É, depois de um longo tempo, uma corrida um pouco mais interessante. Não
fosse pelo terrível acidente do Kubica, poderia se dizer, com exagero, que a
corrida lembrou os bons tempos. Até ultrapassagens (isso mesmo, no
plural!!!) aconteceram, erros nas freadas, coisas que aconteciam com mais
frequência em outras eras.
Confesso que me surpreendi com a corrida. Agora há alguns pontos a
considerar:
É justo responsabilizar a Ferrari pela desclassificação do Massa? Pra mim, a
resposta é dupla. Sim, porque a equipe está ali para dar suporte ao piloto,
em todos os sentidos. Mas Luciano Burti, na transmissão, tentou isentar o
brasileiro de culpa, dizendo que hoje o piloto tem tantos botões pra apertar
(limitador de velocidade, enriquecimento de combustível, etc.) que fica
difícil observar se o sinal está verde ou vermelho ou cor-de-rosa ou seja lá
que cor for na saída do pit. Ora, dentro do pit, dentro da velocidade limite
que é 80 km/h (me corrijam se estiver errado), será tão difícil assim olhar
pra um farol que está ali, BEM À FRENTE, e ver se pode seguir pra pista ou
não, SABENDO PELO RÁDIO que o safety-car está na pista e o regulamento diz
exatamente qual a punição que é imposta no caso de descumprimento da
regra???? Errou a Ferrari, mas errou também o Felipe Massa, em maior
porcentagem.
Outro ponto a ser discutido é se Lewis Hamilton é mesmo tudo isso que o
pessoal tem falado. O cara é bom? Eu acho que sim, mas ele fez apenas 6
corridas na categoria, tem muito pneu pra queimar ainda. Pra quem acompanha
Fórmula 1 talvez se lembre do Galvão dizendo, lá pelos idos de 1991, num
abandono do Schumacher, que "é por isso que esse alemão não vai chegar a
lugar nenhum"... O resto da história já é conhecido. Hamilton pode até mesmo
ser campeão na sua temporada de estréia, sim, principalmente pela
regularidade, mas é duro vc ficar assistindo a corrida e ouvindo o Galvão
falando toda hora (como é do seu péssimo costume) que o cara é fenômeno, que
é extraterrestre, que é Robinho, que é isso, que é aquilo. Extraterrestres
eram Senna, Piquet, Villeneuve, Lauda, Clark, Brabham, Stewart, Fangio, e
isso não se discute, eram outras épocas, épocas em que o piloto fazia mais
diferença.
Finalmente, o acidente do Kubica. Estávamos todos desacostumados a ver
tantos pedaços de Fórmula 1 sendo espalhados pela pista daquele jeito, foi
um susto muito grande. Cheguei mesmo a pensar que estava acompanhando mais
um dia trágico, principalmente por que o piloto não se movia quando o carro
parou no muro e houve uma demora muito grande no atendimento, o que me
lembrou aquele maldito 1º de maio de 1994. Graças a Deus não houve nada
grave, só uma torção de tornozelo, por mais incrível que pareça. Em outros
tempos, o carro certamente pegaria fogo e o piloto morreria queimado, tal
qual Lorenzo Bandini em Mônaco '67, ou seria ejetado do carro que nem
Villeneuve em '82.
Realmente, o Vesgo era um cara à frente do seu tempo e tinha toda razão
quando começou a brigar por mais segurança.
Felizmente...
Aguardemos agora Indianápolis! Tem americano na F-1, mas agora acho difícil
ter patriotada que nem houve nas 500 milhas....
Discutindo a F1 com amigos, chegamos num impasse: o Massa está certo ou não
por ter acusado a equipe pelo avanço do sinal vermelho? E quantos pilotos ao
longo dos GP's ja cometeram este erro?
Nielton Prata, Duque de Caxias
Oi Nielton, o e-mail do Cleiton me ajuda a responder sua pergunta. E mais:
Kubica parou no sinal...
Fiquei um bom tempo sem escrever mas a última corrida e os posteriores comentários aguçaram minha vontade.
Antes de mais nada, segue o link da largada do GP do Canadá de 1993:
Essa é a prova de que lá é possível ultrapassar, sim!
Para quem não sabe, Senna largou em oitavo. Dado isso, notem que ali na primeira curva p'ra esquerda (que tem seu nome hoje em dia, salvo engano) ele já está dividindo com Michael Schumacher, que estava em 5o. Ou seja, pulou de oitavo p'ra sexto na largada.
Depois, passa Schumy na parte externa, e supera Berger no hairpin. Ainda ultrapassaria a outra Ferrari. Foi quase como em Donington. Senna abandonou essa corrida, por problemas na parte (cadeira) elétrica.
Mas valeu o show, como praticamente o ano todo de 1993: Mesmo nas corridas em que abandonou, ele mandou muito bem, como em Portugal, na primeira vitória do Schumacher, ou no "pega p'ra capá" da Inglaterra. Enfim, outros tempos . . .
Continuando, o Robert Kubica (deve se pronunciar "kubitza", pois na polonia o "c" tem som de "tz") só torceu o tornozelo! Bicho, o Senna continua sendo o piloto mais importante da história da Fórmula 1!
Já tinha salvado a vida do Schumacher (Inglaterra, 99), depois do Burti (Bélgica 2000), do Sato (Áustria 2001), do Alonso (Brasil 2003), e agora do Kubica. isso sim é mártir. Tivesse morrido "só" o Ratzenberger e continuaríamos na mesma tragédia...
Sobre o Hamilton: continuo achando que estão exagerando no epíteto de fenômeno. Caro Edu, gosto muito de suas opiniões, mas "ele está fazendo o começo das carreiras de Schumacher e Senna parecer uma piada"???
Poxa vida: será que sou ufanista/viúva demais ou (nas mesmas seis corridas - para efeito de comparação) conseguir dois sextos lugares e um segundo - que teria sido vitória, não fosse a politicagem - e uma volta mais rápida de GP com uma Toleman, na era turbo, de motor Hart, em meio a uma época de motores avançados, com vários campeões do mundo (e outros veteranos) é mais difícil do que conseguir um terceiro, quatro segundos e uma vitória (essa sim, concretizada) dirigindo um carro que só veio melhorando (a ponto de botar um minuto de vantagem numa ferrari) e com uma equipe trabalhando a seu favor?...
Alguém comparou a situação de Alonso e Hamilton com a de Senna e Prost em 88, mas acho que está mais para Williams de 87. Ainda com a coincidência de ter um "encosto" inglês numa equipe inglesa...
Alonso disse que vai dar a volta por cima. Eu acredito. Fará qual Piquet naquele ano.
Vendo a situação entre Alonso e Hamilton, me recordo de outra situação parecida (se não igual).
Piquet e Mansell na Williams! É a mesma coisa. Um bicampeão e um dito zé-ninguém protegido da equipe. Mansell era inglês, estava entrosado com a equipe (inglesa...) e teve mais atenção.
