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O GP da Itália 14.09.10
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Vettel - Clique para ampliar
Chances político-conjunturais batendo na casa do zero?

Diante das circunstâncias, as chances de Felipe Massa brigar pelo título são MENORES do que zero. É segundo piloto do Alonso, punto basta.

Josilmar Oliveira, Dois Vizinhos, Paraná

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Olá Amigos do GPTotal

Até quando esta regra besta dos pneus irá durar na F1?

Em Monza tivemos uma prova disso, pois Vettel correu todo o GP com um jogo de pneus macio deixando para troca na penúltima volta.

E com certeza nem Alonso e nem Button teriam trocado os pneus, e assim o espanhol teria partido para o ataque na pista, pois era nitidamente mais rápido que o inglês.

E o Hamilton gosta mesmo de bater nas duas curvas Di Lesmos, como nos mostra o vídeo abaixo da última volta do GP de Monza de 2009.



Abraço a todos!

Mauro Santana, Curitiba

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Monza!!!!!!!!!!!!!!

Caros amigos, lá vai minha opinião. Repito, é a minha opinião sobre a corrida da Itália. Não é a verdade absoluta e nem estou me referindo a nenhum companheiro ou companheira. Estou falando da corrida. (Tem gente que não entende e fica com subterfúgios mentirosos.

Tivemos uma corrida animada, se compararmos as corridas em Monza.

Alonso: fantástico. Mostrou o que um primeiro piloto tem que fazer. Fez a pole e ganhou outra vez. Sinceramente, não acreditava na vitória do Alonso. Acho que ele não teria ganho se Hamilton não tivesse saído fora logo no início. Mas campeão tem que ter sorte, não acham?

Felipe: muito boa largada, mostrando que: se for preciso encarar o Alonso, ele vai encarar. O difícil é ele chegar perdo do espanhol, que está sempre distante, na frente. Mas é um segundo piloto muito rápido e acho difícil a Ferrari abrir mão dele para os próximos anos. Para mim, ele é quem deveria sair da Ferrari e procurar uma equipe para liderar. Chega de ser o número 2.

Barrichello: corrida pobre e tomou tempo do seu companheiro outra vez. Assim fica complicado ser campeão um dia.

As RBRs: Não andaram bem em Monza, mas na minha opinião são favoritas ainda.

Schumacher: rápido e constante. Está sempre marcando seus pontinhos e engordando seus recordes. Junto com Felipe Massa, o Schumacher é um segundo piloto muito bom e rápido. Vale a pena para qualquer equipe ter um segundo piloto competente e rápido como eles, ironias a parte...

Abraços

Firmo Neto, Recife

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Neste último mês, resolvi ler alguns livros sobre automobilismo. Em especial, li sobre o Emerson, o Piquet, o Senna e o Schumacher. Sobre este último, gostaria de fazer algumas considerações, após ter lido "Schumacher, o melhor de todos os tempos", de uma escritora brasileira.

Schumacher - Clique para ampliar
Sempre achei o Schumacher um piloto fora de série, por isso li este livro para entender os argumentos de daqueles que defendem que ele é o maior de todos os pilotos em todas as épocas. Como era de se esperar os argumentos não convencem que Schumacher tenha sido tudo isso.

A jornalista fala sobre a infância relativamente pobre de Schumacher, das "dificuldades" do inicio da carreira, de como Schumacher fez ressurgir o mito Ferrari, de como Schumacher se preparava bem fisicamente, de como ele foi superior aos seus concorrentes, de como ele é uma pessoa "humilde", retraída, generosa e incompreendida, dos seus números absolutos, da injustiça de ele não ser uma quase unanimidade (como Pelé, Michael Jordan, Sergey Bubka, entre outros), de como várias pessoas ligadas à F1 consideram ele o maior de todos os tempos e de como Schumacher ganhou mais dinheiro do que qualquer um.

