Quando das Olimpíadas de Atenas, em 2004, houve uma entrevista na TV com o judoca brasileiro, medalhista olímpico, Flávio Canto. O atleta falava sobre sua dupla nacionalidade, devido à mãe inglesa. De posse do passaporte britânico, Canto reconhecia que não hesitava em usar o documento europeu (ao invés do brasileiro) em suas viagens pelo mundo, dada a maior facilidade de que gozam os cidadãos da União Européia. Mas Canto ressaltava que, afora isso, era brasileiro da gema.
Há algumas semanas, encontrei por acaso um antigo colega de faculdade, que hoje trabalha como policial. Conversando sobre as dificuldades que tenho em conseguir um visto de estudante para Portugal, ele me perguntou: “Ué, você não tem a cidadania portuguesa não?”. Como se fosse natural, para os brasileiros, fuçarem até o ancestral lusitano mais próximo, e assim obterem um passaporte que, afinal, abre muitas portas no mundo desenvolvido. Zico, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e da seleção canarinho, disse em entrevista recente que ficaria muito feliz em treinar o Benfica, afinal – graças a seu pai – também é cidadão português.
Largada em Silverstone
A coluna da Alessandra revela, com maestria, um fenômeno que – como ela destaca – não é restrito à Fórmula 1 e nem mesmo ao esporte em geral. Até bem pouco tempo atrás, eu me situava no campo dos otimistas, como escreve a autora: aqueles que acreditam no lado benéfico da diluição das fronteiras, porque isso nos tornaria mais livres de preconceitos nacionalistas e abertos às qualidades de outros nacionais. Mas, confesso que de um tempo para cá, tenho ficado menos entusiasta. Não, não vou fazer apologia do ufanismo, do patriotismo exacerbado, nem da xenofobia. Mas o processo político-econômico que vivenciamos hoje, no nível internacional, caminha não para a dissolução progressiva das fronteiras; ao contrário, caminha para o estabelecimento de outras talvez ainda mais duras. Ou os colegas leitores deste site ignoram a aprovação, pelo Parlamento Europeu, da draconiana medida de prisão e banimento, por pelo menos cinco anos, dos imigrantes que forem surpreendidos em situação irregular no bloco? Ou as dificuldades que os EUA impõem à entrada de brasileiros até no México (!), país amigo do Brasil, mas que, sob pressão americana, passou a exigir visto de entrada para nossos cidadãos, ainda que turistas? Parece que o futuro do planeta é este: grandes blocos de países desenvolvidos, isolados progressivamente em sua riqueza e cada vez mais fechados à circulação de pessoas que não pertençam aos seus Estados membros. Caso dos EUA/Canadá, da União Européia e quem sabe, no futuro, até de alguns emergentes?
Eu não condeno os brasileiros, esportistas ou não, que buscam (e conseguem) a cidadania de um país desenvolvido. Mas há o risco de um novo apartheid, mais disfarçável, mas nem tão menos cruel que o sul-africano. Na Europa, tudo aos europeus; aos africanos, sul-americanos... (quase) nada. A não ser que sejam atletas/esportistas de primeira linha, dispostos a atuar e viver em seu território, ganhar e gastar muito dinheiro, ali mesmo investir, casar, deixar descendência. Aos Estados do Sul do globo, restará o consolo da dupla cidadania de tais felizardos; às suas populações, o consolo de suar para obter um visto como turista. Se tentarem burlar o “muro”, paulada.
Um provérbio árabe diz que todo homem se parece mais com sua própria época do que com seus pais. Não surpreende que, nesta realidade geopolítica, os melhores esportistas brasileiros, salvo exceções, queiram viver e vivem no mundo desenvolvido, e não só pelas boas condições de treinamento ou melhores salários. Querem estar no melhor lugar, como todos nós, aliás, queremos. Mas que eles não cobrem de nós, brasileiros daqui mesmo, patriotismo nas nossas torcidas ou paixão incondicional pelo verde-e-amarelo. Que não nos condenem se aplaudimos o Messi no Mineirão, se torcemos contra uma medíocre seleção de futebol (cujos jogadores vivem quase todos longe do país), se usamos camisas do Manchester, do Real Madri ou do Milan ao invés do Flamengo, Corinthians ou Grêmio e se nos irritamos com uma corrida desastrosa de Felipe Massa. E que não nos cobrem louvores celestes se o mesmo Massa voltar a correr como fez na Turquia.
Após a corrida de Silverstone, está claro que Rubens Barrichello ainda tem muito espaço na F-1, muita `lenha` para queimar; seria um equívoco se a Honda não renovar com o brasileiro, cuja experiência, conhecimento técnico e habilidade como piloto têm sido responsáveis pela melhora nas performances do time japonês em 2008, visto que Button não passa de zero a esquerda. Isso sem mencionar sua excelência quando o negócio é pilotar na chuva. É lógico que a participação de Ross Brawn nesta modesta, mas sensível evolução da Honda já se faz sentir. Não discutirei aqui de que é capaz a parceria Brawn-Barrichello é capaz, seria `chover no molhado`.
Em caso de não-renovação contratual com Rubens, no meu ver existem duas equipes as quais precisam urgentemente da experiência e `malícia` do brasileiro:
- Williams: dificilmente este time inglês conseguirá manter Nico Rosberg após este campeonato; eu sinto, assistindo as corridas, que o carro não é ruim, mas que necessita de mais desenvolvimento, algo no que Rosberg parece não estar auxiliando muito. Por vezes me parece que Kasuki Nakajima, mesmo sendo inexperiente em comparação ao alemão, é o piloto está ajudando os técnicos e engenheiros a desenvolverem o carro, Rosberg me parece já estar com a cabeça longe, fora da equipe, só tem se preocupado em acelerar e nada mais. Isso quando não quebra alguma coisa no carro. Tanto que, os melhores desempenhos individuais nas últimas corridas têm sido de Kasuki; neste contexto, é óbvio que Rubens teria papel decisivo na evolução do equipamento, como seria um excelente `professor` para Nakajima, que é um piloto muito bom, ao contrário da maioria dos competidores japoneses.
A Honda festeja o 3º lugar de Rubinho
Já ouvi até dizer que Barrichello não foi antes para a Williams porque a esposa de Patrick Head é uma jornalista que não gosta de brasileiros. Espera aí? Por acaso a esposa do Head é acionista da equipe? Que eu saiba, este time se chama Williams por que seu dono é Sir Frank Williams! Então, não devem existir empecilhos de ordem alguma à contratação do brasileiro. E eles ainda contam com um cara qualificado como o Sam Michael no cargo de diretor técnico; Sir Frank, Patrick, Sam e Kasuki: vocês precisam de Rubens Barrichello!
- McLaren: podem me chamar de louco e coisas piores, todavia este é outro time onde Rubens `cairia como uma luva`. É evidente que desde a saída de Alonso, este time inglês vem se ressentindo da presença de um piloto experiente, `calejado`. Lewis Hamilton é um excelente piloto, porém é muito inexperiente ainda para auxiliar no desenvolvimento de carros; Heikki Kövalainen, coitado, além de parecer não estar tendo muita atenção do time, também não aparenta ser alguém que possa contribuir com alguma coisa. E é aí que Rubens entraria, com todo seu vasto conhecimento técnico, podendo contribuir para `burilar` e `assessorar` Hamilton, que apesar de sua indiscutível capacidade, ainda precisa aprender muito sobre automobilismo; Barrichello poderia ser, considerado seu caráter e sua idade, um inestimável auxiliar para Lewis, já que o brasileiro não se colocaria como um `adversário dentro da equipe` para o jovem inglês (como foi Fernando Alonso), e serviria como o `professor` que o garoto tanto necessita. Ron, Norbert, Mansur e Lewis: vocês precisam de Rubens Barrichello!
Será que ainda tem gente achando que Rubens Barrichello deveria se aposentar?
Realmente o Rubinho fez uma corrida fantástica, tanto na pista como na estratégia. Acho o Barrichello um piloto do nível de Coulthard, Fisichella e Trulli, um piloto inconstante, que alterna bons e maus desempenhos. Mesmo se o Rubinho tivesse sozinho na Ferrari, acho que ele não ganharia título, pois falta a ele sorte e a consistência de um campeão.
A escapadinha de Hamilton nos treinos de sábado
Já o Felipe Massa vem me lembrando muito os desempenhos do Montoya: anda rápido mas comete erros grosseiros. Acredito no talento dele, mas acho o Raikkonen mais piloto. A diferença é que o finlandês mesmo nos dias ruins, consegue alguma coisa, o que no final pode ser decisivo. A corrida do Massa foi péssima, e não conseguiu nem somar pontos. Agora ele vem sofrendo com a avalanche de críticas.
Para o Felipe, serve seguir o exemplo de Mika Hakkinen no Grande Prêmio de Nurburgring nos anos de 1999 e 2000. No primeiro ano, ao cair a chuva, ele foi para as últimas colocações e só recuperou-se quando a pista secou, enquanto no ano seguinte, na mesma pista, começou a chover logo no início da corrida e o finlandês terminou a corrida em 2º lugar, chegando inclusive a liderar quando Schumacher parou para trocar os pneus, e colocando volta em cima do Coulthard e do Rubinho.
