Que saudade!
Vejam que Depailler e Peterson estão derrapando nas 4, fazendo a curva do Sol. Hoje esta M... de controle de tração não permite que um piloto mostre suas habilidades. Ninguém ultrapassa mais por frear um pouquinho mais na frente porque ninguém pode frear mais dentro. Passou do ponto, saiu da pista!
Hoje em dia ultrapassar é impossível, a não ser no box ou quando quem está na frente resolve deixar. Em Imola, discordo do Galvão, não creio que o alemão tenha errado a chicane, creio que passou reto de propósito, pois o Button nas voltas anteriores sempre entrou mais aberto na primeira perna. Como a Ferrari era mais rápida naquele trecho, ele testou antes o que aconteceria se passasse por cima da zebra interna da 1ª perna. Pode ver o taipe novamente e perceberão que ele não perdeu tempo em relação ao Button quanto supostamente errou.
Vejam também que naquela volta ele não forçou na subida antes da chicane deixando o Button mais longe. Já o Alonso, vinha mais fechado na primeira perna, daí o alemão não pode repetir a manobra, mas bem que tentou uma vez. No final da corrida, quem teve mais mérito? Alonso, como querem muitos, porque soube segurar o experiente alemão? Ou o alemão, que tentou algumas vezes ultrapassá-lo numa pista intrapassável, como diria o Magri?
Quanto ao autódromo de Interlagos, fizeram uma grandíssima M... Pois o atual circuito poderia muito bem conviver com o antigo. O problema seria a arquibancada, hoje colocada no retão, entre as curvas 2 e 3. A dificuldade seria a saída do box, mas nada que uma ligação entre a saída atual e o final da curva 2 não resolvesse. Ficaria mais longa, mas todo mundo sofreria igual. Lamentável! Alías fizeram M... parecida no Autódromo do Rio, só que lá diminuíram a segurança no local.
Tudo isso para quê? Tornar as corridas monótonas? Prefiro a emoção do autorama, que apesar de cada carrinho andar num trilho, existem ultrapassagens, rodadas, saídas de pista, tocadas espetaculares... tudo que o automobilismo oferecia antes. Por isso dou risada quando alguém diz que as corridas de F1 viraram um autorama! Quem diz isso nunca competiu com autorama. Abraços a todos.
A. Lage, Teresina (PI)
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Concordo com o Marcelo Jardim. Depois dessa história de fraude na BAR, será que não tem nada do tipo na Ferrari? E em outras equipes? A baixa de desempenho da Toyota, depois do show nas corridas anteriores, também chama a atenção. Será que eles estavam usando algo do tipo e pararam de usar? E a Red Bull, que surpreendeu? O chassi Jaguar era um lixo. De repente ficou competitivo? Por que agora ficou ruim de novo? Lembrando que o Chefe da eletrônica da Renault é ninguém menos que o Tad Czápski, um mestre em esconder dispositivos proibidos nos sistemas das equipes. Era ele que estava na Benneton em 94 quando a acusaram de ter controle de largada e controle de tração, proibidos na época. a Benetton disse que o sistema estava lá, mas não foi usado. Será? O alemão tinha um motor ford V8 lutando contra o Renault V10 e arrancava na frente, mesmo com menos potência... e o episódio das asas dianteiras da Ferrari em 1997? As caixas-pretas do Brabham de Piquet, em 1981, no Brasil? As válvulas de pressão do turbo na McLaren de 1985, que todo mundo suspeitava que eram adulteradas? Ninguém é inocente nesse jogo de interesses. E a BAR está numa situação complicada. Vamos ver no que vai dar. Na F1 não tem santinhos, aquilo é, segundo Senna disse, nojento. A diferença é que a BAR não tem tradição. A Ferrari tem. Se a FIA achasse algo na Ferrari, será que a puniria também? Acho que não.
Ricardo, Recife (PE)
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Caro sr. Ricardo,
Em primeiro lugar, explicação é para porteiro, não pedi a sua pretensa aula de F1. Vejo, sim, um baita recalque em não reconhecer os méritos de um grande piloto com apenas sete títulos mundiais. Tenho certeza que se fosse brasileiro tu estarias babando os ovos dele. E em falando de Roberto Moreno, aonde anda este grande piloto? E pra encerrar, seja mais humilde, porque se tu fosse tudo isso que tentas mostrar certamente não estaria no anonimato, e outra, tenha mais respeito por que tu não me conheces não sabe a minha idade nem meu grau de conhecimento com a F1.
Willian, Passo Fundo (RS)
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Caros amigos,
Gostaria somente de dizer que sobre minha coluna “Não acredito em milagres”, minha desconfiança foi toda para o desempenho extraordinário que a Ferrari/Bridgestone teve em Imola e não para o talento inquestionável de Schumacher, a quem eu admiro, e muito, pela sua determinação e motivação. Forte abraço a todos.
Marcelo Jardim, Rio de Janeiro (RJ)
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Caros amigos do GPTotal,
Mais do que nunca, a nossa querida colunista Alessandra estava certa. Schummi não está morto! Não tive o privilégio de ver o GP de San Marino ao vivo, mas as últimas voltas foram de tirar o fôlego. Prova definitiva de que o mundial 2005 não será tão chato como o de 2004, é pelo menos o que se espera. É isso aí, Gepetos. Abraços!
Cássio Bida de Araújo, Curitiba (PR)
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Respondendo ao Sr. Willian, Passo Fundo (RS), que escreveu: “Viva a democracia, só assim pra aturar algumas malas sem alça que escrevem nesse espaço, tipo Marcelo Jardim, Silvio Viana. Mas um se superou, dizer que showmacher é um fdp por ter tirado o lugar do Roberto Moreno. Fala sério?!”
Tu tens que acompanhar campeonato de peteca pra seu governo, Sr. William, acompanho o campeonato de F1 desde 1979 (ainda era a Band que transmitia), quando acho que você ainda usava fraldas. Vi grandes pilotos dando show em corridas fantásticas, como Rosberg, Prost, Gilles Villeneuve, Didier Pironi, Stefan Bellof, Jacques Laffitte, Francois Cevert, James Hunt, diversos pilotos que acho que você não conheceu — eu os vi correndo, acho que você nem leu sobre eles.
Vi também muitos pilotos morrerem, na melhor fase de crescimento da carreira. Bellof é um deles, Pironi é outro, Villeneuve (Gilles, não esse cagão que corre na Sauber) . Eram muito melhores que Schumacher.
Pelos seus comentários, acho que você não deve ter lido direito o que escrevi — ou se leu não entendeu nada. Ou não entende nada de F1. Vou explicar, acho que talvez você entenda. Se não entender, vá você acompanhar o campeonato de peteca, que pra F1 você não tem jeito. Acho sim o Schumacher um Fdp, e tive raiva quando ele tomou o lugar do moreno na Benneton. Sempre achei o Roberto Moreno um grande piloto, que nunca teve a chance de correr em carros bons. só pegou o lixo da F1, porque nunca teve dinheiro de patrocinador. Classificou carros horríveis como o Andrea Moda, Coloni, Eurobrun, Minardi, Forti Corse e quando teve a primeira chance com um carro bom (Benneton, 1990, Gp do Japão) o que fez? Chegou em segundo, numa dobradinha com Piquet . A Benneton que Schumacher pegou em 1991 foi desenvolvida por Piquet e Moreno, no projeto tubarão de John Barnard, que por sua vez copiava o carro excelente da Tyrrel , o qual Jean Alesi perseguiu Senna em 1990, em Phoenix, gp dos Estados Unidos, cujo pódio foi Senna, Prost e Piquet. Oito títulos (na época) em um pódio.
Você assistiu a essa corrida? Acho que não. Eu sim, e ainda tenho o vhs da época. Moreno desenvolveu o carro de Barnard, primeiro depois da época dos carros de Rory Byrne na Benneton (Ex-Toleman, de Ted Toleman, o mesmo que lançou Senna e depois o processou quando Senna foi para a Lotus-Renault, em 1985). Moreno foi campeão de F3000 num Ralt alugado, pagando as despesas da corrida com os prêmios que ganhava. O carro dele era amarelo, sem nenhum patrocinador. Era um lutador, ainda é. Foi piloto de testes da Lotus, da McLaren, e acho que você não sabe — desenvolveu o câmbio semi-automático da Ferrari, de quem foi piloto de teste durante muito tempo. É, Moreno lançou o câmbio automático na F1.... Surpreso ? Eu, não.
Foi piloto de testes da Penske, na Indy. O carro que venceu, em dobradinha, a Indy 500 de 1994 teve grande parte do preparo feito por Moreno. Chegou em terceiro na Michigan 500, de 1996, com um carro da Payton-Coyne, a mais pobre da categoria, na frente de equipes com um orçamento 10 vezes maior. Quando o Christian Fittipaldi se acidentou, quem estava lá pra substituir? Moreno, que se classificou, sem testar, na frente de Michael Andretti, que estava na equipe há longos anos. Em poucas corridas fez muito mais pontos do que Christian em um campeonato inteiro. O carro era um Swift-Ford-Goodyear. Nesse mesmo ano, substituiu Mark Blundell na PacWest — e deu show, num Reynard-Mercedes-Firestone. Carros diferentes, equipes diferentes, motores diferentes, pneus diferentes — e mesmo assim foi melhor do que os titulares. Era apelidado de Super-Sub, ou super-substituto. Mas nunca ficava nas equipes — não tinha patrocinador. O único que lhe deu chances reais na Indy foi Pat Patrick, na equipe onde Moreno venceu 2 vezes. Na Indy a competição é pra valer — não tem piloto pra ajudar o outro, como Schumacher tem.
Moreno nunca teve o apoio de nenhuma fábrica — e sabemos que Schumacher só foi parar na Benneton porque a Mercedes, que o patrocinava, pagou a vaga. Foi assim, na base da grana, que Schumacher teve a chance que teve. Se não fosse a cagada que Bertrand Gachot deu, quando foi preso porque jogou spray de pimenta num guarda britânico, o Schumacher nunca teria ido para a Jordan e muito menos teria ido depois para a Benneton, de onde desalojou o Moreno que chegou lá por méritos, não por grana. Ou seja: se não fosse a cagada do Gachot, talvez Michael Schumacher fosse apenas um desconhecido na F1. Nada seria como é hoje. Ou seja : o Schumacher é um fdp. Com dinheiro, desalojou um cara competente, tirando dele a única chance real de estar numa boa equipe. E como disse antes: o Schumacher é um fdp. Competente. Se não fosse competente, não teria levantado a Ferrari. Mas não é por isso que vou simpatizar com aquele alemão arrogante.
Vou parar aqui pra não escrever demais, até porque comentários como o seu não merecem muitas linhas. E vá ler um pouco da história da F1. Recomendo os livros do Francisco Santos, jornalista português, cujos anuários de f1 são famosos. Talvez você entenda que, num comentário de algumas linhas, (tal como odeio o fdp do Schumacher porque ele tirou o Moreno da benetton) tem a análise resumida de algumas décadas de F1 , FIndy, F3, F3000, Esporte-Protótipos (você sabia que o Raul Boesel foi campeão pela Jaguar em 1987? Acho que não. Sabe de quem era a equipe? Do Tom Walkinshaw, que passou pela Benneton na era Schumacher e depois faliu a Arrows). É, acho que você não sabe.
Ricardo, Recife (PE)
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Caro Thiago Cunha,
Também acho que o Senna, se não tivesse falecido teria mais alguns títulos (pelo menos 2), assim como o Jim Clark, que morreu numa prova de F2 em 68, assim como o Fangio, se não tivesse parado, assim como o Emerson, se não tivesse ido tentar o sonho da Copersucar em 76, assim como o Lauda, se não tivesse sofrido aquele acidente na Alemanha, assim como o Prost, se quisesse ter continuado na Williams, assim como....
Amigo Thiago, lamentavelmente o “se” não joga, não pilota, não fala, não decide. O “se” só existe para as nossas desculpas. Se tudo isso tivesse acontecido, ainda assim, o Schumacher teria pelo menos 5 títulos. E, é bom lembrar, se o Schumacher não tivesse quebrado a perna em 1999 ele teria sido campeão mundial daquele ano. Abraços,
Caíque
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Não gosto do Alemão, apesar de ser bom, porém ele fez uma corrida excelente em Imola. Essa é a polêmica do Alemão: não gosto, não é melhor que Senna e nem de Piquet, mas correu ferozmente em Imola, corrigiu o seu erro e fez uma grande corrida de recuperação que será lembrada por muito tempo. Mas não é melhor que os dois brasileiros que citei. Um abraço,
Fabio Filo, Serra (ES)
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Faço minhas as palavras do Caíque Pereira. Ele disse tudo o que eu tentei e não consegui. Parabéns por ter abordado, de forma clara e indiscutível, todos os pontos levantados pelas viúvas. O Alemão é Bota!!!! O cara é o melhor e não adianta lamentarmos. Temos três grandes campeões e eles estarão sempre entre os melhores. Quem sabe ainda vão surgir novos grandes pilotos brasileiros. Eu particularmente acho que sim. Estamos numa entressafra que se Deus quiser vai acabar em breve, mas o melhor do mundo atualmente é o Alemão e não adianta chorar. Temos que aproveitar o show que ele dá nas pistas e tentarmos nos lembrar dos grandes momentos que passamos torcendo pelos nossos grandes pilotos. Um abraço,
Saulo Caram, Brasília (DF)
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Olha eu aqui de novo, no Gepeto!
