, talvez o alemão poderia ter aliviado um pouco, já que Rubens vinha rasgando a reta com quase o dobro da velocidade. Alguns leitores insistem em dizer que Barrichello deveria dividir a curva para tocar no alemão. Mas para quê? Só para ver o Monteiro vencer com o Karthikeyan fazendo a dobradinha da Jordan? Para que todos depois apontassem o dedo para ele? Barrichello não precisa disso. O simples fato de não ter desistido da vitória duelando com um heptacampeão deve ter despertado a atenção de muitos chefes de equipe, podem ter certeza! Só não entendi por que ele resolveu atender ao pedido da Ferrari e diminuir os giros do motor. Em Nurburgring, ele afirmou que trataria Schumacher como um piloto qualquer. Será que vem renovação de contrato por aí? Não duvido, mas tenho absoluta certeza que ele teria vaga na Williams, BAR e, com alguma conversa, Toyota, Renault e Mclaren. Mas, como disse o Flávio Gomes, Rubinho perdeu porque perdeu. Sem estresse!
Quanto à sua declaração após a prova, eu confesso que a achei absolutamente normal, sem demérito nenhum ao fato de ser brasileiro. Eu vi a entrevista e ele estava calmo e sensato. Disse apenas que se sente pequeno diante de Schumacher e toda a cúpula da Ferrari. Enfim, foi sincero. Pelo que saiba, não disse nenhuma mentira. A má-vontade com o rapaz é tanta que ninguém reparou que ele não desistiu de vencer. Ele poderia muito bem se acomodar na segunda posição e abdicar da vitória. Não seria pressionado por ninguém mesmo!
Sobre a ridícula transmissão da Globo, faço minhas as palavras do Panda. Cortam a transmissão da prova, mostram um jogo de meia-tigela e não dão nenhuma satisfação aos telespectadores. Não condeno a atitude da emissora por optar pelo futebol. Só acho ridículo que ela nos mantenha vendo um jogo que realizou a proeza de ser mais horroroso do que a própria corrida (que, pelo menos, teve uma bela disputa entre os pilotos da Ferrari) sem nos dar qualquer informação. E mais ridículo ainda é que o Sportv estava transmitindo o mesmo jogo. E já que estou chutando o balde, terminarei o serviço: eu perdi minha admiração pelo futebol há muito tempo. Acho um tapa na cara do brasileiro que uma seleção que tenha os melhores jogadores do mundo simplesmente não jogue o que sabe. Há muita gente que discordará de mim, mas a minha sensação é que o futebol é um esporte em que ninguém treina. Parece que ninguém quer melhorar. Felizmente, descobri o vôlei há pouco tempo. Além de ser um esporte muito mais técnico e tático, há espaço para as mulheres. E os técnicos de vôlei, diferentemente dos de futebol, são verdadeiros estudiosos que observam os times adversários com atenção. E lá, os assistentes técnicos trabalham.
Peço desculpas, nem deveria estar escrevendo sobre isso, já que este é um site de automobilismo, mas estou de saco cheio!
Só mais uma coisa: parece besteira, mas não é! Já que a Rede Globo insiste em chamar a Red Bull de RBR, por que nós não a chamamos de RG quando nos referirmos a ela, como fazem no grandepremio? Tudo bem, alguns rirão quando lerem meu comentário, mas...
Um grande abraço.
Willian Lopes Machado, Brasília/ DF
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É uma vergonha!! Onde já se viu, seis carros no autódromo mais famoso e conhecido do mundo?
O que eu queria que houvesse no GP era ver o Schumacher com a traseira arrebentada! Por que o Barrichelo não encheu a traseira do Schumi quando eles saíram do pit stop?! Assim a corrida teria duas equipes lutando pela vitória, pelo pódio e pelos pontos (Minardi-Jordan)!
Moral da história: corrida sem graça. Alonso, Kimi, Trulli, Montoya e Fisichela, todos fora da prova. E olha que os que estão brigando por vitórias! Uma sacanagem!
Isaque Cesário da Costa, Sertãozinho/ SP
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Prezados amigos,
Tenho lido as opiniões de todos sobre o GP de Indianápolis, internautas e jornalistas. Permitam-me também expressar algumas considerações. Fazendo uma analogia com o futebol, imaginemos uma partida de Copa de Mundo, por exemplo, Brasil e Alemanha. Vamos supor que, 5 minutos antes de começar o jogo, o técnico brasileiro descobrisse que as chuteiras levadas pela sua equipe não serviriam para o gramado pesado, pois choveu muito durante toda a noite. Aí, nossa comissão técnica pediria para a Fifa construir alguns morrinhos ao longo do campo, para o time alemão não levar vantagem, porque tem chuteiras adequadas para o gramado pesado. Ou cavar alguns buracos dentro da grande área. Ou outra grande idéia do mesmo tipo.
Desculpem, mas a única culpada pelo acontecido em Indianápolis foi a Michelin. Levou chuteiras erradas. A FIA não poderia construir chicanes. Nem permitir a troca de pneus. Quantas vezes a Bridgestone não deve ter errado na escolha de pneus? Os Michelin só agüentariam 10 voltas? Então, largassem e parassem com 10 voltas. Respeitariam o público e diriam que esse era o limite dos pneus. Afinal, o público norte-americano já está acostumado a ver seus GP adiados porque está chovendo e na chuva eles não correm. Acho que correr 10 voltas é melhor do que nenhuma volta. A FIA não errou, a Bridgestone não errou, as equipes não erraram, apenas a Michelin errou. E pagou um bom preço pelo erro, com o desgaste de sua imagem, atenuada pelo reconhecimento público deste erro. E ponto final. Vamos para a próxima corrida.
José Ayres, São Paulo/ SP
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O GP dos EUA de 2005:
1º) Histórica decepção e provavelmente o fim da epopéia americana da F-1. O triste fruto de um regulamento de m... Indianápolis está maculado para sempre por este vergonhoso episódio.
2º) O Rubinho Barrichello, embora seja um bom piloto, é um babaca convicto.
3º) E a Danica Patrick é mais macho que o Ralf Schumacher.
Quanto à F-1 só me resta me lembrar de seu glorioso passado. Nada mais. Um abraço a todos do site e a seus leitores. Estou sempre com vocês.
José Paulo de Vicencio Junior, São Paulo/ SP
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Há coisas que bem não se explica...
Com a vitória em Indianópolis, Schumacher renasceu no campeonato desse ano! Particularmente, acho que ele precisará de muita sorte (muito mais do que dizem que ele teve em sua carreira) para conseguir o título. Mas o que não entendo é que as pessoas já afirmaram que se Schumacher conquistar o título por menos de 10 pontos, será um título fraudado, sem valor! Que original! Pensando dessa forma, eu arriscaria dizer que o título de Alonso não vai valer, pois os pneus Bridgestone tiveram deficiência técnica em algumas corridas, chegando a furar! Que dizer então de Raikkonen, que saiu da prova na última volta por causa de problemas acarretados pelos pneus? O título de Alonso não valerá por causa disso?
Verdade é que os títulos de Schumacher jamais valerão nada, nadinha. Como é sabido de todos, qualidade vale mais que quantidade. Então, azar do Schumacher: se ele tivesse parado no 3º ou no 4º, talvez teriam mais respeito por ele. Que contradição, não? Se ele tivesse ganho somente 30 corridas, 40, talvez valessem mais. Mas, não! Quem mandou o chucrute voador ganhar 84 corridas? Eclestone? Mad Max? Rubinho?
Então, dirão: Ele foi 8 vezes campeão, mas esse último título não teve valor, pois ele ganhou uma corrida sem adversários. O primeiro e o segundo títulos também não tiveram valor porque o carro dele era nitidamente irregular. Os outros 5 títulos também não tiveram valor porque ele tinha o melhor carro, a melhor equipe, com mais dinheiro! Quem não seria campeão dessa forma, não é mesmo?
É como se diz: Há coisas que bem não se explica...
Márcio Silva, Taguatinga/ DF
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Depois de ler toda a espécie de comentário sobre o GP de Indianápolis, fui rever quadro-a-quadro, a famigerada atitude de Schumacher (Dick Vigarista pros recalcados). Após esta verificação, observei que o piloto alemão (daí a repulsa de alguns torcedores brasileiros) não ultrapassou a faixa branca de limita a saída do box com a pista. Sendo assim, a manobra foi lícita, ou tem uma regra nova que o piloto que sai do box deve ligar o pisca e dar a preferência, talvez eu esteja desinformado?
Mas conhecendo de longa data a postura de boa parte dos torcedores, me atrevo a fazer uma pequena projeção se fato fosse ao contrário, O piloto brasileiro estaria sendo endeusado como piloto arrojado, que enfrentou o alemão, e dane-se tudo o mais.
Lamentável.
Ricardo, Gravataí/ RS
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Só lamento uma coisa nesse GP de Indianápolis, que talvez fosse a única situação que levaria a prova a um resultado memorável: Rubinho Medroso Azarrichello deveria ter enchido o carro no final da reta em cima do alemão. Com isso, teríamos um emocionante pódio composto por Jordan e Minardi.
Abraço a todos que, como eu, adoram a F1, e que depois de ficarem p... por não poder assistir à corrida (por causa do jogo da seleção brasileira), pelo menos assistiram um pouco menos da palhaçada armada. Acho que agora sei porque chamam a F1 de CIRCO!
Arthur Chagas, Salvador/ BA
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Caro Tite,
Acabei de ler a sua crônica “O Culpado sou EU”. Achei-a sensacional. Cheia de verdades ditas com bastante ironia. Você deveria enviar uma cópia pra Mixulan, para que eles tomem emenda, e também para a FIA, pra não editar tantas besteiras. Que volte, o mais breve possível, a troca ilimitada de pneus durante as corridas antes que alguém morra em algum acidente maluco e inevitável.
Parabens, e continue nos brindando com o que há de melhor na crônica.
Um grande abraço,
Jessé Soares, Campos dos Goytacazes/ RJ
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Depois de ler com mais detalhes o comportamento beligerante do Depasquier da Michelin em Indy, cheguei à conclusão que ele está merecendo o Premio Jefferson de pontaria no ventilador e o troféu Sai Zé de puxador de briga, vocês não acham? Abraços.
Victor Lagrotta , São Paulo/ SP
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É muito fácil criticar uma pessoa e chamá-la de incompetente sem ao menos fazer uma autocrítica. Desta forma seria mais honesto simplesmente não ver mais nenhuma corrida da F1. Para que continuar assistindo se cada vez que algo nos contraria sentimos a necessidade de ofender alguém? Ficar feliz porque uma outra pessoa está furiosa porque algo ruim lhe aconteceu. Não é esse o objetivo de nenhum esporte ou mesmo de nossas próprias vidas. Criticar alguém de uma forma agressiva sem nunca ter sentado ao menos em um kart em toda a vida ou pelo menos chegado perto de onde o outro chegou! É muito fácil!
Difícil e doloroso mesmo é se enxergar. Os únicos culpados no GP dos EUA foram as equipes, que, sem avisar ninguém, fizeram uma cena e depois foram para o pit esperando alguma manifestação. O público presente foi para assistir uma corrida do campeonato DE F1, e assistiu uma corrida aonde tudo ocorreu dentro das regras.
Quem se preparou melhor e correu melhor venceu. Quem não se preparou e no caso nem pôde correr perdeu. Esses devem desculpas, pois, um erro grosseiro como esse prejudicou o espetáculo, mas não a corrida, pois ela aconteceu e teve 1º, 2º e 3º lugares.
Renato Gomes, Niterói/ RJ
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Caros colegas de site, a maior estupidez dentre as várias que ocorreram no último GP de F1 foi a aliviada que o Rubens Barrichelo deu quando dividiu a curva com o alemão. Aquilo, sim, foi burrice, ora! Se já chutou o balde, não devia ter aliviado, ao contrário, tinha que ter mandado ver! Ou alguém tem dúvida de que se fosse o Senna naquela dividida de curva com o Schumacher os dois não teriam batido?
Poxa, o Rubens devia ter mais ambição, até porque já que ele saiu da pista, então que tivessem sido os dois!
Um abraço.
Frankllyn Mello, Belo Horizonte/ MG
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Coluna do Tite: “Apenas quatro corridas são transmitidas ao vivo para os EUA, não tem americano correndo, nem equipe com cacau do tio Sam”.
É preciso lembrar o monte de patrocinadores americanos que injetam dinheiro nas equipes (ex. HP-Williams).
Linus
Elogios para quem merece
Marcelo Jardim
O que aconteceu neste final de semana no que era para ser o GP dos Estados Unidos, com aquela cena ao mesmo tempo inacreditável e inesquecível dos quatorze carros entrando no boxe, com as Ferraris passando ao fundo para alinhar para a largada, foi para mim definitivo.
Não vou dar importância para o que fazem ou deixam de fazer estes dirigentes, diretores, comissários da F1, ou seja lá o que forem. Depois do que aconteceu, acredito que esta turminha prepotente não mereça se quer uma notinha. Mesmo porque eles estão c.... para o que todos nós pensamos.
O que realmente vale, e isto pude constatar com muita admiração, é a existência de pessoas que amam a F1, independente do que fazem contra ela. Pessoas que têm um puta discernimento para serem saudavelmente isentos em suas declarações. E, mais ainda, pessoas que têm por preocupação básica a informação sempre em alto nível.
Por isso, diante da completa falta de transparência em tudo que a F1 envolve, diante de tantas mentiras e diante de tanta arrogância que é a F1 hoje, é um alento saber que as pessoas responsáveis pelos sites Grande Prêmio e GPTotal são pessoas sérias e que têm respeito para com aqueles que os acessam.
É um barato ler diariamente no Grande Prêmio as notícias acompanhadas por comentários, muitas vezes irônicos, mas sempre com personalidade. É muito bacana também ler no GPTotal as fantásticas colunas dos que fazem este site um espaço democrático jamais visto. E a complementar, os comentários dos leitores, às vezes críticos até demais, outras vezes polêmicos em excesso, mas sempre pertinentes e de altíssimo nível.
Fico me perguntando que site, inclusive os estrangeiros, que tem o privilégio de ter tantos colunistas e internautas com tanto conhecimento e dispostos a transmitir pelo simples prazer de compartilhar com os outros daquilo que tanto gosta?! Ter tantos internautas simplesmente fundamentais?!
Seria interessante que ambos os sites fossem editados também em inglês, para que os “bacanas” lá da Europa, principalmente do Reino Unido, tivessem a sorte de poder lê-los. Para mim deveria ser inclusive lição de casa para aqueles que insistem um descaracterizar a F1.
Por isso não vou gastar meu tempo com aqueles “manés” que dirigem a F1, porque ela não merece vocês. Ela é superior as suas mesquinharias. Vou, sim, elogiar quem realmente merece. Vou dar meus parabéns aqueles que transformam a F1 em algo prazeroso e digno de se acompanhar.
Vida longa ao GPTotal e ao Grande Prêmio!!
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Faço absolutamente minhas as palavras da opinião de Eduardo Correa. Até o momento a análise mais coerente, imparcial e realista do que aconteceu em Indianápolis.
Já disse antes que um dia essa categoria vai pagar caro por negligenciar irresponsavelmente e repetidas vezes aquilo que lhes deveria ser mais precioso: o fiel, apaixonado e ignorado público.
É indesculpável uma falta de acordo que garantisse a realização da prova. Afinal a F1 é uma sociedade secreta ou um entretenimento esportivo, conceitualmente falando? A Mercedes-Benz está lá só para provar a superioridade da sua engenharia para a vizinha BMW ou para garantir a manutenção da sua imagem de qualidade, resistência e velocidade para seus consumidores ao redor do mundo?
Nem me interessa quanto as equipes gastaram para levar seus equipamentos, quem deixou de pontuar, quem ganhou ou quem perdeu. O único prejuízo relevante foi do público.
Sobre a ultrapassagem de Michael sobre Rubens, nada de anormal. Ele estava no lugar certo, na hora certa e sabia principalmente que o brasileirinho — como Rubens definiu a si próprio — não iria tratá-lo como um piloto qualquer ao contrário do que havia imaginariamente prometido.
Sobre a Globo, só tenho a dizer: que falta nos faz um Ayrton para que o automobilismo volte a ter o mesmo espaço e importância de antes.
Douglas Lucas, São Paulo/ SP
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Olá Pandini, Edu, demais colunistas do site e amigos do GpTotal.
Lendo suas colunas e algumas das participações dos leitores cheguei a formular uma hipótese que, creio eu, é bem plausível. Vejamos:
Quando a Michelin descobriu que seus pneus apresentavam falhas de projeto ou construção e que, desta forma, os mesmos não poderiam ser utilizados em sua máxima performance sem comprometer severamente a segurança dos pilotos, depararam-se com um abacaxi do tamanho do mundo a ser descascado. Simplesmente porque os fatores da equação velocidade X segurança eram inversamente proporcionais. Uma espécie de cobertor curto. Ou se cobre a cabeça ou os pés. Algo assim.
Para que os pneus pudessem durar as setenta e tantas voltas do Gp, os mesmos não poderiam ser muito exigidos o que, conseqüentemente, acarretaria uma queda substancial de velocidade de todas as equipes que usam os pneumáticos franceses. Daí até a sugestão da FIA para que seus carros fizessem a curva 13 mais lentamente.
Convenhamos que, se as equipes com pneus Michelin acatassem tal sugestão e privilegiassem a segurança, poderiam perder, especulando, uns 4 segundos por volta. Conseqüentemente, veríamos McLaren, Renault e etc disputando posições com Minardis e Jordan. Seria uma derrota muito humilhante, um vexame para os franceses e suas equipes. E uma grave ofensa à imagem da Michelin. Aliás, dessa minha suposição poderíamos encontrar a justificativa para a afirmativa de Schumacher ao garantir a vitória da Ferrari mesmo que todos os competidores estivessem na pista.
Com esse rabo-de-foquete, o que se viu foi a seqüência de fatos lamentáveis que presenciamos no domingo. Proposta de gincana até a retirada da pista. Até tentaram responsabilizar a Ferrari e a FIA pela não realização da corrida. Como não deram certo as tentativas, a Michelin tomou a atitude que tomou. Entretanto, acho que a opção da Michelin em não disputar o GP acabou sendo um tiro pela culatra. Quiseram se poupar de uma derrota vexatória na pista e acabaram proporcionando um vexame ainda maior fora dela, trazendo prejuízos irreparáveis à imagem da F1, principalmente nos EUA. Todos saíram perdendo. E as conseqüências dos acontecimentos do último fim-de-semana ainda estão longe de estarem claras. É esperar os próximos capítulos desta novela triste de politicagem que virou a F1.
Então, vocês acham que é razoável o que expus ou estou delirando, babando na gravata?
Um grande abraço a todos.
Herik Nelson, Belo Horizonte/ MG
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A notícia abaixo não foi muito divulgada (só achei em francês, em http://f1.racing-live.com/fr/index.htm), mas a meu ver muda um pouco as coisas de figura. O mais impressionante nessa história é que quando a Firestone teve o problema, ninguém hesitou em fazer algo para solucioná-lo (e a mudança foi drástica). Quando a Michelin teve seu problema, não houve qualquer boa vontade para arranjar uma solução. E se olharmos por outra ótica, ainda vem outra pergunta relevante: será que, se não houvesse esse episódio com a Firestone e as condições de pista não fossem modificadas, a Michelin teria tido os problemas desse fim de semana?
Segue a notícia:
A pista de Indianápolis tinha um problema – conhecido desde 5 de abril.
No último 5 de abril, uma sessão de testes privados de dois dias, reservado aos monopostos do campeonato de IRL, começou no circuito de Indianápolis, mas após
apenas algumas horas, essa sessão foi interrompida por causa de um fenômeno estranho e qualificado de potencialmente perigoso pela - Firestone!
Na época, nós escrevemos: Se a menor contrariedade a respeito da pista ou dos pneus deveria acontecer, isso poderia criar um sério problema de segurança.
Eles (os pneus Firestone) tinham encontrado alguma coisa de inesperada e jamais vista anteriormente - declarou então Brian Barnhard, presidente da IRL - eles vão pegar de volta os pneus e re-examiná-los. Nosso dever é lhes oferecer uma pista segura. Nós temos os depoimentos e os dados dos pilotos que correram ontem e eu estou convencido de que nós teremos um diálogo continuado com a Firestone. Se
alguma coisa deve ser feita, a seu pedido, nós a faremos.
Com o intuito de resolver esse problema, os promotores do circuito de Indianápolis decidiram estriar o revestimento da pista. Duas semanas mais tarde, Firestone se apresentou a uma nova sessão de testes privados com pneus modificados. Uma sessão que aconteceu sem incidentes, assim como as 500 milhas, algumas semanas mais tarde. Interrogados pela AFP nesse fim de semana, Pierre Dupasquier afirmou que o recapeamento estriado fazia parte das hipóteses.
