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O GP da França 05.07.07
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Olá amigos do Gepeto,

como é de praxe, de tempos em tempos me animo a deixar umas linhas por aqui, mas sempre acompanho o site de perto.

Massa, durante os treinos para o GP da França
Quanto ao lance das ultrapassagens, vão aí umas conclusões sobre o que acho sobre os motivos da redução gradativa das ultrapassagens na categoria, que convenhamos, como bem disse o Edu, nunca foi generosa neste tipo de manobras.

Em primeiro lugar, o formato atual dos treinos tirou muito da possibilidade de surpresas durante uma prova. Até algum tempo atrás, os carros de treino eram completamente diversos daqueles que alinhavam no grid de domingo. Motores, pneus e toda a configuração aerodinâmica dos bólidos para os treinos eram especiais, o que acabava por proporcionar rotineiramente um "embaralhamento" do grid de largada em termos de melhor equipamento.

Via de regra, era comum o detentor do melhor equipamento largar fora das primeiras filas, o que proporcionava a possibilidade de que pilotos vindos de trás atacassem quem havia largado na frente. Os primeiros anos de Senna na Lotus foram emblemáticos desse aspecto. Como os motores Renault com configuração de treinos da Lotus eram verdadeiros canhões, sem falar no talento natural do brasileiro em voltas lançadas, Senna era pródigo em largar na frente e proporcionar verdadeiros "trenzinhos" durante as provas, o que chegou a lhe render o apelido de "freio de mão" dado por Piquet.

Atualmente, como os carros largam no domingo com a mesmíssima configuração do treino de sábado (no caso dos dez primeiros do grid até mesmo com a mesma quantidade de combustível), fica praticamente nula a possibilidade de surpresas durante a prova. O mais rápido de sábado vai continuar sendo o mais rápido de domingo, assim como acontece com o segundo, o terceiro...

Outro ponto chave é a tecnologia que trouxe uma robustez enorme aos carros de hoje. As baratas da atualidade terminam uma corrida praticamente com o mesmo gás do começo da prova, aguentando quase todo o tipo de castigo. As regras de durabilidade de motores impostas pela FIA só reforçaram este aspecto.

Há uma década e meia atrás, o desempenho das máquinas variava muito durante as provas, fazendo que por diversas vezes se alterasse a ordem de quem tinha o melhor equipamento em determinado momento da corrida, proporcionando diferenças grandes de desempenho, que no final das contas, é o que acaba viabilizando as ultrapassagens.

Isso tudo somado à incrível capacidade de aceleração e frenagem dos carros de hoje (na saída de cada curva o carro que vai a frente "estilinga" e se desvencilha do que vem atrás), e com toda a afinação aerodinâmica proporcionada pela tecnologia, não poderíamos ter outro resultado. Ultrapassagem, principalmente nas brigas pelas primeiras posições, serão mais raras a cada dia na F-1. E com os pit-stops então... melhor os fãs da categoria se acostumarem a outro tipo de emoção. Eu mesmo, pra falar a verdade, a muito já me acostumei com esta nova realidade. Palavra de quem acompanha a bagaça a vinte e nove anos.

Abraços a todos.

Ubaldir Jr., Goiânia

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Pandini,

Depois da aposentadoria do Schumacher, quem você acha que está mais a altura de substituir o alemão dentro da Ferrari, o Massa ou o Kimi? Ou você pensa que o alemão é insubstituível? Apesar de já ter passado 8 provas e já podermos ter uma idéia de cada piloto?

Abraço

Jovino






Olá, Jovino

Ninguém é insubstituível, mas não acho (ainda) que Massa ou Kimi estejam à altura do alemão. Talvez eu esteja enganado, mas vai demorar muito para a Ferrari descobrir outro piloto que faça por ela o mesmo que Schumacher fez.

Abraços (LAP)


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Amigos

O GP da França até que não foi muito chato mas uma coisa me intrigou: se fosse o Schumacher que estivesse no lugar do Massa a Ferrari permitiria que o Haikkonen tomasse o primeiro lugar e ganhasse a corrida?

Faço a pergunta desta forma, pois já deveria estar claro que é o Felipe Massa o piloto da Ferrari para brigar pelo título este ano. Afinal de contas, os resultados obtidos pelo Massa até o GP da França, foram claramentes melhores. E mais, o que mudaria para a Ferrari, em termos do mundial de construtores, se Massa vencesse com o Haikkonen em 2º. Simplesmente nada. Me espanta que isto tenha acontecido na Ferrari, logo ela que sempre definiu seu preferido para brigar pelo título.

Alem disso, quem mais se aproximaria do Hamilton se vencesse: Massa ou Haikkonen? Eu penso que isto já deveria estar definido e numa situação dessas o Haikkonen abrir passagem para o Massa, sem necessidade de mais algum tipo de ordem via radio (o que é proibido). Outro detalhe importante: Massa foi melhor nos treinos e largou na pole.

Eu fiquei de certa forma frustrado com a Ferrari ainda mais sendo hoje em dia ultrapassar uma coisa tão dificil quanto que impossivel na Formula Um.

Cá para nós a Ferrari já não é mais a mesma, e depois disso, não ficarei surpreso se o Haikkonen passar a andar na frente do Massa.

Abraços

Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói


Comente 03.07.07
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Olá Edu

Uma dúvida: se o Todt quisesse, poderia adiar a parada do Kimi, para que o Massa pudesse abrir uma folga e não perder o 1o.lugar?
Kimi


Acho que eles aproveitaram o vacilo do Massa e mandaram o Kimi pra 1o. o que afinal, para a Ferrari, foi melhor negócio pois os dois se aproximaram nos pontos.

É melhor ter dois pilotos na parada do que um. Pode ter sido isso?

Alexandre, São Paulo

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Agora todo mundo vem falar que tinha certeza que o Raikonnen iria mesmo ganhar na França

É cada um que me aparece.

