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O GP da Inglaterra 14.07.08
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Sobre a coluna Que Pátria?, de Alessandra Alves.

Quando das Olimpíadas de Atenas, em 2004, houve uma entrevista na TV com o judoca brasileiro, medalhista olímpico, Flávio Canto. O atleta falava sobre sua dupla nacionalidade, devido à mãe inglesa. De posse do passaporte britânico, Canto reconhecia que não hesitava em usar o documento europeu (ao invés do brasileiro) em suas viagens pelo mundo, dada a maior facilidade de que gozam os cidadãos da União Européia. Mas Canto ressaltava que, afora isso, era brasileiro da gema.

Há algumas semanas, encontrei por acaso um antigo colega de faculdade, que hoje trabalha como policial. Conversando sobre as dificuldades que tenho em conseguir um visto de estudante para Portugal, ele me perguntou: “Ué, você não tem a cidadania portuguesa não?”. Como se fosse natural, para os brasileiros, fuçarem até o ancestral lusitano mais próximo, e assim obterem um passaporte que, afinal, abre muitas portas no mundo desenvolvido. Zico, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e da seleção canarinho, disse em entrevista recente que ficaria muito feliz em treinar o Benfica, afinal – graças a seu pai – também é cidadão português.

Largada em Silverstone
A coluna da Alessandra revela, com maestria, um fenômeno que – como ela destaca – não é restrito à Fórmula 1 e nem mesmo ao esporte em geral. Até bem pouco tempo atrás, eu me situava no campo dos otimistas, como escreve a autora: aqueles que acreditam no lado benéfico da diluição das fronteiras, porque isso nos tornaria mais livres de preconceitos nacionalistas e abertos às qualidades de outros nacionais. Mas, confesso que de um tempo para cá, tenho ficado menos entusiasta. Não, não vou fazer apologia do ufanismo, do patriotismo exacerbado, nem da xenofobia. Mas o processo político-econômico que vivenciamos hoje, no nível internacional, caminha não para a dissolução progressiva das fronteiras; ao contrário, caminha para o estabelecimento de outras talvez ainda mais duras. Ou os colegas leitores deste site ignoram a aprovação, pelo Parlamento Europeu, da draconiana medida de prisão e banimento, por pelo menos cinco anos, dos imigrantes que forem surpreendidos em situação irregular no bloco? Ou as dificuldades que os EUA impõem à entrada de brasileiros até no México (!), país amigo do Brasil, mas que, sob pressão americana, passou a exigir visto de entrada para nossos cidadãos, ainda que turistas? Parece que o futuro do planeta é este: grandes blocos de países desenvolvidos, isolados progressivamente em sua riqueza e cada vez mais fechados à circulação de pessoas que não pertençam aos seus Estados membros. Caso dos EUA/Canadá, da União Européia e quem sabe, no futuro, até de alguns emergentes?

Eu não condeno os brasileiros, esportistas ou não, que buscam (e conseguem) a cidadania de um país desenvolvido. Mas há o risco de um novo apartheid, mais disfarçável, mas nem tão menos cruel que o sul-africano. Na Europa, tudo aos europeus; aos africanos, sul-americanos... (quase) nada. A não ser que sejam atletas/esportistas de primeira linha, dispostos a atuar e viver em seu território, ganhar e gastar muito dinheiro, ali mesmo investir, casar, deixar descendência. Aos Estados do Sul do globo, restará o consolo da dupla cidadania de tais felizardos; às suas populações, o consolo de suar para obter um visto como turista. Se tentarem burlar o “muro”, paulada.

Um provérbio árabe diz que todo homem se parece mais com sua própria época do que com seus pais. Não surpreende que, nesta realidade geopolítica, os melhores esportistas brasileiros, salvo exceções, queiram viver e vivem no mundo desenvolvido, e não só pelas boas condições de treinamento ou melhores salários. Querem estar no melhor lugar, como todos nós, aliás, queremos. Mas que eles não cobrem de nós, brasileiros daqui mesmo, patriotismo nas nossas torcidas ou paixão incondicional pelo verde-e-amarelo. Que não nos condenem se aplaudimos o Messi no Mineirão, se torcemos contra uma medíocre seleção de futebol (cujos jogadores vivem quase todos longe do país), se usamos camisas do Manchester, do Real Madri ou do Milan ao invés do Flamengo, Corinthians ou Grêmio e se nos irritamos com uma corrida desastrosa de Felipe Massa. E que não nos cobrem louvores celestes se o mesmo Massa voltar a correr como fez na Turquia.

Fernando Vieira, Rio de Janeiro

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Após a corrida de Silverstone, está claro que Rubens Barrichello ainda tem muito espaço na F-1, muita `lenha` para queimar; seria um equívoco se a Honda não renovar com o brasileiro, cuja experiência, conhecimento técnico e habilidade como piloto têm sido responsáveis pela melhora nas performances do time japonês em 2008, visto que Button não passa de zero a esquerda. Isso sem mencionar sua excelência quando o negócio é pilotar na chuva. É lógico que a participação de Ross Brawn nesta modesta, mas sensível evolução da Honda já se faz sentir. Não discutirei aqui de que é capaz a parceria Brawn-Barrichello é capaz, seria `chover no molhado`.

Em caso de não-renovação contratual com Rubens, no meu ver existem duas equipes as quais precisam urgentemente da experiência e `malícia` do brasileiro:

- Williams: dificilmente este time inglês conseguirá manter Nico Rosberg após este campeonato; eu sinto, assistindo as corridas, que o carro não é ruim, mas que necessita de mais desenvolvimento, algo no que Rosberg parece não estar auxiliando muito. Por vezes me parece que Kasuki Nakajima, mesmo sendo inexperiente em comparação ao alemão, é o piloto está ajudando os técnicos e engenheiros a desenvolverem o carro, Rosberg me parece já estar com a cabeça longe, fora da equipe, só tem se preocupado em acelerar e nada mais. Isso quando não quebra alguma coisa no carro. Tanto que, os melhores desempenhos individuais nas últimas corridas têm sido de Kasuki; neste contexto, é óbvio que Rubens teria papel decisivo na evolução do equipamento, como seria um excelente `professor` para Nakajima, que é um piloto muito bom, ao contrário da maioria dos competidores japoneses.
A Honda festeja o 3º lugar de Rubinho


Já ouvi até dizer que Barrichello não foi antes para a Williams porque a esposa de Patrick Head é uma jornalista que não gosta de brasileiros. Espera aí? Por acaso a esposa do Head é acionista da equipe? Que eu saiba, este time se chama Williams por que seu dono é Sir Frank Williams! Então, não devem existir empecilhos de ordem alguma à contratação do brasileiro. E eles ainda contam com um cara qualificado como o Sam Michael no cargo de diretor técnico; Sir Frank, Patrick, Sam e Kasuki: vocês precisam de Rubens Barrichello!

- McLaren: podem me chamar de louco e coisas piores, todavia este é outro time onde Rubens `cairia como uma luva`. É evidente que desde a saída de Alonso, este time inglês vem se ressentindo da presença de um piloto experiente, `calejado`. Lewis Hamilton é um excelente piloto, porém é muito inexperiente ainda para auxiliar no desenvolvimento de carros; Heikki Kövalainen, coitado, além de parecer não estar tendo muita atenção do time, também não aparenta ser alguém que possa contribuir com alguma coisa. E é aí que Rubens entraria, com todo seu vasto conhecimento técnico, podendo contribuir para `burilar` e `assessorar` Hamilton, que apesar de sua indiscutível capacidade, ainda precisa aprender muito sobre automobilismo; Barrichello poderia ser, considerado seu caráter e sua idade, um inestimável auxiliar para Lewis, já que o brasileiro não se colocaria como um `adversário dentro da equipe` para o jovem inglês (como foi Fernando Alonso), e serviria como o `professor` que o garoto tanto necessita. Ron, Norbert, Mansur e Lewis: vocês precisam de Rubens Barrichello! Será que ainda tem gente achando que Rubens Barrichello deveria se aposentar?

Leandro Arona, Sapucaia do Sul

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Realmente o Rubinho fez uma corrida fantástica, tanto na pista como na estratégia. Acho o Barrichello um piloto do nível de Coulthard, Fisichella e Trulli, um piloto inconstante, que alterna bons e maus desempenhos. Mesmo se o Rubinho tivesse sozinho na Ferrari, acho que ele não ganharia título, pois falta a ele sorte e a consistência de um campeão.

A escapadinha de Hamilton nos treinos de sábado
Já o Felipe Massa vem me lembrando muito os desempenhos do Montoya: anda rápido mas comete erros grosseiros. Acredito no talento dele, mas acho o Raikkonen mais piloto. A diferença é que o finlandês mesmo nos dias ruins, consegue alguma coisa, o que no final pode ser decisivo. A corrida do Massa foi péssima, e não conseguiu nem somar pontos. Agora ele vem sofrendo com a avalanche de críticas.

Para o Felipe, serve seguir o exemplo de Mika Hakkinen no Grande Prêmio de Nurburgring nos anos de 1999 e 2000. No primeiro ano, ao cair a chuva, ele foi para as últimas colocações e só recuperou-se quando a pista secou, enquanto no ano seguinte, na mesma pista, começou a chover logo no início da corrida e o finlandês terminou a corrida em 2º lugar, chegando inclusive a liderar quando Schumacher parou para trocar os pneus, e colocando volta em cima do Coulthard e do Rubinho.

Agora vamos para a Alemanha, em Hockenheim, e espero que a Ferrari, a McLaren e os brasileiros consigam bons resultados por lá.

Diego Wendhausen Passos, Florianópolis

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O Williams de Nakajima com a bandeira do Brasil - Clique para ampliar
No GP da Inglaterra, os carros da Williams tinham a bandeira do BRASIL estampada nas laterais. Eram relacionadas a Petrobras? Fiquei na dúvida justamente por haver o patrocínio há tempos mas nunca com uma bandeira...

Grato pela ajuda.

João Fernandes Lira, Guarulhos




Também reparei, João. Na foto dá pra ver que é uma comemoração da Petrobras, suponho dos dez anos dela na categoria.

Abraços (EC)


Comente 11.07.08
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Oi Carlos, de Feira de Santana

Já que referido, aqui estou. Realmente o Massa fez uma péssima prova, após seis em que ele foi reconhecido como um bom piloto.
A dupla da Toyota promove o novo filme de Batman


Acontece, já aconteceu comigo, mas eu não conto, mas vi acontecer com Schumacher, com Senna, com Alonso, com Piquet (pai) e com tantos outros, com mais nome que o Felipe. Pergunto: porque ele não pode ter uma má jornada?

Mas a verdade é que o melhor da festa continua sendo esperar por ela, e a festa mesmo, será no GP do Brasil, segundo Lewis Hamilton, portanto é hora de ter paciência, o que te recomendo, xará.

Aproveitando esta postagem, quero dar um pitaco na opinião do Paulo Habibe de São Luiz, sobre o Massa na chuva. Esqueceste a luneta que ele colocou em Mônaco, enquanto chovia, no inglesinho adorado das multidões?

Abraços

Carlos Alberto Petry, Taquara

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Eu gostaria de comentar sobre a opinião de Antônio Pessoa que comparou o Rubinho com o Massa. (Com todo o respeito) Nós não podemos nos ater apenas no momento. O Massa teve um início de campeonato extremamente difícil a ponto de ser especulada a notícia de sua saída da Ferrari.

Mas não é que ele surpreendeu a todos e chegou a liderar o campeonato? Agora, em função de mais uma corrida maluca da Ferrari e de possíveis erros cometidos pelo piloto brasileiro, o Massa é (segundo o Antônio) pior do que o Rubinho. A verdade é que o Massa pode nos trazer o 9º título mundial para o Brasil (eu acredito nisto) e o Rubinho, com todos os méritos, será lembrado como um grande piloto injustiçado porque nunca teve um carro competitivo para se sagrar campeão.

O problema de nós, brasileiros, é sermos passionais. Isso pode ser muito bom e bonito em algumas circunstâncias mas não pode tirar a necessária objetividade para comentar sobre alguma coisa...

Iron, Belo Horizonte

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Antes da corrida, Webber foi a Wimbledon


Como assim? Criticar Barrichello por ter ido para a Ferrari? Naquela época ninguém duvidava que ele teria capacidade o suficiente para se impor, pelo menos equilibrar as coisas.

A primeira corrida e vitória dele de que me lembro foi de Fórmula Ford, debaixo de um dilúvio numa pista de rua, creio que era Vitória, em 1989 (salvo engano), vencendo com folga e sem ter o melhor carro do grid (os carros de uma equipe que acredito se chamar Texaco Petrópolis eram reputados como os melhores).

Desde então ele sempre sobrou, deu o título da F 3 Sudam para Cristhian Fittipaldi em 1990 vencendo em Interlagos com um Dallara, carro que tinha a fama de moer os pneus, sobrou na F Chevrolet européia (o nome era Vauxhall, salvo engano), derrotou Couthard com alguma autoridade na F 3 inglesa e teve uma temporada razoável na F 3000 (seu momento mais baixo até 2007).

Ele chegou a F1, merecidamente, com muita moral. fez o que fez em Donington (mais que Senna em minha opinião), fez grandes coisas com pouca coisa, uma pole em Spa (salvo engano, e num dilúvio), liderou com Stewart no Brasil até o motor estourar (para mim a sua melhor apresentação por aqui de longe), merecia anos luz mais que qualquer um ter dado uma vitória ao time escocês. Foi para a Ferrari com muito mais moral que Massa, Capelli, Alesi, Irvine (francamente!) e lá ele se perdeu, esperando demais, deveria ter saído depois de uma ou, no máximo duas temporadas. bateu Schumacher com autoridade algumas vezes, algo digno de respeito nas condições em que o fez.

Rubinho perdeu a noção de sua própria importância num primeiro momento, ao acreditar que era melhor esperar por lá mesmo, e, num segundo momento, perdeu a oportunidade de chutar o balde, declarar guerra ao alemão e a equipe, partir para outra com a moral renovada.

Sinceramente gostaria que ele vencesse uma corrida épica fora da Ferrari, ele merece mais do que ninguém.

Ele não teria feito o papelão de Irvine com o alemão acidentado, teria vencido Hakkinen se fosse ele e não Coulthard na McLaren...

Tenho o pressentimento de que esta masterpiece, se não vier na F1, virá em Indianápolis...

Pablo Habibe, São Luis

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Bourdais


Ao amigo Saulo E. Crema,

É uma atrás da outra! Quer dizer que os 30 X 0 de Schumacher em cima de Senna denotava a pressão que Senna estava sofrendo? Senna rodou no Brasil, erro crasso do brasileiro como você costuma dizer, independente da maracutaia da Benetton. Senna errou, só isso!

