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O GP dos Estados Unidos 01.07.05
Escreva pra gente
Bem Feito!

por Alexander Grünwald


Decisões absurdas não são exatamente uma novidade em solo estadunidense. E o que ocorreu neste domingo no Indianápolis Motor Speedway sacramenta o único resultado possível quando se conjuga esperteza, dinheiro e interesses políticos no mesmo balde. O Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1 de 2005 foi o ápice do absurdo irreversível no qual a categoria se meteu. Um espetáculo às avessas.

Por isso não é de se estranhar que tenha acontecido justamente na terra dos absurdos um GP com apenas seis carros, sendo dois deles justamente da equipe vermelha – cor símbolo da vergonha que assola a Fórmula 1 nos últimos anos, por que não dizer nas últimas décadas. Vergonha que deveriam sentir todos os envolvidos neste lastimável show de horrores.

Aproveitando essa falta de vergonha generalizada, e aí incluo a minha, aponto o dedo ironicamente para todos aqueles que direta ou indiretamente subiram ao palco neste domingo e, em vez de aplausos, ganharam sonoras e legítimas vaias. Por menor que tenha sido o papel de cada um, todos foram marcados pelo indelével ridículo dos acontecimentos.

Em primeiro lugar, bem feito a Bernie Ecclestone, Max Mosley e toda a sua trupe, que inventaram um regulamento que não dá margem à segurança e nem garante o espetáculo. Antes era obrigatório trocar pneus. Agora é proibido. No dia que encontrarem um meio termo, é possível que tenhamos ultrapassagens na pista e que algumas vidas não fiquem à mercê da sorte. Mas enquanto as decisões precisarem de uma utópica unanimidade para sair do papel, o interesse de alguém sempre vai apitar e desandar o caldo. Por que não usar o método da maioria absoluta, ou dos dois terços? Sei lá, acho que democracia não é a praia deles. Bem feito.

Bem feito para o povo estadunidense. Quem elege um presidente daqueles, produz filmes recheados de violência, apóia bombardeios em diversas partes do mundo e ainda paga no mínimo umas 300 doletas para ficar a centenas de metros de distância dos carros da F-1 certamente não bate bem. Quem são eles para criticar decisões absurdas? Queriam o quê? Bandeira amarela durante toda a prova? Que joguem garrafas na pista. Bem feito.

Falando nisso, bem feito para Tony George. O homem forte do Autódromo de Indianápolis mexe como quer com os rumos do automobilismo norte-americano e, buscando mais verdinhas para seu caixa, levou a asséptica turma européia para sua arena gigante. Empurrou a F-1 goela abaixo da imprensa e dos torcedores locais. Carros no muro e pace-cars? De vez em quando. Dinheiro? Sempre. Quer saber? Bem feito.

Bem feito, indiscutivelmente, para a Michelin, que não foi capaz de construir um pneu adequado às condições da pista. O regulamento é ruim? O asfalto é abrasivo? OK, fizessem algo mais resistente. Buscando desempenho, a Michelin chegou ao limite e colocou vidas em risco. Aí, em nome da segurança, precisou de concessões dos rivais, e foi previsivelmente vetada pela equipe que não faz concessões. Bem feito.

Bem feito também para Jordan e Minardi, que agora se acusam num papelão digno de novela mexicana, explicando o inexplicável. Em princípio, participariam do boicote. Muito bonito, ainda mais por serem elas próprias as maiores beneficiadas pela raríssima oportunidade de marcar pontos com os dois carros. Mas a equipe irlandesa resolveu alinhar e a Minardi, como quem não quer nada, também foi para o grid. Agora diz que ficou numa situação insustentável e que não se orgulha desses pontos. Isso é que é palavra... Bem feito.

Bem feito para a Ferrari. Depois de anos e anos jogando a esportividade no lixo, determinando resultados e manipulando politicamente fornecedores e cartolas, se viu sozinha na tarefa de desenvolver os pneus Bridgestone. Voltou para o meio do grid e continua fazendo pouco caso dos acordos que limitam os testes, visando frear os milionários custos da categoria. Remando contra a maré há tanto tempo, não mudaria de direção assim de repente. Vetou sem dor na consciência qualquer medida para salvar a segurança, a corrida ou o espetáculo. Mesmo que tenha razão em resolver correr pois “o problema é deles, que usam Michelin”, arranhou ainda mais a sua imagem ao mostrar que, nem sozinha na pista, consegue jogar limpo, e saiu nos jornais do mundo todo como o retrato da vergonha. Bem feito.

Reservamos um entusiasmado bem feito, obviamente, para Rubens Barrichello. Será que ele pensou que poderia ganhar do alemão? Que, de uma hora para a outra, a equipe deixaria ele chegar na frente só porque seu pit foi mais rápido? Pensasse nisso quando assinou, ou melhor, quando renovou aquele contrato leonino que, em troca de uma boa grana, não o permite sequer estacionar o Fiat na frente do alemão. Parece que a “equipe dos sonhos” à qual ele tanto se dedicou rasgou o contrato e vai jogar os pedacinhos pela janela. Chorar pela imprensa, a esta altura, não comove mais ninguém. Pode ficar a pé em 2006. Bem feito.

E, finalmente, bem feito a você, torcedor, que ainda acredita em Papai Noel e liga a TV em vez de ler um bom livro. Que ainda tem esperança que um dia essa sujeira vai acabar e o que o negócio voltará a ser um esporte. Que assiste essa sucessão de acontecimentos dantescos pela metade e ainda tem que engolir a seleção mexicana de futebol ganhar com facilidade da equipe brasileira. Que domingão! Ligou a TV? Bem feito!

(Crônica escrita em 20 de junho de 2005)

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Prezado André Leone,

Dê uma olhada no site oficial da FIA e verá um pequeno resumo sobre a prova que ninguém viu! Para ajudar um pouco, procure minha carta aí embaixo, enviada semana passada. Falei um pouco sobre essa corrida. Parece até que foi emocionante, pois os dois pilotos fizeram volta mais rápida seguida de volta mais rápida! Antes do 2º pit! As duas voltas mais rápidas da corrida foram na volta 48.

Ah, não posso esquecer de dizer que o 2º pit do Schumacher foi 4 décimos mais rápido que o do Rubinho. Considerando que ele ocorreu 3 voltas após, creio que é perfeitamente justificável esse tempo menor. Por isso, posso dizer sem sombra de dúvidas: não, a Ferrari não atrasou o pit do Rubinho para permitir a ultrapassagem do alemão! Não há como usar a possibilidade da Teoria da Conspiração. Simplesmente, Rubinho é que não foi suficientemente rápido quando estava na frente. Só isso. Nada além disso!

Márcio Silva, Taguatinga/ DF



Comente 30.06.05
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Marcelo Jardim, achei fantástica a sua coluna. Eu só acrescentaria: 

- Rubens, se você é só um brasileirinho, pequenininho, fraquinho e competentezinho, deixa os brasileirões grandões, fortões e competentões passarem e imporem a sua capacidade, perseverança e talento. São só uns 190 milhões, que dão duro todos os dias. 

Cara chorão, sô. 

Abraços a toda a todos os GPTOTALÕES , que aqui é lugar para macho, e não meninozinho!

Victor Lagrotta , São Paulo/ SP
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Faço minhas as palavras do colega André Leone, de Salvador/ BA. Boa análise sobre o ocorrido em Indy e sobre a carreira do Barrichello. Às vezes o povo tenta descontar suas frustrações em alguém, é uma válvula de escape. Natural isso. E se o Rubens não é um ídolo, não é um ás, está longe de ser um imbecil, ou o babacão que muitos tentam pintar.

Só discordo de seu comentário quando você diz que o alemão é um gênio. Ele é o maior com certeza, e está dentre os grandes, mas não me lembro de muitos momentos de genialidade dele nas pistas. Volta-se à velha distinção entre maior e melhor. Mas que o cara é competente, dedicado e acima da média dos que lá estão, e um dos melhores que já existiram, não resta dúvida.

Sérgio Dário Machado Júnior
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Realmente, Max Mosley tem de sair da FIA. Ele parece um ditador, o cara que tudo sabe, tudo pode e dane-se o resto. O que será que acontece com a FIA? Lembram do Ballestre? Também vivia criando caso. A posição da FIA no caso Michelin x Indianápolis é ridícula. Sem tirar a culpa dos franceses, eles são um parceiro na competição e estão sendo tratados como criminosos. É tudo uma grande ópera bufa. Sugiro uma CPI! 

Flavio, São Paulo/ SP


Comente 29.06.05
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“ Sou só um brasileirinho contra esse mundo todo... ”
Marcelo Jardim

Rubenzinho, você poderia ter dito qualquer coisa depois daquela corrida. Mas esta frase não. Concorda que nessa você extrapolou. Culpar o mundo pelos seus fracassos ou pela sua incompetência mostra bem a pessoa que você é. Dizer que você é um pobre coitado do Brasil explica porque você nunca será campeão. 

Antes de você dizer mais besteiras deste tipo, lembre-se que tivemos e temos brasileirinhos de verdade, com “B” maiúsculo, que deram certo “contra esse mundo todo”. Se muitos deles não venceram, pelo menos lutaram com enorme dignidade, tão diferente de você.

Somente para citar alguns, nós temos o genial arquiteto Oscar Niemeyer, que é “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que continua ainda hoje mostrando a esse mesmo mundo o quanto nós somos grandes. E por favor, não esqueçamos de Lúcio Costa e Burle Marx.