Guilherme Henrique Salviano

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LOCUTOR E COMENTARISTAS X EU E MEU FILHO

Estivessem o locutor e os comentaristas atentos ao desenrolar dos fatos em vez de se embrenharem em contas dos tipo "se o campeonato terminasse agora, Zé teria tantos pontos, Chico teria tantos e a Ferrari precisa dar preferência ao Pafúncio", teriam percebido que Raikkonen fez seu primeiro pit algumas voltas depois de Massa. Nesse ponto, eu disse ao meu filho: O Kimi vai tentar se manter próximo ao Massa para passar no segundo pit-stop. Quando Kimi entrou para o segundo pit, eu disse que a vantagem não seria suficiente. Quando terminou o pit-stop dele, meu filho observou: "Foi 1,2 segundo mais rápido. Vai sair na frente." Dito e feito.
Button, finalmente pontuando


A partir daí, Locutor e Comentaristas empenharam-se em desenvolver raciocínios baseados numa série de "Mas isso, Mas aquilo, Mas aquilo outro" para encontrar "desculpas" para o ocorrido. O fato da estratégia da equipe de Kimi Raikkonen ter sido perfeita pouco contou. Mais importante era encontrar qualquer coisa que justificasse a falta de "tam-tam-tam... tam-tam-tam" ao final da prova...

No mais, que raio de corridas são essas em que o cara precisa ultrapassar duas vezes para ganhar uma posição? Uai, Alonso penou para ultrapassar Fiz-Aquilo e Heidfeld e mesmo assim acabou atrás deles...

Carlos E Bocchi, São Paulo

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O Campeonato de pilotos está interessante, mas as corridas...

Uma mais chata que a outra. Ultrapassagens só lá atrás, na base do "ou vai ou racha". A corrida decide-se no treino e na largada, Massa anda especializando-se em desculpas. Perdeu por Kimi ter andado melhor quando devia andar.

Já a Rede Globo, meu Deus! Deveriam contratar a Magda (lembram-se do Sai de Baixo?) para fazer comentários. Seria bem melhor que Reginaldo e Burti. Achei que ia ser menos ruim sem o Galvão, mas foi de matar. Rubinho fazendo uma boa corrida? Aonde? Chegaram ao cúmulo de dizer que o Kimi ia parar depois, mas ia ter que por mais combustível! (Talvez ele já estivesse abastecendo o carro para Silverstone!). Um festival de bobagens que nunca vi igual !! De resto, a corrida foi fraquinha, fraquinha...





Eu acho que o brasileiro precisa (urgentemente) perder sua síndrome de vira-latas (como dizia Stanislaw Ponte Preta) e passar a valorizar mais o que é nosso.

Nossos ídolos, nossas belezas, nossas qualidades. Mas precisamos ser realistas. Acredito que em qualquer esporte o que separa o bom do ótimo é aquela sina de vencedor. Emerson, Piquet, Senna, Joaquim Cruz, Guga, dentre outros, a tinham. Caras que disputavam esportes sem tradição e sem apoio no nosso país. Abriram portas, foram campeões. Guga é criticado até hoje, quando deveriam construir algumas estatuas em sua homenagem. Joaquim Cruz? Quem? Perguntará a maioria.

Não tenho absolutamente nada contra Alexandre Barros ou Rubinho. Muito pelo contrario. Comprei muitas discussões por acreditar no talento dos dois. Acompanhei suas carreiras desde as categorias basicas. Kart para Rubinho e Mobilete para Alex. Eles arrebentavam. Ganhavam todas. Mas de repente...

No Grid
Comecei a acreditar que realmente faltava aquela luz dos campeões. Rubinho trocou a chance de ser campeão por alguns milhões de dólares anuais da Ferrari. Opção pessoal que respeito. Alex teve moto para ser campeão, foi piloto oficial da Yamaha e da Honda. Foi um fiasco. É a realidade. Chata, triste mas real. Adoraria comemorar diversos títulos dele. Sou fã de motociclismo desde sei lá quando. Vibrei como um doido quando Netinho ganhou Daytona (na época, uma das maiores provas do mundo) com uma estrutura ridícula. Vibrei com as 24 horas que Tucano disputava na Europa. Infelizmente não posso dizer o que seria deles com grana e estrutura. Não tiveram esta chance. Barros teve e não aproveitou. Não importa o motivo. Muitos dirão que foi azar. Vocês já viram algum campeão azarado ? Eu não.

Todos que chegam na MotoGP (assim como na F1) são grandes pilotos. Se me colocarem numa moto daquelas, me mato na primeira curva.

Barros sem duvida é um grande piloto, mas deixei de achar que seja excepcional. E, tirando algumas zebras que o esporte sempre nos reserva, apenas os excepcionais são campeões.

Enfim, continuo vendo as corridas de Motogp, torcendo muito por Alex, vibrando muito quando ele faz uma prova excepcional, chegando em terceiro na frente das motos de fabrica da Ducati, mas não acho que ele vá ser campeão do mundo nem que ganhará uma corrida este ano (espero estar enganado). Se ele tiver uma boa equipe para o ano que vêm, acho que já estará no lucro.

Rogério Tófoli Kezerle

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Amigos do GPTotal,

Segue, abaixo, a minha análise do Grande Prêmio da França. Ela também está disponível no Blog F1 Grand Prix, juntamente com a cobertura de todo o final de semana da velocidade: http://blogf1grandprix.blogspot.com

A partir de terça, no Blog, continua a sessão Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Até agora, já contamos os número 10, 9 e 8 da lista das Dez Maiores Manobras de Ultrapassagens de Todos os Tempos. Convido os leitores do GPTotal a participarem nos comentários, com sugestões e críticas.

Um grande abraço a todos,

Webmaster Blog F1 Grand Prix

DEU KIMI. À LA SCHUMACHER.