No GP do Pacífico em Aida, Senna foi atropelado por Hakkinen ainda na largada e em imola aconteceu o que todos já sabem. Quer dizer que um erro representa que ele seria superado por Schumacher? Quer dizer que ele preferiu andar além do limite do carro e morrer? Não foi a barra de direção que se soltou? Isso chega a ser falta de respeito com quem já morreu! Não sei o que você tem contra coisas simples como coerência, verdade e lógica!

Talvez Schumi tenha sido melhor do que Senna, mas não pelas razões absurdas que você inventou! Leitores como você e alguns outros gênios estão acabando com a coluna de comentários de leitores do GPTotal. Definitivamente, vocês deixam o Galvão no chinelo. O meu passatempo predileto das manhãs de sábado e domingo é tentar antecipar as barbaridades do Galvão. Agora tenho um novo que é ler os disparates que algumas pessoas (minoria) escrevem neste espaço.

“Não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dize-las”, assim sendo não levem o que eu escrevi como ofensa.

Abraços,

Sidinei Gadelha

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Ilmo Senhor Saulo Crema

Sobre a competitividade (ou falta dela) lamento, muito, que você não tenha entendido a comparação do Edu. Quando ele ladeou Massa-Mansell, Piquet-Kimi, Prost-Hamilton, Kubica-Senna, até onde sei, ele não comparou estilos de pilotagem, muito menos disse que esses 4 atuais são “tão bons” quanto aqueles de 22 anos antes. Ele, simplesmente, vê semelhanças NO CAMPEONATO muito mais em virtude dos carros e do que cada um consegue extrair destes do que quanto à qualidade de cada um. Além disso, a comparação dele MESMO é sobre a pontuação...

Como você pode dizer que Senna, no seu terceiro ano na F1, com o terceiro melhor carro, não era tão bom quanto o Schumacher que ganhou o campeonato de 2002 com seis provas de antecipação, ou 2001 e 2004, com 4, já com mais de 10 anos na categoria, com o melhor carro disparado, e com companheiro de equipe sob contrato? Isso é, no mínimo, falta de critério.
Coulthard anunciando a sua aposentadoria, entre Hamilton e Button


Além disso, você acha que Schumacher só correu na F1 nos anos que foi campeão? E Senna, se aposentou em 1987? Porque, quando ouvimos dizer que “o campeonato de 2008 é o mais competitivo desde 1987”, ninguém está aí dizendo que nesses 21 anos Schumacher dominou, e que não havia competitividade porque o alemão estava em pista.

Lembre-se, repito, que Senna, em 1986, lutou contra equipes muito melhores, e pilotos muito mais experientes. Ainda assim, chegou a liderar, e venceu corridas. Que competitividade, Saulo, tivemos em 1988? E em 1989? E em 1990? E em 1991? Foram quatro anos em que Senna era disparado o melhor, e Prost, nos 3 primeiros anos, fez-lhe frente; Em 1991, foi Mansell. Em 88 e 89, Senna e Prost tinham o mesmo carro. Em 1990, Prost estava na Ferrari, que embora não fosse melhor que a McLaren, estava longe de ser um carro inferior. Em 91, a Williams era melhor, conforme já foi muitas vezes dito por aqui. Dê uma pesquisada.

Em 1992, que competitividade tivemos? Ora, Mansell dominou o campeonato de maneira talvez ainda mais pungente que Schumacher fez em 2002: O Leão foi campeão com cinco provas de antecipação (uma a menos que Schumy), mas: Patrese não lhe entregou nenhuma vitória (como Rubens na Áustria), tampouco ficou parado no grid duas vezes consecutivas (como Rubens na Inglaterra e na França), nem usou o modelo de 1991 para o Mansell usar o de 1992 (como aconteceu no Brasil em 2002, lembra?).

Essas quatro corridas citadas mostram que, em condições normais, Schumy jamais teria estabelecido o recorde de título antecipado... E Mansell exerceu o “maior domínio da história”? Por que, no caso dele, você fala que era o carro e somente o carro e nada mais que o carro e de Schumacher, o talento?

Em 1993, que competitividade tivemos? se você for olhar um pouco na história, Senna venceu 5 corridas ante 7 de Prost. Só os dois competiram. E, é bom lembrar, Senna liderou aquele campeonato em 4 etapas (2ª, 3ª, 4ª e 6ª). Mais importante, ainda, é que Senna tinha o terciro melhor carro. Sim! O Alemão tinha o segundo melhor! Ambos usavam motor Ford, mas o do Schumacher era mais avançado. O senhor sabia disso? Quantas vitórias Schumacher obteve? Uma! Ficou em 4º no campeonato, atrás de Damon Hill, da Williams...

Senna foi vice-campeão, ficando a frente do mesmo Hill! Damon Hill esse que seria companheiro de Senna em 1994 e tomou média de 1 segundo nos treinos, e levou uma volta em Interlagos! Mesmo Hill que perdeu 1994 por um ponto para Schumacher porque o alemão jogou o carro em cima! Hill esse mesmo que fez frente para Schumacher em 1995, chegando na 5ª etapa com 34 a 29 para Schumy na tabela, mas errava tanto que desperdiçou o título! (Benetton e Williams, ambas motores Renault em 1995...) Hill esse que foi campeão do mundo em 1996! Hill esse que o Sr. conta na “lista de títulos mundiais que alinharam em Donington”!

Que competitividade tivemos de 1994 a 1996?

Em 1997, Schumacher fez um campeonato muito bonito, comparável ao de Senna em 1993, mas ele jogou tudo a perder. Não custa nada lembrar, também, que talvez aquela “final” em Jerez nem existisse, dada a polêmica desclassificação de Vileneuve na etapa anterior. Portanto, que competitividade tivemos em 1997?

Em 1998, Schumacher fez também o que pôde. Mas a McLaren era melhor, sim, só que é um cenário semelhante ao de 1990: a diferença não era tão gritante, assim. Häkkinen foi campeão com 14 pontos de distância para Michael, e seria mais não tivesse cometido alguns erros, ele e a equipe. Em 1999, sejamos francos: Irvine vice-campeão, com dois pontos a menos – e a roda fantasma de Nürburgring? Ora, Irvine quase levou o campeonato. O carro não era melhor?

Schumacher, em Silverstone, quando quebrou a perna, estava atrás de Mika no campeonato, com 8 pontos a menos. Nos construtores, a Ferrari estava à frente... Que competitividade tivemos, em 98 e 99?

Em 2000, Schumacher foi campeão, finalmente, mas não foi com essa facilidade que você acha que foi, como se Schumacher andar na pista fosse motivo para que os outros se tornassem hamsters. Hakkinen esteve à frente de Schumacher na tabela da Hungria até a Itália, tendo na Bélgica realizado uma das 3 melhores ultrapassagens de todos os tempos.

Que competitividade tivemos em 2000?

Em 2001, o alemão passeou. Não me custa lembrar, no entanto, que, na 4ª etapa (San Marino) Schumacher e Coulthard tinham os mesmos pontos, e que até a Áustria, 6ª corrida, o escocês – piloto fantástico! – foi ameaça, prova disso é que Rubens cedeu a segunda posição para o alemão. Com o jogo de equipe, a tabela apontava 42 a 38 para Michael.

4 pontos a mais em virtude de jogo de equipe, Sr. Saulo, acho que não é um domínio tão ferrenho. Depois de então, é fato, Schumacher passou a pisar em cima de Coulthard e levou o título tranqüilo. Em 2002, uma Ferrari anos-luz à frente de todos os outros carros, além disso, temos as coisas “estranhas” que aconteceram e eu já mencionei antes...

Em verdade, Schumacher dominou em 2001 e 2002. Mas, Coulthard incomodou-o no primeiro, e a Ferrari “ajeitou” o Barrichello em 2002. Fora isso, me explique por que razão o senhor faz piada com Prost e Mansell 1992/93 dizendo que lá era o carro, e 2001/02 era só o Schumacher?

E, agora, 2003: Schumacher ficou atrás de Alonso, Barrichello, Montoya e Coulthard até a terceira corrida – o senhor lembra? – e atrás de Kimi até a sétima etapa. Na 9ª etapa, Kimi fez a pole e a volta mais rápida, e venceria facilmente caso seu motor não quebrasse. Schumacher foi apenas 4º. E essa é pra você: Na Hungria, 13ª corrida, Schumacher foi pífio, chegando em 8º. A tabela mostrava: Schumacher 72, Kimi 71, Montoya 70.

Note que essa pontuação é praticamente igual a de hoje: apenas 2 pontos separando o 1º e o terceiro, enquanto que hoje os três líderes tem os mesmos pontos. Mas o detalhe, Sr. Saulo é que em 2003, eram três equipes diferentes, hoje, duas. E mais: faltavam 3 etapas, hoje, faltam 9. Duvido com todas as minhas forças que, a 3 corridas do fim nesse ano, teremos algo parecido com o que ocorreu 5 anos atrás....

Sr. Saulo, naquele ano Schumacher levou o campeonato por dois pontos, 93 a 91. kimi fez 10 pódios, Schumacher 8. A vitória de Kimi no Brasil foi repassada a Fisichela – lembra disso? – e o finlandês abandonou o GP da Europa na liderança em virtude de quebra de motor. Schumacher abandonou apenas no Brasil, por conta de um erro – sim, ele errava.

E agora, te pergunto: Montoya era algum gênio por ter ficado 2 pontos atrás de Schumy a três etapas do fim?... E me diga: tivemos competitividade em 2003?

Em 2004, aí sim foi uma grande piada, a Fórmula 1: Schumacher venceu 12 das 13 primeiras corridas, e abandonou uma, em Mônaco... Foi, sim, um domínio grotesco de se ver. Mas não custa lembrar que Rubens fez 14 pódios aquele ano (a terceira maior seqüência da história, ao lado de Prost/88 e Alonso/06, atrás de Schumacher/04 e Alonso/05 – 15 – e do Schumacher/02 – 17). Além disso, Rubens fez 114 pontos, mais que o campeão do ano passado.

Por que é fácil você dizer do domínio de Senna e Prost, em 1988, que teoricamente só ocorreu pelo carro, enquanto que o de 2004 foi pela genialidade extrema de Schumacher?...

Em 2005, o regulamento de um pneu por corrida. Acertaram direitinho, e Schumacher combaliu. Foi uma temporada nojenta, e ele só terminou em 3º, 4 pontos a mais que Fisichela, dois a mais que Montoya, por conta das mesmas bizarrices da Ferrari ante Rubens (Mônaco, EUA), e por conta daquela corrida de seis carros: levando-se em conta que quatro eram Jordan e Minardi, e um era o companheiro de equipe proibido de vencer, Schumacher correu sozinho. Não acha pouco apenas uma vitória para quem dominava de maneira tão “Humilhante”?

Alonso fez o dobro dos pontos dele, e ganhou com duas corridas de antecedência: porque o domínio de Alonso é sempre “só por conta do melhor carro”, e de Schumacher, pela capacidade humana? Que competitividade tivemos em 2005?

E 2006? A Renault era muito melhor e Schumy conseguiu se impor? Schumacher só perdeu o título por conta do motor estourado? Ou a história conta que as primeiras 9 etapas foram dominadas pela Renault, e as 9 seguintes pela Ferrari, e que a diferença pesou mesmo foi nos erros de Schumacher (Austrália, Mônaco, Turquia e Hungria) e nas falhas da Renault (Hungria e China)?

Que competitividade tivemos em 2006?

As heresias que você disse sobre 1994 e sobre o “número de títulos” enfrentados na pista vale um outro post...

///

Antes de mais nada, é claro que ele realizou o dobro de ultrapassagens de Senna. Mas... quantos Senna tinha de ultrapassar? Outra coisa, Alonso, na Hungria em 2006, passou mais gente que todos. Levou 7 no bolso, na primeira volta. Largou em 15º e andava em 1º, ganharia tranqüilo se não fosse a porca solta. Leia essa coluna do Luis Fernando Ramos:

http://www.gptotal.com.br/2005/Colunas/LuisFernando/20070122.asp

Por que você não considera Alonso “O CARA” na chuva?

Outra coisa: você já viu Mônaco 1984 e Portugal 1985?

Em Mônaco, Senna saiu em 13º (sabia?). Em Portugal, saiu em primeiro, e abriu 1 segundo por volta. Na primeira corrida, todo mundo errava e batia. Só Senna (E Bellof) não. No Estoril, Piquet, Prost, todo mundo rodava e batia... Eu preferia não ter de “descer a esse nível”, mas em 84 e 85, tinha Rosberg – campeão – e Niki Lauda – tri-campeão. Portanto, coloque mais 4 títulos àqueles que você mencionou.

Agora, sobre 1994, eu quero saber se é possível alguém ser afetado psicologicamente depois de já falecido. Pois os 30x0 só vieram após a morte de Senna.

Bom, em primeiro lugar, creio que o Senhor deve ignorar totalmente que a Benetton era irregular. Era irregular, e todo mundo sabia disso. Inclusive o Senna, e era isso o que mais o perturbava. Veja essa entrevista de Prost:

               Parte 1




                Parte 2


Ora, o alemão tinha controle de tração, controle de largada, bomba de gasolina adulterada, além de outros tipos de software ILEGAIS.

Damon Hill saiu de Imola com 30 a 7 para Schumy. Em Mônaco, ficou 40 a 7

E o final? 92 a 91, com a batida.

Claro, os fãs de Schumacher se defendem dizendo que isso só veio em virtude das suspensões. E é óbvio. Mas por que não pode-se admitir que ele só teve tal vantagem graças às irregularidades?

Chegamos em Ímola com 20 a 0 para Michael. Senna não podia descontar essa diferença? E você deve achar o quê? Que ele se matou? Que ele errou? Só pode! Esquece o que é uma falha mecânica, uma fatalidade.

E você mesmo admite: “a diferença não ficou clara em confronto direto”. Claro, Schumacher não conseguiu bater Senna no confronto direto! Nos treinos, ficou sempre atrás, média de 3 décimos – enquanto que o Hill ficava atrás das Ferrari!

E nunca bateu Senna, na pista. No Brasil, foi nos boxes (ilegal!). No Pacífico, Ayrton não fez nem a 1ª curva.

Senna ganharia em Ímola e Mônaco. Em Imola, foi mostrado que Senna partiu mais pesado que Schumacher, faria duas paradas, e o alemão, três. Além disso, em apenas uma volta rápida na pista (a sexta), Senna marcou a terceira melhor volta da corrida toda! Em Mônaco, ele ia brincar...

