Aqui no site tem análises, histórias, opiniões e informações escritas pelos colaboradores sempre interessantes. No mais, no espaço do leitor, uns entendem mais, outros entendem menos de gastronomia mas todos tem o mesmo prazer em ver e falar de automobilismo, especialmente da Fórmula 1. Tem quem ache graça e quem não ache graça nas piadas e brincadeiras que as pessoas fazem, e isso é direito de todo mundo.
O que não está certo, mesmo colocando um "com todo o respeito" antes, é mandar uma pessoa calar a boca.
Quem foi que, num artigo publicado neste site ano passado, chamou o Hamilton de vaca-louca?
Pelo visto estava certo. Bate na última volta e joga um pódio fora em Monza e 15 dias depois vence com propriedade em Cingapura e coroa a reação da McLaren após um começo de temporada vexaminoso (dentro e fora das pistas - vide sua desqualificação na Austrália). Se um dia ele abandonar seu lado monstro de vez e a McLaren acertar a mão com seus carros, sai de baixo...
Érico, Brasília
Clique aqui para ler a coluna Vacaloca, de Roberto Agresti, publicada em 15/10/2008.
O resultado GP de Cingapura foi o retrato do que foi a carreira do Rubens... A imprensa sempre elogiando quando em fase boa, se superando corrida a corrida, mas, quando mais se espera dele, quando ele precisa mostrar resultado ou quando está pressionado, falha.
E foi isso: ele falhou quando estava sob pressão, só isso, e por isso nunca conseguiu ter uma carreira brilhante na F-1. Vai se aposentar como um bom piloto, com o recorde de corridas disputadas, mas sem nenhuma temporada brilhante, sem nenhum feito que façam os fãs lembrarem dele mais do que na Áustria/2002.
A impressão que tenho é a de que o Rubens seja uma pessoa muito insegura, com uma auto-estima baixa, e que não sabe decidir rápido quando está sob pressão, por isso comete esses erros bobos quando precisa do resultado, e por isso a quantidade de declarações infelizes que deu em toda a carreira.
No final das contas, não se tem muito mais o que comentar sobre o GP, tirando as besteiras de Rosberg, Vettel e Sutil, não houve nada mais de emocionante na corrida.
O título vai para o SE outra vez, ou pelo menos ele já mostrou sua cara, tal qual uma b... na corrida noturna. Mas SE o Rubinho não verborasse tanto talvez não ao tivesse permitido que o carro morresse no pit.
Mas SE o Alonso for punido pela prova passada, o título do Corinthians de 2002 vai pro seu verdadeiro dono, o Inter. SE a prova der Cingapura de 2008 for anulada, o titulo do neguinho mentiroso (ops! Afrodescendente mentiroso, pra ser politicamente correto) vai pro Massa. E, pra finalizar SE Cristo não tivesse morrido na cruz, tinha uma porção de padres, pastores, bispos e apóstolos pedindo emprego.
Antes que eu esqueça, SE um pretensioso pernambucano que se diz jornalista não escrevesse tanto, nós leríamos menos bobagens.
Chega ao fim mais um GP tedioso e demasiado longo. Acho que ficou claro pra todo mundo que esse GP é muito mais longo do que deveria: quase duas horas de corrida.
No fim, estava quase todo mundo virando acima de um minuto e cinqüenta segundos por volta. Vejo nisso um claro sinal de que todos estavam sofrendo com os freios. A Toro Rosso mandou que seus pilotos recolhessem os carros por medo de que acontecesse algum acidente. Acho que o número de voltas tem que ser reduzido, por questões de segurança.
Tive a mesma lembrança que você em sua coluna Acelerar até o fim, e por sinal, excelentes lembranças, pois assistindo aos treinos no sábado, comentei com a minha noiva a respeito das faíscas que os carros estavam soltando ao raspar o assoalho no asfalto, e também o patrocínio da Canon nas laterais dos carros da Brawn que patrocinou a Williams de 1985 a 1993.
Gostaria de parabenizar a coluna de Marcel Pilatti, Tragicômico. Não perco uma! Ele transmite a verdade dos fatos, com um toque de criatividade essencial.
Interessantíssima a coluna Tragicômico, bem como os links nela mostrados. A comparação com políticos me parece correta, e muito pertinente. Nada me surpreende mais.