Para ser sincero, nada parece mudar a imagem de Schumacher. Embora seja um excelente piloto, tudo em volta da carreira dele e da própria pessoa não transmite algo verdadeiro. Dá sempre uma impressão de algo forjado, construído às escondidas por forças econômicas e políticas extremamente poderosas. Tudo soa falso. Quando acompanhei o início da carreira de Schumacher, dava para perceber que um dia ele seria um campeão do mundo (assim como o Vettel hoje). Mas os números que ele alcançou são quase uma aberração, um verdadeiro absurdo.

Pode ser que a transição uma de infância "pobre" para a extrema riqueza tenha contribuído para a postura arrogante que o piloto muitas vezes ostenta. Pode ser que ele seja incompreendido mesmo e não há como negar que em números, ele é imbatível. Mas todos nós sabemos que existem interesses muito longe da moral ligados a F1 e que estes interesses muitas vezes convergem para a Ferrari. Todos sabem que F1 sem Mônaco e sem Ferrari não é F1. Esta ideia de que foi Schumacher que soergueu a Ferrari é conversa para boi dormir. Isto já estava nos planos dos poderosos dirigentes da F1. É também inconcebível comparar as circunstâncias em que Pelé, Michael Jordan, Muhammad Ali ou Sergey Bubka se tornaram mitos incontestáveis em seus esportes com as de Schumacher. A F1 não é um esporte só de pilotos, hoje em dia mais de 70% é o carro. Não dava para favorecer os citados atletas deste jeito. Isto seria impossível em seus respectivos desportos.

E Schumacher foi favorecido por contratos que impediam seu companheiro de equipe de competir por posição com ele ou por engenheiros que diminuíam as rotações do motor do outro carro da equipe só para ele, Schumacher, ter melhor perfomance. Aconteciam também estratégias de corrida absurdas, fazendo o segundo piloto da Ferrari ter de parar uma ou duas vezes a mais no box. Como disse Damon Hill este ano "A suspeita sempre foi de que Schumacher era favorecido pela FIA de alguma maneira". Uma grande verdade, pois sempre que Schumacher corria, parecia que a F1 erah toda a favor do Schumacher.

Os Ferrari, lado a lado após a largada - Clique para ampliar
Entre os seus argumentos, a escritora fala que Schumacher era muito mais bem preparado que os demais pilotos, pois a subir ao pódio, nem esboçava cansaço, enquanto os pilotos dos anos 80 e início dos anos 90 pareciam estar esgotados. Só que ela se esqueceu que os pilotos atuais também parecem não estar cansados após um GP. Pobre moça, esqueceu de ler que os carros dos anos 80 e principio dos anos 90 tinham uma potência absurda, em alguns casos de mais de 1.300 cavalos (frente aos cerca de 850 cv da era Schumacher e 750 cv atuais ) e que não tinham as facilidades que os carros de hoje e os dos tempos do Schumacher tinham. Argumentar que é muito complicado apertar todos os botões que os carros de hoje tem e ainda manter contato com o box é forçar demais a barra, dá para perceber que não é assim!

Schumacher teve sim concorrentes durante a sua carreira. Incluo nesta lista o Mika Hakkinem, o Jacques Villeneuve, O Juan Pablo Montoya e o Fernando Alonso. Embora em algumas ocasiões eles tenham corrido em condições de superioridade, na grande maioria das vezes eles correram em situação desfavorável em relação a Schumacher. Nas categorias inferiores, Schumacher nunca obteve muito destaque e já tomou pau inclusive de pilotos pouco expressivos, como Karl Wendliger, Mika Salo ou Frentzen. E vale lembrar que os companheiros de equipe de Schumacher estavam praticamente proibidos de tentar competir com ele.