Outra coisa, amigo: como é que pode Schumy, em 1993, com o mesmo motor, levar pau tão brabo, e em 1994, de repente, adquirir uma capacidade tão assombrosa e bater Senna de maneira tão clara, como você diz?

Você nunca estranhou isso?

Acorda, ainda há tempo

Abraços,

Carlos.



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Parece que algumas pessoas não gostavam da matéria escolar que se chama História e ficam inventando estórias.

Senna com medo de Schumacher? Levando-se além do limite? Parece que as pessoas de hoje acham que tudo que fez parte do passado é ultrapassado! Senna foi o vice-campeão de 93 com a McLaren com motor Ford versão cliente. Senna pegou o ex-ET de Mansell e Prost e pagou caro por isso. Lembrem-se que Schumacher foi campeão de 94 dando uma porrada em Damon Hill na última corrida, e será que Hill era mais piloto que Senna?

Abraços

Walter Vieira, Recife
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Kazuki
Prezados Amigos do GPTotal

Concordo com os comentários dos ilustres GPtos , Srs. Antônio Pessoa, de São José dos Campos; Victor Massani, de Jundiaí, e Firmo Neto, de Recife.

Rubens Barrichello foi fantástico e genial em Silverstone 2008!

Infelizmente com o carro (carro?) que tem, depende totalmente da chuva para demonstrar o excelente Piloto que é. Muitos o acusam de ter supostamente aceito o "papel de herdeiro " de Ayrton Senna, o que pode muito bem, ter sido muito mais um factóide criado pela mídia do que uma representação real de suas verdadeiras intenções. Considerando um consenso que há muito se formou em relação à Fórmula 1, de que, os pilotos cerceados por contratos, já de longa data, são privados de expressar suas reais opiniões, penso ser muito verossímil a tese de que , visando mais exposição na mídia especializada (ou não) a criação deste suposto mito se justifique pela possibilidade de retorno publicitário, o que certamente foi conseguido, não somente em torno do próprio Rubens Barrichello, como e principalmente, por suas Equipes.Imagino que a verdade sobre essas hipóteses, somente saberemos quando o Rubinho se aposentar e se ele, resolver contar a verdade em algum livro que venha à escrever, ou permitir que seja escrito, sobre sua Carreira na Fórmula 1.

De qualquer modo, na minha humilde opinião, o Rubinho se tornou herdeiro sim, de Ayrton Senna, em suas características de pilotagem na chuva , superando inclusive, Michael Schumacher neste aspecto. Penso que Rubinho possa ser comparado à grandes Gênios da Pilotagem com chuva, como Hans Stuck, Jacky Ickx, Thierry Boutsen e Ayrton Senna (novamente na minha opinião, o melhor de todos na chuva) isto para citar os maiores, e outros tantos que não citarei, para não correr o risco de que me falhe a memória e com isso,seja injusto com os que ficarem de fora. Antes do " apedrejamento" quero enfatizar o que disse : "Herdeiro de Ayrton Senna na pilotagem sob chuva ou pista molhada", muito embora, mesmo sem ser sob outros aspectos de Pilotagem, "herdeiro de Ayrton", considero-o um excelente piloto, e com certeza, está entre " os grandes", do mesmo modo que está Gilles Villenueve, mesmo ser ter sido Campeão Mundial de F1. Com a vantagem para Rubinho de que graças a Deus esta vivo, e ainda poder ser Campeão Mundial de F1. Devaneio de minha parte ? Esperança exacerbada ? pode ser, mas o que sei é que Rubinho ainda está Correndo e no Mundo da F1, tudo pode acontecer.

Se analisarmos mais friamente a Carreira do Rubinho, será possível constatar que ele quando esteve no lugar certo, estava na hora errada; quando esteve na hora certa, estava no lugar errado, ou seja, sob este aspecto, não teve muita sorte, se é que se pode dizer que alguém que chegou à F1 e está na F1 quebrando todos os recordes de permanência, foi duas vezes vice -campeão mundial de Fórmula 1 (2002 e 2004), possa não ter tido sorte.

Outro fato que nós, amantes do Automobilismo de Competição temos que considerar é que, Rubens Barrichello, Felipe Massa, e Nelson Piquet Jr., são no momento , nossos "Cavaleiros" na Fórmula 1, e é extremamente importante e saudável ao automobilismo de competição brasileiro, que venhamos a ter Pilotos com boas atuações na Fórmula 1, pois isto é fundamental para o Progresso e contínuo Desenvolvimento de nosso Esporte a Motor e o único modo de tornar a ser o Brasil, fonte de novos talentos e respeitáveis Pilotos de Competição Planeta afora. Novamente conclamo a todos no sentido de unirmos forças, torcendo por nossos Pilotos competindo nas mais diversas Categorias do Automobilismo de Competição, nacional e internacional, pois se gostamos de fato de Corridas, esta é uma das medidas à ser tomada. Naturalmente essa sugestão, não exclui nossas preferências pessoais, por este ou aquele Piloto, entretanto, que façamos uma Torcida sadia, sem provocações e desentendimentos, pois os Automobilistas e aficionados, sempre se orgulharam de formarem uma torcida ordeira, refinada, e composta de pessoas que entendem bastante de Automobilismo, o que infelizmente, raramente se vê em outros Esportes.

De qualquer modo, estes humildes pensamentos , objetivam principalmente, o incentivo , o apoio e principalmente , congratular a grande atuação de Rubens Barrichello no GP de Silverstone 2008.

Força Rubinho!

Forte abraço à família GPTotal.

Paulo C. Winckler, Porto Alegre
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Pessoal,

Sou do coro que reclama do GB e defende o RL, porque o segundo estuda a F1. Mas lendo os textos enviados nesta semana, me dei conta que o dia que o GB e RL se aposentarem, estaremos fritos. O próximo narrador deverá ser o Kleber Machado, que substitui o GB, esse cara é muito pior, só fala o que vê na tela.

Substituto para o RL, acho que não teremos no mesmo nível. Poderiamos pedir à Globo para contratar o FG (Flavio Gomes) e o Panda, o que me dizem ?

Abraço

Ricardo, Campinas
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Norbert Haug, o homem da Mercedes
Paro o Sr. Firmo Neto de Recife (mais uma vez),

Caro companheiro,

Discordo mais uma vez com sua opinião sobre o Felipe Massa, e repito: se ele não fosse um bom piloto não estaria na Ferrari. Esta sim (a Ferrari) que está se atrapalhando toda e atrapalhando não só o desempenho do Massa como também o do Kimi. Parece até que os engenheiros vieram da extinta Minardi.

Quanto a corrida em Silverstone não há como fazer comparações, foi uma corrida atípica e muito difícil de ter qualquer controle sobre ela. Pareceu que Massa não conseguiu o acerto adequado para a pista após a chuva que por sinal foi muito intensa. Quanto a Barrichello ninguém tem mais duvida quanto a sua experiência e como sabe guiar na chuva, quanto a sua modesta carreira, só não soube ser homem o suficiente para chutar a Ferrari na hora certa e assinar com outra (a McLaren por exemplo) na época em que dividiu os carros vermelhos com Schumacher (tal vez tivesse feito alguma coisa a mais do que só vice, o que adianta tanto dinheiro no bolso e ser vice? vice não é e nunca será nada). Outra coisa é mencionar o nome de Senna em comparações com os pilotos de hoje sendo no seco ou na chuva, não tem nem graça! Senna no sol ou na chuva era de outro mundo. não haverá outro igual. Quanto ao atual grid na minha opinião o Alonso é o melhor sem sombra de dúvidas, até com uma carroça ele está se destacando. Vamos ver no fim do campeonato pra ver quem fica com o caneco de 2008.

Grande abraço a todos.

Clayton Araujo, Salvador
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Olá, pessoal,

Comentários breves sobre F-1, que chegou em Silverstone à metade da temporada:

Por muito tempo, achava que diria Finalmente! no dia em que David Coulthard anunciasse sua aposentadoria. Mas confesso que não me senti assim. Apesar do pódio em Montreal, o escocês não tem feito um grande trabalho. Mas... analisando bem, Coulthard fez sua história, conquistou 12 corridas e o 4º piloto com maior número de pódios na carreira, empatado agora com Rubens Barrichello. Sem dúvida, foi uma exceção à grande maioria dos pilotos, que chegam à F-1 e a deixam quase sem serem notados. Sempre tive a impressão que o escocês temia largar a categoria, por achar que, a partir de então, cairia no ostracismo e no esquecimento. Não foi campeão mundial, porém está muito distante de ser considerado um fracassado.

Sobre Rubens Barrichello, muitos não concordarão, mas acredito que Rubens viva hoje, apesar da fragilidade da Honda, um dos melhores momentos de sua carreira. Pontuou em três das últimas quatro provas, algo do qual esteve muito distante em 2007. Liderou em Montreal e conquistou um pódio merecidíssimo em Silverstone. Provou que experiência ainda faz diferença, embora a nova geração seja bastante promissora. Foi Rubens quem decidiu pelos pneus de chuva extremos, e não Ross Brawn, como se imaginava. A carreira de Barrichello está perto do fim, é verdade, mas é outro que deve se orgulhar muito do que fez durante quase duas décadas.

Apesar do equilíbrio do campeonato, com tríplice empate na liderança, nunca assisti a um campeonato tão fraco tecnicamente como esse de 2008. Os três líderes já cometeram ao longo da temporada erros inimagináveis para pilotos que se dizem candidatos ao título. Acredito que a taça ficará com Kimi Räikkönen, apesar de ainda pecar pela inconstância. Mas eu gostaria realmente que o campeão fosse Robert Kubica. O polonês nem de longe tem o melhor equipamento da categoria (a BMW parece ter chegado ao seu nível máximo de desenvolvimento), mas sua regularidade permite que esteja ainda entre os primeiros. Foi o único que ainda não errou: abandonou em Melbourne, quando foi acertado por Nakajima com o safety-car na pista, e escapou agora em Silverstone, onde aquaplanar ou não no aguaceiro inglês em plena reta era apenas uma questão de sorte. Ainda aposto no polonês, e eu adoraria vê-lo campeão.

A prova na Inglaterra provou que Felipe Massa, dos pilotos de ponta, é o mais sente falta do controle de tração. Dos quatro postulantes, acredito que Massa seja o mais fraco tecnicamente, mas ele tem compensado com muito trabalho. Porém não acredito sua vez ainda tenha chegado. Räikkönen errou tanto em Silverstone quanto ele, mas levou cinco importantíssimos pontos para casa. Quando Massa tem a oportunidade de largar na pole e liderar a corrida, ele é perfeito. Mas é aquele tipo de piloto que se perde quando as condições da prova tornam-se confusas e imprevisíveis.

E confesso que não estou por Massa neste campeonato. O ufanismo e a falta de até mesmo de profissionalismo das transmissões das provas aqui no Brasil, que mais se preocupam em torcer do que narrar o que realmente acontece na prova, criam em mim uma certa antipatia pelo brasileiro. É sempre a mesma conversa: a equipe erra com Massa, e ele nunca comente erros, como se o brasileiro estivesse sendo sabotado dentro da equipe. Os iludidos acham que a equipe fica mais feliz quando ele vence, como se sentisse desprezo pelos feitos de Kimi Räikkönen. Essa história de que sou brasileiro e não desisto nunca e sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor me lembra sim outros tempos, do Brasil: ame-o ou deixe-o., como se fosse obrigação nos sentirmos orgulhosos de tudo que ocorre em nosso país. Ninguém escreveu uma linha a respeito da punição de Kimi em Mônaco, quando a equipe demorou para instalar os pneus na sua Ferrari antes da volta de apresentação. Os finlandeses, até onde sei, nem cogitaram a hipótese de favorecimento ao brasileiro.

É, Nélson Rodrigues, o Brasil está longe de exterminar seu complexo de vira-lata.

Um grande abraço a todos os amigos.

Willian Lopes Machado

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Vetterl ganhou bolo


Bom, o GP da Inglaterra pelo visto redeu muitos assuntos, como deu pra ver aqui no site, mas prefiro tocar em outro neste meu comentário...É sobre os rumores de Fernando Alonso se transferir para a Ferrari em 2009.

Os rumores cresceram com a notícia do banco espanhol Santander entrar com um caminhão de dinheiro para bancar o salário do piloto na escuderia italiana, fora toda a pressão que a incipiente imprensa espanhola faz para empurrar cada vez mais o piloto para Maranello.

Fico pensando, o que a Ferrari poderia querer do Alonso afinal?

Sem tirar o mérito de dois títulos mundiais (que não se acha em qualquer esquina), mas fazendo uma análise bem parcial que certas vezes a imprensa e algumas pessoas fazem do Massa, depois de atuações como a de Silverstone, podemos ponderar sobre o Alonso de seguinte maneira.

Primeiro: Nunca se virou fora das asas do Flávio Briatore! Quebrou uma seqüência de 5 mundiais do Schumacher e da Ferrari e com isso conquistou a simpatia dos críticos do Alemão e de Bernie Ecclestone (que tem um produto a vender chamado F1), mas quem conhece os meandros da malícia do Flávio sabe que o Trulli em 2004 foi sacado para não ofuscar o menino e no seu lugar botou um piloto esforçado, mas que aceitaria o posto de quinto ou sexto piloto a qualquer custo, em troca de um carro competitivo, que foi o caso do Fisichella.

Segundo: Ganhou em 2005, mas quem tiver o mesmo faro de crítica que a gente vê para o Felipe Massa, talvez enxergue que este foi um campeonato discaradamente nivelado por baixo. A FIA cada vez mais preocupada com a emoção (Na verdade preocupada em conter a Ferrari) começa com as babaquices de Motor que dura 2 GP´s e proibição da troca de pneus. Tudo bem que regra é regra e todo mundo tem que cumprir, mas também a Ferrari mudou de projetista e aliado a tudo isso o carro saiu muito ruim, fora os problemas do pneu Bridgestone. Com uma McLaren que sofre até hoje de não acertar um carro comprovadamente bom para disputar o título, o título acabou caindo no colo do espanhol. Fou um orgasmo para quem queria a emoção de volta, e para certos brasileiros também.

2006 foi um título autêntico, e eu tiro meu chapéu, apesar de ser o último ano Schumcher estava motivado e a Ferrari estava em boa forma. Foi uma temporada disputada e o espanhol se consagrou bi campeão talvez no seu melhor ano da F-1 até hoje, em que pese o azar de Schumacher nas duas últimas provas do ano.