Tivemos o tão lido Jorge Amado, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que mostrou ao mundo o Brasil maravilhoso que nós somos. E nesta linha não esqueçamos do inacreditável Paulo Coelho.

Tivemos Carlos Gomes, Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim e muitos outros, que são “só uns brasileirinhos contra esse mundo todo”, a mostrar ao mundo a nobreza de nossa arte, de nossa cultura. 

Tivemos a nobreza de Sérgio Vieira de Melo, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que mostrou, pagando com sua vida, o quão estúpidos nós somos, e o que é pior, ainda não aprendemos.

Temos Carlos Ghosn, que é “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que é só o atual presidente mundial da Nissan. E ainda temos Henrique Meirelles, Armínio Fraga, José Sheinckman, etc, etc.

Tivemos a tenista Maria Éster Bueno, que é “só uma brasileirinha contra esse mundo todo”, que conquistou só 558 títulos internacionais, e durante 10 anos esteve entre primeiro e segundo lugar no ranking. Em 1960 foi eleita a maior atleta feminina do mundo. Só.

Tivemos o pugilista Eder Jofre, que é só um brasileirinho contra esse mundo todo, que literalmente lutou contra o mundo e reinou invicto durante cinco anos como campeão de boxe da categoria peso galo. Ainda foi campeão mundial dos pesos pena. Só. Não esqueçamos também do Popó. 

Tivemos o genial Garrincha, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que ganhou só duas Copas do Mundo. Temos Zagalo que é o único sujeito no mundo tetracampeão jogando e treinando. E claro temos Pelé, que conquistou o mundo inteiro. Ele é só o atleta do século.

Tivemos Zico, Sócrates, Falcão e outros jogadores que são “só uns brasileirinhos contra esse mundo todo”, que não conquistaram nenhuma Copa, mas conquistaram mundialmente os corações e mentes de todos.

Temos os Ronaldos, Kaká, Romário, Roberto Carlos e todos os outros jogadores, que são “só uns brasileirinhos contra esse mundo todo” a conquistar títulos mundiais, nacionais, melhores jogadores do mundo etc, etc.

Temos também os geniais Gustavo Kuerten, Robert Scheidt, Daiane dos Santos, nosso vôlei, nosso basquete, nosso automobilismo, enfim apenas “uns brasileirinhos contra esse mundo todo”, a lutar, ganhar, lutar, perder, mas sempre mostrando ao mundo que nós merecemos respeito.

Tivemos Chico Landi, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, mas com ele o Brasil chegava a Fórmula 1. Não ganhou nada na categoria, mas teve a nobreza ingênua de negar uma Ferrari, dizendo ao seu dono Enzo que só correria se o seu carro fosse pintado de verde e amarelo.

Tivemos Emerson, que é “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, que abriu espaço para todos os brasileirinhos na F1 e na F-Indy. Teve a dignidade de abrir mão de outros títulos para seguir o sonho de ter sua própria equipe. Um exemplo até hoje de nobreza no esporte.

Tivemos Piquet, que é mais “um brasileirinho contra esse mundo todo”’, que embora alguns esqueçam, ele foi “só” foi tri-campeão mundial numa época em que sobravam gênios na pista. E até se divertia com isso.

E tivemos também Senna, que era “só um brasileirinho contra esse mundo todo”, e que foi lá e venceu. 

Portanto Rubenzinho, se você tivesse metade da dignidade destes “brasileirinhos” citados, você não estaria nesta situaçãozinha de merda. E aí fica a pergunta: Quanto vale a sua dignidade?! Seria uns US$ 9 milhões?!

P.S. Perdoe-me se esqueci algum grande “brasileirinho”. Acho que não caberia neste espaço citar cerca de 160 milhões deles...
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Os últimos serão os primeiros. Parabéns, Alessandra, mais uma vez você fez uma análise brilhante sobre a catástrofe de Indianápolis 2005. Valeu a pena esperar a Tsunami passar, para nos mostrar alguns lados da tragédia, que outros deixaram passar em branco.

Esse argumento da economia também me deixa intrigado. Gostaria muito, que os ilustres pais dessas aberrações regulamentares viessem a público nos mostrar no papel, qual foi a economia obtida pelas equipes após o início das alterações que acabaram em um regulamento de merda. 

Provavelmente vão se confirmar as suspeitas de que tudo isso foi feito para quebrar as pernas da Ferrari, Schumacher & Cia. Será que eu estou certo? Ou sou outro brasileirinho lutando contra esse mundo todo?

Valeu Alessandra! Beijo.

Romeu Nardini
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“Dia M poderia até mesmo derrubar Mosley
Warm Up

Um inesperado resultado poderia acontecer nesta quarta-feira (29), o Dia M - de Michelin. O resultado da reunião do Conselho Mundial poderia ser a queda não da fabricante francesa e seus times, mas sim do presidente da FIA, Max Mosley.

Segundo boatos que chegam de Paris, onde as sete equipes que usam pneus franceses estão explicando a confusão no GP dos EUA, as montadoras estariam preparadas para um anúncio coletivo previsto para depois de uma entrevista de Mosley. Se a BAR for excluída do Mundial, as fabricantes fecham questão em um novo campeonato e anunciam que deixam a F-1.

O Conselho Mundial, formado por outros 22 membros além de Mosley, estaria insatisfeito com o presidente da FIA e poderia pedir um voto de confiança ao dirigente, que seria dado pela assembléia-geral. Se não for dado, o presidente pode cair, como acontece com primeiros-ministros e seus gabinetes em regimes parlamentares”. 

Pronto gente, descoberto o destino do Zé Dirceu. Ele virou assessor da FIA. Só ele para transformar tanto aliado em inimigo. 

Abraços 

Victor Lagrotta , São Paulo / SP
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Ao caro André: 

O que você escreveu em seu comentário é quase tudo correto. O grande problema do Barrichello é a sua auto-estima, que, após 2001 (quando viu que aquele papo furado de primeiro piloto-B foi pras cucuias), desce a níveis abissais em cada temporada.

Aliás, aquela frase após o GP dos EUA é lapidar... eu sou só um brasileirinho... isso, no fim, é bem o retrato de Rubinho: apenas um brasileirinho, pilotinho, mediocrezinho... igual a outros tantos -inhos que já correram e hoje sequer são lembrados...

Abraços

Fabio Marghieri, Itu/ SP
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Caros Eduardo Correia e Pandini,

Interessante esta coluna do Piquet hoje a respeito do Bernie e o acontecido em Indianápolis:

Polêmico é pouco

O Bernie Eclestone foi meu patrão na Brabham de 1978 até 1985. Depois foi meu patrão na F-1 até 1991. Tenho que dizer que devo muito a ele, que com ele aprendi a arte de negociar com firmeza e com justiça, a respeitar os adversários para que a vitória sobre eles fosse mais saborosa. 

Durante esses 13 anos, ele não deixou de ter atitudes, dentro da equipe, ou de dar declarações propositalmente duvidosas que se espalharam rapidamente para além das fronteiras do esporte que é a sua criação maior. Mesmo a recente frase sobre mulheres e eletrodomésticos deve ser analisada pela ótica Bernie e não levada como uma ofensa gratuita, capaz de fazer corar os mais arraigados chauvinistas. 

O Bernie foi o primeiro a enxergar o que a F-1 poderia ser, e assim ele a criou e a fez prosperar como um todo, como já havia feito prosperar a Brabham como equipe. Foi ele também o primeiro a enxergar que do jeito que anda a F-1 não vai continuar crescendo e, o que é pior, pode até diminuir perigosamente. Alguma coisa precisa ser feita para salvá-la nem que seja chamar atenção para ele próprio, tirando a F-1 da berlinda. Como o golfinho que atrai os olhares dos marinheiros para longe da rota de fuga dos filhotes ou o pássaro que finge a asa quebrada para ludibriar os predadores. Sabedoria popular diz que são aqueles capazes de rir deles mesmos que, no final, acabam rindo por último. Aguardem que o Bernie ainda não começou nem a sorrir. Ele não vai deixar a peteca da F-1 cair.

(fonte: Nelson Piquet - Tribuna)

Abraços.

Jovino, Brasília/ DF


Comente 28.06.05
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Impressionante como as colunas da Alessandra destoam da mesmice do site. Ela poderia escrever sozinha aqui! Sinceramente, o argumento do regulamento de m... do Panda já cansou. Inventa outro bordão! Parabéns Alessandra. O que salva o site é você!

Daniel
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Eu concordo com você, Alessandra. Foi puro produto do Racio-símio do Max Mosley. Era só deixar a Michelin substituir os pneus e pronto. Como compensação, as equipes calçadas a Bridgestone poderiam fazer o mesmo e largar com pneus novinhos. Não era suficiente? A categoria rainha do automobilismo assombrará o mundo com sua derrocada, assim como muitos outros impérios que se corromperam. 

Luiz Franco, Campos do Jordão/
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A única diferença da comparação dos pneus com chuteiras inadequadas é que a FIFA não proíbe que se troquem as chuteiras.

João



Comente 27.06.05
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Olha aí, gente, eu não vi a corrida e acho que quase ninguém viu, porque simplesmente ela não passou nem na tv aberta, nem na fechada. Sendo assim, não dá para comentar as voltas que antecederam e a própria parada do Michael Schumacher em que Rubens Barrichello deveria andar mais para não perder a ponta. Também não sabemos qual foi o seu tempo de pit. Talvez a Ferrari tenha dado uma atrasadinha na vez dele para compensar. Quem sabe?