Quem disse que Kimi Raikkonen não era um substituto à altura do alemão? Pois hoje, no G.P. da França, o finlandês venceu usando a marca registrada do heptacampeão: voltas excepcionalmente rápidas antes de uma rápida parada no box. Foi assim que ele conseguiu superar seu companheiro de equipe Felipe Massa, que teve de se contentar com o segundo posto.

A vitória de Kimi começou a se construir na largada. Raikkonen pulou muito bem, superando Lewis Hamilton sem muita dificuldade. A partir daí, acompanhou o ritmo de Massa até as paradas de box. Na primeira rodada de pit stops ele já havia mostrado sua força, reduzindo uma distância que era de quatro segundos para pouco mais de um e meio.

O momento decisivo da prova aconteceu na segunda rodada de paradas. Antes de fazerem seus reabastecimentos, Kimi e Massa se depararam com uma fila de retardatários. Depois de os superarem, a dupla ficou bastante junta.

Kovalainen
A escolha de Massa, nesse ponto, era crítica. A primeira opção era segurar o ritmo de Kimi, e acelerar quando estivesse muito perto da parada. Assim, porém, o finlandês colaria de vez no brasileiro, que talvez não conseguisse construir uma vantagem boa o suficiente nas voltas anteriores ao pit stop.

Felipe escolheu continuar acelerando. Sua distância para Kimi, portanto, era maior quando ele fez sua parada. Entretanto, o brasileiro voltou exatamente atrás da fila de retardatários. Se tivesse segurado o ritmo antes, não teria se deparado com eles mais uma vez. Era praticamente impossível Massa perceber todos esses fatores, mas foi assim que perdeu a corrida.

As voltas lentas depois do reabastecimento, a transmissão não mostrou, foram em decorrência da ultrapassagem desses carros mais lentos. Nesse meio tempo, Kimi acelerou e construiu exatamente a vantagem de que precisava. Sua parada, além disso, foi um segundo mais rápida que a de Massa.

Quando voltou, Raikkonen ainda estava na liderança. A partir dái, era só administrar a corrida até o final. E foi isso que ele fez, sem ser realmente ameaçado pelo brasileiro até a bandeirada final.

Enquanto os pilotos da Ferrari travavam sua batalha particular, a dupla da McLaren tinha uma tarde difícil. Lewis Hamilton e Fernando Alonso optaram por uma estratégia estranha e que não surtiu efeito - três paradas - provavelmente em decorrência de algum desequíbrio no carro.

O inglês ainda fechou no podium. A esse ponto, parece já querer pensar só no campeonato. Tem, agora, 64 pontos, e uma vantagem de 14 para Alonso, 17 para Felipe Massa e 22 para Kimi Raikkonen.

Por sua vez, o espanhol foi o grande animador do dia. Desde o começo, Alonso foi extremamente agressivo. Conseguiu, logo na segunda volta, uma agressiva ultrapassagem sobre Nico Rosberg. Depois, porém, ficou preso uma eternidade atrás de Nick Heidfeld, a quem chegou a passar antes de tomar um belo X.

A McLaren chamou seus pilotos na mesma volta para a primeira parada. Algo inédito sem considerar as paradas conjuntas quando o safety car está na pista. Mesmo com a inovação, a estratégia não funcionou para Lewis, e muito menos para Fernando.

Lewis
O espanhol teria de lutar até o final para salvar alguns pontinhos. Chegou a fazer belas manobras sobre Heidfeld e Giancarlo Fisichella. Tendo de parar uma vez a mais do que os outros, porém, Alonso caiu para sétimo, posição em que ficou até o final.

No fim, um resultado menos do que o razoável para a McLaren. Dificilmente, porém, os ingleses serão assim tão facilmente superados pela Ferrari ao longo do resto do ano. Em Silverstone, casa da equipe e da sensação Lewis Hamilton, já poderemos esperar um desempenho bem mais competitivo.

Vale um destaque para Robert Kubica, com um ótimo e seguro quarto lugar, um prêmio depois da pancada do Canadá. O polonês superou sem maiores dificuldades seu parceiro Heidfeld. O alemão, com dores na coluna, ainda fechou em quinto.

Fisichella salvou mais três pontinhos, em sexto, seguido de Alonso e Jenson Button, que conseguiu a suada e merecida primeira pontuação da Honda no ano. O inglês foi amplamente superior a Rubens Barrichello, muito mais lento em ritmo de corrida do que o companheiro. Rubinho não passou de décimo-primeiro.

Mais uma vez, Nico Rosberg passou pertinho dos pontos. Um nono lugar com sabor de derrota para o alemão. Seu compatriota Ralf Schumacher foi o décimo, numa corrida sem erros, dessa vez.

Foram poucos os momentos de emoção da corrida. Na largada, Anthony Davidson empurrou Vitantonio Liuzzi, num momento Dick Vigarista. O italiano rodou e - bem feito! - voltou exatamente no carro do inglês. Fim de prova para os dois.

Antes do final da primeira volta, Jarno Trulli cometeu um erro de novato e abalroou Heikki Kovalainen. O finlandês, sem culpa nenhuma, teve o dia estragado. Terminaria lá atrás, enquanto o piloto da Toyota não conseguiu seguir na corrida.

A dupla da Ferrari
Mais tarde, um momento pastelão no boxe da Spyker. Cristijan Albers, impaciente depois de uma parada que já durava mais de trinta segundos, simplesmente acelerou sem autorização, levando a mangueira e metade dos mecânicos junto dele. Uma atitude perigosa e irresponsável do holandês, que logo parou seu carro e saiu todo irritadozinho, abandonando o G.P.

No mais, Scott Speed foi a única ocorrência mecânica do dia. O americano desistiu na volta 55, quando lutava com Alexander Wurz pela importantíssima décima-quarta posição.

Depois de oito corridas, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton têm, cada um, duas vitórias. Alguém vai desempatar no Grande Prêmio da Inglaterra, semana que vem. A não ser que pinte uma grande surpresa.

