Pela primeira vez escrevo para discordar do Edu, a quem muito adimiro, sobre o que ele escreveu ontem, neste espaço.
A decisão até pode ser bem urdida como ele mesmo define, mas não foi nem justa nem proporcional.
Alonso, o mais rápido na Spa hoje
Comparo a decisão da FIA com a do Senado. Poderão alegar que no caso da FIA houve condenação, enquanto no Senado houve absolvição. Mas a verdade nua e crua, e que me enoja, é que ambas foram fruto de negociatas e arranjos, trocas de favores e acomodações.
A decisão da FIA foi dura na questão pecuniária, levando-se em conta o comportamento inadequado da McLaren, mas foi absolutamente condescendente na questão esportiva. É sobre esse ponto que jogo toda a minha indignação contra a decisão. Como pode não haver punição aos pilotos e à própria equipe quando o desempenho nas pistas está intimamente ligado à obtenção de informações da Ferrari, principalmente quanto a relação suspensão/pneus!!!
Considerar a exclusão da McLaren do compeonato 2007 uma decisão simplista é um absurdo!!! Era a única decisão justa a ser tomada!!!
A verdade é que apesar dos meus 39 anos ainda não me acostumei ao mundo dos acertos, dos acordos e das acomodaçõe das situações.
Eu achava que vivia no país errado, mas agora vejo que estou no mundo errado. Aliás, talvez eu é que esteja errado.
Desculpa mas não concordo com você! A punição da FIA foi brincadeira de criança!
Afinal, se um atleta corre com doping, ou seja, ajuda ilegal, ele não é excluido, seus resultados cancelados? Melhor ainda: não há uma regra na Volta da França que se uma equipe se portar mal, TODOS os seus componetentes são desclassificados?
Com certeza pode-se argumentar que a equipe foi punida dessa forma mas e eu não nego. E quem correu com carros que se utilizaram em alguma fase de seu desempenho com dados ilegais? Ilegal está! Portanto, não é caso de se conceder delação premiada para o Hamilton e para o Alonso.
O que a FIA fez, ao meu ver, foi tentar chegar à uma decisão salomônica que agradou à Ferrari porque talvez ela saiba que as coisas não vão muito além e arrastar a categoria a mais tempo de martírio seria estúpido.
Talvez o Ron seja um Lula da F1: não sabe de nada, tudo foi feito às suas costas. Não duvido! Agora, a risada dele ao saber da multa foi emblemática! Dinheiro de pinga para quem fatura 5 vezes mais. Quem sabe não seja um aviso para a FIA parar de ser ridícula.
Terminou em pizza mesmo! Que tristeza! Continuo sendo por uma punição exemplar. Quem sabe se a Skyper fizer uma dessas, a punição vêm.. A equipe do Renan, digo, Ron está a salvo e sempre estará!
Pensando no que aconteceu nesta quinta-feira no “Palace de la Concorde” gostaria de te fazer algumas perguntas:
Estaria Fernando Alonso livre do contrato com a Mclaren depois da punição que a equipe inglesa sofreu? Afinal, ele tem uma cláusula no contrato que o libera de cumprir este se, de algum modo, as atitudes da equipe prejudicarem sua imagem.
Quanto vale 1 ponto no campeonato de construtores?
Outra coisa, que motivação terá a Mclaren a partir de agora para desenvolver o carro de 2008 sabendo que não irá ter nenhum retorno financeiro a não ser o dinheiro dos patrocinadores? Parece que 2008 será o ano da Ferrari.
Abraços
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo
Oi Elton
Neste momento, só alguns poucos advogados no mundo podem te responder objetivamente o que o contrato McLaren-Alonso torna possível sem multas estratosféricas pelo seu rompimento.
Eu, claro, nunca vi um contrato entre um piloto e uma equipe de Fórmula 1, mas tenho a certeza absoluta de que eles são muito complexos. Imagino que uma cláusula de rompimento por dano à imagem do piloto ou da equipe possa estar condicionada a arbitragens múltiplias, sendo possível também que seja combinada com multas de dezenas de milhões de dólares. Na justiça, inclusive na arbitral, certas circunstâncias que seriam claras para leigos podem ganhar contornos inesperados nas mãos dos advogados.
Nas últimas semanas, nós, torcedores do Santos, acompanhamos a evolução do caso Kléberson. Ele jogava para um time da Turquia, acho eu, que não pagava o seu salário há vários meses. O jogador foi à Fifa e pediu o rompimento do contrato com o time turco, de forma que pudesse ser contratado pelo Santos. A Fifa concordou com o rompimento, desde que Kléberson pagasse multa de quase 4 milhões de euros ao antigo time, o Santos se tornando solidário na multa caso confirmasse a contratação do jogador.
Pô! Pensamos nós, leigos: o cara fica sem salário e ainda tem de pagar multa? Pois é. Para entender o rolo todo é preciso ler o contrato do jogador e do time com olhos de advogado.
Eu só posso imaginar a complexidade do contrato McLaren-Alonso. Aliás, nem imaginar eu posso. Então só nos resta esperar pelas notícias que serão filtradas pela imprensa especializada nos próximos dias.
Mas vamos esquecer a questão legal por um minuto: me diga o que Alonso vai fazer na Renault – onde ganharia bem menos do que o que ganha na McLaren - ou na Toyota - que teria lhe oferecido um salário equivalente?
A não ser que o espanhol queira se suicidar profissionalmente, lutando para desenvolver carros muito inferiores ao McLaren, o melhor mesmo é continuar na equipe inglesa e garantir para si o melhor ou um dos dois melhores carros do grid, coisa que muito provavelmente acontecerá em 2008.