Onde foi parar a asa de Albers
Alonso está usando da mesma pressão psicológica que Piquet, só não sei se terá êxito. A Williams perdeu o campeonato de 86 devido a esta briga interna.
Piquet ganhou em 87 mantendo a mesma tática de guerra psicológica. Não sei se o Alonso vai conseguir desestabilizar o Hamilton, pois me parece que Mansell é mais sujeito a perder rendimento sob pressão.
Será que estou certo nesta minha tese, Edu ?
Abraços
Adriano Oliveira
Concordo não, Adriano.
Sua descrição da situação na Williams 86/87 está perfeita a não ser pelo fato de a equipe não ter protegido tanto o Mansell. O que aconteceu foi que ela não deu qualquer privilégio ao Piquet e o brasileiro se ressentiu disso. Ele até hoje diz que havia combinado verbalmente com Frank ser o primeiro piloto e que, com o acidente, ficou constrangido em cobrar a promessa.
De minha parte, nunca acreditei muito nessa história. Acho que Piquet simplesmente não se preocupou com ou se esquece do Mansell ao negociar seu contrato. E tem mais: não sei se Piquet conseguiria arrancar de Frank um contrato onde seria primeiro piloto, com regalia de mandar o companheiro de equipe tirar o pé...
E não concordo também que McLaren esteja privilegiando o Hamilton em detrimento do Alonso, tampouco que o espanhol esteja pressionando pcicologicamente a equipe.
As declarações e atitudes que vi até agora de um e outro me parecem dentro de limites de respeito mútuo. Claro que Alonso deve se sentir pressionadíssimo mas não me parece o tipo que perde a cabeça fácil.
Mas é claro que tudo pode acontecer nas próximas corridas...
Também torço pelos brasileiros, mas acho o Rubinho melhor que o Massa. Rubinho dava show de Stewart! Lembra do 2º lugar em Mônaco? E da pole em Magny-Cours? O Massa levou pau do Heidfeld e do Fisichella na Sauber. Acho que o Rubinho, no lugar do Massa, tinha arrancado no mínimo um pódio em três temporadas de Sauber.
E as quatro vitórias do Massa (Turquia e Brasil 2006, Bahrein e Espanha 2007)? Todas largando da pole! Tá certo que o cara é rápido com pista livre e em volta lançada, mas e se precisar vencer saindo após a primeira fila?
Em relação ao comentário do Celso Vedovato, de Salvador, e à resposta do Edu, achei que o acidente do Kubica foi mais parecido com o do Ratzenberger devido à velocidade do choque e ao ângulo de impacto. Além disso, ambos, não puderam usar os freios para diminuir a velocidade antes do choque com o muro. No caso do acidente do austríaco, nenhum fragmento de suspensão o atingiu, ao contrário do acidente do Senna.
Creio que a segurança dos bólidos atuais impediu que Kubica tivesse maiores problemas em relação à desaceleração.
Em 1994 o acidente do Ayrton foi agravado por detritos vindos da suspensão do seu Williams. O acidente do Ratzenberger se resumiu apenas ao impacto mas o resultado final foi o mesmo do acidente do Senna. O acidente do polonês também se resumiu a um impacto sem detritos de suspensão atingindo sua cabeça. Kubica se beneficiou bem das vantagens da atual tecnologia de construção dos monopostos e, é claro, dos três pássaros brancos que o Edu mencionou em sua coluna "As asas de Deus" de 10/06.
Aproveitando, transcrevo abaixo um texto escrito pelo Flávio Gomes em seu blog e que deve acabar com as dúvidas de muita gente, inclusive do Augusto Lage da Parnaíba - PI.
Abraços a todos.
Luís Sérgio - Brasília
11/06/2007 17:44
Vermelho e verde
SÃO PAULO (difícil...) - Recebi algumas dezenas de e-mails de torcedores raivosos do Massa, inconformados com sua desclassificação em Montreal. A maioria deles não entende como é que o box pode estar aberto para entrar e fechado para sair. Todos acharam que o brasileiro foi sacaneado pelo Grande Conspirador Universal que Odeia o Brasil. Nenhum mencionou que Fisichella levou o mesmo gancho.
Hamilton minutos antes da largada
Muitos contestam a punição a Alonso, um stop & go. Por que não desclassificá-lo também?
Bom, para deixar claro. Ao contrário do que muitos imaginam, os boxes não ficam fechados durante TODO o período em que o safety-car entra na pista. Nem para entrar, nem para sair.
Vamos começar pelo começo. A entrada. Pelas regras atuais, quando o SC vai para a pista a entrada dos pits é imediatamente fechada. Isso até que o pelotão esteja organizado atrás do lindo Mercedes prateado. Só então aparece a mensagem nos computadores de "pit lane open". Aí, quem quiser fazer seu pit stop, faz. O regulamento diz claramente que quem entrar nos box com o dito cujo fechado leva um stop & go. Foi o que fizeram Alonso e Rosberguinho, sabendo que seriam punidos. Mas como estavam sem gasolina, não teve outro jeito.
Só não é punido, nessa situação, quem já estiver nos boxes ou quem estiver naquela estradinha vicinal de entrada antes de ser emitida a mensagem "pit lane closed" pelos computadores.
A saída, agora.
Ela fica permanentemente aberta, com luz verde, exceto quando, em situação de safety-car, o pelotão que segue o lindo Mercedes prateado estiver chegando perto da saída de box. Aí o diretor de prova, a seu critério, acende a luz vermelha até passar a boiada. Quando a boiada se vai, acende a luz verde de novo, permitindo a quem estiver nos pits que se junte ao pelotão.
Heidfeld
Quem estiver nos boxes tem de esperar a luz verde, pois. Se o Massa e o Fisichella fossem sair dos boxes quando o pelotão atrás do safety-car estivesse do outro lado da pista, encontrariam a luz verde. E poderiam se dirigir ao fim do pelotão. Jamais entrar na frente do safety-car, ou se enfiar no meio da fila.
O regulamento, nesse caso, também é claro quanto à punição: desclassificação, sumária e sem direito a recurso. Como aconteceu com Montoya lá mesmo em Montreal, em 2005.
Alguém há de dizer: como podem ser tão diferentes as punições? No caso de entrar no box com luz vermelha, o piloto está auferindo uma vantagem indevida. Um stop & go elimina a vantagem adquirida ilegalmente. No caso de sair com a luz vermelha, o piloto está colocando em risco o safety-car, os que estão atrás dele, a moral e os bons costumes. Bandeira preta nele e ponto final.
Fiz-me entender? Pois é, desta vez o Grande Conspirador Universal que Odeia o Brasil não fez nada de errado.
Acabei de ler no "warmup" (14/06/07, 11:51) que o Briatore ofereceu seu urubu podre (Heikki) ao Frank, para colocar no lugar do urubu podre (Wurz) da Williams.
