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O GP do Brasil 01.11.07
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Ainda tenho uma dúvida diante da afirmação da McLaren, de que o Hamilton não errou e sim houve defeito mecânico.

É certo que o vídeo mostra o piloto apertando o botão neutro, mas, ele aperta o botão e causa o problema? Ou foi o contrário? O carro apresentou problema e ele foi obrigado a colocar o cambio no neutro para resetar o sistema de troca de marchas?

Martinho, Belo Horizonte








Oi Martinho

Há duas considerações a fazer:

1) As imagens do vídeo são claras, mostrando que Hamilton acionou o tal botão.

2) Não temos certeza absoluta – absoluta – que o tal botão aciona o neutro. E, como você aventou, Hamilton pode sido levado a acionar o neutro depois de sentir alguma coisa estranha no carro.

Em relação à segunda consideração, é verdade que o site da McLaren mostrava ser ali a posição do neutro (a equipe teria tirado tal foto do ar no auge da discussão) mas essa posição pode ter sido mudada. Acho isso, improvável, porém, a despeito de ser meio louco posicionar em local tão vulnerável uma espécie de detonador de corridas. Por outro lado, o neutro deve ser acionado em situações de emergência, tipo saída de pista, de forma a manter o motor ligado.

Enfim, como em tantos casos pregressos, trata-se de uma explicação técnica que as equipes se recusam a discutir abertamente. Um dia desses, algum técnico acaba falando com o jornalista certo e teremos uma explicação melhor.

Abraços (EC)

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Olá Edu

Ainda sobre o GP Brasil, chegando de Varsóvia, no domingo, dia 21.10, às 6,45hs da manhã, depois de mais de 14 horas de vôo, ainda tive adrenalina suficiente para ir ao GP Brasil F1.

Antes dos comentários específicos, deixe-me dizer que foi um belo passeio pelo Leste Europeu, onde dei de cara com o Emerson e família na Ponte Carlos, em Praga. Do GP da China só consegui ver a largada, em razões de passeios agendados, mas depois, à noite, vi o noticiário completo e pude constatar a força da cobertura mundial pela TV da F1 (estima-se 500 milhóes de espectadores...) e a razão pela qual os outdoors nos autódromos custam tão caro! Mafioso ou não (há controvérsias...), é preciso tirar o chapéu para o chefe Bernie, porque a força política desse homem é impressionante. Nosso Prefeito Gilberto Kassab (que aliás lavrou um tento, garantindo Interlagos até 2012) que o diga...

Sobre o GP, revendo o vídeo, entendo que Massa fez o que tinha que fazer, pelo bem da equipe e dele mesmo, pois tem todo um futuro promissor pela frente. É só ter aplicação, paciência e, principalmente (o que demonstra ter), garra. Decepção para a torcida, que viu a vitória nas mãos do conterrâneo, mas...

Sobre o campeonato: em todos esses anos que acompanho a F1, nunca vi nada tão tumultuado, como esse ano. Parecia filme de 007. Só faltou contratar o James Bond para ajudar nas investigações. Mas, ele certamente não iria contrariar o Reino Unido... E a tríplice disputa final, na última corrida, não me lembro que isso tenha ocorrido nos últimos anos - recorro para tanto à memoria e ao completíssimo arquivo do Edu e leitores pesquisadores - foi simplesmente emocionante!

E agora, resta aguardar 2008, com renovadas esperanças de vitória, quem sabe contando com Piquet Jr.

Abraços do

Luiz Ignácio

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Lamento discordar, caro Alexei, mas pelo que consta na edição de 35 anos da revista Quatro Rodas (outubro de 1995), James Hunt saiu do seu McLaren direto para o trono porque abusou da degustação de frutos-do-mar na véspera da corrida (GP da França de 1997 se não me falha a memória).

Logo depois, já aliviado, afirmou com sua costumeira irreverência: O cockpit da McLaren não era o trono ideal desta tarde. Se Hunt também bebeu umas e outras na ocasião os jornalistas de Quatro Rodas não informaram.

Wladimir Duarte Sales, Duque de Caxias

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Corrigindo o leitor Marcos Massiero: Mario Andretti não é descendente de italianos, mas sim italiano nato! Nasceu na cidade de Montona, próxima à então Iugoslávia, e, ainda na infância, emigrou com a família para os Estados Unidos, onde se estabeleceram em Nazareth (Pensilvânia).