Peço licença aos distintos colegas, que trazem a este site opiniões sempre muito bem fundamentadas, transformando este espaço em um ambiente rico em informações, para fazer uma breve consideração. Talvez não tão bem argumentada quanto a de todos que aqui escrevem, mas enfim:
Interessante como, com a possibilidade de Rubens Barrichello ser campeão, passaram a analisar se o brasileiro merece ou não o título do Mundial de F-1.
Quando passou claudicante por equipes menores até 1999, Barrichello foi consistente. Mesmo com a frustação exibida pelo colega Firmo Neto quando da primeira vitória da Stewart por Johnny Herbert, ele acumulou credibilidade suficiente para ser contratado pela equipe máxima da F-1: a Ferrari.
Quando chegou à Ferrarri, entretanto, por mais que a equipe seja sonho de consumo de muitos pilotos, há que ser dito: não havia qualquer possibilidade de Rubens Barrichello ser campeão do mundo. Nenhuma! Pra não ser tão radical, talvez houvesse se ocorresse algo similar ao acontecido em 1999, quando Michael Schumacher se acidentou e Irvine teve chance de disputar o campeonato (e perdeu, ainda).
Agora, fora isso, Rubens jamais poderia ser campeão do mundo enquanto Schumacher fosse seu companheiro de equipe. A Ferrari trabalhava para o Schumacher. O próprio contrato de Barrichello, ao que consta nos bastidores, possuía cláusula nesse sentido. Quando pôde, Rubens ainda foi lá e mordiscou dois vice-campeonatos.
Depois foi pra Honda. Num carro horrível!! Mesmo assim, manteve sempre a motivação, e apresentou performances superiores a de seu companheiro de equipe, um tal de Jenson Button. É, veja a ironia do destino.
E agora vêm dizer que Rubens não merece. Quem aqui pode auferir se um piloto realmente merece ou não um título de F-1? Rubens não é fora de série como Ayrton Senna ou Michael Schumacher, mas é um piloto extremamente rápido e motivado, e tem corrido melhor que Jenson Button na segunda metade do campeonato sim!! Como o fez nos anos anteriores na Honda.
E ademais, aos que apresentam pretensão de julgar se Barrichello merece ou não o título, analisem: quem merece então? Jenson Button? Talvez pelas vitórias no início do ano, então, porque se levarmos en conta essa segunda metade da temporada e TODA A SUA CARREIRA NA F-1, acho que concluiremos que não.
Talvez Mark Webber mereça então? Ou Sebastian Vettel com seus erros principiantes?
No mesmo raciocínio, será que Kimi Raikonnen merecia o título de 2007?
Não estou aqui tentando inferiorizar nenhum piloto. A F-1 é a categoria máxima do automobilismo, e para estar lá é preciso é ser muito, MUITO bom. E todos estes citados o são. Em especial, o Vettel, do qual esperamos se tornar, muito em breve, mais um fora de série na F-1.
O que se objetiva é concluir que, afinal, quem merece o título de campeão é aquele que terminar o ano com o maior número de pontos. E só.
Andei comparando em meus últimos comentários, o que fez Nelsinho Piquet (caso que gerou grande polêmica), com o que fez Rubens Barrichello alguns anos antes, deixando o seu companheiro 1º piloto da equipe ganhar corridas, tirando o pé na reta de chegada.
Continuo com a mesma opinião. Para mim não há diferença. Ladrão é quem rouba, não importando se foi 10 ou 1000.
O fato é que essa posição gerou algumas outras comparações. Foi citado o que fez Ayrton Senna com o seu companheiro na reta de chegada da corrida do Japão em 1991. Com meu perdão, isso é outra coisa completamente diferente.
Senna já era campeão do mundo. Não houve ordem da equipe e sim uma sugestão. Muito se falou que a McLaren tinha ordenado ao Senna, que ele deixasse seu companheiro e amigo austríaco, Gerhard Berger ganhar a corrida. Mas a história verdadeira não foi bem essa e existem sim muitas diferenças.
Em primeiro lugar, o Senna é que era a grande estrela e o primeiro piloto da equipe. Não houve detrimento do segundo piloto em relação ao primeiro. Foi o primeiro piloto quem beneficiou o segundo. Foi uma decisão de cima para baixo.