Gostei muito da corrida de San Marino! Apesar de tudo, no começo a achei meio enjoada, assim como Malásia nesse ano. Eu estava certo de que o Alonso ia faturar fácil. Mas aí, veio o Shumacher! E depois dizem que com Shummy a F1 não tem graça.
Pensei que o Físico ia dançar de novo! É! O Ico disse que o Físico foi sensacional na Austrália... Paciência! O Físico dançou de novo e está 26 pontos atrás do companheiro. Ele precisa esfriar a cabeça e sentar a bota! Senão quem senta a bota nele é o Briatore.
Jacques fez uma boa corrida e ultrapassou o Massa na pontuação, mas não deve ter melhorado o clima na equipe. Se bem que Sauber não está grandes coisas. Melhor Massa dar um jeito de tirar leite da pedra para impressionar o pessoal de alguma equipe grande, e não perder a vez.
A Williams parece que será de novo figurante! Webber foi ultrapassado pelo Speed Racer (é, o Sato!) e o Heidfield não conseguiu ser melhor que Webber. Zero para Williams!
BAR fez uma boa corrida com Sato, que fez a mais bela ultrapassagem da corrida e mostrou mais consistência que o normal. O Button foi muito bem, mas não um gênio como Schumi foi. Mas Gil já teve um saldo positivo na primeira corrida com ele, como diretor. Nada mau para quem sempre quis entrar na F1. Ele entrou por cima! Raikkonen fez sua parte, o carro não! Já o Wurtz fez sua parte inteira! A McLaren só precisa melhorar a durabilidade do carro. E isso não é de hoje!
Rubinho nem sei se fez a parte dele, nem o carro ajudou! Adeus, vantagem de pontos para Schumi. Mas parece que ele pode melhorar! Minardi e Jordan nem contam muito. Mas se Minardi continuar pontuando, já fez o dever de casa... aliás, da pista!
Red Bull decepcionou para quem andou pontuando bem nas últimas corridas. Ferrari (Schumacher), e Alonso protagonizaram o maior espetáculo da corrida. Schumi descontou furiosamente 30 segundos de Alonso, dando aula de pilotagem para Button, com uma grande ultrapassagem, e colando atrás de Alonso, que guiou como Emerson o fazia, sem se sentir incomodado com a fúria de Schumacher e ganhando mais dois pontos de diferença dele. Alonso tem o estilo de Emerson, até na aparência! Era disso que o Schumacher precisava! De um grande adversário! Que quando é só um gênio na pista com foguete, não tem graça nenhuma. Mas dois gênios com dois foguetes... Tomara que esse ano seja de Alonso!
Carlos Alberto Chamone de Freitas, Belo Horizonte (MG)
Olá, amigos.
Em primeiro lugar: acho que as pessoas deviam começar a assistir à fórmula 1 sem ouvir o áudio das transmissões, pois parece que os comentários de Galvão Bueno e seus mensageiros têm feito muito efeito na mente de vulneráveis telespectadores. Afinal, quem garante a veracidade das informações passadas a nós?
Em segundo lugar: Schumacher, por ter recuperado sua corrida fantasticamente (para suas condições), é tão bom piloto quanto Alonso, que o segurou até a linha de chegada. Em contrapartida, se Schumacher fosse tão bom assim teria ultrapassado o espanhol. Aliás, tenho uma certa suspeita de que qualquer grande piloto, como Senna, Mansel, Prost, etc, teria o ultrapassado.
Concluindo: de qualquer maneira acho que é muito pessoal pôr em questão a qualidade de citados pilotos, pois cada um tem suas preferências, e mesmo assim acho que a fórmula 1 é uma categoria extremamente hostil com relação à sua organização para podermos discutir a habilidade de seus pilotos com toda essa euforia. Um abraço a todos.
Gustavo
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Edu e Panda,
No comentário do GP do Bahrein, eu dei o o Premio curso de Engenharia Flavio Briatore para a BAR porque eles têm um estranho padrão de desempenho, copiando algumas táticas do FB (arrasaram na pré-temporada para encantar os patrocinadores e garantir o emprego da tchurma e só decepcionaram nas três primeiras provas para encanto dos concorrentes).
Parece que vou ter que dar o prêmio no grau doutorado - magna cum lauda - versão batom na cueca - porque parece que eles andaram fazendo arte e colocaram um tanque de lastro, que só recebe combustível no último reabastecimento, fazendo com que o carro ande mais leve durante a parte inicial da corrida. Não acredito que a Honda participe da baixaria, mas os moços andam muito criativos. Isto me cheira tanto a Benetton, 1.994, lembram-se? Quero ver eles explicarem o inexplicável. Abraços.
Victor Lagrotta, São Paulo (SP)
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Eu que não estou entendendo, caro Marcelo Jardim.
Há um bom tempo acompanho o site e você sempre foi figura presente por aqui. Sempre o considerei (e considero) muito ponderado em suas colocações. Entretanto, não entendi muito bem suas opiniões sobre o Gp de Imola e a Ferrari expostas no site, principalmente quanto a esses dizeres: “este negócio de treinar mais de 8.000 km nas suas pistas particulares, enquanto seus concorrentes, em comum acordo, realizam não mais do que 5.000 km, significa muito mais arrogância e desespero do que propriamente competência. Fica fácil até para uma Minardi. Deixa-a treinar 8.500 Km em 3 semanas e vê o que acontece”.
Sinceramente, não entendi. Por que a Ferrari foi arrogante e não competente? Para mim é justamente o contrário. A Ferrari alcançou um estágio tal de excelência que consegue maximizar seus investimentos na F1 em favor de resultados vitoriosos. Se eles conseguem colocar quatro carros para treinar é porque têm metas traçadas e sabem atingir seus objetivos. Ao contrário, as outras equipes, por causa de suas próprias incompetências, não conseguem atingir o nível da Ferrari. E isso ocorre mesmo elas dispondo de recursos financeiros semelhantes. Prova disso é a McLaren, que mesmo sendo uma equipe da Daimler há muito tempo, não consegue sequer fazer um carro decente (vide os vexames dos Mp4/18 e 19). E eu não creio ser aceitável o argumento de que a Ferrari tem maior orçamento. Será que a Fiat está em melhores condições financeiras do que BMW, Toyota e etc., a ponto de despejar uma fortuna na F1? Sabemos que não.
E tem mais. Os testes da Ferrari antes do Gp de Imola não representaram um terço da distância percorrida pelas outras nove equipes. E há de se convir que as equipes que usam os Michelin estão em clara vantagem sobre a Ferrari quando se trata de quantidade de testes e informações disponíveis. E a principal causa do baixo desempenho da Ferrari nas primeiras corridas foi a baixa eficiência dos pneus Bridgestone.
Quanto às questões de redução de testes/custos que as equipes acordaram, não resta a menor dúvida que elas se uniram unicamente para afrontar a Ferrari. Esta história de redução de custos é apenas uma cortina de fumaça. E além do mais, e imagine a situação, se você aceitaria que um grupo de nove amigos determinasse a maneira que você gastaria seu dinheiro? Acho que não. A Ferrari também não.
Sinceramente, gostaria de saber em que exatamente a Ferrari foi arrogante. Já o leitor Caíque foi certeiro. É exatamente isso que expôs. Matou a pau. Um grande abraço a você Marcelo e aos demais leitores do site.
Herik Nelson, Belo Horizonte (MG)
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Putz, pessoal do Gepeto.
Desde que conheci o GPTotal, no seu segundo mês de vida, sempre acompanhei tudo de perto, textos, cartas, comentários, especiais, fotos. Mas tenho que dizer que o site tornou-se tão conhecido e freqüentado que caiu muito o nível dos comentários. Não de vocês, colunistas, mas por exemplo a seção de cartas e comentários dos GPs estão quase insuportáveis.
Leio os mesmos porque sempre têm cartas boas e também porque acho interessante saber de onde surgem as brigas e intrigas. Mas a maioria está um lixo. Como nosso amigo comentou abaixo, a carta do Marcelo Jardim, que é tão elogiado por outros comentários, está ridícula. É horrível ver a que ponto as pessoas chegam para tentar justificar o sucesso de seus desafetos. Inventam argumentos que servem exclusivamente para aqueles pilotos de que não gostam.
Não consigo escolher palavra mais adequada para esta situação que não hipocrisia. Como já vi o Panda dizer em outras ocasiões (e por outros motivos), deve ser duro e provocar muito sofrimento ter que reconhecer o sucesso dos outros, não é mesmo? Só pra completar, faço um parêntese sobre o que foi levantado pelo Marcelo Jardim sobre irregularidades na Ferrari.
Como já foi explicado, Briatore também estava no grupo que foi acusado por utilizar dispositivos eletrônicos proibidos, na época da Benetton. Então, não entendo o porquê de ser a Ferrari a suspeita e não a Renault. O argumento utilizado poderia muito bem ser o inverso do sugerido pelo Marcelo: como pode a Renault fazer um carro tão melhor de um ano para o outro sendo que em 2004 perdeu até mesmo para a BAR e levou uma lavada da Ferrari, tem ainda o Briatore, aquele safado que trapaceava com a Beneton em 94!
Então, será que não pode ser dito isso? E mais uma informação que poucos conhecem. Naquele ano, a FIA não tinha provas e nem capacidade de provar que os tais dispositivos estavam sendo utilizados pela Benetton. Na realidade, a FIA só tomou a atitude de punir Schumacher pela pressão que estava recebendo das outras equipes grandes (Ferrari, McLaren e Williams) que não conseguiam acompanhá-la. Mas estas também utilizavam falcatruas em seus carros. O acordo então foi o seguinte: A FIA não puniria as equipes que até certa data entregassem todos os dispositivos ilegais. A única equipe grande que não admitiu que utilizava tais componentes era justamente a Benetton e por isso foi punida. Mesmo sem provas. Mas as outras equipes, até passam por honestas e poucos sabem que também estavam trapaceando. Mas isso é irrelevante, não é mesmo? Afinal, quem estava incomodando era o alemão, e esse já tinha sido punido. Mais uma hipocrisia da FIA e que os torcedores anti-Schumacher não gostam de admitir! Falou.
José Angelo Petit Neto, Florianópolis (SC)
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Eu realmente também não entendo. Fomos presenteados por uma corrida muito boa e ainda leio comentários negativos à Ferrari, Schumacher. Teve alguém que disse não entender nada e invocar as falcatruas da Benneton em 1994 e a cambada de lá que foi pra Ferrari. Por vezes flagro-me pensando que esses caras diriam do Fangio (só ganha porque tem o carro melhor, pisa nos seus companheiros a ponto de obrigá-los a cederem seus carros em caso de abandono da prima-dona), Stewart (cagão, chorão teve sempre os melhores pneu, carros e a Ford só tem olhos pra ele), e por aí toca a banda.
Agora quem fala é o profissional Marcelo, quero sempre estar junto dos melhores, pois com eles terei sucesso ou pouca chance de fracasso, tenho aversão aos menos competentes, pois no mínimo não conseguirei evoluir próximo deles. Como tudo na vida evolui, a F-1 evoluiu muito num curto espaço de tempo desde a fabricação de pneus, engenharia, aerodinâmica, perfil de competências, relações comerciais, pistas e claro: estilo de pilotagem. Só o Michael ultrapassa nos boxes? Só ele ganha usando estratégia? Tem o melhor carro? Apesar de saber a resposta dessas perguntas, vou além: Se tem alguém que não se aproveita disso ou acha um absurdo alguém vencer através desses meios é burro, parou no tempo ou simplesmente não tem um mínimo de proficiência no assunto, pois esses quesitos tem um bom tempo são minimamente necessários para se vencer na F-1!
Estratégia, planejamento da corrida, tecnologia e um bom carro durante esses 05 anos passaram pelas mãos de um bocado de gente e só um estabeleceu-se. Continuemos amando o passado da F-1, entendendo seu presente e aguardando seu futuro, com bom senso e jamais desmerecendo o talento dos competentes, ou até negando a genialidade que alguns raros privilegiados possuem. Já disse que prefiro os competentes e sonho trabalhar com os geniais? Abraços.
Marcelo Chichanoski, Maringá (PR)
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Na minha opinião, para comentar um GP a pessoa tem que ser imparcial. Doa a quem doer seu comentário merece nota 10 . Sandálias da humildade para as viúvas. Como já disseram, o único pecado do Schummy é ser alemão. Para mim, Schummy fez um favor para as “viúvas”, se ele fosse brasileiro o nome Senna já tinha ido pro saco nesse país, país não, projeto de país. Abaixo os invejosos, com as qualidades que Schummy sempre teve, correria de igual para igual com qualquer piloto em qualquer época. Nesse esporte não tem anjo, e Senna não era esse deus todo. Cometeu vários erros, agrediu jornalista, piloto nos box, fiscal de pista, ameaçou abandonar a F1 por causa do carro de outro planeta. Era um grande piloto, sim, mas tinha seus defeitos como qualquer outro.
Marcelo B. Costa, Mogi das Cruzes (SP)
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Primeiro: finalmente tivemos uma corrida digna de fórmula 1, com emoção, principalmente na parte final da prova, daqueles velhos tempos que lembravam Senna x Prost na McLaren.
Segundo: ganhou aquele que merecia vencer, por ter feito um final de semana digno de um futuro campeão que foi o espanhol Fernando Alonso, da Renault;
Terceiro: ainda é muito cedo para dizer que o Schumacher está morto, mas começa realmente a dá sinais, que está chegando a hora da aposentadoria!