Agora vamos para a Alemanha, em Hockenheim, e espero que a Ferrari, a McLaren e os brasileiros consigam bons resultados por lá.
No GP da Inglaterra, os carros da Williams tinham a bandeira do BRASIL estampada nas laterais. Eram relacionadas a Petrobras? Fiquei na dúvida justamente por haver o patrocínio há tempos mas nunca com uma bandeira...
Grato pela ajuda.
João Fernandes Lira, Guarulhos
Também reparei, João. Na foto dá pra ver que é uma comemoração da Petrobras, suponho dos dez anos dela na categoria.
Já que referido, aqui estou. Realmente o Massa fez uma péssima prova, após seis em que ele foi reconhecido como um bom piloto.
A dupla da Toyota promove o novo filme de Batman
Acontece, já aconteceu comigo, mas eu não conto, mas vi acontecer com Schumacher, com Senna, com Alonso, com Piquet (pai) e com tantos outros, com mais nome que o Felipe. Pergunto: porque ele não pode ter uma má jornada?
Mas a verdade é que o melhor da festa continua sendo esperar por ela, e a festa mesmo, será no GP do Brasil, segundo Lewis Hamilton, portanto é hora de ter paciência, o que te recomendo, xará.
Aproveitando esta postagem, quero dar um pitaco na opinião do Paulo Habibe de São Luiz, sobre o Massa na chuva. Esqueceste a luneta que ele colocou em Mônaco, enquanto chovia, no inglesinho adorado das multidões?
Eu gostaria de comentar sobre a opinião de Antônio Pessoa que comparou o Rubinho com o Massa. (Com todo o respeito) Nós não podemos nos ater apenas no momento. O Massa teve um início de campeonato extremamente difícil a ponto de ser especulada a notícia de sua saída da Ferrari.
Mas não é que ele surpreendeu a todos e chegou a liderar o campeonato? Agora, em função de mais uma corrida maluca da Ferrari e de possíveis erros cometidos pelo piloto brasileiro, o Massa é (segundo o Antônio) pior do que o Rubinho. A verdade é que o Massa pode nos trazer o 9º título mundial para o Brasil (eu acredito nisto) e o Rubinho, com todos os méritos, será lembrado como um grande piloto injustiçado porque nunca teve um carro competitivo para se sagrar campeão.
O problema de nós, brasileiros, é sermos passionais. Isso pode ser muito bom e bonito em algumas circunstâncias mas não pode tirar a necessária objetividade para comentar sobre alguma coisa...
Como assim? Criticar Barrichello por ter ido para a Ferrari? Naquela época ninguém duvidava que ele teria capacidade o suficiente para se impor, pelo menos equilibrar as coisas.
A primeira corrida e vitória dele de que me lembro foi de Fórmula Ford, debaixo de um dilúvio numa pista de rua, creio que era Vitória, em 1989 (salvo engano), vencendo com folga e sem ter o melhor carro do grid (os carros de uma equipe que acredito se chamar Texaco Petrópolis eram reputados como os melhores).
Desde então ele sempre sobrou, deu o título da F 3 Sudam para Cristhian Fittipaldi em 1990 vencendo em Interlagos com um Dallara, carro que tinha a fama de moer os pneus, sobrou na F Chevrolet européia (o nome era Vauxhall, salvo engano), derrotou Couthard com alguma autoridade na F 3 inglesa e teve uma temporada razoável na F 3000 (seu momento mais baixo até 2007).
Ele chegou a F1, merecidamente, com muita moral. fez o que fez em Donington (mais que Senna em minha opinião), fez grandes coisas com pouca coisa, uma pole em Spa (salvo engano, e num dilúvio), liderou com Stewart no Brasil até o motor estourar (para mim a sua melhor apresentação por aqui de longe), merecia anos luz mais que qualquer um ter dado uma vitória ao time escocês. Foi para a Ferrari com muito mais moral que Massa, Capelli, Alesi, Irvine (francamente!) e lá ele se perdeu, esperando demais, deveria ter saído depois de uma ou, no máximo duas temporadas. bateu Schumacher com autoridade algumas vezes, algo digno de respeito nas condições em que o fez.
Rubinho perdeu a noção de sua própria importância num primeiro momento, ao acreditar que era melhor esperar por lá mesmo, e, num segundo momento, perdeu a oportunidade de chutar o balde, declarar guerra ao alemão e a equipe, partir para outra com a moral renovada.
Sinceramente gostaria que ele vencesse uma corrida épica fora da Ferrari, ele merece mais do que ninguém.
Ele não teria feito o papelão de Irvine com o alemão acidentado, teria vencido Hakkinen se fosse ele e não Coulthard na McLaren...
Tenho o pressentimento de que esta masterpiece, se não vier na F1, virá em Indianápolis...
É uma atrás da outra! Quer dizer que os 30 X 0 de Schumacher em cima de Senna denotava a pressão que Senna estava sofrendo? Senna rodou no Brasil, erro crasso do brasileiro como você costuma dizer, independente da maracutaia da Benetton. Senna errou, só isso!
No GP do Pacífico em Aida, Senna foi atropelado por Hakkinen ainda na largada e em imola aconteceu o que todos já sabem. Quer dizer que um erro representa que ele seria superado por Schumacher? Quer dizer que ele preferiu andar além do limite do carro e morrer? Não foi a barra de direção que se soltou? Isso chega a ser falta de respeito com quem já morreu! Não sei o que você tem contra coisas simples como coerência, verdade e lógica!
Talvez Schumi tenha sido melhor do que Senna, mas não pelas razões absurdas que você inventou! Leitores como você e alguns outros gênios estão acabando com a coluna de comentários de leitores do GPTotal. Definitivamente, vocês deixam o Galvão no chinelo. O meu passatempo predileto das manhãs de sábado e domingo é tentar antecipar as barbaridades do Galvão. Agora tenho um novo que é ler os disparates que algumas pessoas (minoria) escrevem neste espaço.
“Não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dize-las”, assim sendo não levem o que eu escrevi como ofensa.
Sobre a competitividade (ou falta dela) lamento, muito, que você não tenha entendido a comparação do Edu. Quando ele ladeou Massa-Mansell, Piquet-Kimi, Prost-Hamilton, Kubica-Senna, até onde sei, ele não comparou estilos de pilotagem, muito menos disse que esses 4 atuais são “tão bons” quanto aqueles de 22 anos antes. Ele, simplesmente, vê semelhanças NO CAMPEONATO muito mais em virtude dos carros e do que cada um consegue extrair destes do que quanto à qualidade de cada um. Além disso, a comparação dele MESMO é sobre a pontuação...
Como você pode dizer que Senna, no seu terceiro ano na F1, com o terceiro melhor carro, não era tão bom quanto o Schumacher que ganhou o campeonato de 2002 com seis provas de antecipação, ou 2001 e 2004, com 4, já com mais de 10 anos na categoria, com o melhor carro disparado, e com companheiro de equipe sob contrato? Isso é, no mínimo, falta de critério.
Coulthard anunciando a sua aposentadoria, entre Hamilton e Button
Além disso, você acha que Schumacher só correu na F1 nos anos que foi campeão? E Senna, se aposentou em 1987? Porque, quando ouvimos dizer que “o campeonato de 2008 é o mais competitivo desde 1987”, ninguém está aí dizendo que nesses 21 anos Schumacher dominou, e que não havia competitividade porque o alemão estava em pista.
Lembre-se, repito, que Senna, em 1986, lutou contra equipes muito melhores, e pilotos muito mais experientes. Ainda assim, chegou a liderar, e venceu corridas. Que competitividade, Saulo, tivemos em 1988? E em 1989? E em 1990? E em 1991? Foram quatro anos em que Senna era disparado o melhor, e Prost, nos 3 primeiros anos, fez-lhe frente; Em 1991, foi Mansell. Em 88 e 89, Senna e Prost tinham o mesmo carro. Em 1990, Prost estava na Ferrari, que embora não fosse melhor que a McLaren, estava longe de ser um carro inferior. Em 91, a Williams era melhor, conforme já foi muitas vezes dito por aqui. Dê uma pesquisada.
Em 1992, que competitividade tivemos? Ora, Mansell dominou o campeonato de maneira talvez ainda mais pungente que Schumacher fez em 2002: O Leão foi campeão com cinco provas de antecipação (uma a menos que Schumy), mas: Patrese não lhe entregou nenhuma vitória (como Rubens na Áustria), tampouco ficou parado no grid duas vezes consecutivas (como Rubens na Inglaterra e na França), nem usou o modelo de 1991 para o Mansell usar o de 1992 (como aconteceu no Brasil em 2002, lembra?).
Essas quatro corridas citadas mostram que, em condições normais, Schumy jamais teria estabelecido o recorde de título antecipado... E Mansell exerceu o “maior domínio da história”? Por que, no caso dele, você fala que era o carro e somente o carro e nada mais que o carro e de Schumacher, o talento?