Alguém poderia imaginar que a McLaren daria uma ordem dessas ao Senna? Será que seria possível? O Senna tinha uma porta aberta em qualquer equipe da Fórmula 1 e a McLaren visivelmente não tinha o mesmo rendimento de 1988 e 1989. A Williams já tinha o melhor equipamento. O Senna só venceu o campeonato de 1991 por que ele era o Senna. O Berger ajudou muito o Senna e por isso o próprio Senna decidiu retribuir. Não houve ordem, como disse o próprio Reginaldo Leme. Não houve nenhum tipo de exigência da McLaren. Pelo contrário. Foi feita uma consulta ao Senna pelo rádio e ele aceitou feliz da vida, já que era campeão e tinha um relacionamento de irmão com o austríaco.
Em segundo lugar os carros eram exatamente iguais, não havendo privilégios contratuais na McLaren.
Em terceiro lugar não houve ordem e sim uma sugestão da McLaren, como já esclareci. A TV Globo (recentemente) disse que o Senna tinha saído inclusive irritado do carro, após a corrida. Assistam a corrida e vejam as entrevistas. Senna resolveu fazer aquilo por conta própria e essa atitude, entre tantas outras, o fizeram o maior esportista de todos os tempos. Não houve ordem, nunca. Jamais dariam uma ordem dessas para o Senna. Assistam e vejam a corrida. Eu assisto essa corrida e tudo que se transmitiu em torno dela (antes e depois), ao menos uma vez por semana.
E em 1990? Reparem tudo que aconteceu!
Bom, para entender o que aconteceu em 1990 é preciso assistir e lembrar o que aconteceu em 1989. O resultado do campeonato de 1990 foi conseqüência do de 89.
Em 89, Senna vinha em uma luta com o Prost, precisando ganhar a corrida para levar a decisão para última corrida. Tentou ultrapassar e o Prost, inquestionavelmente, jogou o carro sobre o de Senna, provocando a quebra do seu próprio carro e temporariamente (o desligamento do motor) do carro do Senna.
Dessa forma, com os dois fora, o Prost era o campeão do mundo. Senna insistentemente pedia socorro aos fiscais de pista. Depois de uns 30 segundos parado e fazendo sinais para o Prost, conseguiu finalmente voltar à pista com a ajuda dos fiscais. Com o bico do carro arrebentado, Senna teve que dar a volta inteira lentamente, parar no box e trocar o bico e só depois de todo esse transtorno, ficou com o carro novamente em condições. Voltou para pista, tirou toda diferença do líder, Alessandro Nannini, e o ultrapassou na mesma curva, da mesma forma, mas, sem a deslealdade utilizada pelo Prost. Senna venceu a corrida e comemorou loucamente. No final, antes de subir ao pódio, veio o resultado. Nannini era o vencedor. Senna foi punido por ter cortado uma curva de 10 metros. Ou seja, beneficiaram o agressor.
Em 1990 foi resultado dos políticos. Palavras do Senna na entrevista no Japão em 1991: “o campeonato de 90 foi resultado dos políticos, que tomaram decisões estúpidas. Combinamos o lugar do pole antes dos treinos. Depois que fiz a pole, mudaram o lugar e eu terminei no lado sujo da pista”. (Se você reparar as corridas em Suzuka, verifique o grid de 90. É o único diferente de todos os outros em corridas disputadas lá). Continuando: “fiquei tão decepcionado que prometi para mim mesmo que não faria a primeira curva atrás do Alain Prost”. Palavras de Ayrton Senna em 1991, no Japão, quando comemorou o tri.
Palavras do narrador da corrida, Galvão Bueno, no momento da batida no Japão em 90: “não entendo o posicionamento do Prost. Depois de 89, Senna jamais tiraria o carro para evitar a batida. Quem tinha que ter cuidado era o francês. Se é para bater, deixa bater”.
Resultado, Senna bi-campeão mundial. Um campeonato mais merecido do que nunca. A Ferrari tinha mais carro. Senna era o maior de todos os tempos, já em 1990 (minha opinião).