Por isso, sempre competiu como americano e começou no automobilismo americano. Ele pilotou carros Lotus desde 1968, mas também foi piloto Ferrari no início dos anos 70 e nas suas últimas corridas pela F1, em 1982.

Alexei, Belo Horizonte

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Ola pessoal.

Tentei ver o video do Lewis fazendo break test no GP do Japão, mas parece que alguém mandou tirar da rede.

Por acaso , alguém teria baixado este vídeo e poderia me enviar ?

Obrigado

Ricardo, Campinas (rcarusogomes@gmail.com)


Comente 29.10.07
Escreva pra gente



Parabéns ao GP Total

Realmente fico feliz em poder ler a todas as colocações dos amigos que aqui escrevem. Fico maravilhado com a diversidade de opiniões e do fanatismo de certos comentários que ligam, às vezes assuntos tão distantes, que só a Teoria da Conspiração pode explicar.

Todo mundo tem o direito de torcer por alguém, por um clube, por uma equipe, por um partido, etc. Então, como tifosi, gostaria de lembrar alguns fatos sobre a Scuderia Ferrari:

- A Ferrari já nasceu brigando com os ingleses e com sua própria Mãe, a Alfa Romeo.
- A rivalidade entre a Itália e o Reino Unido remonta ao início do século passado, mesmo antes da I Grande Guerra.
- Com a II Guerra as coisas então ficaram piores.
- Todo inglês que se preza acha que é pai de direito do automobilismo mundial.
- Nada mais natural que a briga pela atenção dentro da F1 entre Lotus, McLaren ou Williams, só para citar as equipes inglesas mais recentes, contra a Ferrari.
- Mario Andretti até hoje não sabe como desceu goela abaixo dos ingleses por sua ascendência italiana.
- Tradicionalmente a Ferrari sempre correu com primeiro e segundo pilotos bem definidos dentro do time, inclusive em contrato.
- Não existe Fórmula 1 sem a Ferrari.
- Nunca saberemos a fundo o que ocorreu durante o caso da espionagem. Mas o que se apurou até agora é que parece que a McLaren jogou o jogo de forma mais pesada já que as equipes chupam as idéias umas das outras desde 1950.
- Se foi a McLaren quem perdeu o título ou foi a Ferrari quem ganhou, o que é muito diferente, pouco importa: a Ferrari abriu mais um título de vantagem.
- Se Massa foi ou não injustiçado fica a questão. Para o resultado geral da equipe, Massa correu como um piloto da Ferrari. Trouxe o título ao companheiro e a equipe.
- Uma equipe de F1 é composta de dois carros e de dois pilotos. Cabe a cada uma delas a melhor gerência sobre ambos.

Respeito profundamente a McLaren porque de lá saíram quatro de nossos oito títulos. Assim como respeito Alonso e Hamilton.

Mas viva o Massa e Raikkonen.

Me desculpem os que discordam, mas deram um tiro de Beretta na nuca da McLaren...

Marcos Masiero, Jaú

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Bom, no final das contas, acabou vencendo aquele que, se não foi o mais espetacular, ao menos foi o que mais evoluiu ao longo do ano - além de não estar envolvido em nenhuma treta.

A dupla da McLaren nos treinos de sábado
Agora, discordo da opinião do colega Ingo, exposta aqui neste espaço, de que tenha sido jogo de cartas marcadas, ou seja, que Hamilton e a McLaren tenham errado propositalmente para a Ferrari e o Homem de Gelo. Aliás, não tão de gelo assim: quem tiver reparado bem no pódio deve ter visto que, na hora em que estava com boné, acenando para o publico e abraçado a Todt e Massa, ele estava com cara de choro - pode ter sido discreto, mas que ele chorou, chorou.

Por hoje e só!

Marcio Vilarinho Amaral, Olinda

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Estou com o Ingo e não abro! Alíás, só tive motivação para expor minha opinião depois de ler o que escreveu o alemão.