Por último: este texto é muito longo, e só fala baboseiras do Schumacher. Em 1994/95, ganhou até de certo modo literalmente no braço com um carro inferior (Benetton) aos Williams de Senna (depois David Coulthard) e Damon Hill. A partir de 2000, parecia que a fórmula só tinha um piloto correndo e os outros só olhando. E o galvão vive dizendo que o Rubinho pé de chinelo é páreo para o Schumi! Conversa pra boi dormir. E tenho dito.
Nery Agenor Silva, Garopaba, SC
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Pronto, sobrou pouco para falar... o Caíque disse tudo! Eu, particularmente, não sou torcedor do Schumacher. Mas nessa corrida, torci para o Alemão ganhar. Mais uma vez, o resultado só não foi outro por causa das pistas que não permitem ultrapassagens (a não ser que o Webber esteja na frente!). Foi segundo na raça, e tenho certeza que ele guardará a fita (ou o DVD) como uma de suas melhores corridas, mesmo sem ter subido mais alto no pódio.
Ramon Junior, Sete Lagoas (MG)
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Meu amigo, concordo contigo quando diz que sempre tem críticas ao alemão. Creio eu que ele seja um grande piloto, sim. Agora, falar que ele foi o melhor na corrida... de jeito nenhum. A superioridade do Alonso ficou bem clara. Não digo que ele é melhor que o alemão, mas nesta corrida ele foi!
Hugo Bruno, Brasília (DF)
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Creio que nem tanto ao Céu, como quer o Caíque, nem tanto ao mar, como o Marcelo. Talvez pela pouca idade, ou por ser oriundo da era Senna, o Marcelo comete vários desvios da realidade, sendo o maior achar que o carro do alemão — não gosto dele, mas reconheço o grande piloto que é — está fora do regulamento.
Creio que se precisa prestar mais atenção às imagens e menos ao que o Bobão Bueno fala. Por exemplo, o Rubinho, antes de quebrar, estava com a melhor volta. Por si só é um indicativo que a Ferrari estava bem equilibrada a partir daquele momento. Coincidentemente o mesmo em que o alemão começou a voar — valeu Rubinho, você voou antes, o que mostra sua capacidade de pilotagem, embora muitos brasileiros insistam que você não é bom o suficiente.
Aqui faço uma ressalva. Todo mundo coloca o Emerson no altar, mas na minha opinião melhor que ele era o Carlos Pace, só que nunca teve carro nas mãos. Mesmo assim bateu records de pista, voou baixo no velho Nürburgring — pista para fera, 22km de curvas e retas, poucas, numa floresta — com uma Surtees. Deu show na chuva, pilotando uma March com dois anos de uso, do Frank Williams, saindo lá de trás e chegando em 4º, se mais tempo tivesse ganharia a corrida. Mas, assim como Rubinho, não tinha estrela, o carro quebrava até peça que não sofria movimento como abraçadeira que prendia o tubo de combustível no tanque e perdeu uma corrida ganha na Áustria... por pane seca!
Já o Emerson tinha estrela, além de ser um grande piloto, venceu várias corridas na quebra dos outros, como na Espanha, quando estava em 8º lugar e todos, sim, todos que estavam à sua frente quebraram, incluve Carlos Reutman, que na última volta teve um pneu furado quando liderava. A sorte faz parte do jogo!
Rubinho não tem a sorte. Este ano nas três corridas que não marcou pontos vinha desenvolvendo um train vencedor, ultrapassando, fazendo voltas rápidas. E em todas estava na frente do alemão! E ainda chamam ele de Pédechinello.
O Nelson Piquet foi campeão pela Brabham, equipe que corria o Pace. A Brabham começou a ser competitiva na era Ecclestone, quando o Pace foi prá lá. Bom lembrar que ele morreu num acidente de avião quando tinha chances reais de ser campeão. Boas fontes de referência do automobilismo são os anuários da revista Autosprint, o da FIA, etc. A própria internet tem muito material de pesquisa. Para quem gosta, conhecer a história dá mais tesão, além de permitir compreender melhor o presente.
Por fim, quero registrar que continuo acertando, quando disse que o Webber é quem se daria mal na Williams, está perdendo todas para o Heidfield, só se deu bem numa porque o alemão jogou o Heidfield para fora. A vingança será maligna, viu Pizzonia?! O cara é rápido mas não tem consistência! Abraços a todos,
Augusto Lage, Teresina (PI)
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Na minha opinião, o GP de San Marino foi um dos melhores desde a temporada 2000. O Shumacher fez uma excelente corrida, porém faltou a ultrapassagem para completar o espetáculo. Por outro lado estava um jovem espanhol que defendeu com bravura sua 3ª vitória na temporada e prevalece como forte candidato ao título. Mas, no que diz respeito a Shumacher ,vale lembrar lances como o da Austrália 1994, e um GP de 1997 ( não lembro qual) onde ambos os GPS o alemão jogou de forma suja contra seus respectivos adversários ao título (Hill e Villeneuve).
É indiscutível, o alemão é um dos melhores pilotos de todos os tempos, mas não o melhor. Não é patriotismo, mas Ayrton Senna foi bem melhor que o alemão. Não só Senna, mas Prost e talvez Piquet foram melhores pois todos esses pilotos fazem parte de uma Fórmula 1 mais moderna e podemos compará-los de forma melhor.
Se Senna não tivesse morrido, o alemão não teria todos esses recordes, pois Senna iria impor respeito na pista e o alemão encontraria um adversário superior. Vale lembrar que durante toda a carreira mesmo sendo o melhor, Senna poucas vezes teve o melhor carro (88, 89 e 90) e quando teve foi campeão (88, 89 título roubado, 90), e mesmo não tendo, brigou de igual para igual com gênios como Prost, Mansell e Piquet.
E o que se pode dizer de Schumacher? Durante sua carreira, quais foram seus adversários? E quantos melhores carros Shumacher teve? Não é à toa que tem tantos títulos e tantos recordes.
Com tudo isso, só posso dizer: maldito 1º de maio, maldita Tamburello, que tiraram a vida do maior piloto de todos os tempos, Ayrton Senna, e fizeram como melhor um alemãozinho neófito em Fórmula 1, um tal de Michael Schumacher.
Thiago Gomes Manso da Cunha, Taubaté (SP)
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Pelamordedeus, quanta bobagem!
Esse pessoal parece que não sabe ter discernimento, as pessoas têm seus defeitos e virtudes e endeusar em exagero ou criticar ao ponto de trucidação é absurdo. Não gosto de Schummy e pronto, acho que o único piloto que o enfrentou foi o Rubens, quando estava na Jordan.
Acho que a morte de Senna e Bellofs, além do Winkelhoc, fizeram um buraco enorme na f1, assim como a aposentadoria do Prost e Piquet. Além do mais, os pilotos que despontavam, como o Ferran, não foram para a F1.
Tanto é que todos esses títulos poderiam ser conquistados pelo Hill (cruz credo), mas reconheço que Schummy tem talento, não para ganhar 7 títulos, mas tem talento.
Acho também que sob pressão ele se torna mau caráter, acho também que aquele acidente com recorde de carros em spa foi provocado de propósito por ele, pois nas imagens dá para se ver um carro vermelho (ele foi mal na largada) jogando de forma irregular na pista.
Bem, de qualquer forma, a f1 é para quem gosta, ser vista com imparcialidade e não com extremismos, difícil é suportar o Galvão e seus comentários terríveis. Mas, que fazer?
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Durval Junior, Salvador (BA)
Sr. Durval: se analisar com cuidado e atenção ao vídeo do acidente ao qual se refere (Grande Prêmio da Bélgica de 1998), o sr. verá que o acidente foi causado por uma rodada de David Coulthard. O escocês rodou no meio do pelotão, bateu no muro do lado direito e voltou para a pista. No meio daquele aguaceiro, os pilotos que vinham atrás não conseguiram desviar de Coulthard e começaram a reação em cadeia. Pode-se ver ainda que a Ferrari de Schumacher estava muito à frente do carro de Coulthard quando este rodou e começou todo o acidente.
A Ferrari que se envolveu no acidente e que "foi mal na largada" foi a de Eddie Irvine, não a de Schumacher. Além disso, havia na época quatro "carros vermelhos" na Fórmula 1: as duas Ferrari e os dois Williams. Abraços. (LAP)
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Salve Gente,
Mais uma vez estou escrevendo sobre um assunto para lá de chato, ou seja, sobre aqueles que não conseguem ver o Puta Piloto que é o Schumacher, apenas conseguem ver defeitos.
No início do Campeonato, quando a Ferrari correu com o F2004 e o Schumacher bateu com o Heidfeld, alguns já falavam que “agora o Alemão mostrou seu verdadeiro caráter”. Depois, na Malásia e no Barhein, quando era nítido que os pneus Bridgestone estavam anos atrás dos Michelin, falaram “agora quero ver ganhar com um carro pior(???)”. Aí vem San Marino, e o cara erra nos treinos, saindo lá de trás chega em segundo colado no Alonso, e os comentários são: “não passou ninguém (nem o Alonso)”, “três caras quebraram na sua frente”, “só passou o Button porque esse deu mole”, “os pneus Bridgestone funcionaram melhor que os Michelin (quer dizer que só vale quando é o contrário)”, “não foi ousado”, “se fosse o Senna teria passado”.
Aí eu me pergunto: o cara fez as vinte, isso mesmo, as VINTE melhores voltas da corrida, teve uma estratégia melhor, seus pitstops foram mais competentes, correu pensando no Campeonato, fez uma ultrapassagem sensacional e foi apesar disto um merdão. Querem saber, vão pentear macacos. Fico pensando se ele tivesse feito o que o Massa fez com o Coulthard (e todos acharam sensacional, gesto inclusive) e colocado o Príncipe das Astúrias prá fora, o que estariam as viúvas a esta altura comentando. “O Cara é um puta Dick Vigarista, viram, só ganha desonestamente”, etc. etc. Como não tentou, não é ousado, é um merda.
A verdade é que o Schumacher foi o melhor piloto deste GP, só isso. Não é feio reconhecer. Outra coisa: ninguém é obrigado a torcer pelo cara, cada um tem suas simpatias e suas torcidas (quantas vezes torci contra o Prost: bem que o motor podia dar um defeito, bem que ele podia rodar, bem que o pneu podia furar, etc, etc), mas daí a querer não enxergar o óbvio é uma burrice sem tamanho, o Prost foi um dos melhores que eu vi. O mesmo acontece agora, querendo ou não, o Schumacher é dos melhores do mundo em todos os tempos, não sendo pior do que nenhum dos grandes que vi correr (Stewart, Emerson, Piquet, Prost, Senna e Lauda), independente de não ter adversários como insistem alguns. Teria ganho corridas contra todos os citados.
Outra encheção de saco é dizer que a Ferrari só privilegia a ele. Queriam o quê? Ele fez o que nós queríamos que o Senna tivesse feito, ir para a Ferrari e ganhar tudo, pois até a chegada do Rubinho, nunca tínhamos tido a chance de torcer pelos Vermelhos, só que o Senna só queria ganhar corridas (um direito que ele tinha) e não desenvolver carros, coisa que o Schumacher demorou 3 anos fazendo isto (mas esta parte eles se esquecem), logo, não acho errado ele ter tudo para ele, inclusive um baita segundo piloto, afinal o Senna também teve o Berger e ninguém achava ruim.
Concordo com o leitor que escreveu que a corrida do Senna em 1988- Suzuka foi muito mais sensacional. Na realidade não dá nem para comparar.
Mais uma coisa: egocêntricos todos na F1 são, desde o Emerson (na minha opinião o melhor piloto brasileiro de todos os tempos) até o Albeers da Minardi. Lá o ditado que rege a categoria é o seguinte: farinha pouca, meu pirão primeiro. Quanto a ser Dick Vigarista, por favor lembrem-se das fechadas do Prost, do Senna, do Piquet tirando os rolos de papel higiiênico do banheiro no México, etc. etc. Tenho dito.
Caíque Pereira, Rio de Janeiro (RJ)
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Estou assinando embaixo tudo o que o Caíque fala sobre o Schumacher. Abraços. (LAP)
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É brincadeira, tem gente que vai morrer tentando desmerecer o Schumacher. Chega a dar nojo como procuram coisas e teorias onde não existe nada. Mas isso chega a ser engraçado, pois, quando terminou a corrida, eu fiquei tentando imaginar o que as viúvas escreveriam a respeito do show de pilotagem que o queixada deu.
Altair Acerbi, São Bernardo do Campo (SP)
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Caro Marcelo Jardim,
O Grande Mago dos Controles e Softwares que a Benetton (94/95) utilizava e que nunca pegaram para comprovar as falcatruas da época do Alemão na Equipe não foi com a turma do Ross Brown para a Ferrari. Êle, se não me engano, é polonês (alô GP Total, dá pra confirmar?) e está na outra metade daquela turma de 1994/95 , ou seja , trabalha na Renault com o Capo Briatore, Abraços,
Caíque, Rio de Janeiro (RJ)
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Prezado Marcelo,
Quem não entendeu nada fui eu. Seu texto é longo, evasivo, sem consistência, para quem acompanha F1 de outras tempos até parece que você só começou a assistir (e só assistir, sem pesquisar) da Austrália desse ano para cá. Faça o seguinte, pesquise sobre o ocorrido no GP Alemanha de 57 e no GP Itália de 67 e coloque em também em dúvida o que Fangio e Clark realizaram naquelas corridas, ou melhor podemos colocar em dúvida também o GP da Hungria de 86, onde Piquet descontou um tempo parecido, ou quem sabe, Mansel na Inglaterra em 86, que também descontou tempo semelhante em cima de Piquet com o mesmo carro.