Concluindo, gostaria de dizer que sou realmente viúva do Senna. Assim me chamaram aqui no GPTotal e assim gostei de ser chamado. Viúva do Senna. Afinal de contas, 100 milhões de brasileiros são viúvas do Senna. Por que eu iria ter a pretensão de ser diferente? Sou apenas um nordestino comum, mas entendo de Fórmula 1. Sou pretensioso.
Não sou um grande entusiasta do Barrichello, porém afirmar que ele não tem condições técnicas de ser campeão do mundo é um desconhecimento ou total falta de lembrança sobre campeões do quilate de Alan Jones, Keke Rosberg, Damon Hill, Jacques Villeneuve e tantos outros que venceram pelo simples fato de estarem no lugar certo e na hora certa, porém cuja capacidade técnica era indubitavelmente inferior a do nosso Barrica, que durante seu inicio de carreira pilotou carros de segunda linha, foi mal assessorado e quando finalmente se viu pilotando um equipamento em condições de disputar campeonato teve como companheiro de equipe o maior de todos os tempos.
Não vejo Button em um patamar técnico acima do Barrichello, que mesmo perdendo este campeonato mostrará para todos que sempre esteve na F1 por méritos.
Por fim vamos parar com esta balela de chamar Senna de herói pois, segundo o Aurélio, héroi é aquele que se destaca por sua proeza em busca de uma causa maior ou se sacrifica pela coletividade, algo que, convenhamos, não cabe para nenhum esportista que compete remunerado, e no caso de Senna muito bem, faz o que gosta sem qualquer sacrifício pessoal, acima da média para isto. Senna não foi herói, como nenhum piloto o foi, não foi santo e nem será canonizado, foi, sim, com certeza, um dos grandes gênios deste esporte que amamos chamado automobilismo.
Gostaria de juntar-me ao ilustre Colega GPTo, Mauro Santana, que com muito mérito, lembrou o Aniversário de 37 anos, do 1º Título Mundial de Fórmula 1, conquistado pelo eterno ídolo e campeão, Emerson Fittipaldi!
Nunca é demais lembrar que Emerson foi o 1º piloto brasileiro à conquistar esse título e essa honra lhe será eterna! Ninguém poderá tirá-la, independentemente dos títulos futuros que outros pilotos brasileiros possam obter. O "primeirão" será sempre de Emerson (que orgulho dá escrever e repetir esse nome)!
Parabéns ao Sr. Mauro por esta oportuna lembrança, neste momento triste e enxovalhado que vive a Fórmula 1 e o automobilismo de competição brasileiro, pela ativa participação de um piloto brasileiro (todos sabem quem é e nem vale à penas citar seu nome) em mais uma detestável atitude anti-esportiva e, pior ainda, potencialmente suicida/homicida. Sim, isso mesmo! Já que houve confissão de culpa e dolo, independentemente da delação premiada, o fato foi consumado e assumido.
O Sr. Ernesto Rodrigues, também, "mandou" muito bem na sua coluna O parasita fanfarrão. Concordo com a sua opinião! A parte de seu texto que diz - transcrevo agora - "Um ingrediente que não permite que nós o coloquemos no mesmo motor home ético e moral de Ron Dennis, Frank Williams, Patrick Head, Jean Todt, Ross Brawn e outros chefes da categoria." foi especialmente feliz!
Parabenizo, de igual modo, o Edu pela coluna "A F1 como reflexo do mundo". Muito oportuna e justa, posto que, lembra grandes nomes da F1 que, campeões mundiais de F1 ou não, foram sim, vencedores em suas brilhantes carreias.
Não concordo muito quanto à tese de ser a F1 um reflexo do mundo, pois justamente no esporte e em especial, no esporte a motor em geral e de modo exemplar, na Fórmula 1, é que tivemos grandes exemplos de bom caráter , respeito, fé, determinação, coragem e honra. De certa forma, o automobilismo de competição tem sido um oásis onde as mazelas humanas ficam, senão de fora, mas pelo menos reduzidíssimas.
Naturalmente os "Dick Vigaristas" sempre existiram e (infelizmente) sempre existirão, no cockpit ou fora dele, mas de um modo em geral, a estes, como principal prêmio, ficou reservado o ostracismo.