Vale lembrar que a Firestone é uma filial da Bridgestone. Daí a afirmar que essas duas empresas compartilharam informações às quais a Michelin não teve acesso, vai só um passo...
Lucas Bleicher, São Carlos/ SP
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Caro amigos do GPTotal,
Em primeiro lugar, obrigado, Edu Correa. Estava me sentindo o último dos moicanos. Se o regulamento é de ouro, de excrementos ou, seja lá o que for, não me parece ser o problema.
Uma crise desse tamanho jamais pode ser atribuída a três linhas mal escritas. Nem as melhores Leis são capazes de prever todas as possibilidades. Já o bom senso, sim, é insubstituível. Graças à falta dele, podemos encontrar em cadeias brasileiras, pessoas cumprindo 4 anos por furto de um pacote de salsichas (isto é fato!). Tudo dentro da Lei. Juiz obtuso, regra cumprida, estrago feito. Qualquer pessoa que já ligou para um serviço de atendimento sabe o que estou dizendo. Não há vida inteligente em quem segue regulamentos ao pé da letra. Para quem enxerga o mundo em preto ou branco basta o inesperado e pronto, trava tudo, dá pau, a estupidez e a burocracia tomam conta. Quer algo mais inesperado e absurdo do que 7 equipes sem pneu para correr? Quer algo mais estúpido e burocrático que uma corrida com 6 carros?
Aí vem aquele nhém-nhém-nhém méritocrático de “uns trabalharam direito outros não...” então tá, vai lá e dá a largada só com 6. Estraga a imagem da F1. Será que alguém imagina uma final de Copa do Mundo ser vencida por W.O. porque, na maior incompetência da história, uma das equipes não tem chuteiras para entrar em campo? Se todas as 10 equipes entrassem num acordo, privilegiando a disputa dentro da pista, a FIA não teria espaço para sua paquidermia.
Finalmente, e sei que vou tomar pau por isso, gostaria mencionar a posição do Schumacher. Não dá para concordar com um heptacampeão, detentor de todos os recordes possíveis e imaginários, lenda viva, transitar pelo box como se fosse apenas mais um empregado sob contrato de uma grande corporação, “sem saber que os outros não iam correr”. Grande poder traz grande responsabilidade. Claro que a culpa não é dele, mas em momentos de crise, poderia se preocupar mais com esporte, desculpe, com a categoria que lhe deu tudo ao invés de só se preocupar com a bandeira quadriculada. Bate no peito e chama a responsabilidade: “Aí ô Barrica, Gordito, Jr., Ice, Espanhol, Tchuquinhas, Zé manés, vamo corrê essa merda! Sugestões?”. Depois: “Aí ô Todt, Bernie, tio Mosley, a galera decidiu o seguinte...”.
Teria ou não teria peso?
O fato triste é que o maior campeão da história esteve no alto do pódio nos dois momentos de maior infâmia da F1. Uma pena, Michael.
Outro dia, o tenista top 5 Andy Roddick tinha um matchpoint a seu favor. O ponto é jogado e o juiz marca bola fora de seu adversário. Seria a vitória se ele não chamasse o juiz e mostrasse que a bola tinha sido dentro. Como resultado o jogo continua e Roddick perde a partida. E olha que ele é americano! O espírito esportivo está por aí, pessoal da F1. É só tirar o olho do umbigo.
Abraços,
Mario Galhardo, São Paulo/ SP
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Olá, Mario. A respeito de sua sugestão sobre a atitude que poderia ter sido tomada por Schumacher, há uma história que - creio eu - ilustra muito bem o que poderia ter acontecido. Todos se lembram que o GP da Itália de 2001 foi disputado cinco dias após os atentados nos Estados Unidos e um dia depois do acidente de Alessandro Zanardi em Lausitzring. Todos estavam consternados e Schumacher, durante o briefing dos pilotos, sugeriu um acordo para que ninguém disputasse posição na primeira chicane após a largada. Reação imediata de Jacques Villeneuve: "Não aceito". E o acordo foi por água abaixo. Abraços. (LAP)
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Há pouco vi um comentário de um internauta tecendo sobre a atitude de Barrichelo. Realmente é triste, como brasileiro, ver por onde está enveredando o nosso representante na F1. Explico:
1) Ele não está sendo capaz de enfrentar o Schumacher e em Indy estavam só os dois disputando a corrida e ele perdeu;
2) Estava com cerca de 3s de dianteira para o Schummy e não conseguiu manter com a parada do Schumacher;
3) Quando Michael apareceu, repentinamente, tomando-lhe o seu traçado, deveria Rubens - ter mais coragem - e não abrir do seu, mesmo que resultasse em batida e vitória de Thiago Monteiro Vagaroso; mas, não, o Sr. Rubens, mais uma vez, preferiu dar uma de coitadinho e reclamar. Reclamar....
4) Schumacher venceu com méritos dele, são os mesmos que ele sempre usa quando está a perigo de ser derrotado, é o jeito dele e vem dando certo, afinal já é o maior vencedor na F1;
Acho que nunca um apelido caiu tão bem quanto o de Dick Vigarista para o Sr. Michael Schumacher. O homem usa e abusa de seu talento natural e artimanhas questionáveis para se dar bem.
Percebam que quando ele topa com o Montoya seus planos normalmente dão errados, nem que seja para os dois, mas o colombiano não abre pra ele (Schumacher) nem que a vaca tussa.
O Rubinho deveria passar mais tempo conversando com o Montoya, talvez ele melhore sua pilotagem, quando estiver pilotando com o Schummy. Enfim, acho o Schumacher um abusado tipo tá com medo, então pára e o Rubinho um medroso que, se ameaçado, pára.
Digo isso, mas sei que o Rubinho já está muito velho para mudar de atitude. É um medroso como piloto enfrentando outros.
Mudando um pouco, acho interessante, às vezes, os comentários do Galvão na TV em relação a quem ele gosta ou não gosta. Vejo claramente uma implicância com o Villeneuve. Ele, quando o Villeneuve segura algum piloto, chama o rapaz de chicane ambulante e, quando Massa, segura - como foi o caso da corrida passada - é um grande piloto, sensacional. É um puxador de saco mesmo.
Abraços.
Jose Airton, Teresina/ PI
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Olá, amigos.
Eu havia tomado a decisão de não comentar o tal GP dos EUA. Mas, como inevitavelmente tenho lido muita coisa a respeito, com os mais diversos enfoques, acabo me rendendo e emitindo a minha modesta opinião a respeito.
Diante de tudo o que li e vi, não apenas agora, mas ao longo destes últimos anos, me parece que o ocorrido no domingo foi mais um capítulo da novela da cisão da F1. É claro que houve o problema dos pneus, que não foi intencional. Mas o problema foi potencializado pela luta que está acontecendo entre a maioria das equipes contra a FIA e a Ferrari, que já assumiu compromisso com a primeira.
No jogo de influências, pressões, etc., a FIA e a Ferrari não cederam aos adversários nenhuma oportunidade de obterem alguma vantagem, decorrente de um erro da fornecedora de pneus, pensando justamente na grande oportunidade que isto representava para reforçar os seus argumentos em busca de seus objetivos: a “standartização” da F1. Em contrapartida, os demais não perderam a oportunidade de demonstrar, claramente, o que seria uma corrida se eles pularem fora do circo para uma nova categoria.
Um problema aconteceu e ambas as facções viram oportunidades que tentaram aproveitar em benefício próprio. No conjunto geral da obra, parece-me que a galera da GPWC se deu melhor. Ou alguém imagina que, do dia para a noite, irá surgir mais alguma equipe em condições de rivalizar com a Ferrari se McLaren, Williams e Renault caírem fora. As corridas serão exatamente aquilo que vimos no domingo.
Só o Mad Max parece que não percebeu isto.
O intuito de se promover a padronização da F1 irá, com toda certeza, levar a categoria inexoravelmente rumo a IRL e Fórmula Mundial (?). Daqui a pouco alguém irá sugerir a disputa de corridas em ovais para melhorar o espetáculo.
Vivemos, realmente, tempos muito tristes.
Elieser Fagundes, Florianópolis/ SC
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Como todo amante da Formula 1 e do automobilismo em geral, estou triste. Triste por ver a F1 se transformar em... nessa coisa.
No final da história, o que restará é uma pálida sombra do que foi. E restará se lembrar de Fangio, Clark, Lauda, Fittipaldi, Stewart, Prost, Piquet, Senna, Schumacher e o que F1 foi um dia.
Abraços.
Rafael Chiarinelli, Nova Odessa/ SP
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Prezados amigos do GPTOTAL.
Intransigência burra em nome de uma obediência cega a um regulamento de merda. É assim que intitulo o embuste à que assistimos, no dia 19 de Junho de 2005, no Sagrado Templo Indianápolis.
Não fossem os lamentáveis fatos ocorridos, estaríamos nos referindo ao Grande Prêmio (GP) de Fórmula 1 em Indianápolis - EUA. Mas chamar ao que assistimos de Grande Prêmio é um insulto à memória de homens que deram sua vida por um esporte baseado na coragem e no espírito de progresso (esta é uma parte da dedicatória aos pilotos de competição e, também, ao automobilismo de competição, feita no filme Speed Fever ou Fórmula 1- Febre de Velocidade, título do filme no Brasil, no final dos anos 70 — se não me engano, entre 1978 e 1979). Um insulto à Fórmula 1 e à sua gloriosa história. E, principalmente, chamar aquilo de corrida, é um insulto ao automobilismo de competição e ao esporte a motor em geral, onde costumamos assistir corridas de verdade!
Solidarizo-me com as vaias de 100.000 espectadores que foram prestigiar a Fórmula 1 e se viram enganados e desrespeitados pela FIA e seus dirigentes, e também, pelos organizadores da F1.
Como entender esta atitude, justamente em um mercado tão ambicionado pela F1 e que ao mesmo tempo, relativamente, não valoriza a Fórmula 1 como esta mereceria? Basta lembrar que o público estimado nisso que deveria ter sido uma Corrida de Fórmula 1 foi de aproximadamente 100.000 pessoas, e que, na edição 2005 das 500 milhas de Indianápolis da Fórmula Indy (IRL), o público foi de 500.00 pessoas!
Evidentemente, entendo que a IRL merece este público todo, mas penso, também, que a F1 pode conquistar o mesmo status nos EUA, pois ambas são categorias de ponta, e não há por que haver esta negativa rivalidade entre as duas. Mas, agora, com o fiasco que o mundo testemunhou, tudo ficou mais difícil para a F1 nos EUA. Como esperar sucesso nos próximos GPs dos EUA de F1 (se é que estes ainda tornarão a acontecer)?
Como explicar algo que deixou perplexo o mundo do automobilismo de competição?
Entretanto, existiram neste triste evento, atitudes digna de louvor e aplausos e que são elas:
- A atitude da Michelin, que assumiu publicamente seu erro e responsabilidade na deterioração dos pneus de sua fabricação, e que provavelmente ocasionaram o acidente do Piloto Ralf Schumacher;
- A corajosa orientação da Michelin às equipes que utilizam seus pneus à não participarem da Corrida, preferindo evitar assim, algo que poderia se transformar em uma das maiores tragédias (potencialmente) do Automobilismo de Competição e da F1;
- A prova de grandeza da Michelin, que preferiu associar seu nome ao erro, do que promover uma catástrofe em potencial, e, com isto, mostrou uma grandiosidade ímpar em não participar do evento (que neste momento, não merece ser chamado de Grande Prêmio);
- A lúcida sugestão de trazer um novo lote de pneus com um novo composto e que inexplicavelmente não foi aceita, sabe-se lá se pela FIA, se pelos organizadores da F ou ainda, se por ambos;
- A também louvável decisão das equipes que utilizam pneus Michelin em não participar da prova; neste caso, entenda-se donos de equipes e seus pilotos;
Pelo que sei, o regulamento (até mesmo este, de merda) pode abrir exceções em casos de força maior. Se o grave problema verificado nos pneus Michelin não é um caso de força maior, não sei o que seria. Como exemplo: não se pode dar auxílio externo a nenhum carro que pare na pista. Entretanto, se o mesmo , independentemente do motivo, parar em local perigoso e não conseguir sair dele por condições próprias, é permitido o auxilio para retirada do local de risco!
Se o bom senso prevalecesse nas Organizações tanto da FIA, como da F1, todo o fiasco poderia ter sido evitado com a permissão em caráter extraordinário da vinda dos lotes de pneus, com compostos novos e sem os graves problemas verificados.
Mas, não! A escolha foi pelo caminho mais árduo e com conseqüências imprevisíveis para a F1, pelo menos nos EUA.
Não se sabe também, a repercussão que terão tais fatos, entre os milhões de telespectadores pelo mundo inteiro, que amam ou apenas gostam da F1. Como ficará a credibilidade daqui para a frente, e a audiência?
Creio que em futuro próximo saberemos, e temo muito pelas conclusões!
E por derradeiro: Que os deuses da velocidade se compadeçam e auxiliem a Fórmula 1 a superar mais esta crise.
Um grande abraço à Família GpTotal.
Paulo C. Winckler, Porto Alegre/ RS
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Sobre a coluna de Luis Fernando Ramos, concordo com quase tudo. Me pergunto apenas uma coisa: se a maioria vencesse nas discussões da F1, teríamos uma chicane na curva 13, o que, na minha opinião, seria muito mais ridículo.
Maickel Hubner, Joinville/ SC
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Escrevo para demonstrar minha repugnância em relação a esse GP. Se eles tivessem o mínimo de bom senso, ao menos teriam cancelado a corrida, marcado para outra data do ano, de graça. No fundo, no fundo, eles não estiveram nem aí para os espectadores e os telespectadores. E se os leitores pensassem como eu penso: e daí que os pneus estavam com defeito, e daí se os pilotos batessem? Eu estou na frente da TV para ver corrida. Já disse: era melhor cancelar, ainda mais que eu já sabia que a Globo, outra que não está nem aí para a gente, iria interromper a corrida (???) para passar uma bosta de um jogo que terminou até com vitória do México. Afinal, se fizeram isso no ano passado no GP da Bélgica, por que não fariam agora?
Cristiano, Vitória/ ES
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Olá,
Dessa vez escrevo para parabenizar as excelentes (para não dizer, as duas melhores) colunas de Eduardo Corrêa e Luiz Fernando Ramos sobre a mais ridícula corrida de Fórmula 1 dos últimos tempos (para não dizer de toda a história...). Simplesmente muito agradável e satisfatório ver duas abordagens coerentes sobre o ocorrido em Indianápolis.
Na coluna do Eduardo Corrêa, destaco sua suspeita de que a Michelin errou na fabricação dos compostos de pneus para Indianápolis, motivada por pressões e contra-pressões do duelo McLaren x Renault. Isso se alinha com o que tentei explicar em minha última mensagem ao GP Total, que o erro da Michelin pode ter acontecido pelo fato da fabricante estar no limite de suas possibilidade técnicas, e têm que aproveitar tudo para se manter à frente da Bridgestone.
Também corretíssima a abordagem do Edu de que grande parte da culpa foi do Regulamento, que impede troca de pneus. A FIA deveria conceder algumas exceções dessa regra em algumas circunstâncias muito especiais, e na tarde do último domingo seria a circunstância mais anormal possível para que alguma exceção fosse feita.
Muito embora, não há como negar que o problema de tudo isso não foi somente o erro da Michelin e o Regulamento de pneus, não. O buraco era mais embaixo mesmo, e o buraco era onde, onde?! Na tecla que há muitos e muitos anos mais venho apertando, e dizendo que aí está o problema real de toda a Fórmula 1: a falta de espírito-esportivo na categoria! Não vou entrar nessa questão, que é complexa, e deixaria essa minha mensagem aqui absurdamente mais longa, mas qualquer dia ou qualquer época posso escrever mais sobre o que penso sobre isso, mas deixo claro que defendo acima de tudo que a Fórmula 1 deve ser um esporte, que interesses financeiros podem existir, mas em uma proporção muito pequena, e bem regulamentada, algo que praticamente não existe hoje em dia.
Concordo que a FIA deveria ter flexibilizado as coisas para os times da Michelin, sim, e por quê? Porque a FIA adotou este regulamento (não interessando mais quem sugeriu ele), e, em nome do esporte e do público, usar o bom-senso e abrir uma exceção para o GP dos EUA, em nome da segurança, e da existência de uma corrida de verdade (pois o que vimos no domingo foi uma corrida de mentira, na hora da largada já se sabia quem venceria). E quem seria eu para discordar da conclusão que o Edu tirou, de que esse tipo de negociação freqüente da F-1, onde vale o interesse financeiro com mais força, é o tipo de negociação perde-ganha? O Edu é economista, sabe bem como são essas coisas. E na visão de um acadêmico, parece óbvio que o tipo de negociações da F-1 na verdade não são compatíveis com aquilo que a categoria diz ser: um esporte! Então, deve mudar.
Edu, a sua abordagem da coluna foi extremamente correta e coerente, eu não poderia deixar passar essa, e por isso escrevo te parabenizando!
Agora, sobre a coluna do Luiz Fernando Ramos, que já é um colunista tradicional em termos de colunas com abordagens coerentes, sensatas, e bem escritas. Muito bem lembrada a comparação da F-1 atual com Nuremberg/Norisring e sua forma como enterraram o passado nazista e celebram a vida com os lugares que foram deixados de herança pelo mais nefasto regime que já surgiu na Terra recentemente. A F-1, pela falta de espírito-esportivo não irá enterrar esse seu presente nazista, só no dia em que mudar radicalmente.
Mas o que de melhor tinha na coluna do Ico, é o fato dele ter alertado de que a FIA usou a questão dos pneus da Michelin para dar uma ridícula prova de força e “Ôtoridade” frente às equipes rebeldes, que querem criar o GPWC em 2008. Eu também falei sobre isso em uma de minhas mensagens mais recentes, após a corrida.
Como também Luiz Fernando levantou a interessante questão das próprias equipes da Michelin e GPWC terem não tirado o pé de sua posição, e decidiram não correr, para deixar o circo pegar fogo mesmo, já que assim a FIA queria. E no final de tudo isso, o processo de Cisão na F-1 se acelera.
Por essas e outras, tenho que elogiar a excelente coluna de Luiz Fernando Ramos, que tradicionalmente escreve artigos de excelente qualidade, e dessa vez, após uma corrida de opiniões conflitantes sobre o que aconteceu, e por causa disso uma opinião sensata e coerente foi exigida, ele não falhou e manteve a tradição. Parabéns!
Depois dessas excelentes colunas, quero ver o que vão dizer aqueles que preferem o caminho fácil do aceitismo, de aceitar tudo do jeito que é. De aceitar que o negócio se sobrepõe ao esporte na F-1 há muitos anos (e nos últimos 5, 6 anos, ficou absurdamente terrível, cruel, passou longe dos limites). De aceitar que certas imundices e porcarias na categoria são coisa normal, de preferir o caminho fácil da aceitação ao invés de partir para o difícil caminho de defender algo diferente, por mais anti-cultural que pareça aos padrões atuais da categoria: uma volta à abordagem esportiva da categoria, em detrimento dos interesses financeiros e políticos.
É por essas e outras que me alinho a quem quer mudar a raiz da Fórmula 1, que não é sistema de pontuação, treinos, trocas de pneus, potência do motor, etc, etc... mas algo mais, o buraco é mais embaixo. Há que se controlar rigidamente os orçamentos das equipes, há que se deixar totalmente transparente todos os contratos fechados na categoria (Ah Schumacher... quero ver você fazer contratos com Willy Webber e a Ferrari depois que essa regra entrar em vigor), e há que deixar um regulamento técnico simples, transparente, preto-no-branco, sem dúbias interpretações. Uma categoria assim, nem precisaria de mais nada, de forma natural haveria uma boa dose de competitividade, sem negócios escusos e sem a força do poder financeiro ditando qual equipe e piloto colecionará mais vitórias e títulos que os demais. Assim, atrairá o público, será elogiada, e acima de tudo, será admirada e respeitada, coisa que essa nojenta Fórmula 1 de alguns anos para cá não merecia, nem respeito, nem admiração, e ainda sim vinha tendo respeito e admiração, ainda bem que em 19 de Junho de 2005 grande parte do mundo começou a acordar. Assim iniciam grandes revoluções, quem sabe.
Um abraço a todos!
Antonio Pessoa, Ubatuba/ SP
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Na verdade, eu queria comentar não sobre o GP em si (comentar mais o quê?), mas algo que já tava meio encaquestado: estava com a impressão que pouca gente estava colocando o fator segurança em primeiro lugar. Com as últimas cartas, tal impressão mudou, felizmente. Sei lá, deu uma certa impressão de falta de noção de que é correr a 340 km/h com o muro na orelha e de repente o pneu estoura.