O que temos é aquela imagem da saída dos boxes que divide opiniões. Uns dizem que não houve nada demais: MS fez a trajetória dele e Rubens simplesmente errou. Outros que MS, mais lento, tomou um rumo que só não levou a uma batida por o RB contemporizou. 

Considerando a segunda hipótese, mais plausível e dentro do script, não achei errado o RB tentar ir por fora. Não deu. Perdeu a curva e foi para a grama. Paciência. 

Sinceramente, quem espera de RB uma atitude a la Senna, tipo aquela com o Prost, desista. Não vai acontecer. Isso não implica, contudo, que não se possa esperar dele garra e determinação. 

O comentário de Rubens sobre a quebra do Kimi por insistir em não trocar pneu deixa bem claro como pensa o brasileiro. Ele disse que trocava o pneu sem problema. Perderia a ponta, mas ficaria com oito pontos. 

Pode-se ir à loucura ouvindo uma declaração dessas. Chamá-lo de covarde, de acomodado, sangue de barata, mercenário, o que seja. Mas ele está certo. 

Como também está em não ter chutado o pau da barraca e seguido em sua trajetória. Fazendo valer uma das leis mais elementares do tráfego: a da preferência. Ou seja, a preferência é de quem vem na principal. Quem está saindo ou cruzando deve esperar, reduzir, ir pelo cantinho. Não pode, simplesmente encaminhar o seu carro sem velocidade para o meio da pista. O que fez, obvia, arrogante e prepotentemente, o alemão. 

Também sobre essa corrida que ninguém viu. Sabe-se que logo RB tirou a diferença que se estabeleceu entre os dois depois de seu passeio na grama, e passou a caçar de forma implacável o alemão até ser convidado a reduzir os giros. 

Uma pena. Mas é isso. Acho que tem muita gente tecendo comentários sobre o que não viu. 

Quanto a Barrichello, a despeito do que parece, não se trata de amar ou odiar, creio que é possível assistir às suas corridas, torcer por ele, curtir as suas ultrapassagens sempre elegantes e nem por isso menos arrojadas, e, de vez em quando, frise-se, ser brindado com uma vitória, cuja condição de ser obtida por um piloto, com todas as regalias vetadas, todas as queixas ignoradas, todas as ambições desencorajadas, lugares e horas errados, conquistas minimizadas, sambadinhas ridicularizadas, e tendo como companheiro e primeiro piloto um gênio - há de ser espetacular. 

Barrichello não é segundo piloto, segundo é Montoya, o alemão da Willians. Barrichello e Fisichella são sétimos ou oitavos pilotos. Estão ali para somar os alguns pontos para o campeonato dos construtores. Além de inédito, inesperado e mesmo surpreendente um dos dois vencer o campeonato de pilotos, seria, mais que tudo, muitíssimo embaraçoso. Reflitam.

André Leone, Salvador/ BA
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O regulamento pode ser merda, ou qualquer outra coisa menos tangível, mas a coisa ficou fedendo mesmo foi a incompetência da Michelin. A Ferrari ficou na dela, quando, no início de campeonato, os Brig. eram uma caca, eles trabalharam para melhorar o conjunto carro/ pneu. E agora que a Michelin vem com essa baba toda, querendo ganhar no grito ou chorando as pitangas, que a segurança dos pilotos é que importa... pura balela, estavam andando com a calibragem dos pneus no limite e deu no que deu.

Acompanho a F1 desde 1972 e sempre houve muita discussão a respeito do regulamento e eu concordo com vocês, que do jeito que está não pode ficar. Bom seria tirar toda eletrônica da F1, cambio na mão, sem rádio, controle disso ou daquilo, aí eu queria ver quem tem garrafa velha para vender. Abraços de um fã de vocês.

Antonio Manoel C. Ribeiro, Assis/ SP
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Olá, pessoal.

Após os acontecimentos de Indianápolis, ao invés de demonstrar toda a minha indignação aqui no site, preferi primeiro ouvir algumas opiniões antes de escrever qualquer coisa. Confesso que, passados quatro dias, não estou tão aborrecido como a princípio.

Sem dúvida, a grande responsável por todo o tumulto ocorrido nos EUA foi a Michelin. Desde o início da temporada, a Brigstone sempre pareceu ser mais cautelosa que a rival francesa. Ao longo dos gps, os engenheiros da Michelin buscavam o limite de seus pneus. Na Austrália, todos lembram, tanto os pneus da Michelin quanto os da Brigstone resistiram muito bem à corrida. Rubens Barrichello chegou a dizer que os pneus poderiam resistir por mais uma corrida inteira. Edu disse há algum tempo que esta temporada de 2005 estava recordando a de 1994, onde tivemos duas mortes. 

Aqui farei uma observação: a mentalidade dos dirigentes mudou. Em Ímola/ 94, mesmo com o grave acidente de Barrichello e a morte de Ratzenberger, optou-se pela realização da corrida. Em Indianápolis, ao verem que seus pneus não resistiriam aos 305 kms da prova, os carros foram recolhidos após a volta de apresentação. A idéia de construir uma chicane na curva do oval, onde Ralf bateu na sexta-feira, soou como uma piada de mau gosto. Alegaram que era a única maneira de evitar acidentes no local. Mas não haveria tempo até o início da corrida para que ela fosse testada pelos pilotos, que teriam de testar novas regulagens de freios. Além do mais, Ferrari, Jordan e Minardi, que levaram os pneus mais adequados, seriam punidos por um erro cometido pela rival Michelin.

Devo dar meus parabéns para a FIA, que cumpriu o regulamento, ainda que pudesse prejudicar o espetáculo. Acho que o principal erro da FIA se deve à aprovação do regulamento para esta temporada no ano passado. Proibir as trocas de pneus é um equívoco que deve ser reparado urgentemente. Mas eles impediram que o regulamento fosse descumprido. Os engenheiros franceses decidiram trazer às pressas pneus de sua sede em Clemont-Ferrand, na França, mas os comissários avisaram que haveria punições às equipes, já que o regulamento não permite mudanças nos carros entre o treino classificatório e a corrida. O regulamento também diz que deve haver, no mínimo, 12 carros para a realização da prova. Considera-se prova realizada o exato momento em que os carros partem para a volta de apresentação. A impressão que eu tenho é que as equipes de Michelin desconheciam esse artigo. Talvez achassem que o diretor de prova não teria coragem de dar a largada com apenas seis carros no grid. 

Enfim, quem não trouxe a borracha correta apenas assistiu. Se a FIA abrisse uma exceção para a Michelin em Indianápolis, todos se sentiriam no direito de reparar um erro qualquer burlando o regulamento. A decisão foi acertada.

Falando sobre a corrida, muitos estão dizendo que o público norte-americano deveria processar a FIA, a Michelin, as equipes, a Ferrari e o diabo a quatro pela ridícula corrida. Sinceramente, eu não acho! Os EUA nunca simpatizaram muito com a F-1, talvez por não ser como a Nascar e a IRL, onde os carros batem o tempo todo, o safety-car fica umas duzentas voltas na pista e só assim os torcedores têm tempo para comprar um cachorro-quente, um hambúrguer ou uma lata de cerveja sem perder nada da corrida. Na F-1, o ritmo de corrida é muito mais rápido e parece deixá-los um pouco de saco cheio. E dizer que a corrida foi horrorosa parece um equívoco. Não é todo dia que temos o prazer de assistir a um pega espetacular entre Rubens Barrichello e Michael Schumacher, ou melhor, parte de um pega espetacular (falarei disso depois). 

Quanto ao incidente na saída de box de Schumacher, talvez o alemão poderia ter aliviado um pouco, já que Rubens vinha rasgando a reta com quase o dobro da velocidade. Alguns leitores insistem em dizer que Barrichello deveria dividir a curva para tocar no alemão. Mas para quê? Só para ver o Monteiro vencer com o Karthikeyan fazendo a dobradinha da Jordan? Para que todos depois apontassem o dedo para ele? Barrichello não precisa disso. O simples fato de não ter desistido da vitória duelando com um heptacampeão deve ter despertado a atenção de muitos chefes de equipe, podem ter certeza! Só não entendi por que ele resolveu atender ao pedido da Ferrari e diminuir os giros do motor. Em Nurburgring, ele afirmou que trataria Schumacher como um piloto qualquer. Será que vem renovação de contrato por aí? Não duvido, mas tenho absoluta certeza que ele teria vaga na Williams, BAR e, com alguma conversa, Toyota, Renault e Mclaren. Mas, como disse o Flávio Gomes, Rubinho perdeu porque perdeu. Sem estresse!

Quanto à sua declaração após a prova, eu confesso que a achei absolutamente normal, sem demérito nenhum ao fato de ser brasileiro. Eu vi a entrevista e ele estava calmo e sensato. Disse apenas que se sente pequeno diante de Schumacher e toda a cúpula da Ferrari. Enfim, foi sincero. Pelo que saiba, não disse nenhuma mentira. A má-vontade com o rapaz é tanta que ninguém reparou que ele não desistiu de vencer. Ele poderia muito bem se acomodar na segunda posição e abdicar da vitória. Não seria pressionado por ninguém mesmo!