Sobre a questão pontos no campeonato-grana para as equipes, não sei lhe responder.
O Pacto da Concórdia, que regula a divisão do dinheiro entre Bernie Ecclestone (que o recebe dos organizadores de GPs, emissoras de TV, patrocinadores de autódromos, merchandising, licenciamento e outras mumunhas mais) e as equipes tem regras bastante complexas, que combinam vários parâmetros, sendo um dos mais importantes a pontuação no Mundial de Construtores. Mas as há outros fatores a pesar na distribuição do dinheiro, inclusive a tradição das equipes na Fórmula 1; as mais antigas, têm receita adicional.
obrigado pelo elogio às minhas cartas (por favor, meu sobrenome é Kezerle, não Rezende).
Lewis, o segundo mais rápido
É difícil a gente saber o que realmente a McLaren aproveitou destes documentos da Ferrari. Com relação aos pneus não sei se os acertos utilizados pela Ferrari funcionariam na McLaren, são carros muito diferentes.
Também fico na duvida sobre que tipo de informação importante sobre os pneus que a Ferrari possuía e que seria utilizável pela McLaren. Não sou fã do Ron Denis, mas sejamos justos, o cara é competente prá caramba. Não acredito que ele esteja envolvido neste imbroglio nem que ele tenha apoiado uma coisa destas e nem que a McLaren precisava disto.
Como já escrevi diversas vezes aqui no site, no esporte de alto nível não existem santos. Como o Ingo escreveu, este tipo de coisa sempre existiu na F1. Outra coisa que ninguém está destacando é que estes documentos, pelo que li, confirmam que a Ferrari utilizou um fundo de carro ilegal no começo do campeonato. Acho que por tudo isto, a punição dada à McLaren foi justa, mas esta duvida sempre persistirá: Usaram ou não ou dados? Nunca iremos saber.
E o que é pior, o campeonato mais disputado dos últimos anos estará eternamente sobre suspeita. Nada que tire o mérito de Alonso ou Hamilton (a não ser que aconteça a maior zebra da historia da F1), pois Senna, Prost, Schumacher, dentre outros já ganharam títulos, digamos, de maneira não muito esportiva.
Abraços
Rogério Tófoli Kezerle
Oi Rogério
Dois comentários, o primeiro sobre a questão do uso de informações sobre os pneus Bridgestone: é verdade que a McLaren venceu em pistas onde não se treina – Mônaco, Canadá, Indy – e isso pode ser atribuído a informações roubadas à Ferrari. Mas é verdade também que eles são competentes o bastante para superar essas dificuldades, tanto mais que os Bridgestone deste ano não têm nada a ver com os usados no ano passado.
Outro comentário: imaginar que Dennis estava por fora da coisa toda é o mesmo que achar que Lula não sabia do mensalão...
Amigos do GPTotal, segue o meu ponto de vista em relação à pena aplicada pelo Conselho Mundial da FIA na McLaren. Estou com você, Edu. A decisão foi prática e inteligente.
Como era de se esperar, a maioria absoluta dos especialistas discordou da punição aplicada pelo Conselho Mundial na McLaren. "Faltou coragem" e "saiu barato" foram algumas das opiniões que li por aí. Todas válidas e corretíssimas.
Mas continuo com meu pensamento de que a decisão dos dirigentes da FIA foi muito acertada. Num momento de profunda tensão, era preciso ser prático e inteligente. Os membros da FIA fizeram exatamente o que tinham de fazer.
Primeiro ponto importante: a quem interessava uma sanção pesada à McLaren? A Ferrari, principal acusadora, considerou o veredito do Conselho Mundial satisfatório. Por que, então, levar as coisas mais adiante? É simples assim. Nessas horas, público e imprensa não têm nenhuma voz.
Outra observação essencial: a McLaren não foi julgada pelo uso das informações da Ferrari. A punição que veio foi por conta da posse desse material. Até hoje - por mais que algumas evidências apontem na direção contrária - não foi provado que os ingleses se beneficiaram dos dados de seus rivais. Os dirigentes não iriam tomar uma decisão tão importante baseando-se apenas nessa suposição.
Há ainda duas fortes razões para a absolvição da McLaren. A Mercedes, parceira de longa data da equipe inglesa, é uma delas. Envolvida em todo o imbróglio sem culpa, seus interesses e sua história precisavam ser considerados pelos membros do Conselho Mundial. Não era fácil destruir, com uma canetada só, todo o investimento da fábrica alemã nos últimos treze anos.
Além disso, existe também um outro fator semelhante - o passado limpo da McLaren. Desde 1980 sob a direção de Ron Dennis, o time nunca teve seu nome ligado a nenhuma falcatrua. Parece um argumento fraco, mas não é. Duvido que o chefão da McLaren soubesse das atitudes de Mike Coughlan, o homem que recebeu de Nigel Stepney o dossiê com informações secretas da Ferrari.
Dennis tem um passado grande demais para arriscar-se só agora. Ele ainda comanda as ações da McLaren com mão de ferro, ao contrário do que muitos garantem. É por isso que acho, no mínimo, improvável que os dados da Ferrari tenham sido usados no modelo da equipe inglesa. O grande avanço da McLaren na atual temporada pode ser debitado, perfeitamente, ao excelente staff técnico do time.
Agora, leia e reflita sobre tudo isso aí de cima. Talvez, então, você consiga entender que a pergunta que os membros do Conselho Mundial da FIA julgaram hoje não foi "a McLaren é culpada ou inocente?". A verdadeira questão era outra: "vale a pena punir a equipe inglesa?".