Agora, mudando de turbo para aspirado, estão examinado o Mika Salo, pois encontraram em seu pulmão uma grande quantidade de fibra de carbono dos freios dos carros. Vem em minha mente o GP do Canadá, com muitos carros com fumaça negra, com o freio só estava a capa do Batman. Imagina o pulmão da galera... E me vem também a lembrança de um vídeo que falava sobre Tazio Nuvolari, e que falava que ele teve a saúde debilitada pela fumaça dos carros aonde corria (se for verdade, confirmem, se não for incomodo).
Não sei até que ponto podemos chamar isso de evolução da tecnologia da F1...
Marcelo Arruda, Sobradinho/ DF
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Felizmente, nem todos os Ricardos são iguais. Parabéns, Ricardo, de Campinas, pelo excelente e esclarecedor texto, obrigado pela lucidez.
Willian, Passo Fundo/ RS
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O que deixamos de ver no GP dos EUA?
- Uma corrida monótona, com ultrapassagens apenas na largada, ou então apenas em cima de retardatários!?
- Uma nova vitória de Raikkonen, com Alonso em segundo e as Ferrari brigando com os segundos pilotos das respectivas equipes!?
- O Massa dando mais um banho no Villeneuve, que por sua vez teria saído da pista ao menos duas vezes onde o Barrichello saiu!?
- O Zonta perdendo mais um pouco de credibilidade depois de largar doze posições atrás de seu companheiro, que, por sinal, foi o pole!?
- A Minardi batendo no muro, ou abandonando depois de sair da pista!?
- Uma Jordan perdendo o controle e quase batendo na outra!?
Infelizmente, o que aconteceu nos EUA, foi o retrato do que se tornou a F1 este ano: um campeonato quase amador, com duas equipes que só estão ali para ocupar as vagas que faltariam no grid. Porque sinceramente; nem campeonato amador muda tanto o seu regulamento. E digo mais, se você procurar em outras corridas (principalmente as do ano passado), o número de ultrapassagens não foi muito
abaixo da média.
Essa é a F1, mas como a paixão pelo automobilismo me obriga, eu continuo assistindo este que um dia foi um esporte. Que saudades de Senna, Piquet, Mansell, Prost, Berger, Patrese, Naninni...
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo/ RS
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A Michelin tem muita sorte de ter tido problemas com seus pneus em Indianápolis. Imagina se este rolo todo com os pneus acontece no próximo dia 3 em Magny Cours na França.
Luís Sérgio, Brasília/ DF
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Muito legal! Impressionante! Uma corrida sem igual: e é dada a largada do GP dos Estados Unidos... com 6 carros no grid. Analisemos:
Isso simplesmente acaba com o resto de reputação que tinha a F1 nos States, pois, o que o americano gosta mesmo é de velocidade, ultrapassagens e emoção, não o passeio de algumas equipes na frente e algumas correndo atrás. Foi um dos dias piores para F1 em toda sua existência. Vejamos o lado bom, se for verdade que não haverá mais Gp nos States, pode-se pensar na volta dos GPs de Jerez, Buenos Aires, Jacarepágua, Adelaide etc...
João Luiz, São José dos Campos/ SP
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É a 1º vez que escrevo para o GP Total, infelizmente desta forma. Muito já foi dito, e muito ainda será. Normalmente, o “se” não entra na História, mas como o palpite está na moda, vou me arriscar e, ao mesmo tempo, questionar, afinal depois de Indianápolis, tudo é possível.
SE no Grande Prêmio do Brasil (que não tem a velocidade de Indianápolis) alguma das fabricantes de pneus dissesse (ou disser) que a ondulação do asfalto diminuía a segurança dos pilotos, aumenta a possibilidade de quebra da suspensão (vide Kimi Haikonen), enfim, qualquer coisa assim. Não duvido nada que a culpa recairia no Autódromo, na organização, ou em qualquer outra coisa, menos na incompetência dos projetistas. Quero apenas ressaltar que este foi apenas um capitulo desta briga (um capitulo nefasto), que ainda é possível ter outros, e como os cartolas tiveram coragem de fazer o que fizeram, diante de um público por eles sempre desejado, é difícil prever as atitudes dos mesmos diante de públicos não tão privilegiados quanto o estadunidense.
Felipe Atch, Vila Velha/ ES
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Dizem que a F-1 está morta. Sobre a F-1 estar morta. Bem, morta não está, mas está em coma há muitos anos, apática e insípida. Eu não assisto F-1, faço meu boicote solitário, pois, como já digo sempre a amigos, quem põe o dinheiro nos bolsos deles somos nós, no momento que ligamos nossas TVs. Então, ao invés de pagar pra ver um filme ruim, assisto a reprises de filmes bons, se é que vocês me entendem.
É inadmissível que os espectadores compactuem com situações desse tipo. Eu, que nem me preocupei em assistir a corrida, achei hilária a reação dos espectadores pagantes em Indianápolis. Literalmente, passaram a mão no dinheiro deles. No meu dinheiro, e no meu tempo, ninguém passa a mão.
João Lucas Pires, Cuiabá/ MT
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Do jeito que as coisas andam, a FIA muda sua logomarca para aquela que os nazistas utilizavam na Segunda Guerra Mundial. Também não era a favor da construção de chicane e defendo a Ferrari, Jordan e Minardi por pensarem ao mínimo no público. Pelo menos os patrocinadores de Jordan e Minardi tiveram um espaço para divulgação o que pode ser um aumento no orçamento e um significativo aumento na vida destas equipes. Eta mundo capitalista!
Marco Aurélio Godinho, Curitiba/ PR
Ninguém errou no reabastecimento do Schumacher. O que aconteceu é que ele deve ter sentido alguma coisa no pneu traseiro esquerdo e quando parou nos boxes os mecânicos foram verificá-lo. Caso houvesse algum problema e fosse necessário trocá-lo, ele não poderia reabastecer (coisas do regulamento). Depois que ficou constatado que não poderia haver troca é que o foi possível começar o reabastecimento. Quem viu a corrida deve ter visto os mecânicos com um pneu na mão durante a primeira parada do alemão.
João, Itaára/ RS
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Olá.
Gostaria de dizer que concordo com o internauta Alessandro Bezerra, em dizer que foi ridícula a transmissão de apenas 45 minutos de corrida, tudo para mostrar o jogo ridículo do Brasil. Tudo bem que a corrida foi patética, mas o jogo do Brasil conseguiu ser pior. Beijos e abraços! O Senna é o melhor.
Juliana Lembo Lopes, Poá/ SP
Edu,
Tenho a impressão que sua última coluna foi o melhor texto que já li no GpTotal. E isso, pra quem conhece o nível do site, não é pouco.
Falou tudo cara. Falou tudo.
Abraços,
Márcio Madeira da Cunha, Nova Friburgo/ RJ
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Nessa última coisa que chamaram de GP de F1 de Indianápolis, só posso dizer uma coisa: gostei demais. Fui brindado com uma pérola do non-sense. Um Gp estúpido, que jamais deveria ter ocorrido. Foi hilário ver a cara do Schumacher, ganhando aquela prova patética, com uma ultrapassagem sobre o incompetente Rubinho (um piloto daqueles só pode ser tratado no diminutivo). Dessa eu nunca vou esquecer.
Gostaria de saber o que estava se passando nas mentes de Mosley e Ecclestone. Deviam estar se roendo de raiva. Rá Rá. Legal. Mas vou provocar, no bom sentido, os participantes do GPTotal com uma pequena pergunta:
Suponhamos que Schumacher, por obra do acaso, se recupere e ganhe um monte de gps e saia campeão ao fim do ano. A pergunta é: se a diferença dele para o vice for menos de 10 pontos, será que o campeonato valerá algo?
Depois da patetada em Indy, acho que o campeonato desse ano não tem mais nenhuma credibilidade. E vocês, o que acham? Abraço.
Ricardo, Recife/ PE
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Pessoal, vamos colocar os pingos nos “Is”.
1) A carta da FIA para os fornecedores de pneu no inicio de Junho foi bastante clara. Os pneus devem durar todo o fim de semana com segurança.
2) A carta da Michelin em 18/06/05 para a FIA e a resposta da FIA para a Michelin, deixou muita clara a regra de fornecimento de pneus. A Michelin não cumpriu esta regra.
3) Os fornecedores de pneus devem fornecer dois tipos de pneus, um que seria o de melhor performance e um segundo menos rápido e mais seguro. A Michelin não forneceu a segunda opção.
4) Fazer um chicane é ridiculo e fora de questão. A Ferrari não tem nenhuma culpa nisso, não se muda um circuito na véspera de um GP. Você muda os freios, câmbio, mapeamento de motor, aerodinâmica, etc.
5) Trocar os compostos dos pneus, o regulamento não permite, por mais estúpido que seja. Para isso existe a regra mencionada no item 3.
6) A FIA sugeriu um limite de velocidade dos carros com Michelin na curva 13, já que o problema era dos pneus Michelin e de seus clientes, não foi um problema da FOA, FIA, Bridgestone, Ferrari, Jordan ou Minardi.
7) A Michelin e seus clientes só aceitariam redução de velocidade caso os carros com Bridgestone também tivessem sua velocidade reduzida.
O regulamento permite a troca de pneus desde que este coloque em risco a vida do piloto. Pois bem, não era este o caso da Michelin, as equipes poderiam largar com aquele pneu vagabundo e depois de algumas voltas (isso a Michelin poderia definir) troca-se os pneus com problemas, e pelo que eu sei não existe limite para o número de vezes para esta troca.
Na minha humilde opinião, a Michelin e seus clientes são totalmente responsáveis pelo fiasco e o GP tecnicamente aconteceu. O regulamento diz que deveria ter 12 carros no grid, e tivemos 20 carros no grid, pois a volta de apresentação é considerada como parte do grid. Se um carro não alinha para a volta de apresentação, este carro sairá dos boxes.
Para entender melhor toda a historia dos pneus, acessem o site http://www.gp2005.com/index.php?lang=uk&lastpoll=161 e veja os detalhes no texto
“Our spies in the USA report – part one”.
Um abraço a todos.
Ricardo, Campinas/ SP
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Desde o início do ano, com a implantação do regulamento dos pneus, eu estava pensando em escrever ao GPTotal para manifestar meus pontos de vista, um meio termo entre os puristas (Pandini e cia) e os pró-espetáculo (Flavio Gomes e cia), já que concordava e discordava de argumentos tanto de uma como de outra corrente.
Mas o Manuel Blanco, dotado de um brilhantismo que eu não detenho e de um conhecimento que pouquíssimos têm - nos quais não me incluo - expressou tudo o que eu queria dizer e não consegui.
Grande Manuel! Abraços a todos.
José Alexandre Matelli, Florianópolis, SC/ SC
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Achei lamentável o que aconteceu neste domingo, mas concordo com a opinião do cronista quando ele diz ser este regulamento uma merda.
A questão não é quantas vezes você troca de pneus ou faz reabastecimento, a questão é: onde ficou o talento do piloto que precisava fazer as tomadas de curva, frear na hora certa e acelerar sem perda?
A F1 perdeu há muito essas técnicas, hoje em dia o piloto excepcional é aquele que sabe apertar botões melhor do que os outros, chegaram ao disparate de ajustar o carro para cada curva dos circuitos, é aí que estão os custos elevados e não nos pneus ou na gasolina. O que aconteceu no domingo deixou claro para todos que acompanham a F1 a fragilidade do regulamento e a mentalidade mercantilista que tomou conta da categoria, que tem oferecido espetáculos de incompetência em corridas onde ultrapassar ficou raro (!!!), normalmente as posições são definidas nos boxes por causa da ajuda eletrônica, que fez as retas ficarem pequenas e as curvas virarem retas (acho que os mecânicos deveriam ganhar mais que os pilotos).
O regulamento é uma mentira porque não provoca a competição pura que deveria ser olho no olho e não controle da tração X controle de tração e coisas do gênero. O piloto foi ultrapassado porque patinou na saída da curva? Ótimo! Esse é o objetivo, frear por último, entrar no limite nas curvas, dosar o acelerador nas saídas sem ajuda eletrônica.
Criaram uma falsa competição com um regulamento estúpido e nos empurraram garganta abaixo olha o que deu.
Mauro Barbosa, Rio de Janeiro/ RJ
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Essa é pro Lima Filho, que escreveu sobre Rubinho e o “deixa bater”. Quer alguém com maior espírito de deixa bater que ele, Michael Schumacher? É engraçado como a memória das pessoas é seletiva. Adelaide/94, Hill foi a vítima. Jerez/97, o feitiço virou contra o feiticeiro e aí ele parou com isso.
Seria legal se o próprio companheiro, o próprio segundo piloto, o próprio “Móveis” dele, reagisse e jogasse o velho leão para fora. Alguém precisa tomar esse ramo de diamantes dele, na língua do Eduardo Correa... Senão a lenda acaba!
Alexei, Belo Horizonte/ MG
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Prezados Edu e Panda,
Já faz algum tempo que vocês formam o que costumo chamar de a última linha do bom-senso do jornalismo automobilístico. Na verdade, vocês já deviam ser assim há mais tempo ainda. Assim, o algum tempo da frase acima se deve mais à minha própria percepção do óbvio.
Li as colunas de ambos. Não cabe qualquer retoque, nem mesmo as vírgulas eu mudaria. O sentimento de frustração neste domingo foi enorme. Começou com a palhaçada patrocinada pela Globo e fechou, com chave-de-ouro, com as palhaçadas da FIA/ FOM/ Michelin. Nas assim chamadas relações de consumo, o dia 19 último vai passar para os anais da história como a maior seqüência de trapalhadas que um bando de altos dirigentes conseguiram perpetuar, onde, literalmente, meteram os pés pelas mãos. E isso, naquele lado do muro, porque no lado do esporte, não há palavras de qualquer calão que traduzam o nojo, o escárnio e a raiva que estou sentindo.
Em tempo: não os ouvirei mais nos programas de áudio do F1naWeb. Enquanto é proveitoso, prazeroso e instrutivo escutá-los, é extremamente penoso ter que aturar o Perrone e seu ego. Sinto abandoná-los, pois a contra-partida não compensa, porém continuarei um leitor fiel das suas colunas e um visitante contumaz do seu site.
Abraços,
Mike The Spike
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Edu e Panda,
Ouvi essa hoje e achei muito engraçada, por isso vou repartir com vocês. Sabem por que só sobraram Ferrari, Jordan e Minardi no GP dos EUA ? Por que a Fia instituiu rodízio de carros, e no domingo só correram os últimos colocados.
Pobre F-1. Abraços.
Victor Lagrotta, São Paulo/ SP
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Olá, pessoal.
Sobre o GP dos EUA, só posso dizer o seguinte: qua-qua-rá-qua-quá, quem riu? Qua-qua-rá-qua-quá, fui eu! Por sorte, perdi a largada do GP e só vi um pedaço da corrida uns cinco minutos antes da interrupção pra passar o jogo do Brasil.
A verdade é que me parece que todos estão levando a sério demais isso tudo: fãs de automobilismo, FIA, equipes, fabricantes, jornalistas, etc. Foi horrível? Então pra que continuar assistindo. Só se for um masoquista que sempre espera pelo pior.
A FIA está ameaçando pôr tudo abaixo? Quem é ela pra mandar ou desmandar em tudo que se refere a automobilismo? Por que ela não encrespa com as categorias americanas? Por que ela não vai lá perto de casa confiscar os carros que fazem o final de semana de Velocidade na Terra? Só quem leva a FIA a sério é um monte de bocós que acham que F-1 é a única categoria que existe no automobilismo. Queria ver a FIA entrar de sola e meter o bedelho nas categorias americanas. Assombração sabe pra quem aparece.
Fabricantes e equipes podem ser punidos? Ótimo! Aproveitem o momento e criem uma categoria própria onde possam fazer o que quiserem. Ah, mas não dá! Tem o Pacto de Concórdia que nos obriga a correr na F-1 até 2007... E daí? Façam como a Minardi, dê uma guaribada nos carros velhos, troquem o óleo dos motores e fiquem lá até acabar o contrato. Enquanto isso, invistam pra valer no que for novo.
A verdade é que existem categorias muito mais interessantes sob todos os pontos de vista, sem competições artificiais ou regulamentos esdrúxulos. Vejam o WRC, para manter o suspense até o final, basta uma pedra bem colocada e um átimo de distração do piloto. Então o líder, com 5 minutos de vantagem, perde a corrida. Vejam o DTM, com carros dotados de várias parafernálias tecnológicas, disputados por várias fábricas.
Por que só a F-1 tem que ser o ápice? Certos estão os americanos, que torcem o nariz praqueles europeus afetados e cheios de frescura. Antes um Jeff Gordon simpático e dando autógrafos do que um Ralf Schumacher metido a besta, saindo mais cedo do autódromo só pra evitar os fãs.
Sem contar isso tudo, ainda tem as manhãs de domingos que perdemos pra ficar duas horas em frente à TV quando, exatamente neste horário, 09:00 às 11:00 é o horário mais agradável, mais propício a uma caminhada, ou uma pedalada, ou simplesmente apreciar estas belas e claras manhãs de inverno.
Por isso tudo é que sugiro, vamos deixar estas bobagens de lado e ver os VTs ou então coloquem pra gravar a corrida e vejam quando sobrar tempo. Pois é isso que a F-1 merece de nossa atenção: o tempo que sobrar. Abraços.
Júlio Lima, Belo Horizonte/ MG
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O que se viu no domingo em Indianápolis, analisado sobre os olhos do torcedor, foi uma verdadeira palhaçada.
Aos olhos dos engenheiros da Michelin, um método de segurança para preservar a integridade física dos pilotos. Agora, o que estranha mesmo são as declarações dos chefes de equipe que desistiram da corrida.
Já faz tempo que a Fórmula 1 se tornou uma guerra entre 9 equipes contra uma. A Ferrari vem recebendo críticas, mudança de regulamento e várias outras formas indiretas contra sua ótima estrutura e competência que assombrou o circo nestes últimos tempos.
Engraçado ouvir Paul Stodart dizer que a Ferrari pensou em si própria e não no esporte. Oras, a Ferrari é a única grande que corre de Bridgestone, passou o maior sufoco no começo de temporada com o calor, seus pneus simplesmente acabaram muito antes de todos os outros, correu até onde pôde com o Rubens Barrichello tomando volta de um monte de gente e não pontuando devido às falhas dos compostos. E Schumacher? Não teve dois pneus estourados em uma mesma corrida?
Alguém ficou constrangido com isso ?
As equipes que usam Michelin é que teriam que ter vergonha na cara. Por que, ao invés de uma chicane para ajudá-los, não disseram aos pilotos para irem a pista e tirar o pé antes de entrar na curva que tinha o problema? “Ah, mas isso iria nos atrasar e beneficiar a Ferrari!” Ok, cara-pálida, então por que, raios, a Ferrari tem que dizer amém à vontade de vocês, e com isso prejudicar-se quando tem a chance de marcar pontos porque sua parceira escolheu os compostos certos? Por que eles deveriam aceitar um novo lote de pneus novinhos para os senhores e tomar um banho na corrida que poderiam tirar proveito?
Ninguém matou a F1, nem na América (não entendo isso, o Brasil e o Canadá, não fazem parte da América?), porque lá ela nunca existiu, nem nunca iria existir e nem em qualquer lugar do mundo.
Foi dada uma ordem com razão, pela segurança, como a mesma ordem poderia ser dada para tirarem o pé antes da curva, e corressem com essa desvantagem, ou mesmo entrarem nos box a cada 9 voltas e verificarem os pneus e trocarem os que tivessem no fim, paciência e que vença quem teve mais competência para escolher certo. Então, os menos culpados foram as Rossas que correram sozinhas, uma contra a outra.
Capítulo Rubens Barrichello. Todos nós já sabíamos o resultado, então não sei o porquê da gritaria de Rubens. Vi a manobra de Schumacher, e confesso que não vi nada demais. Ele estava por dentro na curva, já a contornava quando Barrichello veio feito louco, na ânsia de ultrapassar o alemão e errou o ponto de frenagem, pegou a parte suja e foi para a grama. Nada de sujeira do alemão, nada de jogar para fora, normal a defesa de posição.
Aí ele vem com as pérolas de sabedoria, sou somente um brasileirinho contra esse mundo. Sempre a mesma historinha, Rubens, você não ganha simplesmente porque o outro é melhor. Se teve que baixar os giros era para não perder o motor e os pontos certos para a equipe. Ele teve a chance de abrir quando o Schummacher perdeu tempo nos box, mas aí o talento do alemão é maior e ele tirou a sua vantagem na pista, andou mais rápido e ficou na frente na curva um. Ponto final. Pare com essa criancice de fazer cara feia ou birrinha, pega mal.
A comemoração do Tiago Vagaroso Monteiro foi legítima e gostosa de assistir, ele merecia, não pelo talento ou sofrer algum boicote, mas por ser simpático e humilde.