Sobre a ridícula transmissão da Globo, faço minhas as palavras do Panda. Cortam a transmissão da prova, mostram um jogo de meia-tigela e não dão nenhuma satisfação aos telespectadores. Não condeno a atitude da emissora por optar pelo futebol. Só acho ridículo que ela nos mantenha vendo um jogo que realizou a proeza de ser mais horroroso do que a própria corrida (que, pelo menos, teve uma bela disputa entre os pilotos da Ferrari) sem nos dar qualquer informação. E mais ridículo ainda é que o Sportv estava transmitindo o mesmo jogo. E já que estou chutando o balde, terminarei o serviço: eu perdi minha admiração pelo futebol há muito tempo. Acho um tapa na cara do brasileiro que uma seleção que tenha os melhores jogadores do mundo simplesmente não jogue o que sabe. Há muita gente que discordará de mim, mas a minha sensação é que o futebol é um esporte em que ninguém treina. Parece que ninguém quer melhorar. Felizmente, descobri o vôlei há pouco tempo. Além de ser um esporte muito mais técnico e tático, há espaço para as mulheres. E os técnicos de vôlei, diferentemente dos de futebol, são verdadeiros estudiosos que observam os times adversários com atenção. E lá, os assistentes técnicos trabalham.

Peço desculpas, nem deveria estar escrevendo sobre isso, já que este é um site de automobilismo, mas estou de saco cheio!

Só mais uma coisa: parece besteira, mas não é! Já que a Rede Globo insiste em chamar a Red Bull de RBR, por que nós não a chamamos de RG quando nos referirmos a ela, como fazem no grandepremio? Tudo bem, alguns rirão quando lerem meu comentário, mas...

Um grande abraço.

Willian Lopes Machado, Brasília/ DF
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É uma vergonha!! Onde já se viu, seis carros no autódromo mais famoso e conhecido do mundo?

O que eu queria que houvesse no GP era ver o Schumacher com a traseira arrebentada! Por que o Barrichelo não encheu a traseira do Schumi quando eles saíram do pit stop?! Assim a corrida teria duas equipes lutando pela vitória, pelo pódio e pelos pontos (Minardi-Jordan)! 

Moral da história: corrida sem graça. Alonso, Kimi, Trulli, Montoya e Fisichela, todos fora da prova. E olha que os que estão brigando por vitórias! Uma sacanagem! 

Isaque Cesário da Costa, Sertãozinho/ SP
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Prezados amigos,

Tenho lido as opiniões de todos sobre o GP de Indianápolis, internautas e jornalistas. Permitam-me também expressar algumas considerações. Fazendo uma analogia com o futebol, imaginemos uma partida de Copa de Mundo, por exemplo, Brasil e Alemanha. Vamos supor que, 5 minutos antes de começar o jogo, o técnico brasileiro descobrisse que as chuteiras levadas pela sua equipe não serviriam para o gramado pesado, pois choveu muito durante toda a noite. Aí, nossa comissão técnica pediria para a Fifa construir alguns morrinhos ao longo do campo, para o time alemão não levar vantagem, porque tem chuteiras adequadas para o gramado pesado. Ou cavar alguns buracos dentro da grande área. Ou outra grande idéia do mesmo tipo. 

Desculpem, mas a única culpada pelo acontecido em Indianápolis foi a Michelin. Levou chuteiras erradas. A FIA não poderia construir chicanes. Nem permitir a troca de pneus. Quantas vezes a Bridgestone não deve ter errado na escolha de pneus? Os Michelin só agüentariam 10 voltas? Então, largassem e parassem com 10 voltas. Respeitariam o público e diriam que esse era o limite dos pneus. Afinal, o público norte-americano já está acostumado a ver seus GP adiados porque está chovendo e na chuva eles não correm. Acho que correr 10 voltas é melhor do que nenhuma volta. A FIA não errou, a Bridgestone não errou, as equipes não erraram, apenas a Michelin errou. E pagou um bom preço pelo erro, com o desgaste de sua imagem, atenuada pelo reconhecimento público deste erro. E ponto final. Vamos para a próxima corrida.

José Ayres, São Paulo/ SP
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O GP dos EUA de 2005:

1º) Histórica decepção e provavelmente o fim da epopéia americana da F-1. O triste fruto de um regulamento de m... Indianápolis está maculado para sempre por este vergonhoso episódio.

2º) O Rubinho Barrichello, embora seja um bom piloto, é um babaca convicto.

3º) E a Danica Patrick é mais macho que o Ralf Schumacher.

Quanto à F-1 só me resta me lembrar de seu glorioso passado. Nada mais. Um abraço a todos do site e a seus leitores. Estou sempre com vocês.

José Paulo de Vicencio Junior, São Paulo/ SP
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Há coisas que bem não se explica...

Com a vitória em Indianópolis, Schumacher renasceu no campeonato desse ano! Particularmente, acho que ele precisará de muita sorte (muito mais do que dizem que ele teve em sua carreira) para conseguir o título. Mas o que não entendo é que as pessoas já afirmaram que se Schumacher conquistar o título por menos de 10 pontos, será um título fraudado, sem valor! Que original! Pensando dessa forma, eu arriscaria dizer que o título de Alonso não vai valer, pois os pneus Bridgestone tiveram deficiência técnica em algumas corridas, chegando a furar! Que dizer então de Raikkonen, que saiu da prova na última volta por causa de problemas acarretados pelos pneus? O título de Alonso não valerá por causa disso? 

Verdade é que os títulos de Schumacher jamais valerão nada, nadinha. Como é sabido de todos, qualidade vale mais que quantidade. Então, azar do Schumacher: se ele tivesse parado no 3º ou no 4º, talvez teriam mais respeito por ele. Que contradição, não? Se ele tivesse ganho somente 30 corridas, 40, talvez valessem mais. Mas, não! Quem mandou o chucrute voador ganhar 84 corridas? Eclestone? Mad Max? Rubinho?
Então, dirão: Ele foi 8 vezes campeão, mas esse último título não teve valor, pois ele ganhou uma corrida sem adversários. O primeiro e o segundo títulos também não tiveram valor porque o carro dele era nitidamente irregular. Os outros 5 títulos também não tiveram valor porque ele tinha o melhor carro, a melhor equipe, com mais dinheiro! Quem não seria campeão dessa forma, não é mesmo?

É como se diz: Há coisas que bem não se explica...

Márcio Silva, Taguatinga/ DF
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Depois de ler toda a espécie de comentário sobre o GP de Indianápolis, fui rever quadro-a-quadro, a famigerada atitude de Schumacher (Dick Vigarista pros recalcados). Após esta verificação, observei que o piloto alemão (daí a repulsa de alguns torcedores brasileiros) não ultrapassou a faixa branca de limita a saída do box com a pista. Sendo assim, a manobra foi lícita, ou tem uma regra nova que o piloto que sai do box deve ligar o pisca e dar a preferência, talvez eu esteja desinformado? 

Mas conhecendo de longa data a postura de boa parte dos torcedores, me atrevo a fazer uma pequena projeção se fato fosse ao contrário, O piloto brasileiro estaria sendo endeusado como piloto arrojado, que enfrentou o alemão, e dane-se tudo o mais.

Lamentável.

Ricardo, Gravataí/ RS
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Só lamento uma coisa nesse GP de Indianápolis, que talvez fosse a única situação que levaria a prova a um resultado memorável: Rubinho Medroso Azarrichello deveria ter enchido o carro no final da reta em cima do alemão. Com isso, teríamos um emocionante pódio composto por Jordan e Minardi. 

Abraço a todos que, como eu, adoram a F1, e que depois de ficarem p... por não poder assistir à corrida (por causa do jogo da seleção brasileira), pelo menos assistiram um pouco menos da palhaçada armada. Acho que agora sei porque chamam a F1 de CIRCO!

Arthur Chagas, Salvador/ BA
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Caro Tite,

Acabei de ler a sua crônica “O Culpado sou EU”. Achei-a sensacional. Cheia de verdades ditas com bastante ironia. Você deveria enviar uma cópia pra Mixulan, para que eles tomem emenda, e também para a FIA, pra não editar tantas besteiras. Que volte, o mais breve possível, a troca ilimitada de pneus durante as corridas antes que alguém morra em algum acidente maluco e inevitável.

Parabens, e continue nos brindando com o que há de melhor na crônica.

Um grande abraço,

Jessé Soares, Campos dos Goytacazes/ RJ
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Depois de ler com mais detalhes o comportamento beligerante do Depasquier da Michelin em Indy, cheguei à conclusão que ele está merecendo o Premio Jefferson de pontaria no ventilador e o troféu Sai Zé de puxador de briga, vocês não acham? Abraços.

Victor Lagrotta , São Paulo/ SP
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É muito fácil criticar uma pessoa e chamá-la de incompetente sem ao menos fazer uma autocrítica. Desta forma seria mais honesto simplesmente não ver mais nenhuma corrida da F1. Para que continuar assistindo se cada vez que algo nos contraria sentimos a necessidade de ofender alguém? Ficar feliz porque uma outra pessoa está furiosa porque algo ruim lhe aconteceu. Não é esse o objetivo de nenhum esporte ou mesmo de nossas próprias vidas. Criticar alguém de uma forma agressiva sem nunca ter sentado ao menos em um kart em toda a vida ou pelo menos chegado perto de onde o outro chegou! É muito fácil! 

Difícil e doloroso mesmo é se enxergar. Os únicos culpados no GP dos EUA foram as equipes, que, sem avisar ninguém, fizeram uma cena e depois foram para o pit esperando alguma manifestação. O público presente foi para assistir uma corrida do campeonato DE F1, e assistiu uma corrida aonde tudo ocorreu dentro das regras. 