Porque o Frank aceitaria isso, grana? Ja que urubu por urubu vai dar na mesma. O Piquetzinho não vai se queimar? O que vcs acham?
Edu ou Panda, me explica esse negócio de motor novo na Maclaren. Modificações nos motores estão proibidas ou não ?
um abraço
Ricardo, Campinas
Oi Ricardo
O congelamento no desenvolvimento dos motores não é total. Há alguns parâmetros que podem ser melhorados, principalmente em termos de consumo. O que está congelado é a dimensões e forma das principais peças dos motores (pistões, válvulas etc) e também não é possível ultrapassar o teto de rotações, fixado em 19 mil RPM.
Quanto ao Piquet, claro que há uma enorme chance de ele se queimar entrando na Renault agora, mesmo considerando que o carro já está andando um pouco melhor do que no começo do campeonato.
Finalmente uma boa corrida! Tão boa que me senti mal por ser anti-patriota.
Neste caso confesso que torci para que Massa realmente caísse lá pra trás e
viesse feito louco pra frente. Confesso que torci pra que Alonso fizesse o
mesmo. Mas se teve um piloto pra quem torci que não acontecesse isso foi o
Hamilton. Achei que o garoto já merecia a vitória. De repente me vi mordendo
a própria língua quando falei que era cedo pra chamá-lo de fenômeno. Mas
reconheço que estamos diante de um piloto fora de série. Coroou uma bela
corrida que de tantas emoções parecia um longa-metragem com roteiro bem
escrito. Difícil é definir o título pra esse filme. Acho melhor enumerar
alguns baseados em seus personagens:
A Espera de um Milagre - Kubica passou por maus momentos. Pensei que o cara tinha morrido. Foi de arrepiar!
Corram que o Trulli vem aí - Não tenho certeza que ele foi o culpado pelo
acidente do Kubica mas conseguiu bater sozinho com Safety Car.
Lewis Poltergeist Hamilton - O Fenômeno. O cara simplesmente é líder do
campeonato além de ido ao pódium em todas as corridas até agora
Os Imperdoáveis - Kovalainen, Wurz e Ralf apesar de terem feito muito nesta
corrida ainda estão com a corda no pescoço.
Querida, encolhi o piloto! - Alguém viu o Kimi Raikkonen na corrida?
Em algum lugar do passado - Alonso deve estar com saudades da Renault que
trabalhava praticamente só pra ele e do ex-companheiro Fisichella que não
fazia nem sombra! Na pressão errou muito!
Irmãos cara de pau - Mais uma vez a Aguri dando um banho na irmã Honda.
O Último Samurai - Takuma botou a Katana nos dentes e, por fora, ultrapassou
"só" o bi-campeão mundial
Heidfeld Jones e Os Caçadores do Pódio Perdido - Depois de muitas tentativas
ele conseguiu. Finalmente a BMW se mostra como a terceira força.
Sinais - Não adianta chorar e a regra, por mais injusta, é clara! Erro da
equipe e do piloto deram a bandeira preta a Massa.
2007 uma odisséia na Williams - Pena que Nico Rosberg não consiga colher os
frutos de seu bom trabalho na Williams. Pior foi ver seu companheiro, que
ele sempre botava tempo, alcançar o pódio.
Agora é só esperar pra ver o outro filme no próximo fim-de-semana. Pena que
nem sempre é dia de BlockBuster
Desde o início da temporada me veio um "flash" de 1988.
O novato na equipe derrubando um bicampeão!!!! Lógico que existem muitas diferenças, pois Senna já tinha 4 temporadas de experiência, mas tudo era novo pra ele também, assim como pra Hamilton que veio da GP2 direto para melhor equipe da categoria.
Torço pelo Massa, mas ver o Alonso com toda sua arrogância, tomar pau do estreante é ótimo, e pelo que já vi em muitos anos, a McLaren não vai beneficiar nenhum dos dois, a não ser que a diferença seja estrondosa, e pior foram as declarações de Alonso em relação a equipe, por Hamilton ser inglês e a equipe também. Se fosse assim Coulthard tinha sido bicampeão, não Hakkinen. Será que ele está tão transtornado que acha que está na Willians (lembram de 86?)
Talvez eu vá até comprar umas briguinhas aqui com o que vou dizer. Torço pelos nossos dois pilotos na Fórmula 1, mas acho que devido a minha idade, sempre acompanhei o Rubinho nessa democrática jornada na categoria, fazendo milagres com carros inferiores, às vezes apanhando de Ferrari, posso dizer que nessa temporada de 2007 está confirmando uma constância talvez não vista ainda.
Temos nessa temporada o "Robinho", que é muito bom mesmo e por si só já calou a boca de muita gente, mas ele ainda não andou de Spyker, não andou de Stewart (Barrichello) e nem outra cadeira elétrica em pane na qual vemos todos os anos passando pelas nossas telas, levando duas ou três voltas, acho até engraçado os mecânicos nos boxes fazendo um pit-stop o mais rápido possível, pra quê?
Bom, o que quero dizer é que: O Rubinho está fazendo mais uma temporada na qual não se vê erros, aliás, alguem lembra qual foi a ultima vez em que Barrichello errou em uma corrida? Essa foi uma pergunta feita pela "gang do GB" no GP do Canadá e que me deixou intrigado. Lembrando de pelo menos as ultimas duas temporadas, podemos incluir Barrichello com um dos pilotos mais regulares, aqueles que não comete erros e que levam seus carro até o fim?
refletindo e comparando este acidente espetacular do Kubica com outros
acidentes de 30 e 40 anos atrás, podemos realmente aprovar as evoluções da
segurança dos carros de F-1.
Por outro lado, é uma pena rever Clark, Rindt, Williamson, Siffert, Donouhe, Pryce, Peterson, Depailler, Villeneuve e ... Senna desaparecendo de nossas imagens, infelizmente sem usufruirem desta segurança que o Kubica teve oportunidade.
Lógico que é utopia, mas se a segurança de hoje estivesse disponível há 30 ou 40 anos, teríamos grandes emoções por muito mais tempo...
Faz tempo que não escrevo, mas aí vai : Por que o Alonso sofreu um DRIVE-THRU ao entrar no box quando ele estava fechado e o Massa foi desclassificado ao sair do box fechado?
Quer me parecer o famoso DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS. Não tem a menor lógica! Ou os dois são desclassificados ou os dois permanecem, como o Massa foi desclassificado e não tem mais como voltar atrás, o alonso deveria ser desclassificado também.
Tenho dito!
O acidente do "KUBITISSA" foi espetacular, ainda bem que não trágico.
Gostaria de lembrar que a Stock-car continua mais parecendo DERBY-DE-DEMOLIÇÃO do que corrida. Neguinho bate no maior descaramento, o carro sai soltando pedaços pela pista e ninguém é punido. Deveria ter um artigo obrigando o piloto a parar no box para consertar a carenagem (e/ou trocar) sempre que estiver soltando pedaços ou muito avariada.