Os metereologistas, para variar, erraram a previsão de novo. Mas a Inglaterra é a Inglaterra. Quem sabe São Pedro não desencanta em Silverstone?

Essa, também, foi a última corrida em Magny-Cours. Uma pista que, de magnífica, só tem o nome. Au Revoir! Já vai tarde...

Para terminar, uma constatação: hoje tem festa no apê de Kimi Raikkonen.

Análise dos pilotos:

Kimi Raikkonen
Desacreditado antes do G.P. da França, Kimi deu a volta por cima e bateu Massa em batalha direta. Venceu como um autêntico substituto de Michael Schumacher. Ainda assim, não foi bem no treino e deixou de fazer a volta mais rápida da corrida.
Nota Final: 9

Felipe Massa
Pole e volta mais rápida. Só faltou a vitória. Que não veio por um erro minúsculo na estratégia do brasileiro. Massa deveria ter diminuído o ritmo na metade de seu segundo trecho para não voltar dos boxes, mais tarde, atrás dos retardatários. Mesmo sem a vitória, fez bela corrida.
Nota Final: 8

Lewis Hamilton Foi a corrida menos brilhante da sensação da temporada. E ele ainda terminou no podium e na frente de seu companheiro de equipe bi-campeão mundial. No próximo fim de semana, em casa, Hamilton promete uma grande atuação.
Nota Final: 7

Robert Kubica Para quem quase encontrou a morte apenas algumas semanas atrás, uma exibição heróica e raçuda do polonês. Merecia até mais.
Nota Final: 8

Nick Heidfeld Com dores nas costas, foi facilmente batido por Kubica. Fez o que podia. O alemão, com o quinto lugar, ainda saiu no lucro.
Nota Final:6

Giancarlo Fisichella Durante todo o fim de semana, foi superior a Kovalainen e teve uma performance sem erros na corrida. Não se pode esperar muito mais do que isso da parte do italiano
Nota Final:7

Fernando Alonso Abusou do direito de errar nos treinos e na corrida também deu suas escapadinhas. A sorte também não ajuda. Terá de se superar para bater Hamilton.
Nota Final:6

Jenson Button Corrida surpreendente e impecável. Em condições de pista seca, poucos apostavam em pontos para a Honda. Button bateu Barrichello facilmente e mereceu o oitavo lugar.
Nota Final:8

Nico Rosberg Mais uma corrida em que o alemão passa perto da zona de pontuação. Sua colocação abaixo de Wurz no campeonato já começa a incomodar. Precisa melhorar em ritmo de corrida.
Nota Final:6

Ralf Schumacher Performance burocrática e dentro da média. Não consegue superar Trulli em treinos e na corrida, se evita acidentes, não faz nada de mais.
Nota Final:5

Rubens Barrichello No treino, perdeu por pouco para Button. Na corrida, porém, o inglês foi repetidamente mais rápido do que o brasileiro. Seu desempenho foi abaixo do esperado.
Nota Final:4

Mark Webber Nos treinos, bateu Coulthard porque o escocês teve problemas mecânicos. Mas na corrida conseguiu se manter na frente do companheiro. O que não é comum.
Nota Final:5

David Coulthard Foi prejudicado pelos problemas nos treinos, mas sua corrida foi excessivamente burocrática. Dessa vez, foi inferior a Webber.
Nota Final:4

Alexander Wurz Foi o último do pelotão intermediário. Ou seja, chegou na sua posição padrão. Se não fosse o podium no Canadá, já poderia estar procurando outro emprego a essa altura.
Nota Final:3

Heikki Kovalainen Não teve culpa no acidente com Trulli, mas perdeu para Fisichella nos treinos e seu ritmo de corrida foi lento. Mostra evolução, porém, ela ainda não é suficiente.
Nota Final:4

Takuma Sato Com o carro que tem, fez o máximo possível. Só terá chance de pontuar em situações adversas. Dessa vez, ao menos, não cometeu nenhum erro.
Nota Final:5 Adrian Sutil Prova a cada corrida que é melhor do que Albers. Mas seu carro não anda. De positivo, assim como Sato, parou de errar.
Nota Final:4

Scott Speed Merece uma nota boa pelo bom desempenho na sexta e por ter ido bem na classificação. Entrentanto, seu carro é lento e ainda quebra.
Nota Final:6

Cristijan Albers O reject da corrida. Acelerou nos pits sem autorização de maneira irresponsável e perigosa, levando mecânicos e mangueira de combustível junto. Merecia até punição.
Nota Final:1

Jarno Trulli Um erro de novato na largada. Chegou na superpole mais uma vez, é verdade, mas o desempenho de sábado não conta pontos para o campeonato.
Nota Final:2

Vitantonio Liuzzi Uma vítima de Davidson. Apareceu bem na sexta mas na classificação não chegou a passar da primeira degola. É mais um que sofre com o carro que tem em mãos.
Nota Final:3

Anthony Davidson Fim de semana para esquecer. A Super Aguri e o inglês andaram para trás. Hoje, ao cometer um erro infantil na largada, o inglês levou junto com ele o pobre Liuzzi.
Nota Final:2

Resumindo

O melhor: Kimi Raikkonen
O pior: Cristijan Albers

Análise das equipes:

McLaren-Mercedes
Foram duas quebras ao longo do fim de semana, uma com Hamilton, na sexta, e outra com Alonso, na classificação. A estratégia de três paradas atrapalhou o espanhol, embora não tenha feito diferença para o inglês. Batida pela Ferrari, agora é a McLaren quem precisa reagir.
Cotação: **

Renault
Salvou três pontos com Fisichella e deve permanecer assim, pontuando quase sempre, até o fim do ano. Não tem carro para vencer corridas, mas está sempre entre os primeiros.
Cotação: ***

Ferrari
Foi um G.P. perfeito para a escuderia do cavalinho rampante. Pole, vitória e melhor volta. Agora, porém, os chefões do time precisarão administrar a rivalidade de Kimi e Massa. Ela só tende a crescer a partir desse momento.
Cotação: *****