Todo mundo achava que — além da equipe — os pilotos da McLaren também deveriam ser punidos, não é? No entanto, isso seria um golpe mortal num campeonato que parecia ser cada vez mais eletrizante (pelos menos em relação aos anteriores...) e os prejuízos morais e materiais seriam enormes.

Os boxes, na tarde de sábado
Só que na verdade os pilotos foram sim punidos, só que tudo correu dentro de um script muito bem ensaiado. Ninguém me convence que aquela saída do Hamilton na caixa de brita foi acidental tal como o esbarrão com o dedo no botão do neutro. O cara que se mostrou mais cerebral até que o próprio Alonso, suportou e superou pressão por todos os lados iria cometer erros grosseiros desse tipo, e justo quando só o que ele precisava — segundo suas próprias palavras — era manter o carro na pista? Conta outra!

Para mim, a maior prova disso tudo fica por conta do video que mostra ele como DJ em uma casa noturna de São Paulo, embalando o povo ao som de Bob Marley todo desencanado... Mesmo estando satisfeito com sua performance no ano e conformado em perder (por conta própria) um campeonato mais do ganho, se aquele comportamento for mesmo genuíno, Kimi venceu o mundial, mas o título de homem de gelo sem dúvida fica com Hamilton.

Abraços à todos!

Douglas, São Paulo

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Oi Ingo de Joinvile,

Bela cidade a tua. Tenho lido algumas opiniões interessantes de tua autoria. Mas esta do campeonato maquiado foi o máximo.

Hamilton, nos treinos de sábado, em Interlagos
Pergunto: bolaste esta só ou tiveste ajuda. Diria o Padre Quevedo, isto não "egziste". Entre concordar contigo prefiro acreditar em Papai Noel e no coelhinho da páscoa, ou ainda que houve uma camarada que caminhou sobre a água e depois transformou esta em vinho.

Há um fator que torna impossível aceitar tua "teoria da conspiração": DINHEIRO, MUITOS MILHÕES DE DÓLARES. Tchau pra ti.

Carlos Alberto Petry

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Concordo plenamente com o que disse o Ingo de Joinville.

Após aquele erro na entrada dos boxes do Hamilton tudo ficou muito claro.

Roberto Cruz, São Paulo

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Heidfeld
Acho impressionante a criatividade das pessoas no afã de descobrirem teorias da conspiração. A McLaren segurou Hamilton na pista até seus pneus acabarem apenas para dar o titulo para a Ferrari !!! Sim, a McLaren deve ser processada por tentativa de homicídio. Já imaginaram um pneu estourando em alta velocidade? Hamilton apertou o neutro de propósito. Claro, ele sempre morreu de vontade de ser ridicularizado pelo mundo inteiro. A porrada que Alonso também foi proposital ? Sim, pois ele também precisava entrar no jogo, certo ???

Já quanto ao Hamilton ser piloto de simulador, me poupem. O cara disputou todas as categorias de acesso antes de chegar à F1 e fez sucesso em todas, portanto, têm talento mesmo. Chega dessa besteira de dizer que o cara foi fabricado. Sem talento não se fabrica piloto algum. Teve todo apoio sim, como Nelsinho Piquet sempre teve, como Lucas di Grassi sempre teve, como Kovalainen e por aí vai. Se seguirmos por essa linha, o Massa também é piloto fabricado, afinal é contratado da Ferrari desde 2001

E essa discussão se piloto é simpatico ou não, também já cansou. Piloto é bom ou não. Não quero casar, namorar ou ter amizade com nenhum deles. Quero ve-los correndo. Se são bons nisso, dane-se o resto. As pessoas discutem a personalidade dos pilotos como se fossem amigos intimos destes, sendo que nunca chegaram nem perto dos caras. Alonso e Raikkonen são os dois melhores pilotos do mundo, se são antipaticos, burros, arrogantes ou seja lá o que for, pouco me importa. Só convivo com eles nos finais de semana de corrida e na maioria das vezes nem ouço suas vozes !!!!

Rogério - São Paulo

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Olá amigos,

Numa temporada cheio de tramóias e conspirações me veio a idéia da seguinte situação:

1) Não teria sido proposital os erros cometidos pelo Lewis Hamilton nos dois últimos GPs da temporada?