Sabe, aprendi algo interessante nesses anos, as pessoas que não sabem apreciar o que acontece em seu tempo são as que não deixam nada de interessante para futuras gerações.
Mas não é só você que sofre de miopia por desconhecer a história da F1. Quero parabenizar o GP Total pela razão de ser um site extremamente democrático, vocês nos dão uma prova de isenção que nos dias de hoje chega a ser impressionante, pois, a bem da verdade, pelo menos para mim, se eu fosse responsável pelo site eu não publicaria cartas de internautas que claramente escrevem sem conhecer do assunto, por isso parabéns por disponibilizar esse espaço, mesmo para os leigos (que ultimamente são muitos).
A propósito, todos se referem à corrida da Alemanha 57 como um grande épico, mas gostaria de futuramente ver sua opinião sobre o que Clark fez em Monza em 67 quando descontou uma volta para chegar à liderança e só perdeu a prova por falta de gasolina na última volta. Abraços,
Mário, Recife (PE)
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Viva a democracia, só assim pra aturar algumas malas sem alça que escrevem nesse espaço, tipo Marcelo Jardim, Silvio Viana. Mas um se superou, dizer que showmacher é um fdp por ter tirado o lugar do Roberto Moreno? Fala sério?! Tu tens que acompanhar campeonato de peteca.
Willian, Passo Fundo (RS)
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Gostaria da opinião de vocês sobre a corrida de San Marino, por que muitas pessoas falam que Schumacher não fez nada? O que elas querem do alemão? E na opinião de vocês ele é gênio, como diz Reginaldo Leme que já tem 30 anos de F1? Um abraço.
Jean, Barra do Piraí (RJ)
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Não acredito em milagres!
Marcelo Jardim
Não estou entendendo nada... Está tudo muito, muito estranho.
Primeiro, vem aquele papo batido de que a Ferrari iria estrear o carro novo somente na quinta etapa; isto mesmo, só em Barcelona. Segundo eles, antes disso seria uma temeridade, pois o tal F-2005 não teria rodado o suficiente, nem mostrado 100% de confiabilidade.
Na verdade, eu nunca entendi direito esta história da Ferrari de começar a temporada com o carro anterior adaptado, o tal carro híbrido. Tudo bem que tem dado certo nestes últimos anos, mas alguma hora isso ia feder, por mais que você tenha uma Schumacher nas mãos. E este ano fedeu.
Aí, beirou o ridículo ver os italianos correndo atrás do prejuízo no Bahrain. Foi lamentável ver o Barrichello sem ter o que fazer na quinta, na sexta e no sábado simplesmente porque faltou peça de reposição. Foi triste vê-lo largar em último, resignado com os problemas de câmbio, pneus, suspensão, etc, etc. E mais estapafúrdio ainda foi assistir o serviço delivery Maranello - Sakhir para entregar alguns parafusos, porcas, cabos, etc. que estavam faltando.
Três corridas miseráveis depois, trataram de se preparar para as etapas na Europa. Aí cabe um parêntese: este negócio de treinar mais de 8.000 km nas suas pistas particulares, enquanto seus concorrentes, em comum acordo, realizam não mais do que 5.000 km, significa muito mais arrogância e desespero do que propriamente competência. Fica fácil até para uma Minardi. Deixa-a treinar 8.500 Km em 3 semanas e vê o que acontece.
Bem, mas o mais estranho ainda estava para acontecer, em Imola. No primeiro treino de sábado, Schumacher é superado pelo Alonso e Kimi, até com uma certa facilidade. No segundo, faz a presepada que faz, mas certamente não superaria o tempo dos dois. Ou seja, até então, para os palpiteiros de sempre o tal F-2005 não era mesmo tudo aquilo que se imaginava.
Aí vem a corrida, e o que se vê é o alemão dirigindo burocraticamente o primeiro terço da prova atrás do seu irmão. Não ameaçou ninguém, não ultrapassou nem sua sombra, ninguém nem se lembrou que ele estava correndo. Sempre lá atrás. Alguns vão dizer que seus pneus não estavam devidamente aquecidos, que eles só melhoram a partir da volta 27, que o carro estava com tanque cheio, que ele estava poupando o carro, etc, etc, etc. Hummm, sei não...
Quando a turma começa parar nos boxes, eis que surge uma nova Ferrari, um novo piloto. De repente, do nada, Schumacher começa a correr como nunca antes. Os pneus por encanto chegam a uma temperatura e desempenho ideal, o tanque está quase vazio durante 8 ou 9 voltas (?), o chassi se adapta perfeitamente aos pneus, e toma de volta mais rápida atrás de volta mais rápida. Incrível. Para quem não estava fazendo nada até então, foi uma coisa formidável.
E o mais impressionante é que com tantas voltas fantásticas, ele sai da 10ª ou 11ª posição e acaba em terceiro, como se todos os demais não estivessem mais na pista. Incrível como seu carro do nada assumiu um desempenho tão espetacular, tão de repente. E o mais interessante é que ninguém desconfiou de nada.
Bem no terço final, acontece algo mais impressionante ainda. Com os pneus completamente desgastados, já que o alemão não economizava mais em nenhuma zebra, nem em chicane, nem em lugar nenhum, ele desconta a enormidade de 30 segundos para o segundo colocado como se rouba pirulito de criança. Corre cada volta como se fosse de classificação, sem poupar nada, mesmo sabendo que seu carro não era assim tão confiável. E ninguém acha isso estranho. Acreditam somente na genialidade do alemão.
Que milagre foi este que aconteceu em três semanas na Ferrari e na Bridgestone ?! Que mudança foi essa de um treino burocrático no sábado para uma corrida mágica (no terço final) como a de domingo ?! Haja competência para se fazer em três semanas o que não fizeram em mais de seis meses.
Para ser franco, por mais que eu admire o talento incontestável do Schumacher (e admiro mesmo), este segundo lugar, mais do que formidável, para mim foi estranho, muito estranho... Ainda mais quando se sabe que esta turma que está aí com o alemão é a mesma que estava na Benneton em 1994, etc, etc, etc.
Se eu fosse a FIA, e fosse realmente isenta, isto é, sem fazer vista grossa para os italianos, eu dava uma olhadinha mais cuidadosa naquele carro vermelho e até por comparação no outro que não durou nem 10 voltas. Só por desencargo, porque está tudo muito estranho. Todo este desempenho eu até agora não engoli.
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Simplesmente fenomenal! Desde que acompanho a F1, não lembro ter visto um piloto tão jovem, segurando um campeão (hepta) atrás de si com tanto talento e frieza. Teve momento que achei que o Alonso simplesmente não tinha visto o Schumacher atrás dele, tamanha a naturalidade com que guiava aquela Renault.
De repente, lembrei-me do outro duelo (muito mais emocionante) entre Renault e Ferrari, o duelo entre Arnoux e Villeneuve. É claro que Dijion tem muito mais pontos de ultrapassagens que Ímola, mas que foi emocionante, foi. Quanto à Ferrari, parece que tudo voltou ao normal. Se esta recuperação de Schumacher tivesse acontecido no circuito de Spa, o Alonso jamais teria ganhado, devido à quantidade de pontos de ultrapassagem existente no circuito belga. Dá-lhe Alonso! Valeu!
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo (RS)
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Bah. Duvido que Piquet, Senna, Prost, Lauda, verdadeiros campeões, tivessem deixado o espanhol levar. Os adoradores do alemão têm memória curta. Desde aquele golpe sujo no Hill não engulo o Schummy. Queria que alguém disponibilizasse algum ultrapassagem de verdade do alemão (nos boxes não vale!). O cara tira dois segundos por volta e empaca num piloto que peitou ele. Fala sério. Abraços a todos.
Silvio Viana, Fortaleza (CE)
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Bom, quanto à corrida de San Marino, na minha opinião foi uma corrida que há muito tempo não se via e que deu gosto de assistir! Não que teve ultrapassagens (até porque não tiveram muitas), mas pelo pega na liderança entre Alonso e Michael Schumacher.
Essa corrida prova que a Ferrari está renascendo, depois de 2 corridas correndo com o carro do ano passado e depois de uma corrida frustrante no calor do deserto do Bahrein, os pneus bridgestone provaram que duram bastante em pistas mais frias como no caso de Ímola. Rubinho Barrichelo mais uma vez abandonou a corrida, desta vez com problemas elétricos, mas vem a pergunta: como estaria ele na corrida se não tivesse tido esses problemas? A minha resposta é que ele teria grandes chances de vencer, já que estava na frente de Schumacher e tinha a estratégia de três paradas no box e apertar o ritmo de corrida que nem o Schumacher.
Tiveram muitas outras disputas, como a de Felipe Massa contra Coulthard. Ele conseguiu uma ultrapassagem excepcional no escocês na segunda vez que brigou pela posição depois do toque que teve que parar no boxes para trocar o bico. Em resumo, a corrida de San Marino foi a melhor corrida desse ano, que promete ter mais corridas disputadas.
Pedro Henrique Accioli Cardoso, São Paulo (SP)
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Belo texto, faço minhas suas palavras Vamos deixar de besteiras e reconhecer que o Cara é o melhor. Vamos curtir esse momento e poderemos falar para os nossos netos que fomos contemporâneos do melhor do mundo. Um abraço.
Isafan, Porto Alegre (RS)
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Até agora a melhor corrida do ano!
Inácio Pereira, Francisco Beltrão (PR)
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A Fórmula 1 e o efeito biscoito
por Alexander Grünwald
Fantástica a corrida de Schumacher com os Bridgestone. Fantástica a corrida e Alonso, já sem os Michelin. Um duelo que prendeu a respiração de quem torce por competitividade e já estava desacostumado a ver dois carros diferentes lutando pelo mesmo pedaço de asfalto até os metros finais de uma corrida de Fórmula 1.
Mas a épica perseguição do alemão da Ferrari, seguida por uma igualmente épica defesa do espanhol da Renault, por mais plásticas que tenham sido na tela da TV, ficaram em segundo plano na minha reles concepção de espectador deste GP. Não pelos meios artificiais encontrados pela FIA para retomar esta competitividade, criando fórmulas loucas de classificação e configurações insanas de equipamento, como motor e pneus. Mas sim pela filosofia adotada pelos dois times quanto aos outros pilotos. Aqueles que desempenharam a contragosto o papel de coadjuvantes na anacrônica pista de Ímola.
Faço de tudo para não integrar a famosa ‘teoria da conspiração’, apoiando minhas teses no aspecto comercial, que é quem efetivamente dita as regras na F-1 atual. Há contratos milionários por trás dos resultados obtidos por cada equipe, e uma observação mais apurada nos faz pensar seriamente até que ponto a manipulação interna é vantajosa para algum time. Por isso, ao ver os desempenhos pífios de Barrichello e Fisichella perante seus companheiros nesta altura do campeonato, fico com uma pulga atrás da orelha.
Em teoria, eles possuem os mesmos carros vencedores de Alonso e Schumacher, que dominaram a corrida e mostraram que têm bastante fôlego para lutar pelo título. Mas o que explica uma diferença tão grande, tão gritante, no caso de pilotos comprovadamente eficientes e tarimbados como o italiano e o brasileiro? É um quebra-cabeça difícil de ser montado, mas que certamente tem uma peça chave: dinheiro.
Nos anos 1990, Flavio Briatore fez escola com a Benetton de um carro só, sucesso absoluto contra as poderosas de outrora. Sob seu comando, o alemão Michael Schumacher garantiu dois títulos, levando a então equipe média ao topo da tabela. Mesmo que os companheiros do alemão se arrastassem para chegar nos pontos. Estratégia parecida tinha sido adotada por Senna, dez anos antes, ao assinar com a instável Lótus: garantir que, concentrando-se os pontos em um só piloto, as chances de vitória do time não seriam diluídas.
Num jogo político para salvar a galinha do ovos de ouro da F-1, Schumacher foi para a Ferrari em seguida. E levou Ross Brown, formando com Jean Todt o trio mais calculista de toda a história da categoria. Em nome dos resultados, de uma hora para outra a esportividade foi jogada no lixo, relegando ao segundo piloto um papel de escudeiro. Levaram mais tempo do que imaginavam, mas alcançaram o sucesso. Sob a frieza estatística, construíram suas estratégias para fazer o campeão e o vice, porém realizando uma conquista de cada vez. Nada comparável aos duelos entre Piquet e Mansell na Williams de 1987 ou entre Senna e Prost na McLaren do ano seguinte.
Ainda no viés comercial, me vejo condicionado a pensar que deve haver, escondida em alguma página do longo contrato da Ferrari com seus patrocinadores, uma cláusula cruel. Algo que garanta aos investidores que o piloto número 1, aquele que vale mais porque ganha mais, estará sempre à frente do seu companheiro de equipe na pontuação. E eis que, no sexto ano de casa, Barrichello sobrevive à primeira prova e inicia o campeonato com mais pontos que o alemão. Muito bem. Até que Schumacher vire o jogo, o ‘carro que nunca quebra’ deixa o brasileiro na mão três vezes seguidas. Apenas coincidência?
Em contrapartida, na sinfonia que rege a sucessão do alemão após 2006, o capo da Renault trata de colocar suas manguinhas de fora. Briatore, que também é empresário de Alonso, está fazendo de tudo para valorizar o passe do espanhol, para vendê-lo a peso de ouro para os vermelhos de Maranello, que o querem na vaga de Schumacher. Assim, inexplicavelmente, o vencedor da primeira prova do ano, o competente Giancarlo Fisichella, toma poeira de seu companheiro e sofre com quebras igualmente inexplicáveis a bordo do carro azul. A quebra na corrida de Ímola é um sintoma visível de como os dois carros estão sendo tratados.