Terceiro: Não aprendeu a liderar uma equipe. Alonso esqueceu de aprender uma coisa, que o único líder de equipe imposto em contrato até hoje foi o Schumacher (Talvez Jones e Reuteman ou Andretti e Peterson, mas não na mesma relevância), todos os outros se sobressaíram na pista sobre seus companheiros e daí conquistaram a posição. O número 1 na carenagem não faz mágica, é apenas um adesivo. Aliás, pelo contrário, o piloto têm que justificar na pista aquele número, e não o contrário. Achou que poderia dar as cartas na McLaren como quisesse e Hamilton abaixaria a cabeça (e pediria um autógrafo) para ele. Se tivesse parado um pouquinho para refletir e se concentrasse na batalha com seu companheiro teria com certeza condições de vencer, e vencendo poderia até reivindicar a McLaren a posição de número 1, mas preferiu fazer muxoxo, chantagem, chilique e ainda achou graça de ver seu companheiro perder o título (detalhe, ele também poderia ter vencido.)

Quarto: Não leva a sério as oportunidades. Lembra muito Senna no início dos anos 90 na McLaren. É incrível ver a histeria e os sinais claros de que Alonso quer se livrar da Renault e ele mesmo admitiu que este ano ele está se divertindo, talvez como se quem pagasse a ele não fizesse a mínima questão de resultados. Não faz nem dois anos que naquela mesma equipe ele ganhara o seu segundo título mundial. Seria mais uma chance que ele teria de reerguer uma equipe que está totalmente sob seu controle e levá-la novamente às vitórias e aos títulos. Apesar de não estar fazendo uma temporada brilhante (mesmo para quem corre com um carro ruim Renault), não é justo cobrá-lo pelos resultados, uma vez que o carro nasceu mesmo errado, mas pelo menos por a cabeça no lugar e perceber que aquela equipe lhe dera dois títulos e que com trabalho e vergonha na cara, poderia faze-lo novamente na Renault, longe de Hamiltons e Cia como ele quer.

Então, se ele teve chance de fazer tudo isso e não faz nas outras, não creio que seja na Ferrari...

Sobre o resto:

Massa - Foi uma corrida muito ruim, mas todos já tiveram dias como este, inclusive campeões mundiais...Como Senna teve em Adelaide/85, Prost em Silverstone/88 e Donnington/93. Quando Raikkonen fez aquela corrida horrorosa em Monaco e estampou a traseira do coitado do Sutil, não ví ninguém detonar ele, botar ele na Toro Rosso nem nada...

Piquet - Abandonou e seu resultado que poderia ser bom acabou não vindo. Uma pena. Mas tenho que ganhou moral depois desta atuação.

Por hora...é só!

Bruno Pagiola, Vitória


Comente 10.07.08
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Kovalainen
A corrida do Rubinho, por mais hábil que ele possa ser na chuva, teve uma grande diferença para os demais: tática. Ele foi o único piloto a usar pneu de chuva-chuva e não apenas o intermediário. Usando esse pneu, chegou a virar mais de 15 segundos por volta mais rápido que alguns pilotos, vários desses que aquaplanaram.

A grande corrida do Rubinho só é um atestado do maior erro tático coletivo da história da F1.

Com 15 segundos por volta de vantagem e podendo ficar na pista sem rodar na reta em 3 voltas se desconta o tempo de 2 paradas — contando 2 porque estou sendo otimista e pensando a pior das hipóteses não ser nenhuma dessas paradas para combustível. E não conto o benefício de não rodar sozinho na reta, como fez o Kubica.

Realmente foi uma corrida histórica, a corrida do erro coletivo.

Bernhard Jordan, Campinas

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Em relação à coluna de Alessandra Alves Que Pátria?, concordo plenamente com você Alessandra. Confesso que cada dia se torna mais difícil e enojado torcer pelo Brasil quando assisto a qualquer tipo de esporte. No futebol, parece-me que o que mais importa sem dúvida é o dinheiro, que chatice aquelas diferentes chuteiras hein?

Na Fórmula 1 essa tendência torna-se mais forte atualmente. O pingo de nacionalismo que existia na era Senna parece que vai se esvaindo. Ver Senna levantando a bandeira brasileira dentro de seu carro, vibrando junto coma torcida é inimaginável atualmente, foi proibido, que piada!

Quando Massa venceu, acho que na França, foi ele agradecer à… Shell? Per Dio, Massa! Pilotos como Leewis pra lá e pra cá procurando dinheiro e mídia. Realmente, só quem ama mesmo, como eu, F1 é capaz de continuar assistindo às corridas em pleno domingo.

Bom, não sou exagerada a ponto de torcer por pilotos europeus como fazem muitos aqui no Brasil, vou continuar acreditando que Massa pode ser campeão no fim do ano, até porque todos lá querem ver os brasucas pelas costas. É só ver que qualquer erro de Massa vira uma catástrofe, enquanto o de Kimi é quase invisível (vide Mônaco, com 2 erros deste). Mas, sinceramente, espero que apareça um piloto ainda com estilo Senna, com vontade de ganhar para o povo.

Marcelle Costa, Duque de Caxias

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Excelentes comentários do Antonio Pessoa, publicados neste espaço. Parabéns pelo maravilhoso site.

Alfredo Silveira, Fortaleza

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O inimigo de Silverstone
Somente por estupidez eu criticaria Massa por esta corrida. Silverstone é larga e com espaço para frear com antecedência, não tem o muro como Mônaco, pista onde Massa foi quase perfeito. A TV mostra Massa perdendo o controle em reta após passar em um ressalto na pista e o mesmo aconteceu logo após, Massa vinha perfeito nos treinos durante a semana e Raikonen, na corrida anterior, não sofreu prejuízo se contarmos que garantiu com tranqüilidade o segundo lugar e ganhou um motor novo para correr em Silverstone, que, como Monza, é um dos templos da velocidade.

Até o momento não vi nenhum esclarecimento técnico de como o escape da Ferrari de Raikonem teve aquele providencial problema, que se acontecesse com a McLaren ou a Renault a Ferrari levantaria suspeição, não houve intervenção de fatores externos para colaborar com aquele problema.

A vitória de Raikonem estava traçada nos treinos de sábado e, ao contrário, Massa, com o carro instável, com outro probleminha de não caçar o carro a tempo, estava fadado ao fracasso. Vi que teria dificuldades o suficiente para sequer beijar os pontos com aquela vassoura de bruxa com a traseira nervosa; até parece que não conhecemos a Ferrari dos tempos de Rubinho que a cada prova ficava cada vez mais convicto que o seu papel era o de acertar o carro para o alemão. Quantas vezes ele providencialmente (isso quando encostava nos pontos ou poderia impedir algum recorde) ficou parado no grid, sua Ferrari virava uma cadeira elétrica no sábado, depois de uma semana arrasadora, faltou-lhe combustível, problemas de cambio, problemas elétricos, problemas de embreagens, problemas na tração....

Tudo isso sabemos, mas temos medo de conceber, preferimos a hipocrisia porque é mais fácil e sensato para não confrontarmos com um gélido parecer técnico de um isento especialista, assim, isentamo-nos da responsabilidade da opinião, em vez de defender preferimos criticar o Massa. Os ingleses são torcedores, os espanhóis são torcedores, os europeus são torcedores. Nós vimos por duas vezes consecutivas o Piquet superando no braço o Alonso em uma tocada perfeita, preferimos acompanhar F. Willian em nada dizer a respeito. Achamos melhor engolir que o Alonso é gênio, e esquecer que amarelou para o Hamilton, que não amarela para o rápido Kovalainen.

Raikonem só não foi tanto ou mais decepcionante que Massa porque alinhou no grid uma Ferrari ajustada, preparada para vencer o premio e retomar a liderança do campeonato. Se a vassoura de bruxa do Massa estava desajustada para pilotar em pista seca, quanto mais para pista molhada.





É isso aí Carlos, de Feira de Santana, eu não bebo na mesma fonte do senso comum.

Depois do lapso temporal que ficou do quarteto fantástico Senna, Prost, Piquet e Mansel, tivemos um colunista comentando a respeito de um período competitivo que há muito não víamos, com algumas peculiaridades entre os pilotos, Rubens, como Schumacher, iniciou carreira quando aquele quarteto estava encerrando; Mansell, apesar de rápido, era muito atabalhoado, e Piquet já estava fora de forma, o período em que fora brilhante antecedia o seu ultimo título.

Mansell teve seu título e Prost teve o 4° em virtude do carro ET, um dos melhores F1 de todos os tempos, que Mansell ganhou para brincar e que Prost também quis usar como um irmão mais novo que ganha a camisa do mais velho. A F1 ganhou competitividade somente após a era Schumacher, isso denota que o que faltou durante aquele período do Quarteto Fantástico para o de então foi Schumacher. Senna não nos deixou ver Schumacher colocar sua superioridade, preferiu levar-se junto com o carro além do limite em vez que ver o Alemão acompanhando-o de perto pelo retrovisor até o momento do pit para então impor sua superior velocidade.

Os 30X0 demonstram que Senna estava psicologicamente abalado, todos conheciam as características de Schumacher do ano anterior e que o tornou célebre, Senna temia isso, já estava virando freguês, foi o que ficou patente com o placar, embora não visível a superioridade em disputas diretas. Compará-lo ou como melhor que J. Clark foi por mera opinião, não tenho nada que possa afirmar quem fora melhor.

O Quarteto de ontem, como os de hoje, cometia erros crassos, Mansell, como Massa, era o elemento mais frágil, embora não sofresse a ameaça de um bicampeão tomar o seu lugar. Tenho Massa como melhor que Mansell, considero o Rubens como o Truli também melhor. Parece-me óbvio que na posição de primeiro piloto, com uma Williams ET ou uma Ferrari 2002, qualquer um dos três faria tanto quanto o Mansell fez quando se sagrou campeão.

Lamento pelo Rubens ter pilotado na era Schumacher, no entanto, respeito-o por tê-lo visto impondo-se em algumas situações, como em chuvas, aqui mesmo no Brasil. Barrichello foi, e acredito ainda ser, capaz de impor velocidades tanto quanto Hamilton e Raikonen, talvez não com tanta freqüência, mas cometendo menos erros e apresentando mais consistência durante um campeonato. Sei que pode ser tão cerebral quanto o Kubica e Alonso, embora nunca ter o arrojo de Massa. Rubens ainda assusta com a possibilidade de cometer erros com o tanque cheio.

Hoje, Rubens na McLaren decepcionaria menos que Hamilton, na Ferrari menos que Raikonen e Massa, na BMW talvez não apresentaria o desempenho do Kubica, mas seu desempenho na Stewart, carro inferior de grid comparado ao BMW de hoje, Rubens conseguiu brilhar e teve o luxo de optar entre os dois melhores carros desse últimos 15 anos.

Lembremo-nos de quantos títulos somados de Senna, Prost, Piquet e Mansel acumularam e quanto foi acumulado pelos pilotos que alinharam no grid de Doningtom, onde Senna foi ovacionado com a melhor volta de todos os tempos, Rubens largou da 12ª posição e no final da 1ª volta estava em 4ª, realizando o dobro de ultrapassagens de Senna, vinte anos após, nas condições ainda mais desfavoráveis, larga da 16ª, no final da 1ª volta estava em 10°, terminando em 3°.

Naquele período, Rubens ainda novato, competiu com competidores produtores de 17 títulos, e não 11, além de outros pilotos fantásticos que brilharam em outras categorias.

Não me resta dúvidas que Rubens é o melhor piloto de chuva desses últimos 20 anos, e se Senna foi melhor que ele, o peso superior na traseira e os largos pneus permitiam mais diatribes na pista, os erros podiam ser provocados e corrigidos.

Saulo E. Crema, Vitória

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Grande corrida. Essa pista não deveria sair do calendário. É bom lembrar que Rubinho é o único piloto em atividade que esteve no grid com Senna, é incrível vê-lo competitivo depois de tanto tempo, pelo menos temos que admitir que o cara é realmente louco por corridas.

Abraços

Rafael, Maringá

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Glock nos treinos da sexta
Bem, vou tentar ser o mais breve o possível, não quero enaltecer demais alguém até porque ele é capaz de conquistar o que penso sem que alguém tente me convencer. Acompanho o Rubens Barrichello desde que ele chegou na Fórmula 1. Aliás, em meu ver, é ele o substituto natural do Senna, não que seja possível comparar um com o outro.

Bem, o Rubens demonstrou já em seu primeiro ano de Fórmula 1, naquela memorável corrida de Donington, do que era capaz — e digo que só não o perdôo pelo fato de ter deixado aquela equipe vermelha que por causa dele eu não gosto, ter enterrado a sua carreira. Naquela fantástica corrida, onde me lembro e, por favor, me corrijam se eu estiver errado, o Senna fazia volta mais rápida com pneu slick na chuva do que o Prost com pneu de chuva na chuva!

O Professor trocou de pneus 8 vezes, o Rubens, 5 e o Grande Ayrton, 4, lembrando que era a terceira corrida do Rubens e ele colocou uma volta em cima do professor, repito, só não perdôo ele por ter ficado tanto tempo fazendo papel de escudeiro daquele que, ao ceder passagem na Hungria, como fez, e deixar o alemão ganhar, só mostrou o seu valor, que reconhecessem quem quisesse!

Essa corrida em Silverstone foi só mais uma demonstração do que ele é capaz e, caso ele não tenha lugar garantido para 2009, será uma pena não para nós ou para ele mesmo e sim para a Fórmula 1, que ficaria sem um dos seus grandes gênios.

Quanto ao rapazinho da equipe vermelha, a meu ver, ele só mostrou mais uma vez do que é capaz, de uma asneira atrás da outra. Quanto ao GB, lamento que parece que às vezes as bobagens que ele diz contagiam até o Burti, que já esteve lá e sabe do que se trata o esporte, quando primeiro ele afirmou que, quando o Rubens ganhou na Alemanha em 2000, o próprio Ross Brow declarou que o Rubens assumiu sozinho o risco e depois afirmou que o resultado domingo teve o dedo do Ross e o Burti concordou, fazer o quê!

Espero não ter aborrecido demais com o que penso àqueles que ainda acreditam no rapazinho da equipe vermelha e que ele é um dos candidatos ao titulo dessa temporada. Talvez só me agradasse se isso acontecesse. Bem, nem sei de que forma isso poderia me agradar, mas lamentaria muito pelo fato do esporte que já viu tantos grandes campeões sucumbir à idéia de ver aquele rapazinho campeão, se não for pelo carro que tem, não imagino como isso poderia acontecer. Abraço a todos

Carlos E Mariano, São Paulo

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Mas o Damon Hill está cada vez mais parecido com o George Harrison, não? Uma vez, perguntaram aqui se ele não era o filho bastardo do Beatle. Sei não...