Em 1993, que competitividade tivemos? se você for olhar um pouco na história, Senna venceu 5 corridas ante 7 de Prost. Só os dois competiram. E, é bom lembrar, Senna liderou aquele campeonato em 4 etapas (2ª, 3ª, 4ª e 6ª). Mais importante, ainda, é que Senna tinha o terciro melhor carro. Sim! O Alemão tinha o segundo melhor! Ambos usavam motor Ford, mas o do Schumacher era mais avançado. O senhor sabia disso? Quantas vitórias Schumacher obteve? Uma! Ficou em 4º no campeonato, atrás de Damon Hill, da Williams...
Senna foi vice-campeão, ficando a frente do mesmo Hill! Damon Hill esse que seria companheiro de Senna em 1994 e tomou média de 1 segundo nos treinos, e levou uma volta em Interlagos! Mesmo Hill que perdeu 1994 por um ponto para Schumacher porque o alemão jogou o carro em cima! Hill esse mesmo que fez frente para Schumacher em 1995, chegando na 5ª etapa com 34 a 29 para Schumy na tabela, mas errava tanto que desperdiçou o título! (Benetton e Williams, ambas motores Renault em 1995...) Hill esse que foi campeão do mundo em 1996! Hill esse que o Sr. conta na “lista de títulos mundiais que alinharam em Donington”!
Que competitividade tivemos de 1994 a 1996?
Em 1997, Schumacher fez um campeonato muito bonito, comparável ao de Senna em 1993, mas ele jogou tudo a perder. Não custa nada lembrar, também, que talvez aquela “final” em Jerez nem existisse, dada a polêmica desclassificação de Vileneuve na etapa anterior. Portanto, que competitividade tivemos em 1997?
Em 1998, Schumacher fez também o que pôde. Mas a McLaren era melhor, sim, só que é um cenário semelhante ao de 1990: a diferença não era tão gritante, assim. Häkkinen foi campeão com 14 pontos de distância para Michael, e seria mais não tivesse cometido alguns erros, ele e a equipe. Em 1999, sejamos francos: Irvine vice-campeão, com dois pontos a menos – e a roda fantasma de Nürburgring? Ora, Irvine quase levou o campeonato. O carro não era melhor?
Schumacher, em Silverstone, quando quebrou a perna, estava atrás de Mika no campeonato, com 8 pontos a menos. Nos construtores, a Ferrari estava à frente... Que competitividade tivemos, em 98 e 99?
Em 2000, Schumacher foi campeão, finalmente, mas não foi com essa facilidade que você acha que foi, como se Schumacher andar na pista fosse motivo para que os outros se tornassem hamsters. Hakkinen esteve à frente de Schumacher na tabela da Hungria até a Itália, tendo na Bélgica realizado uma das 3 melhores ultrapassagens de todos os tempos.
Que competitividade tivemos em 2000?
Em 2001, o alemão passeou. Não me custa lembrar, no entanto, que, na 4ª etapa (San Marino) Schumacher e Coulthard tinham os mesmos pontos, e que até a Áustria, 6ª corrida, o escocês – piloto fantástico! – foi ameaça, prova disso é que Rubens cedeu a segunda posição para o alemão. Com o jogo de equipe, a tabela apontava 42 a 38 para Michael.
4 pontos a mais em virtude de jogo de equipe, Sr. Saulo, acho que não é um domínio tão ferrenho. Depois de então, é fato, Schumacher passou a pisar em cima de Coulthard e levou o título tranqüilo. Em 2002, uma Ferrari anos-luz à frente de todos os outros carros, além disso, temos as coisas “estranhas” que aconteceram e eu já mencionei antes...
Em verdade, Schumacher dominou em 2001 e 2002. Mas, Coulthard incomodou-o no primeiro, e a Ferrari “ajeitou” o Barrichello em 2002. Fora isso, me explique por que razão o senhor faz piada com Prost e Mansell 1992/93 dizendo que lá era o carro, e 2001/02 era só o Schumacher?
E, agora, 2003: Schumacher ficou atrás de Alonso, Barrichello, Montoya e Coulthard até a terceira corrida – o senhor lembra? – e atrás de Kimi até a sétima etapa. Na 9ª etapa, Kimi fez a pole e a volta mais rápida, e venceria facilmente caso seu motor não quebrasse. Schumacher foi apenas 4º. E essa é pra você: Na Hungria, 13ª corrida, Schumacher foi pífio, chegando em 8º. A tabela mostrava: Schumacher 72, Kimi 71, Montoya 70.
Note que essa pontuação é praticamente igual a de hoje: apenas 2 pontos separando o 1º e o terceiro, enquanto que hoje os três líderes tem os mesmos pontos. Mas o detalhe, Sr. Saulo é que em 2003, eram três equipes diferentes, hoje, duas. E mais: faltavam 3 etapas, hoje, faltam 9. Duvido com todas as minhas forças que, a 3 corridas do fim nesse ano, teremos algo parecido com o que ocorreu 5 anos atrás....
Sr. Saulo, naquele ano Schumacher levou o campeonato por dois pontos, 93 a 91. kimi fez 10 pódios, Schumacher 8. A vitória de Kimi no Brasil foi repassada a Fisichela – lembra disso? – e o finlandês abandonou o GP da Europa na liderança em virtude de quebra de motor. Schumacher abandonou apenas no Brasil, por conta de um erro – sim, ele errava.
E agora, te pergunto: Montoya era algum gênio por ter ficado 2 pontos atrás de Schumy a três etapas do fim?... E me diga: tivemos competitividade em 2003?
Em 2004, aí sim foi uma grande piada, a Fórmula 1: Schumacher venceu 12 das 13 primeiras corridas, e abandonou uma, em Mônaco... Foi, sim, um domínio grotesco de se ver. Mas não custa lembrar que Rubens fez 14 pódios aquele ano (a terceira maior seqüência da história, ao lado de Prost/88 e Alonso/06, atrás de Schumacher/04 e Alonso/05 – 15 – e do Schumacher/02 – 17). Além disso, Rubens fez 114 pontos, mais que o campeão do ano passado.
Por que é fácil você dizer do domínio de Senna e Prost, em 1988, que teoricamente só ocorreu pelo carro, enquanto que o de 2004 foi pela genialidade extrema de Schumacher?...
Em 2005, o regulamento de um pneu por corrida. Acertaram direitinho, e Schumacher combaliu. Foi uma temporada nojenta, e ele só terminou em 3º, 4 pontos a mais que Fisichela, dois a mais que Montoya, por conta das mesmas bizarrices da Ferrari ante Rubens (Mônaco, EUA), e por conta daquela corrida de seis carros: levando-se em conta que quatro eram Jordan e Minardi, e um era o companheiro de equipe proibido de vencer, Schumacher correu sozinho. Não acha pouco apenas uma vitória para quem dominava de maneira tão “Humilhante”?
Alonso fez o dobro dos pontos dele, e ganhou com duas corridas de antecedência: porque o domínio de Alonso é sempre “só por conta do melhor carro”, e de Schumacher, pela capacidade humana? Que competitividade tivemos em 2005?
E 2006? A Renault era muito melhor e Schumy conseguiu se impor? Schumacher só perdeu o título por conta do motor estourado? Ou a história conta que as primeiras 9 etapas foram dominadas pela Renault, e as 9 seguintes pela Ferrari, e que a diferença pesou mesmo foi nos erros de Schumacher (Austrália, Mônaco, Turquia e Hungria) e nas falhas da Renault (Hungria e China)?
Que competitividade tivemos em 2006?
As heresias que você disse sobre 1994 e sobre o “número de títulos” enfrentados na pista vale um outro post...
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Antes de mais nada, é claro que ele realizou o dobro de ultrapassagens de Senna. Mas... quantos Senna tinha de ultrapassar? Outra coisa, Alonso, na Hungria em 2006, passou mais gente que todos. Levou 7 no bolso, na primeira volta. Largou em 15º e andava em 1º, ganharia tranqüilo se não fosse a porca solta. Leia essa coluna do Luis Fernando Ramos:
Por que você não considera Alonso “O CARA” na chuva?
Outra coisa: você já viu Mônaco 1984 e Portugal 1985?
Em Mônaco, Senna saiu em 13º (sabia?). Em Portugal, saiu em primeiro, e abriu 1 segundo por volta. Na primeira corrida, todo mundo errava e batia. Só Senna (E Bellof) não. No Estoril, Piquet, Prost, todo mundo rodava e batia... Eu preferia não ter de “descer a esse nível”, mas em 84 e 85, tinha Rosberg – campeão – e Niki Lauda – tri-campeão. Portanto, coloque mais 4 títulos àqueles que você mencionou.
Agora, sobre 1994, eu quero saber se é possível alguém ser afetado psicologicamente depois de já falecido. Pois os 30x0 só vieram após a morte de Senna.