E se a Fórmula 1 já deixou de ser esporte faz tempo, passando à categoria de negócio milionário, estes senhores sentem-se livres de culpa no comando do jogo de xadrez. Cumprem seus papéis, traçam os destinos de suas cifras como bem entendem. O problema todo é que continuam chamando isso de espetáculo, vendendo mais e mais produtos sob as máscaras da velocidade e da emoção. E, olhando os resultados gerados por certos pilotos, nas pistas e nos cofres, ficamos a nos perguntar: vendem mais porque são mais rápidos ou são mais rápidos porque vendem mais?
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Amigos do GP Total, parabéns. Desde que conheci o site de vocês, nunca mais parei de acessá-lo. As colunas são fantásticas. Parabéns.
O comentário é sobre o Schumacher. De antemão, aviso: odeio o alemão. Aquele FDP tomou o lugar do Roberto Moreno na Benneton. Trapaceou, com a Benneton, em 1994, naquele carro cheio de irregularidades. É cheio de privilégios, transforma em escravos os segundos pilotos das equipes em que pilota. Mas tenho que concordar: o cara é um gênio. Fazia tempo que eu não via uma corrida como a de Imola.
Odeio o alemão, mas o fdp é muito competente. Acho incrível vê-lo com tanta motivação depois de tudo o que conquistou. Já está multimilionário, conquistou um montão de títulos e parece que está começando agora, de tão motivado. Só pra comparar: pilotos como Mansell, Prost, mesmo o Piquet, pareciam desmotivados após conquistarem os títulos, com aquela cara que quem não acha graça mais na brincadeira. O alemão, quanto mais vence, mais motivado fica. E não tem como negar: antes do alemão, a Ferrari estava uma droga. e ele levantou a equipe. isso é incontestável.
É isso. Que pena o Senna ter morrido em 94. Esse seria o maior duelo de todos os tempos. Abraço a todos.
Ricardo, Recife (PE)
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Comentários do grande Galvão Bueno, nos seus comuns besterol’s, no ano passado: “o Fernando Alonso não é um grande piloto, erra muito, quando muito é apenas um piloto comum.”
Que coisa, hein! Grande corrida. O Alonso mostrou que é um ótimo piloto, sim, não é fácil domar o ataque de um piloto que desconta 30 segundos, andando um média de 2 segundos mais rápido que ele.
O Schumacher fez uma bela corrida, mostrou novamente que é um grande piloto, mas compará-la com o GP da Alemanha de 57 é muito. Um exagero descabido. Não se esqueça que alguns pilotos param quando estavam na frente dele, deixando o caminho bem aberto para ele. Não gosto do Senna, mas acho que no GP do Japão de 88 a corrida do piloto brasileiro foi mil vezes mais brilhante que a do Schumi ontem e, nem vou mencionar as dificuldades da pista de Suzuka naquela oportunidade.
Richard Hermann, Jundiaí (SP)
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Faltou competência. Apesar da fantástica defesa de Fernando Alonso, faltou um pouco de competência ao alemão para a ultrapassagem (Takuma Sato com um carro mais rápido que Webber fez o que o alemão não conseguiu, realizando uma manobra exata).
Colocar a culpa na falta de pontos de ultrapassagem em Ímola pareceu fora de propósito visto a diferença de rendimento entre a Ferrari e a Renault. Um abraço e parabéns pelo site.
Vinícius, Rio de Janeiro (RJ)
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Acho que ficou provado para os que acham que o Alemão não tem talento algum, que ele é um gênio, ninguém por melhor que seja o carro ou o pneu tira 2 segundos por volta, só ele, mas mesmo assim muitos acharam que ele não fez nada de mais.
Quando era Ayrton Senna, Nelson Piquet (melhor de todos os tempos e o outro excelente piloto), sem querer tirar os méritos, era genialidade, mas como é um alemão dizem que ele não é nada. Tenho certeza que se fosse um brasileiro estariam exaltando-o.
Alonso mostrou que é um forte candidato ao título e que no futuro poderá chegar a um tricampeonato e Schumacher mostrou que está de volta e está disposto a levar o octa, pois é ainda tem gente que acha que isso não é suficiente, só que não sabem a dificuldade que é pilotar um fórmula 1. Um abraço, e Schumi será octacampeão este ano.
Jean, Rio de Janeiro (RJ)
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Edu, meu prezado!
Com todo meu respeito sobre seu artigo: eu diria "talvez quase provavelmente" épico! Épiquinhozinho!
Mas teríamos que parar por aí! Lembraremos deste Ímola 2005 mais pela tenacidade do Alonso que por qualquer outra coisa! Infelizmente, nem eu nem você vimos o GP da Alemanha em 1957 quando o Fangio fez o que fez. Lemos muito e assistimos umas poucas cenas que o "Correndo no Tempo" nos brinda pelo History Channel.
Felizmente, ontem vimos o GP de San Marino, onde tal do Schummi parece que está voltando a ser o que sempre foi: Rei em terra de ninguém! Senhor do nada! Caolho míope em terra de cegos! O Protegido dos Os Mais! Pois é: incontestável com pista limpa, o alemão fez o que sempre faz, andou para valer, ultrapassando retardatários, figurações. Galgou colocações com falhas dos cegos, quebras, rodadas e entradas nos boxes!
Mas, quantas ultrapassagens para valer? A do Jenson Button não vale para contagem. Ingo Hoffman, o Arturo Merzario, Marc Surer ou Jo Bonnier têm mais experiência e talento do que este inglês. Sem dizer que o salário do alemão é maior que o orçamento da B.A.R.! Aí, na hora de assumir a liderança, teria que ultrapassar um carro de verdade, levado por um menino talentoso com uma manha de pista melhor, experiência visivelmente maior. Então, o que foi que vimos? Enganação! O que fez o alemão não foi outra coisa senão ficar fungando na traseira do Alonso, fingindo de valente, esperando um escorregão do adversário. Vez que outra tirava para o lado, mais para refrigerar a Ferrari do que para mostrar a cara e tentar alguma coisa. Na arte, no braço, nem com mais 40 voltas veríamos uma ultrapassagem.
Por quê? Porque o tal Schummi não é disso, só sabe ultrapassar dentro dos boxes, com a ajuda de uma super estrutura da equipe, hiper treinada, hiper remunerada. Quantas ultrapassagens fez este sujeito nos últimos dez anos? Quais as de que nos lembraremos para sempre? Nenhuma! Não tem para lembrar! Na pista, o que ele mais faz? Ultrapassar retardatários sob bandeira azul. É como cortar manteiga com guilhotina. Bem semelhante a ultrapassar um desavisado Button qualquer.
Reclamo desta comparação entre Imola 2005 e Nurburgring 1957. Com o que contava Fangio na Alemanha? Numa pista de 22 quilômetros e tanto mais, sem nenhum "bandeirinha" e bandeiras azuis para refrescar com os retardatários? Sem áreas de escape, nem ao menos guard-rails! Comunicação dos boxes para o piloto por placas. Do piloto para os boxes, nenhuma! Quantos mecânicos na equipe? Dois, no máximo três! Câmbio manual. Segurava no braço, sem controle de tração, uma máquina pesadíssima. Reabastecimento na base do funil. Automático quando havia, só o relógio de pulso! No painel, um conta-giros mecânico, um marcador de pressão de óleo, mais nada. Botões? Só os da camisa, macacão só mais tarde! O que havia de sobra no Fangio era muito talento! Algo que o fez campeão com cada uma das quatro ou cinco marcas para quem pilotou! Sem a proteção escancarada de um Ross Brawn ou um Jean Todt. Para Fangio, não havia esta ou aquela marca. Como ninguém, extraía o máximo de qualquer uma delas, sabia o limite de cada carro que tinha nas mãos. Acho até que se tivesse pilotado para a Cooper, teria sido campeão mundial também com esta marca inglesa, dando a felicidade que John Cooper nunca teve, aumentando o sorriso daquela alegre figura!
Por estas e por mais mil outras, acho que não podemos comparar estas duas corridas, como nunca poderemos comparar Fangio a ninguém mais. Muito menos a este alemão sem graça. Nem que ele ganhe mais 17 campeonatos mundiais e faça mais 300 poles e um sem número de voltas mais rápidas. Este cara não me convence!
Esta Imola 2005 foi apenas "emocionantezinha", destacou-se pela não-monotonia que assola a categoria nos últimos anos! Pelo real despontar do espanhol. E, depois, Hawthorne e Collins de 1957 estavam anos luz à frente de Button, Wurz, Sato e Villeneuve Filho de hoje!
Viva a Fórmula 1, Viva o GpTotal, Viva Edu e Panda! E, já que falamos no Anel de Nurburgo, um viva para o feito do nosso finado Môco, que salvo engano meu, ficou com a glória eterna de a melhor volta de todos os tempos da velha Nurburgring, "toureando" uma Surtees. Viva José Carlos Pace! Abraços.
Manuel Carvalho, Santos (SP)
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Caros Edu e Pandini,
Todo mundo sabe da capacidade do Schumacher, que vinha ganhando até o ano passado com muita facilidade. O que eu vi no GP de San Marino foi que a Ferrari conseguiu acertar o seu conjunto máquina-pneus e tudo deu certo para o alemão, que apenas acelerou tudo o que sabe e conseguiu se aproximar do espanhol.
Não vi grande coisa ele ter tirado quase 2 segundos por volta, pois a Ferrari apresentou-se muito superior na corrida do que a Renault. Como o próprio Barrichello disse “a Ferrari teria um rendimento superior com os pneus mais desgastados” e foi o que aconteceu (era só olhar os pneus do Alonso no final da corrida e o do Schumacher), pois ninguém faz milagre quando os pneus se desgastam em demasia, como aconteceu nas provas anteriores para a Ferrari.
O Schumacher arriscou tudo como ele vinha falando na tomada de tempo e se deu mal e se deu bem na prova quando não cometeu erros. Acho que se a McLaren não tivesse deixado o Kimi pelo caminho, com certeza ele teria ganhado a prova com muita facilidade, pois vinha abrindo bem para o Alonso.
Por fim, esta expectativa que todos criam em início de temporada geralmente colocando um piloto como franco favorito como o que está acontecendo com o Alonso: não se esqueçam que são 19 provas e a evolução da própria Ferrari e o crescimento da McLaren, principalmente quando tiverem o Montoya de volta com um carro competitivo, o campeonato vai estar bastante aberto até a última prova. Abraços a todos do GpTotal.
Jovino, Brasília (DF)
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Tenho lido muitos comentários terríveis sobre o desempenho de Barrichello em Imola. Ora, se Schumacher tivesse tido um problema elétrico naquela altura da prova, teria feito uma corrida latrinária, concordam?
Seria lembrado por um erro estúpido na qualificação, que fez com que em quatro corridas ele tenha largado 3 vezes atrás de Rubens. Andou lá em 13º e herdou as posições de Fisichella, Raikkonen e sim, de Barrichello. Foi apenas graças à janela dos Pit Stops que Schummy pôde enfim demonstrar do que era capaz. E não há meios de saber como seria a corrida de Barrichello. Até onde esteve na pista, estava à frente de Michael. E pronto. Abraços.
Ps: eu tenho um resumo da corrida de Nurbürgring 57, com 22 minutos de duração. Quem tiver interesse pode entrar em contato comigo que eu gravo de graça, à medida que for tendo tempo. Lá tem a imagem da ultrapassagem citada, se não me engano, pelo leitor Daniel Médici. Meu mail é mamadeira_f1@yahoo.com.br
Márcio Madeira da Cunha, Nova Friburgo (RJ)
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Caros amigos,
Serei sincero: pela primeira vez na minha vida, torci de verdade por Michael Schumacher. O queixudo deu show, que é uma coisa que cobro dele, já que seu talento em relação aos outros é incomparável. Errou no treino, mas optou por uma estratégia de corrida perfeita que quase lhe deu a vitória, diferentemente de Barrichello (falarei sobre ele depois). Não há como negar: o cara é gênio e tem talento e motivação de sobra. É uma pena que ainda haja gente que levante dúvidas sobre esse magistral piloto. Tenho sorte por estar acompanhando a sua carreira.
Alonso fez uma ótima corrida, beneficiado pelo abandono de Raikkonen, e provou que tem espírito de campeão. Sem querer exagerar, mas já exagerando, as voltas finais em Ímola me lembraram Mônaco-92, mas é claro que as circunstâncias eram outras.
Ótimas corridas de Wurz e Villeneuve. O austríaco não participava de um gp desde Malásia-00, mas correu muito bem, assim como de la Rosa no Bahrein. E Villeneuve foi muito bem, dando a entender que a Sauber tem tudo para melhorar de agora em diante.
Há duas coisas que discordo da coluna do Edu: seu comentário sobre Barrichello e as deficiências do seu Ferrari e dos Bridgstone. Barrichello treinou muito mal e, na minha opinião, optou por uma estratégia equivocada ao decidir parar três vezes. Seria melhor fazer o que fez Schummy, mas falar agora depois da corrida beira o ridículo. Barrichello nunca foi um piloto que tivesse a velocidade como sua principal característica. Ele sempre me passou a impressão de ser muito mais técnico do que veloz. Por isso, acho que ele demora muito tempo até conseguir deslanchar nos campeonatos de que participa. Desde que chegou à Ferrari, Barrichello sempre alcança bons resultados a partir da segunda metade do campeonato, onde seu conhecimento sobre os carros já é bem mais apurado. E também o F-2005 ainda não pareceu confiável em suas mãos. O câmbio quebrou inúmeras vezes em Sakhir e o carro não pareceu instável em Ímola, o que pode ser uma explicação para os maus treinos. É claro que as quebras não são causadas por ele, mas espero por uma recuperação em Barcelona.