Honda
Até que enfim, um pontinho! Bem merecido, após o enorme esforço dos japoneses. É longe do que gostariam mas, pelo menos, não são mais o piada do grid.
Cotação: ***

BMW Sauber
Falta um algo mais para lutar por vitórias. O time tem uma ótima dupla de pilotos que, com um carro um pouquinho melhor, incomodariam bastante McLaren e Ferrari.
Cotação: ***

Toyota
O carro é irritantemente mediano. Assim como os pilotos, também. O filme da equipe japonesa parece apenas se repetir, ano após ano.
Cotação: **

Red Bull-Renault
Trata-se da equipe mais irregular da temporada. Em um G.P., estão bem. No próximo, caem de desempenho. Dessa vez, estiveram por baixo.
Cotação: **

Williams-Toyota
Anda bem em treinos, mas não é lá essas coisas em corrida. Nico Rosberg, por todo o esforço, merecia um carro mais competitivo.
Cotação: **

Spyker-Ferrari
A equipe está completamente fora do ritmo das outras equipes. Seus carros são, em média, um segundo e meio mais lentos que o último do resto do pelotão em uma volta. E ainda ficam se enrolando nos pit-stops.
Cotação: *

Toro Rosso-Ferrari
O carro é lento e ainda quebra. Uma pena, mas a equipe está matando a carreira de dois pilotos jovens e promissores.
Cotação: *

Super Aguri-Honda
De longe, o time que experimentou a maior queda desde o G.P. dos Estados Unidos. Seus pilotos ocuparam juntos a penúltima fila do grid. Na corrida, Davidson fez bobagem e Sato não pôde lutar por nada.
Cotação: *

Análise da corrida:

A Ferrari comemora
Não foi uma corrida especialmente emocionante. Mas também não foi chata como Barcelona ou Mônaco. Os acidentes da largada, a recuperação de Alonso e o pastelão de Albers foram os melhores momentos de ação. A disputa de Kimi e Massa antes do pit também foi empolgante.
Nível final: Boa.

Análise do campeonato:

Hamilton já abre uma distância superior a uma vitória. Se quiser, já pode começar a administrar a vantagem. Na próxima corrida, porém, corre em casa e vai em busca do triunfo. A Ferrari possui, outra vez, o melhor carro. Promessa de que o campeonato, daqui para a frente, vai ficar bem mais apertado.
Nível final: Bom.


Comente 02.07.07
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Olá pessoal do GPTotal!

Quando Raikkonen saiu bem próximo de Massa após a primeira parada eu pensei comigo mesmo: Raikkonen vai ganhar essa corrida. Por mais que o trio global tentasse nos provar o contrário, Kimi tinha tudo para vencer em Magny-Cours e não deu outra.

Não me perguntem as dezenas da próxima mega sena, mas estava claro que Raikkonen iria parar depois de Massa na segunda parada e por isso iria colocar menos combustível e daria umas três voltas muito rápidas a mais do que Felipe. Besta é quem acreditou nas contas do Reginaldo...

Com esse triunfo de Kimi, a Fórmula 1 chega à sua oitava corrida do ano com quatro vencedores no ano e todos eles com duas vitórias cada. Emocionante, não? Em termos. A corrida de Magny-Cours não foi um primor de emoção como as corridas na América do Norte, mas graças a Alonso também não foi uma corrida totalmente sem sal. Foi animadinha, para ser bondoso. E assim vem sendo a maioria das corridas de 2007.

Além de voltar a respirar no campeonato, Raikkonen escreveu seu nome no Grande Prêmio da França ao se tornar o último vencedor em Magny-Cours. Agora nos resta saber aonde será o próximo Grande Prêmio francês, isso se tiver.

A corrida começou a se decidir quando Raikkonen ultrapassou Hamilton na largada e acompanhou de perto o então líder Massa. Felipe vinha imprimindo um ritmo parecido com o qual lhe garantiu a vitória em Barcelona e no Oriente Médio, mas o fato dele ter parado mais cedo que Kimi mostrou que Raikkonen estar na segunda fila era um caso estratégia diferente. Entre as duas paradas da Ferrari Kimi nunca ficou a menos de dois segundos de Felipe e a ultrapassagem do finlandês nos boxes era um fato claro para mim. E assim aconteceu. Como é de praxe da Ferrari quando seus dois carros estão na frente na corrida, os carros não se atacaram e nem mesmo a ridícula torcida do Burti para que a Ferrari de número 6 quebrasse fez com que a vitória de Raikkonen fosse consolidada.

No pódio, chega a ser engraçado a frieza do Raikkonen frente a alegria contagiante dos mecânicos italianos e fez até que um convidado rastafari da Ferrari assobiasse o hino italiano. Felipe ficou com cara de tacho no pódio e na entrevista pós-corrida Massa reclamou muito dos retardatários, mas ele se esqueceu de um pequeno detalhe: Kimi pegou os mesmos retardatários. Ou seja, Massa perdeu uma corrida que poderia ser importante no futuro do campeonato.

E falando em coisas engraçadas, foi super interessante ver o Burti e o Reginaldo tentando achar uma desculpa para o Massa ter perdido essa corrida. É o famoso achar desculpa para o indisculpável.

Largada na França, Massa à frente
Hamilton fez uma corrida bem burocrática, mas ao menos tentou ir para cima das Ferraris, sendo o único a parar três vezes na corrida. O inglês não teve ritmo para se aproximar dos carros de Maranello nem com o carro mais leve e maduro do que jeito que é, pensou unicamente no campeonato e relaxou após a terceira parada, ficando mais de 30s atrás do carros vermelho, mas vale o destaque para a agressividade do inglês ao ultrapassar Kubica na saída dos boxes na segunda parada. Eles cruzaram o curvão lado a lado e o piloto da McLaren completou a ultrapassagem no hairpin. Bela manobra! O coitado do Alonso foi o animador da corrida, mas quando encheram o tanque da McLaren o espanhol não fez mais nada e teve que se contentar com a sétima posição, ficando ainda mais longe de Hamilton. Porém vale destacar as bonitas ultrapassagens do espanhol, fato que animou bastante a corrida.