Bom, em primeiro lugar, creio que o Senhor deve ignorar totalmente que a Benetton era irregular. Era irregular, e todo mundo sabia disso. Inclusive o Senna, e era isso o que mais o perturbava. Veja essa entrevista de Prost:
Parte 1
Parte 2
Ora, o alemão tinha controle de tração, controle de largada, bomba de gasolina adulterada, além de outros tipos de software ILEGAIS.
Damon Hill saiu de Imola com 30 a 7 para Schumy. Em Mônaco, ficou 40 a 7
E o final? 92 a 91, com a batida.
Claro, os fãs de Schumacher se defendem dizendo que isso só veio em virtude das suspensões. E é óbvio. Mas por que não pode-se admitir que ele só teve tal vantagem graças às irregularidades?
Chegamos em Ímola com 20 a 0 para Michael. Senna não podia descontar essa diferença? E você deve achar o quê? Que ele se matou? Que ele errou? Só pode! Esquece o que é uma falha mecânica, uma fatalidade.
E você mesmo admite: “a diferença não ficou clara em confronto direto”. Claro, Schumacher não conseguiu bater Senna no confronto direto! Nos treinos, ficou sempre atrás, média de 3 décimos – enquanto que o Hill ficava atrás das Ferrari!
E nunca bateu Senna, na pista. No Brasil, foi nos boxes (ilegal!). No Pacífico, Ayrton não fez nem a 1ª curva.
Senna ganharia em Ímola e Mônaco. Em Imola, foi mostrado que Senna partiu mais pesado que Schumacher, faria duas paradas, e o alemão, três. Além disso, em apenas uma volta rápida na pista (a sexta), Senna marcou a terceira melhor volta da corrida toda! Em Mônaco, ele ia brincar...
Outra coisa, amigo: como é que pode Schumy, em 1993, com o mesmo motor, levar pau tão brabo, e em 1994, de repente, adquirir uma capacidade tão assombrosa e bater Senna de maneira tão clara, como você diz?
Parece que algumas pessoas não gostavam da matéria escolar que se chama História e ficam inventando estórias.
Senna com medo de Schumacher? Levando-se além do limite? Parece que as pessoas de hoje acham que tudo que fez parte do passado é ultrapassado! Senna foi o vice-campeão de 93 com a McLaren com motor Ford versão cliente. Senna pegou o ex-ET de Mansell e Prost e pagou caro por isso. Lembrem-se que Schumacher foi campeão de 94 dando uma porrada em Damon Hill na última corrida, e será que Hill era mais piloto que Senna?
Concordo com os comentários dos ilustres GPtos , Srs. Antônio Pessoa, de São José dos Campos; Victor Massani, de Jundiaí, e Firmo Neto, de Recife.
Rubens Barrichello foi fantástico e genial em Silverstone 2008!
Infelizmente com o carro (carro?) que tem, depende totalmente da chuva para demonstrar o excelente Piloto que é. Muitos o acusam de ter supostamente aceito o "papel de herdeiro " de Ayrton Senna, o que pode muito bem, ter sido muito mais um factóide criado pela mídia do que uma representação real de suas verdadeiras intenções. Considerando um consenso que há muito se formou em relação à Fórmula 1, de que, os pilotos cerceados por contratos, já de longa data, são privados de expressar suas reais opiniões, penso ser muito verossímil a tese de que , visando mais exposição na mídia especializada (ou não) a criação deste suposto mito se justifique pela possibilidade de retorno publicitário, o que certamente foi conseguido, não somente em torno do próprio Rubens Barrichello, como e principalmente, por suas Equipes.Imagino que a verdade sobre essas hipóteses, somente saberemos quando o Rubinho se aposentar e se ele, resolver contar a verdade em algum livro que venha à escrever, ou permitir que seja escrito, sobre sua Carreira na Fórmula 1.
De qualquer modo, na minha humilde opinião, o Rubinho se tornou herdeiro sim, de Ayrton Senna, em suas características de pilotagem na chuva , superando inclusive, Michael Schumacher neste aspecto. Penso que Rubinho possa ser comparado à grandes Gênios da Pilotagem com chuva, como Hans Stuck, Jacky Ickx, Thierry Boutsen e Ayrton Senna (novamente na minha opinião, o melhor de todos na chuva) isto para citar os maiores, e outros tantos que não citarei, para não correr o risco de que me falhe a memória e com isso,seja injusto com os que ficarem de fora. Antes do " apedrejamento" quero enfatizar o que disse : "Herdeiro de Ayrton Senna na pilotagem sob chuva ou pista molhada", muito embora, mesmo sem ser sob outros aspectos de Pilotagem, "herdeiro de Ayrton", considero-o um excelente piloto, e com certeza, está entre " os grandes", do mesmo modo que está Gilles Villenueve, mesmo ser ter sido Campeão Mundial de F1. Com a vantagem para Rubinho de que graças a Deus esta vivo, e ainda poder ser Campeão Mundial de F1. Devaneio de minha parte ? Esperança exacerbada ? pode ser, mas o que sei é que Rubinho ainda está Correndo e no Mundo da F1, tudo pode acontecer.
Se analisarmos mais friamente a Carreira do Rubinho, será possível constatar que ele quando esteve no lugar certo, estava na hora errada; quando esteve na hora certa, estava no lugar errado, ou seja, sob este aspecto, não teve muita sorte, se é que se pode dizer que alguém que chegou à F1 e está na F1 quebrando todos os recordes de permanência, foi duas vezes vice -campeão mundial de Fórmula 1 (2002 e 2004), possa não ter tido sorte.
Outro fato que nós, amantes do Automobilismo de Competição temos que considerar é que, Rubens Barrichello, Felipe Massa, e Nelson Piquet Jr., são no momento , nossos "Cavaleiros" na Fórmula 1, e é extremamente importante e saudável ao automobilismo de competição brasileiro, que venhamos a ter Pilotos com boas atuações na Fórmula 1, pois isto é fundamental para o Progresso e contínuo Desenvolvimento de nosso Esporte a Motor e o único modo de tornar a ser o Brasil, fonte de novos talentos e respeitáveis Pilotos de Competição Planeta afora. Novamente conclamo a todos no sentido de unirmos forças, torcendo por nossos Pilotos competindo nas mais diversas Categorias do Automobilismo de Competição, nacional e internacional, pois se gostamos de fato de Corridas, esta é uma das medidas à ser tomada. Naturalmente essa sugestão, não exclui nossas preferências pessoais, por este ou aquele Piloto, entretanto, que façamos uma Torcida sadia, sem provocações e desentendimentos, pois os Automobilistas e aficionados, sempre se orgulharam de formarem uma torcida ordeira, refinada, e composta de pessoas que entendem bastante de Automobilismo, o que infelizmente, raramente se vê em outros Esportes.
De qualquer modo, estes humildes pensamentos , objetivam principalmente, o incentivo , o apoio e principalmente , congratular a grande atuação de Rubens Barrichello no GP de Silverstone 2008.
Sou do coro que reclama do GB e defende o RL, porque o segundo estuda a F1. Mas lendo os textos enviados nesta semana, me dei conta que o dia que o GB e RL se aposentarem, estaremos fritos. O próximo narrador deverá ser o Kleber Machado, que substitui o GB, esse cara é muito pior, só fala o que vê na tela.
Substituto para o RL, acho que não teremos no mesmo nível. Poderiamos pedir à Globo para contratar o FG (Flavio Gomes) e o Panda, o que me dizem ?
Discordo mais uma vez com sua opinião sobre o Felipe Massa, e repito: se ele não fosse um bom piloto não estaria na Ferrari. Esta sim (a Ferrari) que está se atrapalhando toda e atrapalhando não só o desempenho do Massa como também o do Kimi. Parece até que os engenheiros vieram da extinta Minardi.
Quanto a corrida em Silverstone não há como fazer comparações, foi uma corrida atípica e muito difícil de ter qualquer controle sobre ela. Pareceu que Massa não conseguiu o acerto adequado para a pista após a chuva que por sinal foi muito intensa. Quanto a Barrichello ninguém tem mais duvida quanto a sua experiência e como sabe guiar na chuva, quanto a sua modesta carreira, só não soube ser homem o suficiente para chutar a Ferrari na hora certa e assinar com outra (a McLaren por exemplo) na época em que dividiu os carros vermelhos com Schumacher (tal vez tivesse feito alguma coisa a mais do que só vice, o que adianta tanto dinheiro no bolso e ser vice? vice não é e nunca será nada). Outra coisa é mencionar o nome de Senna em comparações com os pilotos de hoje sendo no seco ou na chuva, não tem nem graça! Senna no sol ou na chuva era de outro mundo. não haverá outro igual.
Quanto ao atual grid na minha opinião o Alonso é o melhor sem sombra de dúvidas, até com uma carroça ele está se destacando. Vamos ver no fim do campeonato pra ver quem fica com o caneco de 2008.