Edu, me desculpe, mas acho que você pisou na bola. Eu nunca vi um piloto, por mais magistral que seja, como é o caso de Schumacher, conseguir andar dois segundos (reitero: dois segundos, não são dois décimos) por volta mais rápidos que os líderes apenas no talento, garra e velocidade. Barrichello deu uma entrevista a Globo em que ele diz que o F-2005 tem um rendimento muito melhor com pneus já gastos, como era o caso de Schumacher na metade da prova. Ou você vai me dizer que essas três semanas de testes entre as corridas do Bahrein e San Marino não serviram para nada? E eu vou dizer mais: acho que a Ferrari ganhará, pelo menos, 70% das provas que restam, o que quer dizer que terá um de seus dois pilotos no lugar mais alto do pódio em 10,5 corridas das 15 provas restantes (como o resultado não foi exato, aproximarei o resultado para 11). Agora nos resta saber o que Alonso fará para manter sua vantagem. E não esqueça o Kimi Raikkonen. Abraços a vocês e o site está ótimo!
Willian Lopes Machado, Brasília (DF)
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Gostaria de fazer uma pesquisa (sondagem?) para saber como os gepetos assistem às transmissões (sentados, de frente para a TV, e com os olhos abertos, mané). Digo isto porque eu costumo assistir com som reduzido, ouvindo a transmissão do Flavio Gomes e só aumentando quando o Reginaldo Leme ou o Luciano Burti fazem algum comentário, porque eles podem trazer alguma informação relevante (já cheguei a ouvir dois radios, um fone em cada ouvido mais a TV, mas aí é muita informação e dá tilt).
Digo isto porque comecei a acompanhar também a repetição do SPORTV com o Lito Cavalcanti (será que desta fez o alemão ultrapassou o maledetto do espanholito?) e ele deu uma informação bastante relevante sobre o ranking de potência dos motores, segundo apurado pela revista Autosport (com apoio da CIA, KGB, MOSSAD e de alguma fofoqueira de plantão).
Lá vai : 1- Honda, 955 potrinhos (não é a toa que os motores detonam mais que a base aliada do Lula);
2- Renault, 940 (então para andar assim, tem que ter uma bela aerodinâmica);
3- BMW, 938 ( neste caso, a eficiência aerodinâmica é ao contrário);
4- Ferrari e Toyota 935 (nenhuma surpresa, considerando que pegaram uma turma de italianos que vendeu segredos da Ferrari para o time de Colonia); Mercedes, 930 (aquele chifre viking afinal deve servir para alguma coisa); e Cosworth 915 (pra que tanto, se a Minardi não agüenta mesmo?).
De todos os casos, o que indica pior relação arrasto/potência é a Williams (fundo do poço e cavando), embora outros infindáveis fatores, como tração, consumo de pneus, freios, e capacidade dos pilotos melhorem ou atrapalhem o desempenho das máquinas. Mas assim você já tem assunto para a mesa de bar da semana.
Esta é para o Romeu: os filmes que o Scavone apresentava no programa dele eram filmes promocionais de patrocinadores, na maioria da velas Champion, da Shell e da Dunlop, que distribuíam às emissoras como forma de merchandising. Eu assisti a várias sessões destas na sede da Champion em São Paulo na década de 60 (por contatos profissionais do meu pai) , quando ninguém falava em F-1 por aqui, além de NASCAR, Le Mans, etc. Muitos destes filmes estão em arquivos de museus na Europa e USA, e alguns podem ser comprados em DVD de editoras que publicam anúncios nas revistas inglesas e americanas. Se alguém for louco e quiser uma indicação (o preço é de uns US$ 30,00 cada um) é só escrever para o site que eu mando no e-mail . E não levo comissão. Abraços.
Victor Lagrotta, São Paulo (SP)
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O Gp de San Marino foi ótimo, uma pena o Barrichello não ter completado a prova, creio que ele prometia algo bom pra metade dela, como fez o Schumacher. Ótima recuperação do alemão, eu, que também nunca fui muito a favor dele, torci para que ele ultrapassasse Alonso. O espanhol fez uma belíssima corrida e é um forte candidato ao título. A BAR já mostrou melhoras com a entrada do Gil de Ferran por lá, e a corrida da Espanha promete muito, agora é aguardar e torcer para que muitos pegas aconteçam por lá. Saudações a todos!
Evandro Silva, Betim (MG)
Interessante notar a perseguição imposta a Villeneuve. Ora, embora tenha começado a temporada deste ano acumulando maus resultados e fora da zona de pontuação (na Austrália, largou em quarto e cruzou a linha de chegada em 14ª. Na Malásia, perdeu o controle do carro e abandonou na caixa de brita e no Bahrein, iria marcar seu primeiro ponto com um oitavo lugar, mas David Coulthard...), em relação ao seu companheiro de equipe, o estabanado Felipe Massa, seu desempenho não é tão ruim, estando á frente na tabela de pontos e empatados no que diz respeito ao grid de largada. Acho que o problema da Sauber são os dois pilotos e não apenas o canadense.
Francisco Neiva, João Pessoa (PB)
O Cara! Ei! Podem sair detrás das cortinas. Podem sair debaixo das camas. Onde estão aqueles que estavam se esbaldando com os maus resultados do Alemão? Onde estão aqueles que chegaram a dizer que o Rubinho roubar a cena na Ferrari? Quem disse que o cara só corre bem quando larga na frente? Cadê os que dizem que ele só ganha quando tem o melhor carro (não ter ganhado ontem foi um mero detalhe)?
Atenção todos! Deixem de ser nacionalistas, deixem de ser viúvas, deixem de ser babacas. Nós somos privilegiados por estarmos acompanhando em detalhes a carreira do melhor piloto de F1 de todos os tempos! Sou brasileiro e admirador do Emerson na F1 e depois. Sou brasileiro e fã incondicional do Piquet, que me transformou num fanático pelo esporte. Sou brasileiro e me admirei com a velocidade do Senna. Mesmo assim, não consigo deixar de admirar o Cara que detonou todos os recordes (falta um, mas com a mudança das regras de classificação nunca vai ser alcançado) da F1, que quando precisa consegue andar mais rápido do que qualquer outro (como Senna), mesmo sem parecer estar tão rápido (como Prost). O Cara que pegou uma Ferrari detonada e a desenvolveu até transformá-la em uma potência (como Piquet) e que mesmo com trinta e muitos anos ainda encontra fôlego e motivação para vencer corridas (como Lauda) e descontar trinta segundos em 15 voltas! E olhe que ele não tinha o melhor carro, nem o melhor pneu. Ele tinha, sim, a melhor tática, mas que seria impossível de ser implementada se o Cara não andasse dois segundos por volta mais rápido do que todo mundo!
Vamos deixar de besteiras e reconhecer que o Cara é o melhor. Vamos curtir esse momento e poderemos falar para os nossos netos que fomos contemporâneos do melhor do mundo. Um abraço para todos do GPtotal.
Saulo Caram, Brasília (DF)
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Olá, prezados Panda e Edú!
Rapidinho, as emoções de Imola: agora, depois que tiraram as ultrapassagens no box, especialidade deste alemão sem graça, deu no que deu. Na pista, para valer, não consegue ultrapassar nem um menino espanhol que tenha um carro igual. Só sabe andar bem com pista limpa, quando está liderando. Nos últimos anos, ganhava posições nos reabastecimentos e trocas de pneu. E a ultrapassagem sobre o Button? Pombas, o orçamento da equipe do Button é menor que o salário do alemão, tinha mais que ultrapassar mesmo! E, depois... quem é o Button? Algum fenômeno? Algum exemplo de tarimba, experiência? E a pretensa ultrapassagem sobre o espanhol? Nem com mais 40 voltas veríamos ele passar o Alonso. E o imbecil do Galvão Bueno: - Lá vem o Schummi ! Ô Galvão: o alemão continua sendo um engodo, tem meio olho em terra de cegos! Panda e Edu, sucesso! Um abraço.
Manuel Carvalho, Santos (SP)
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Amigos,
Observo, já nesta quarta prova da F-1, que a merda de regulamento que premia o segundo colocado com “imerecíveis” 8 pontos já faz diferença. Essa merda vai provocar o acomodamento dos pilotos em determinado momento, aguardem.
Não foi o caso ainda dessa brilhante corrida do Schumy, mas logo, logo vai. Só lembrando: na temporada de 2003, o Schumy venceu 6 e o Kimi venceu só uminha. E a diferrença entre eles no final foi de quantos? Procurem se informar.
Rui Simionato, Santo André (SP)
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Sobre a corrida de Imola e as atuações de Shumy, Alonso, Weber e cia, acho que tudo já foi dito por aqui. Difícil é ter que ler o comentário que um dos leitores enviou, narrando empolgado que Michael conseguiu a maior ultrapassagem nos boxes da história. Olha o nível de disputa, de competitividade. Daqui a pouco vão criar um campeonato mundial de ultrapassagens nos boxes. Faça-me o favor.
O que vi de bom na corrida? Além da performance extraordinária da Ferrari, vi as ultrapassagens do alemão sobre Button, do Sato sobre Weber, do Heidfield sobre Weber do Villeneuve sobre Weber (não é implicância, mas coitado do australiano, tomou de todo mundo. Ele é muito fraquinho mesmo), tudo na pista. Acho que era isso. Abraços.
Sergio Dário Machado Junior, Vila Velha (ES)
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Amigos Gepetos:
Ímola tem Peeeeegaaaaaaa! Depois de muito tempo finalmente um pega legal! É motivo para comemoração! Brindemos o equilíbrio, brindemos a baixa temperatura, brindemos a quebra de Raikkonen, isso mesmo a quebra do Raikkonen, senão o pega não seria tão interessante, afinal pega pela liderança é mais saboroso do que pega por posições intermediárias.
Se considerarmos a corrida do De La Rosa em Bahrein, temperatura alta, fritadas de pneus, exageros afins, a Michelin com certeza não iria dar chabu, então com a McLaren andando o que vinha andando, a distância do Kimi para o resto iria aumentar cada vez mais. Outra conseqüência talvez fosse a acomodação com a situação dos que vem atrás, dada a perspectiva do líder ser inalcançável. Possivelmente teríamos um outro domingo, como outros a alguns anos, na frente da TV, vendo milhões de dólares desfilando a 300 Km/h, entre um ou outro assalto à geladeira para pegar a pizza fria que sobrou de sábado (me desculpem, mas uma margherita fria é uma delícia). Ainda bem que teve a tal da pane elétrica. Um outro brinde ao autódromo Enzo e Dino Ferrari, que não foi projetado pelo Tilke.
Desta vez um circuito de difícil ultrapassagem deu uma apimentada à corrida. Se a corrida tivesse sido num destes “autódromos Mall”, ou para nós que falamos a Língua Geral “pista Shopping Center”, aquelas 12 últimas voltas de arrepiar poderiam ter durado umas duas ou três voltas e fim; escolhe-se uma das três ou quatro trajetórias possíveis de se fazer a curva e pronto, está liquidado! De forma alguma estou defendendo os circuitos travados (antes que me esqueça, -Hungaroring, você foi bom em 1986, mas hoje... banana) e nem atacando os circuitos padrão Tilke de construção, estou tentado afirmar que um circuito seletivo e não necessariamente moderno, com gente disposta a mostrar serviço, é possível apresentar um espetáculo fantástico.
Uma taça aos pugilistas Massa e Couthard, e aos duelistas Sato e Webber. Ambos os embates vencidos no segundo assalto. Massa no melhor estilo Mike Tyson, é porrada mesmo, bateu nas duas tentativas, saiu machucado na primeira, o que lhe tirou da zona de pontuação. Deu um chega pra lá na segunda, nocaute, com direito ao dedinho do meio levantado. A volta do Show do Satow, que tentou levar o Webber na primeira volta e tomou uma fechada, ficou na espreita de uma oportunidade e assim que ela apareceu, não teve dúvidas, mostrou quem foi um dos únicos no ano passado que fez aquilo se esperava de um piloto, disputar posições.
Com o mestre Gil de Ferran (nego de sorte, pegou a equipe em ascensão depois de um início de temporada deplorável) contratado especialmente para treinar o gafanhoto Takuma para conduzir ao caminho da disciplina quebrando menos carros sem perder a agressividade, existe a possibilidade de finalmente ter um olhinho puxado levantando a taça lá em cima, sendo o substituto natural Button quando estiver voltando para a sua equipe natal, boa sorte ao mestre e ao discípulo! Prosit! Kampai! Cin Cin! Ao esforço da força do Eixo em voltar a ser competitivo.
Abro aqui parênteses, para as pessoas que consideraram prematura a estréia da nova Ferrari em Bahrein. Existe uma explicação simples e lógica. A Ferrari tinha que estrear lá porque se não fosse lá teria que ser na Espanha por força do regulamento. Se fosse estrear em Ímola ela teria que perder dez posições ou arriscar a fazer o cai-cai em Bahrein. Não seria possível estrear na Espanha porque poderia ser muito tarde e o carro do ano passado já tinha dado o que era possível. Fechado parênteses.