Mais uma vez, vamos voltar ao velho dilema no GP da Alemanha: Felipe Massa aprendeu a correr sob pressão? A fibra dos campeões será vista em suas veias nessa próxima corrida, ou então, meus amigos, bye bye.





Estou ficando de saco cheio de todas as vezes que eu entro aqui só ler o povo falando mal do GB e do RL. Concordo, os dois dão muitas mancadas, mas são caras que conhecem muito da matéria. Vamos tentar ser um pouco mais elegantes, prá não dizer mais criativos, e iniciar outras discussões num nível melhor.

Uma vez, o Carlos Petry me criticou aqui sobre um texto que mandei sobre músicas que falavam de carros, mais precisamente sobre o Deep Purple. Realmente, este é um site de automobilismo, mas estávamos no recesso da temporada, achei que cabia aquele tipo de discussão. Hoje, se formos ver, só se está falando na senilidade do GB e do RL. Então sugiro que o povo procure falar mais sobre assuntos da Fórmula 1, dos pilotos, dos carros, e não dessas futricas e mumunhas que só servem prá deturpar.

Foi assim há um tempo, o pessoal só escrevia prá falar que o Senna era melhor que o Schumacher, que o Schumacher era melhor que o Senna e por aí vai.

Até a próxima,

Humberto Luís Mendes, São Paulo

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Nós somos uns chatos!

Acho que estou voltando pela enésima vez ao assunto Galvão Bueno e Reginaldo Leme em especial, mais ao primeiro que ao segundo, diga-se de passagem. Já os critiquei bastante e se hoje não venho em defesa deles ao menos farei um mea-culpa.

Gostemos ou não, a Fórmula 1 só é o que é hoje graças ao Galvão Bueno e seus súditos, a dita categoria maior do automobilismo a uns quarenta anos atrás não era nada em termos de repercussão mundial, era um torneio de malucos mambembes (de onde provém o nome circo) aonde um bando de desajustados, alguns com muito dinheiro, outros com muita loucura, e um número menor com ambas as características se juntava e ia pela Europa fazendo o seu campeonato mundial de forma empírica, não existiam patrocínios e era possível, como mesmo confidenciou uma vez Jack Brabham, fazer uma temporada com 70 mil dólares — isso em 1967.

Tudo bem, existe inflação em dólar também, não sou economista, mas vamos multiplicar esse valor x 10, Ainda assim chegaremos a extraordinária fábula de 700 mil dólares, deve ser o que ganha o Alonso hoje por cada sessão de treino. Não existiam patrocinadores, com já disse existia abnegação de alguns, dinheiro de outros e alguns interesses automotivos bem mal explorados e é claro a bilheteria, e só.

Não sei se para o bem ou para o mal, foram aparecendo os Galvão Buenos (agora já no adjetivo) da vida e a Fórmula 1 foi tomando o corpo e formato que nós temos hoje, e cada vez mais se aperfeiçoa nesta arte que é de show business independente da qualidade apresentada ou mesmo da categoria dos atores, isso fica a cargo do GB ( no adjetivo!). Eles são imbatíveis nessa área, muito melhor do que nós, deixa com eles que com certeza vão dar conta do recado com uma maestria de fazer inveja a Clarck, Senna, Schumacher ou Fangio ou ainda todos juntos.

Aonde eu quero chegar com isso? Simples. A Fórmula 1 só é o que é hoje graças aos GB (no adjetivo) da vida, eles são imbatíveis na sua arte que é de cativar e motivar as massas, de conseguir vender geladeira para esquimó. Não importa que o que eles falam não tem conteúdo ou está errado, afinal a quem interessa isso? Importante é manter o circo e vender refrigerante e pipoca, e isso eles fazem bem prá cacete. Sabe por quê? Mais uma vez a resposta é simples: 90% das pessoas que acompanham a Fórmula 1 não entendem chongas de patavina de nada que está se passando ali, é o oba-oba da modernidade, campanha maciça pela mídia, grandes anunciantes, dinheiro farto e tome GB no povão, ele representa o apresentador de auditório que tem como patrão um conjunto de patrocinadores milionários e como deus um marcador de audiência on line do ibope.

É ali que os GB (no adjetivo) têm que apresentar resultado, essa é a realidade nua e crua. Como já disse, não sei se está certo ou errado, só sei que é assim e pronto. E quanto a nós, leitores e colaboradores do GPTOTAL, de todos os sites e blogs especializados em automobilismo? Ora! Nós somos uns chatos, nós conhecemos o nome da tia de leite do Alberto Ascari, nós sabemos quanto mede cada pneu de Fórmula 1 desde que ela foi criada até hoje, somos capazes de recitar de cabeça todos os motores que já impulsionaram carros de Fórmula 1 de 1950 até hoje, sabemos de cor e salteado como é a tomada de curva da parabólica em Monza de qualquer piloto em qualquer ano, somos capazes de ficar durante anos discutindo minúcias da carreira de todos os pilotos e mesmo sendo entendedores profundos do assunto ainda não chegamos a um consenso.

Nós somos os NERDS do automobilismo e, aqui prá nós, alguém agüenta papo de nerd? Só outro nerd. Criticamos a dupla da Globo, mas não tenho dúvida nenhuma que se o melhor de nós assumisse seu lugar seria demitido por incompetência antes que o Michael Andretti foi demitido pela McLaren em 1993.

Portanto, a partir de hoje, conclamo a todos deixarmos o Galvão Bueno em paz, como já disse a Fórmula 1 só e o que é hoje graças a ele (no adjetivo) e não a nós, especialistas tarados e chatos. E se esse motivo não for suficiente lembre-se que nós habitamos mundos diferentes e como já aprendemos nos primórdios do banco escolar, duas paralelas não se cruzam.

Rubem Rodriguez González, itaboraí

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Kimi
Caros amigos,

É incrível a quantidade de bobagens que a gente lê por aí. A Internet transformou curiosos em formadores de opinião. Tenho vistos textos opiniáticos, de gente que claramente não entende desse esporte.

Quem nunca teve um mau dia na vida? Acordou com o pé esquerdo e bateu o carro a caminho do serviço? Ou apertou o botão delete no computador e colocou um trabalho de semanas a perder? Ou derramou a jarra de suco em cima do trabalho de faculdade? Ora, pilotos de corridas são gente igual a gente. A diferença é que as bobagens deles custam muito dinheiro e são transmitidas via satélite para todo o globo.

Porém, precisamos convir que há dias em que as coisas simplesmente andam contra. É muita precipitação julgar o conjunto da obra pelos picos e vales. Classificar Massa como medíocre por causa da performance em uma corrida apenas demonstra a falta de conhecimento de quem escreve. Igualmente insano é classificá-lo como gênio e compará-lo a Senna só porque estava na liderança do campeonato.

Gênios e medíocres não se formam após apenas uma corrida. Senna e Schumacher são considerados gênios e também fizeram grandes bobagens em suas carreiras. Da mesma forma que Coulthard e Fisichella podem ser chamados de medíocres, e já tiveram dias iluminados. Ou seja, tudo é relativo.

A corrida pelo título de pilotos ainda está aberta, e precisamos esperar pelo término para separar os gênios dos medíocres. Ainda é cedo demais para sentenciar Massa, Hamilton, Raikkonen e Kubica. Apenas o tempo dirá.

Abraços,
Peter Marx

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Massa após a França virou gênio para seus defensores. Depois de Silverstone virou cabeça de bagre para os detratores. E assim caminha a humanidade.

Realmente foi um final de semana medíocre de Massa. Também não acho que ele foi genial na França. Mas ele vinha em uma série impressionante de excelentes resultados.

Algo me chamou a atenção nessa temporada. O campeonato está acirrado por conta da inconstância de resultados. Massa errou muito no inicio. Hamilton virou piada até na Inglaterra por conta de desempenhos sofríveis. Nessa balada, Kubica praticamente sem cometer erros, chegou até a liderança. E mesmo com uma corrida ruim na França e o abandono na Inglaterra após erro seu, está só dois pontos atrás dos lideres, que têm carros muito superiores ao dele. Kimi também estava sendo bastante constante, cometendo apenas um erro grave, que foi aquele de Mônaco. Depois foi a lambança do Hamilton, a quebra do escape e a burrada da Ferrari. Se dependesse só dele, seria líder com folga. Mas essas coisas fazem parte do jogo.

Ainda acho Kimi o melhor dos quatro que estão na disputa. Vamos ver se essa corrida ridícula não desestabiliza Massa.

Uma coisa que não entendo no brasileiro é a falta de critério ao analisar o desempenho dos pilotos brasileiros. Não consigo entender por que acham que o cara fez uma corrida brilhante simplesmente por ter chegado ao fim dela. Vamos lá. Muitos disseram que Massa foi brilhante na França. O que ele fez de excepcional? Ultrapassou seu companheiro que estava com um carro bichado? O que Nelsinho fez de brilhante na mesma corrida? Ultrapassou Alonso após um erro deste?

O que Nelsinho estava fazendo de brilhante na França, além de manter-se na pista? Ultrapassou o Alonso, que assim como Kimi fez a besteira (ou a equipe fez) de manter pneus velhos e andavam 7 ou 8 segundos mais lentos que todos? Foi brilhante errar e parar na brita?

Corrida brilhante foi a do Rubinho, que com um carro medíocre ultrapassou um monte de gente. Brilhante foi Hamilton que chegou mais de 1 minuto na frente do segundo. Este pessoal está precisando reavaliar seus conceitos. Piloto brilhante, para mim, é aquele que dá show, vai pra cima, ultrapassa. Piquet era assim, Senna também, Rubinho no inicio, idem. Pode até errar, mas errou tentando. Simplesmente manter-se na pista para chegar ao fim para mim não é brilhante, está é com medo de perder o emprego. Para mim, isso tem outro nome, mas como é um site familiar, não vou escrever, mas tem a ver a parte traseira de nossa anatomia.

Rogério Tófoli Kezerle, São Paulo

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Alonso
E aí, alguém vai agora crucificar o Rubens? Eu! Vou crucificá-lo por ter aceitado a m... do convite da Ferrari em uma época que era visível que o Chucruts iria dominar. Que raiva que eu tenho disso. Sinceramente, Rubens na Ferrari em 2007 e 2008… acham mesmo que Raikonnen seria campeão? Estaria esse bolo todo no campeonato?

Eu duvido. Com relação ao Massa, não crucifiquem… existia um tal de Professor Narigudo que na chuva parecia um pato.O problema é que só queremos glórias. Que nada, o bom é dar risada e ver que não somente os nossos fazem marmeladas os outros também fazem. É só lembrar do Prost, na volta de apresentação, lembram? De Ferrari ou Mclaren? Então, tudo bem que ele tem 4 títulos mundiais. Mas com qual idade foi o primeiro título dele mesmo?

Com relação aos demais, deixe as águas rolarem, tem 50% do campeonato ainda pro Luis se matar ou acabar prejudicando a corrida de alguém. Com relação ao homem de gelo, nada a declarar.

Abraços,
Fabio Marques, Curitiba

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Realmente, a temporada desse ano vai se assemelhando à de 1986, só falta ver qual será o desfecho deste. Os 4 que estão na disputa pelo título tiveram histórias totalmente diferentes nesse GP:

Lewis Hamilton: Venceu a corrida, se redimindo do bombardeio que estava recebendo da imprensa inglesa nas últimas semanas e de suas últimas corridas, onde só fez bobagens.

Felipe Massa: Corrida para esquecer, parecia que dirigia um pião e não um carro de corrida. Estava demorando a voltar a fazer uma corrida ruim, retificando, assim, sua famosa instabilidade.

Robert Kubica: Vinha fazendo uma corrida discreta, mas chegaria ao pódio, se não fosse a rodada que o tirou da prova. Perdeu a chance de terminar a corrida liderando o campeonato, de novo. Aposto que disputará o título até o fim do campeonato.

Kimi Raikkonen: Apesar do erro na estratégia, que tirou a possibilidade de vitória de suas mãos, fez uma bela corrida. Apesar da rodada, conseguiu manter seu carro na pista até o fim e ainda fez ultrapassagens lindas no final. Nessas horas sua frieza faz a diferença quando se compara com seu companheiro de equipe.

Se fosse para apostar em algum dos quatro, apostaria no bicampeonato do Kimi. É o que possui melhor conjunto consistência-equipamento dos quatro. Mas o campeonato está aberto, como em 86, e creio que só será decidido em Interlagos, de novo...

Júlio César Rissa, Foz do Iguaçu

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GP da Inglaterra

Massa bateu se Ferrari nos treinos de sexta feira
Parabéns a Luis Amilton (Lewis Hamilton), corrida praticamente perfeita, ao Nick Heidfeld, bela corrida do alemão com uma incrível ultrapassagem sobre os gelados finlandeses, como ele mesmo disse: não é todo dia que se ultrapassa uma Ferrari e uma McLaren ao mesmo tempo. Verdade. E finalmente ao Rubens Barrichello, na minha opinião e na de muitos outros, o melhor piloto na molhada pista de Silverstone. Se a Honda fosse no mínimo uma BMW, Rubinho teria vencido, ou não, né.

E como disse o Regis Leme, o Rubinho é “o cara” na chuva, parabéns e bem-vindo ao pódio novamente (apesar que dificilmente o veremos lá esse ano de novo).

Em 4° Raikkonen, um valente que mesmo após erros absurdos da Ferrari, conseguiu um bom 4° lugar pra ele e um ótimo 4° lugar pra quem assiste, pois aumenta a emoção com o campeonato triplamente empatado. Em 5° o Kovalainen. Ótima pole, mas decepcionante corrida, é a segunda vez no ano em que está envolvido em uma dupla ultrapassagem, a primeira ele estava sendo pressionado pelo Rubinho quando muito espertamente Massa passou os dois de uma só vez no Canadá, e agora na ensopada Inglaterra de ontem (domingo), disputando posição com o compatriota Kimi, foi ultrapassado por Nick Heidfeld. Mais uma vez, decepcionante corrida do Kova, cova pra ele na McLaren.

Em 6° Fernando Alonso, mesmo tomando um pequeno baile do Piquet, mostrou que a experiência ainda leva vantagem e terminou num salvador sexto lugar. O 7° foi o Jarno Trulli, o quase impassavél Trulli, e o 8° o filho de Satoro, Kasuki Nakagima, chegou e conquistou um pontinho nesse GP seboso e confuso.