Comentários breves sobre F-1, que chegou em Silverstone à metade da temporada:
Por muito tempo, achava que diria Finalmente! no dia em que David Coulthard anunciasse sua aposentadoria. Mas confesso que não me senti assim. Apesar do pódio em Montreal, o escocês não tem feito um grande trabalho. Mas... analisando bem, Coulthard fez sua história, conquistou 12 corridas e o 4º piloto com maior número de pódios na carreira, empatado agora com Rubens Barrichello. Sem dúvida, foi uma exceção à grande maioria dos pilotos, que chegam à F-1 e a deixam quase sem serem notados. Sempre tive a impressão que o escocês temia largar a categoria, por achar que, a partir de então, cairia no ostracismo e no esquecimento. Não foi campeão mundial, porém está muito distante de ser considerado um fracassado.
Sobre Rubens Barrichello, muitos não concordarão, mas acredito que Rubens viva hoje, apesar da fragilidade da Honda, um dos melhores momentos de sua carreira. Pontuou em três das últimas quatro provas, algo do qual esteve muito distante em 2007. Liderou em Montreal e conquistou um pódio merecidíssimo em Silverstone. Provou que experiência ainda faz diferença, embora a nova geração seja bastante promissora. Foi Rubens quem decidiu pelos pneus de chuva extremos, e não Ross Brawn, como se imaginava. A carreira de Barrichello está perto do fim, é verdade, mas é outro que deve se orgulhar muito do que fez durante quase duas décadas.
Apesar do equilíbrio do campeonato, com tríplice empate na liderança, nunca assisti a um campeonato tão fraco tecnicamente como esse de 2008. Os três líderes já cometeram ao longo da temporada erros inimagináveis para pilotos que se dizem candidatos ao título. Acredito que a taça ficará com Kimi Räikkönen, apesar de ainda pecar pela inconstância. Mas eu gostaria realmente que o campeão fosse Robert Kubica. O polonês nem de longe tem o melhor equipamento da categoria (a BMW parece ter chegado ao seu nível máximo de desenvolvimento), mas sua regularidade permite que esteja ainda entre os primeiros. Foi o único que ainda não errou: abandonou em Melbourne, quando foi acertado por Nakajima com o safety-car na pista, e escapou agora em Silverstone, onde aquaplanar ou não no aguaceiro inglês em plena reta era apenas uma questão de sorte. Ainda aposto no polonês, e eu adoraria vê-lo campeão.
A prova na Inglaterra provou que Felipe Massa, dos pilotos de ponta, é o mais sente falta do controle de tração. Dos quatro postulantes, acredito que Massa seja o mais fraco tecnicamente, mas ele tem compensado com muito trabalho. Porém não acredito sua vez ainda tenha chegado. Räikkönen errou tanto em Silverstone quanto ele, mas levou cinco importantíssimos pontos para casa. Quando Massa tem a oportunidade de largar na pole e liderar a corrida, ele é perfeito. Mas é aquele tipo de piloto que se perde quando as condições da prova tornam-se confusas e imprevisíveis.
E confesso que não estou por Massa neste campeonato. O ufanismo e a falta de até mesmo de profissionalismo das transmissões das provas aqui no Brasil, que mais se preocupam em torcer do que narrar o que realmente acontece na prova, criam em mim uma certa antipatia pelo brasileiro. É sempre a mesma conversa: a equipe erra com Massa, e ele nunca comente erros, como se o brasileiro estivesse sendo sabotado dentro da equipe. Os iludidos acham que a equipe fica mais feliz quando ele vence, como se sentisse desprezo pelos feitos de Kimi Räikkönen. Essa história de que sou brasileiro e não desisto nunca e sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor me lembra sim outros tempos, do Brasil: ame-o ou deixe-o., como se fosse obrigação nos sentirmos orgulhosos de tudo que ocorre em nosso país. Ninguém escreveu uma linha a respeito da punição de Kimi em Mônaco, quando a equipe demorou para instalar os pneus na sua Ferrari antes da volta de apresentação. Os finlandeses, até onde sei, nem cogitaram a hipótese de favorecimento ao brasileiro.
É, Nélson Rodrigues, o Brasil está longe de exterminar seu complexo de vira-lata.
Bom, o GP da Inglaterra pelo visto redeu muitos assuntos, como deu pra ver aqui no site, mas prefiro tocar em outro neste meu comentário...É sobre os rumores de Fernando Alonso se transferir para a Ferrari em 2009.
Os rumores cresceram com a notícia do banco espanhol Santander entrar com um caminhão de dinheiro para bancar o salário do piloto na escuderia italiana, fora toda a pressão que a incipiente imprensa espanhola faz para empurrar cada vez mais o piloto para Maranello.
Fico pensando, o que a Ferrari poderia querer do Alonso afinal?
Sem tirar o mérito de dois títulos mundiais (que não se acha em qualquer esquina), mas fazendo uma análise bem parcial que certas vezes a imprensa e algumas pessoas fazem do Massa, depois de atuações como a de Silverstone, podemos ponderar sobre o Alonso de seguinte maneira.
Primeiro: Nunca se virou fora das asas do Flávio Briatore! Quebrou uma seqüência de 5 mundiais do Schumacher e da Ferrari e com isso conquistou a simpatia dos críticos do Alemão e de Bernie Ecclestone (que tem um produto a vender chamado F1), mas quem conhece os meandros da malícia do Flávio sabe que o Trulli em 2004 foi sacado para não ofuscar o menino e no seu lugar botou um piloto esforçado, mas que aceitaria o posto de quinto ou sexto piloto a qualquer custo, em troca de um carro competitivo, que foi o caso do Fisichella.
Segundo: Ganhou em 2005, mas quem tiver o mesmo faro de crítica que a gente vê para o Felipe Massa, talvez enxergue que este foi um campeonato discaradamente nivelado por baixo. A FIA cada vez mais preocupada com a emoção (Na verdade preocupada em conter a Ferrari) começa com as babaquices de Motor que dura 2 GP´s e proibição da troca de pneus. Tudo bem que regra é regra e todo mundo tem que cumprir, mas também a Ferrari mudou de projetista e aliado a tudo isso o carro saiu muito ruim, fora os problemas do pneu Bridgestone. Com uma McLaren que sofre até hoje de não acertar um carro comprovadamente bom para disputar o título, o título acabou caindo no colo do espanhol. Fou um orgasmo para quem queria a emoção de volta, e para certos brasileiros também.
2006 foi um título autêntico, e eu tiro meu chapéu, apesar de ser o último ano Schumcher estava motivado e a Ferrari estava em boa forma. Foi uma temporada disputada e o espanhol se consagrou bi campeão talvez no seu melhor ano da F-1 até hoje, em que pese o azar de Schumacher nas duas últimas provas do ano.
Terceiro: Não aprendeu a liderar uma equipe. Alonso esqueceu de aprender uma coisa, que o único líder de equipe imposto em contrato até hoje foi o Schumacher (Talvez Jones e Reuteman ou Andretti e Peterson, mas não na mesma relevância), todos os outros se sobressaíram na pista sobre seus companheiros e daí conquistaram a posição. O número 1 na carenagem não faz mágica, é apenas um adesivo. Aliás, pelo contrário, o piloto têm que justificar na pista aquele número, e não o contrário. Achou que poderia dar as cartas na McLaren como quisesse e Hamilton abaixaria a cabeça (e pediria um autógrafo) para ele. Se tivesse parado um pouquinho para refletir e se concentrasse na batalha com seu companheiro teria com certeza condições de vencer, e vencendo poderia até reivindicar a McLaren a posição de número 1, mas preferiu fazer muxoxo, chantagem, chilique e ainda achou graça de ver seu companheiro perder o título (detalhe, ele também poderia ter vencido.)
Quarto: Não leva a sério as oportunidades. Lembra muito Senna no início dos anos 90 na McLaren. É incrível ver a histeria e os sinais claros de que Alonso quer se livrar da Renault e ele mesmo admitiu que este ano ele está se divertindo, talvez como se quem pagasse a ele não fizesse a mínima questão de resultados. Não faz nem dois anos que naquela mesma equipe ele ganhara o seu segundo título mundial. Seria mais uma chance que ele teria de reerguer uma equipe que está totalmente sob seu controle e levá-la novamente às vitórias e aos títulos. Apesar de não estar fazendo uma temporada brilhante (mesmo para quem corre com um carro ruim Renault), não é justo cobrá-lo pelos resultados, uma vez que o carro nasceu mesmo errado, mas pelo menos por a cabeça no lugar e perceber que aquela equipe lhe dera dois títulos e que com trabalho e vergonha na cara, poderia faze-lo novamente na Renault, longe de Hamiltons e Cia como ele quer.
Então, se ele teve chance de fazer tudo isso e não faz nas outras, não creio que seja na Ferrari...
Sobre o resto:
Massa - Foi uma corrida muito ruim, mas todos já tiveram dias como este, inclusive campeões mundiais...Como Senna teve em Adelaide/85, Prost em Silverstone/88 e Donnington/93. Quando Raikkonen fez aquela corrida horrorosa em Monaco e estampou a traseira do coitado do Sutil, não ví ninguém detonar ele, botar ele na Toro Rosso nem nada...