As últimas semanas mostraram que com muito esforço e suor a equipe e a Bridgestone conseguiram chegar ao patamar das outras equipes. Agora é torcer para que as outras equipes cheguem lá também, sem hegemonias. O Alemão voltou a usar a tática dos boxes para fazer a ultrapassagem, e que tática! Com a turminha do bolo do quarto lugar (Trulli, Webber, Sato, Wurz, Villeneuve, a essa altura Rubinho – hein - ele correu? já fora da corrida) correndo burrocraticamente juntos, todos foram ultrapassados enquanto faziam o primeiro pit-stop. A tática da constância de voltas rápidas com a pista limpa. Funcionou só até encontrar o Button, que até agora está procurando por onde foi ultrapassado. De qualquer forma, Schumacher não ganhou por culpa sua, por um erro nos treinos, de qualquer forma se tivesse vencido largando em terceiro ou quarto, não teria o mesmo brilho do segundo lugar conquistado largando na décima terceira posição. Foi uma corrida das que precisam ficar na história, uma destas que não tem como evitar a lembrança de grandes pegas do passado como os Senna x Mansell, Mansell x Piquet, Emerson x Stewart, Rindt x Brabham.
Outro parênteses: a mudança nos treinos. Imaginemos todos os carros na pista nos primeiros quinze minutos tentando escapar das eliminatórias em Mônaco. Aumentando a famosa frase do Piquet sobre Mônaco – Seria como vinte bicicletas andando ao mesmo tempo na sala do meu apartamento (que tem no máximo uns 5 x 3 metros). Fim do outro parênteses.
Fotos comentadas dos principais ocorrências de Imola: http://formula1br.multiply.com/photos/album/10 antes que o pessoal do plim-plim me confisque eles.
[]’s
Olavo, São Paulo (SP)
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Em Imola, Shummy calou a boca do Briatore & Cia, com certeza em Barcelona Alonso terá dificuldades.
Cláudio Raulino, Brasília (DF)
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Ontem, mais uma vez, Schumacher nos presenteou com uma grande atuação. Foi rápido, agressivo, determinado. Torço para que a aposentadoria dele esteja longe. Quanto à F-2005 ficou provado que é um grande carro, e vai permitir ao Michael lutar pelo título.
Humberto Spolador, Piracicaba (SP)
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E aí, turma.
Quero dizer que o site está muito bom, e o que eu quero pedir a vocês é que, pelo amor de Deus, digam aos editores esportistas da UOL que o Michael Schumacher é Heptacampeão, e não mais Hexacapeão, como eles insistem em publicar seja em qualquer matéria que relacione o alemão. Valeu? Até mais.
Joel Rodrigues, Mantena (MG)
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O desempenho da Ferrari surpreendeu em Imola, mas pode-se dizer que ela volta como bicho papão? O que será que a vermelhona fez de tão bom assim no carro?
Carlos William, São Paulo (SP)
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Gostaria que alguém me respondesse a seguinte pergunta: como pode um piloto que tira em média 2 segundos por volta, desconta 30 segundos de atraso em relação ao líder, fica 13 voltas colado no líder e não consegue ultrapassar? GP de San Marino 2005.
Lúcio, Brasília (DF)
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Alô, galera do Gp Total.
Gostaria de fazer uma pergunta muito simples. Por que o Schumi não passou o Alonso em Imola?
Giovanni Romão, Pindamonhangaba (SP)
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GP de San Marino — esse sim é um Gp de F1. Uma corrida esplêndida de Alonso e Wurz. Aqui vai um resumo:
Ferrari: Schumacher mostrou os seus dotes de campeão e chegou em 2º lugar. Barrichelo conseguiu uma façanha, não completou outra prova. Ele está, com certeza, num ano de poucas realizações.
Williams: Que lindo ver Webber e Heidfeld andarem na pista. Isso mesmo, andarem! Eles não fizeram absolutamente nada além de, claro, andarem na pista.
Renault: Fisichela decidiu, um pouco cedo demais, dar uma beijada no muro de San Marino. Sobrou para o fiel escodeiro de Briatore, Fernando Alonso, a responsabilidade de carregar a equipe até o podium. E o fez. Resumindo: é o ano da Renault.
McLaren: Coitado do Raikkonen, com carrinho quebrado não se vai a lugar algum. Wurz!? Esse cara que a gente não vê na F1 há uns bons anos?! Ele mesmo! Mostrou que não está fora de forma e cravou um 4º lugar na corrida.
BAR: com a estréia de Gil de Ferran como Diretor Técnico da equipe, ela conseguiu ótimos resultados nos treinos e na corrida. Sato conseguiu 5º lugar e Button, 3º. Nada mal!
Sauber: Quem diria, Villenueve em 6º depois de horrorosos e petrificantes resultados nas 3 primeiras corridas. Massa teve problemas ao tentar passar Coulthard e não conseguiu quase nada.
Red Bull: Liuzzi ficou em 11º e Coulthard, 13º. Nada de muito esquisito pra uma derivação da Jaguar!
Toyota: Trulli e Ralf mostraram-se capacitados, mas não foi lá uma boa corrida para eles, principalmente, para Ralf, com sua penalização.
Jordan e Minardi: toscas, indecentes e ruins. Um dia elas hão de pagar um preço caro por estarem no mundial!
João Luiz, São José dos Campos (SP)
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Sob meu ponto de vista, existem duas formas de compreender o desempenho de Michael Schumacher ao longo do fim de semana em Imola:
1- Schumacher pilotou como um legítimo multicampeão, mostrando porque vale tantos milhões de dólares. Fez uma corrida comparável à Nurbürgring 57 de Fangio, como bem lembrou o Edu, ou a 35 de Nuvolari, as França 65, Indy 65 ou Monza 67 de Clark. Esteve perto, muito perto, de assinar a sua tão aguardada obra-prima (Bélgica 95, Espanha 96, Malásia 99 e cia foram grandes corridas, mas nada que possa satisfazer dentro de uma proporção heptacampeã). Pilotou num ritmo alucinante e ultrapassou Button num momento de oportunismo e decisão.
2- Schumacher perdeu a corrida. A imensa pressão psicológica expôs o calcanhar de Aquiles do piloto alemão, numa freada mal calculada na volta decisiva da qualificação. O ritmo feroz imposto por ele ao longo de 2/3 da corrida só mostra o quanto ele tinha braço e carro para sumir na frente da concorrência, e não o fez por um erro próprio. Seu segundo lugar foi facilitado pelos abandonos de Raikkonen, Fisichella e Barrichello. Portanto, comparar sua exibição com a de Fangio em 57 não procede, posto que o argentino se atrasou devido a problemas mecânicos, ao passo que Schumacher largou lá atrás graças a um erro pessoal. Ademais, Fangio ultrapassou as duas Ferraris, enquanto Michael desfilou 12 voltas grudado no câmbio de Alonso.
Pessoalmente, estou mais inclinado a ver as coisas do primeiro modo. Pela primeira vez em minha vida me peguei torcendo por Schumacher, e isso me tirou um grande peso da consciência. Afinal, ficou claro pra mim que, até então, sua tocada nunca havia realmente me empolgado, e minha antipatia se devia a isso (e tocada, vocês sabem, é como o gosto pelas mulheres: uns preferem as loiras, outros as morenas, ruivas, etc). Ontem, numa situação onde muitos entregariam os pontos, Michael mostrou sua inabalável motivação, e sua incrível consistência.
Taí, estou dando a mão à palmatória. Apenas umas palavrinhas sobre Alonso: o menino tem o sangue tão gelado quanto Kimi, e mostrou isso ontem ao não se inibir diante da pressão exercida por Schumacher. Não conseguiria ser tão veloz quanto o alemão por tantas voltas, mas soube tirar sempre o máximo de seu equipamento para estar posicionado à frente após o último Pit Stop, e pilotou sem sustos rumo à vitória, alheio às tentativas de Michael. Foi, para mim, o grande vencedor do dia. Abraços a todos, e que nós tenhamos essa sorte mais vezes.
Márcio Madeira da Cunha, Nova Friburgo (RJ)
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GP San Marino: uma performance jamais vista. Inigualável, incomparável, inimitável, etc. Michael Schumacher, mesmo não vencendo, mostrou porque é sete vezes campeão do mundo e logicamente o melhor de todos.
Marco, Petrópolis (RJ)
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Salve, Edu. Tenho uns comentários acerca de sua coluna:
Primeiro: Não há piloto algum, em hipótese alguma, em uma corrida regular e sem
chuva, que com um carro inferior tire "no braço" dois segundos por volta, principalmente o adversário sendo outro piloto de ponta. Pergunte a qualquer piloto de automobilismo conhecido seu e ele vai dizer a mesma coisa. A verdade é
que é muito mais bonito acreditar no quase impossível, no show. Mas o carro do
alemão rendia muito mais que o Renault do español.
Segundo: Acho, sinceramente, que a causa do desempenho do Fisichella é muito mais político do que falta de proficiência. Acompanhe meu raciocínio: Flávio
Briatore é o grande interessado em promover Alonso, pois é um piloto de futuro, candidatíssimo a ser o campeão mais jovem da história. Quem, como empresário, teria o maior interesse em promovê-lo? Imagine o valor do passe do garoto se ele ganha o campeonato desse ano, humilhando o parceiro. Lembre-se do ano passado, quando o Trulli saiu debaixo da saia do Briatore. Dançou, após isso deixou de ganhar do Alonso (o que fazia constantemente no ano passado) pra andar atrás e ser trocado pelo Vila Nova. Você duvida disso? Um abração.
Ricardo
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Bom dia, Eduardo!
Na semana passada, quase reclamando, eu comentei o fato de você não ter falado em Rubens Barrichello em momento algum na sua coluna. Nesta coluna você fez a gentileza de colocar o nome dele em uma única linha. Mas acho que, em certos momentos, é bom nem aparecer mesmo. Você tem toda razão. Às vezes é preferível fazer como você fez, não escrever nada e ponto final. Continuo torcendo para que na próxima corrida ele mereça algumas linhas a mais do que mereceu ontem. Grande abraço.
Luís Sérgio, Brasília (DF)
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Tudo bem, Schumacher descontou trinta segundos. Mas ficou mais do que provado que ele andava, talvez, até acomodado com a superioridade acachapante dos Ferrari nos últimos anos e faturava seus títulos dando, talvez, uns 70% do que pode.
Isso me lembra Ricardo Divila falando de Emerson Fittipaldi: o Rato costumava dar 80% do que podia e conseguia ganhar. Só quando realmente precisava ele ia além. Fico aqui pensando: muitas vezes, essas disputas épicas são o começo do fim para os Grandes Senhores das Pistas. Eles olham para trás e não correm tantos riscos como jovens leões. Se têm de fazer isso com freqüência, a motivação cai. E outra coisa: Alonso conseguiu segurar o alemão. Não é qualquer um que faz isso.
Alexei, Belo Horizonte (MG)
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Caro Eduardo Corrêa.
Não é meu costume fazer críticas, mas desta vez não posso deixar passar. O GP de Ímola realmente foi divertido, mas faço uma leitura completamente diferente dos fatos. Não penso que o Schumacher superou “os problemas de um treino desastrado”, mas sim, pagou o preço do deslize que cometeu na classificação e que lhe custou a vitória.
Também não penso que ele superou a “deficiência de sua Ferrari e dos Pneus Bridgestone”. Este último, por sua vez, longe de ser “certamente inferior aos Michelin”. O que pudemos observar é que os pneus Bridgestone se adaptaram, pelo menos nesta corrida, perfeitamente bem ao regulamento que exige que os mesmos durem da qualificação ao final da prova. Mantiveram-se constantes, até melhorando ao longo da mesma. Este sim, verdadeira estrela da corrida.
Não sei qual carro é melhor, mas o conjunto Ferrari/Bridgestone foi superior nesta etapa. E o Rubens Barrichello? Acredito que faltou motivação ao seu carro, que quebrou. A vitória foi de quem errou menos, ajudado pelo traçado da pista.
Mauro Rangel, São José dos Campos (SP)
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Olá, amigos do GP Total.
Confesso que foi a corrida com maior dose de adrenalina que assisti esse ano. Schumacher foi brilhante, mas não acho que essa prova poderia ser comparada com Nurburgring 57, principalmente porque ser agressivo na atual Imola é algo muito diferente de arriscar a vida no Nordschleife (reza a lenda que Fangio ultrapassou uma Ferrari porque, quando estavam lado a lado, havia uma ponte à frente onde não cabiam dois carros emparelhados — o argentino foi o que não freou).
Também acho que o gênio por trás das ultrapassagens nos boxes não é o alemão, mas sim o estrategista da Ferrari. Schumacher só provou ser o que é em um único momento da corrida: a ultrapassagem sobre Button. Que se dane que o inglês teve má sorte quando pegou sujeira na saída da Acque Minerale, tem que ser muito bom pra puxar de lado e emparelhar sem sequer ser percebido. Com uma única ultrapassagem em pista, por mais linda que tenha sido, e o cara ser considerado o piloto do dia, eu me sinto mal pela bosta de Fórmula 1 que nos resta assistir.
Mas o pior é a falta de atenção dada ao desempenho do Alonso. O cara foi pressionado por 12 ou 13 voltas seguidas e não sucumbiu. Um erro minúsculo, e o espanhol ia ser atropelado, ou os dois se encontravam só ia ter hino inglês. Mas não, por dois pontos ele se manteve firme. E daí que é quase impossível ultrapassar em Imola? Em Mônaco, em 92, pouca gente se lembrou disso. E aquele dia no principado é lembrado pela genialidade do brasileiro, e não pela corrida de recuperação do Mansell. Todo mundo sabia que ele ia chegar no Senna, é claro, ele tinha o melhor carro. Foi um dia mais ou menos igual ao de hoje.