É isso, a Fórmula 1 vai perder alguns trocados, mas nada que derrube esse império.
O que não pode acontecer é jogarem sempre a culpa na Ferrari, porque pelo menos dessa vez, ela não teve nada a ver com a marmelada.
Robson Luis do Espirito Santo, São Paulo/ SP
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O Barrichello pode correr em qualquer outra equipe de Fórmula 1 que, na hora de disputar com o Alemão, ele vai cagar nas calças e vai recolher o carro. Ele nasceu para ser um mero coadjuvante do Alemão, não sei porque ele não muda sua nacionalidade, ou pára logo de correr e pára de envergonhar o povo brasileiro. Coitado do Senna e do Piquet que tanto lutaram pelos seus títulos. E um cara desses disse após a corrida que desistiu da vitória, ele deveria desistir de correr. Dizem que quando seu filho nasceu, o Schumacher chegou primeiro que ele na maternidade.
André Leandro Scheffel, Novo Hamburgo/ RS
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Não há muito mais para se falar ou escrever sobre o GP dos EUA que já não tenha sido comentado. Vergonha, vergonha e vergonha.
Mas o que me leva a escrever estas linhas é, no meu ponto de vista, um mal entendido com relação ao primeiro pit-stop do Schumacher. Todos os comentários que li a respeito foram unânimes em dizer que houve erro neste pit com relação ao reabastecimento.
Não sei se fui quem viu demais, mas quando do primeiro pit stop do alemão, não houve erro no reabastecimento. Se vocês tiverem a oportunidade de repararem no videotape, vocês verão que assim que o carro do Schumi parou, dois mecânicos começaram a examinar com rigor o pneu traseiro esquerdo do f2005, sendo que inclusive um deles estava com um pneu novinho para trocar (a TV até deu um close nos caras). E, como todos sabem, não é permitido reabastecer e trocar pneu em um mesmo pit. Assim, só após os mecânicos terem dado o Ok, é que o cara do abastecimento (que estava com a mangueira na boca do tanque, prontinho para encher) pôde fazer o seu serviço e tacar combustível no tanque do alemão. Se tivesse, logo de cara abastecido, não poderia trocar o pneu e vice-versa. Então, primeiro averiguaram o pneu e, vendo que tinha condições, procederam com o abastecimento.
Quem acompanhou a transmissão, com certeza viu isso, muito embora o incompetente narrador da TV Globulo tenha falado em erro no pit (não sabe nem ver TV). Abraços a todos.
Claudio Tintori, Santos/ SP
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Imagino como devem ter um monte de leitores indignados como eu querendo falar sobre o que aconteceu em Indianápolis. Mas esta é a Formula Um de hoje, empolgante, mas fora das pistas. Precisa falar mais alguma coisa?
Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói/ RJ
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Simples assim: Barrichello estava três segundos à frente do alemão antes de parar. Se tivesse competência o suficiente, teria mantido a diferença quando o alemão voltou dos pits e não teria dividido a curva 1 com ele.
Alegar que não passou no final porque a equipe mandou reduzir os giros do motor?! Mas ele não disse em Mônaco que não respeitaria mais o alemão? Que o trataria como outro piloto qualquer do grid? Deveria ter aproveitado a ordem pro alemão reduzir o ritmo e passar! O que falta é braço e coragem!
Martinho Franco, Belo Horizonte/ MG
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Fico lendo os comentários aqui e constato algumas divergências de opiniões, mas uma coisa é certa, que muitos não vêem ou não querem acreditar. Há um racha na F1, na verdade tudo isso não passa de uma briga da FIA com este pacto que não sei quando será tornado real. Há um jogo de interesses financeiros, de poder que no final das contas, quem paga são os torcedores, que pagam absurdos ingressos.
Eu pesquisei no site do GP do Brasil quanto está custando os ingressos para o GP deste ano. O maior valor está em torno dos 700 reais, e a corrida Stock car em Jacarepaguá está em torno de 20 reais podendo, assistir todos os dias ao treino e largada; pagando mais 40 reais, você tem acesso aos boxes, se não me engano. É por isso que a Stock está crescendo.
Se quisessem respeitar mesmo os torcedores em Indianápolis, tanto a Fia como a Michelin cederiam um pouco para o bem da F1, dos pilotos e dos torcedores.
E outra coisa, com relação à atitude de Barrichello, eu não sei na verdade o que ocorre dentro do Padock da Ferrari, uma coisa eu sei, Barrichello sempre será o segundo lá, se quiser sair honrado e procurar outra escuderia, dava uma fechada no Schumi, como o Montoya fez, e mandava o carro dele pra grama. Schumacher sempre foi desleal nas ultrapassagens, ainda me lembro com raiva o que ele fez com Senna numa manobra tempos atrás. Competitividade tem limites.
Armando Guimarães, São Gonçalo/ RJ
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Colegas do GPTotal,
Mostrar indignação sobre o que ocorreu domingo já não mais adianta. Acredito que tudo, ou quase tudo, já foi dito e redito. Resta, então, comentar algo sobre a corrida.
Corrida?! Bem, parece que houve até um duelo interessante, pois vi o resumo da prova no site oficial e antes do 2º pit stop, houve várias voltas em que os dois pilotos fizeram volta mais rápida atrás de volta mais rápida. Vejam só: a volta mais rápida de Rubinho foi a 48ª. A de Schumacher também foi nessa volta, sendo 1 décimo e meio mais rápido que Rubinho. Ganhou a prova aí. Rubinho precisava ter feito mais, pois sabia que tinha que reabastecer antes do alemão. Ele tinha pista livre à frente, mas não conseguiu ser rápido o suficiente. Depois, não adianta ficar chorando, dizendo que é apenas mais um brasileirinho no meio desse mundão todo. Que declaração! Devia ter falado que era apenas mais um pilotozinho. Soaria melhor, mais real.
E quanto à saída do alemão do box, creio que ele foi arrojado, corajoso e ousado, como nós sabemos que ele é. Rubinho, a meu ver, é que vacilou: tentou fazer a curva mais rápido do que podia, ou, talvez, acreditou que o alemão tiraria o pé! Será? Mas não foi Rubinho que disse que encararia o alemão como se fosse qualquer outro adversário? Mudou de idéia ou apenas cometeu um erro?
Márcio Silva, Taguatinga/ DF
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Olá pessoal do GPTotal!
Depois do F1asco de domingo, muitas lições podem ser tiradas:
1) A proibição da troca de pneus realmente é um erro que precisa ser reparado o quanto antes. Mas continuo pensando que a FIA deve promover mudanças no regulamento que torne a estratégia de paradas nos boxes (reabastecimento e troca de pneus) um mau negócio, impedindo que se ganhe tempo com esta estratégia, afinal queremos ver ultrapassagens na pista, não é mesmo?
2) O espírito esportivo já morreu faz tempo na F1. Não penso que a Ferrari tinha algum tipo de obrigação para com as outras equipes, mas tinha com seus fãs. Qual foi o mérito da equipe campeã dos últimos seis mundiais de construtores de vencer duas Jordans e duas Minardis?
3) Outros fatores, fora a recusa da Ferrari em ceder, devem ter causado o cataclisma de domingo. Alguns provavelmente nós jamais saberemos, mas eu sei que faltou inteligência para resolver a situação. Não seria possível um remendo no regulamento permitindo a troca de pneus antes da corrida desde que os carros fossem obrigados a realizar um stop and go, pontos contados pela metade, ou algo parecido? Penso que assim seria impossível a Ferrari não ganhar a prova e também o público não seria prejudicado por ter que assistir aquela corrida enfadonha;
Concordo com o Manuel Blanco quando diz que o regulamento não é tão ruim quanto alguns dizem, mas, certamente, a sua aplicação deixa muito a desejar.
Fabiano Bastos das Neves, Itajaí/ SC
Vergonha. É triste, muito triste, ver a Fórmula 1 chegar ao ponto em que chegou neste final de semana. Quem diria, justamente nos Estados Unidos, mercado a ser conquistado pela F 1, no tradicional Indianápolis Speedway, fossem capaz de proporcionar uma autentica patetada.
Mesmo não sendo um simpatizante dos ovais e do “sistema americano” de competição, tenho que admitir: vilipendiaram o autódromo de Indianápolis. Desrespeitaram o público americano.
Desde a inclusão da malfadada regra dos pneus, algumas vozes já se levantaram prevendo que algo de muito ruim ou trágico poderia acontecer. Eu cheguei a dizer aqui mesmo há alguns dias que as “autoridades competentes” da F -1, só estavam esperando um cadáver para tomar algumas providencias e alterar essas regras.
Muitos estavam eufóricos, pois esse estúpido regulamento estava trazendo de volta às pistas, (segundo eles) as disputas, a competitividade, a emoção. Mas não é essa a emoção que queríamos. Essa emoção fabricada, essa emoção patrocinada, emoção com pai e mãe, mas emoção de proveta.
E aí está: a emoção de ver 6 carros em um grid de GP! Pois a própria fábrica de pneus fornecedora de 7 das 10 equipes confessou a sua incompetência após o primeiro dia de treinos. Sugeriu, então, que, por medida de segurança, seus pilotos não deveriam largar. Chegou à conclusão que os seus pneus não suportariam mais do que 10 ou 15 voltas, numa corrida que previa 73.
As patéticas alternativas sugeridas (nova remessa de pneus) iam contra o regulamento e seus teimosos e tacanhos criadores. A criação de uma chicane antes da famosa curva 13 foi vetada pela Ferrari (com razão) e os “borracheiros” então sugeriram (pasmem) que, com a chicane instalada, seus pilotos não contariam pontos na prova. Ridículo.
Retiraram-se então, proporcionando a todos, público presente e milhões de telespectadores, um inusitado e grotesco papelão, para não dizer palhaçada.
Pilotos e membros de equipes sendo aconselhados e vexatoriamente forçados a sair o mais rápido possível da área do autódromo, para evitar um confronto com torcedores enfurecidos.
(Não pessoal, eu não estou falando de futebol brasileiro, estou falando de Formula 1!)
Após a prova, o que mais estamos ouvindo é: “Eu não falei? Eu já sabia, eu disse, eu avisei”... Mas os teimosos dirigentes são ou se fazem de surdos.
E agora? O que fazer com essas regras sobre pneus? Que, entre outras coisas, transformou em uma semana o melhor pneu de automóvel do mundo em uma coisa pior do que o cocô do cavalo do bandido, mas com a mesma consistência e cheiro do atual regulamento.
Sinceras condolências.
Romeu Nardini, São Paulo/ SP
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Que F1ASCO!
Não seria melhor ter cancelado a corrida e nenhuma das equipes participarem? É injusto, e as equipes que estão lutando GP a GP para conquistarem pontos! Por que não viram este problema antes?
Como diria Boris Casoy: isto é uma vergonha!
Aline Alves Rocha Silva, São Paulo/ SP
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Passei a noite em claro lendo tudo que pude sobre este GP, tentando, na paz da madrugada, analisar a questão e chegar a alguma opinião. Ei-la:
O ano de 1994 continua vivo em minha memória. Em qualquer atividade humana, erros são possíveis e até mesmo esperados. Imagine, então, o que é trabalhar com tecnologias de vanguarda ainda não totalmente experimentadas, buscando um frágil equilíbrio entre velocidade e resistência, num clima de concorrência somente comparável ao de indústrias bélicas em tempo de guerra, e sufocado por um regulamento de merda.
É claro que, cedo ou tarde (e foi muito, muito tarde), algo ia dar errado. Desta vez foram os pneus Michelin. Este é o primeiro ponto.
As soluções propostas pela Michelin para que houvesse a corrida são infames e descabidas. A Ferrari não tinha a menor obrigação de concordar com elas, e seria até maluca se concordasse. A Michelin errou a mão nos pneus? Pois que pague e aprenda. É assim que se educa um filho, não? Alguma lição ela deve aprender com o episódio. Não poderia ser premiada com a justificativa de agradar ao público. Este é o segundo ponto.
Terceiro ponto: fico muito feliz com a decisão da Michelin de não correr, e sei que sou minoria aqui. Parece mesmo claro que a borracha francesa apresentava problemas de confiabilidade. Talvez não ocorresse nenhum acidente, é claro. Talvez, se ocorresse, não tivesse maiores conseqüências. Talvez Lauda fosse campeão em 76 se tivesse corrido no Japão em 76. Talvez Emerson fosse tri se tivesse corrido em Montjuich 75. Mas talvez, quem sabe, estivessem agora disputando um racha com Ayrton Senna. Vale o preço? Prefiro uma corrida com 6 pilotos e a lição aprendida sem o custo de vidas do que várias corridas com um piloto a menos.
Ontem teve 24 horas de Le Mans. Nesta mesma prova, há exatos 50 anos, o automobilismo mudou. Todos se lembram da tragédia na qual morreram 83 pessoas. Em memória a tantos mortos, devemos optar sempre pela segurança quando algo pode ser ou deixar de ser feito. A corrida foi vergonhosa? Foi. Mas poderia ter sido muito, muito pior mesmo.
Quarto ponto: à luz da lógica, o ocorrido de ontem expõe muito mais as mazelas deste regulamento demente do que da Michelin. Regulamentos são bolados em condições muito diferentes das de pesquisa em pneus, motores e túneis de vento. E motores podem quebrar, mas pneus não podem falhar nunca. A intenção desta regra boçal de proibir as trocas de pneus é gerar emoção no fim das provas. Economia não foi e não é, já que hoje é muito mais difícil fazer um pneu hoje que ano passado. Essa idéia brilhante conseguiu ir contra a economia, a segurança, e ontem foi contra até a emoção.
Fornecedor único de pneus não resolve nada. Estanca a evolução dos compostos, gera a possibilidade de fraude esportiva e, num caso como o de ontem, poderia afetar a 20 carros ao invés de 14. A Fórmula 1 convivia bem com os pneus, até a FIA se meter na história.
Que saudades dos pneus de classificação; que saudades dos pegas de fim de prova quando dois carros com velocidades muito diferentes voltavam a se encontrar após um ter parado para efetuar a troca e o outro não. Isso era emoção legítima. Pneu de classificação premia o piloto mais rápido, que consegue atingir seu limite real em 4 tentativas (duas na sexta, duas no sábado). Nada de uma volta, para deixar o acaso decidir o grid. Nada de 12 voltas — tempo demais para o melhor conjunto se impor aos outros.
Pneu frisado é coisa de Hot Car e corrida de Pick up. Até a finada Fórmula Uno tinha pneu slick. Isso me revolta. Começar a corrida com pneu do treino impede um piloto de andar no limite, e isso é o mesmo que matar o espírito da classificação. Que porcaria de emoção é essa? Classificar com peso diferente do companheiro de equipe (quantidade de gasolina diferente), só para anular qualquer possibilidade de comparação? Que loucura!
A Fórmula 1 está anacrônica. Tecnologia de ponta submetida a um regulamento oblíquo e obscuro. Cumpra-se agora, e mude-se na hora cabida.
Abraço a todos.
Márcio Madeira da Cunha, Nova Friburgo/ RJ
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Márcio, apenas uma correção: a Hot Car usava pneus slick, bem como sua antecessora, a Divisão 3. Grande abraço. (LAP)
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Quem será o maior culpado pelo que aconteceu em Indianápolis? A Michelin, a Fia, a Fisa, a Ferrari, este regulamento de m..., etc e etc? Seja lá quem for, assistimos à corrida mais ridícula da história (se é que pode chamar aquilo de corrida). A falta de respeito com o público foi tamanha de enorme. O que a Formula Um está virando?
Será que veremos novamente corridas de verdade? Pois até agora, nesta temporada, o que vimos foram disputas e mais disputas fora da pista e não dentro dela, o que seria normal. A hipocrisia corre solta, até mesmo nas eternas reclamações do Barrichello, assim como nas vitórias de Schumacher, Alonso e Raikonnen. Estamos sendo enganados e alguma coisa precisa ser feita. Os caras estão perdendo a noção da razão.
Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói/ RJ
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Panda,
Achei ótimo o seu comentário sobre o GP dos Estados Unidos, que me parece de acordo com o sentimento da maioria. Corrida de automóvel, desde o principio, é “corra o que você trouxe”, e vamos ver no que dá. Por isso existe o regulamento, para padronizar alguns aspectos, nivelando a competição, mas não o desempenho do equipamento.
Agora, veja só, atender ao pedido da Michelin seria desequilibrar a competição a seu favor, e de todas as suas equipes-clientes, desfazendo a vantagem que os Bridgestone teriam naquela pista.
Ah, não? Então, pensando pelo exagero, a Ferrari pode pedir para a corrida ter 500 km ao invés de 300 km porque os seus pneus duram mais, a Williams poderia pedir para todas as equipes colocarem uma placa vertical no aerofólio porque os seus carros tinham (têm?) a pior aerodinâmica, e a Minardi pode pedir para correr com 50 kg a menos porque tem o motor mais fraco da categoria. Entenderam? Portanto, se o pneu da Michelin não tem resistência para fazer a curva 13 (o Ralf deve adorar esse número) de cano cheio, que os moços tirem o pé e preservem o equipamento (e a vida) . Ah, isto não é corrida de automóvel? E quem mandou você escolher o equipamento errado?
Apesar de toda a antipatia que tenho pelo Max, parabenizo-o pela firmeza com que enfrentou o grupo que queria a modificação do circuito ou a liberação dos novos pneus a qualquer custo, com o Berney à frente. Enfrentá-lo não deve ter sido tarefa fácil mas é coerente com o princípio da competição automobilística.
E isso aconteceu justamente com a Michelin, que é a maior incentivadora do fornecedor único (primeiro pelo apelo mercadológico e depois porque sendo a única fornecedora ela pode cobrar pelos pneus e não precisa pagar jabá para as equipes grandes; dizem que a Bridgenstone paga R$ 50 milhões para a Ferrari como quilometragem para teste de desenvolvimento). As implicações desse gesto são muito profundas e dificilmente alguém além do Berney e do Max conseguem avaliá-las. A “menos pior” é ter o Miguel 25 pontos atrás do Alonso e 3 do Iceman, ou seja, o campeonato vai pegar fogo.
Tenho alguns prêmios a distribuir desde o GP do Canadá , então vamos lá:
- Prêmio PT de administração da bancada aliada: vai para a Renault e a McLaren no Canadá e a Ferrari nos EUA, pelo fato das equipes terem administrado a competição entre os seus pilotos. Lembrem-se que o chilique do Afonso ocorreu porque o chiliquento do “Fisiesguela” não deu passagem porque o Briatore mandou os pilotos segurarem as posições. A McLaren mandou o Montoya entrar porque eles garantiram que o Kimi não iria ultrapassá-lo. Lógico que eles não contavam o daltonismo premium do “Monotonya” (sempre faz alguma caca) e deu no que deu. E a Ferrari mandou o Barrica reduzir os giros para não ultrapassar o alemão (novo eufemismo para : “se passar tá demitido”)
- Troféu “dinheiro não aceita desaforo – Física também não”: vai para a Michelin, que deu um tiro no pé com episódio dos pneus. Sabendo como americano é paranóico com essas coisas, eles vão ter que mudar a marca para poder vender no mercado (como a Firestone no episódio do Ford Explorer) . Nem as montadoras vão querer equipar seus carros com pneus de reputação duvidosa.
- Premio “Madre Tereza da F-1” – grau Scaringella: para os chefes de todas as equipes justificando a retirada dos carros em nome da segurança. Pareciam uns santos, só faltava falar em paz, “não corra papai”, essas cretinices. Na verdade estavam com medo do fiasco numa corrida em que a Ferrari tinha chances reais de arrasar. Portaram-se como garoto dono da bola da rua – “Se não for do meu jeito não brinco mais”. Premio também para o tio Berney pelo fiasco da corrida. Após tanto esforço para fazer o público americano se interessar pela F-1, o “forfait” simplesmente matou qualquer interesse pela categoria pelos próximos 5.439 anos.
- Premio “O infeliz “ – versão Roberto “inJustus” de “Tá demitido”: para o Montoya pelas seguidas besteiras, para o Villenueve (o que você está fazendo ainda aí?), para o Barrica, que assinou na linha pontilhada que o Todt indicou, para o cara da mangueira do Schummy que atrasou o abastecimento (só por isso Barrica liderou a corrida; ele deve ter treinado no carro do RB e esqueceu que era o MS), e todo o staff de pneus de corrida da Michelin que hoje deve estar atualizando o currículo entre as reuniões. Todos eles são candidatos ou participantes do programa “Severino Cavalcanti” de pleno emprego (dos parentes, pelo menos). E a demissão será com muuuiiittaaa justiça.