Kubica foi outro que andou super bem após ficar de fora da corrida nos Estados Unidos e nem parecia que ele estava voltando do terrível acidente em Montreal, conseguindo um bom quarto lugar à frente do seu companheiro de equipe Nick Heidfeld, que estava com dores nas costas, mas ainda segurou por vários voltas Alonso. Fisichella chegou na França dizendo que a Renault estava próxima da BMW e inclusive a superaria. Batatas! Fisichella esteve longe de incomodar a marca bávara, mas teve a chance de se vingar de Alonso ao segurá-lo nas últimas voltas.

Aleluia! A Honda marcou um ponto! Como sempre acontecesse com Barrichello, ele faz tudo pela equipe, anda bem, mas o maior momento da equipe no ano sempre fica para o companheiro de equipe. Após ser superado por Rubens o ano inteiro, Button fez uma bela corrida em Magny-Cours e chegou em oitavo, marcando o primeiro ponto da gigante japonesa. E ainda encostou na McLaren de Alonso. Barrichello fez uma corrida opaca e foi superado até pelo quase aposentado Ralf Schumacher. Rosberg finalmente viu a bandeirada, mas o problema é que quando ele vai até o final, ele não está nos pontos...

De resto, vale lembrar as pataquadas ridículas da primeira volta protagonizadas por Anthony Davidson na primeira curva e por Jarno Trulli no hairpin. Ambos abandonaram, sendo que Davidson levou consigo Liuzzi e Trulli acabou estragando a corrida de Kovalainen. Albers foi outro a errar feio ao não obedecer sua equipe e sair dos boxes levando a mangueira de combustível.

Ao contrário do que normalmente acontece, a culpa foi unicamente do holandês que não obedeceu a equipe e arrancou com tudo, quase machucando seus mecânicos.

No campeonato, Hamilton teve sua vantagem aumentada com relação a Alonso, que agora tem Massa e Raikkonen nos seus calcanhares. Como a próxima corrida será em Silverstone, teremos dois lados na moeda deste campeonato. Correndo pela primeira vez em frente a sua torcida, Hamilton estará motivadíssimo e irá tentar vencer de qualquer jeito, porém, a Ferrari conseguiu esse salto de qualidade justamente em Silverstone, nos testes da semana passada. E ainda temos o fator Alonso, que estará mordido. Façam suas apostas senhores, a roleta está rolando!

Abraços!

João Carlos B. Viana(jcspeedway.blogspot.com)

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O meu companheiro de profissão Fábio Seixas, da Folha de São Paulo, dias atrás republicou em seu blog (http://fabioseixas.folha.blog.uol.com.br ) um trechinho de uma rápida entrevista que ele fez com Nigel Mansell, o leão inglês que foi campeão em 1992 (depois de umas quatrocentas e treze tentativas nos anos anteriores). Mansell falou que, atualmente, ele liga a TV para ver a largada, vai dar uma voltinha (não disse se era no jardim de sua casa, no qual colocou uma estátua de sua mulher e com isso fez como que seu arqui-rival Nelson Piquet falasse que o inglês tinha em casa as duas mulheres mais feias do mundo!) e só depois retorna, já no final da prova para ver a chegada. Ora, isso me parece coisa de alguém que queria ainda estar lá dentro de um cockpit, e não em frente à TV, como qualquer mero mortal deste planeta. Mas Mansell tinha uma justificativa para isso.

O leão afirmou que hoje é muito fácil pilotar um Fórmula 1, principalmente em função do câmbio automático. Segundo ele, no seu tempo de disputas duras com Ayrton Senna, Nelson Piquet e Alain Prost, alguém em algum momento sempre errava uma marcha, possibilitando que o rival realizasse uma inevitável ultrapassagem. Coisa, essa de errar marchas, totalmente passível do ser humano, que é falível, mas inconcebível no mundo racional e tecnológico dos supercomputadores que controlam atualmente um carro de Fórmula 1. Pois bem, até achei que Mansell tinha realmente razão, e fiquei com esse pensamento bem guardadinho nas mãos ou do Tico ou do Teco (meus dois neurônios, he, he!). Até que hoje pela manhã (estou escrevendo depois do GP da França e depois da costela que o meu pai fez) a TV mostrou Kimi Raikkonen, por praticamente meia volta, ao comando de sua Ferrari F2007.

Rubinho brigando com Ralf
Mansell está redondamente enganado, e você, se viu o GP, vai lembrar da cena que eu estou descrevendo aqui: Raikkonen aparecia de lado, ao volante, e se você prestou atenção, pôde observar os movimentos de seus dedos médios (aqueles mesmo, de mandar alguém *****-**-** / a minha mãe vai me matar quando ler isto aqui!), trocando em frações de segundos as marchas do carro. Então é o seguinte, como eu sempre soube, mas como eu nunca tinha pensado até agora: o câmbio não é automático, mas sim a embreagem é que é, pois o computador não troca as marchas sozinho, mas sim o faz muito, mas muito rapidamente mesmo após (veja, APÓS) o comando do piloto, após o toque na borboleta de troca posicionada atrás do volante. Ok, entendeu o “X” da questão? Quem troca de marcha ainda é o piloto, e não o carro, como deu para entender na afirmação de Mansell. Mais fácil de pilotar do que nos anos 80 e 90, lá no tempo do leão? Sem dúvidas, mas o que não quer dizer que guiar um Fórmula 1 seja algo capaz para a maioria absoluta dos motoristas deste planeta.