Quem se preparou melhor e correu melhor venceu. Quem não se preparou e no caso nem pôde correr perdeu. Esses devem desculpas, pois, um erro grosseiro como esse prejudicou o espetáculo, mas não a corrida, pois ela aconteceu e teve 1º, 2º e 3º lugares.

Renato Gomes, Niterói/ RJ
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Caros colegas de site, a maior estupidez dentre as várias que ocorreram no último GP de F1 foi a aliviada que o Rubens Barrichelo deu quando dividiu a curva com o alemão. Aquilo, sim, foi burrice, ora! Se já chutou o balde, não devia ter aliviado, ao contrário, tinha que ter mandado ver! Ou alguém tem dúvida de que se fosse o Senna naquela dividida de curva com o Schumacher os dois não teriam batido?

Poxa, o Rubens devia ter mais ambição, até porque já que ele saiu da pista, então que tivessem sido os dois!

Um abraço.

Frankllyn Mello, Belo Horizonte/ MG
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Coluna do Tite: “Apenas quatro corridas são transmitidas ao vivo para os EUA, não tem americano correndo, nem equipe com cacau do tio Sam”.

É preciso lembrar o monte de patrocinadores americanos que injetam dinheiro nas equipes (ex. HP-Williams).

Linus


Comente 23.06.05
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Elogios para quem merece
Marcelo Jardim

O que aconteceu neste final de semana no que era para ser o GP dos Estados Unidos, com aquela cena ao mesmo tempo inacreditável e inesquecível dos quatorze carros entrando no boxe, com as Ferraris passando ao fundo para alinhar para a largada, foi para mim definitivo.

Não vou dar importância para o que fazem ou deixam de fazer estes dirigentes, diretores, comissários da F1, ou seja lá o que forem. Depois do que aconteceu, acredito que esta turminha prepotente não mereça se quer uma notinha. Mesmo porque eles estão c.... para o que todos nós pensamos.

O que realmente vale, e isto pude constatar com muita admiração, é a existência de pessoas que amam a F1, independente do que fazem contra ela. Pessoas que têm um puta discernimento para serem saudavelmente isentos em suas declarações. E, mais ainda, pessoas que têm por preocupação básica a informação sempre em alto nível.

Por isso, diante da completa falta de transparência em tudo que a F1 envolve, diante de tantas mentiras e diante de tanta arrogância que é a F1 hoje, é um alento saber que as pessoas responsáveis pelos sites Grande Prêmio e GPTotal são pessoas sérias e que têm respeito para com aqueles que os acessam.

É um barato ler diariamente no Grande Prêmio as notícias acompanhadas por comentários, muitas vezes irônicos, mas sempre com personalidade. É muito bacana também ler no GPTotal as fantásticas colunas dos que fazem este site um espaço democrático jamais visto. E a complementar, os comentários dos leitores, às vezes críticos até demais, outras vezes polêmicos em excesso, mas sempre pertinentes e de altíssimo nível.

Fico me perguntando que site, inclusive os estrangeiros, que tem o privilégio de ter tantos colunistas e internautas com tanto conhecimento e dispostos a transmitir pelo simples prazer de compartilhar com os outros daquilo que tanto gosta?! Ter tantos internautas simplesmente fundamentais?!

Seria interessante que ambos os sites fossem editados também em inglês, para que os “bacanas” lá da Europa, principalmente do Reino Unido, tivessem a sorte de poder lê-los. Para mim deveria ser inclusive lição de casa para aqueles que insistem um descaracterizar a F1.

Por isso não vou gastar meu tempo com aqueles “manés” que dirigem a F1, porque ela não merece vocês. Ela é superior as suas mesquinharias. Vou, sim, elogiar quem realmente merece. Vou dar meus parabéns aqueles que transformam a F1 em algo prazeroso e digno de se acompanhar.

Vida longa ao GPTotal e ao Grande Prêmio!!
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Faço absolutamente minhas as palavras da opinião de Eduardo Correa. Até o momento a análise mais coerente, imparcial e realista do que aconteceu em Indianápolis.
Já disse antes que um dia essa categoria vai pagar caro por negligenciar irresponsavelmente e repetidas vezes aquilo que lhes deveria ser mais precioso: o fiel, apaixonado e ignorado público. 

É indesculpável uma falta de acordo que garantisse a realização da prova. Afinal a F1 é uma sociedade secreta ou um entretenimento esportivo, conceitualmente falando? A Mercedes-Benz está lá só para provar a superioridade da sua engenharia para a vizinha BMW ou para garantir a manutenção da sua imagem de qualidade, resistência e velocidade para seus consumidores ao redor do mundo?

Nem me interessa quanto as equipes gastaram para levar seus equipamentos, quem deixou de pontuar, quem ganhou ou quem perdeu. O único prejuízo relevante foi do público.

Sobre a ultrapassagem de Michael sobre Rubens, nada de anormal. Ele estava no lugar certo, na hora certa e sabia principalmente que o brasileirinho — como Rubens definiu a si próprio — não iria tratá-lo como um piloto qualquer ao contrário do que havia imaginariamente prometido. 

Sobre a Globo, só tenho a dizer: que falta nos faz um Ayrton para que o automobilismo volte a ter o mesmo espaço e importância de antes. 

Douglas Lucas, São Paulo/ SP
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Olá Pandini, Edu, demais colunistas do site e amigos do GpTotal.

Lendo suas colunas e algumas das participações dos leitores cheguei a formular uma hipótese que, creio eu, é bem plausível. Vejamos:

Quando a Michelin descobriu que seus pneus apresentavam falhas de projeto ou construção e que, desta forma, os mesmos não poderiam ser utilizados em sua máxima performance sem comprometer severamente a segurança dos pilotos, depararam-se com um abacaxi do tamanho do mundo a ser descascado. Simplesmente porque os fatores da equação velocidade X segurança eram inversamente proporcionais. Uma espécie de cobertor curto. Ou se cobre a cabeça ou os pés. Algo assim.

Para que os pneus pudessem durar as setenta e tantas voltas do Gp, os mesmos não poderiam ser muito exigidos o que, conseqüentemente, acarretaria uma queda substancial de velocidade de todas as equipes que usam os pneumáticos franceses. Daí até a sugestão da FIA para que seus carros fizessem a curva 13 mais lentamente. 
Convenhamos que, se as equipes com pneus Michelin acatassem tal sugestão e privilegiassem a segurança, poderiam perder, especulando, uns 4 segundos por volta. Conseqüentemente, veríamos McLaren, Renault e etc disputando posições com Minardis e Jordan. Seria uma derrota muito humilhante, um vexame para os franceses e suas equipes. E uma grave ofensa à imagem da Michelin. Aliás, dessa minha suposição poderíamos encontrar a justificativa para a afirmativa de Schumacher ao garantir a vitória da Ferrari mesmo que todos os competidores estivessem na pista.

Com esse rabo-de-foquete, o que se viu foi a seqüência de fatos lamentáveis que presenciamos no domingo. Proposta de gincana até a retirada da pista. Até tentaram responsabilizar a Ferrari e a FIA pela não realização da corrida. Como não deram certo as tentativas, a Michelin tomou a atitude que tomou. Entretanto, acho que a opção da Michelin em não disputar o GP acabou sendo um tiro pela culatra. Quiseram se poupar de uma derrota vexatória na pista e acabaram proporcionando um vexame ainda maior fora dela, trazendo prejuízos irreparáveis à imagem da F1, principalmente nos EUA. Todos saíram perdendo. E as conseqüências dos acontecimentos do último fim-de-semana ainda estão longe de estarem claras. É esperar os próximos capítulos desta novela triste de politicagem que virou a F1.

Então, vocês acham que é razoável o que expus ou estou delirando, babando na gravata?

Um grande abraço a todos.

Herik Nelson, Belo Horizonte/ MG
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A notícia abaixo não foi muito divulgada (só achei em francês, em http://f1.racing-live.com/fr/index.htm), mas a meu ver muda um pouco as coisas de figura. O mais impressionante nessa história é que quando a Firestone teve o problema, ninguém hesitou em fazer algo para solucioná-lo (e a mudança foi drástica). Quando a Michelin teve seu problema, não houve qualquer boa vontade para arranjar uma solução. E se olharmos por outra ótica, ainda vem outra pergunta relevante: será que, se não houvesse esse episódio com a Firestone e as condições de pista não fossem modificadas, a Michelin teria tido os problemas desse fim de semana?
Segue a notícia:

A pista de Indianápolis tinha um problema – conhecido desde 5 de abril.

No último 5 de abril, uma sessão de testes privados de dois dias, reservado aos monopostos do campeonato de IRL, começou no circuito de Indianápolis, mas após
apenas algumas horas, essa sessão foi interrompida por causa de um fenômeno estranho e qualificado de potencialmente perigoso pela - Firestone!

Na época, nós escrevemos: Se a menor contrariedade a respeito da pista ou dos pneus deveria acontecer, isso poderia criar um sério problema de segurança.

Eles (os pneus Firestone) tinham encontrado alguma coisa de inesperada e jamais vista anteriormente - declarou então Brian Barnhard, presidente da IRL - eles vão pegar de volta os pneus e re-examiná-los. Nosso dever é lhes oferecer uma pista segura. Nós temos os depoimentos e os dados dos pilotos que correram ontem e eu estou convencido de que nós teremos um diálogo continuado com a Firestone. Se
alguma coisa deve ser feita, a seu pedido, nós a faremos.