- Menção honrosa “Vídeos incríveis- Cara, essa deve doer”: Para o Ralf, que bateu do mesmo jeito no mesmo lugar. Ainda bem que ele saiu andando, e nem precisou usar cola tudo na coluna, como no ano passado (também, a equipe do ano passado parecia que tinha feito curso de medicina do Fantástico e praticado no SUS). Acho que o anjo da guarda dele foi promovido ou ganhou um belo bônus no ano passado.
- Prêmio “piloto zen” – zen talento, zen vontade, zen saco, zen vergonha: para o Villenueve, que devia estar em outra. Jacques, mande uma cópia do seu currículo para mim porque tenho um amigo que está precisando de motorista para levar os filhos na escola. Não pode passar dos 60 km/h. Sim eu sei que é mais rápido do que você anda na Sauber, mas com um pouco de treino você se acostuma.
A volta de temporada européia vai ser ótima.
Abraços ao bibendum (bonequinho rechonchudo da Michelin).
P.S.1: eu ia reclamar do tratamento torpe da Globo à F-1, mas nem precisa. Tenho certeza que a derrota foi resultado de muita praga, inclusive minha.
P.S. 2: A esposa do Montoya ia saindo da maternidade e perguntou para o pediatra quantas fraldas ela precisava comprar por semana para o herdeiro. O médico respondeu : “Nenhuma sra. O seu marido já fez toda a merda alocada para a família Montoya por várias gerações.”
Victor Lagrotta, São Paulo/ SP
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Caro amigo Panda.
Acho que entendo sua calma atual (principalmente em suas ironias de mesa de café). É a tranqüilidade daqueles que, do alto da planície, contemplam a bagunça lá em baixo, só pensando: eu não disse? Ao que eu acrescentaria: bem feito!
Abraços a todos.
Salvador Costa, Rio de Janeiro/ RJ
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Fazia um tempo que eu não escrevia pra cá (e infelizmente, nem as cartas dos outros leitores ando lendo por falta de tempo), mas não seria possível ficar calado depois do disparate do último domingo.
Em primeiro lugar, alguém precisa ser defenestrado com urgência. Não sei se é Max Mosley, Bernie Ecclestone ou Charlie Whiting, mas se esse trio for mantido depois da palhaçada que acabamos de ver, então francamente, não dá para levar mais nada a sério na F1.
Há dois pontos que eu queria colocar aqui. O primeiro refere-se a uma declaração do Barrichello a respeito do ocorrido - basicamente, disse que o problema era dos times com Michelin, visto que em outras ocasiões a Bridgestone não tinha levado os pneus ideais para a corrida e não se fez nada para compensar isso.
Não sei a qual ocasião Rubinho se referia, mas um site d’além-mar relembrou um episódio em que isso de fato aconteceu. Foi em 2003, quando havia a restrição de levar um único pneu para chuva em cada corrida, e a Ferrari levou para Interlagos seus bem-sucedidos pneus intermediários, que rendiam muito bem (melhor que a Michelin, aliás) quando a pista estava molhada, mas nem tanto. Só que na hora da largada, o que rolava era um baita temporal, condição que seria desastrosa para a Ferrari. E aí Charlie Whiting atrasou a largada até que as condições de pista melhorassem um pouco, e deu a largada em movimento, com as primeiras voltas com safety car. Fosse a largada dada na hora marcada de acordo com o procedimento padrão, os carros calçados com pneus intermediários teriam padecido horrores, enquanto a turma de Michelin faria a festa, mas ninguém reclamou de um favorecimento por simples bom senso - era questão de segurança, e a Ferrari não agiu de má-fé ao trazer os pneus intermediários - eles simplesmente não podiam adivinhar que os céus iam desabar daquele jeito naquele domingo.
Nesse fim de semana, pelas atitudes de Pierre Dupasquier e das equipes calçadas com seus pneus, a Michelin também não agiu de má-fé - pelo visto ninguém sabia muito bem porque os pneus estavam rasgando (houve quem sugerisse que o recapeamento da pista contou como uma dessas variáveis fora do controle). Dessa vez, porém, parece não ter havido muita boa vontade do mesmo Charlie Whiting para encontrar uma solução. Será porque os demais atores foram trocados? Se afirmar isso, corro o risco de ser taxado de polemista que vê favorecimento em todas as atitudes de Charlie Whiting. Mas que é estranho, é. Já vimos muitas vezes situações de corridas parecidas implicarem em decisões da direção da prova diametralmente opostas.
Já o segundo ponto trata da atitude das sete equipes que não correram nesse grande prêmio. Elas estavam num mato sem cachorro. Se fizessem tudo como ditava o regulamento, poderiam assistir a um grave acidente no domingo. O jeito era negociar para ver o que poderia ser feito. E pelo que li, houve tentativas várias.
Primeiro, sugeriu-se que, em troca da permissão para usar os pneus que chegaram horas antes da corrida e/ou da construção de uma chicane, eles largariam atrás dos times com Bridgestone, ou permitiriam aos Bridgestone a troca de pneus, sugestões recusada pela direção da prova. Até aí, pode-se até dizer que a direção da prova foi antipática, mas ainda estava repleta de razão. Afinal, se aceitassem tais sugestões, ainda assim estariam favorecendo os carros com Michelin por um erro do qual as três equipes remanescentes não tinham a menor culpa.
A sugestão final das sete equipes foi ter a permissão para correr e, em troca, abdicar dos pontos conquistados. A resposta foi um não igualzinho àqueles dados para as sugestões anteriores. Mas, péra lá, dessa vez é diferente, não? Ferrari, Minardi e Jordan não seriam prejudicadas por erros alheios e seria dada aos espectadores no circuito e no resto do mundo a oportunidade de ver uma corrida de Fórmula 1, não um teste de inverno. A direção da prova preferiu a segunda opção, e o resultado foi muito provavelmente o mais patético grande prêmio da história do esporte que tanto amávamos.
No entanto, nem tudo foi mal - pelo menos em um ponto pode-se dizer que o atual regulamento foi muito bem-sucedido. Se era redução de custos o que queriam, economizou-se um bocado de gasolina nesse domingo.
Lucas Bleicher, São Carlos/ SP
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Caro Joe,
Sempre é um prazer debater com você ou com qualquer outro colega. Porém, gostaria que fosse em base a argumentos mais sólidos dos que você cita na sua mensagem.
Eu mesmo já disse que a FIA deveria ter implantado testes para verificar a durabilidade dos pneus e que, enquanto isto não fosse feito, as situações de perigo poderiam se apresentar. Portanto, o que aconteceu nos EUA não me surpreende.
Mas, o acontecido lá (e anteriormente) não deveria se relacionar com a norma que proíbe a troca dos pneus, nem com a quantidade de fornecedores de ditos pneus. Tudo foi um lamentável erro da Michelin e desídia da FIA. Creio que todos podemos imaginar o que aconteceria se não houvesse polícia: ninguém cumpriria as leis! Portanto, é urgente que a FIA estabeleça rigorosas medidas para verificar que os pneus cumpram o regulamento.
Não me parece apropriado culpar o regulamento dos problemas derivados dos pneus. O regulamento só precisa ser acompanhado de medidas que visem ao seu estrito cumprimento. Culpar o regulamento pelos últimos acontecimentos me parece descabido. Tanto quanto dizer que há assassinos porque existe uma lei que proíbe o assassinato.
A Michelin errou. Não há dúvida disso. Mas não duvidou em se expor ao escárnio público admitindo o seu erro. Até não faz muitos anos, as empresas automobilísticas, acostumavam manter em sigilo os defeitos dos seus carros. Segundo alguns, resultava até mais barato pagar as eventuais indenizações às quais as vítimas de acidentes causados por esses defeitos tinham direito do que afrontar os gastos de eliminar tais defeitos. Felizmente, isso mudou. Hoje não é raro ver algum fabricante alertar os seus clientes de algum defeito e proceder à sua reparação. Eu não me lembro de nenhum caso em que essas empresas fossem criticadas por serem tão solícitas. Porém, agora vemos como a Michelin é duramente criticada por fazer justamente isso: admitir o erro e procurar uma solução.
Também podemos lembrar que faz alguns anos a Bridgestone teve sérios problemas nos EUA. Um tipo de pneu que eles fabricavam para os jipes da Ford (se não me engano era o modelo bronco) causou vários acidentes, alguns mortais, devido ao desprendimento da banda de rodagem. O assunto acabou com indenizações milionárias às vítimas e importantes compensações à Ford.
Não havia dúvidas que a Bridgestone errou. Quiseram conseguir o máximo beneficio com o mínimo custo e se estreparam. Justo o que acaba de acontecer com a Michelin, mas no âmbito da Formula 1. A situação é a mesma, só muda o cenário.
E quanto ao que diz Briattone, não é nada novo. Faz muitos anos que a Formula 1 é uma competição de pneus. De fato, lembro que, com motivo da guerra de pneus entre a Michelin e a Goodyear lá pelos anos 80, os especialistas já diziam que na Formula 1 o carro é apenas um complemento do pneu.
Cabe à FIA procurar que nesta nova guerra não haja vítimas, mas, de jeito nenhum, eliminando um dos concorrentes. Modestamente, me parece que o regulamento não é tão ruim quanto alguns dizem mas, certamente, a sua aplicação deixa muito a desejar.
Devemos recordar, também, que a troca dos pneus não foi implantada, e muito menos mantida, por motivos de segurança. Sei que muitos colegas reclamam a volta das trocas, mas me parece absurdo relacionar isso com segurança. Porque trocar apenas uma ou duas vezes? Se trocar os pneus é sinônimo de segurança, então que troquem quatro, cinco ou seis vezes. Assim, quanto mais troquem, mais seguro será. Você não acha?
Grande abraço.
Manuel Blanco, Valencia – Espanha.
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Panda,
Acho que está havendo um equívoco por aqui. Esta regra não é a culpada pelos acidentes e incidentes provocados pelos pneus. Não é. A regra é muito boa, inclusive acho que deveriam banir o reabastecimento. Daí, se alguém quisesse ganhar posição, bastaria colocar por dentro, frear mais tarde e sair da curva na frente. Essa é a essência do automobilismo, não é?
Qualquer corrida de kart é mais emocionante que a F1. Sem paradas, as coisas são resolvidas nas pistas. Vai me dizer que você não gostaria de ouvir menos que Ross Brawn é um gênio das estratégias e que Schumacher ganhou mais posições na pista? Provavelmente ele passaria do mesmo jeito, na maioria das vezes, só que seria muito mais bonito de ver isso na pista, no roda-a-roda. Por isso, defendo tanto uma corrida sem paradas para troca de pneus e reabastecimento.
Veja bem, não acho que tem que ser o mesmo pneu pra treino, classificação e corrida. Pode ser um para cada, mas, na corrida, menos engenheiros e mais pilotos. Menos simuladores e mais acelerador.
Quanto à durabilidade, tenho convicção de que qualquer das fábricas têm competência, e muita, para fazer um jogo de pneus que dure 2 corridas inteiras. O que está acontecendo é que estão querendo espremer até a ultima gota, e daí fica perigoso. Lembra do pneu de classificação dos anos 80? Aqueles que duravam 3 ou 4 voltas? O que eles querem é colocar um pneu como aquele pra fazer uma etapa de 20 voltas, daí é claro que não dura. A diferença entre Bridgestone e Michelin é que nenhuma das duas achou o ponto ideal de desempenho, só que a Bridgestone optou por ser mais conservadora. Lembra da primeira corrida, na Austrália? Fisichella terminou com os pneus em muito bom estado. Todo mundo achou que não daria, mas eles conseguiram com folga. Depois que viram que dava, amoleceram o pneu para melhorar o tempo, daí está se vendo os resultados. Acredite, Panda. Até o fim do ano não teremos mais esse tipo de problema. O que falta até agora é experiência. Só isso.
Um abraço,
Ricardo Vicentin de Oliveira, Araçatuba/ SP
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Ricardo, reitero minha opinião: a atual regra de pneus é absurda, estúpida e perigosa. O que aconteceu em Indianapolis prova tudo isso.
É claro que vão espremer até a última gota; se não o fizessem é que seria surpreendente. Pneus que duram três ou quatro voltas não são perigosos: basta usá-los por três ou quatro voltas, como era feito.
Repito: proibir troca de pneus é uma das regras mais estúpidas que já vi. Espero que não se torne assassina também. Abraços. (LAP)
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Caro Antonio Pessoa, de Ubatuba.
Meu filho, que tipo de ácido você usou? Mas que viagem trancendentalintergaláctea foi esta? Da onde você tirou tudo isto?! Pneu do Ralf furado, onde? O pneu desembeiçou por estar com 6 de calibragem, muito baixa (expressão usada pelos kartistas).
Estou com medo deste pacto ítalo-alemão/Bernie Ecclestone e Max Mosley.
Lula, cuidado, são eles que estão provocando a desestabilização do seu governo. Forças ocultas.
Jovino, Brasília/ DF
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Escrevi apenas para gentilmente discordar de alguns pontos da última coluna do Panda ao GP Total, que fala sobre o grande Fiasco da F-1 em Indianápolis.
A única coisa que dá para concordar (em parte) é que a Michelin realmente errou na escolha dos compostos de pneus que ela trouxe para Indianápolis. Porém a fábrica francesa, tardiamente, quis corrigir o erro.
Por precaução, trouxe novos compostos para o autódromo, e se a FIA autorizasse, seriam usados. A FIA não autorizou, para não descumprir o regulamento. Porém muitas outras vezes a FIA burlou seu próprio regulamento, caso houvesse consenso de todas as equipes para fazer isso. Não houve consenso ontem. OK, então há que tentar outro jeito de resolver a questão.
A Michelin solicitou a construção de uma chicane antes da curva 13, que estava sendo atendida, até a FIA e a Ferrari serem contra a idéia, e acabar com os preparativos para a sua montagem.
A Michelin errou, mas errou tentando acertar. Nessa temporada de 2005 está claro que os pneus Michelin estão muito superiores aos Bridgestone em corridas disputadas sob altas temperaturas (e uma prova nas vésperas do alto-verão americano, seria mais uma delas).
A Michelin está certamente em uma situação que, para se manter na frente, ela tem que arriscar muito! Fazer compostos de maneira ortodoxa, colocar a mais alta tecnologia em pneus, para não dar chances para a Bridgestone voltar ao topo, e são esses tipos de compostos que a Michelin fez, que por azar não foram os ideais para as condições da pista de Indianápolis.
A Bridgestone provou estar com pneus inferiores para esse tipo de condições, e logicamente sem ter que lidar com uma situação como a da Michelin, a Bridgestone pôde ser mais conservadora e fazer pneus conforme o que ela já sabia sobre Indianápolis, assim, não levando pneus que pudessem dar problemas como os Michelins.
A Bridgestone venceu o GP sendo vagarosa na construção dos pneus, a Michelin o perdeu sendo arrojada no mesmo.
A Ferrari tem culpa sim por ser uma das três equipes que usam pneus Bridgestone. Não venham com a história que todos os negócios dentro da F-1 são leais e limpos, que não são. A Bridgestone há muitos anos, desde a época que era fornecedora única, dava provas claras que tinha preferências pela Ferrari, com isso, forçando as rivais da Ferrari (Williams, McLaren, Renault, etc) a usarem pneus Michelin, para não usarem pneus de uma companhia que favorecia explicitamente a escuderia italiana.
Depois, sozinha, sendo a única equipe grande com pneus Bridgestone, a Ferrari passou a publicamente receber esse favorecimento, a empresa japonesa se sente ainda mais confortável para favorecer a Ferrari, e somente as quase inexpressivas Jordans e Minardis é que também se arriscam á utilizar esses compostos, desenhados especialmente para o carro da Ferrari.
Voltando ao assunto do veto da Ferrari e da FIA (e também da Bridgestone) à chicane em Indianápolis. A Ferrari não usou o bom-senso. A equipe mais hipócrita da F-1 só agiria com bom-senso se aprovasse a construção da chicane.
Afinal, o bom-senso diria para a Ferrari competir contra todos seus adversários, e assim vencê-los dentro da pista (caso tivesse capacidade técnica para isso ontem), mas como a Scuderia certamente sabia das chances de boicote de todas as rivais (Jordan e Minardi não contam, não são rivais para a Ferrari), não saiu da idéia de ser contra a chicane.
A Ferrari ganhou a corrida na política, e não no mérito, afinal, a Scuderia italiana esse ano já provou não ter pneus e nem carro para bater Renault e McLaren em condições normais nas últimas corridas.
Somente assim para a Ferrari e o Schumacher vencerem uma corrida em uma temporada cujo nível dos carros (e pneus) de seus competidores está bem mais forte (e nem falei sobre a ordem que a Ferrari deu ao Rubinho para ficar atrás do Schumacher durante o GP de Indianápolis, isso aí só não vê que foi uma coisa de covardes-que-não-sabem-ganhar-sem-favorecimento-da-equipe, quem não quer ver).
Abraços.
Antonio Pessoa, Ubatuba/ SP
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Eu estou com a pulga atrás da orelha com esses acontecimentos de Indianápolis.
Eu acreditaria que os pneus tinham problemas, de fato, se durante os treinos livres mais equipes calçadas com Michelin tivessem sofrido rasgos e acidentes. Mas apenas a Toyota teve.
Depois do que fizeram com a BAR, eu continuo com a pulga atrás da orelha. Acho que o que houve, na verdade, foi uma atitude política e organizada de várias equipes e montadoras, que pretendem uma mudança na distribuição do bolo da F1, mas, por força do Pacto da Concórdia e da Ferrari, que pretende manter o status quo desde que esteja a seu favor, não conseguem.
A Michelin, alinhada com essas equipes rebeldes, pode ter ficado como bode expiatório. Da mesma forma que culparam Nelson Piquet, em 1981, pela escolha errada de pneus no GP do Brasil, enquanto o verdadeiro problema estava na suspensão hidropneumática.
A F1 tem muita hipocrisia escondida, muita coisa que não se sabe, mas que anos depois, quando não prejudica mais os negócios, vem à tona.
Até agora, não vi nenhuma comprovação científica dessa questão dos pneus. Será que vão agüentar a Eau Rouge? Essa pistinha de merda de Indianápolis, que nunca deveria ter sido feita no histórico oval, tem um trecho de alta, mas não é mais rápida que Spa, Monza.
Esse regulamento maluco é mais divertido do que acordar a cada domingo e ver mais uma vitória chata da Ferrari e de Michael Schumacher. Será que o alemão vai continuar correndo aos 65 anos, ganhar 35 títulos e não deixar nada pra ninguém até ter um derrame cerebral e se aposentar em Kerpen? Chega! Schumi, vai pra casa, já deu no saco te ver ganhar!
E Rubinho... pobres de nós, brasileiros, que ficamos mal-acostumados com os campeões, e, principalmente, com Ayrton Senna. Em 2002 o Edu falou que ele tinha quebrado a barreira da vitória. Eu respondi, dizendo que não. Não mesmo! Era necessário ser esse “Móveis e Utensílios de luxo”? Não? Se pra competir era melhor ir pra Cart, que fosse! A F1 é uma palhaçada!
O que deveriam fazer, mas não fazem, é limitar a velocidade dos carros, sim. O ser humano tem limites, oras, e F1 é esporte, mais do que laboratório de tecnologia automotiva. Não estou nem aí pra que velocidade neguinho faz em curva, aerodinâmica, eu quero é ação, ultrapassagem, valentia, culhões... corridas de recuperação, quebras, o imponderável! Foi assim que cresci vendo corridas, mas de uns anos pra cá resisto só na esperança de que as coisas mudem. Chega de assepsia hospitalar, chega desse cenário Guerra nas Estrelas!
Seja o que for, está tudo errado. E a sensação de palhaço que eu, que perdi tempo com essa corrida, está falando alto, fico imaginando pra quem tenha ido ao Speedway. A F1 conseguiu isso.
Alexei, Belo Horizonte/ MG
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A equipe BAR foi punida com perda de pontos e suspensão por dois GPs devido a supostas irregularidades em seus carros. Há quem tenha achado ser exagerada a punição imposta pela FIA.
Muito mais grave foi a atitude de todas as equipes que usam os franceses Michelin.
O certo, agora, seria termos mais dois GPs, com apenas seis carros no grid.
Ingo Hofmann, Joinville / SC
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Acho que não há nada a dizer além do já foi dito por meus caros colegas. Simplesmente lastimável.
Guilherme Kind, Belo Horizonte/ MG
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Depois a galera fala que eu não sou imparcial. Ora, mas é a mais pura verdade. É a única coisa que define o Gp do EUA ontem em Indianápolis. Uma palhaçada, principalmente com o público. Assistiram a dois carros correndo e quatro se arrastando. Eu acho que a reação do público ainda foi muito pequena e tímida. Pode parecer que eu estaria a favor de uma rebelião no circuito, fazendo com que uma chuva de garrafa d’água e cerveja fosse jogada na pista. Mas é revoltante. Os caras pagaram ingresso pra ver aquilo. Uma pura falta de respeito.