Eu não vejo a situação pelo meu lado. A minha opinião - se o que a McLaren fez é certo ou errado - é completamente irrelevante. O necessário, aqui, é tentar observar a decisão pelo ponto de vista daqueles que comandam a Fórmula 1. E eles acertaram em cheio. Se eu fosse um dos membros do Conselho Mundial, teria feito exatamente o mesmo.
Os dirigentes conseguiram equilibrar todos os interesses em jogo e, de quebra, ainda permitiram que o ano siga com um dos campeonatos mais emocionantes dos últimos tempos. Punir os pilotos da McLaren poderia até ser mais justo (aliás, por favor, o que seria "mais justo"?). Mas criaria uma situação insuportável: uma disputa judicial que poderia acabar com o Mundial desse ano.
Para os membros do Conselho Mundial, o que realmente valeu foi manter intacta a marca "Fórmula 1". Porque, no fim das contas, não há nada mais importante do que isso.
Em entrevista ao jornal belga Dernière Heure, afirmou Bernie Ecclestone:
"Ninguém é insubstituível nesse mundo: nem Senna, nem Schumacher, nem
McLaren, nem mesmo Bernie Ecclestone. Há somente uma equipe sem a qual
a F1 não poderia ficar: Ferrari".
Por muito tempo, a equipe-sinônimo de Formula 1 não era a Ferrari, e
sim a Lotus. A Ferrari era só "aquele time pelo qual torcem os
italianos". Nos anos 80, Lotus começou a decair e subiram ao seu ápice
a McLaren e a Williams. Por méritos próprios. Até que, no meio dos
anos 90, Bernie Ecclestone decidiu que a Fórmula 1 deveria ser sinônimo de Ferrari. Foi ele que deu total apoio para transformar a Ferrari em um time vencedor, com a vinda de um piloto de destaque na época e todo um staff técnico que fazia misérias na Bennetton. Demorou um pouco, mas ele foi bem sucedido. De 1999 em diante, a Ferrari ganhou seis títulos de construtores, cinco de pilotos, e só esteve fora da briga numa única temporada, a de 2005 (por um mísero detalhe - a regra dos pneus únicos era totalmente desfavorável a Michael Schumacher, que acostumou-se a vencer corridas fazendo voltas voadoras - e por conseguintes, destruindo pneus - antes dos pit stops. Detalhe
que foi corrigido para a temporada seguinte).
Mas ao contrário dos anos de ouro de McLaren e Williams, não conseguiram isso exclusivamente por seus méritos: foi devido ao incentivo maciço de Bernie Ecclestone, ao forte apoio financeiro que recebem (para quem
não sabe, o contrato de divisão de direitos de transmissão de TV
garante à Ferrari a maior parte do bolo das equipes independente de
sua classificação no campeonato anterior, o que determina a parcela
recebida pelas demais), mas também a um ponto importante: à enorme
diferença de tratamento recebido pela Ferrari e as demais equipes. Há
vários casos comprovados de ilegalidades cometidas pela Ferrari nos
últimos anos (o mais recente foi nessa temporada mesmo, com os
assoalhos flexíveis), mas alguém se lembra quando foi a última vez em
que vimos a Ferrari perder um mísero ponto por alguma ilegalidade?
Enquanto isso vimos concorrentes desclassificados, suspensos por um
certo número de provas, ou mesmo eliminados de um campeonato, como
acaba de acontecer com a McLaren.
Assim, a Ferrari será a campeã de construtores de 2007.
É uma pena, pois a McLaren caminhava a passos largos para ser a campeã
mesmo tendo um carro inferior, o que tornaria o título algo especial.
Jean Todt afirmou essa semana que "nosso carro só tem problemas em
pistas de altíssimo downforce ou naquelas em que há muita importância
no uso das zebras". Em seguida deu nome aos bois - Monte Carlo,
Canada, Budapeste e Monza. Isto é, a aposta da McLaren ao construir um
carro mais curto só deu certo em algumas corridas, nas demais seu
desempenho era igual ou, na maioria das vezes, inferior ao da Ferrari.
Se até ontem lideravam os dois campeonatos isso se deve a duas coisas:
ao fato da McLaren ser mais confiável, e à superioridade de seus
pilotos frente aos da Ferrari. Um exemplo emblemático da situação foi
o da Malásia: Massa estava consideravelmente mais rápido que Hamilton
mas, afobado, tomou um X do inglês e na tentativa seguinte tomou outro
e foi parar na brita, voltando atrás de Heidfeld, que não conseguiu
passar (como foi bem lembrado aqui, ao contrário dos demais pilotos
que disputaram o título, Massa praticamente não fez ultrapassagens em
cima de carros bons mas inferiores ao seu, tendo em algumas
oportunidades ficado atrás de Renaults e BMWs sem conseguir superá-las
na pista). Kimi Räikkönen é um grande piloto, mas demorou demais a se
acostumar com a nova realidade dos pneus bridgestone que não permitem
o estilo arrojado de pilotagem que fez com que ele fosse tão elogiado
por todos na F1 desde sua estréia na Sauber, e que rendeu momentos
brilhantes como o GP do Japão de 2005, uma obra-prima de Kimi e
Alonso. Nas condições vigentes até o ano passado, em que eram usados
pneus muito mais moles, não eram poucos os que o consideravam o melhor
piloto em atividade pelo critério da velocidade pura.
Por outro lado, a não eliminação de Alonso e Hamilton permite que
ainda possamos presenciar um momento histórico. Dando Hamilton, será o
primeiro campeonato vencido por um novato em toda a história da
Formula 1. Dando Alonso, ele será o primeiro piloto a vencer
campeonatos seguidos com carros diferentes desde Juan Manuel Fangio.