Será que vai precisar alguém morrer para tomarem providências?
Lembra dos títulos conquistados em 2005 e 2006 em cima do Michael Schumacher? E mais: Será que o inglês é bom em pista molhada? Será que o inglês tem condições de pilotar como o Alonso pilotou na Hungria em 2006 na chuva?
O GP do Canadá foi muito bom, independente dos acidentes. Acredito que ainda que não houvesse tantas intervenções do Safety Car, seria interessante.
Kovalainen
Assustou o acidente do Kubica. Fiquei com uma dúvida que provavelmente não tenha explicação pela rapidez, imprevisibilidade, força e velocidade com que acidentes dessa natureza acontecem.
Me lembrei obviamente do acidente do Senna, então a dúvida. O que é pior? Um acidente como o do Kubica com o carro batendo praticamente a 90º no muro, muito perigoso para os membros inferiores e pela desaceleração, ou o do Senna com uma batida em ângulo, aumentando as possibilidade da suspensão e os pneus atingirem a cabeça do piloto? Numa avaliação óbvia e pelos resultados dos dois, seria fácil apontar o pior, mas existe realmente uma explicação técnica ou sensata para se apontar uma batida menos ou mais perigosa nessas condições?
A dúvida também se deve ao fato de acreditar que aquele muro sofrerá mudanças para o próximo ano, alterando-se a possibilidade de uma batida como essa, praticamente de frente com o muro.
Grande abraço
Celso Vedovato, Salvador
Oi Celso
Creio que o ângulo de impacto dos dois acidentes não foi muito diferente, a gravidade das conseguências ficando por conta de algo totalmente fora do controle dos engenheiros: o pedaço da suspensão que atingiu a cabeça de Senna. (EC)
1) O Alonso não é um ET, errou como nunca havia visto errar antes;
2) O Rosberg precisa de um banho de sal grosso, vai levar azar como o SC assim lá na casa do ...;
Ralf
3) O Kovalainen, o Wurz e o Ralf podem indicar ao Rosberg onde comprar um bom sal grosso;
4) Já ia esquecendo, o Kubica deve ter caminhões deste produto estocado em casa, só pra garantir, senão, não teria saído desse acidente vivo, caminhando e já pensando em correr em Indy;
5) O problema da Honda não é sal grosso, é fosfato, o pessoal de lá tem que queimar um pouco mais a mufa pra ver se acerta nas estratégias de parada de boxe. Pombas, onde já se viu parar nos boxes poucas voltas depois da bandeira verde se podiam ter parado na bandeira amarela;
6) Tá ficando difícil pra Ferrari reverter a situação dos campeonatos, e acho que vai ficar pior nos EUA;
7) A McLaren não fez mágica nos seus carros, lançou foi uma magia negra nos carros da Ferrari, até a Renault encostou nos vermelhinhos, se continuar assim, ela termina o ano disputando com a Toyota. Essa sim nem precisa de despacho para andar no fundo do grid, os seus engenheiros já são praga suficiente;
8) Muitas coisas estão conspirando para que o GP do Canadá saia do circuito Gilles Vileneuv: imprensa reclamando das instalações, pilotos reclamando da segurança e do asfalto, o acidente durante a corrida e, o pior de tudo, o Bernie também reclamou. Acho que será uma pena, pois é uma das melhores corridas do ano.
O GP do Canadá foi chato? Até que não. Mas para isso precisou que um circuito proporcionasse fatos inusitados e inesperados aos pilotos e equipes, como dificuldades com a pouca aderencia e por consequencia erros de pilotagem. Mas algumas conclusões ficaram claras:
1) A Maclaren descobriu que não precisa ter um melhor carro na corrida e sim nos treinos. Ninguem passa ninguem, sendo assim largar na frente é fundamental. E sendo assim eles deram um banho nas ferraris.
2) O Fernando Alonso descobriu que seu principal adversário ao titulo deste ano não está na Ferrari e sim na propria Maclaren. Mesmo que a Ferrari reaja, e é o que se espera, a Maclaren possui uma vantagem consideravel para daqui a 3 ou 4 provas ainda estar na liderança. Sendo assim o Alonso tem é que se preocupar com Hamilton que hoje mostrou que mesmo sendo estreante é sério candidato ao título. E como o Alonso fez bobagem na corrida.
3) Já imaginou o que aconteceria com o Kubica se estivesse numa Ferrari do Villenueve. Também reparou como a causa do acidente foi bem semelhante, já que ambos tiveram pela frente um carro bem mais lento e num péssimo local e não tendo como evitar o choque. Pois bem. o nivel de segurança dos carros atuais demonstram que correr na Formula 1 não é mais um desafio a morte, como antigamente era, ainda bem. sorte do kubica...azar do Villenueve.
4) Quem foi o pior na Ferrari? Massa, Haikkonen ou a propria Ferrari. Quem esperava uma volta por cima depois do passeio que levado em Monaco... que mico!
5) Uma das provas que o circuito de Montreal produz o inesperado é a 3ª colocação do A. Wurz. Por essa nem o Nico Rosberg esperava...e nem eu...hehehe
não concordo com o que diz vosso colunista Geraldo Tite Simões, na coluna de 30/4/2007, sobre a midia brasileira e Lewis Hamilton. O fato de ele ser negro é sempre evidenciado nas notícias, assim como sua condição de estreante fenômeno. O que é normal já que pilotos negros na F1 são novidade e ele está indo mais do que bem. Me parece que, sem inspiração, o colunista se apegou a um fato que inexiste (o suposto desprezo ao jovem Lewis) e resolveu provar sua tese na marra. Foi insosso e sem sentido.
E detonar gente como Pizzonia? E Farfus? Ambos foram campeões nas categorias de acesso, e título que eu saiba não se compra. Farfus tem brilho no Turismo e Pizzonia é melhor do que metade do grid da F1 atual. Detonar também gente como J. Villleneuve, Mansell e D. Hill é clamoroso. Pelo jeito o Simões estava vendo em preto e branco no dia em que escreveu. Dizer que para ser realmente campeão é preciso vencer dois títulos é soberba da mais grossa. Eu digo que houve quem passasse pela F1 sem conseguir título mas com pedigree de puro campeão.
Mas pior mesmo foram as palavras dedicadas à MotoGP. Escreveu no dia 30/4
certo? Logo depois teve de engolir o que escreveu. Stoner agora lidera o
mundial, e bateu Rossi (que continua o maior, claro) e está cada vez mais
líder. Na Catalunha o garoto australiano fez ver que ele e a Ducati são
sólidos, estruturados, tem base. E não vão largar o osso. Rossi achou o que
tanto lhe faltava, um rival duro. Não o banana do Pedrosa, que é rápido, mas
tem limitações graves.