E como deve ter sido entediante. Eu já fui ver uma prova de F1 em São Paulo, Interlagos, em 94. Última prova do Senna no Brasil. E mesmo com todos no grid, depois de umas 5 voltas, você não sabe mais quem é quem, no sentido que você fica perdido, com relação à posição. Imagine ontem. Ver um carro de vez em quando.
A F1 já não atraia os americanos, agora mesmo que ela num pisa lá nem a pau. Tudo isso motivado pelo Ralf Shumacher, o vulgo, bate-bate. O cara conseguiu bater na mesma curva em dois anos seguidos. Só não no mesmo carro. Se um dia voltar a ter corrida da F1 em Indianápolis, eu sendo chefe de equipe, com o Ralf na equipe, num escalava ele pra correr, não.
O problema ocorreu só nos pneus do Ralf. Daí, ao meu ver, a Michelin com medo de uma inferioridade técnica, resolveu fazer aquela lambança, como nunca se viu antes. Mostrando que a F1 tá mais que nunca no fundo do poço. Devido a um regulamento maluco. Eu lembro que na primeira corrida, eu ainda não tinha visto nada sobre F1 pra 2005, e quando começou a corrida o Galvão foi explicando alguma coisa. Daí quando parou um carro nos boxes, eu vi aquela porrada de mecânico tudo olhando pro carro, só mesmo quem trabalhava eram 3, dois na mangueira de reabastecimento e um da plaquinha de stop e go. O resto era até engraçado, ficavam tudo olhando o pneu, alisando, passando a mão.
Mas não foi só isso. Depois da segunda parada do Schumacher, ele saiu e o Barrichelo preferiu sair da pista pra não bater. E depois da corrida ficou aquela briguinha do Barrichelo e o Schumacher. Eu coloquei briguinha entre aspas, porque nunca ouve briga mesmo dos dois, por culpa única do Barrichelo, que parece uma criancinha e é frouxo pra caramba. Daí pra completar o papel de ridículo que ele está fazendo, vai dar uma declaração é só um brasileirinho lá dentro. Tendo uma atitude de coitadinho.
Putz, se ele quer mesmo ser mesmo machão, provar que quer brigar, porra, deixasse bater! É isso mesmo, deixasse bater! Pra explicar minha opinião, vou voltar no tempo. Nunca fui com a cara do Senna. Mas isso não vem ao caso. Só que, em 90, depois daquele ano de briga, no Japão, logo depois da largada, o Prost quis tomar a frete forçada em cima dele. O que o Senna fez? Simplesmente deixou bater, pra ser bi-campeão. Posso não gostar dele, mas tinha atitude, assim como o mesmo Prost fez no ano anterior, na chicane, também deixou bater. Então, ontem, o Barrichelo devia ter feito o mesmo. Pra mostrar pro Schumacher que não tem medo dele, que não é todo mundo que cede ao que ele quer. Mas não, o covarde, prefere sair da pista, quase bate, mas deixa o alemão passar. E depois vai dar uma declaração daquelas, me poupe viu! Que ele seja pelo menos coerente. Se ele é segundo piloto, se comporte como um. Seja submisso. Aceite isso e faça seu trabalho. Assim como outros pilotos fizeram Berger, Irvine e por aí vai. Ou que pelo menos fechasse o rádio. Não é a atitude que eu queria, mas já era um começo.
Um colega meu até brincou com meu outro texto, dizendo que tinha uma ponta de ódio quando eu escrevia. Eu escrevo de um jeito que eu mesmo lendo acho engraçado. São só pensamento que tento mostrar de uma maneira interessante. Pode até ser que eu seja parcial em relação a rally, de velocidade, em particular WRC. Mas nada do que falo sobre F1 é mentira, não invento nada. Tá ai pra qualquer um ver. Ou não ver, que nem ontem.
Lima Filho, Fortaleza/ CE
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Simples, se houvesse algum acidente no GP EUA, a imprensa diria que os organizadores não tiveram coragem de deixar apenas os carros com pneus Bridgstone - por interesse comerciais etc. Logo, espero então elogios pelo pulso forte da FIA neste final de semana e agradecer aos gladiadores que fazem meu espetáculo de final de semana estarem vivos e dispostos para o próximo.
João Fernandes Lira, Guarulhos/ SP
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Visando dar um maior equilíbrio na F1, não seria interessante se cada um dos 2 fabricantes de pneus tivesse que fornecer pneus para 50% dos carros cada um?
Pelo menos nunca mais aconteceria o que aconteceu, pois teríamos pelo menos 50% dos carros largando.
Abraços.
Alcides Soares, Sorocaba/ SP
Que decepção.
Na semana anterior a este GP de merda, visitei como de costume alguns sites da f1, e mandei um e-mail pro Felipe Massa, parabenizando pelo
quarto lugar no Canadá, e perguntei o que ele achava das regras desse ano, e mandei ele tomar cautela em Indianápolis.
Parecia que eu tava prevendo o que ia acontecer. Um jogo só de pneus pra corrida toda,
imaginei: bom, no final da corrida com os pneus gastos todo mundo vai
parar no muro naquela grande curva em alta. Só que eu não esperava que
mais uma vez Ralf foi dar um beijo no muro; será saudade?! Parecia um
replay.
Me coloco no lugar da torcida, pago uns R$ 800,00 mais ou menos e fico
de boca aberta vendo os carros indo pros boxes. O que é isso?! Lá eles
tacaram algumas latas na pista. Se fosse aqui no Brasil, a fiel
invadiria a pista, dava umas porradas no Bernie e sairia depredanto
tudo. E, é claro a imprensa estrangeira ia nos chamar de baderneiros.
Sempre gravo o video de cada corrida e no meio da transmissão a Globo
(filha DP) interrompe pra passar o jogo da seleção que por sinal ainda
dá mole pro México e perde.
Que domingo!!!
Minha sugestão pra tentar melhorar as coisas, seria um mesmo chassi e
pneus pra todos, tornando as coisas mais niveladas sem perder a
credibilidade. É isso aí, por isso que eu jogo GP4.
Armando Guimarães, São Gonçalo
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Prezado Pandini.
As vezes manifesto algumas divergências de opinião com relação as
matérias que vocês publicam neste conceituado site; mas desta vez tenho
de concordar 110% com o teor da V. matéria referente ao que chamo de
American Comedy F1 Show presenciado ontem em Indianapolis.
Alem de tudo o que você colocou, ainda ouvimos algumas perolasdos
sinicos chefes de equipe para justificar a decisao de nao correr.
A frase do Ron Dennis referente a preocupação com a segurança.....foi
hilária. Perguntem ao Kimi que nasceu de novo no GP da Europa se houve
esta preocupação com a segurança ao deixar o garoto na pista com um pneu
mais quadrado que cubo mágico até estourar a suspensão. E o Briatore
então....parecia um integrante da ONU.
Todos santos.
Lembro que a Ferrari sofreu uma situação idêntica com problemas de pneus
e o regulamento foi cumprido. Por que mudar agora??? Porque as outras
equipes iam levar um belo charuto em Indianapolis?
A propósito, o grande Nelson Piquet já falava que hoje em dia, os
pilotos esqueceram que ganham grandes salarios para arriscar o pescoço a
300 km e nao ficar reclamando.
Pelo menos deveriam ter largado. (por fvr, não me entendam mal. Não
quero ver sangue, mas este sempre foi um esporte de risco)
Ok , o regulamento não permitia a substituição do lote de pneus
supostamente inadequados da Michelan, porem, o mesmo regulamento permite
a substituição de pneus durante a corrida se houver risco eminente.
Pensaram nisto?? nao....
Na minha humilde opinião, a Michelin tentou uma queda de braço e perdeu.
Alias, todo mundo perdeu: o publico, o esporte, etc, e ainda a única
disputa na pista acabou de forma melancólica, com um Schummi, dividindo
com o Barrichelo a freada e obviamente deixando a grama para o outro e,
com o Ross Brawn pedindo pelo amor de Deus no radio que o Rubinho não
passasse o pupilo dele.
By the way, Rubinho, se vc está mesmo de mala pronta para deixar a
rossa, dá um chega pra lá no alemão na pista e depois assume a bronca
com o pessoal.
Já pensou se os dois batem mesmo e a Jordan Ganha???
tks,
Ricardo Bifulco
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Caros amigos,
Como amante do automobilismo em geral não posso deixar de comentar
(leigo que sou) sobre a palhaçada deste domingo no GP dos EUA.
A Michelin foi na minha opinião (junto com o regulamento de pneus) a
culpada pelo acontecido, pois não foi competente o bastante para enviar
os pneus adequados para a prova e ainda por cima queria burlar o
regulamento que também é uma merda, mas tem que ser respeitado. A quem
quer culpar a Ferrari, mas o que que a equipe de Maranello tem a ver com
falta de competência da corrente de pneus? Está claro que Rubens nunca
foi respeitado na Ferrari e já passou da hora de trocar de equipe. O que
vimos neste final de semana foi a Ferrari favorecer mais uma vez o
Schumacher, surpresa só para quem acredita em Papail Noel. No mais
espero que a rede globo tenha mais respeito com o telespectador que
acompanha as corridas aos domingos tendo que agüentar o sabe tudo do
Galvão Bueno e que os dirigentes da F1 tenham mais sabedoria para não
deixar este esporte que é admirado por milhões ir para o brejo.
Um Abraço a todos,
Leonardo da Silva, MG
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A existência de um ou mais fornecedores de pneus não é a causa do
papelão ocorrido ontem em Indianápolis.
A verdadeira razão foi pura e simplesmente a guerra entre a Ferrari, as
demais escuderias, as montadoras, FIA (leia-se Max Mosley) e FOCA
(leia-se Bernie Ecclestone).
Os pneus Michelin só apresentaram problemas nos carros da Toyota. Todos
os demais carros equipados com Michelin, tiveram os pneus verificados
por seus mecânicos e aprovados para alinhar no grid. Tanto é assim que
Coulthard, entre outros pilotos, não se conformaram por terem sido
obrigados a participar do boicote.
Pior do que tudo isso é saber que mais uma vez o bundão do Rubinho
abaixou as calças para a Ferrari e tirou o pé para o alemão ganhar a
corrida.
Que saudades de Piquet e Senna que jamais fariam isso!!!
Boris
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Olá amigos do GpTotal.
Como enviado minha mensagem ao site antes mesmo do final da prova de
Indianápolis, ficou faltando a minha opinião sobre o final da prova.
O lance decisivo da corrida, ou seja, a saída de Schumacher após seu
último pit stop, foi um lance absolutamente normal. Schumacher saiu na
frente e com a preferência para a tangência da primeira curva.
Barrichello vendo o alemão à frente arrisca tudo e antecipa a tomada da
curva. Em uma velocidade acima do normal para a curva e ainda pegando
sujeira na pista seu destino foi a grama. Schumacher não teve qualquer
responsabilidade no ocorrido. Jogou limpo. Agiu corretamente. O resto é
conversa fiada. É choro de uma imprensa desqualificada e que só sabe
colocar o brasileiro como vítima de uma mega teoria conspiratória e de
um piloto que aceita esse ridículo papel.
Quanto às opiniões dos leitores colocadas aqui no site digo que respeito
todas. Mas sinceramente algumas são simplesmente lamentáveis. Até usar o
ocorrido na última corrida como argumento para desqualificar Schumacher
é ridículo. Pelo amor de Deus!!!!!
Um grande abraço.
Herik Nelson, Belo Horizonte
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Pandini!
Quando entrei nesse site hoje (20/06) pela manhã, tinha um único
propósito, sugerir que você reescrevesse a coluna Regulamento de merda dá nisso, mas logo percebi
que ela já estava escrita.
Como você já tinha citado, esse regulamento de m... causou o ocorrido no
GP dos EUA, Pior ainda para a F1, pois o povo americano já não gosta muito de F1,
agora então... Quanto ao Barrichello... bom, ele teve uma chance única de mostrar que
poderia bater Schumacher. Não conseguiu, e pior do que tudo, ainda foi passear na grama.
Schumacher fez o que qualquer piloto na situação dele faria, deixou para frear mais tarde, para
garantir a posição. Barrichello não conseguiu controlar o carro, ou ficou com medo de partir para cima
do alemão, e perdeu a posição.
Ao menos, o Paul Stodart conseguiu o que queria: terminar com os dois carros na zona de pontuação,
e ter a corrida inteira para mostrar seus patrocinadores. Só não conseguiu subir ao pódio. Sobre isso,
eu tenho uma dúvida: caso a Minardi tivesse conseguido chegar ao pódio, seria a primeira vez, ou já
aconteceu da Minardi subir ao pódio?
Valeu!
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo
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Olá, Elton.
Seria a primeira vez. Até hoje, os melhores resultados da Minardi foram quartos lugares - dois com Pierluigi Martini e um com Christian Fittipaldi.
Abraços. (LAP)
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Minha nossa, o texto escrito pelo Antonio Pessoa de Ubatuba foi uma das
coisas mais ridículas, uma das maiores baboseiras que eu já li em todas
as vezes que acessei este site. Caramba, LAP, você foi gentil até demais
com ele.
Gente, vamos parar com esse negócio de conspiração da FIA, a Formula 1
acabou, etc. A coisa toda foi muito simples: a Michelin fez um pneu
errado. Ponto. É isso mesmo gente, incrível, mas a maior (ou uma das
maiores) fabricantes de pneus da Europa não soube fazer um pneu bom para
o regulamento deste ano na pista de Indianápolis. Só isso. Como o
regulamento não permite troca, não tem pneu pra correr. Então não corre
e pronto, ué?. Problema de quem confiou na Michelin. A Ferrari e os seus
pilotos não tem nada a ver com isso. Azar dos outros.
Se o regulamento é ruim ou não, o LAP já discutiu em sua coluna. O
grande culpado pelo ocorrido, repito, é a Michelin. Sim, eu sei que os
carros que usam Michelin serão os campeões deste ano, mas aí eu evoco
uma das frases prediletas do grande Edgar de Melo Filho: uma coisa é uma
coisa, outra coisa é outra coisa. A lambança de Indy 2005 atende pelo
nome de Michelin.
Incrível, mas em qualquer acontecimento tem gente que gosta de ficar
buscando mil teorias conspiratórias para desmascarar um ou outro piloto.
Vai entender...
Abraços a todos.
Rubergil Violante Junior, Campinas/ SP
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Podem me chamar do que quiserem, mas no lugar do Rubens eu teria batido
Ricardo, Campinas
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Parem o mundo que eu quero descer III
Bom dia amigos do gp total, e desculpe Ricardo Divilla pela paródia mas
essa foi a única forma que eu consegui para me expressar. Antigamente a Formula 1 significava:
1-Homens que eram apaixonados por velocidade que projetavam máquinas
para superar os limetes da velocidade
2-Homens apaixonados por velocidade que bancavam sonhos de outros homens
também apaixonados velocidade e assim contruiam máquinas para superar a
velocidade.
3-Homens que eram apaixonados por velocidade e eram contratados por
outros homens também apaixonados por velocidade que lá no princípio
bancaram outros apaixonados por velocidade.
4-Homens que era apaixonados por velocidade, mas só tinham opotunidade
de vê-la através de uma caixa luminosa revolucionária.
Hoje a Fórmula 1 significa:
1-Um babaca merece como presente dúzias de caixas de Lexotan e essas que
lhe sejam enviadas pelo correio.
2-Um outro babaca que enche seus cofres e no fim apita nada
3-Vários babacas que investem milhões e não ganham nada.
4-Outros babacas que fingem serem pilotos, quando não passam de
marionetes na mão de outros babacas que são paus mandados dos babacas
que investem milhões de dólares e não ganham nada
5-Milhões de babacas sentados em frente a uma tela de uma emissora bem
esperta que faz de tudo prender os babacas, mesmo com esporte ainda mais
babaca.
Enfim, se não é para superar limtes e trazer benefícios para nós pobres
mortais para que serve a Fomula 1?
Desculpem a minha redundância mas sou mais um babaca que vos fala e
ainda teima em acreditar num esporte de babacas.
PS: Não achei que a manobra do Alemão foi ilegal, mas c...
eu acho que o Rubinho se faz de retardo, com ele ainda acreditou que o
Schumacher iria reduzir e peder a liderança naquele ponto, ele já fez
isso outras vezes, pra ele só interessa a vitória, por isso que ele é 7
vezes campeão.
Abraços
Reinaldo Oliveira da Fonseca, SP
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Lamentável o que aconteceu no GP dos EUA ontem.
Uma palhaçada, um desrespeito ao público de todas as formas. A Globo por deixar de
transmitir a corrida por causa do futebol, e com relação ao abandono dos
carros equipados com pneus Michelin, a culpa toda é do tal regulamento
A vitória em si foi disputada apenas por Schumacher e Barrichello. O alemão liderava, mas Rubinho tava na cola, até que o brasileiro assume a liderança graças a uma falha no primeiro pit stop do
alemão.
A partir daí já imaginava que a vitória estaria muito mais pro
Rubinho que pro Shumacher. Mas quando vi a manobra do Shumacher na saída
dos boxes na segunda parada vi que realmente ele fechou o Rubinho e fez
uma manobra de risco, obrigando o brasileiro a ir pra parte suja da
pista, tendo que ir pra grama pra não bater no alemão.
Foi uma tremenda babaquice do alemão, e com isso o clima deve estar ainda mais tenso na
Ferrari, pois o Rubinho não quis conversa com o Shummy. Há males que vem para o bem. Se o Rubinho não conseguiu encarar o Shumacher quando era amigo dele, espero que agora ele consiga ser mais forte do que o alemão a partir deste novo incidente entre os dois. Acho que esta frase sintetiza o que pode acontecer com o Rubinho daqui pra frente: Se não aprendeu com o amor, vai aprender pela dor.
Um abraço a todos!!
Evandro Silva, Betim/ MG
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Sábia decisão
O que vimos ontem na formula 1, foi algo terrível, a imagem nos Estado Unidos que já não era lá grande coisa, acabou por ser destruída. Segundo algumas fontes nem haverá mais o Grande Prêmio em Indianápolis.
Fico triste pela decepção causada ao público. E confesso que a ver aquela
largada fiquei atônito, foi muito estranho. Como sempre vão ter aquelas pessoas que vão julgar, vão brigar e tudo mais.
- Eles tinham que largar!
Mas a que preço? Andar na formula 1, não é pilotar um autorama! O risco pelo que pude perceber era muito alto. O pneus Michelin simplesmente rasgavam ao se submeter a grande força G da curva 1 do oval
de Indianápolis, com um agravante, o asfalto novo é muito mais abrasivo,
e com muito mais ondulações naquela parte. Era bem claro isso ao ver um
pó marrom que saia da tabua que fica em baixo dos carros.
A Michelin ficou numa terrível posição, porque eles imaginavam um
circuito que não seria tão exigente com os pneus e trouxe compostos mais
moles.
E fez o certo! Ao meu ver, sabia do problema que ia causar mas deixou
bem claro. Um acidente de grandes proporções poderia acontecer naquela
tão velos curva. É só ver o acidente do Ralf, garanto que ele não estaria andando se não
fosse o safybarie da curva 1, pois a batida foi muito forte.
Vimos algo parecido acontecer em Le Mans, com a equipe Mercedes-Bens
onde na preparação para a corrida dois de seus carros decolaram causando
acidente. A equipe mesmo tendo um cronograma e seus compromissos
decidiram retirar-se da competição prezando a segurança de vidas
humanas.
Assim como em Le Mans, em Indianápolis vimos que ainda existem pessoas
com bom senso e dignidade. Ficou bem claro nas expressões dos dirigentes
da Michelin que não era o simples fato de não ser competitivo e sim um
risco absurdo.
Dos pneus da Toyota, três jogos tinham dado problema e ainda eles devem
ter constato um desgaste excessivo nas outras equipes. A FIA por sua vez, chegou a essa conclusão, mas teve que ser justa na sua decisão e deixou por conta das equipes.
E assim ninguém quis assumir essa verdadeira “bomba”. Quem ia por um piloto sobre uma bomba relógio dessas?
Não quero aqui culpar alguém, só defendo que devido as circunstâncias
foi a decisão mais correta, onde os contratos, a audiência, anos de
investimento, publicam vaiando, não valeram mais que as vidas dos
pilotos.
M. Riva, Umuarama
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Olá,
que papelão nos EUA hein? Claro que conheço a opinião do Pandini sobre o
regulamento. Mas me esclareçam o seguinte: porque as equipes com
Michelin não largaram e trocaram os pneus antigos (depois de 10 voltas
por ex.) pelos pneus do lote novo?
Afinal, o regulamento não permite trocas por motivo de segurança?
Um abraço,
Dennis, Paraná
Oi Dennis
O regulamento exige que os pneus usados durante os três dias de GP sejam os mesmos, daí a impossibilidade de se usar o lote de pneus chegado da França na manhã de Domingo.