Piquet - Abandonou e seu resultado que poderia ser bom acabou não vindo. Uma pena. Mas tenho que ganhou moral depois desta atuação.
A corrida do Rubinho, por mais hábil que ele possa ser na chuva, teve uma grande diferença para os demais: tática. Ele foi o único piloto a usar pneu de chuva-chuva e não apenas o intermediário. Usando esse pneu, chegou a virar mais de 15 segundos por volta mais rápido que alguns pilotos, vários desses que aquaplanaram.
A grande corrida do Rubinho só é um atestado do maior erro tático coletivo da história da F1.
Com 15 segundos por volta de vantagem e podendo ficar na pista sem rodar na reta em 3 voltas se desconta o tempo de 2 paradas — contando 2 porque estou sendo otimista e pensando a pior das hipóteses não ser nenhuma dessas paradas para combustível. E não conto o benefício de não rodar sozinho na reta, como fez o Kubica.
Realmente foi uma corrida histórica, a corrida do erro coletivo.
Em relação à coluna de Alessandra Alves Que Pátria?, concordo plenamente com você Alessandra. Confesso que cada dia se torna mais difícil e enojado torcer pelo Brasil quando assisto a qualquer tipo de esporte. No futebol, parece-me que o que mais importa sem dúvida é o dinheiro, que chatice aquelas diferentes chuteiras hein?
Na Fórmula 1 essa tendência torna-se mais forte atualmente. O pingo de nacionalismo que existia na era Senna parece que vai se esvaindo. Ver Senna levantando a bandeira brasileira dentro de seu carro, vibrando junto coma torcida é inimaginável atualmente, foi proibido, que piada!
Quando Massa venceu, acho que na França, foi ele agradecer à… Shell? Per Dio, Massa! Pilotos como Leewis pra lá e pra cá procurando dinheiro e mídia. Realmente, só quem ama mesmo, como eu, F1 é capaz de continuar assistindo às corridas em pleno domingo.
Bom, não sou exagerada a ponto de torcer por pilotos europeus como fazem muitos aqui no Brasil, vou continuar acreditando que Massa pode ser campeão no fim do ano, até porque todos lá querem ver os brasucas pelas costas. É só ver que qualquer erro de Massa vira uma catástrofe, enquanto o de Kimi é quase invisível (vide Mônaco, com 2 erros deste). Mas, sinceramente, espero que apareça um piloto ainda com estilo Senna, com vontade de ganhar para o povo.
Somente por estupidez eu criticaria Massa por esta corrida. Silverstone é larga e com espaço para frear com antecedência, não tem o muro como Mônaco, pista onde Massa foi quase perfeito. A TV mostra Massa perdendo o controle em reta após passar em um ressalto na pista e o mesmo aconteceu logo após, Massa vinha perfeito nos treinos durante a semana e Raikonen, na corrida anterior, não sofreu prejuízo se contarmos que garantiu com tranqüilidade o segundo lugar e ganhou um motor novo para correr em Silverstone, que, como Monza, é um dos templos da velocidade.
Até o momento não vi nenhum esclarecimento técnico de como o escape da Ferrari de Raikonem teve aquele providencial problema, que se acontecesse com a McLaren ou a Renault a Ferrari levantaria suspeição, não houve intervenção de fatores externos para colaborar com aquele problema.
A vitória de Raikonem estava traçada nos treinos de sábado e, ao contrário, Massa, com o carro instável, com outro probleminha de não caçar o carro a tempo, estava fadado ao fracasso. Vi que teria dificuldades o suficiente para sequer beijar os pontos com aquela vassoura de bruxa com a traseira nervosa; até parece que não conhecemos a Ferrari dos tempos de Rubinho que a cada prova ficava cada vez mais convicto que o seu papel era o de acertar o carro para o alemão. Quantas vezes ele providencialmente (isso quando encostava nos pontos ou poderia impedir algum recorde) ficou parado no grid, sua Ferrari virava uma cadeira elétrica no sábado, depois de uma semana arrasadora, faltou-lhe combustível, problemas de cambio, problemas elétricos, problemas de embreagens, problemas na tração....
Tudo isso sabemos, mas temos medo de conceber, preferimos a hipocrisia porque é mais fácil e sensato para não confrontarmos com um gélido parecer técnico de um isento especialista, assim, isentamo-nos da responsabilidade da opinião, em vez de defender preferimos criticar o Massa. Os ingleses são torcedores, os espanhóis são torcedores, os europeus são torcedores. Nós vimos por duas vezes consecutivas o Piquet superando no braço o Alonso em uma tocada perfeita, preferimos acompanhar F. Willian em nada dizer a respeito. Achamos melhor engolir que o Alonso é gênio, e esquecer que amarelou para o Hamilton, que não amarela para o rápido Kovalainen.
Raikonem só não foi tanto ou mais decepcionante que Massa porque alinhou no grid uma Ferrari ajustada, preparada para vencer o premio e retomar a liderança do campeonato. Se a vassoura de bruxa do Massa estava desajustada para pilotar em pista seca, quanto mais para pista molhada.
É isso aí Carlos, de Feira de Santana, eu não bebo na mesma fonte do senso comum.
Depois do lapso temporal que ficou do quarteto fantástico Senna, Prost, Piquet e Mansel, tivemos um colunista comentando a respeito de um período competitivo que há muito não víamos, com algumas peculiaridades entre os pilotos, Rubens, como Schumacher, iniciou carreira quando aquele quarteto estava encerrando; Mansell, apesar de rápido, era muito atabalhoado, e Piquet já estava fora de forma, o período em que fora brilhante antecedia o seu ultimo título.
Mansell teve seu título e Prost teve o 4° em virtude do carro ET, um dos melhores F1 de todos os tempos, que Mansell ganhou para brincar e que Prost também quis usar como um irmão mais novo que ganha a camisa do mais velho. A F1 ganhou competitividade somente após a era Schumacher, isso denota que o que faltou durante aquele período do Quarteto Fantástico para o de então foi Schumacher. Senna não nos deixou ver Schumacher colocar sua superioridade, preferiu levar-se junto com o carro além do limite em vez que ver o Alemão acompanhando-o de perto pelo retrovisor até o momento do pit para então impor sua superior velocidade.
Os 30X0 demonstram que Senna estava psicologicamente abalado, todos conheciam as características de Schumacher do ano anterior e que o tornou célebre, Senna temia isso, já estava virando freguês, foi o que ficou patente com o placar, embora não visível a superioridade em disputas diretas. Compará-lo ou como melhor que J. Clark foi por mera opinião, não tenho nada que possa afirmar quem fora melhor.
O Quarteto de ontem, como os de hoje, cometia erros crassos, Mansell, como Massa, era o elemento mais frágil, embora não sofresse a ameaça de um bicampeão tomar o seu lugar. Tenho Massa como melhor que Mansell, considero o Rubens como o Truli também melhor. Parece-me óbvio que na posição de primeiro piloto, com uma Williams ET ou uma Ferrari 2002, qualquer um dos três faria tanto quanto o Mansell fez quando se sagrou campeão.
Lamento pelo Rubens ter pilotado na era Schumacher, no entanto, respeito-o por tê-lo visto impondo-se em algumas situações, como em chuvas, aqui mesmo no Brasil. Barrichello foi, e acredito ainda ser, capaz de impor velocidades tanto quanto Hamilton e Raikonen, talvez não com tanta freqüência, mas cometendo menos erros e apresentando mais consistência durante um campeonato. Sei que pode ser tão cerebral quanto o Kubica e Alonso, embora nunca ter o arrojo de Massa. Rubens ainda assusta com a possibilidade de cometer erros com o tanque cheio.
Hoje, Rubens na McLaren decepcionaria menos que Hamilton, na Ferrari menos que Raikonen e Massa, na BMW talvez não apresentaria o desempenho do Kubica, mas seu desempenho na Stewart, carro inferior de grid comparado ao BMW de hoje, Rubens conseguiu brilhar e teve o luxo de optar entre os dois melhores carros desse últimos 15 anos.
Lembremo-nos de quantos títulos somados de Senna, Prost, Piquet e Mansel acumularam e quanto foi acumulado pelos pilotos que alinharam no grid de Doningtom, onde Senna foi ovacionado com a melhor volta de todos os tempos, Rubens largou da 12ª posição e no final da 1ª volta estava em 4ª, realizando o dobro de ultrapassagens de Senna, vinte anos após, nas condições ainda mais desfavoráveis, larga da 16ª, no final da 1ª volta estava em 10°, terminando em 3°.
Naquele período, Rubens ainda novato, competiu com competidores produtores de 17 títulos, e não 11, além de outros pilotos fantásticos que brilharam em outras categorias.
Não me resta dúvidas que Rubens é o melhor piloto de chuva desses últimos 20 anos, e se Senna foi melhor que ele, o peso superior na traseira e os largos pneus permitiam mais
diatribes na pista, os erros podiam ser provocados e corrigidos.