E sobre Alex Barros e seu 3º lugar numa das mais terríveis e técnicas pistas
do calendário, Mugello, batendo o "homem do ano" Casey Stoner com arma
igual, a Ducati, o que o colunista teria a dizer? Além dessas bobagens, vosso colunista erra grosseiramente dizendo que Barros correu pela equipe Tena Kate em 2006. Antes fosse. Correu pela miserável Klaffi, equipe de uma moto só, sem patrocinadores, e ainda assim venceu um GP, Monza se não me engano, e por várias vezes deu um calor em medalhões como o campeão Bayliss, Corser e inclusive no tal Toseland, cuja Fireblade nada tinha a ver com a de Barros.
Tal erro de um que, como Simões, se arvora como especialista em motos e
motociclismo dá bem nota da "facilidade" com que vosso colunista martela o
teclado sem parar para pesquisar, ou melhor seria, pensar.
Alex Barros não é o melhor do mundo nas motos, claro, nem nunca foi. Mas é
um dos melhores. Seu defeito é acordar de pé esquerdo em muitos domingos.
Piloto de altos altos, e baixos baixos mesmo. Ninguém como ele (vindo de um
país sem tradição no esporte como o nosso, feinho, e sem grande appeal
mercadológico em nenhum lugar que realmente conte) consegue ficar durante
tantos anos no Mundial, e ainda surrar garotos como fez no Mugello com
Stoner ou no celebre fim de temporada 2002 quando estreando a Honda 4 Tempos bateu Rossi três vezes seguidas acho.
Curioso é constatar que o colunista se posiciona como paladino em defesa de
um melhor tratamento por parte de nossa imprensa ao realmente fenomenal
Hamilton e, no mesmo espaço, denigre o maior motociclista que o Brasil
jamais teve. Paradoxal. Se fosse Barros italiano, espanhol, inglês ou francês, seria endeusado. Aliás, qual os pilotos ingleses ou franceses que o Sr. Simões pode citar como tendo performances melhores na 500/MotoGP da última década? Ao que eu saiba, tais países tem "celeiro" de novatos, coisa que o Brasil nunca teve. Simões ou é desrespeitoso, ou desinformado, ou bobo mesmo. Passarei longe de seu livro. O site não vou me dar ao trabalho de visitar, ou talvez vá, mas para rir.
Um leitor ao acessar vosso site enseja opiniões isentas, polêmicas ou não. O
que Simões faz com Barros não é expressar sua opinião negativa sobre o
piloto, mas sim "fritá-lo" com requintes de ignorância e injustiça perante
uma longeva carreira. O brasileiro tem sete vitórias na categoria máxima da
motovelocidade. Uma a mais que campeões como Luquinelli, Capirossi, Uncini,
Cecoto e outros. Pouco? Não acho. E não é.
Galvão Bueno é outro mestre em fritar pilotos pelos quais não se encanta. Chegar a F1 é, salvo raras exceções (Diniz, Rebaque...) fruto de um talento que o 1º filho Cacá nem sonha ter. Mas execrar Nakajima e outros da cabine é fácil, assim como fez Simões de suas teclinhas pobrinhas. No mais, continuem com o GPTotal como estava desde que o conheci (sem Simões, o bobinho). Faço votos que o citado colunista continue atarefado e longe.
Se hoje eu tivesse 28 anos (em 1998) estaria lamentando (provavelmente chorando...) a perda de um jovem piloto. Kubica tem que agradecer ao sr Mosley e todos envolvidos em aperfeiçoar as condições de segurança dos F1.
Parabéns também ao sr Hamilton pois, com os erros de seus adversários diretos, está aproveitando e somando pontos. Isto é o que importa com este sistema de pontuação que privilegia a regularidade.
Com aquele pavoroso acidente visto em Montreal, me apareceu uma certeza e uma dúvida ao mesmo tempo.
A certeza: com a violência da pancada e o piloto dando entrevistas no outro dia, alguma coisa existe de muito bom na segurança dos carros da Formula 1.
A dúvida: apesar de ter torcido o tornozelo, Kubica ficou com seus pés expostos. E se por acaso o carro batesse de ponta no guard-rail no qual ele ficou parado? Com certeza teria conseqüências mais graves, não acham? É normal isso?
Flávio Gomes disse no seu blog que o Canadá era uma de suas 3 pistas favoritas. Concordo com ele (as minhas outras duas são Melbourne e Spa) porque sempre temos corridas boas lá.
Disse também que a corrida iria ser previsível, como foram as outras 4. Ainda bem que ele errou. Teve Safety Car como sempre, várias ultrapassagens, erros, um podium que ninguém imaginava, enfim tudo aquilo que gostamos.
Os pés de Kubica ficaram exposto no acidente 1
Teve também o acidente do Kubica, que embora feio, não teve maiores danos ao piloto. Mas queria fazer uma pergunta: como são feitos os crash tests da FIA. Repare nas fotos que eu estou te mandando que, depois da primeira batida de Kubica no muro, os pés dele ficam aparecendo por causa do impacto. Felizmente ele não quebrou nada, mas isso está correto?
Os pés de Kubica ficaram exposto no acidente 2
Obrigado e abraços a todos do GPTotal.
Luiz Eduard, Pará de Minas
Oi Juliano, Oi Luiz Eduard
Pelo que sei, a chamada célula de sobrevivência deveria permanecer 100% íntegra e não poderia ter se quebrado na altura dos pés de Robert Kubica. Mas é claro que há um atenuante para o rompimento porque foi superficial e produto de um impacto de grande magnitude.
Quanto ao crash test, as equipes enviam a laboratórios credenciados pelo Fia um monocoque idêntico ao que irá às pistas. Ele é imobilizado e submetido a golpes de aríete, segundo padrões de impacto fixados em regulamento, em diversas posições e situações. O regulamento é retocado todos os anos e inclui também resistência a perfurações.
Enfim tivemos uma corrida interessante. Mas isso decorreu de uma série de entradas do Safety Car, o que embaralhou completamente as posições.
Hamilton venceu sua primeira corrida de forma tranqüila, mais do que poderia ter imaginado. No entanto, tanto ele quanto Heidfeld tiveram a sorte de fazerem suas paradas antes da entrada do safety car. De todo modo, o jovem inglês vem se confirmando ser um fenômeno. Ganhar o título no seu ano de estréia, coisa que parecia altamente improvável há pouco tempo, já começa a se tornar realidade.
Lewis, tranquilo
Alonso sentiu a pressão. Não sentiu disputando o título com Schumacher. Mas ser superado por um companheiro de equipe novato parece que realmente abalou o espanhol. Ontem cometeu mais erros do que nos dois anos anteriores. Precisa colocar a cabeça no lugar se quiser derrotar Hamilton.
A Ferrari parece ter sido realmente superada pela McLaren. Se os dois pilotos da equipe britânica já lideravam o campeonato nas primeiras corridas com um carro ligeiramente inferior, tendo um carro superior serão amplamente favoritos. Está claro que se a Ferrari quiser ser campeã, terá ter um carro muito melhor do que a McLaren.