Não é pouca coisa. Na temporada passada, em que tudo fizeram para
tirar o título de Alonso e ele resistiu bravamente até o final, o Edu
fez uma observação marcante: "nesse momento, ele está correndo mais
que o Schumacher". E já faz algum tempo mesmo que ele parece ser o
melhor piloto em atividade, sendo forte em praticamente todas as
variáveis. Teve seus percalços esse ano, mas está a míseros três
pontos de Hamilton. O inglês que se cuide.
Quanto à McLaren, a punição certamente doeu hoje, mas vai doer muito
mais em 2008, quando vai deixar de receber os direitos de transmissão
e talvez corra sem Alonso. Mas poderia ser pior. Se fosse posta em
prática a eliminação da equipe nesse campeonato e no próximo, o mais
provável seria que, para correr, a Mercedes assumisse de vez a equipe,
Ron Dennis se aposentaria e a McLaren viraria Team Vodafone Mercedes -
mais uma equipe histórica viraria história. Mas tudo bem - pra Bernie
Ecclestone nada disso importa. A única coisa que importa, na Fórmula
1, é a Ferrari.
Aos aficcionados da F1, e em especial ao Paulo C. Winckler de Porto Alegre, quero manifestar minha completa solidariedade, em relação à questão da presença das montadoras na maior categoria do automobilismo mundial.
Muitos de nós, amantes da F1, vimos a categoria iniciar pelas mãos das montadoras, ser abandonada por elas durante muitos anos, e retornar com a fúria devastadora do vale tudo.
Logo após o resultado da famosa reunião FIA, sobre o Stepneygate, na Praça da Concórdia, tive a sensação ruim da “coisa mal resolvida”.
Não consigo concordar com a punição imposta a McLaren, pois simplesmente não a considero mais culpada que a própria Ferrari, ou Renault, etc. Convém alertar, que não sou nem advogado, nem procurador do Sr. Dennis.
O problema é que por mais informações que a McLaren pudesse ter, sobre a Ferrari e sobre os pneus, me faço perguntas que não tenho resposta:
As informações foram usadas para aprimorar o carro da McLaren? Se sim, de que forma, se considerarmos que os desenhos de cada carro são muito distintos em todos os sentidos? É simplório? Talvez sim!
Como pode ser melhor uma cópia, do que a própria original? Concordo contigo Ingo Hofmann, Joinville.
Por que a Ferrari usou um assoalho flexível e não foi punida?
Pois é, não teve a no casco, mas teve uma grande na ferradura! Cem milhas, é doído até para a dona Mercedes.
Mas tem também a situação, “foram pegos com a mão no dossiê”! Lembro daquela famosa frase: “Quem não tiver culpa que atire a primeira pedra!” Tem alguém disposto? Tá então, vamos fazer de conta....(novo abraço Ingo)
Tenho a sensação, que meu nome vai para a boca do sapo, a partir deste momento!
Mas em minha opinião, foi quebrado um paradigma, do qual não haverá retorno: A espionagem entre equipes será um fator muito mais discutido e relevante do que jamais foi.
Quem sabe depois de tudo isto, a próxima será uma rigorosa investigação de um F1 “made in China”, mas com desenhos da Honda e da Toyota. É que estava mais perto de foto copiar!
Se a FIA punir ou seja, não deixar a McLaren participar, a F1 não vai ter graça! Só vai dar escuderia vermelha todo resto do ano.
Ao invés da FIA incentivar grandes montadoras para fornecerem motores as equipes pois, como a Honda, Ferrari, Toyota, Renault, fornecem motores a outras equipes isso pra mim não tem graça! Ou seja tem quatros carros praticamente correndo com o mesmo motor, no inicio da década de 90 é um exemplo era uma variedade de equipes e equipamentos diferentes. Já pensou Williams-Audi, Red Bull-Chevrolet, Spiker-Peugeot? O motor praticamente, o custo é barato em vista do projeto, se a FIA pensar..... a F1 ficaria interessante.
Sobre grandes viradas na Fórmula 1, comentado aqui, lembro Nelson Piquet em 1983.
Faltavam 4 corridas (Holanda, Italia, Europa e Africa do Sul). Alain Prost tinha 51 pontos e Piquet, 37. Na Holanda Piquet e Prost não pontuaram. Na Itália, Piquet venceu, Prost nao pontuou (46x51). na Europa, Piquet venceu, Prost chegou em segundo (55x57). Na Africa do Sul, Prost nao pontuou e Piquet terminou em terceiro (59x57).
Após longo tempo só lendo volto a escrever para este site.
Acredito que no campeonato de 1976, Lauda ganhou quase todas as cinco ou seis primeiras provas, mas antes do seu acidente na Alemanha, Hunt começou a descontar a diferença, e ajudado pelo acidente com Lauda e pelo abandono na última prova em Fuji, foi campeão.
Aproveitando o e-mail, gostaria de pedir se alguém poderia contar a história do motociclista Carlos "Jacaré" Pavan, que até onde sei era mecânico e morreu em um acidente de rua com uma TZ.
Obrigado e um abraço.
Guto, Curitiba
Oi Guto
Em 76, Lauda venceu no Brasil, África do Sul, Bélgica e Mônaco, primeira, segunda, quinta e sexta corridas do ano, tendo chegado em 2o na segunda e a terceira prova, na Espanha. Neste intervalo, Hunt tinha uma vitória e um segundo lugar – 15 pontos. Assim, mesmo considerando o acidente e as duas provas em que Lauda ficou de molho, foi uma brilhante virada a de Hunt.