Com o intuito de resolver esse problema, os promotores do circuito de Indianápolis decidiram estriar o revestimento da pista. Duas semanas mais tarde, Firestone se apresentou a uma nova sessão de testes privados com pneus modificados. Uma sessão que aconteceu sem incidentes, assim como as 500 milhas, algumas semanas mais tarde. Interrogados pela AFP nesse fim de semana, Pierre Dupasquier afirmou que o recapeamento estriado fazia parte das hipóteses.

Vale lembrar que a Firestone é uma filial da Bridgestone. Daí a afirmar que essas duas empresas compartilharam informações às quais a Michelin não teve acesso, vai só um passo...

Lucas Bleicher, São Carlos/ SP
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Caro amigos do GPTotal,

Em primeiro lugar, obrigado, Edu Correa. Estava me sentindo o último dos moicanos. Se o regulamento é de ouro, de excrementos ou, seja lá o que for, não me parece ser o problema. 

Uma crise desse tamanho jamais pode ser atribuída a três linhas mal escritas. Nem as melhores Leis são capazes de prever todas as possibilidades. Já o bom senso, sim, é insubstituível. Graças à falta dele, podemos encontrar em cadeias brasileiras, pessoas cumprindo 4 anos por furto de um pacote de salsichas (isto é fato!). Tudo dentro da Lei. Juiz obtuso, regra cumprida, estrago feito. Qualquer pessoa que já ligou para um serviço de atendimento sabe o que estou dizendo. Não há vida inteligente em quem segue regulamentos ao pé da letra. Para quem enxerga o mundo em preto ou branco basta o inesperado e pronto, trava tudo, dá pau, a estupidez e a burocracia tomam conta. Quer algo mais inesperado e absurdo do que 7 equipes sem pneu para correr? Quer algo mais estúpido e burocrático que uma corrida com 6 carros? 

Aí vem aquele nhém-nhém-nhém méritocrático de “uns trabalharam direito outros não...” então tá, vai lá e dá a largada só com 6. Estraga a imagem da F1. Será que alguém imagina uma final de Copa do Mundo ser vencida por W.O. porque, na maior incompetência da história, uma das equipes não tem chuteiras para entrar em campo? Se todas as 10 equipes entrassem num acordo, privilegiando a disputa dentro da pista, a FIA não teria espaço para sua paquidermia. 

Finalmente, e sei que vou tomar pau por isso, gostaria mencionar a posição do Schumacher. Não dá para concordar com um heptacampeão, detentor de todos os recordes possíveis e imaginários, lenda viva, transitar pelo box como se fosse apenas mais um empregado sob contrato de uma grande corporação, “sem saber que os outros não iam correr”. Grande poder traz grande responsabilidade. Claro que a culpa não é dele, mas em momentos de crise, poderia se preocupar mais com esporte, desculpe, com a categoria que lhe deu tudo ao invés de só se preocupar com a bandeira quadriculada. Bate no peito e chama a responsabilidade: “Aí ô Barrica, Gordito, Jr., Ice, Espanhol, Tchuquinhas, Zé manés, vamo corrê essa merda! Sugestões?”. Depois: “Aí ô Todt, Bernie, tio Mosley, a galera decidiu o seguinte...”. 
Teria ou não teria peso? 

O fato triste é que o maior campeão da história esteve no alto do pódio nos dois momentos de maior infâmia da F1. Uma pena, Michael. 

Outro dia, o tenista top 5 Andy Roddick tinha um matchpoint a seu favor. O ponto é jogado e o juiz marca bola fora de seu adversário. Seria a vitória se ele não chamasse o juiz e mostrasse que a bola tinha sido dentro. Como resultado o jogo continua e Roddick perde a partida. E olha que ele é americano! O espírito esportivo está por aí, pessoal da F1. É só tirar o olho do umbigo. 

Abraços, 

Mario Galhardo, São Paulo/ SP




Olá, Mario. A respeito de sua sugestão sobre a atitude que poderia ter sido tomada por Schumacher, há uma história que - creio eu - ilustra muito bem o que poderia ter acontecido. Todos se lembram que o GP da Itália de 2001 foi disputado cinco dias após os atentados nos Estados Unidos e um dia depois do acidente de Alessandro Zanardi em Lausitzring. Todos estavam consternados e Schumacher, durante o briefing dos pilotos, sugeriu um acordo para que ninguém disputasse posição na primeira chicane após a largada. Reação imediata de Jacques Villeneuve: "Não aceito". E o acordo foi por água abaixo. Abraços. (LAP)
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Há pouco vi um comentário de um internauta tecendo sobre a atitude de Barrichelo. Realmente é triste, como brasileiro, ver por onde está enveredando o nosso representante na F1. Explico:

1) Ele não está sendo capaz de enfrentar o Schumacher e em Indy estavam só os dois disputando a corrida e ele perdeu;

2) Estava com cerca de 3s de dianteira para o Schummy e não conseguiu manter com a parada do Schumacher;

3) Quando Michael apareceu, repentinamente, tomando-lhe o seu traçado, deveria Rubens - ter mais coragem - e não abrir do seu, mesmo que resultasse em batida e vitória de Thiago Monteiro Vagaroso; mas, não, o Sr. Rubens, mais uma vez, preferiu dar uma de coitadinho e reclamar. Reclamar....

4) Schumacher venceu com méritos dele, são os mesmos que ele sempre usa quando está a perigo de ser derrotado, é o jeito dele e vem dando certo, afinal já é o maior vencedor na F1;

Acho que nunca um apelido caiu tão bem quanto o de Dick Vigarista para o Sr. Michael Schumacher. O homem usa e abusa de seu talento natural e artimanhas questionáveis para se dar bem.

Percebam que quando ele topa com o Montoya seus planos normalmente dão errados, nem que seja para os dois, mas o colombiano não abre pra ele (Schumacher) nem que a vaca tussa. 

O Rubinho deveria passar mais tempo conversando com o Montoya, talvez ele melhore sua pilotagem, quando estiver pilotando com o Schummy. Enfim, acho o Schumacher um abusado tipo tá com medo, então pára e o Rubinho um medroso que, se ameaçado, pára.
Digo isso, mas sei que o Rubinho já está muito velho para mudar de atitude. É um medroso como piloto enfrentando outros.

Mudando um pouco, acho interessante, às vezes, os comentários do Galvão na TV em relação a quem ele gosta ou não gosta. Vejo claramente uma implicância com o Villeneuve. Ele, quando o Villeneuve segura algum piloto, chama o rapaz de chicane ambulante e, quando Massa, segura - como foi o caso da corrida passada - é um grande piloto, sensacional. É um puxador de saco mesmo.

Abraços.

Jose Airton, Teresina/ PI
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Olá, amigos.

Eu havia tomado a decisão de não comentar o tal GP dos EUA. Mas, como inevitavelmente tenho lido muita coisa a respeito, com os mais diversos enfoques, acabo me rendendo e emitindo a minha modesta opinião a respeito.

Diante de tudo o que li e vi, não apenas agora, mas ao longo destes últimos anos, me parece que o ocorrido no domingo foi mais um capítulo da novela da cisão da F1. É claro que houve o problema dos pneus, que não foi intencional. Mas o problema foi potencializado pela luta que está acontecendo entre a maioria das equipes contra a FIA e a Ferrari, que já assumiu compromisso com a primeira.

No jogo de influências, pressões, etc., a FIA e a Ferrari não cederam aos adversários nenhuma oportunidade de obterem alguma vantagem, decorrente de um erro da fornecedora de pneus, pensando justamente na grande oportunidade que isto representava para reforçar os seus argumentos em busca de seus objetivos: a “standartização” da F1. Em contrapartida, os demais não perderam a oportunidade de demonstrar, claramente, o que seria uma corrida se eles pularem fora do circo para uma nova categoria. 

Um problema aconteceu e ambas as facções viram oportunidades que tentaram aproveitar em benefício próprio. No conjunto geral da obra, parece-me que a galera da GPWC se deu melhor. Ou alguém imagina que, do dia para a noite, irá surgir mais alguma equipe em condições de rivalizar com a Ferrari se McLaren, Williams e Renault caírem fora. As corridas serão exatamente aquilo que vimos no domingo. 
Só o Mad Max parece que não percebeu isto.

O intuito de se promover a padronização da F1 irá, com toda certeza, levar a categoria inexoravelmente rumo a IRL e Fórmula Mundial (?). Daqui a pouco alguém irá sugerir a disputa de corridas em ovais para melhorar o espetáculo.

Vivemos, realmente, tempos muito tristes.

Elieser Fagundes, Florianópolis/ SC
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Como todo amante da Formula 1 e do automobilismo em geral, estou triste. Triste por ver a F1 se transformar em... nessa coisa.

No final da história, o que restará é uma pálida sombra do que foi. E restará se lembrar de Fangio, Clark, Lauda, Fittipaldi, Stewart, Prost, Piquet, Senna, Schumacher e o que F1 foi um dia. 

Abraços.

Rafael Chiarinelli, Nova Odessa/ SP
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Prezados amigos do GPTOTAL.

Intransigência burra em nome de uma obediência cega a um regulamento de merda. É assim que intitulo o embuste à que assistimos, no dia 19 de Junho de 2005, no Sagrado Templo Indianápolis.