A atitude de Alonso para com Hamilton após os treinos mostra que está começando a pintar um clima de Senna/Prost na McLaren.
O acidente de Kubica realmente assustou. Mas também mostra o quanto os carros são seguros hoje.
A regra de entrada e saída dos boxes com o Safety Car realmente não parece ser correta.
Como impedir a entrada nos boxes de pilotos que estão com combustível no fim, como aconteceu com Alonso e Rosberg? Tem o piloto culpa de alguém ter batido justamente na volta em que deveria parar?
Sobre a luz de saída dos boxes, Montoya não viu em 2005, Massa e Fisichella não viram ontem. Não é coincidência. Definitivamente um piloto de F-1 não tem o instinto de ficar parado como se estivesse num sinal de trânsito.
Mudando de assunto, o leitor Fernando Eduardo Macedo Marques questionou se a retirada da tecnologia dos carros poderia aumentar o número de ultrapassagens.
Pessoalmente, acho que a maioria das pessoas comete um equívoco quando falam sobre a tecnologia da F-1. Existem duas tecnologias em questão. A primeira é a tecnologia existente no carro, como o controle de tração e outros dispositivos eletrônicos. A segunda é a tecnologia para se construir e desenvolver um carro, como é o caso do túnel de vento, entre outros.
Retirar a tecnologia embarcada não irá mudar em quase nada o panorama da F-1. A ausência de ultrapassagens é decorrente da eficiência dos freios e da aerodinâmica dos carros, o que nada tem haver com esta tecnologia.
Se tivermos carros sem nenhuma eletrônica a bordo, mas com desempenhos diferentes, o nível de competitividade continuará o mesmo de hoje.
Por outro lado, mesmo se tivermos carros com tecnologia embarcada, se estes tiverem desempenhos similares teremos muito mais disputas e emoção.
Na resposta ao leitor, o Eduardo Correa afirma que a Fórmula 1 sempre foi econômica em ultrapassagens. De certa forma, sim. Mas 20 ou 25 anos atrás tinha-se pelo menos três ou quatro vezes mais ultrapassagens do que hoje. Em meados dos anos 80 embora as corridas decididas numa ultrapassagem fossem poucas, elas aconteciam. Hoje isso praticamente não ocorre.
O Eduardo também afirma que uma das causas da derrocada das corridas de Fórmula nos EUA é o bloqueio à inovação tecnológica. Acho que nesse caso ele está completamente enganado. A Nascar também tem bloqueio à inovação tecnológica, mas é um sucesso absoluto. A derrocada das corridas de monopostos por lá foi decorrente da divisão que houve em 1996 e ao crescimento da Nascar, jamais devido a falta de inovação tecnológica como parte de disputa, o que, aliás, nunca foi a filosofia do automobilismo americano.
Para se ter disputa e emoções genuínas, é necessário se limitar não a tecnologia embarcada, mas a tecnologia para se construir e desenvolver o carro. Até que isso ocorra, praticamente só teremos corridas realmente emocionantes quando acontecerem fatos imprevisíveis como ontem.
Ele pode ser tudo, negro, britânico, adolescente, educado. Tudo isso menos uma coisa: novato. Ron Dennis mostra que não ficou somente a assistir Michael nesses anos que passaram. Mostra mais: que se não se pode comprar um campeão, que se aprenda a faze-lo. E o fez.
Cedo ainda para chamar ele de campeão? Hehehe... Diga isso ao Alonso, ao Kimi e a outros que ainda insistem em chamá-lo de o melhor novato de todos os tempos ou mesmo de ignora-lo no que diz respeito a concorrentes ao título desse ano. Me parece (veja bem, me parece) que Massa já sacou antes de todos essa nova realidade... Massa, Todt... E seriam espertos se usassem isso de maneira psicológica contra Alonso (se é que precisa...)
Kimi, 5o colocado no Canadá.jpg
Hamilton definitivamente não é o melhor novato de todos os tempos. É o mais bem preparado piloto que eu já vi começar na F1. E pode ser campeão. Esse ano, ano que vem, no outro... Perfeito nos treinos, perfeito na largada, perfeito ao tocar o carro sem prejudica-lo, perfeito ao lidar com os acontecimentos alheios a sua corrida, perfeito ao ganhar a sua primeira corrida. E mais uma vez, fez historia.
Alesi? Frentzen? Montoya? Nico? Nem! Hamilton!
Alonso tem um problema e não é o Hamilton. É a sua própria pressão. É ótimo ver um bi campeão errar porque traz de volta a sensação de que são humanos, esse caras.
Acredito que em Indy, na qualificação ele deve por ordem no seu próprio barraco, mas e o estrago feito pelo podium de hoje? Se imagine inglês, funcionário de uma das maiores equipes (e inglesa) vendo um cara com o Hamilton (inglês da gema) ganhando sua primeira corrida com tal maestria e carisma como na época de uns certos Sennas, Prosts...
Ah fio, o espanhol que se vire! Hehehe... Na época do Senna e do Prost eram um brasileiro e um francês... Hoje tem um inglês no meio da salsa. Não creio que o Alonso goste de molho inglês.
Kimi. Onde? Só o que posso perguntar. Onde?
Eu lamento muito o que aconteceu com o Massa e com Giancarlo. Não sei. Me parece que as regras do safety car não estão claras ou devem ser revisadas. Ao meu ver não havia um motivo claríssimo para fechar a saída dos boxes naquele momento. Aliás, eu acho que a corrida deveria ter sido interrompida no acidente do Kubica e não foi. Acho que estão tão atrás de lances que agitem as chatas corridas que acontecem, quem pode estar perdendo a mão. Meu caro, desclassificar um Ferrari e um Renault dessa maneira? Que isso, companheiro?!
E cá pra gente... que fim de semana esse da turma do tio Theissen hein? Nick com um desempenho muito bom, mesmo mais leve na saída. Acho até que seria um osso dificílimo se Alonso, Kimi e Massa não tivessem seus próprios problemas no decorrer. E esse câmbio de moça que não quebra? Acho com o Nick podem surpreender em Indy. Tomara, alias.
Ainda sobre a BMW, aliás, sobre o Kubica: Ouvi há pouco que está bem, talvez com uma perna quebrada. Eu estava almoçando quando vi a BMW se desfazendo e a cabeça dele balançando e o braço dele solto dentro do carro. Pensei comigo: de novo não. Acho que muitos. Inclusive no paddock, nas salas de imprensa. Não gostei dessa sensação, mas acho que será um trauma permanente sempre que algo assim acontecer. Nunca é bom ver um Fórmula 1 batendo daquele jeito. Mas os 13 anos que se passaram me parece foram de valia. Um perna quebrada? Putz, saiu de graça...
Fica a pergunta: Sebastian ou Timo? Tenho curiosidade de ver os dois na pista. Eu testaria os dois.