Grande corrida. Essa pista não deveria sair do calendário. É bom lembrar que Rubinho é o único piloto em atividade que esteve no grid com Senna, é incrível vê-lo competitivo depois de tanto tempo, pelo menos temos que admitir que o cara é realmente louco por corridas.
Bem, vou tentar ser o mais breve o possível, não quero enaltecer demais alguém até porque ele é capaz de conquistar o que penso sem que alguém tente me convencer. Acompanho o Rubens Barrichello desde que ele chegou na Fórmula 1. Aliás, em meu ver, é ele o substituto natural do Senna, não que seja possível comparar um com o outro.
Bem, o Rubens demonstrou já em seu primeiro ano de Fórmula 1, naquela memorável corrida de Donington, do que era capaz — e digo que só não o perdôo pelo fato de ter deixado aquela equipe vermelha que por causa dele eu não gosto, ter enterrado a sua carreira. Naquela fantástica corrida, onde me lembro e, por favor, me corrijam se eu estiver errado, o Senna fazia volta mais rápida com pneu slick na chuva do que o Prost com pneu de chuva na chuva!
O Professor trocou de pneus 8 vezes, o Rubens, 5 e o Grande Ayrton, 4, lembrando que era a terceira corrida do Rubens e ele colocou uma volta em cima do professor, repito, só não perdôo ele por ter ficado tanto tempo fazendo papel de escudeiro daquele que, ao ceder passagem na Hungria, como fez, e deixar o alemão ganhar, só mostrou o seu valor, que reconhecessem quem quisesse!
Essa corrida em Silverstone foi só mais uma demonstração do que ele é capaz e, caso ele não tenha lugar garantido para 2009, será uma pena não para nós ou para ele mesmo e sim para a Fórmula 1, que ficaria sem um dos seus grandes gênios.
Quanto ao rapazinho da equipe vermelha, a meu ver, ele só mostrou mais uma vez do que é capaz, de uma asneira atrás da outra. Quanto ao GB, lamento que parece que às vezes as bobagens que ele diz contagiam até o Burti, que já esteve lá e sabe do que se trata o esporte, quando primeiro ele afirmou que, quando o Rubens ganhou na Alemanha em 2000, o próprio Ross Brow declarou que o Rubens assumiu sozinho o risco e depois afirmou que o resultado domingo teve o dedo do Ross e o Burti concordou, fazer o quê!
Espero não ter aborrecido demais com o que penso àqueles que ainda acreditam no rapazinho da equipe vermelha e que ele é um dos candidatos ao titulo dessa temporada. Talvez só me agradasse se isso acontecesse. Bem, nem sei de que forma isso poderia me agradar, mas lamentaria muito pelo fato do esporte que já viu tantos grandes campeões sucumbir à idéia de ver aquele rapazinho campeão, se não for pelo carro que tem, não imagino como isso poderia acontecer. Abraço a todos
Mas o Damon Hill está cada vez mais parecido com o George Harrison, não? Uma vez, perguntaram aqui se ele não era o filho bastardo do Beatle. Sei não...
Mais uma vez, vamos voltar ao velho dilema no GP da Alemanha: Felipe Massa aprendeu a correr sob pressão? A fibra dos campeões será vista em suas veias nessa próxima corrida, ou então, meus amigos, bye bye.
Estou ficando de saco cheio de todas as vezes que eu entro aqui só ler o povo falando mal do GB e do RL. Concordo, os dois dão muitas mancadas, mas são caras que conhecem muito da matéria. Vamos tentar ser um pouco mais elegantes, prá não dizer mais criativos, e iniciar outras discussões num nível melhor.
Uma vez, o Carlos Petry me criticou aqui sobre um texto que mandei sobre músicas que falavam de carros, mais precisamente sobre o Deep Purple. Realmente, este é um site de automobilismo, mas estávamos no recesso da temporada, achei que cabia aquele tipo de discussão. Hoje, se formos ver, só se está falando na senilidade do GB e do RL. Então sugiro que o povo procure falar mais sobre assuntos da Fórmula 1, dos pilotos, dos carros, e não dessas futricas e mumunhas que só servem prá deturpar.
Foi assim há um tempo, o pessoal só escrevia prá falar que o Senna era melhor que o Schumacher, que o Schumacher era melhor que o Senna e por aí vai.
Acho que estou voltando pela enésima vez ao assunto Galvão Bueno e Reginaldo Leme em especial, mais ao primeiro que ao segundo, diga-se de passagem. Já os critiquei bastante e se hoje não venho em defesa deles ao menos farei um mea-culpa.
Gostemos ou não, a Fórmula 1 só é o que é hoje graças ao Galvão Bueno e seus súditos, a dita categoria maior do automobilismo a uns quarenta anos atrás não era nada em termos de repercussão mundial, era um torneio de malucos mambembes (de onde provém o nome circo) aonde um bando de desajustados, alguns com muito dinheiro, outros com muita loucura, e um número menor com ambas as características se juntava e ia pela Europa fazendo o seu campeonato mundial de forma empírica, não existiam patrocínios e era possível, como mesmo confidenciou uma vez Jack Brabham, fazer uma temporada com 70 mil dólares — isso em 1967.
Tudo bem, existe inflação em dólar também, não sou economista, mas vamos multiplicar esse valor x 10, Ainda assim chegaremos a extraordinária fábula de 700 mil dólares, deve ser o que ganha o Alonso hoje por cada sessão de treino. Não existiam patrocinadores, com já disse existia abnegação de alguns, dinheiro de outros e alguns interesses automotivos bem mal explorados e é claro a bilheteria, e só.
Não sei se para o bem ou para o mal, foram aparecendo os Galvão Buenos (agora já no adjetivo) da vida e a Fórmula 1 foi tomando o corpo e formato que nós temos hoje, e cada vez mais se aperfeiçoa nesta arte que é de show business independente da qualidade apresentada ou mesmo da categoria dos atores, isso fica a cargo do GB ( no adjetivo!). Eles são imbatíveis nessa área, muito melhor do que nós, deixa com eles que com certeza vão dar conta do recado com uma maestria de fazer inveja a Clarck, Senna, Schumacher ou Fangio ou ainda todos juntos.
Aonde eu quero chegar com isso? Simples. A Fórmula 1 só é o que é hoje graças aos GB (no adjetivo) da vida, eles são imbatíveis na sua arte que é de cativar e motivar as massas, de conseguir vender geladeira para esquimó. Não importa que o que eles falam não tem conteúdo ou está errado, afinal a quem interessa isso? Importante é manter o circo e vender refrigerante e pipoca, e isso eles fazem bem prá cacete. Sabe por quê? Mais uma vez a resposta é simples: 90% das pessoas que acompanham a Fórmula 1 não entendem chongas de patavina de nada que está se passando ali, é o oba-oba da modernidade, campanha maciça pela mídia, grandes anunciantes, dinheiro farto e tome GB no povão, ele representa o apresentador de auditório que tem como patrão um conjunto de patrocinadores milionários e como deus um marcador de audiência on line do ibope.
É ali que os GB (no adjetivo) têm que apresentar resultado, essa é a realidade nua e crua. Como já disse, não sei se está certo ou errado, só sei que é assim e pronto. E quanto a nós, leitores e colaboradores do GPTOTAL, de todos os sites e blogs especializados em automobilismo? Ora! Nós somos uns chatos, nós conhecemos o nome da tia de leite do Alberto Ascari, nós sabemos quanto mede cada pneu de Fórmula 1 desde que ela foi criada até hoje, somos capazes de recitar de cabeça todos os motores que já impulsionaram carros de Fórmula 1 de 1950 até hoje, sabemos de cor e salteado como é a tomada de curva da parabólica em Monza de qualquer piloto em qualquer ano, somos capazes de ficar durante anos discutindo minúcias da carreira de todos os pilotos e mesmo sendo entendedores profundos do assunto ainda não chegamos a um consenso.
Nós somos os NERDS do automobilismo e, aqui prá nós, alguém agüenta papo de nerd? Só outro nerd. Criticamos a dupla da Globo, mas não tenho dúvida nenhuma que se o melhor de nós assumisse seu lugar seria demitido por incompetência antes que o Michael Andretti foi demitido pela McLaren em 1993.
Portanto, a partir de hoje, conclamo a todos deixarmos o Galvão Bueno em paz, como já disse a Fórmula 1 só e o que é hoje graças a ele (no adjetivo) e não a nós, especialistas tarados e chatos. E se esse motivo não for suficiente lembre-se que nós habitamos mundos diferentes e como já aprendemos nos primórdios do banco escolar, duas paralelas não se cruzam.
É incrível a quantidade de bobagens que a gente lê por aí. A Internet transformou curiosos em formadores de opinião. Tenho vistos textos opiniáticos, de gente que claramente não entende desse esporte.
Quem nunca teve um mau dia na vida? Acordou com o pé esquerdo e bateu o carro a caminho do serviço? Ou apertou o botão delete no computador e colocou um trabalho de semanas a perder? Ou derramou a jarra de suco em cima do trabalho de faculdade? Ora, pilotos de corridas são gente igual a gente. A diferença é que as bobagens deles custam muito dinheiro e são transmitidas via satélite para todo o globo.