Escrevo literalmente minutos depois de ler no www.grandepremio.com.br sobre a decisão pra valer da Fia, tirando os pontos da McLaren do Mundial de Construtores, sapecando-lhe multa salgada, mesmo para os padrões da Fórmula 1, subordinando o lançamento do modelo 2008 ao escrutínio prévio das autoridades mas preservando a pontuação conquistada por Lewis Hamilton e Fernando Alonso.Se mais detalhes vão emergir nas próximas horas, os desconheço.
O material da Mclaren, hoje em Spa
Assim, a sangue quente, acho que a decisão é justa e proporcional: bate pra valer na equipe mas preserva o campeonato e a Fórmula 1 como um todo, inclusive sem apelar para o recurso simplista de punir Hamilton e Alonso com a suspensão por algumas corridas, tornando possível à dupla da Ferrari encostar no Mundial de Pilotos. Até aceito que a culpabilidade da equipe respinga em Hamilton e Alonso mas é demais comprometer a própria continuidade da Fórmula 1, eliminando a McLaren e seus pilotos desta e da temporada que vem.
A decisão da Fia também tem a vantagem de tornar um eventual recurso da Mclaren à justiça comum inócuo para a continuidade do campeonato. Tenho certeza de que se a equipe fosse dinamitada pela Fia já a partir da Bélgica haveria uma guerra de liminares que poderia melar inapelavelmente o Mundial de 2007.
A decisão da Fia me parece tão bem urdida que até estranho: dirigentes esportivos raramente fazem as coisas certas. Mas, pensando bem, eles estão apenas consertando a terrível mancada da primeira decisão.
Quem sabe a decisão da Fia anima os senadores em Brasília...
Saúdo o retorno da Alessandra Alves ao GPTotal. Seja bem–vinda de volta.
Lendo sua mais coluna Campeão Café-Com-Leite, venho à cumprimentá-la por sua lucidez e clareza acerca deste terrível momento vivido pela Fórmula 1. Sua analogia com a Globalização, parece-me perfeita.
Largada em Monza
As Resenhas da Alessandra aumentam (pelo menos em mim) a percepção dos "efeitos negativos" causados à Fórmula 1 na qualidade de Instituição, pela presença predatória das Montadoras; Explico melhor: Casos de espionagem ou senão tanto, pelo menos, cópias de Projetos de outrem, não são nenhuma novidade na Fórmula 1 e muito menos na sociedade humana como um todo.
Evoco um passado não muito distante, do final dos anos 70 e início dos anos 80, quando a Equipe Tyrrell apareceu com um carro muito semelhante (apenas para não dizer igual) ao carro da equipe Lotus.
Pelo que lembro desta época, houve sim um certo constrangimento, insinuações, até mesmo acusações, mas que não assumiram grandes proporções e também, não parece ter sido tão incitada pela Imprensa especializada, como tem sido agora o caso FERRARI x MCLAREN.
Creio que as dimensões do fato, cuja lembrança trago à tona (Lotus x Tyrrell), não tenham tomado às proporções do caso atual (Ferrari x McLaren), muito em virtude da ausência de participação direta das montadoras, que transformaram a Fórmula 1 em um grande negócio e cuja a ganância parece não ter fim.
Resultado de tudo isto: formou-se um certo consenso de que o carro da equipe Tyrrell havia sido pelo menos "fortemente inspirado" no Projeto da equipe Lotus, e do que me lembro a coisa para por ai. Naturalmente quem souber ou lembrar de algum desdobramento além do que minha memória e conhecimento sobre esta questão permita-me expor, por favor, se possível, dê a sua contribuição, caso queira.
Apenas para lembrar : em Leitores de 18.01.2007, escrevi para o GPTotal algumas modestas opiniões sobre a presença das Montadoras no Automobilismo de Competição, intitulada "MONTADORAS x AUTOMOBILISMO DE COMPETIÇÃO. Infelizmente para nós amantes do Automobilismo,parece que algumas das impressões por mim apontadas no referido artigo, estão tomando cunho de realidade.
O mais interessante disto tudo é que parte das grandes corporações parecem não perceberem ou se importarem com o destino da Fórmula 1, visando apenas o lucro imediato. Não percebem e / ou não se importam com as conseqüências desastrosas que podem se abater sobre a Fórmula 1 e o Automobilismo de Competição em geral. Como é praxe na maior parte das multinacionais, quando algo não lhes agrada, simplesmente "partem para outra" deixando para atrás, os espólios daquilo que um dia lhes serviu, mas agora não interessa mais.
Resta-nos rezar para que o bom senso prevaleça e que a lucidez de pessoas como a Alessandra Alves seja levada a sério e considerada.
Que a opinião lúcida e experiente de um dos maiores Campeões que a Fórmula 1 já teve, Jackie Stewart seja ouvida a tempo pelas Entidades e Autoridades Automobilísticas, para que se evite um desastre de proporções maiores. Sim isto mesmo: Apesar do grande volume de dinheiro envolvido na Fórmula 1, esta grande Instituição ,apesar de poderosa, pode sim, falir!!!!
Por derradeiro, faço votos de que esta crise seja uma grande oportunidade para que a Fórmula 1 seja repensada e reestruturada, e tenhamos de volta a "velha" Fórmula 1 que tanto amamos; Com tecnologia sim, porém,dentro de limites que nem sequer se aproximem do absurdo que é hoje.Que volte a Fórmula 1 a ser a referência máxima da pilotagem pura e não este "grande autorama de luxo" onde os "comandos principais, vem dos boxes na maior parte das vezes e não das iniciativas puras dos Pilotos. Que os Deuses da Velocidade protejam e perpetuem a nossa querida Fórmula 1!!!!