Aos demais que terminaram na pista são sobreviventes, porém, nada ganharam. Webber, por exemplo, largou em 2° e só, nada mais fez além de besteiras. Glock nem é preciso falar, a minha única dúvida é: quem rodou mais? Glock ou Massa. Por falar em Felipe Massa, a pior corrida da carreira dele, além de reclamar demais, em parte com razão, o rapaz só rodou, e conseguiu algo que achei que não conseguiria, ele terminou a corrida, duas voltas atrás, mas terminou.

As declarações de Anthony Davidson me soaram meio invejosas, a parte do vergonhoso eu concordo, mas a do inútil ele exagerou, por que, serviu para finalmente abrir os olhos de Luca De Montezemolo com relação às besteiras feitas pela direção da Ferrari com relação a decisões de pista e dar broncas públicas em todos da Ferrari, inclusive pilotos. Agora, só saberemos se não foi inútil se der resultado.

Pra concluir sobre o Massa, ele não correu como alguém que disputa o título e ainda por cima reclamou demais. Não podemos nos esquecer do erro mecânico nos boxes, vergonhoso para a Ferrari. Os ferraristas devem ter se perguntado: onde está Ross Braw? Que saudade! Aí lembraram: se aposentou e depois foi pra Honda, olha lá, colocou o Rubinho em terceiro com aquela carroça, que saudade do Ross.

E agora o Nelson Piquet Jr., está andando muito bem, nas duas últimas corridas (França e Inglaterra), pelo menos na minha opinião, o herdeiro do Nelsão foi melhor que o Fernando Alonso. A diferença na Inglaterra foi a falta de experiência, mas pra mim Nelson Jr seria 4° e talvez até o 3°, resumindo, até o momento da saída, ótima corrida do Jr.

Fico na torcida é claro por um título de Felipe Massa, mesmo vendo que pra mim o Kimi Raikkonen é o favorito, pois o Hamilton em muito me lembra o Mansell nas atitudes descontroladas de quando está sob pressão e de como corre bem na Inglaterra, e o Kubica que com aquele nariz me lembra o Prost, não tem carro ainda pra disputar um título mundial.

Fico também na torcida pela vinda de Bruno Senna, Lucas di Grassi, Pastor Maldonado (pelo fato de ser argentino, é sempre bom deixar um argentino pra trás, que não diga o Nelsão com o Carlito Reutemann), Roldan Rodríguez (será lindo ver a inscrição R. Rodriguez assim como meu nome, mais isso é besteira rsrsrs) e por fim Danica Patrick (só pra calar a boca do querido Galvão Bueno).

Lembrando do Galvão Bueno, em outras vezes aqui no GPTotal eu o defendi e ainda defendo, porém, a narração do GP da Inglaterra foi a pior que eu já vi do Galvão. Repetitiva, confusa e monótona. A corrida que já era confusa, ficava mais confusa com a narração, estava melhor assistir no mudo. Coisas que eu percebia há muito tempo, só depois de 2 ou 3 minutos (jogando baixo) é que o Bueno percebia. O Luciano Burti é o cara mais paciente do mundo, porque agüentar o Galvao ontem cara, é digno de prêmio Jô.

Se bem que ele é como o Casa Grande, só fala o óbvio e só serve pra ouvir o radinho das equipes. O Regis Leme, sou fã do cara, mas ontem tava mal também.

Pra concluir, o GP da Inglaterra foi o GP da confusão dentro e fora das pistas.

Valeu pela paciência de vocês, me desculpem qualquer coisa. Obrigado.

Rômulo Rodríguez, São Paulo

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Button atolado
Boa noite, amigos.

Não quero ser acusado de oportunista, mas prefiro esperar pelo próximo GP para falar deste ou daquele piloto. O Grande Prêmio inglês teve de tudo, inclusive o impensável terceiro lugar do Rubinho.

O comportamento do Hamilton merece nota também, não só pela brilhante vitória, mas, sobretudo, pelos excelentes resultados em provas caóticas. O Hamilton trabalha às avessas. A frieza e a sorte aparecem nos piores momentos. As vitórias têm de ser épicas para que tenham algum sentido. Quem sabe se na Alemanha, numa tarde ensolarada, o Lewis não meterá o pé pelas mãos novamente?

Aliás, este campeonato está muito disputado mais em função da falta de regularidade dos pilotos que em razão da sua eficiência. Até agora foi um festival de erros e alguns acertos e é essa a razão para que a disputa esteja tão parelha.

O único postulante ao título que mantém regularidade é o Sr. Kubica. Pena que a BMW ainda não possa oferecer um equipamento à altura de Ferrari e Maclaren, pois apostaria meu rico dinheirinho no polonês sem medo de perder.

Me parece que a regularidade foi uma marca da F1 do passado, onde o número de vitórias era mais escasso e o que valia pra conquistar o campeonato era a trajetória construída ao longo das provas. Aquela história de fazer 10 voltas no mesmo segundo como se houvesse um cronometro no cérebro do piloto são coisas de almanaque. Que saudade.

Nesse sentido, Schumi e o nosso Rubinho parecem que foram os últimos herdeiros. Aliás, a monotonia da era Schumi estava na incrível regularidade do alemão. Em seu bi-campeonato, Fernando Alonso também foi herdeiro desse talento, mas parece que a passagem pela McLaren pôs dúvidas a si mesmo.

A Ferrari da era Schumi tinha time em campo (na pista) e no banco, mas, hoje em dia… A Ferrari tem sido implacável com seus pilotos e tem gente que acusa a Scuderia de beneficiar ora o Kimie e noutras ocasiões, o Felipe Massa. A Ferrari está mais para o Juiz que apitou a final da Libertadores deste ano: erra pra tudo quanto é lado.

Mas façamos justiça a Ferrari: os dois pilotos invariavelmente têm contribuído de forma significativa para os resultados catastróficos.

Vou chutar a bola pra torcida. Acredito que caso a Ferrari estivesse com Fernado Alonso ou Rubens Barrica como o número um num de seus carros estavam dando banho na concorrência.

O grande mérito do campeão de 2008 não será a velocidade, o arrojo, o raciocínio tático ou a coragem em arriscar, mas com certeza será quem cometer uma lambança a menos que a concorrência.

Lastimo pelo Kubica que até agora foi esse Cara.

Forte abraço a todos.

Luis, São Bernardo do Campo

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A dupla da Mclaren
Achar que Galvão Bueno e Reginaldo Leme são fantásticos por preverem quanto de combustível colocaram no carro e quantas voltas darão, até minha avó faria isso, porque na verdade eles olham no computador as informações que são passadas para eles, e depois para nós na tela.

Quem nunca viu essa relação X litros de combustível para tantas voltas? Ai já é puxar o saco demais...

Andre T. Camargo, Guarulhos


Comente 08.07.08
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1) O colega Saulo Crema tomou o quê?

2) Por onde anda nosso amigo Carlos Petry?

O que uma corrida não faz, né?

Saulo concluiu que Barrichello é igual Senna, Piquet e Prost, enquanto que "percebeu" que Schumacher é melhor que todos.

Já o Petry, antes que ele pergunte, aqui estão os detonautas:



abraços,

Carlos, Feira de Santana

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Button
Estava em Silverstone ontem...

Moro em Londres. A corrida foi muito emocionante, foi a primeira vez que tive a oportunidade de ver uma corrida a 30 metros da pista. Nada se compara em ouvir os roncos dos motores de tão perto.

Apesar da chuva insistente, a corrida teve vários momentos emocionantes, principalmente as derrapagens, a primeira do Massa aconteceu na curva em que estávamos, foi inacreditável e emocionante. Massa decepcionou um pouco a grande torcida brasileira presente, que foi vestidas de Brasil e Ferrari.

Rubens Barrichello com certeza foi a grande surpresa dessa prova. Indescritível. Mas Bruno Senna emocionou mais os brasileiros, conquistando a GP2. Ouvir o hino brasileiro em território estrangeiro é uma das maiores emoções q se pode sentir....

Val, Londrina

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Muito divertido o GP da Inglaterra.

Damon Hill, presidente do clube proprietário de Silverstone
Agora: será que se não tivesse chovido, o GP seria tão movimentado assim? Realmente a F1 precisa rever todos estes conceitos aerodinâmicos e de regulamento para podermos ver corridas assim no seco, não somente no molhado.

Aliás o campeonato está muito interessante, apesar de sabermos que o Kubica e a BMW não terão condições de manter o ritmo e logo serão concorrentes batidos, com o título sendo decidido, entre Kimi, Massa e Hamilton.

Diferente de muitos, eu torço pelo Massa sim, temos que parar de ficar desdenhando de nossos pilotos, principalmente quando conseguem bons resultados. Apesar do péssimo fim de semana e do péssimo resultado na Inglaterra, tenho certeza de que ele tem totais condições de brigar por este título, desde que a Ferrari não pise mais na bola.

Ao Barrichello, fica aqui meus parabéns, pois conseguir um terceiro lugar com aquela carroça que a Honda chama de carro, não é pra qualquer um. Se fosse simples assim, por que outros pilotos, com carros superiores ao dele não terminaram na frente?

Fica aqui uma pergunta: Não gosto de comparações, mas o desempenho do Rubinho no GP de domingo, não foi parecido com o desempenho do Senna, no GP de Mônaco de 84? Vejam só, antes que me crucifiquem, parecido não idêntico.

Parabéns pelo site.

Um abraço

Alex Cristiano de Sá, Santo André

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Uma das duas grandes decepções da corrida
Bem parceiros da velocidade,

Resolvi encaminhar esse email após ter sido linchado pela opinião pública, sob acusação de calúnia, difamação, e acima de tudo ser anti-brasileiro, após alguns comentários sobre a temporada de F1. O foco principal da polêmica, chama-se Felipe Massa. E qual o motivo do ódio das pessoas em torno de minha pessoa? Vamos aos fatos:

Após a vitória do Felipe em Magny-Cours, vieram com a seguinte pergunta para mim: E aí, o que você me diz agora do Massa? - Respondi com base ao que tinha assistido momentos antes: O Felipe só ganhou porque o carro do Räikkonen quebrou, caso contrário ele iria preservar o segundo posto, afinal seriam 8 pontos importantes.. Apenas este comentário já foi o suficiente para surgirem comentários de que eu torço contra*, que sou anti-Brasil, e que nunca sou parcial ao comentar sobre o Massa.

Ontem, após a corrida de Silverstone, cheguei para a pessoa que tinha me indagado 15 dias antes, e fiz a seguinte pergunta: E aí amigo, o que você tem a me dizer sobre a corrida do Massa? A resposta parecia ser padrão: O carro dele estava muito ruim, a Ferrari prejudicou a corrida dele, e na qualificação o segurou de propósito nos boxes.. Até fiquei espantado com o trecho o segurou de propósito nos boxes.

Ao rebater o comentário dizendo que a equipe não segurou de propósito nos boxes, e sim o mecânico que falhou na hora que fazer a troca, fui interrompido com um: tanto faz, é a mesma coisa, a Ferrari só prejudica o Felipe. Bom, perguntei se a equipe Ferrari teve culpa nas duas rodadas no início da corrida, colocando a roda na faixa branca, ou na zebra mesmo, e também afirmei que a Ferrari tem carros diferentes, ou seja, um bom para favorecer o Räikkonen e um ruim para prejudicar o Massa. Tive como resposta que os carros são iguais, não tem essa de um carro melhor pra um.

Não contente, fiz a pergunta fatal: se você diz que os carros são iguais, porque o Felipe rodou 5 vezes (na verdade 4, uma ele foi vítima de aquaplanagem, era mero passageiro), e o Räikkonen somente 2 vezes? Sendo que o Räikkonen estava mais sob pressão, pois estava andando no pelotão da frente.

Isso foi causa de fúria quase que incontida por parte da outra pessoa, chegando a por em cheque a nossa amizade, pois onde já se viu falar essas coisas do Massa, que eu tenho que parar com essa mania de criticar o cara, e que sempre sou parcial* quando faço comentários a respeito.

E estes mesmos comentários eu fiz em um fórum, em um tópico sobre o evento de Silverstone, o qual eu mesmo tinha criado. Se pudessem me pegar pelos colarinhos via web, teriam pego, após eu fazer a seguinte citação:

- Ganhou na França por mérito de ter feito uma corrida limpa, na qual era sombra do parceiro, e logo já o chamaram de Gênio, Fabuloso, Fantástico, entre outras coisas. Lançaram até um Chupa que é de uva para os que não acreditam no Felipe como campeão. E agora, o que me dizem da atuação dele em Silverstone ?.

O tópico virou histeria total, com a raiva de todos os corações concentradas apenas contra minha pessoa. Já coisa de tudo que é tipo, como por exemplo, que sou urubu, que minha alegria é ver o Felipe mal, e teve um que foi mais além: Segundo ele não sou brasileiro, para mim o Senna era uma droga, o Brasil não tem o melhor futebol do mundo, Guga era um mané qualquer, e a seleção de vôlei um lixo.

Agora pergunto a vocês, ótimos comentaristas, além de tudo profissionais: cometi alguma heresia ?

* Como já declarei que não sou fanático por Felipe Massa, e não é pelo fato dele ser brasileiro que sou obrigado a torcer por ele, acham que meus comentários são veneno puro, por eu não gostar do cara. Admito que torço mais para o Rubinho e para o Piquet Jr, do que para o Felipe, mas jamais irei torcer contra, e se ele for campeão, é ótimo para o nosso automobilismo.

Victor Massami, Jundiaí

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Heidfeld, o 2º colocado
Sempre preferi o Barrichello de antes da Ferrari (sem desmerecer a carreira dele por lá, que foi bem razoável, dadas as condições...).

Ele merecia uma vitória na Jordan ou, principalmente, na Stewart. O desempenho dele foi incrível e ele teria tido muito mais sucesso com as chances que, ironicamente, caíram no colo de Coulthard ao longo de suas respectivas carreiras.

Tenho dito em off que ele ainda pode vencer uma ou outra corrida se o dilúvio vier na hora certa (tem de ser um dilúvio mesmo, a Honda deveria ter abandonado o desenvolvimento do carro de 2007 e apostado em desenvolver um novo a partir do de 2006). Não sei se ele ainda tem cabeça para a F1, mas se tiver merece manter o emprego na Honda, um pouco, mas não muito mais, do que seu companheiro.

Massa é péssimo na chuva, mas ainda pode ser campeão se tiver sorte, mas vai ter de mostrar muito trabalho no seco, muito mesmo. Lewis é um gênio, mas também é um deslumbrado, um deslumbrado que poderia ser campeão se colocasse a cabeça no lugar, driblando a dupla da Ferrari entre os erros banais e apagões dos pilotos e da equipe vermelha.