Daniel Médici, São Paulo (SP)
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Sobre o GP de Ímola, discordando da coluna do Eduardo Correa, acho que a Bridgestone melhorou bastante. Na minha leitura da prova, os Michelin renderam bem na classificação e no primeiro terço da prova. Já o pneu da fabricante japonesa se mostrou mais constante, tanto que Schumacher virava tempos bastante rápidos a partir da metade da prova, enquanto seus adversários não mais conseguiam por não terem mais pneu. Além disso, os milhares de testes realizadas pela equipe de maranello, botaram o carro no mesmo patamar da Renault. Agora é esperar as próximas corridas. Grande abraço a todos! Até Barcelona!
Arthur Chagas, Salvador (BA)
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Amigos do GpTotal,
Grande esse GP de Imola. Agora parece que as forças para esse ano definitivamente se revelaram nessa corrida. A Ferrari mostrou que está viva e o F2005, com a ajuda dos pneus Bridgestone, será páreo duro novamente, mas acredito que dessa vez a escuderia rossa terá muito trabalho pela frente, não será fácil tirar a diferença técnica atingida pela Renault e Mclaren.
E a vantagem do Barrichello se foi... Novidade! Alonso mostrou que de fato é um grande piloto, ganhou todos os desafios provocados pelo Schumacher, principalmente o da pista, fez uma bela corrida, não cometeu nenhum erro, manteve o ritmo e a calma ao segurar o ataque do piloto alemão, com autoridade de um grande campeão, é realmente um grande favorito ao título.
O mesmo não podemos dizer do Físico, será que ele está sentido a pressão, vendo o seu companheiro liderando o campeonato e abrindo vantagem na classificação e, ele podendo estar perdendo, talvez a grande oportunidade de sua carreira. É uma pena, pois ele é um ótimo piloto.
A Mclaren com certeza irá fazer parte desse trio de favoritos para este ano, mostrou que o MP4/20 é rápido, tanto em treino como em corridas e assim que atingir um nível maior de confiabilidade será talvez o grande favorito. Vamos esperar que esse ano o campeonato promete.
Bellissimo, São Paulo (SP)
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Constatações do GP de San Marino:
1. Fernando Alonso: brilhante, soube aproveitar a corrida para mostrar a muita gente que é um piloto de qualidades. Se será campeão ou não, o futuro dirá, mas a sua força está demonstrada ao suportar a pressão de Schumacher. O Sr. Galvão Bueno deve estar com a língua doendo já que na temporada passada ele dedicava ao espanhol os mesmos comentários que dedica hoje ao Webber.
2. Schumacher: ele faz a Ferrari. Eu detesto o Schumacher, o considero arrogante, nojento, desonesto (vide Hill e Vilenueve e suas batidas com o Schumi), mas ele é o coração e a alma da Ferrari. Barrichello faz o que pode.
3. Webber: ruim, muito ruim. Duvido que o Pizzonnia estaria fazendo as mesmas bobagens que o Webber está fazendo. Ele deveria estar correndo na Minardi ou na Jordan, não na Williams. Vai Frank, tira o Webber e coloca o Pizzonia só para experiência.
4. Mutilação de Circuitos: já mutilaram Interlagos, agora mutilaram Ímola, fazem kartódromos de carros grandes. Ai, que saudade da década de 70. Que bom que comecei a assistir corridas em 1975. Ao menos vi F1 de verdade! É isso aí, moçada! Grande abraço e parabéns sempre e sempre pelo site.
José Benedito Vizioli Libório, Piracicaba (SP)
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Olá, pessoal do GPTotal!
Ele está de volta! Para quem achava (e torcia) que Schumacher estivesse acabado para a F1, a corrida em Ímola mostrou exatamente o contrário. Numa das melhores exibições da carreira, Schumacher deu um show, mesmo não vencendo e tive a mesma sensação que os antigos torcedores tinham ao ver uma grande jogada de Pelé ou um ponto bem jogado de Bjorn Borg.
O começo de corrida discreto foi muito por causa do carro mais pesado do que a maioria, mas quando a pista ficou livre o show começou. Primeiro Michael conseguiu a maior ultrapassagem nos boxes da história, pois quando as primeiras paradas começaram, ele estava em décimo e quando acabaram, Schumacher aparecia num impressionante terceiro lugar, 20s atrás de Button e 30 atrás de Alonso, mas o alemão não desistiu e começou a andar 2s mais rápido que os dois.
A Ferrari é a causa? Pode ser, mas coloco 1s na conta do braço e determinação de Schumacher, que tirou a diferença subindo nas zebras, freando no último momento, levantando a torcida italiana. Passou Butto na pista, quando este foi atrapalhado por Webber, que teve uma tarde muito infeliz, e então saiu à caça de Alonso e quando eles realizaram a segunda parada, a Ferrari, a mesma equipe que foi comparada a Minardi há pouco tempo, fez o melhor pit-stop do ano e Schumacher estava colado na Renault de Alonso.
Então começou o final de corrida mais emocionante e dramático dos últimos tempos e isso nem os comentaristas e leitores mais críticos podem negar. Schumacher forçava e Alonso se segurava e a disputa foi até a curva final, dando a Alonso a terceira vitória seguida e disparando no campeonato. E olha que a corrida poderia ter sido melhor, não fosse a quebra de Raikkonen tão no começo. A Ferrari parece conseguir a velha fórmula para vencer e talvez Ímola tenha sido mesmo o momento da virada vermelha, mas as duas próximas corridas serão ainda bem interessantes, ou alguém acha que Alonso não irá para a luta em Barcelona?
E Monte Carlo é uma pista que a Renault costuma se dar bem e a Ferrari não vence lá desde 2001. Se falou tanto em volta, não dá para esquecer de mais duas voltas. A primeira é da BAR, que voltou ao ritmo do ano passado, com Sato mantendo a média de fazer uma ultrapassagem perigosa por corrida, e como deu certo ele chegou em quinto e Button marcando um pódio. Claro que Gil de Ferran pouco influenciou nesse bom resultado, mas parece que o brasileiro começou com o pé direito e mostrou também que tem estrela. E para quem achava que esta seria a última corrida de Villeneuve, o canadense deu a resposta fazendo uma bela corrida, chegando à frente das apagadas Toyota e Williams (em especial Webber).
Enquanto a Massa, seu melhor momento foi a ultrapassagem forçada sobre Coulthard e o dedo em riste para o escocês, dizendo: “Vá tomar...” Barrichello abandonou no começo e não deu para ver muito do seu desempenho. Alonso agora tem o dobro de pontos do segundo colocado Trulli, mas o perigo está em quarto lugar e se chama Michael Schumacher e com a rápida evolução da Ferrari, o oitavo título é uma idéia bem clara na cabeça do alemão, mas se Alonso e Schumacher repetirem o que fizeram hoje, teremos um campeonato que há muito tempo nós não víamos.
João Carlos Benício Viana, Fortaleza (CE)
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O Alonso perdeu a virgindade. Tenho um amigo que iniciou sua vida sexual já um pouco tarde. Demorou, mas conseguiu. Como era de se esperar, contou um monte de vantagens e deve ter aumentado algumas centenas de “por centos” o seu real desempenho. A garota com a qual flertou e conseguiu o feito também não devia ser lá das muito experientes, o que, com certeza, não deu ao meu amigo referências reais do que seria efetivamente uma boa e caliente cópula. E com esta mesma garota ele teve mais uma ou outra relação, até que chegou o dia e a hora da verdade. Ele conheceu uma mulher, recém-separada do marido, no auge de seus 40 anos, que respondeu a um olhar seu. Como todo bom galizézinho metido a garanhão, ele cutucou a onça com vara curta, mas nunca, nunca imaginou que ela corresponderia. Ela, muito sedutora, com a liberdade recém-conquistada, não deixou a oportunidade de arrebatar alguém que, para ela, não passava de um menino deslumbrado. E aí sim o bicho pegou, e pegou pra valer. Era de se esperar que ele rugiria aos oito cantos do mundo (porque aos quatro ele já tinha feito quando da ocasião com a garota), ainda mais do jeito que sempre gostou de contar vantagens e aumentar seus feitos.
Pois não é que, para a surpresa de toda turma, o super-homem chegou calado, com cara de assustado e mais quieto que filme da década de 20. Quando percebemos que algo havia saído errado, a primeira coisa que passou pela cabeça de todo mundo é que ele havia brochado, diante daquela morena exuberante e experiente. Mas depois de muito insistirmos, ele começou a se soltar, e só então eu percebi que naquele momento ele não estava blefando, contando mentiras ou vestindo qualquer máscara. “Perdi a virgindade”, foi que ele disse após alguns minutos, calando todos ali na mesa e chamando para si a atenção inclusive da garota com a qual ele, alguns meses antes, havia realmente “perdido a virgindade”. Para finalizar esta história: não sei ao certo quantas transas ele teve com aquela primeira garota e talvez até com outras. Mas chegou o dia em que ele pegou uma mulher de verdade, experiente, quente, carente, sedenta por sexo, buscando aventuras e disposta a não perder mais tempo. Não faço idéia do que aconteceu entre eles, mas sei que para ele foi a primeira vez que teve sexo de verdade, que o deixou num estado de torpor e com a cara de quem perguntava por que ninguém havia dito pra ele que sexo podia ser muito mais do que aqueles tremeliques que teve com a dita garota.
Ok, vamos ver se consegui o gancho que queria: a corrida de Ímola foi fantástica, pelo menos para quem, assim como eu, torce pelo Schumacher. Mas não é sobre ele que quero falar, e sim sobre esta boa promessa chamada Alonso. A bíblia tem um versículo que diz que para se entrar no reino dos céus, os homens precisam se transformar em meninos. Pois bem, Bernie devia escrever a bíblia da F1, e nesta deveria ter uma passagem que dissesse (para todos que almejam o reino do circo mais rápido do mundo) que só teriam lugar os meninos que se transformassem em homens. O meu amigo, que não tem nada contra nem a favor da F1, se transformou em homem quando caiu nos braços daquela experiente mulher, e não nas tantas outras vezes anteriores em que já havia provado a maçã da Eva. Assim como hoje, na minha subjetiva opinião, o Alonso deu um importante passo para se tornar um homem (piloto) de verdade (campeão). Como já disse, sou torcedor do Schumacher. E, devido a ele, achei esta uma corrida genial. Nunca imaginei que ele pudesse tirar toda a vantagem que existia, a ponto de só não ultrapassar porque a pista não permite e porque o Alonso não deu bobeira como o Button.
Na bandeirada, confesso que fiquei um pouco azedo, mas logo depois deu para analisar alguns fatos mais friamente. E o meu veredicto é que o Alonso realmente parece ter pinta de um futuro campeão do mundo. E, voltando à linha pensamento homens X meninos, tenho alguma considerações:
1) O Briatore não comemorou como sempre faz; ao contrário, parece que caiu a ficha de que se Schumacher tivesse largado mais à frente, a vitória teria escapado com toda a certeza. Mas Briatore para mim já é um homem há muito tempo, e vai saber o que fazer daqui para frente. Aliás, não sei se foi ele que transformou o menino Schumacher em homem ou se foi o contrário, nos idos de 94 e 95;
2) O Schumacher, na minha analogia, entra no lugar da experiente mulher que deixou o meu amigo sem fôlego. Aliás, o Schumacher já é um homem há muito tempo, por tudo que já fez, mostrou e provou (inclusive nas vezes em que foi desleal, pois meninos são inocentes e mal conseguem manipular uma mentira);
3) E o Alonso, a estrela aqui em questão, perdeu a virgindade nesta corrida. Ele ganhou outras, flertou outras vezes com a vitória, mas nada se compara à corrida de hoje. Eu se fosse ele dava uma abraço bem forte no Schumacher, porque o alemão pode tê-lo ajudado a finalmente galgar a idade adulta. Acho que hoje surgiu um futuro campeão. Mas ele ainda tem que perder alguns hábitos de menino. As próximas provas determinarão o seu futuro, e espero que ele confirme realmente estar se transformando num homem de verdade. Afinal, o Schumacher vai logo se aposentar e eu não posso ficar órfão de torcer por um legítimo campeão (já que do Brasil, nos últimos anos, parecem apenas surgirem meninos).
Jefferson Reinholds, Curitiba (PR)
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Bom, após 4 etapas e agora com carro novo, a Ferrari esboça uma reação e finalmente volta a andar na frente. E que surpresa (surpresa?!) - mesmo com menos pontos que seu companheiro de equipe, quem recebe um carro mais confiável é, novamente, Schumacher. O que, convenhamos, é plenamente justificável, haja visto a inegável competência do alemão comparado à irregularidade do Rubinho.
Quero ver agora o Galvão inventar uma desculpa para nos convencer de que a Ferrari não está favorecendo ninguém. Mas ainda resta a questão: seria o suficiente para bater a Renault? E quem mais teria condições para isso além da equipe de Maranelo? Parece que, com exceção de algum acidente como o de Schumacher em Silverstone em 1999, finalmente teremos uma verdadeira briga pelo título após 4 anos de hegemonia absoluta da Ferrari.
Quem ganha com isso somos nós que, com sorte, teremos oportunidades de ver mais brigas como essa que vimos no fim de corrida em San Marino. E continuam ridículas as paradas nos boxes, com mecânicos fazendo carinho nos pneus, etc, na bizarra situação de não poder trocá-los!
Carlos Ferrari, Florianópolis (SC)
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