Abraços (EC)
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Que vexame a F1, heim ? Quando o Rubinho vai tomar vergonha na cara e enfrentar a Ferrari !
[]'s
Fred Martins, SP
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Deste lado, pesando várias toneladas e alguns quilinhos, a Michelin e as
equipes das Montadoras. Em convivio abertamente beligerante com a FIA,
Max Mosley, Berníe Ecclestone. Pretendem montar uma categoria paralela
futuramente.
Deste lado, pesando várias toneladas e outros tantos quilinhos, Ferrari,
Bridgestone, equipes furrecas, FIA, Max Mosley, Bernie Ecclestone. Não
querem nem ouvir falar de categoria paralela.
Findo o primeiro (primeiro?) combate, jaz nocauteada a Fórmula 1 nos
EUA.
Aguarda-se o fim da primeira trilogia..
Episódio 1 - Ameaça Fantasma: a FIA pune severamente a Bar-Honda por
irregularidades, deixando no ar uma ameaça de perseguição aos rebeldes
que não se dispõem a assinar o Pacto do Largo da Concórdia.
Episódio 2 - O exérctio dos clones: equipes das forças rebeldes impõem
derrota aos interesses do Império-FIA nos EUA.
Episódio 3 - A vingança dos Sith: página em construção...
Carlos, SP
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Colegas,
Essa corrida merece várias análises.
1) A culpa do ocorrido é da Michelin e das equipes para as quais ela
fornece pneus. Quando se viu em inferioridade e prestes a dar vexame a
empresa francesa tentou, junto com suas equipes, peitar o regulamento.
Levou o boicote ao limite e perdeu!!! Perdeu feio e pode escrever, está
fora da F1 em 2006 ou, no máximo, 2007. Levar a discussão para o campo
da segurança é uma questão discutível. Apenas as Toyotas tiveram
problemas. Os outros carros rodaram normalmente e havia pilotos querendo
correr. A Ferrari não tinha porque ceder aos apelos da Michelin. Ela foi
incompetente e pagou um preço por isso. O problema é que a imagem da F1
também foi afetada.
2) Não é culpa do regulamento, é incompetência da Michelin que errou e
errou feio. Em busca de mais competitividade ela passou dos limites e
fez um pneu ruim. O que pode ser questionado no regulamento é a
exixtência de duas marcas competindo e assumindo uma importância
excessiva no resultado das corridas. Acho que o regulamento deveria ser
mudado para termos apenas uma marca fornecendo pneus para a F1, o que
iria transferir a responsabilidade do desempenho das equipes para quem
realmente interessa, os carros e os pilotos.
3) O Rubinho não tem nada que ficar chorando pelos cantos. O Schumacker
saiu dos boxes e tomou a linha de dentro da curva (ela já vinha por
dentro) e o Rubinho não conseguiu contorná-las por fora. Tomou outra do
Alemão e ficou chorando novamente. Está fora da ferrari em 2006.
4) Para sorte da Globo a corrida foi um fiasco. Se fosse uma corrida
disputada, com os pegas que provavelmente iriam ocorrer, é provável que
eu processasse a emissora por não disponibilizar outra forma de
acompanharmos a corrida. Ela tem exclusividade de transmissão e não de
omissão. Já que não vai transmitir joga para a Sport TV ou para a
Cultura ou para a Rede Vida, etc....
Esse final de semana foi péssimo para a imagem da F1, principalmente nos
EUA, onde acho que de fato ela morreu. Entretanto, para os demais fãs no
resto do mundo, apesar dos arranhões, ela vai continuar se destacando.
Saulo Caram, Brasília
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Os problemas estavam lá, mas na F1 todos só sabem olhar para o seu lado e não para o todo.
Sei que parece um pouco inocente da minha parte achar isso mas outras categorias fazem isso com ótimos resultados. Alguém viu o filme Uma Mente Brilhante? Se viram vcs irão entender.
O resultado só podia ser este, uma farsa. Já escutei pessoas falando que a F1 morreu mas o que morreu de vez - ou melhor se constatou a morte – foi que qualquer faísca de esportividade ou espírito esportivo na F1 inexiste e que o que vemos é uma briga para ver quem leva o dinheiro no final.
Luis Flávio, Rio de Janeiro
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Culpados ou não!
Certos ou errados o fato é outro: Credibilidade com o torcedor!
Antes de tudo a Ferrari, Fia e Michelin e suas respectivas equipes teriam de pensar no público, no torcedor apaixonado que percorreu milhares de quilômetros para chegar a um cidade ridícula aonde segundo dizem só tem um autódromo e mais nada .
Danem-se pneus ou regras: Permitiria- se que a Michelin mudassem os pneus e em outra prova a Bridgestone poderia fazer o mesmo a fim de empatar o jogo .
Antes de ficar com picuinha era melhor ter feito essa troca: aqui a Michelin corria com outros pneus e em um GP da preferência da Bridgestone ele podia fazer o mesmo . Assim uma mão lava a outra .
O que fica feio e que desse jeito a F-1 nunca vai conquistar e fazer fãs na América e nem adianta agora Scott Speed ou Danica Patrick o estrago esta feito. A maioria do público pelas bandeiras era de latinos e europeus que viajaram muito : Podia se ver várias bandeiras de paises destes distantes lugares .
Agora pergunto: que é melhor satisfazer o público ou certos egos e vaidades gigantes. O torcedor antes de tudo é o maior patrimônio da F-1.
Se fosse em outro lugar eu ate mudava de opinião . Mas sendo na América o torcedor nunca compreenderá isso e para já a F-1 sai fora dos EUA como já fez outras tantas vezes. E isso Tudo o que penso. Um abraço a todos.
Roberto Araujo do Forum Downforce, São Paulo
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Lamento ter que voltar a escrever para esse site sob essas circunstâncias. Muitos leitores desse site sugeriram para que a F-1 fosse boicotada. Eu até vinha fazendo isso, mas justo ontem resolvi assistir a F-1 no templo sagrado de Indianápolis...
Tudo ou quase tudo já foi dito sobre a palhaçada de domingo. Pelo fato de eu preferir a IRL do que a F-1 nos dias de hoje, eu poderia ceder à tentação de defender a idéia ignorante de que os pilotos que não passam de maricas por terem desistido e por isso alegar que a Danica Patrick da IRL é mais corajosa que esses caras da F-1 que desistiram de largar.
Mas a culpa pelo ocorrido é o regulamento de merda que temos atualmente. E não foi por falta de aviso do pessoal do GP Total. Me espanta saber que esses idiotas não tinham previsto que um problema desses pudesse ocorrer e que por isso os pilotos não pudessem ter pneus novos para tornarem a disputa mais segura. É falta de visão e incompetência.
E tem mais: estou de saco cheio desse Rubinho Barrichello, de suas lamúrias, de suas choradeiras e de suas atitudes patéticas. Quero que esse brasileirinho tome vergonha na cara e pare de falar merdas como essa. Ele envergonha o nosso país com sua covardia, atitudes de bundão e declarações imbecis como essa. O Brasil é uma potência automobilística graças ao legado de nossos grandes pilotos e por isso deve ser honrada com a grandeza que nosso país ostenta. Vamos torcer para BRASILEIROS de verdade como Tony Kanaan, Helio Castroneves, Vitor Meira, Cristiano da Matta e Felipe Massa.
Depois do domingo parece que a F-1 acabou de vez nos EUA. A sorte deles é que eles têm a IRL.
Regulamentos de merda, politicagem suja, um heptacampeão f.d.p. sujo, desonesto e choradeiras do Rubinho...
Tá difícil assistir a F-1 nos dias de hoje. Nosso querido esporte está sendo aniquilado. Me pedirem pra boicotar a F-1? Nem precisavam...
José Paulo de Vicencio Junior, São Paulo
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Não sei o que foi mais patético ontem: a transmissão da Globo ou os fatos ocorridos em Indianápolis.
Parece que não existem limites para a imbecilidade dos dirigentes da F-1 e do canal de TV.
Humberto Spolador, Piracicaba
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Parece que este é o mês da bruxa.
A política nacional está uma merda, a seleção brasileira uma merda, a Globo uma m..., o regulamento da f1 uma merda.
O sábio Panda realmente avisou, isso é uma merda, demorou mas os fatos deixaram isso muito claro. Enquanto a Minardi acusa a Ferrari, eles deveriam ficar muito felizes, pois conseguiram seus pontos e isso significa grana, e quase que os ótimos pilotos da Minardi e Jordan não conseguem terminar o GP, fritando pneus sozinhos em varias curvas.
A Globo, bom, o que dizer de uma empresa que não trata o seu cliente, nós e os anunciantes, com um mínimo de respeito e dignidade. Toda aquela lambança dos pneus ocorrendo e eles começaram a transmissão 10 minutos antes do GP e durante todo o primeiro tempo do jogo de merda nenhuma informação. RIDICULO.
Parabéns ao GPTotal, Panda, Edu e todos os colaboradores, parabéns a todos os internautas que se sentem indignados.
A Globo, Mad Max, Parreira, Seleção Brasileira, Bernie, Ferrari, Schumacher, F1, coloquem a mão na consciência.
Um abraço a todos.
Ricardo, Campinas
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A Globo tem por obrigação transmitir todos os Grande Prêmios de Fórmula-1 ao vivo na íntegra. Não mostrou o GP dos EUA em função da Copa das Confederações. Exibiu México e Brasil. E daí? Nenhum amante da velocidade vai protestar de tal desfeita à FIA?
Como se adiantasse alguma coisa...
Renato Monteiro, Curitiba
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O que vimos na corrida de hoje foi um verdadeiro papelão da Michelin e da FIA.
Da Michelin por ter arriscado demais e ter feito uma verdadeira bomba para suas equipes. Levar dois jogos de pneus diferentes e não se responsabilizar por nenhum deles é uma verdadeira falta de compromisso com as equipes, que foram corretas em não arriscar a vida de seus pilotos.
Papelão também da FIA que em hora nenhuma se dispôs a cumprir as sugestões feitas pelas equipes e pela Michelin. Na minha opinião, ela preferiu arriscar a vida dos pilotos e com este fato ainda vai acabar ajudando na criação do GPWC.
Agora Bernie Ecclestone vai ter que ralar muito para ter a SUA Fórmula 1 bem vista de novo para os americanos.
Luiz Eduard, Pará de Minas
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Patético? O que é ser patético pra você?
Dizer que o Grande Prêmio dos EUA foi patético não é bem a palavra exata. Patético pra mim foi ver os pilotos da Michelin com aquele ar de superioridade em frente às câmeras. Patética também é a Michelin, que conseguiu a competente proeza de fazer o super pneu. Esse, o mais inseguro.
Chicane. Isso sim é coisa de pateta. A Bridgestone teve problemas similares na Malasia, Bahrein e em Barcelona e nem por isso mandaram os outros aliviarem o pé pra agente encostar. Isto é, foram machos. Macho como o Coulthard, que disse pelo rádio que se pudesse, correria a prova toda. Mas como não podia...
A célebre frase do meu querido Arnaldo Cezar Coelho diz tudo: -A Regra é Clara! Se o pneu propiciar risco de acidente, que se troque. Poderiam as equipes muito bem trocar o pneu danificado por um outro usado, assim diz a regra. Mas aí vem a segurança dos pilotos... Isso é uma outra história. (Eu mesmo não queria que ninguém se ferisse!)
Enfim, Patéticos são os torcedores americanos. Se acham tão civilizados que mais pareciam a torcida do Santos jogando tudo o que podiam quando o Marcelinho Carioca (Bargh!!) vinha cobrar o escanteio. Pelo amor de Deus, tenham dignidade e respeitem.
Os Bridgestone fizeram seu trabalho, assim como a Ferrari, a Jordan e a Minardi. Para eles eu bato palmas. Não estou nem aí se vai ter GP dos EUA futuramente ou não. Aqueles churrasqueiros de Hamburguer que fiquem com a IRL, suas bandeiras amarelas e seus circuitos ovais. Tanto que o último Estado-Unidense campeão de Formula 1 foi o Italiano Mario Andretti. Eles que se danem. Minhas vaias vão somente para a Michelin. Porque, pra mim a corrida foi normal. Foi a vitória do Eixo sobre os Aliados. O Chucrute na terra da Coca-Cola.
Não pude deixar de me expressar, desculpem a revolta. Abraço a todos.
Arthur Brendler
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É difícil enumerar os culpados dessa patuscada que ocorreu no GP dos EUA nesse 19 de junho de 2005.
Talvez isso tenha sido para a F1 tão ou mais prejudicial do que foi a marmelada ocorrida na Áustria em 2002. E o que chama atenção é que esses fatos vêm se tornando cada vez mais frequentes. Parece que a F1 está mesmo disposta a se imolar na frente de seus (cada vez mais de saco cheio) telespectadores pelo mundo afora.
Pelo menos nos EUA ela não deve se atrever mais a pisar. Fazer de trouxa cerca de 100 mil americanos dentro do país deles, ao vivo para o mundo, não costuma dar certo. Bernie Eclestone e Michelin devem estar suando frio a uma hora dessas esperando os desdobramentos judiciais que isso pode acarretar (e aí, falo da $$ que estes terão de desembolsar em indenizações). Os EUA sempre se amarraram num processo e a justiça americana, que nem devia saber da existência da F1 até então, não deve nem ligar para o nome da instituição envolvida na hora de decidir em prol de alguém. Pra piorar, como a F1 deve ser vista lá como um produto europeu, e seus organizadores são basicamente do velho continente, dentro da disputa política e da troca de farpas que existe entre a América e a Europa, mais um motivo para os yankees aplicarem uma pena exemplar aos responsáveis pelo circo da F1. Deve sobrar até pro Bibendum, o bonequinho da Michelin.
Mas vamos a eles, os responsáveis.
Pra começar, foi de um amadorismo grotesco eles protelarem a decisão sobre o que fazer até momentos antes da largada. Cada um com ego e soberba inabaláveis, achando que na hora alguém iria acabar se dobrando. Se F1 e Michelin tivessem chegado a um consenso já na sexta-feira, no dia do acidente do Ralf, pelo menos parte do estrago teria sido evitado, não fazendo de bobos milhares de torcedores que foram para o autódromo e evitando com que milhões de telespectadores se postassem à toa em frente da TV para assistir a uma corrida de verdade.
Teria dado tempo para adiar a corrida para um outro final de semana até que a Michelin fizesse um composto que garantisse a vida de seus pilotos, punindo também na classificação final ou nos treinos as equipes que usassem esses novos pneus, pra que não se cometesse uma injustiça com as equipes que usam os Bridgestone. Lembrando que a F1 já chegou a adiar uma prova em 85 em Spa por questões de segurança ainda na sexta-feira (o asfalto usado pra recapear a pista estava se descolando). Lá mesmo no oval de Indianápolis, em 1996, interromperam diversas vezes as 500 milhas por causa de uma garoa chata que persistia em cair, e só conseguiram terminar a prova dias depois de terem dado a largada.
Outra coisa que ficou provada é que carro de F1 não foi feito pra andar em circuito oval. Já deviam ter descoberto isso ano passado. Começaram ao tentar improvisar uma pista usando o apelo popular que o nome Indianapolis Motor Speedway tem com o povo daquele país, para conseguirem ganhar popularidade naquelas terras. Acochambraram fazendo um traçado ridículo no miolo do oval, emendando com um trecho do velho traçado. Uma hora tinha que dar errado.
Com relação a Michelin, que sempre quis usar ao pé da letra a Lei de Gerson desde aquele episódio dos pneus que se deformavam ao longo da corrida, em 2003, mostrou que ainda não aprendeu a lição. Se a ela fosse imposta a pena capital de expulsão da categoria, não seria de maneira injusta. Onde está, numa hora dessas, o “Mago da Borracha” Pierre Dupasquier, que com tantos anos no “metier” não conseguiu prever que os seus pneus, naquelas condições, não agüentariam nem 20 voltas? Vai ver ele deve ter aprendido a ser mago com o Paulo Coelho.
Na hora que viram que a coisa poderia acabar mal, pois seriam julgados em território americano os responsáveis pela eventual morte de algum piloto (e desta vez estavam num país onde a justiça não tem a mesma lenga-lenga da justiça italiana para julgar a morte de um piloto), começaram a se coçar. Já pensou algum desses responsáveis condenados à prisão perpétua ou à pena de morte? Perceberam que os pneus são um item fundamental na segurança dos carros. Kimi Raikkonen que o diga. Tudo bem, o pneu dele não estourou, mas eu não me lembro de ter visto os pneus Bridgestone ficarem quadrados ao longo das corridas, e olha que pela performance de Minardi, Jordan e seus respectivos pilotos, estes teriam muito mais motivos para deixarem os pneus quadrados do que a McLaren de Raikkonen.
Mudando um pouco de ambiente, dos boxes para os escritórios acarpetados, e de culpados, de borracheiro para advogado, talvez não presenciássemos as cenas de hoje se o sr. Max Mosley não resolvesse lançar a cada final de temporada um novo “Pacotão de regras do Max”, descaracterizando desde 2002 a categoria de mais prestígio no automobilismo.
O Gepeto poderia lançar a candidatura do Panda para presidência da FIA, já que ele desde o início tão bem definiu essas inúmeras alterações no regulamento: uma merda. A F1 precisa sofrer um grande revés para ter noção do ridículo de algumas situações que ela cria.
Já que CPI é algo que está na moda, poderia muito bem ser montada uma pra apurar os fatos e os culpados nisso tudo.Resta saber quem seria o Roberto Jefferson da história, que jogaria a m... , ou melhor, o regulamento no ventilador.
Frederico Augusto Paniza, Jundiaí
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Questão de segurança???
Se fosse isso mesmo, o Ayrton ainda estaria vivo!!!
Carlos, Valinhos
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E eu confesso, abestalhado, que eu estou decepcionado.
Pandini, acho melhor darmos um upgrade à F1. Não só o regulamento mas a F1 toda foi uma merda nesse fim de semana.
Evandro, São Paulo
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Espero que esta meleca de gp de Indianápolis seja o último pontapé de que se precisava para se ter apenas um único forncedor de pneus na F1.
Infelizmente eu sei q para a maioria dos q preferem mais de um fornecedor, isso não é culpa do regulamento, mas talvez falta de responsabilidade do fornecedor (Michelin), porém quando vc tem competição, isso pode fazer com q se passe dos limites, sabendo q se existe riscos, mas sem ter a intenção e no caso dos pneus isso é perigoso, pois eles estão diretamente ligados à segurança.
Palavras do próprio Flávio Briatore: A F1 está parecendo mais uma competição de pneus... Não precisa dizer mais nada depois desse comentário, pois a equipe dele está na frente e ele não precisava dizer isso e com certeza ele sabe do que está falando e muito mais do q qualquer um de nós aqui fora, viu Sr. Manoel Blanco e demais defensores de mais de um fornecedor de pneus.
Joe, São Paulo
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Olá amigos do GPTotal
Visto essa vergonha de Grande Prêmio, com essa vergonha de transmissão da Globo, eu acredito que seria injustiça o Bernie Ecclestone não ser preso por tentativa de homicídio.
Não só ele, pois essa situação é fruto de um regulamento de merda (de Merda, Merda com M maiúsculo: só para reforçar, regulamento de Merda), propositadamente mal feito, que merece retaliação.
Eu peço para, quem consegue, que não assistam às próximas corridas de Fórmula 1. Como eu não consigo, tentarei não consumir produtos de patrocinadores da categoria, e conclamo os hackers que me ouvem para que invadam e deixem fora do ar o site www.f1.com. Eu pareço indignado?
Abraços,
Daniel Médici, São Paulo
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Sem dúvida alguma o Grande Prêmio de Indianápolis é o maior vexame da história da F1.
Estou escrevendo para o GPTotal antes mesmo da metade da corrida só para colocar alguns pontos de vista sobre tudo o que vem ocorrendo.
1 - Que ironia. Fizeram essa regra estúpida dos pneus para derrubar a Ferrari em nome de uma competitividade. Conseguiram colocar um grid com 6 carros... entre eles as Ferrari
2 - O sonho dos dirigentes da F1 é expandir a categoria no mercado dos EUA. Depois dessa duvido que os estadunidenses queiram saber de Fórmula 1.
3 - Pobre Red Bull. Tinha planos de até colocar um estadunidense, o Scott Speed, em um de seus carros para fortalecer a imagem no EUA. Agora...
4 - Onde estão aqueles que apredejaram a Ferrari por causa do acontecido no Gp da Áustria em 2002? Respondo: Estão guardando os carros nos caminhões e partindo para a Europa. Realmente, é a Ferrari que faz mal à imagem do esporte. Quanta palhaçada!