Sem querer puxar muito para a minha ascendência étnica, mas vcs viram o Sato!? Quá, Quá, Quá!!! Essa o Michael não teve que levar pra casa. Alonso, acorda!
Exibe-se com farto material de vídeo a punição aos pilotos que entraram e saíram do pit sem luz verde. Ok. Está na regra.
Mas e o Trulli, que aparentemente jogou o Kubica no muro. Não teve nem uma investigaçãozinha? E outros totós que a câmera só pegou no final? E o Lewis, que pela segunda vez na F1, muda a trajetória do carro na largada em cima de outros pilotos? É defesa de posição? A mesma do Wurz?
Quando Alonso entrou nos boxes, o pit-lane estava fechado, então logo se conclui que, se estava fechado pra entrada, estava fechado para saída certo?
Bom: Felipe não entrou naquela volta para cumprir a imbecil regra da Fórmula 1 atual, esperando abrir o pit-lane. Aí, quando entrou, estava aberto para entrada e fechado para saída?
Que coisa imbecil! Tu pune quem tenta seguir a regra com bandeira preta e dá 10 segundos pra quem a desobedece escancaradamente? Não entende pq quando Alonso entrou, ele estava fechado para entrada e aberto para saída e pq quando Felipe entrou estava aberto para entrada e fechado para saída. Não existe quem fiscalize a Fórmula 1 a não ser os vts da TV? Sim, pq nunca se vi alguém ser punido que não apareça na TV.
Heidfeld, um brilhante 2o lugar
Outro detalhe: na segunda relargada, o Lewis Hamilton fez claramente um zigue zague na frente do oponente em alta velocidade. Isso pode?
E gostaria de chamar atenção: eu não acredito que o Lewis seja meio segundo mais rápido que o Alonso se não tiver diferença de equipamento e combustível !!
Tirando a corrida à parte do Hamilton, o resto foi mais divertido. A narração foi uma das piores de todos os tempos. Nunca ouvi tanta besteira concentrada em tão pouco tempo. Ficar insistindo que o Massa não errou e sim a Ferrari é fantástico. Você vê nas imagens um iniciante (Kubica) parado na luz vermelha e Massa e Fisico passando direto. O iniciante sabe e os dois veteranos não!
Ficar insistindo que o Massa fez uma largada excepcional e fazia uma corrida fantástica é demais. Torço pelo Massa, mas sou realista. Massa passou um carro na largada e passou o Alonso em uma das várias besteiras que o espanhol fez na corrida. Isto é fantástico, excepcional? Corrida maravilhosa do Rubinho? Ele terminou em último na pista! Vai ser ufanista assim lá...
Outra coisa é ficar insistindo nesta idiotice de que o Hamilton foi preparado deste o inicio para isto. Claro que foi. Isto tira o talento dele ?
Dinheiro, na Fórmula 1, é sinônimo de sucesso, certo. Errado.
Esta temporada está quebrando essa máxima do automobilismo de alto nível. Vejam os casos de Williams e Super Aguri. Grana curta, mas uma competência infinitamente superior (inversamente proporcional à quantidade de dinheiro) à de suas "mães", Toyota e Honda.
Dinheiro resolve, mas desde que bem aplicado. Sato e Davidson não são melhores que Rubinho e Button. Já Wurz e Rosberg estão acima de Trulli e Schumacher, mas a Toyota têm o maior orçamento da F1. A Honda é uma das que mais gasta também. Na Toyota acho que falta um piloto talentoso e experiente, daqueles que realmente dão um rumo à equipe. A Honda disse que contratou Rubinho justamente por isto, mas a segunda temporada na Honda está sendo bem pior que a primeira, então acho que Rubens não é o cara que vai fazer com que a Honda gaste de maneira correta. Acho que as duas equipes vão trocar tudo para o ano que vêm. Quem sabe a Toyota não troca de Schumacher e a Honda não contrata o Hakkinen. Não seria legal ver os dois de volta à formula 1?
Pra começar, gostaria de agradecer ao Rodrigo pela explicação sobre os
câmbios CVT´s.
E pra quem reclamava que a F1 andava chata, esse GP não foi nada chato.
Porém, fiquei com a impressão de que essa história de boxes fechados e
punições não foi muito justa com os pilotos. Primeiro, como punir um piloto por entrar nos boxes se, caso ele não entrasse, ficaria parado na pista sem combustível, casos de Rosberg e Alonso.
Segundo, a exclusão dos pilotos que saíram dos boxes com esses ainda
fechados me pareceu absurda, como alguém pode pensar em abrir a entrada
para os boxes durante uma corrida e manter sua saída fechada. Se havia
algum risco na pista que impedisse o retorno dos carros à ela, que fosse
dada bandeira vermelha então. Não consigo imaginar algo que pudesse
justificar a atitude da direção da prova.
E, num campeonato tão disputado, essas duas lambanças podem acabar
definindo o título a favor de Hamilton.
Wurz, 3o colocado, mesmo com o aerofólio traseiro quebrado
Não que o Inglês não mereça ganhar o campeonato, pelo que ele vem
mostrando até aqui ele está merecendo. Só acho que a F1 merece, ao final
do campeonato, ver um campeão que ganhou o título por seus méritos e não
um que ganhou devido às lambanças de dirigentes.
Teremos outra procissão, como em Mônaco? Ou o GP de "Sônaco"?
Confesso que fui até ingênuo em acreditar numa nova Fórmula 1 depois da aposentadoria do melhor apertador de botões que já existiu na categoria. O campeonato está equilibrado, porém só na pontuação. Na pista, só há disputa na primeira curva e depois nas paradas de boxes. Além do que, o que nós temos visto é um festival de tecnologia que está acabando com o espetáculo. Como se não bastasse câmbios nos "volantes", propo$ta$ de corrida$ noturna$, mudanças ridículas nos treinos (Super Pole é pra acabar!!!) e nos regulamentos de pneus e motores, agora somos "surpreendidos" com a última novidade em tecnologia: pneus com sensores, ligados a laptops dos engenheiros nos boxes, que alertam sobre desgaste excessivo, etc, etc, etc!
Fico me perguntando a razão pela qual ainda insisto em acordar mais cedo aos domingos pra assistir a Fórmula 1. E também me pergunto que sentido tem tanta tecnologia, se o diferencial principal que, historicamente, sempre foi o piloto, não passa hoje de um mero apertador de botões.
Depois de tanta "evolução", não fica nem um pouco difícil imaginar um cenário de ficção científica da Fórmula 1, para um futuro não muito distante: pilotos em salas VIP fechadas, com um controle do tipo dos videogames nas mãos, guiando os carros na pista através de uma tela semelhante àquela que apareceu num filme mais recente de James Bond, em que ele, deitado no banco de trás do carro, guiava o mesmo fugindo de bandidos armados com metralhadoras, fuzis e lançadores de foguetes, o que transformaria a Fórmula 1 num gigantesco autorama!