Queria mesmo é que a BMW aparecesse com alguma solução técnica que garantisse meio segundo a menos para o desempenho de seus carros. Kubica poderia atropelar os outros, aposentar Heidfeld (em que pesem as qualidades do alemão) e abrir caminho para Alonso na equipe bávara. O polonês merece um carro melhor, pelo menos um pouco melhor.

Pablo Habibe, São Luis

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Caro Edu,

Comparar a corrida do Massa em Silverstone com uma atuação do Mansell é sacanagem com o inglês. Não me lembro do Nigel rodar 5 vezes e chegar em último por conta de seus próprios erros.

Até chegar a Silverstone Massa estava fazendo um campeonato brilhante, com pose de favorito eu diria. Resta saber como uma corrida (desculpe mas não existe outro termo) ridícula para um piloto postulante ao título vai impactar no desempenho dele daqui para frente. Se o Massa continuar com o foco que estava demonstrando acho que passa por cima disso com tranqüilidade.
Nelsinho nos treinos da sexta


Piquetzinho fazia uma corrida brilhante até rodar e sair da prova.

Desculpe Galvão, ufanista de plantão, mas o que vale é bola na rede, artilheiro que só chuta na trave e não faz gol, vai para a reserva. No caso do automobilismo, não acho que um chefe de equipe dê um 10, maravilha, jóia para um piloto que rode sozinho e não cruze a linha de chegada. Não se trata de questionar o talento do Nelson Jr., mas de encarar a situação: ele tá na marca do penalti. Pode reverter? Pode, tem talento para isso. Mas por via das dúvidas o Lucas di Grassi foi enviado para a GP2 para pegar ritmo...e está impressionando.

Mario Galhardo, São Paulo

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Oi pessoal

Agora mais do que nunca vocês vão concordar comigo que o Felipe Massa é um piloto medíocre.

Se larga na frente, tudo bem. Até ganha a corrida mas se depende de mais alguma coisa como ultrapassagens e correr na água, que coisa horrível! Como pode um piloto fazer aquilo tudo.

E dou os parabéns para o Rubens Barrichello. Isso sim é piloto, tanto no seco como no molhado. Mas fazer o quê? É o que temos no momento.

Abraço a todos

Nevair Mangolin Molero, Osvaldo Cruz

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Olá gepetos,

li neste final de semana que, desde que Massa bateu na sexta-feira, seu carro não rendeu como antes e estava saindo muito de frente, sendo este um dos motivos de rodar tanto após atacar as zebras...

Então esta é minha dúvida: o que seria sair de dianteira ou o carro está saindo muito de traseira? Como identificar estas deficiências do carro nos treinos e corridas? E principalmente: por qual motivo isto ocorre? Aerofólios? Pressão dos pneus? Asas?

Em tempo: concordo com um leitor de que o site carece de perguntas deste nível... então estou contribuindo para esta discussão!

E o site é ótimo!

abraços a todos...

Roller, Vitória



Oi Roller

Não sou a melhor pessoa pra lhe explicar. É fácil identificar quando o carro sai de traseira mas não é tão fácil assim vê-lo saindo de frente. De qualquer forma, o princípio é o mesmo: as rodas simplesmente se recusam a seguir a trajetória ditada pelo piloto e arrastam pra fora por uma ou mais causas. A mais comum delas certamente é um desequilíbrio aerodinâmico que pode ser acentuado por asas desreguladas.

Abraços (EC)

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BARRICHELLO VELHO DE GUERRA. MASSA NÃO SABE GUERREAR.

O pódio conquistado por Rubens Barrichello com um carro da Honda no GP da Inglaterra de 2008, disputado ontem, reascendeu lembranças. E com estas lembranças, surgem as comparações com o presente.
Festa na Honda


Alguns são contra que haja comparações entre o passado recente e entre o presente e o futuro próximo, mas os acontecimentos na pista de Silverstone em 6 de julho de 2008 as tornam inevitáveis. Concordem com isto ou não.

Rubens Barrichello pilotou de forma magnífica embaixo de muita chuva. Deu um show de pilotagem na pista encharcada com pneus de chuva e Ross Brawn, seu engenheiro e estrategista, deu outro banho de estratégia nos adversários. Seu 3° lugar, conquistado em uma corrida atípica, típica daquelas que separam os homens dos meninos, foi o renascimento de uma equipe e de um piloto que andavam tão esquecidos nos últimos tempos.

Mas vamos no ater somente a Barrichello. Sua corrida de ontem entusiasmou a ponto de nos fazer lembrar de Hockenheim 2000, Silverstone 2003, Mônaco 1997, Donington 1993 (falo da performance do próprio Rubinho nesta prova, onde terminou a 1ª volta em 4° e andava em 3° antes do Jordan-Hart quebrar e tirar-lhe um pódio certo). Quem acompanhou a F-1 ao longo dos últimos 15 anos certamente se lembrará de cada uma dessas corridas.

Rubinho, tão injustiçado na F-1, com escassas e injustas oportunidades na categoria, recebendo injustas avalanches de críticas da torcida e da imprensa especializada no Brasil. Criticado por suas atitudes fora das pistas, e pouco reconhecido por seus shows dentro das pistas em situações anormais, onde somente gênios conseguiriam driblar as duras condições de prova.

O mesmo Rubinho que empolgou no pódio de ontem de Silverstone é o mesmo que fez muitos ficarem arrepiados em com lágrimas nos olhos após a emocionante prova de Hockenheim no ano 2000. Até hoje um simples vídeo no YouTube com os momentos finais dessa prova, com a narração brasileira, mesmo tendo se passado quase 8 anos daquele 30 de Julho de 2000, ainda é capaz de arrancar lágrimas deste escriba, e arrepiar dos pés até as pontas dos cabelos.

E inevitável por um momento deixarmos as lembranças do passado de lado e ver o presente. Atualmente um outro piloto brasileiro, guiando a mesma Ferrari n°2 que Barrichello guiou por 6 longos anos, está tecnicamente na disputa pelo título mundial de F-1.

Antes de Barrichello dar seu show em Silverstone, a imprensa e torcida brasileiras aclamavam a liderança de campeonato que Felipe Massa tinha obtido com a vitória (na sorte) no GP da França 2 semanas antes. Embora no mesmo momento que Rubinho dava seu show com a Honda, Massa rodava cinco vezes durante a corrida com seu poderoso Ferrari F2008, e terminava na 13ª colocação, último dentre os que terminaram a prova.

A 1ª vitória de Rubinho arrepiou até o mais ferrenho crítico de Barrichello. A 1ª vitória de Massa, sua vitória no Brasil, suas recentes vitórias pela Ferrari, mesmo estando em condições técnicas de disputar um título, não levam muitos torcedores a ter o mesmo comportamento. Quem ficou empolgado com uma vitória espetacular de Massa?

Resposta: Ninguém. Pois nunca houve vitórias espetaculares de Massa.

Rubinho obteve 9 vitórias na F-1. Duas delas foram dignas de gênios (Alemanha 2000 e Inglaterra 2003, na mesma Silverstone de ontem). Quatro foram conquistadas com superioridade inconteste (Europa 2002, Japão 2003, Itália e China 2004), e as demais nada mais foram do que conseqüencia do circo armado pela Ferrari após o lamentável episódio do GP da Áustria de 2002 (Hungria, Itália e principalmente EUA 2002), onde a equipe se viu na obrigação de devolver a Barrichello uma vitória com superioridade inconteste que o brasileiro obteria na pista austríaca caso não houvesse uma ganância desmedida por parte do boçal tetra-campeão de então, combinada com a falta de escrúpulos da alta cúpula da equipe.

Já Massa só conseguiu ganhar suas 8 corridas em situações mais fáceis. Em nenhuma delas choveu (ou seja, não houve um desafio), em 6 delas fez a pole-position (Turquia e Brasil 2006, Bahrain, Espanha e Turquia 2007, e Turquia 2008), liderou desde a largada, pilotando o melhor carro e sem ninguém atrás para ameaçá-lo, pôde tranquilamente administrar tudo até a vitória. Em duas delas não fez a pole (Bahrain e França 2008), porém na primeira dominou a corrida desde a 1ª curva, tal como nas demais vitórias, e na última venceu uma corrida que era de seu companheiro Kimi Raikkonen, por conta da quebra do escapamento da Ferrari do finlandês. Uma típica vitória que cai no colo.

Em situações adversas, quando chove, ou quando há um adversário que o ameace de forma intensa, Massa não administra bem sua pilotagem, comete erros, atitudes infantis dentro da pista. De que adianta fora das pistas Felipe Massa tentar se comportar para não ser criticado pelos mesmos motivos que Rubinho foi se dentro das pistas comete uma enxurrada de erros e atitudes imaturas?

Na mesma prova de Silverstone 2008, que Rubinho provou ser o velho Rubinho capaz de entusiasmar a torcida, Massa provou ser o velho Massa, o mesmo que rodou cinco vezes no GP da Inglaterra de 2002 com um Sauber-Petronas, quando ainda era um jovem, imaturo e infantil piloto. O mesmo que 2 semanas depois teve que ceder posição para o companheiro de equipe na Sauber, Nick Heidfeld, no GP da Alemanha, e discutiu com o patrão Peter Sauber, e começou a plantar a sua demissão da equipe no final do ano.

Quando Rubinho teve que ceder a vitória para Schumacher na Áustria 2002, Barrichello aceitou, se calou, engoliu o sapo, e seguiu adiante, bola para a frente. Mesmo assim a torcida e imprensa arrumaram motivos para criticá-lo.

Quando Massa teve que ceder a posição para Heidfeld, não ficou calado, arranjando brigas dentro da equipe. Não me recordo de críticas da torcida e da imprensa, mais preocupada em malhar Barrichello naqueles dias. Mas Massa levou uma demissão humilhante, que muitos estreantes não levaram na categoria.

Porém a sorte de Felipe foi sua adoção pela Scuderia Ferrari, que o colocou como piloto de testes em 2003, e para 2004 o re-introduziu na Sauber para correr. O mesmo Peter Sauber que havia demitido o jovem piloto, teve que aceitá-lo de volta sob o risco de não obter mais os motores Petronas, que nada mais era do que os Ferraris modelo anterior.

E assim Peter Sauber engoliu o jovem e imaturo piloto novamente, por mais 2 anos, que não fez nada de brilhante, e com menos freqüencia repetindo os erros de 2002. Sua adoção pela Ferrari lhe valeu o cockpit de Rubinho quando a paciência de monge de Barrichello se esgotou em 2005, e Massa pegou a equipe em um bom momento, que Barrichello nunca teve: No ano em que Michael Schumacher iria enfim parar de correr.

A sorte de Massa continuava. A Scuderia contratou para o lugar do alemão um piloto finlandês muito rápido, genial, mas de bom caráter e que não se importa em fazer política dentro da equipe para obter privilégios. Ou seja, um comportamento contrário ao de Schumacher na equipe.

Por conta desse estilo não ligo para nada de Kimi Raikkonen que o finlandês, mesmo Campeão-Mundial pela Ferrari em 2007, ostentando um número 1 na frente de seu carro, não exige privilégios na temporada de 2008. E pela Ferrari não receber ordens de Kimi, que Massa continua tendo suas chances de vencer algo e ainda não é relegado a 2° piloto, e mero funcionário do 1° piloto tal como Rubinho foi em seus 6 anos de Ferrari.

E Massa, mesmo com atuações irregulares e errantes como nas duas primeiras corridas do ano, e na Inglaterra ontem, conciliando com vitórias fáceis ou na sorte, consegue tecnicamente estar na disputa pelo campeonato.
Massa


Por quê tecnicamente? Por que ele está com o mesmo número de pontos dos líderes, porém mostra ser o mais frágil dos postulantes ao título (já tinha mostrado isso em 2007), e o que mais comete erros em situações de adversidade (Hamilton por exemplo, praticamente não errou na confusa corrida de Silverstone). Assim sendo, se sua sorte e oportunismo continuar, continuará tecnicamente na briga pelo título. Mas quando a situação apertar e os adversários crescerem, Massa será relegado a 3ª posição no campeonato, e caso o campeão seja Hamilton e não Raikkonen, a Scuderia voltará com sua política de privilegiar um dos pilotos para poder ser campeã. Política essa que deu resultados na era-Schumacher, embora os meios não justificassem os fins.

E Massa perderá sua chance, poderá começar um 2009 como segundo-piloto de Raikkonen, como já deveria ter iniciado 2008. isso prova que quando a guerra se intensifica, sua fragilidade aparece, mostrando que o jovem e (ainda) imaturo piloto não sabe guerrear.

E caso Barrichello não tivesse saído da Ferrari, ao menos ele provou que em situações de adversidade é o melhor do grid, e sem um companheiro anti-ético, ganancioso e boçal, cresceria a ponto de já ter dado ao Brasil um título mundial que não temos há 17 anos - e cujo jejum deve durar bem mais que isso. Para castigo da mesma torcida que criticava seu melhor piloto, e perdoa os erros de seu frágil piloto.

Antonio Pessoa, São José dos Campos



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Lembro de uma coluna que li a respeito de Ricardo Rosset há algum tempo. Nesta coluna ele comentava dizia que é fácil falar para quem está de fora.

Os comentários de Anthony Davidson sobre a atuação de Felipe Massa (já adianto que não torço por ele) são verdadeiramente patéticos! É bem coisa de quem está fora quer entrar. Já no caso de Barrichello, se fosse para ele se aposentar quando estivesse por cima, isto deveria ter acontecido no GP da Alemanha de 2000.

Quando o cara gosta do trabalho é realmente difícil ele pedir a aposentadoria.

Marco Godinho, Curitiba

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RODA, RODA, RODA!

Bom piloto pode até rodar 5 vezes, ou 6, ou 7 vezes; mas depois tem que ganhar a corrida. Que me perdoem os fãs do Felipe Massa. Eu também sou um torcedor brasileiro e portanto vibro com as grandes manobras que nos proporciona a Formula 1. Mas assim é demais. Já vi o Senna rodar duas vezes em uma corrida na chuva. Mas, sabe em que lugar ele terminou a corrida? Isso mesmo, em 1º. Foi uma das 41 vitórias do maior de todos os tempos.

Bom, sabem quando o Felipe Massa vai ser campeão? Nuuuunca! Falta talento! Se a Ferrari for mesmo forte, o campeão será o Kimi Raikkonen. E digo mais: se Alonso fechar com a Ferrari para 2009, sabe quem cederá lugar para ele? Isso mesmo, o brasileirinho! Massa só continua na Ferrari se Kimi resolver abandonar o esporte. Assim mesmo, acho que é melhor o Massa sair, pois tomará um passeio do espanhol. Será que isso é um complô da Ferrari? De forma alguma, é a realidade. Qualquer dono de empresa faria o mesmo. Não se pode criticar a demissão do brasileiro da equipe italiana, assim como será perfeitamente aceitável a demissão no Piquet (filho) da Renault. Por favor, brasileiros como eu: entendam.