Kovalainen
2) Na ocasião em que a McLaren foi punida não teria-se feito uma negociação interna e secreta para não punir Alonso e Hamilton pela espionagem, em troca que nenhum dos dois poderia ser campeão ao fim da temporada?

3) Vocês não acharam estranho demais os erros cometidos pelo Hamilton e a McLaren na China e no Brasil, face a larga vantagem que o Inglês tinha no campeonato?

Gostaria de saber a opinião do Eduardo Correa a respeito desta minha desconfiança ...

Fernando, Niterói






Oi Fernando

Por princípio, não acredito em teorias conspiratórias de qualquer espécie. Acredito cegamente que, nos dias de hoje uma armação desta natureza não ficaria um em segredo.

Abraços (EC)

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Pilotos nórdicos com imagem pública gélida não são novidade na F1. Vejamos o que está escrito no especial do GPTotal sobre Ronnie Peterson:

Pessoalmente, Peterson era bastante introvertido - havia quem o achasse mascarado, mas os amigos mais í¬ntimos garantem que ele era apenas muito tí¬mido.

Lewis
A memória que temos de Ronnie (um piloto de outro tempo, onde a F1 estava longe de ser o que é hoje, os pódios eram improvisados e a transmissão pela TV nem de longe enfatizava o show-business motorizado) não é desse seu temperamento, mas do que fazia na pista.

Daí¬ eu pergunto: por que tanta cisma com Kimi Raikkonen? O cara é obrigado a pular sobre o carro, dar socos no ar, falar muito com a imprensa (inclusive respondendo àquelas mesmas perguntas feitas por jornalistas nem sempre conhecedores das corridas), e macaquear para o público? Bom, isso talvez seja parte do marketing de alguns pilotos, como Feliprí¬ncipe Massa, o eleito da Revista Caras para o Trono de Ayrton do Brasil, vago desde 1994 - falando nisso, ainda bem que essa de Feliprìncipe acabou - ou Fernando Alonso e seus gestos para as câmeras inboard. O próprio Michael Schumacher, de um povo de tradições antárticas, fazia seu aué.

Mas se Kimi é comedido nessa hora, na pista faz sua parte. Até os excessos (se é que existem) cobrarem seu preço, como fizeram com James Hunt a partir de 1977 (quando inclusive teve que abandonar uma corrida para chamar o amigo Juca nos boxes, pois tinha bebido demais na véspera), ele está no pedaço e é campeão. O homem de gelo é o número 1.

E falando em pilotos caladões, o que dizer de José Carlos Pace, brasileirí¬ssimo e pé pesado, que é chamado pelo nosso Edu, em seu livro, de Dom Casmurro, pelas poucas palavras, a ponto de em sua única vitória ter dito apenas umas cinco palavrinhas ao repórter que foi entrevistá-lo após o pódio?

Alexei, Belo Horizonte

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NA BASE DA GUERRA

A gente sempre escolhe um piloto para torcer. Claro que para eu afirmar isto aqui é porque deduzo que, se você está lendo este texto é porque gosta de automobilismo e da Fórmula 1. Dizem que o esporte foi a maneira que nós humanos modernos inventamos para saciar nossa sede de guerra, nossa vontade natural e instintiva de derrotar o próximo, de aniquilar com um inimigo, seja ele quem for. A humanidade foi construída na base da guerra, ache você isso horrível ou não. Aliás, há quem ache que um dos grandes problemas do Brasil foi ainda não ter passado por uma guerra de verdade, do tipo que enfrentaram já Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Alemanha, China, Rússia, Israel e outras potências do mundo atual. Uma guerra faz aflorar sentimentos profundos que outrora eram desconhecidos, ou que estavam muito bem guardados. Sob pressão extrema, virtudes ou falhas de caráter, assim como pontos fracos e pontos fortes, têm mais espaço para se manifestarem, com ou sem o consentimento das próprias pessoas que as estão expressando. Igualzinho como numa disputa esportiva de alto nível, aonde os competidores não são amadores e quando a vitória é encarada como questão de vida ou morte. A grande vantagem do esporte sobre a guerra é, claro, a não existência - teórica - de baixas civis; se bem que o automobilismo em si já ceifou não só vidas de pilotos, mas também de auxiliares de corridas e espectadores (na década de 50, um único acidente nas 24 horas de Le Mans deixou mais de 80 pessoas mortas e mais de 100 feridas).