Primeiro que é igual para todo mundo por lá: todos têm borboletas para a troca de marchas, exatamente como todos de antigamente tinham as alavancas para esta função. Segundo: as funções principais de uma pilotagem continuam exatamente como sempre foram: o piloto acelera, freia e dirige, tal como faz um moleque até os dias de hoje num kart tradicional (veículo este que é apontado pela maioria absoluta dos especialistas como escola essencial para um futuro campeão - veja os exemplos de Senna e Schumacher, e agora do fantástico Lewis Hamilton, todos formados em “kartismo”). Terceiro: saber a hora de frear, saber a hora de acelerar e saber a hora de apertar a borboleta para trocar de marchas ainda continua fazendo muita, muita, muita diferença. Se você acha que com botões até você pilota um Fórmula 1, vou te ajudar a não passar vergonha perto da sua namorada ou numa rodinha de amigos que realmente entendem deste esporte: pegue o controle de um PlayStation III pela primeira vez e desafie um moleque com 10% da sua idade; esse brinquedo só tem botões e o seu rival não sabe nem sentar direito no assento de um carro de verdade, coisa que você já faz há uns oitenta anos. Desafie-o para uma corrida virtual.

Você vai levar um baile. Tal como Mansell se sentasse hoje num Fórmula 1 dos modernos.

Jeff Reinholds www.supermacchina.com.br

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Oito corridas, quatro pilotos postulantes ao título, duas vitórias pra cada. Acho que vale o exercício de analisar esse interessante início de campeonato.

Duas equipes dominando alternadamente: Ferrari tinha o melhor carro na Austrália, na Malásia, no Bahrein, na Espanha e na França. McLaren teve o carro a ser batido em Mônaco, nos Estados Unidos e no Canadá.

"Contra" o Hamilton (em termos de mérito), está o fato dele ter sido o único que não foi contemplado pelo azar nessa temporada, i.e., nunca foi prejudicado por eventos pelos quais ele não teve culpa. Por outro lado, é também o único dos quatro que em nenhum momento cometeu erro grave em corridas ou treinos classificatórios, o que somado ao fato de liderar o campeonato tendo o melhor carro em apenas três ocasiões, contra cinco dos pilotos da Ferrari, tendo conseguido intrometer-se entre as Ferraris quando esta tinha melhores carros, minimiza questionamentos sobre seus méritos.

Heidfeld seguido por Alonso
Alonso foi prejudicado em três oportunidades marcantes: numa não teve culpa - a quebra de suspensão na França -, nas outra a situação é questionável – em Indianápolis, ele jura que entrou nos pits na volta de saída do safety car porque se não o fizesse ficaria sem gasolina, mas vá saber se ele não queria sair por cima da situação. E embora o fraco resultado no Canadá tenha sido resultado de problemas no carro, boa parte desses problemas pode ser creditado aos seus excessos.

Como Hamilton, teve o melhor carro em apenas três corridas. Mas das duas que ganhou, uma foi quando este era da Ferrari. Somando-se o fato de estar à frente dos dois pilotos da Ferrari, cada um com também uma falha mecânica, mas com cinco corridas com o melhor carro, saldo final positivo pro espanhol.

Massa foi uma vez prejudicado por algo fora de sua alçada: por conta dos problemas nos treinos da Austrália, teve que largar em último. Porém, perdeu uma corrida em que tinha o melhor carro por dois erros exclusivamente seus: largou mal na Malásia, e mesmo com um carro visivelmente mais rápido que o de Hamilton, calculou muito mal suas tentativas de ultrapassagem, tomando um X na primeira e indo para a brita na segunda. Acabou indo parar atrás de Heidfeld, não conseguindo ultrapassá-lo. Enfim, foi um piloto que só ganhou quando largou da pole com o melhor carro (por duas vezes), e foi o único que, também por duas vezes, não ganhou quando largou da pole e tinha o melhor carro.

Räikkönen está na pior situação dentre os quatro. Com o melhor carro em cinco de oito corridas, venceu fácil a primeira mas pareceu ter dormido nas seguintes, acordando apenas em Indianápolis. Largou mal em várias delas e cometeu um erro que lhe custou caro na classificação em Mônaco. É fato que abandonou na Espanha por falha mecânica, mas por enquanto (de Indianápolis para cá ele parece começar a esboçar uma reação) o saldo geral é bem negativo.

Na ordem do campeonato, Hamilton, Alonso, Massa e Kimi. Creio que ela reflete bem os méritos de cada piloto. Bem que a quantidade de GPs dominada por Ferrari e McLaren esse ano podia continuar mantendo-se próxima, para que continue refletindo.

Lucas

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Caro Edu

Não à toa, em 2005, Kimi Raikkonen foi escolhido por um júri especialíssimo como o mais rápido piloto do grid, no qual ainda alinhava um tal Michael Schumacher...

Estava devendo em 2007? Sim, e isto é fruto certamente do menor comprometimento que tem com o carro comparativamente a outros pilotos, o que o coloca em desvantagem em termos de acerto e desenvolvimento ao longo da temporada.

A corrida de hoje só fez valorizar a pilotagem de Felipe Massa.

Como assim?

Ora, tendo Kimi como companheiro, estar à sua frente no campeonato com quatro poles mostra as qualidades de Felipe Massa. Acredito no talento do brasileiro.

O carro de Liuzzi
Voltando a Raikkonen, desde Barcelona (como escrevi aqui na ocasião...) vinha notando a aproximação dele no Felipe, com uma diferença que estimei entre 01 e 02 décimos. Eis que foi então mais rápido que Massa no Canadá, mas perdeu posições na largada, e novamente mais veloz nos Estados Unidos, uma vez que embora o brasileiro tenha se classificado à frente, ele tinha 03 voltas a mais de combustível, num “saldo” de tempo favorável ao finlandês... De Mônaco não vou falar, pois lá todos esperavam Felipe mais fraco.

Então veio a França, e novamente Raikkonen vai à classificação com mais gasolina, e na penúltima tentativa toma 04 décimos de Massa (e não 01 décimo como nos EUA), o qual erra na última e vê a diferença ainda assim ficar na casa dos 02 décimos...