5 - Pior: Tentaram responsabilizar a Ferrari pelo acontecido no GP dos Estados Unidos ao afirmar que os italianos vetaram a construção da tal gincana. Sei... na hora que a coisa aperta para os franceses da Michelin vamos mudar as regras. Antes estava tudo bem para eles.
Sinceramente, estou ficando completamente desiludido com a F1. Tinha nela uma boa diversão para meus domingos. Vi grande pilotos, carros, mitos que foram criados e pereceram. Mas isso que temos agora definitivamente não é a categoria que aprendi a gostar. Estou de saco cheio. Quero a F1 que tínhamos até 2002.
Chega desse regulamento de MERDA!
Um abraço a todos.
Herik Nelson, Belo Horizonte
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Eu nem quero acabar de assistir o GP dos EUA...
E outra coisa: rendo-me à quem entende do babado, ou seja, o Panda e o Edu. Esse regulamento é uma m...!!!!
Agora, ver as Ferraris , duas Jordans e duas Minardis correndo é uma grandíssima piada! Vamos começar a pensar em dispensar o Eurico Miranda, digo, o Max Mosley???
Grande abraço e aí.. que decepção!!
José Benedito Vizioli Libório, Piracicaba
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Olá amigos
Eu, pessoalmente, detesto a Globo, mas acho natural a opção pelo futebol. Nesse caso, não poderia ela liberar e permitir a transmissão da corrida pela TV Educativa, por exemplo, que tem rede nacional também?
Concordo que isso é sonho de quem gosta muito de F1, mas considero que o erro é dos organizadores dos dois eventos, que não se respeitam como deveriam.
Marcilio Faria de Carvalho, São Paulo
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GP dos Estados Unidos. 6 carros na corrida. crise de pneus? problemas de segurança? ou blefe da Michelin por que estava em inferioridade técnica?
Sinceramente. pra min foi blefe.
É claro que regulamento de merda dá nisso. mas pra min a Michelin subestimou o nível de aceleração lateral que os carros poderiam atingir na curva 1 do oval e não reforçou a estrutura dos pneus para isso. Para contornar o problema, pressão mais alta ou velocidades mais baixas. De qualquer forma iam perder competitividade. mas daí fica a pergunta: por que so os carros da Toyota sofreram falhas de pneus?
Precisaria ver os tempos (e parciais) dos treinos para entender se eles estavam rodando com muito downforce (para ter mais grip no miolo e em conseqüência menos velocidade na reta) ou o inverso. Na minha opinião pelo tempo do Trulli no treino de sábado eles estavam rodando com pouca asa, logo atingiam velocidades mais altas e faziam a Curva 1 com uma maior aceleração lateral. Os demais carros que aparentemente estavam rodando com mais asa não deveriam ter este problema.
Quer saber? Foi político o negócio todo. Queda de braço imbecil com a Michelin, suas 7 equipes de um lado e a Fia e a Ferrari do outro, tentando ver quem podia mais. No final perderam todos, as equipes, a Fia, as TVs e o público. E eu duvido se depois dessa a F1 vai algum dia conseguir a popularidade que ela tanto almeja nos EUA.
E tenho dito.
Linus De Paoli, Sorocaba
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O que falar de uma tremenda falta de postura com o publico? Isso é a F-1 hoje.
Bom, com certeza vai ter outra choradeira do bunda mole da F-1 (Barrichello), reclamando do mal caráter da F-1 (Michael Schumacher). Que dupla heim... Nem numa corrida sem vergonha como essa os dois não conseguiram ficar sem mostram suas melhores aptidões.
Nunca vi um piloto mais pobre de competividade que o Barrichello. Jamais qualquer piloto perderia aquela disputa, afinal ele não tinha nada a perder, ele era praticamente o líder.
Richard Hermann, Jundiaí
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Olá pessoal do GPTotal,
Escrevo para dar duas sugestões de títulos para uma matéria sobre o GP dos Estados Unidos. Os títulos são:
Regulamento de Merda dá Nisso (parte 2)
Fórmula Bridgestone
Gostaram da sugestão?
Um abraço.
Leonardo Delarete Pimenta
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Leitores,
leiam atentamente aos 20 fatos que aconteceram, que geraram a grande vergonha na Fórmula 1 no GP dos EUA de 2005.
Fato 1: Início da década de 90. O mercado alemão e o mercado italiano estavam carentes de ídolos e vitórias que alavancassem o interesse e o consumo do público desses dois países para a F-1. A Alemanha nunca havia tido um grande campeão na Fórmula 1, e somente isso faria a F-1 entrar com força em terras teutônicas, e a Itália atravessava a pior crise e jejum de vitórias da história da Ferrari. Algo precisava ser feito.
Fato 2: Ecclestone, ganancioso, astuto e sem escrúpulos, arrumou um belo acordo com Willy Webber, Mercedes-Benz, e demais, para colocar um alemãozinho magrelo e igualmente sem escrúpulos esportivos em bons carros logo em seu início de carreira. Primeiro a estréia em uma Jordan que desde o começo do ano andava super-bem, e assim permitiria Schumacher estrear na F-1 impressionando o mundo, e depois a ida para uma grande equipe, a Benetton, com muita grana jorrando de uma grande empresa alemã.
Fato 3: Era questão de tempo para essa grande equipe se tornar vencedora, seja com dispositivos eletrônicos ilegais em 1994 (muitos deles não descobertos pela FIA), e já com o melhor motor em 1995. Tudo isso elevou o alemãozinho-fabricado ao status de Campeão
Fato 4: Com o alemãozinho-magrelo-fabricado, o mercado alemão foi conquistado, apareciam espectadores, consumidores e patrocinadores daquele país para a Fórmula 1. Faltava reerguer a Ferrari para alavancar a F-1 na Itália. Assim, em 1995 já era falado que Ecclestone estava mexendo os pauzinhos para levar Schumacher & sua turma de engenheiros para a Ferrari, que já vinha se reerguendo lentamente.
Fato 5: Antes de começar o casamento Schumacher/Ferrari já era falado que o outro piloto da equipe seria claramente um segundo-piloto, um simples escudeiro de Schumacher. E assim, contrataram Irvine. Era assim estabelecida a base do relacionamento Schumacher/Ferrari, mediado na surdina por Ecclestone.
Fato 6: Ao passar dos anos, o casamento Schumacher/Ferrari mostrou que poderiam vencer títulos, afinal, a Ferrari sempre teve mais dinheiro que todas as outras equipes, e os melhores engenheiros e projetistas da Benetton foram trazidos para a Scuderia, que também deixou para trás conceitos ultrapassados, como a fabricação de um motor V12, e passou a ser mais organizada em sua estrutura interna. Com organização, dinheiro, bons engenheiros, é muito óbvio que resultados vêm.
Fato 7: Com toda essa Organização, Dinheiro, Bons Engenheiros rendendo frutos que eram totalmente colocados á disposição de Schumacher, relegando Irvines e Barrichellos para segundo plano por contrato, Schumacher perdeu 2 títulos mundiais por erro dele próprio, e venceu 5 deles quando não tinha mais jeito, a Ferrari era absurdamente imbatível.
Fato 8: O que mantinha Ecclestone GOSTANDO das vitórias Ferrari/Schumacher era o fato de que isso impulsionou muito a audiência da Fórmula 1 na Alemanha e na Itália. E isso gerou dinheiro e patrocinadores para a Fórmula 1, além de consumidores. Tanto que Ecclestone, nos bastidores, procurava manter Ferrari/Schumacher vencendo por anos a fio...
Fato 9: Aproximadamente em Abril, Maio de 2005, uma declaração de Ecclestone foi ignorada pelo grande público. Em meio a confirmação de que a audiência da Fórmula 1 caía na Alemanha e na Itália (por conta do mau início de temporada da Ferrari/Schumacher), Ecclestone disse que isso era ruim para a Fórmula 1 e que o bom para a categoria era ver Ferrari e Schumacher vencendo.
Fato 10: Alguma coisa precisava ser feita por Ecclestone rapidamente para recuperar as vitórias da Ferrari/Schumacher, que recuperariam o interesse ítalo-germânico pela Fórmula 1, que gerava dinheiro para a categoria.
Fato 11: Sem solução em curto prazo para fazer Schumacher/Ferrari vencerem, por conta da inferioridade dos pneus Bridgestone da Ferrari frente aos Michelin, alguma coisa precisava ser feita (ou aproveitada) para dar à Ferrari/Schumacher uma chance no Campeonato Mundial de 2005, que recuperaria o intere$$e ítalo-alemão na F-1.
Fato 12: Paralelamente à vontade de fazer Ferrari/Schumacher voltarem á vencer corridas, havia há alguns poucos anos o interesse das grandes Montadoras envolvidas na Fórmula 1 (Renault, Mercedes-Benz e BMW) em fundar um Campeonato Mundial paralelo à Fórmula 1, a GPWC. A FIA, obviamente, queria desde então dar uma lição em todos que fossem rebeldes á F-1, e simpáticos à causa da Montadoras/GPWC. Começou com a severa punição á BAR/Honda, pelo fato da Honda estar flertando com a GPWC. Resultado: 2 corridas de suspensão, na mais severa punição que a FIA aplicou em uma equipe de F-1. A maioria das equipes simpáticas à causa da GPWC ainda por cima usavam pneus Michelin, o que dá indício que a companhia pneumática francesa também seja simpática á causa.
Fato 13: Indianápolis/EUA, 17 de Junho de 2005. A batida de Ralf Schumacher no muro de Indianápolis demonstra claramente um pequeno erro de fabricação dos pneus Michelin, que trouxe a Indianápolis um tipo de composto que não resistiria as 75 voltas da corrida, em um circuito que tinha um trecho de pista oval. Nesse trecho o pneu desgastado poderia subitamente furar, causando acidentes.
Fato 14: O regulamento-2005 da FIA impede troca de pneus durante um GP, e também troca de compostos de pneus durante um final-de-semana de GP. A Michelin, tentou permissão á FIA para encomendar novos compostos de pneus da França para os EUA, mas a FIA viu aí a brecha perfeita para dar uma lição na rebelde Michelin, e suas rebeldes equipes simpáticas ao GPWC. A FIA não permitiu a troca de pneus.
Fato 15: A Michelin chegava ao ponto de cogitar não participar do GP dos EUA de 2005, mandando suas equipes não alinharem no grid de largada. Nesse momento, a FIA vislumbrou a grande oportunidade de ter um GP somente com carros equipados de pneus Bridgestone, o que inevitavelmente faria com que a Ferrari/Schumacher vencesse, recuperando a esperança dos consumidores/espectadores/patrocinadores italianos e alemães. Era a situação PERFEITA para a FIA!
Fato 16: Domingo, 19 de Junho de 2005. Na manhã do domingo, as equipes da Michelin já imploravam pela construção de uma chincane na curva do oval de Indianápolis, única medida que deixaria o GP dos EUA ser disputado de maneira segura, sem precisar trocar os compostos de pneus. A FIA, sabidamente, e em nome de seus interesses anti-GPWC e pró-Ferrari/Schumacher, VETOU a construção da chincane.
Fato 17: A cena patética de 14 carros entrando no pit-lane ao final da volta de apresentação, não alinhando para a largada do GP dos EUA em Indianápolis, todas elas com pneus Michelin, e com recomendação da empresa francesa em não participar da corrida.
Fato 18: Ao final de 70 e poucas voltas, A Ferrari pilotada por Michael Schumacher venceu o GP dos EUA, fazendo com que o alemão ganhasse 10 pontos no campeonato, enquanto todos seus rivais não ganharam nenhum ponto, recuperando as chances de título do alemão.
Fato 19: A FIA e Bernie Ecclestone, juntos, conseguiram nos bastidores o que queriam. Deram uma prova de autoridade frente aos times da GPWC, e ao mesmo tempo fizeram seu elemento-chave na geração de dinheiro para a categoria (Ferrari/Schumacher) vencerem um GP após 8 meses de jejum, recuperando suas chances de título, e podendo recuperar o interesse ítalo-alemão na categoria.
Fato 20: Nós, torcedores dessa GRANDE HIPOCRISIA que é a Fórmula 1, não abrimos nossos olhos para essa sujeira toda de bastidores. Alguns jornalistas-mercenários da grande-mídia nem irão cogitar seriamente a possibilidade que tudo que aconteceu hoje, 19 de Junho de 2005, seja por conta dos interesses de poder e dinheiro de Bernie Ecclestone e Max Mosley, e o grande público continua CEGO, dando audiência e consumindo uma categoria que não merece nem audiência e nem consumo, enquanto interesses financeiros e políticos estiverem muito acima do bom-senso.
Fãs do Automobilismo: BOICOTEM A FÓRMULA 1.
PS: Queriam uma prova que o multi-campeão Michael Schumacher era uma grande FARSA? A prova foi dada hoje.
Obrigado.
19 de Junho de 2005 - Dia da Vergonha Internacional no Esporte a Motor.
Antonio Pessoa, Ubatuba
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É isso aí, Pessoa!
Você desvendou tudo! Realmente a história recente da Fórmula 1 é essa mesma e Schumacher é uma farsa! Vamos ver se agora os boicotes de fãs à F 1 realmente começam, porque o episódio da Áustria em 2002 não surtiu nenhum efeito...
Desculpe, amigo, mas não resisti à tentação de fazer uma ironia de mesa de café.
Abraços e escreva sempre. (LAP)
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Isso que aconteceu nos EUA tinha que ter acontecido no Brasil. Só aqui que acontece essas coisas bizarras...
Bando de maricas! Só porque o pneu não estava bom? Eu dirijo com carro fazendo barulho, com freio gasto, com mola solta embaixo, sem água, sem óleo, e esses maricas ficam falando ai, não, o pneu não tá bom, tô com medo. Eles ganham milhões, é pra correr de qualquer forma.
Niki Lauda corria mesmo em chamas: ele pegou fogo, aí ele voltou pra corrida, foi pro pódio, foi pra entrevista coletiva, e DEPOIS foi pro hospital.
Tirando isso, a Minardi de Albers tava saindo muito de traseira...
Andrey Rutkowski, SP
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O Panda deve ter assistido o desfecho do GP dos EUA - num misto de tristeza, e, tipo, EU AVISEI QUE ERA UMA MERDA...
O Panda tinha e tem razão...
Esse tal de Max, é um tremendo de um babaca (pra ficar barato); Nesse ano onde não se sabe quem vai ganhar a corrida até a linha de chegada, como dizem os mais entusiasmado; A F1 - MAIOR E MELHOR - categoria do automobilismo, está sem alma, o preceito de o melhor e mais rápido vence ficou para trás, vamos mudar tudo em nome do equilibrio... UMA MERDA.
Logo logo, estão correndo em ovais, com várias bandeiras amarelas, e coisa e tal. UM LIXO.
Agora, horas depois da corrida, andei lendo alguns sites, e percebi, ou entendi errado, que a culpa está caindo sobre a Ferrari?!?!?!
Foi usada a desculpa válida da segurança, na tal curva 13... Minutos antes da corrida eu estava ouvindo a rádio Jovem Pan - O PILOTO TONY KANAAN - informara que se aumentar a calibragem dos pneus, mudassem a cambagem das rodas e a configuração dos carros, eles PERDERIAM, é verdade em rendimento mas seria possível participar da prova.
Na minha opinião o que ocorreu foi o seguinte: a Michelin pensou “não vamos ser competitivos” e jogou o rojão na mão da FIA dizendo ou faz a alteração na curva 13 e nossos clientes saem daqui vencedores, porque no resto do circuito a coisa vai bem obrigado ou não vamos jogar nossos pilotos ao encontro da morte... Uh, que drama, e segura FIA que o regulamento de MERDA É SEU.
A FIA que é arrogante ao extremo, no começo se baseou na regra para vetar qualquer tipo de alteração no regulamento e passou o rojão para a FERRARI, essa por sua vez passou e está passando o maior vexame na temporada, senão vejamos...
O maior orçamento da F1 é dela - é a atual hexa campeã de construtores, e este ano está apanhando feito cachorro sem dono, foi acusada, de desmerecer as rivais, no começo do ano, que o F 2005, é lento etc...
Com certeza a Bridgestone, está atrás da concorrente francesa e isso não deve ser bom, imagina, a notícia, os pneus japoneses levaram a FERRARI, a mais uma derrota, e mais uma derrota, Barrichelo leva volta da RENAULT, e coisas do tipo, e tome porrada nos japoneses...
Ai os concorrentes franceses fazem merda e não querem assumir a cagada, e saem com uma nota, no qual diz “não havia possibilidade de correr e fizemos tudo o que foi possível, mas a FIA e a FERRARI, não aceitaram nada...”
Ops, aqui não...
Eles deveriam ter entrada na pista, com configurações mais lentas, e respeitar o público americano, ou você acha que o púbico americano condena, a Ferrari Jordan Minardi, por entrarem na pista, ou as outras equipes que não fizeram sua parte e participaram da corrida????
Cada ano que passa a situação parece que fica pior, e ainda apareceu um tal projeto para 2008.
Olha se continuar assim em 2010, os carros da CART, estarão sendo mais de 01 segundo mais rápido que os F 1.
É sabido que deste episódio não vamos tirar muitas lições pois cada um vai defender o seu lado, os pilotos da Michelin decoraram o texto e dizem “não tínhamos condições de correr”.
E se o episódio fosse apenas com a Ferrari, teríamos uma corrida com 18 carros, e uma humilhação para Bridgestone e Ferrari.
A verdade é uma só, graças ao regulamento de MERDA, chegamos no dia histórico com um grid de fórmula 1 apenas com 06 carros.
E que não sejamos injustos, culpando os que menos tem culpa.
Abraços.
Alquieres, São Paulo
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Quero registrar meu protesto: em plena era das novas tecnologias com suas performances 'brilhantes' e da tal 'democratização' das mídias, foi um sufoco para acompanhar o restante do GP dos EUA assim que a TV Globo interrompeu a transmissão.
Foi uma procura angustiante até encontrar a Band FM (90,9) transmitindo e, ainda assim, apenas com um repórter lá no autódromo mais famoso dos americanos. Os demais - locutor e o Flávio - estavam por aqui mesmo. De qualquer forma, parabéns a eles, afinal, procurei em praticamente todas as emissoras de rádio AM de São Paulo (capital), nos canais abertos de televisão e na TV a cabo (TVA). A resposta foi a mesma: futebol e até golf, mas nada de ver ou ouvir a gloriosa (hoje menos do que já foi um dia) Fórmula 1.
Não sei se mais alguma emissora de FM se aventurou a desafiar a velha lógica de satisfazer a maioria da audiência fanática por futebol, no entanto, se o fez, merece também os meus parabéns.
Marcelo Cardoso, São Paulo-SP
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Caros Amigos
A Formula 1 está morta. Só nos resta o desalento, o desespero e a esperança de que um dia a IRL nos console.
Meus sentimentos
Leonardo Cortez
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Quero registrar meu protesto: em plena era das novas tecnologias com suas performances 'brilhantes' e da tal 'democratização' das mídias, foi um sufoco para acompanhar o restante do GP dos EUA assim que a TV Globo interrompeu a transmissão.
Foi uma procura angustiante até encontrar a Band FM (90,9) transmitindo e, ainda assim, apenas com um repórter lá no autódromo mais famoso dos americanos. Os demais - locutor e o Flávio - estavam por aqui mesmo. De qualquer forma, parabéns a eles, afinal, procurei em praticamente todas as emissoras de rádio AM de São Paulo (capital), nos canais abertos de televisão e na TV a cabo (TVA). A resposta foi a mesma: futebol e até golf, mas nada de ver ou ouvir a gloriosa (hoje menos do que já foi um dia) Fórmula 1.
Não sei se mais alguma emissora de FM se aventurou a desafiar a velha lógica de satisfazer a maioria da audiência fanática por futebol, no entanto, se o fez, merece também os meus parabéns.
Marcelo Cardoso, São Paulo
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Quero demonstrar meu total repúdio e desprezo a maior emissora de TV deste País.
Concordo que o futebol é o esporte mais popular do planeta; que aqui e o tal país do futebol e toda aquela baboseira que estamos acostumados a ouvir. Mas fazer a transmissão de apenas 45 minutos de corrida é o fim da picada senão ridículo.
Honestamente, para mim o futebol já me desencantou há tempos e como os internautas que acompanham este respeitável site, sou fanático por automobilismo, especialmente a F1.
Por que a Globo não abre outro canal para transmitir a corrida, como vira e mexe o SporTV faz?? Ou melhor a transmissão conjunta com um dos canais do SporTV como na MotoGP, excepecionalmente. O ano passado, já foi ridícula a transmissão ao vivo do GP da Bélgica, por causa das Olimpíadas.
Como sempre, tudo que a Globo coloca a mão, por mais recursos que tenha, faz de qualquer jeito.
Abraços, e agradecimentos pelo espaço reservado.
Alessandro Bezerra Alves, Bauru
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