Rubens Barichello; show completo. Maravilhoso. Acima das possibilidades do carro. Mágico. Fenomenal. Pena não ter visto o Rubinho na Ferrari sem a presença do Schumacher. É mesmo uma pena. Abraços a todas e todos. E viva o Brasil. Viva Barichello.

Firmo Neto, Recife

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Glock e Trulli


Corrida na chuva fica sempre imprevisível e alguns dizem que nivela os pilotos por baixo. Mas que fica divertida pra caramba, isso ninguém pode negar.

Massa está com uma sorte de campeão. Depois das lambanças da Ferrari e das suas, ainda é líder. Saiu no lucro, em uma corrida para apagar do currículo. Por falar em Ferrari, pelo amor de Deus. Arriscar com o Massa que estava lá atrás tudo bem, já arriscar, e acabar com a corrida do Kimi foi demais.

Será que Hamilton achou o prumo de novo? Que corrida fantástica. Só Kimi conseguiu ameaça-lo. Barrichello foi perfeito. Heidfeld enfim conseguiu fazer uma corrida digna do que havia mostrado no ano passado.

Três pilotos empatados em primeiro e o segundo colocado dois pontinhos atrás. Está divertido.

Quanto ao nosso “adorado” Galvão Bueno, realmente não temos outro narrador para substituí-lo. Nisso concordo com os seus defensores. Mas acho impressionante como ele erra com fatos recentes. Ficou insistindo no treino que era a terceira vez que Piquet disputava o Q3, “corrigindo” Reginaldo Leme que disse que era a segunda vez. GB disse: “França, você esqueceu da França!. Lá Piquet largou em nono!”. Isso foi há duas semanas! Piquet ficou em décimo primeiro no Q2. Largou em nono pelas punições de Hamilton e de Kovallainen! E o que é pior é que ele não corrige as informações erradas.

Não acho que alguém que narra Fórmula 1 há uns 30 anos tenha o “direito” de errar tanto assim.

Rogério Tófoli Kezerle, São Paulo

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Pelo amor de Deus!

O que há com o Galvão Bueno? Não sei mais nem o que criticar dele, de tantos absurdos cometidos, de tanta bobagem falada e repetida à exaustão.

Parece que a Globo coloca o mais retardado da equipe pra narrar. Até o ufanismo já ficou nojento de ouvir! Tem hora que dá vontade de torcer contra Massa só pra vê-lo se queimar com o que fala!

Valha-me Nossa Senhora!

Emerson, Salvador


Comente 07.07.08
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Rubinho passa por Alonso
Agora, depois deste domingo, tive a certeza de que o Rubens Barrichelo deve mesmo é encerrar a carreira.

Ele não pode se iludir, chegou em terceiro e, evidentemente, se tivesse um carro melhor, teria vencido. Ele não será mais competitividade porque na F1 apenas dois ou três carros podem andar na frente visando o título mundial. Se eu fosse o Rubão ou alguém da família dele eu diria “já chega”.

O Hamilton, o Raikkonen e o Massa não estão no nível dele. Podem ser mais rápidos mas não têm a experiência para acertar os carros e definir melhor as estratégias de pista.

Os tempos são outros, a F1 é o armazém do Tio Bernie e o Rubinho deve sair da prateleira antes que saiam com ele. Essa foi a lição do Seu Dondinho, pai do Pelé, que aconselhou o filho a sair por cima e não de forma melancólica e humilhante.

Iron, Belo Horizonte

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Edu, brilhante análise em sua coluna de 6/7/2008.

Só acho que comparar Hamilton a Jim Clark é, ainda, muito cedo. Muito mesmo. O escocês voador não fazia as c... dele. No entanto, vale lembrar que as 3 últimas corridas com chuva (Fuji, 2007, Mônaco e Silverston, 2008) foram vencidas por Hamilton. Novo Senna? Ickx? E não esqueça que, ao fazer essa comparação com 1986, devemos lembrar do pneuzão do Mansell - seria o escape de Kimi?

E, sim, eu acho que a McLaren lamenta BASTANTE a saída de Alonso, não só pelo desenvolvimento, mas pela posição de bicampeão. Veja, amigo: quantos pontos tem a McLaren, hoje? 72. Ano passado, 128. Ano passado, várias primeiras filas. Esse ano, nenhuma. Só a diferença Heikki-Fernando não explicam.

Abraços!

Marcel Pilatti, Curitiba

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Fisico e Nico
Nunca concordei tanto com comentários quanto a este último do Eduardo Correa, nunca fui fã de Shumacher mas, é nessa comparação que Eduardo faz de Hamilton, Haikonen, Kubica e Massa com Post, Sena, Piquet e Mansel é que visualizo Schumacher dando um banho nesses dois grupos, com a lição de pilotagem de hoje, como aquela esquecida de Doninton, ou aquelas como a que a equipe ferrari lhe roubara diante de nossos olhos aqui no Brasil, percebemos que Rubens, ao chegar, se fez notar na F1, e que mesmo dando aquele X no Michael, surpreendendo nas classificações, ainda estava ano luz distante deste, no entanto, para quem viu o quarteto Prost, Sena, Piquet e Mansel, tenho a absoluta certeza que o Rubens sempre foi piloso o suficiente para estar entre aqueles quatro quanto dentre este, Sena também cometia erros crassos, a coragem de Prost não excedia aos seus limites e a do equipamento, o autocrontrole de Piquet, como sua arrogancia, era magnifico, os carros que guiou eram mais humanos do que ele, seu sentimento em último era o mesmo quando em primeiro, a Mansel, esse era o mais veloz de todos, basta que se lembrem que Prost assustou-se com o tamanho dos freios de seu Willians, no entanto, pista de F1 não é só reta, ha! o Rubinho, tem um pouquinho de bom dos quatro, quiz passar de bossal, mas, ainda de bolso cheio das vesdinhas, não conseguia livrar-se da imagem de coitadinho do papai, teria seu nome ma história da F1 certamente como um de seus campeões, talvez um dos mais completos, se tivesse escutado o conselho de Jackie Stewart, que o admirava, todo o campeão nesse esporte é um ególatra. Te odeio por isso Rubens, ainda que não deixe de torcer por você. Se tivesse um título teria a alcunha de gentleman dos anos 90, J. Brabhan. O meu abraço e parabens pela brilhante corrida que, como aquela de Donington, esta também foi sua.

Saulo E. Crema, Vitória

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Corrida maluca: este é o resumo do GP da Inglaterra.

Coulthard abandonou logo no começo
Vitória indiscutível de Lewis Hamilton, que quando resolve usar a cabeça, tem capacidade de fazer corridas incríveis. Brilhante vitória nesse templo sagrado do automobilismo.

Que pena que só teremos GP em Silverstone até 2009. Devido à chuva em Silverstone, a corrida tomou um rumo diferente. Muitos erros, consequentemente, rodadas, e por fim saídas de pista e batidas.

Bom segundo lugar de Nick Heidfeld, que ajudou o alemão a melhora sua posição na BMW e ajudou a equipe no campeonato de construtores. Brilhante 3°lugar de Barrichello: sem sombra de dúvidas o melhor piloto em pista molhada da F-1 atual, com inferior Honda, sair de 16° e chegar em tal posição. Se a chuva tivesse continuado teria vencido. Deu show.

Boa 4ª posição de Raikkonen, apesar da corrida tumultuada, dos erros seus e da Ferrari, o finlândes cresceu na parte final da prova, e conseguiu pontos que ajuda na briga do campeonato.

Razoável quinta posição de Kovalinen, apesar de seus erros na prova, devido ao péssimo estado da pista, aponto como destaque sua briga pelo quinto lugar com Alonso no final da corrida.

Razoável sexta posição de Alonso. E não concordo que o espanhol está se divertindo na F-1 atual, como mencionou Galvão Bueno, pois acredito que Fernando só está correndo com o nome que tem, pois durante a prova até Nelsinho Piquet andou melhor que ele, e nos bastidores o espanhol anda falando pelos cotovelos, se não tomar cuidado vai terminar igual ao Jacques Villeneuve. Tudo bem que a Renault não anda lá essas coisas, mas... Acelera Alonso!

Boa sétima posição de Jarno Trulli, que no finalzinho conseguiu ganhar a essa colocação na raça de Nakajima. Fechando a zona de pontuação, boa oitava posição de Nakajima, que apesar de ter perdido a sétima colocação para Trulli no final, a posição que chegou foi boa pro japonês, devido ao contexto da prova.

Péssima corrida de Massa: A prova de hoje mostrou que o brasileiro não tem a mínima intimidade com o piso molhado, um show de rodadas e saídas de pista. Apesar dos erros (de novo) da Ferrari nesse final de semana, não justifica a péssima atuação na corrida. Esperamos sua melhora na próxima prova.

Nelson A. Piquet: Estava fazendo uma ótima prova, dando um baile no seu companheiro de equipe, mas devido a forte chuva que caiu na metade da prova, não conseguiu segurar sua Renault e parou na brita, pelo menos nessa prova mostrou um poder de reação com bons treinos e boa corrida. Mas a chuva foi cruel, até o próprio Hamilton saiu da pista.

Nelsinho no grid
Isso foi o balanço desse GP. Que no fim, só ajudou a embolar mais, a disputa do campeonato como a muito tempo não se via. Quatro pilotos nas primeira posições, separados por mínimos dois pontos de diferença. Sensacional!

Esperamos que o GP da Alemanha daqui a duas semanas, seja tão emocionante quanto foi em Silverstone. Se chovesse então!

Ótima vitória de Bruno Senna na GP2, com o Lucas Di Grassi em segundo, mostrando que o futuro do automobilismo brasileiro pode nos reservar novos campeões.

Grande abraço a todos!!!

José Jurandir Junior, Ferraz de Vasconcelos

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Alonso e Kovalainen
Em primeiro lugar, queria parabenizar o grande Rubinho Barrichello pela sua vitória hoje e dizer que para minha humilde opinião ele só errou quando ficou muito tempo na Ferrari.

Em relação ao campeonato, está em aberto e para mim ainda não tem favorito, como impõe o comentarista Reginaldo L. que coloca a Ferrari favorita. Vou dizer de novo, L. Hamilton continua desenvolvendo o carro da McLaren e será um grande candidato ao título. Essa questão da punição do L. Hamilton foi injusta, porque o Kimi R. também fez uma barbeiragem na GP de Monâco, tirou, não me lembro quem, por ter batido na traseira, chorou no box depois, e não foi punido.

Queria comentar uma coisa do Galvão Bueno, em relação ao L. Hamilton: acho que ele não gosta do rapaz, porque se ele continuar nesse embalo. pela sua idade, irá quebrar todos os recordes do A. Senna. Galvão tem medo que isso aconteça.

Bom, para mim, o favorito somos nós, que amamos a F1, porque não tem campeão esse ano!

Um abraço a todos!

Mário Pires, Belo Horizonte

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Amigos

Quais firmas britânicas auxiliarão a montar a infra-estrutura para a Fórmula-1 no circuito de Donigton Park? O GP da França de Fórmula 1 do ano quem vem será disputado mesmo na Eurodisney (redondezas de Paris)? Por que Le Mans, Magny Cours e Paul Ricard não se revezam como sede deste GP? Até quando Hockenhein e Nurburgring se revezaram como sede do GP da Alemanha de Formula-1?

Renato Monteiro, Curitiba






Não sei responder a nenhuma das suas perguntas, Renato, principalmente a primeira. Será que na Inglaterra chove dinheiro sobre certos autódromos?

Abraços (EC)

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Vettel e Coulthard rodam logo no começo da corrida
Lendo o texto do Luis, de São Bernardo do Campo, no espaço dos Leitores, 1a quinzena de julho, lembrei de alguns fatos e concordo com suas idéias.

Os comentários do GB são, no mínimo, cansativos e sem criatividade. O mesmo tema, a mesma conversa é repetida por meses seguidos, GP seguidos. Cansa, pra não dizer que enche o saco... Comentários que, muitas vezes, são simples repetições dos comentários do site oficial da F1. E, Luis, quanto aos comentários altamente dispensáveis, é só lembrar o grande dilema da humanidade: como deveria ser dito o nome do polonês, Kubica ou Kubitsa? Foram meses ouvindo a mesma coisa.

Isto é falta de foco no automobilismo, de quem não sabe o que dizer. Já houve narrações do tipo ...o amarelinho vem grudado no vermelhinho, o azul tá mais atrás... Tempos atrás, eu via as transmissões da F1 pela tv ouvindo os comentários do Edgard Mello Filho, No rádio. Muita gente não gosta dele, mas, sem dúvida, para quem entende e gosta de F1, o Edgard sabe o que fala.

Hoje, vejo as corridas pela TV e acompanho informações e cronometragem em tempo real pelo site oficial, www.formula1.com. Muitas vezes, percebo ou leio coisas, bem antes de serem percebidas por gente que está lá. Hoje mesmo, 5/07/08, nos treinos para o GP da Inglaterra, ficarma falando da iminente desclassificação de Nelson A Piquet para o último trecho dos treinos, o Q3, e só perceberam que ele já havia feito um bom tempo quase ao final do treino. Quanto a dizer que a F1 voltou a ter graça, só se for para quem gosta do oba-oba, mas, não gosta de automobilismo.

Quando o Senna morreu, senti muito, chorei como muita gente. Porém, no GP seguinte, eu estava assistindo. Nunca deixei de assistir por falta de interesse. Não gostava da pessoa Schumacher, mas, reconheço que era um grande talento na F1. Ele nunca terá o mesmo carisma de Senna e ele mesmo sabe disso.

Gosto de velocidade, da técnica, do talento. gosto de automobilismo, ou melhor dizendo, gosto de motorismo, tudo que tenha motor, carro, moto, barco, caminhão, aviões... autorama e videogames, também. Quando encontrei um artigo com idéias semelhantes às minhas, decidi me manifestar.

Um abraço a todos os admiradores da velocidade!!

Eduardo, São Paulo

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Hamilton, o grande vencedor do GP da Inglaterra
Concordo com o Luis (Hamilton?) de São Bernardo do Campo.

Ele foi bem em sua opinião. Não me sinto menos brasileiro por não torcer por Massa. Eu gosto é de velocidade e de pilotos com garra.

Se um brasileiro não se encaixa nesses parâmetros qual o problema? Podemos torcer por um europeu, asiático ou africano.

O que importa é o amor pela Fórmula 1!

Cláudio Cardoso, Goiânia

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