O que quero dizer é que após ter sido mais lento nas classificações das provas de Mônaco (não fosse o erro), Canadá e EUA, Massa voltou a ser na França de 01 a 02 décimos mais rápido que Raikkonen, o que também é mostrado pela melhor volta da corrida, 0,108 mais veloz que a de seu companheiro. Na prova, foi um misto de falta de sorte com o tráfego com inabilidade da equipe de antever tal situação. Coisa que acontece.

A temporada está boa e para melhorar de vez falta só o Hamilton não terminar a prova de Silverstone... Não estou torcendo contra o fantástico piloto inglês, mas pelo equilíbrio e emoção do campeonato...

Atenciosamente,

Luerti

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Desfile dos pilotos da McLaren
Não só eu, mas acho que todos os brasileiros que assistiram ao GP de França se perguntam se faltou um pouco de sorte ou se Felipe Massa errou em ultrapassar os retardatários.

Bom, eu acho que ele não soube negociar bem as ultrapassagens e não sei não se não teve uma mãozinha da Ferrari para dar uma vitória para Raikkonen. Só o tempo nos dirá.

Que venha o GP da Inglaterra e que lá Massa tenha mais sorte. É o que desejo eu e mais 150 milhões de brasileiros .

Nivaldo Fiuza Domingues, Itapetininga

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Boa prova este GP da França, ao contrário do que sempre ocorre.

Todo mundo fala da falta de ultrapassagens na F1, mas acho que os pilotos têm grande parte de culpa. Quando eles querem passar, eles passam!

Uma grande vitória de Kimi
É só ver o Alonso nesta corrida. Ele tava a fim de passar, se virou e ultrapassou o Heidfeld e o Fisichella. Todo mundo fala que é quase impossível ultrapassar em Magny-Cour e, na verdade, não é bem assim. Lembram de Suzuka em 2005? Alonso e Kimi vieram lá de trás e ultrapassaram todo mundo (o finlandês ganhou na última volta), o que mostra se os pilotos tiverem “apetite“ de passar eles passam!

Quanto à prova de hoje, palmas para Raikkonen. Fez uma largada campeã e passou Hamilton, aproveitando que o inglês estava na parte suja da pista, tracionando melhor, pulando pra segundo e ficou por ali esperando o momento de dar o bote no Massa. Felipe ficou reclamando que ficou preso no tráfego antes da segunda parada, mas é conversa de perdedor ( parece desculpa do Rubinho !!!! ). Simplesmente não conseguiu abrir vantagem pro Kimi antes de entrar nos boxes, o finlandês deu mais 2 voltas com tanque vazio e ganhou a prova. Simples não ?

Não entendi a Mclaren. O espanhol fez uma grande ultrapassagem no Heidfeld e podia abrir uma boa vantagem, e a equipe manda ele entrar no boxe na volta seguinte ? E ainda colocou um monte de gasolina, mostrando claramente que ainda tinha bastante combustível para várias voltas. Não sei não, parece que a equipe já escolheu quem vai disputar o título....

O resto é o resto, exceção ao Kubica ( mostrou que está bem ) e ao Button que conseguiu o primeiro ponto pra Honda ( vão decretar feriado na fábrica ).

Adriano Oliveira

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Olá Gptos

Desculpem minha insistência nesse assunto, mas o acidente ocorrido na GP2 em Magny- Cour me lembrou o acidente que ocorreu na mesma pista em 1995, com o piloto brasileiro Marco Campos. A semelhança entre os dois acidentes é impressionante, até o local é proximo,(o de Campo foi antes da curva Adelaide, o de Ernesto Viso foi logo depois da Adelaide).

O automobilismo volta a dar provas de que, por mais seguro que esteja atualmente, ainda pode tirar a vida dos pilotos. Três semanas atrás o acidente de Kubka assustou a F1, agora o de Viso assusta a GP2.

Menos mal que Viso não teve o mesmo fim de Campos, que morreu após alguns dias em coma.

Que Deus abençoe o automobilismo.

Elton da Costa dos Santos




Comente 28.06.07
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Amigos
Coulthard chega a Magny Cours hoje pela manhã


Quando os carros alinharem para a largada do GP da França neste próximo Domingo, teremos provavelmente mais uma daquelas corridas típicas de Magny-Cours: chata.

Ou seja, beeeeeeeeeeeeeem diferente dos bons anos 80 em Dijon ou Paul Ricard (esta, no tempo da fabulosa reta Mistral)...

Quem sabe alguém um dia bola um desses joguinhos de computador, em que pudéssemos criar um grid imaginário... uma corrida disputada nessa pista de Magny-Cours mesmo, já que o GP tem que ser lá, com a seguinte configuração:

Na largada, os "velocistas-desesperados" Clay Regazzoni (Ferrari), Gilles Villeneuve (Ferrari), Ronnie Peterson (Lotus), Nigel Mansell (Williams) e Jody Scheckter (Tyrrell).

Ao(s) que sobreviver(em) juntam-se a partir da 20ª volta os "cerebrais" Jochen Rindt (Lotus), Alain Prost (McLaren), Emerson Fittipaldi (Lotus) e Niki Lauda (Ferrari).

Lá pela 30ª volta, entram os "mestres" Juan Manuel Fangio (Mercedes), Jim Clark (Lotus), Jackie Stewart (Tyrrell) e Nelson Piquet (Brabham).

Na 40ª volta, entram os "fominhas" Ayrton Senna (McLaren) e Michael Schumacher (Ferrari).

Na 50ª volta, entram os "eternos retardatários-brações" Satoru Nakajima (Lotus), Andrea de Cesaris (McLaren), Bruno Giacomelli (Alfa-Romeo), Patrick Deppailler (Tyrrell), Riccardo Patrese (Brabham)...

A partir daí, as últimas 20 voltas definem a corrida... quem ganha?

Abraços a todos!

Humberto Luís Mendes, São José do Rio Preto

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