É a primeira vez que escrevo para este belíssimo site. Parabéns pelo conteúdo e pela qualidade das informações. Minha pergunta é a seguinte: a história já registrou na F1 uma virada comparável à que Massa teria de empreender para se tornar campeão em 2.007?
Um abraço a todos.
Arthur Jacon, Goiânia
Oi Arthur
Não sou bom para essas perguntas! Sempre me esqueço de alguma coisa importante – mas vamos lá e me perdoe desde já alguma distração.
Nos últimos 20 anos (não pesquisei para trás), acho que a coisa mais parecida com o desafio de Massa foi encarado – e vencido – por Ayrton Senna em 1988, correndo contra Alain Prost, só que recuperando uma diferença menor – 18 pontos ante 23 de Massa x Hamilton – e bem no começo do campeonato.
Nas quatro primeiras corridas de 88, placar de 33 a 15 em favor de Prost. Nas sete provas seguintes, Senna virou para 75 a 72. Mais três corridas e Prost voltou a abrir 90 a 79, onze pontos de vantagem a duas corridas do fim da temporada. Só que ele precisava descartar cinco resultados e só falhara em pontuar em dois GPs até então. Mesmo que zerasse nas corridas finais, tinha de abrir mão de um 2o lugar – seis pontos enquanto que Senna, naquela altura, podia considerar válidos todos os seus resultados. Então, em verdade, o placar era de 84 para Prost a 79 para Senna.
Registro: notável o aproveitamento de Prost no começo daquele campeonato, fazendo o de Hamilton parecer modesto. Nas setes primeiras corridas do ano, ele somou quatro vitórias e três 2os lugares!
Viradas antes de 88? Vamos aguardar pela ajuda dos leitores.
Toda a celeuma que está girando em torno ao caso de transferência de informações sigilosas da Ferrari para a Mclaren é apenas mais um caso dentre os muitos, iguais a este, que acontecem a cada dia neste mundo afora.
É mais do que sabido que atualmente o que mais em voga está é a lei de Lavoisier: Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Levando esta lei para o mundo industrial, o seu enunciado passa a ser: nada se perde, nada se cria, tudo se copia.
A FIA deveria eximir-se totalmente de qualquer julgamento e interferência neste caso, mantendo apenas em sua memória serem o emissor e o receptor das informações, pessoas não confiáveis.
Culpa neste caso tem a Ferrari, ao não saber avaliar corretamente a personalidade e lealdade de pessoas que tem acesso a informações consideradas altamente sigilosas, assim como tem culpa a Mclaren, ao ter em seu quadro de funcionários pessoas que não sabem ficar de boca fechada.
Pelo que se vê de diferença de rendimento entre os carros da McLaren e da Ferrari, chega-se à conclusão que o tal dossiê contendo informações precisas e importantes sobre os acertos dos carros da Ferrari, apenas mostrou à McLaren o que não deveria ser feito em seus carros.
Não pensem que sou fã da McLaren. Jamais irei torcer para uma equipe inglesa, nos bons tempos de Ayrton Senna, torcia sempre para Senna mas lamentando que não estivesse ao volante de uma Ferrari.
Estou torcendo para que a coisa, enquanto julgada e avaliada pela FIA, realmente acabe em pizza.
A corrida não foi legal, mas temos três ultrapassagens a serem destacadas. As duas do Hamilton e a do Kubica.
A primeira do Hamilton foi de uma coragem poucas vezes vistas nos últimos anos. Ele sabia que se ficasse atrás do Massa logo na largada teria sua corrida comprometida. Arriscou muito e fez uma bela e importante manobra.
Hamilton e Alonso comemoram a dobradinha
Não encontro outro adjetivo para a segunda ultrapassagem que não seja: fantástica. Durante a reta dos boxes ele ficou se fingindo de morto atrás do Raikonnen e apenas no último momento tirou o carro sem chance de defesa para o finlandês. Freou além do limite e jogou a traseira do carro de forma magnífica, apontando o bico para a tangente da chicane. Manobra de kartista, só que feita em um Fórmula 1. Ai que saudades do Piquet !!!!
Não vi ninguém comentar a ultrapassagem do Kubica. Ele traçou o Niko por fora !!! A manobra foi linda !!! E olha que o alemãozinho vinha bem com sua Williams.
A verdade é que temos vários pilotos talentosos na Fórmula 1, mas os carros não permitem que vejamos mais ultrapassagens. Tenho saudades de quando os carros já iniciavam o vácuo dentro da Parabólica. Algumas vezes o carro que vinha atrás tinha que sair do vácuo no início da reta e, como voltava a pegar o ar frontal, acabava fazendo a reta inteira lado a lado, sem que soubéssemos quem ia levar a melhor na freada da chicane (que era contornada para esquerda).
Quanto ao escândalo McLaren x Ferrari (e agora Renault), acho que independentemente de toda a sujeira que rola no mundo da Fórmula 1, a McLaren passou dos limites. Trata-se de algo gravíssimo e sem precedentes na história de espionagem da F1. Ter acesso ao projeto do carro da maior concorrente, bem como a todos os dados de performance, teste de pneus, aprimoramentos, regulagens, etc., é absurdo!! Não há como ficar sem punição sob pena do discrédito total da categoria. É isso que eu e aqueles que ainda acreditam na F1 como competição esperam.
Luiz Fernando Ramos, erronêo, sem fundamento plausível, sua opinião furada (coluna Sem vencedores, 9/9/2007) em relação ao Massa.