Assim, falar que Schumacher venceu quase um terço das provas que disputou não é nenhuma surpresa. Na verdade, naquelas circunstâncias, era para ele ter ganhado metade ou mais das corridas, especialmente hoje em dia com estes carros de F1 que não quebram. É verdade que na F1 sempre houve politicagem, jogo sujo, grandes interesses econômicos, favoritismo e que os melhores pilotos nem sempre venciam. Isto acontecia inclusive nos anos românticos da F1 (até anos 70). Mas de alguns anos para cá, ou seja, da era Schumacher para cá, deu para perceber que as corridas passaram a ser meros detalhes. Não se respeita mais o esporte ou a competição. Tudo, ou quase tudo, converge para interesses financeiros. Talvez terem vendido a F1 para acionistas tenha contribuído para isso.

Não precisa ser muito esperto para entender como a era Schumacher começou. No final dos anos 80 e princípio dos anos 90, o melhor piloto da F1 era Ayrton Senna. Senna, como brasileiro, obviamente não dispunha do mesmo favorecimento que Prost, por exemplo, tinha dentro da F1 ou da FIA. Algumas atitudes desleais do Senna podem até ser amenizadas, dada a sacanagem que principalmente um tal de Balestre tentou fazer com ele em favorecimento de Prost. Em 92 e 93 a F1 foi dominada por um carro realmente fantástico e com recursos tecnológicos que davam a ele um potencial muito superior até aos F1 de hoje. Eram as Williams. Com eles, Mansell e Prost passearam, mas a F1 ainda sobrevivia, pois o Senna conseguia descontar em parte esta desvantagem com seu enorme talento (Schumacher também teve alguns destaques). Ai veio 94 e se não tivesse mudado as regras, o melhor piloto Senna e a Willians seriam absolutamente imbatíveis e salvo em caso de quebra, ganhariam todas as corridas. Por isso mudaram as regras. Tiraram as ajudas eletrônicas, aumentaram a potencia dos motores e fizeram dos carros máquinas assassinas. Acredito que o crescimento/concorrência da Indy (destruída por baixo dos panos por Bernie Ecclestone em 95) tenha contribuído para esta mudança na F1. Ai veio Imola 94 e todo mundo sabe o resultado.

Button, Massa e Alonso disputam a entrada da primeira chicane - Clique para ampliar
Acontece que a partir daí, a F1 passou a primar tanto pela segurança que exagerou em alguns aspectos, a ponto de ficar sem graça. Os carros tiveram a aerodinâmica tão modificada que hoje ficou muito mais difícil ultrapassar, os circuitos são muito travados, lentos e pouco desafiadores (por isso a impressão de que os carros fazem curvas mais rápidas) e as estratégias existentes até 2009 fizeram das corridas um tipo de autorama controlado pelos dirigentes.

Ai, como a F1 precisava de um outro grande campeão, como foi o caso de Piquet, Lauda, Senna, Emerson, Prost, entre outros, a FIA passou a favorecer demais a Schumacher. Resultado: a audiência realmente aumentou. Os negócios cresceram e a F1 hoje movimenta ainda mais dinheiro que antigamente, mas é também mais dependente de fontes externas e precisa dar satisfação a seus acionistas. Em suma, a questão é que a F1 de quinze anos para cá nunca seria capaz de fazer de qualquer piloto, o melhor de todos os tempos.

Por isso, ainda preferiria ter visto um Schumacher campeão, bicampeão ou quem sabe até tri, mas em reais circunstâncias de competição e não fazendo parte de uma farsa, como de fato aconteceu. Por outro lado, acho injusto falar que o Schumacher não é um bom piloto por sempre estar perdendo do Rosberg. Schumacher já tem mais de 40 e ficou três anos parado. Esta desvantagem é compreensível.

E após ter lido os livros, apenas aumentou a certeza de que os campeões do passado, sejam eles brasileiros ou não, foram campeões com muito mais legitimidade. A F1 quase rachou em 2009 pois nada que se baseia em falsidade pode durar muito tempo. Não rachou, a competição até que melhorou um pouco neste ano, mas infelizmente os interesses econômicos são tão, mas tão fortes, que quaisquer vestígios de esporte que a F1 ainda tenha, estão desaparecendo rapidamente.

Costa Junior, Montes Claros
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