Voltando ao início do primeiro parágrafo, recorde que afirmei que a gente que gosta de Fórmula 1 sempre escolhe um piloto para torcer. Jornalista não devia fazer isto, devia ser isento e dar a mesma atenção a todos, tal como a gente aprende repetidamente em todos os anos da faculdade. Mas não é isso que acontece na prática, até porque é impossível você não simpatizar mais com uma pessoa e menos com outras, em qualquer área. Mas como você escolhe, ou naturalmente é levado a torcer por algum piloto? Vamos pensar no futebol: a gente torce pela seleção brasileira porque ela é aqui do Brasil ou por que ela geralmente apresenta o melhor futebol do mundo? As duas coisas provavelmente são as responsáveis pela nossa torcida. Mas e no caso de um piloto de Fórmula 1, que não defende um país, mas sim uma equipe? Na Itália, que há muitos e muitos anos os torcedores não encontram um piloto de ponta, torcer pela Ferrari é como ter uma religião (e olha que é de lá que vem a religião mais poderosa do planeta - o Catolicismo). Mas eles não torcem pela Ferrari só porque ela é italiana: esta equipe fabrica já há algumas décadas carros esporte que são verdadeiros mitos da cultura a motor mundial, além de ganhar corridas e mais corridas na Fórmula 1 e em campeonatos diversos de marcas e endurance mundo afora, ano após ano. A Ferrari então é adorada pela sua cultura de vitórias, de impor derrotas e mais derrotas aos seus adversários, tal como vem fazendo a Seleção Brasileira de Futebol, igualmente ano após ano enfrentando adversários poderosos e se sobressaindo. Pura cultura de guerra, tal como expliquei lá para cima. E a gente adora isso: ganhar e impor derrota ao inimigo.

Falei sobre a paixão italiana pela Ferrari e a brasileira pela sua Seleção, mas estes dois ícones são também objetos de adoração de fervorosos torcedores mundo afora, os quais não entendem uma palavra de italiano ou de português. É aí que quero chegar: se você não é da Itália, porque torcer pela Ferrari? Se você não é do Brasil, porque torcer pela Seleção Canarinho? Particularmente, eu torço pela Ferrari pelo motivo que já citei, pela sua cultura de construir carros velozes e competitivos e pela sua dedicação em lutar sempre pelas vitórias nas pistas. Igualmente torço pela nossa Seleção por seu histórico de impor derrotas aos seus adversários. Sendo assim, se eu fosse de um país sem tradição no futebol e com uma seleção bem fraquinha, não sei mesmo se me empenharia em torcer ou sofrer pela equipe nacional: não tenho perfil de quem torce pelo mais fraco (os mais fracos sempre compõem o time dos perdedores, dos derrotados, e não tenho qualquer simpatia por isso; sou da cultura da guerra, daquela que prega lutar pelo que se quer, sempre, custe o que custar, pensem os outros o que quiserem pensar). Com relação a Fórmula 1, me conheci por gente torcendo por Nelson Piquet, piloto este que é até hoje o meu brasileiro preferido neste esporte. Será que eu torcia por Piquet só por ele ser brasileiro? Eu até pensava que sim, mas hoje já estou convencido que não. O que é ser um brasileiro, um italiano ou um japonês? É apenas nascer num desses países, e você nunca escolhe aonde vai nascer. Claro que depois que seu pai faz um servinho extra com sua mãe e dá origem a você, obrigatoriamente uma terra qualquer será seu berço e aonde e como você for criado será determinante para toda sua cultura, pelo resto da sua vida. Mas na essência nós somos todos seres humanos iguais em nossa origem, independente de línguas ou credos. O que muda é a personalidade, o caráter e os valores, os quais determinarão as nossas escolhas e gostos. É assim que, conscientes ou não, escolhemos por quem torcer, seja no esporte, na política ou numa guerra.

Acho que está na hora de começar o texto sobre o Raikkonen, não é?