Porém, precisamos convir que há dias em que as coisas simplesmente andam contra. É muita precipitação julgar o conjunto da obra pelos picos e vales. Classificar Massa como medíocre por causa da performance em uma corrida apenas demonstra a falta de conhecimento de quem escreve. Igualmente insano é classificá-lo como gênio e compará-lo a Senna só porque estava na liderança do campeonato.
Gênios e medíocres não se formam após apenas uma corrida. Senna e Schumacher são considerados gênios e também fizeram grandes bobagens em suas carreiras. Da mesma forma que Coulthard e Fisichella podem ser chamados de medíocres, e já tiveram dias iluminados. Ou seja, tudo é relativo.
A corrida pelo título de pilotos ainda está aberta, e precisamos esperar pelo término para separar os gênios dos medíocres. Ainda é cedo demais para sentenciar Massa, Hamilton, Raikkonen e Kubica. Apenas o tempo dirá.
Massa após a França virou gênio para seus defensores. Depois de Silverstone virou cabeça de bagre para os detratores. E assim caminha a humanidade.
Realmente foi um final de semana medíocre de Massa. Também não acho que ele foi genial na França. Mas ele vinha em uma série impressionante de excelentes resultados.
Algo me chamou a atenção nessa temporada. O campeonato está acirrado por conta da inconstância de resultados. Massa errou muito no inicio. Hamilton virou piada até na Inglaterra por conta de desempenhos sofríveis. Nessa balada, Kubica praticamente sem cometer erros, chegou até a liderança. E mesmo com uma corrida ruim na França e o abandono na Inglaterra após erro seu, está só dois pontos atrás dos lideres, que têm carros muito superiores ao dele. Kimi também estava sendo bastante constante, cometendo apenas um erro grave, que foi aquele de Mônaco. Depois foi a lambança do Hamilton, a quebra do escape e a burrada da Ferrari. Se dependesse só dele, seria líder com folga. Mas essas coisas fazem parte do jogo.
Ainda acho Kimi o melhor dos quatro que estão na disputa. Vamos ver se essa corrida ridícula não desestabiliza Massa.
Uma coisa que não entendo no brasileiro é a falta de critério ao analisar o desempenho dos pilotos brasileiros. Não consigo entender por que acham que o cara fez uma corrida brilhante simplesmente por ter chegado ao fim dela. Vamos lá. Muitos disseram que Massa foi brilhante na França. O que ele fez de excepcional? Ultrapassou seu companheiro que estava com um carro bichado? O que Nelsinho fez de brilhante na mesma corrida? Ultrapassou Alonso após um erro deste?
O que Nelsinho estava fazendo de brilhante na França, além de manter-se na pista? Ultrapassou o Alonso, que assim como Kimi fez a besteira (ou a equipe fez) de manter pneus velhos e andavam 7 ou 8 segundos mais lentos que todos? Foi brilhante errar e parar na brita?
Corrida brilhante foi a do Rubinho, que com um carro medíocre ultrapassou um monte de gente. Brilhante foi Hamilton que chegou mais de 1 minuto na frente do segundo. Este pessoal está precisando reavaliar seus conceitos. Piloto brilhante, para mim, é aquele que dá show, vai pra cima, ultrapassa. Piquet era assim, Senna também, Rubinho no inicio, idem. Pode até errar, mas errou tentando. Simplesmente manter-se na pista para chegar ao fim para mim não é brilhante, está é com medo de perder o emprego. Para mim, isso tem outro nome, mas como é um site familiar, não vou escrever, mas tem a ver a parte traseira de nossa anatomia.
E aí, alguém vai agora crucificar o Rubens? Eu! Vou crucificá-lo por ter aceitado a m... do convite da Ferrari em uma época que era visível que o Chucruts iria dominar. Que raiva que eu tenho disso. Sinceramente, Rubens na Ferrari em 2007 e 2008… acham mesmo que Raikonnen seria campeão? Estaria esse bolo todo no campeonato?
Eu duvido. Com relação ao Massa, não crucifiquem… existia um tal de Professor Narigudo que na chuva parecia um pato.O problema é que só queremos glórias. Que nada, o bom é dar risada e ver que não somente os nossos fazem marmeladas os outros também fazem. É só lembrar do Prost, na volta de apresentação, lembram? De Ferrari ou Mclaren? Então, tudo bem que ele tem 4 títulos mundiais. Mas com qual idade foi o primeiro título dele mesmo?
Com relação aos demais, deixe as águas rolarem, tem 50% do campeonato ainda pro Luis se matar ou acabar prejudicando a corrida de alguém. Com relação ao homem de gelo, nada a declarar.
Realmente, a temporada desse ano vai se assemelhando à de 1986, só falta ver qual será o desfecho deste. Os 4 que estão na disputa pelo título tiveram histórias totalmente diferentes nesse GP:
Lewis Hamilton: Venceu a corrida, se redimindo do bombardeio que estava recebendo da imprensa inglesa nas últimas semanas e de suas últimas corridas, onde só fez bobagens.
Felipe Massa: Corrida para esquecer, parecia que dirigia um pião e não um carro de corrida. Estava demorando a voltar a fazer uma corrida ruim, retificando, assim, sua famosa instabilidade.
Robert Kubica: Vinha fazendo uma corrida discreta, mas chegaria ao pódio, se não fosse a rodada que o tirou da prova. Perdeu a chance de terminar a corrida liderando o campeonato, de novo. Aposto que disputará o título até o fim do campeonato.
Kimi Raikkonen: Apesar do erro na estratégia, que tirou a possibilidade de vitória de suas mãos, fez uma bela corrida. Apesar da rodada, conseguiu manter seu carro na pista até o fim e ainda fez ultrapassagens lindas no final. Nessas horas sua frieza faz a diferença quando se compara com seu companheiro de equipe.
Se fosse para apostar em algum dos quatro, apostaria no bicampeonato do Kimi. É o que possui melhor conjunto consistência-equipamento dos quatro. Mas o campeonato está aberto, como em 86, e creio que só será decidido em Interlagos, de novo...
Parabéns a Luis Amilton (Lewis Hamilton), corrida praticamente perfeita, ao Nick Heidfeld, bela corrida do alemão com uma incrível ultrapassagem sobre os gelados finlandeses, como ele mesmo disse: não é todo dia que se ultrapassa uma Ferrari e uma McLaren ao mesmo tempo. Verdade. E finalmente ao Rubens Barrichello, na minha opinião e na de muitos outros, o melhor piloto na molhada pista de Silverstone. Se a Honda fosse no mínimo uma BMW, Rubinho teria vencido, ou não, né.
E como disse o Regis Leme, o Rubinho é “o cara” na chuva, parabéns e bem-vindo ao pódio novamente (apesar que dificilmente o veremos lá esse ano de novo).
Em 4° Raikkonen, um valente que mesmo após erros absurdos da Ferrari, conseguiu um bom 4° lugar pra ele e um ótimo 4° lugar pra quem assiste, pois aumenta a emoção com o campeonato triplamente empatado. Em 5° o Kovalainen. Ótima pole, mas decepcionante corrida, é a segunda vez no ano em que está envolvido em uma dupla ultrapassagem, a primeira ele estava sendo pressionado pelo Rubinho quando muito espertamente Massa passou os dois de uma só vez no Canadá, e agora na ensopada Inglaterra de ontem (domingo), disputando posição com o compatriota Kimi, foi ultrapassado por Nick Heidfeld. Mais uma vez, decepcionante corrida do Kova, cova pra ele na McLaren.
Em 6° Fernando Alonso, mesmo tomando um pequeno baile do Piquet, mostrou que a experiência ainda leva vantagem e terminou num salvador sexto lugar. O 7° foi o Jarno Trulli, o quase impassavél Trulli, e o 8° o filho de Satoro, Kasuki Nakagima, chegou e conquistou um pontinho nesse GP seboso e confuso.
Aos demais que terminaram na pista são sobreviventes, porém, nada ganharam. Webber, por exemplo, largou em 2° e só, nada mais fez além de besteiras. Glock nem é preciso falar, a minha única dúvida é: quem rodou mais? Glock ou Massa. Por falar em Felipe Massa, a pior corrida da carreira dele, além de reclamar demais, em parte com razão, o rapaz só rodou, e conseguiu algo que achei que não conseguiria, ele terminou a corrida, duas voltas atrás, mas terminou.
As declarações de Anthony Davidson me soaram meio invejosas, a parte do vergonhoso eu concordo, mas a do inútil ele exagerou, por que, serviu para finalmente abrir os olhos de Luca De Montezemolo com relação às besteiras feitas pela direção da Ferrari com relação a decisões de pista e dar broncas públicas em todos da Ferrari, inclusive pilotos. Agora, só saberemos se não foi inútil se der resultado.
Pra concluir sobre o Massa, ele não correu como alguém que disputa o título e ainda por cima reclamou demais. Não podemos nos esquecer do erro mecânico nos boxes, vergonhoso para a Ferrari