Alonso, hoje pela manhã, em Spa
Acho que quem teve muito azar nessa temporada foi o piloto brasileiro. Mesmo tendo azar, foi muito mais convincente que o próprio Kimi, que chegou na Ferrari para ser grande piloto e que se não me falha a memória, ficou atrás do Massa boa parte do campeonato. Acho que quem esta devendo é o Kimi... Assim como depois que o Alonso parou de passar informações ao Hamilton o cara parou de andar...
Então, discordo quando o Luiz Fernando acha o Massa o mais fraco dos quatro, acredito que os dois melhores são ele e o Alonso, sem patriotismo, até porque eu sempre fui Senna, Schumacher, Alonso e Massa, mas, agora tanto um quanto o outro tiveram azar nesse ano em relação ao companheiro de equipe.
Quanto a ser campeão, acredito que qualquer um dos quatro merecem, tendo um ressalva quanto ao Hamilton que chegou agora e não demonstrou, nada de espetacular, além de uma ultrapassagem genial em cima do Kimi, mas acredito que tecnicamente, para ser completo ainda falta muito. Nesse quesito, acredito, que o Massa e o Alonso estão a frente dos demais.
É a opinião de um cara que curte automobilismo, que prefere automobilismo ao futebol, então, é apenas uma opinião...
É, Mister Ron Dennis diz ter provas que o carro da Renault é irregular. Também acredito; eles devem ter copiado o carro da Honda, que copiou o da Spyker, que copiou o carroça que o meu vizinho tem (e tenho como provar que os laranjas vieram aqui fotografar o sistema de tração integral JEGUI´S AWD POWER TRAIN).
Fora os excelentes colunista do site, um dos leitores que gosto de ler as cartas é o Sr. Rogério Tófoli Rezende, (mesmo não o conhecendo pessoalmente), devido à sua sensatez, imparcialidade e visão do esporte que amamos.
Por isso sei que posso tentar argumentar algo com ele, sem medo de ter como resposta choro ou ira, apenas uma análise fria e imparcial.
Os caminhos da Ferrari e McLaren lado a lado em Spa
A minha argumentação, claro , é a respeito do quiprocó Ferrari X McLaren. Algo que até agora não vi e não ouvi ninguém falar, é sobre como a McLaren pode ter utilizado estes dados em relação aos pneus Bridgestone.
Como se sabe, até o ano passado existiam duas fornecedoras de borracha e, somente das principais equipes, a Ferrari, utilizava a borracha nipônica. Será que ao dispor das informações de como a Ferrari , fazia os acertos de seus carros, a McLaren ganhou não só tempo na pista, como também adiantou algo em torno de alguns meses no ( $$$$$$ ) desenvolvimento de seus carros? Basta ver por exemplo o caso de Renault e BMW.
Sejamos francos, os franceses só agora estão começando a andar nos trilhos novamente e, os germânicos apesar de serem a terceira força do campeonato, ainda não conseguem andar no mesmo nível das duas líderes, e não é por falta de motor, chassis, money, equipe de desenvolvimento, pilotos (calma, dá um desconto pro Fisichella, afinal, foi o melhor companheiro de equipe que o Príncipe Alonso já teve), não seria por isso a ira da Ferrari, que esperava ter um ano de transição tranquilo, comemorando mais um título de forma esmagadora, destroçando a concorrência, pavimentando o campeonato de 2008, enquanto que as outras equipes tentariam descobrir para que serviria aquele negócio redondo, preto com uma faixa branca no meio e, eis que ela acorda desse sonho lindo, num mar em fúria, num grande vendaval, vendo que vai na melhor das hipóteses, ficar com um distante 3º lugar na classificação de pilotos e uma bela de uma piába (surra) no de construtores?
Basta também lembrar de Indianápolis 2005, quando a FIA, ficou com aquele abacaxi nas mãos e, ao final daquele ano a Michellin, anunciou a sua retirada a partir de 2007, com certeza ouve uma tremenda festa em Modena e Firenze, já que eles (Ferrari), como disse, esperavam pelo ovo, antes da galinha sentar no ninho. Será por isso a revolta???
Bernie, o todo poderoso da Fórmula 1 quer acabar com atual fórmula de pontuação do campeonato, já para o ano que vem. Será que a Fórmula 1 corre o risco de ter uma pontuação tipo a Nascar ou a IRL ano que vem?
Chamo a atenção que na IRL o Tony Kanaa venceu cinco etapas do campeonato, é o maior vencedor do ano, e não sai da 3ª colocação no campeonato.
Mais uma corrida sem muita emoção e a definição do campeonato a favor de um dos pilotos da McLaren. Mas isto não foi o principal em Monza.
Alonso comemora a sua vitória em Monza
A Fórmula 1 passa por uma crise muito complicada e complexa. A McLaren usou as informações da Ferrari conscientemente? Ou foi uma atitude isolada de um funcionário seu ? Como provar ou não a utilização destas informações? E Alonso e Hamilton, como ficam neste imbróglio?
Os casos de cópias na F1 são públicos e notórios, mas o que ocorreu neste caso foi infinitamente mais grave. Será? O que funciona na Ferrari, funciona necessariamente na McLaren? O que sei é que santo não existe na Fórmula 1.
Como fã da F1 fico muito triste com esta história toda. Não tenho nem idéia de que punição deveria ser dada a McLaren. Mas se realmente tiverem provas de que este material da Ferrari foi usado em beneficio da McLaren, ela deve ser punida exemplarmente. Mas de uma coisa não tenho duvida. Seja quem for o campeão este ano, vai ter seu titulo maculado por este escandalo.