Exagero da minha parte? Talvez, mas parece ser o destino da categoria, que privilegia cada vez mais a máquina e a tecnologia, relegando o homem, o criador de tudo e que seria o fator diferença, a um mero passageiro da história!
Aguardemos os próximos capítulos...
Voltando 15 dias atrás e falando sobre as 500 milhas de Indianápolis, sou forçado a discordar de uma grande parte dos colegas que escreveram pro site. Ao contrário de muitos, gostei da corrida por uma razão muito simples, que todo amante do automobilismo gosta: Ultrapassagens!!! Disputa!!!
Exemplo: Hélio Castroneves parou nos boxes, perdeu tempo, caiu de primeiro para último, e no final acabou em terceiro. Por que isso aconteceu? Porque há equilíbrio na categoria, a sistemática do regulamento permite esse equilíbrio, o que não existe na Fórmula 1 há muito tempo. É verdade que houve uma patriotada nojenta dos americanos no final, fazendo de tudo pra tirar e tirando a vitória do Tony Kanaan. Isso sim estragou a corrida, mas dizer que a prova toda foi um lixo soa como exagero. Quem dera se na F-1 houvesse metade das ultrapassagens que existe na Indy. Aliás, no ritmo que está, a Indy vai acabar sendo a opção mais natural pra quem curte velocidade e emoção sobre quatro rodas.
E nós, que tivemos Fittipaldi, Piquet e Senna, continuaremos vivendo de lembranças e do passado.
Parece que Felipe Massa anda incomodando e (nas pistas) desfazendo as
previsões daqueles que se dizem entendidos sobre Formula 1. Vejo que em nenhum momento as opiniões foram favoráveis ao brasileiro, pois todos apostavam no finlandês para ser o número 1 na vaga do alemão aposentado.
Massa, na verdade, não é um piloto fora de série ou fenômeno de pilotagem, mas é um cara que está na hora certa, na equipe certa, no carro certo. Ele está trabalhando duro e com simplicidade e humildade vai alcançar o seu objetivo que é ser campeão do mundo.
Já vi comentários comparando Massa com Mansell, e na minha humilde opinião acho Felipe mais completo, sendo parecidos na velocidade. O leão era muito aloprado e inconstante nas suas pilotagens facilitando a vida dos seus adversários (Piquet que o diga!).
No inicio da temporada, li comentários de Coulthard e Heidfeld apostando cegamente que Massa ia comer poeira de Raikonnen, e pelo ao menos até agora, a bola de cristal está furada. Aliás quando corria na Sauber, Massa fez algumas vezes esses "grandes pilotos" comerem poeira tendo um carro inferior.
Eu não estou aqui para desmerecer ninguém, pois se um piloto chega na
Formula 1 é porque teve méritos. Vejo muito despeito em admitir que o cara é bom e que se marcar para ele, não vai ter para ninguém. Não se intimidou com o decantado veloz Ice Man, mordeu naquela curva a orelha do Coelho Espanhol e não deu espaço para o Novato Inglês e para finalizar: O cara é brasileiro, é rápido, aprende ligeiro a lição e como disse Nelson Piquet numa entrevista: Se o Felipe continuar nesse ritmo tem grandes chances de ganhar o campeonato.
É esse o sentimento de muitos fãs do automobilismo. Aquela pessoa que assiste até corrida de palitinho na sarjeta. O GP de Mônaco foi o mais chato dos últimos anos. E não apenas Mônaco. Já faz aproximadamente 10 anos que não temos uma temporada emocionante na Fórmula 1.
Nasci e cresci aprendendo a amar esse esporte. Nunca esqueço do meu pai chegando nas manhãs de domingo, esfregando as mãos, me chamando para assistir as corridas, com a célebre frase “Vai começar!”. A empolgação que ele demonstrava era contagiante. Nunca perguntei para meu pai, mas acho que no fundo ele sentia um orgulho tremendo com isso. Minutos depois eu levantava com aquela cara de sono, sentava no sofá e acompanhava as corridas, pegas, disputas e todas as emoções. Quando a corrida acabava, pegava minha sacola cheia de carrinhos comprados na feira e fazia uma corrida pela casa toda.Mesmo quando aquela curva levou meu ídolo para pilotar em outras pistas, continuei com essa mesma rotina. Faço isso desde os 3 anos de idade, com a diferença que de uns anos para cá sou eu quem acorda o meu pai para as corridas e ao invés dos carrinhos, piloto no computador.
Estou preocupado com a atual situação da Fórmula 1. Não existem disputas na pista, apenas nos boxes. Nos carros, vários apetrechos que evitam rodadas. No lugar de pilotos, apertadores de botões que não tiram mais do que o carro lhes oferece. Não existe mais o charme de outras épocas, como o câmbio que não era uma borboleta atrás do volante e mecânicos não tinham roupas de astronautas, mas apenas uma camisa e uma bermudinha curta (e ridícula) .
Hoje, a corrida de F1 é decidida ou na classificação ou na primeira curva. Os freios modernos não deixam mais o piloto retardar ao máximo a freada, já que sempre são acionados no limite, quase dentro da curva . Passou do ponto, sai da pista. Derrapar o carro para manter a trajetória, não tem jeito. Em circuitos mais travados, presenciamos desfiles de carros velozes, um atrás do outro, sem tentar uma ultrapassagem.
Quero meu tempo de criança de volta. Ter prazer e não sono ao acordar cedo. Assistir uma corrida sem trocar nenhuma vez o canal da televisão. Ver ultrapassagens em todos os pelotões do grid, e com o mais fraco passando o mais forte. Uma largada com 28 carros e mais alguns que ficaram de fora por que foram mais lentos no treino de classificação,sem nenhuma regra que favoreça alguns pilotos. Os mais rápidos largam, e os mais lentos assistem.
Se isso não acontecer, talvez fique frustrado daqui a alguns anos quando quiser acordar meu filho para ver uma corrida. Ele terá todos os motivos do mundo para falar que corrida é uma coisa chata, virar para o outro lado e continuar seu sono dominical.
Se isso acontecer, farei o mesmo que Manuel Bandeira e me mudo para Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a corrida que eu quero
Na pista que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a corrida é uma aventura
Tem um piloto meio inconseqüente
Que aplausos de todos ganha
Virando feito serpente
Me mostra de um jeito transparente
Um tempo que já tive
E sem fazer ginástica
Fingindo estar de bicicleta
Domará um carro brabo
Raspando o Guard-rail
Na hora de ultrapassar
E sem ficar cansado
Quando põe um pneu frio
Mesmo em cima d’água
Difícil segundo as histórias
Que desde meu tempo de menino
O narrador vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra competição
Não tem nenhum braço duro
Que roda na classificação
Não tem câmbio automático
Mas piloto com vontade
Tem manobras bonitas
Para a gente delirar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me acelerar
— Lá sou amigo do rei —
Terei o carro que eu quero
Na pista que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Talvez seja a melhor saída. Lá é bem melhor do que aqui.