Não fossem os lamentáveis fatos ocorridos, estaríamos nos referindo ao Grande Prêmio (GP) de Fórmula 1 em Indianápolis - EUA. Mas chamar ao que assistimos de Grande Prêmio é um insulto à memória de homens que deram sua vida por um esporte baseado na coragem e no espírito de progresso (esta é uma parte da dedicatória aos pilotos de competição e, também, ao automobilismo de competição, feita no filme Speed Fever ou Fórmula 1- Febre de Velocidade, título do filme no Brasil, no final dos anos 70 — se não me engano, entre 1978 e 1979). Um insulto à Fórmula 1 e à sua gloriosa história. E, principalmente, chamar aquilo de corrida, é um insulto ao automobilismo de competição e ao esporte a motor em geral, onde costumamos assistir corridas de verdade!

Solidarizo-me com as vaias de 100.000 espectadores que foram prestigiar a Fórmula 1 e se viram enganados e desrespeitados pela FIA e seus dirigentes, e também, pelos organizadores da F1.

Como entender esta atitude, justamente em um mercado tão ambicionado pela F1 e que ao mesmo tempo, relativamente, não valoriza a Fórmula 1 como esta mereceria? Basta lembrar que o público estimado nisso que deveria ter sido uma Corrida de Fórmula 1 foi de aproximadamente 100.000 pessoas, e que, na edição 2005 das 500 milhas de Indianápolis da Fórmula Indy (IRL), o público foi de 500.00 pessoas!

Evidentemente, entendo que a IRL merece este público todo, mas penso, também, que a F1 pode conquistar o mesmo status nos EUA, pois ambas são categorias de ponta, e não há por que haver esta negativa rivalidade entre as duas. Mas, agora, com o fiasco que o mundo testemunhou, tudo ficou mais difícil para a F1 nos EUA. Como esperar sucesso nos próximos GPs dos EUA de F1 (se é que estes ainda tornarão a acontecer)?
Como explicar algo que deixou perplexo o mundo do automobilismo de competição?

Entretanto, existiram neste triste evento, atitudes digna de louvor e aplausos e que são elas:

- A atitude da Michelin, que assumiu publicamente seu erro e responsabilidade na deterioração dos pneus de sua fabricação, e que provavelmente ocasionaram o acidente do Piloto Ralf Schumacher;

- A corajosa orientação da Michelin às equipes que utilizam seus pneus à não participarem da Corrida, preferindo evitar assim, algo que poderia se transformar em uma das maiores tragédias (potencialmente) do Automobilismo de Competição e da F1;

- A prova de grandeza da Michelin, que preferiu associar seu nome ao erro, do que promover uma catástrofe em potencial, e, com isto, mostrou uma grandiosidade ímpar em não participar do evento (que neste momento, não merece ser chamado de Grande Prêmio);

- A lúcida sugestão de trazer um novo lote de pneus com um novo composto e que inexplicavelmente não foi aceita, sabe-se lá se pela FIA, se pelos organizadores da F ou ainda, se por ambos;

- A também louvável decisão das equipes que utilizam pneus Michelin em não participar da prova; neste caso, entenda-se donos de equipes e seus pilotos;

Pelo que sei, o regulamento (até mesmo este, de merda) pode abrir exceções em casos de força maior. Se o grave problema verificado nos pneus Michelin não é um caso de força maior, não sei o que seria. Como exemplo: não se pode dar auxílio externo a nenhum carro que pare na pista. Entretanto, se o mesmo , independentemente do motivo, parar em local perigoso e não conseguir sair dele por condições próprias, é permitido o auxilio para retirada do local de risco!

Se o bom senso prevalecesse nas Organizações tanto da FIA, como da F1, todo o fiasco poderia ter sido evitado com a permissão em caráter extraordinário da vinda dos lotes de pneus, com compostos novos e sem os graves problemas verificados.
Mas, não! A escolha foi pelo caminho mais árduo e com conseqüências imprevisíveis para a F1, pelo menos nos EUA.

Não se sabe também, a repercussão que terão tais fatos, entre os milhões de telespectadores pelo mundo inteiro, que amam ou apenas gostam da F1. Como ficará a credibilidade daqui para a frente, e a audiência?

Creio que em futuro próximo saberemos, e temo muito pelas conclusões!

E por derradeiro: Que os deuses da velocidade se compadeçam e auxiliem a Fórmula 1 a superar mais esta crise.

Um grande abraço à Família GpTotal.

Paulo C. Winckler, Porto Alegre/ RS
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Sobre a coluna de Luis Fernando Ramos, concordo com quase tudo. Me pergunto apenas uma coisa: se a maioria vencesse nas discussões da F1, teríamos uma chicane na curva 13, o que, na minha opinião, seria muito mais ridículo.

Maickel Hubner, Joinville/ SC
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Escrevo para demonstrar minha repugnância em relação a esse GP. Se eles tivessem o mínimo de bom senso, ao menos teriam cancelado a corrida, marcado para outra data do ano, de graça. No fundo, no fundo, eles não estiveram nem aí para os espectadores e os telespectadores. E se os leitores pensassem como eu penso: e daí que os pneus estavam com defeito, e daí se os pilotos batessem? Eu estou na frente da TV para ver corrida. Já disse: era melhor cancelar, ainda mais que eu já sabia que a Globo, outra que não está nem aí para a gente, iria interromper a corrida (???) para passar uma bosta de um jogo que terminou até com vitória do México. Afinal, se fizeram isso no ano passado no GP da Bélgica, por que não fariam agora?

Cristiano, Vitória/ ES
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Olá, 

Dessa vez escrevo para parabenizar as excelentes (para não dizer, as duas melhores) colunas de Eduardo Corrêa e Luiz Fernando Ramos sobre a mais ridícula corrida de Fórmula 1 dos últimos tempos (para não dizer de toda a história...). Simplesmente muito agradável e satisfatório ver duas abordagens coerentes sobre o ocorrido em Indianápolis.

Na coluna do Eduardo Corrêa, destaco sua suspeita de que a Michelin errou na fabricação dos compostos de pneus para Indianápolis, motivada por pressões e contra-pressões do duelo McLaren x Renault. Isso se alinha com o que tentei explicar em minha última mensagem ao GP Total, que o erro da Michelin pode ter acontecido pelo fato da fabricante estar no limite de suas possibilidade técnicas, e têm que aproveitar tudo para se manter à frente da Bridgestone.

Também corretíssima a abordagem do Edu de que grande parte da culpa foi do Regulamento, que impede troca de pneus. A FIA deveria conceder algumas exceções dessa regra em algumas circunstâncias muito especiais, e na tarde do último domingo seria a circunstância mais anormal possível para que alguma exceção fosse feita. 

Muito embora, não há como negar que o problema de tudo isso não foi somente o erro da Michelin e o Regulamento de pneus, não. O buraco era mais embaixo mesmo, e o buraco era onde, onde?! Na tecla que há muitos e muitos anos mais venho apertando, e dizendo que aí está o problema real de toda a Fórmula 1: a falta de espírito-esportivo na categoria! Não vou entrar nessa questão, que é complexa, e deixaria essa minha mensagem aqui absurdamente mais longa, mas qualquer dia ou qualquer época posso escrever mais sobre o que penso sobre isso, mas deixo claro que defendo acima de tudo que a Fórmula 1 deve ser um esporte, que interesses financeiros podem existir, mas em uma proporção muito pequena, e bem regulamentada, algo que praticamente não existe hoje em dia.

Concordo que a FIA deveria ter flexibilizado as coisas para os times da Michelin, sim, e por quê? Porque a FIA adotou este regulamento (não interessando mais quem sugeriu ele), e, em nome do esporte e do público, usar o bom-senso e abrir uma exceção para o GP dos EUA, em nome da segurança, e da existência de uma corrida de verdade (pois o que vimos no domingo foi uma corrida de mentira, na hora da largada já se sabia quem venceria). E quem seria eu para discordar da conclusão que o Edu tirou, de que esse tipo de negociação freqüente da F-1, onde vale o interesse financeiro com mais força, é o tipo de negociação perde-ganha? O Edu é economista, sabe bem como são essas coisas. E na visão de um acadêmico, parece óbvio que o tipo de negociações da F-1 na verdade não são compatíveis com aquilo que a categoria diz ser: um esporte! Então, deve mudar.

Edu, a sua abordagem da coluna foi extremamente correta e coerente, eu não poderia deixar passar essa, e por isso escrevo te parabenizando!

Agora, sobre a coluna do Luiz Fernando Ramos, que já é um colunista tradicional em termos de colunas com abordagens coerentes, sensatas, e bem escritas. Muito bem lembrada a comparação da F-1 atual com Nuremberg/Norisring e sua forma como enterraram o passado nazista e celebram a vida com os lugares que foram deixados de herança pelo mais nefasto regime que já surgiu na Terra recentemente. A F-1, pela falta de espírito-esportivo não irá enterrar esse seu presente nazista, só no dia em que mudar radicalmente.

Mas o que de melhor tinha na coluna do Ico, é o fato dele ter alertado de que a FIA usou a questão dos pneus da Michelin para dar uma ridícula prova de força e “Ôtoridade” frente às equipes rebeldes, que querem criar o GPWC em 2008. Eu também falei sobre isso em uma de minhas mensagens mais recentes, após a corrida.