Lembro que a vida, às vezes, imita a ficção e no fantástico filme Grand Prix, quando o personagem do piloto Jean Pierre Sarti começa a se questionar sobre o sentido de sua vida como piloto de competição, sua interlocutora, Louise Fredericson, rebate seus argumentos, fazendo-o perceber que existe "algo" com o que os pilotos de F1 conseguem preencher um vazio existencial de muitas pessoas, que realmente gostam de automobilismo, independentemente daquelas poucas pessoas que buscam apenas as tragédias .
Pode ser romantismo em excesso de minha parte, mas ainda acredito que o automobilismo de competição verdadeiro, é e sempre será um reduto de idealistas! Do contrário, se aceitarmos que a F1 e o Automobilismo de Competição se transformaram puramente em um grande negócio e com isso, excluindo totalmente os quesitos competição e espetáculo, podemos estar correndo um sério risco de que, tempo virá, em que assistir uma corrida de F1, devido às fofocas de bastidores, se tornará tão emocionante quanto assistir um secção do "pregão" da bolsa de valores. Afinal, negócio por negócio...
Para encerrar, deixo uma inesquecível dedicatória do também excelente filme "Formula Uno, Febre Della Velocitá (1978)" no título original, ou como prefiram, "Speed Fever":
"ESTE FILME FOI DEDICADO A TODOS AQUELES QUE DERAM SUA VIDA POR UM ESPORTE BASEADO NA CORAGEM E NO ESPÍRITO DE PROGRESSO".
Por derradeiro, é nisso que acredito e é disso que o automobilismo de competição é feito, de modo especial a Fórmula 1!
Não consigo entender porque praticamente todo mundo está revoltado com a decisão da Fia, dizendo que foi palhaçada, que acabou em pizza. O Briatore foi proibido de participar de qualquer coisa ligada à F-1, já não é o bastante? Quando uma empresa tem resultados muito ruins ou acontece algo que mancha sua imagem quem paga o pato? Aquele que está na liderança!
O líder é o responsável por tudo o que seus empregados fazem, e se Briatore sabia do que ocorreu, mesmo que a idéia não tenha partido dele ele era responsável por tudo o que aconteceria depois.
Achei correta a decisão da FIA.
Sobre o Barrichello, não acredito que seja campeão, acho que não tem cabeça pra isso, tenho a impressão que será sempre um crianção...
Nos últimos tempos o assunto Cingapura 2008, Briatore, Piquet Filho teve destaque.
Não sei se me escapou alguma coisa porque tanto se falou e escreveu, mas acho que é preciso dar um desconto antes de crucificar Nelsinho por completo por conta da manipulação de resultado, ele é muito jovem e estava "nas mãos" de gente inescrupulosa. Não sei, não tenho bola de cristal, mas imagino (ou quero crer) que ele deve ter sido submetido a uma pressão que chegou ao ponto de chantagem para participar daquela armação. É aquela velha história das más companhias que se repete e, infelizmente, a gente sabe que o rapaz estava sob o comando do verdadeiro Dick Vigarista, cujo currículo vários já trataram de recordar. Pelo menos o chefe do Muttley e a dupla de personagens vividos por Jack Lemon e Peter Falk num filme sobre uma corrida de carros do começo do século XX eram engraçados.
A sensação de impunidade que possuia Briattore deve ter sido estimulada por tudo que houve em 1994, não por nenhum exemplo fora do mundo da F1. Aquela cartola de mágico com motor, asas e quatro rodas não seria dotada de dispositivos dignos de um Match 5 sem que o chefe de equipe tivesse conhecimento, seria? Só faltava ativar o macaco automático para pular por cima dos adversários...
Ainda em relação ao episódio, botaram (botamos) Senna, Prost e Schumacher no rolo, citamos a água que refrigerava a rebimboca da parafuseta da Brabham, mas nosso velho amigo Mansell ficou de fora. No GP de Portugal de 1989, Senna ainda estava vivo na disputa pelo título e já era público que Prost estava de contrato assinado com a Ferrari para 1990. Durante a prova, Mansell, pilotando pela Ferrari, errou (dá-lhe Mansell!) a entrada de seu box, voltou de ré e acabou desclassificado por causa disso, mas continuou na pista mantendo disputa de posição com Senna, ignorando a bandeira preta. Lá pelas tantas, na tentativa de ultrapassagem de Ayrton, ambos se enroscaram, o brasileiro ficou fora e Prost foi beneficiado, já que conseguiu aumentar a vantagem no campeonato. Depois da prova vieram desculpas de que o rádio não funcionou, que o sol impediu Mansell de enxergar a bandeira preta, a placa, o óbvio...