Rogério Tófoli Kezerle
Oi Rogério
Há muito tempo eu não assistia a uma corrida tão sem graça em Monza, pista que adoro. E olha que as ultrapassagens de Lewis Hamilton sobre Felipe Massa e Kimi Raikonnen foram antológicas, uma verdadeira aula, que deve ter deixado a Ferrari com as orelhas quentes.
Mas é que a confusão, de fato, passou de todos os limites, ainda mais com as notícias desta segunda-feira, de que a McLaren vai retalhar contra Ferrari e Renault. Assim, não dá para curtir uma boa corrida, mesmo sendo em Monza. O sentimento que antes era de estupefação agora se torna de descrença, até enfado, da mesma forma que quando olhamos para Brasília, por exemplo. Talvez por isso tão poucos leitores se dispuseram a escrever para o GPTotal comentando a corrida.
Durante o dia, fiquei pensando no tamanho da encrenca em que a Fia se meteu – sim porque ela é fiadora do campeonato e não dá para esperar que jogue tudo para o alto, impondo uma suspensão terminante para a McLaren, anulando seus resultados este ano, muito menos a vetando no campeonato de 2008.
Hamilton, o 2o colocado
Me parece claro também que alguma punição precisa ser dada à McLaren de forma a salvar, no mínimo, as aparências. Conhecendo um pouco da profundidade moral da Fórmula 1, com suas soluções simplistas e interesseiras, por que não impor a Ron Dennis e seus pilotos uma suspensão de duas corridas, Bélgica e Japão? Sei que outros colegas já escreveram sobre isso, restando, porém, uma dúvida crucial: o regulamento permitiria uma punição deste tipo?
Sinceramente não sei mas, com uma punição deste tipo, a Ferrari certamente reequilibraria o Mundial de Pilotos e provavelmente garantiria o Mundial de Construtores.
Pune-se a McLaren, premia-se a Ferrari, o campeonato ferve. Justiça? Não sei se é mas pode ser a saída...
Estava bisbilhotando o You Tube e encontrei alguns vídeos dos testes em Monza. A ultrapassagem do Hamilton X Raikkonen, ainda não postaram.
No último vídeo aparece, junto à arquibancada, parte do oval inclinado do antigo traçado. Bem interessante. Antes do início da corrida mostraram uma imagem aérea do oval inclinado. Era puro suicídio.
O clima lá já não era bom por causa do falecimento do Pavaroti. De cara por causa disto já não foi um GP alegre. Para piorar as fofocas a respeito do caso da espionagem nunca estiveram tão ardentes. Tá feia a coisa para a McLaren.
Para piorar mais ainda, a Ferrari se vê numa sinuca de bico ao ver o Raikkonen se espatifar contra o muro, sem que nada a principio explicasse o acidente. Me lembrou até o Senna tentado virar um volante sem comando quando de seu acidente fatal. Raikkonem virou o volante para esquerda e o carro foi para a direita ...
Mas para piorar mais ainda as coisas, o Felipe Massa não consegue chegar nem a 9ª volta da da corrida com um problema na parte traseira da Ferrari, que jamais dirá qual é, e que certamente pode ter sido o mesmo causador do acidente do Raikkonen. E para piorar mais ainda, num GP na Itália, a Ferrari ficou de vez de fora da disputa pelo títuilo, seja de pilotos, seja do de construtores.
Um GP de Monza mais do que chato, mas que teve a ultrapassagem mais bonita da temporada, mesmo que de um lado estivesse um Hamilton e uma McLaren imbatível e de outro um Raikkonen e uma Ferrari irreconhecível. Foi uma manobra bonita de se ver e valorizada pelo finlandês que fez de tudo que era possível (esportivamente) para evita-la.
O que vai acontecer com a McLaren nesta semana ainda não sabemos. Se o choro do Ron Dennis (ao fim da corrida) foi de tristeza ou de lágrimas de crocodilo também. Mas que a McLaren deu um nó tático da Ferrari, na pista, isto deu ...
VIXÊ!!! O caldo tá fervendo pros lado da McLaren hein?
Ron chora
Lembram quando Mister Ron Honestidade Dennis, em uma carta, rebatendo as acusações da Federação Italiana (mais para tirar o dela da reta), disse que o ato de Nigel Stepney em revelar o fundo móvel da Ferrari, estava certo e que outros funcionários de outras equipes também deveriam caguetar patrões trapaceiros? Pois é! Mister Ron deve estar arrependido até o último (e olha que já são poucos) fio de cabelo.
Viram o que o Príncipe Chorão fez?
Caraca, jogou gasolina e ainda tacou fogo. Tá parecendo mais com Átila, O Huno. O cara é cruel. Mata e ainda se banha com o sangue de sua vítima, como os antigos guerreiros.
Na boa, tiro sarro do Fernando Alonso, mas admiro pra caramba o cara, afinal é BI-CAMPEÃO MUNDIAL (isso mesmo, com letras maiúsculas), uma mistura de Senna, Clark, Fittipaldi, Stewart, Lauda e Piquet.
Basta ver a decadência da Renault e o crescimento da própria McLaren. Assim como Schumacher (o Michael, o pró) reergueu a Ferrari, Alonso reegueu a McLaren (basta ver como Briatore tá louco pra contratar o Príncipe de novo).
Pode apostar: coloca o marrento na Toyota, na Red Bull, na Spyker que ele faz essas equipes vencer corridas, porque o Chorão é bom pra caramba.
Já ia quase esquecendo: foi por culpa do Marrento que Schumacher resolveu parar, palavras do próprio Kaiser.