Como também Luiz Fernando levantou a interessante questão das próprias equipes da Michelin e GPWC terem não tirado o pé de sua posição, e decidiram não correr, para deixar o circo pegar fogo mesmo, já que assim a FIA queria. E no final de tudo isso, o processo de Cisão na F-1 se acelera.

Por essas e outras, tenho que elogiar a excelente coluna de Luiz Fernando Ramos, que tradicionalmente escreve artigos de excelente qualidade, e dessa vez, após uma corrida de opiniões conflitantes sobre o que aconteceu, e por causa disso uma opinião sensata e coerente foi exigida, ele não falhou e manteve a tradição. Parabéns!

Depois dessas excelentes colunas, quero ver o que vão dizer aqueles que preferem o caminho fácil do aceitismo, de aceitar tudo do jeito que é. De aceitar que o negócio se sobrepõe ao esporte na F-1 há muitos anos (e nos últimos 5, 6 anos, ficou absurdamente terrível, cruel, passou longe dos limites). De aceitar que certas imundices e porcarias na categoria são coisa normal, de preferir o caminho fácil da aceitação ao invés de partir para o difícil caminho de defender algo diferente, por mais anti-cultural que pareça aos padrões atuais da categoria: uma volta à abordagem esportiva da categoria, em detrimento dos interesses financeiros e políticos.

É por essas e outras que me alinho a quem quer mudar a raiz da Fórmula 1, que não é sistema de pontuação, treinos, trocas de pneus, potência do motor, etc, etc... mas algo mais, o buraco é mais embaixo. Há que se controlar rigidamente os orçamentos das equipes, há que se deixar totalmente transparente todos os contratos fechados na categoria (Ah Schumacher... quero ver você fazer contratos com Willy Webber e a Ferrari depois que essa regra entrar em vigor), e há que deixar um regulamento técnico simples, transparente, preto-no-branco, sem dúbias interpretações. Uma categoria assim, nem precisaria de mais nada, de forma natural haveria uma boa dose de competitividade, sem negócios escusos e sem a força do poder financeiro ditando qual equipe e piloto colecionará mais vitórias e títulos que os demais. Assim, atrairá o público, será elogiada, e acima de tudo, será admirada e respeitada, coisa que essa nojenta Fórmula 1 de alguns anos para cá não merecia, nem respeito, nem admiração, e ainda sim vinha tendo respeito e admiração, ainda bem que em 19 de Junho de 2005 grande parte do mundo começou a acordar. Assim iniciam grandes revoluções, quem sabe. 

Um abraço a todos!

Antonio Pessoa, Ubatuba/ SP
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Na verdade, eu queria comentar não sobre o GP em si (comentar mais o quê?), mas algo que já tava meio encaquestado: estava com a impressão que pouca gente estava colocando o fator segurança em primeiro lugar. Com as últimas cartas, tal impressão mudou, felizmente. Sei lá, deu uma certa impressão de falta de noção de que é correr a 340 km/h com o muro na orelha e de repente o pneu estoura. 

Agora, mudando de turbo para aspirado, estão examinado o Mika Salo, pois encontraram em seu pulmão uma grande quantidade de fibra de carbono dos freios dos carros. Vem em minha mente o GP do Canadá, com muitos carros com fumaça negra, com o freio só estava a capa do Batman. Imagina o pulmão da galera... E me vem também a lembrança de um vídeo que falava sobre Tazio Nuvolari, e que falava que ele teve a saúde debilitada pela fumaça dos carros aonde corria (se for verdade, confirmem, se não for incomodo). 

Não sei até que ponto podemos chamar isso de evolução da tecnologia da F1...

Marcelo Arruda, Sobradinho/ DF
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Felizmente, nem todos os Ricardos são iguais. Parabéns, Ricardo, de Campinas, pelo excelente e esclarecedor texto, obrigado pela lucidez.

Willian, Passo Fundo/ RS
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O que deixamos de ver no GP dos EUA?

- Uma corrida monótona, com ultrapassagens apenas na largada, ou então apenas em cima de retardatários!?

- Uma nova vitória de Raikkonen, com Alonso em segundo e as Ferrari brigando com os segundos pilotos das respectivas equipes!?

- O Massa dando mais um banho no Villeneuve, que por sua vez teria saído da pista ao menos duas vezes onde o Barrichello saiu!?

- O Zonta perdendo mais um pouco de credibilidade depois de largar doze posições atrás de seu companheiro, que, por sinal, foi o pole!?

- A Minardi batendo no muro, ou abandonando depois de sair da pista!?

- Uma Jordan perdendo o controle e quase batendo na outra!?

Infelizmente, o que aconteceu nos EUA, foi o retrato do que se tornou a F1 este ano: um campeonato quase amador, com duas equipes que só estão ali para ocupar as vagas que faltariam no grid. Porque sinceramente; nem campeonato amador muda tanto o seu regulamento. E digo mais, se você procurar em outras corridas (principalmente as do ano passado), o número de ultrapassagens não foi muito
abaixo da média.

Essa é a F1, mas como a paixão pelo automobilismo me obriga, eu continuo assistindo este que um dia foi um esporte. Que saudades de Senna, Piquet, Mansell, Prost, Berger, Patrese, Naninni...

Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo/ RS
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A Michelin tem muita sorte de ter tido problemas com seus pneus em Indianápolis. Imagina se este rolo todo com os pneus acontece no próximo dia 3 em Magny Cours na França.

Luís Sérgio, Brasília/ DF
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Muito legal! Impressionante! Uma corrida sem igual: e é dada a largada do GP dos Estados Unidos... com 6 carros no grid. Analisemos:

Isso simplesmente acaba com o resto de reputação que tinha a F1 nos States, pois, o que o americano gosta mesmo é de velocidade, ultrapassagens e emoção, não o passeio de algumas equipes na frente e algumas correndo atrás. Foi um dos dias piores para F1 em toda sua existência. Vejamos o lado bom, se for verdade que não haverá mais Gp nos States, pode-se pensar na volta dos GPs de Jerez, Buenos Aires, Jacarepágua, Adelaide etc...

João Luiz, São José dos Campos/ SP
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É a 1º vez que escrevo para o GP Total, infelizmente desta forma. Muito já foi dito, e muito ainda será. Normalmente, o “se” não entra na História, mas como o palpite está na moda, vou me arriscar e, ao mesmo tempo, questionar, afinal depois de Indianápolis, tudo é possível. 

SE no Grande Prêmio do Brasil (que não tem a velocidade de Indianápolis) alguma das fabricantes de pneus dissesse (ou disser) que a ondulação do asfalto diminuía a segurança dos pilotos, aumenta a possibilidade de quebra da suspensão (vide Kimi Haikonen), enfim, qualquer coisa assim. Não duvido nada que a culpa recairia no Autódromo, na organização, ou em qualquer outra coisa, menos na incompetência dos projetistas. Quero apenas ressaltar que este foi apenas um capitulo desta briga (um capitulo nefasto), que ainda é possível ter outros, e como os cartolas tiveram coragem de fazer o que fizeram, diante de um público por eles sempre desejado, é difícil prever as atitudes dos mesmos diante de públicos não tão privilegiados quanto o estadunidense. 

Felipe Atch, Vila Velha/ ES
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Dizem que a F-1 está morta. Sobre a F-1 estar morta. Bem, morta não está, mas está em coma há muitos anos, apática e insípida. Eu não assisto F-1, faço meu boicote solitário, pois, como já digo sempre a amigos, quem põe o dinheiro nos bolsos deles somos nós, no momento que ligamos nossas TVs. Então, ao invés de pagar pra ver um filme ruim, assisto a reprises de filmes bons, se é que vocês me entendem.

É inadmissível que os espectadores compactuem com situações desse tipo. Eu, que nem me preocupei em assistir a corrida, achei hilária a reação dos espectadores pagantes em Indianápolis. Literalmente, passaram a mão no dinheiro deles. No meu dinheiro, e no meu tempo, ninguém passa a mão.

João Lucas Pires, Cuiabá/ MT
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Do jeito que as coisas andam, a FIA muda sua logomarca para aquela que os nazistas utilizavam na Segunda Guerra Mundial. Também não era a favor da construção de chicane e defendo a Ferrari, Jordan e Minardi por pensarem ao mínimo no público. Pelo menos os patrocinadores de Jordan e Minardi tiveram um espaço para divulgação o que pode ser um aumento no orçamento e um significativo aumento na vida destas equipes. Eta mundo capitalista! 

Marco Aurélio Godinho, Curitiba/ PR


Ninguém errou no reabastecimento do Schumacher. O que aconteceu é que ele deve ter sentido alguma coisa no pneu traseiro esquerdo e quando parou nos boxes os mecânicos foram verificá-lo. Caso houvesse algum problema e fosse necessário trocá-lo, ele não poderia reabastecer (coisas do regulamento). Depois que ficou constatado que não poderia haver troca é que o foi possível começar o reabastecimento. Quem viu a corrida deve ter visto os mecânicos com um pneu na mão durante a primeira parada do alemão.

João, Itaára/ RS
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Olá. 

Gostaria de dizer que concordo com o internauta Alessandro Bezerra, em dizer que foi ridícula a transmissão de apenas 45 minutos de corrida, tudo para mostrar o jogo ridículo do Brasil. Tudo bem que a corrida foi patética, mas o jogo do Brasil conseguiu ser pior. Beijos e abraços! O Senna é o melhor.

Juliana Lembo Lopes, Poá/ SP


Comente 22.06.05