"Ai dias que no se loque me paca
Eu abro meu Neruda e apago o Sol.
Misturo poesia com cachaça
E acabo discutindo futebol"
(Vinicius e Toquinho)
Fórmula 1 não tem nada a ver com futebol, então acho que o Felipe Massa foi convidado para participar de um evento comemorativo promovido pelo São Paulo Futebol Clube porque formava uma dupla de zaga fantástica com o Ronaldão, sem contar que teve piloto que ficou fora de prova porque se contundiu em animada pelada disputada com os mecânicos no fundo dos boxes.
A Ferrari é a pior nos casos de marmelada! Além do Rubinho na Áustria, ainda teve o suposto esquecimento dos pneus do Irvine quando o Mamacher quebrou a perna. Hahahaha!
sou grande apreciador dos livros do historiador John Lukacs. Já li, O duelo, Cinco dias em Londres, Churchil estadista e historiador, Hitler e Stalin, entre outros. Você citou na sua coluna A F1, como reflexo do mundo a frase "o único guia para um homem é sua consciência; o único escudo para sua memória é a retidão e a sinceridade de suas ações".
Você poderia me dizer o titulo do livro? Desde já lhe agradeço.
Paulo Cesar, Alegre
Oi Paulo
o livro saiu este mês: é Churchill e o discurso q mudou a história. segue link da Livraria Cultura:
O Grande Prêmio do Japão, que volta a ser disputado em Suzuka, vive outra vez aquele ar de decisão de Campeonato.
Parece até um estigma do circuito nipônico. Entre 1988 e 1991 Ayrton Senna decidiu ali os três títulos de sua carreira, exatamente em Suzuka. Ganhou dois e lhe roubaram outro. Mas essa é outra historia.
Depois disso outras decisões chegaram ao ápice por lá e, agora, outra vez Suzuka pode fazer um Campeão. Dependendo da combinação de resultados Jenson Button pode levantar o Caneco de 2009 já no Japão. Caso o inglês venha a marcar cinco pontos a mais que Barrichello a conta estará fechada, pois no máximo Barrichello conseguirá empatar na tabela e Button já tem seis vitórias no ano contra duas de Rubens, que poderia ainda chegar a quatro, isso se vencesse as duas últimas, então, em um possível desempate Button seria o Campeão por ter obtido o maior número de triunfos no ano de 2009.
Se depender do retrospecto de cada um dos postulantes ao título na pista japonesa, Button levará a melhor na madrugada do próximo sábado para domingo. Barrichello e Jenson se enfrentaram em Suzuka sete vezes de 2000 a 2006. O placar ficou em 23 pontos para o atual líder do Campeonato contra 21 pontos de Barrichello.
Confira:
CONFRONTO RUBENS VERSUS BUTTON EM SUZUKA.
2000 - Button foi 5º pela Williams & Rubens foi 4º pela Ferrari
2001 - Button foi 7º pela Benetton & Rubens foi 5º pela Ferrari
2002 - Button foi 6º pela Renault & Rubens foi 2º pela Ferrari
2003 - Button foi 4º pela Bar & Rubens foi 1º pela Ferrari
2004 - Button foi 3º pela Bar & Rubens não completou
2005 - Button foi 5º pela Bar & Rubens foi 11º pela Ferrari
2006 - Button foi 4º pela Honda & Rubens foi 12º pela Honda
Button conquistou 23 pontos contra 21 pontos de Barrichello
Outro ponto a favor do Inglês é o fato de que na única vez em que correram pelo mesmo time, no caso a Honda em 2006, Button foi bem superior a Barrichello e chegou oito posições a frente do brasileiro. Barrichello tem como estímulo o fato de já ter vencido na pista nipônica,
mas Button foi mais regular ao longo dos sete anos em que duelaram na pista de Suzuka.
Mas números e estatísticas existem para ser contrariados. É ficar na torcida para que Rubinho consiga se sobressair nesse circuito marcado por tantas histórias que pareciam impossíveis de acontecer! Quem sabe vem mais uma por aí!