Ayrton Senna fazia uma coisa muito melhor do que Nelson Piquet. Não, não era pilotar nem acertar carros, até porque ambos eram muito bons nisso, e com certeza vão figurar para sempre entre os melhores nestes quesitos. Senna era imbatível na projeção de sua imagem através da imprensa brasileira, que jogou direitinho perante seus leitores/expectadores/ouvintes conforme o piloto brasileiro determinava. Senna era muito esperto, e soube como poucos construir uma boa imagem pública. Certo ou errado em manipular o fluxo das informações conforme seus próprios interesses, o certo é que ele tinha lastro para isso, tinha cacife para bancar esse tipo de atitude. Veja aí a grande diferença de relação com a mídia entre ele e o igualmente brasileiro Rubinho: Senna também fazia cara de choro e de dor perante as câmeras, e sempre reclamava do carro, da equipe, dos rivais e blá, blá, blá... Só que ele ganhava corridas e mais corridas, acumulava títulos e era imbatível em pole-positions; ou seja, tinha lastro, tinha bagagem! Rubinho faz as mesmas caras de choro, continua reclamando de tudo, a Globo continua insistindo em veicular reportagens nas quais ele se diz vítima da Ferrari (meu filho, se assinou contrato de segundo piloto, tinha mesmo é que deixar Michael Schumacher passar sempre - ou então não assinasse contrato de segundo piloto! O problema de muita gente hoje é não ler o que assina e não cumprir o que se compromete a fazer!), só que este piloto não tem lastro para bancar o que fala, ao contrário de Senna, que tinha de sobra. Então, preciso afirmar uma coisa bem categoricamente: não tenho nada contra o Rubinho, mas como piloto, ele é fraco, então não me interessa se ele é brasileiro. Eu tenho uma tendência natural a torcer pelo piloto que tem melhor braço, e isso o Rubinho nunca teve. Sendo assim, eu torcia sim por Senna, mas não somente por ele ser brasileiro, mas principalmente porque ele era o melhor braço de sua geração (e não estou dizendo aqui que ele era o melhor braço do mundo ou de todos os tempos, mas sim o melhor de seu tempo e um dos melhores de todos os tempos).

Com Michael Schumacher nas pistas era difícil conseguir torcer por outro piloto. Para mim e para todos os outros que torcem segundo o mesmo critério que eu, do melhor braço, conforme já expliquei. Então eu prestava atenção sim em Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, assim como presto hoje em Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Robert Kubica. Mas Schumacher era tão mais forte na guerra da Fórmula 1 que conseguia monopolizar em si praticamente todos os flashes da mídia. Schumacher, além de excelente piloto, também tinha um perfil muito parecido com o de Senna e com o que mostrou esse ano o espanhol Alonso: além de excepcionais na pista, eles sabem reger toda uma equipe a seu favor, característica essa que somente alguns campeões têm. Tudo bem que no caso de Alonso ele não conseguiu fazer com que a McLaren relegasse Hamilton ao posto de segundo piloto (que era para ser, de fato, o lugar natural do inglês em seu ano de estréia na F1), mas você já tinha visto um piloto que perde o título na última prova do ano e ainda sob ao pódio com cara de satisfação, de regozijo? Esse era o Alonso no terceiro degrau do pódio no GP do Brasil: se não conseguiu fazer com que Ron Dennis e companhia lhe dessem tratamento diferenciado em relação a Hamilton, por outro lado conseguiu impor uma derrota histórica e cavalar para a McLaren. Mesmo com o melhor carro da temporada, a equipe inglesa perdeu todos os seus pontos após Ron Dennis ter confessado que seus pilotos sabiam sobre a espionagem na Ferrari; e o chefão só fez isso após Fernando Alonso o ter chantageado e colocado contra a parede da FIA. Mas ainda restava o título de pilotos, pelo qual a McLaren assumiu a torcida por Hamilton. Só que o inglês sucumbiu à pressão das últimas provas, justamente as decisivas e nas quais ele podia ter se sagrado campeão. Daí a cara de satisfação de Alonso no pódio, mesmo perdendo a corrida e a chance do tricampeonato mundial. Cultura de guerra, mais uma vez! E esse espanhol é dos mais fortes neste tipo de batalha (e ele vai ganhar a guerra contra a McLaren e a gigante Mercedes-Benz, pode ter certeza disso).

Pois bem, é certo que chamavam Michael Schumacher de Dick Vigarista, por suas atitudes politicamente pouco louváveis ante Hill em 94, Villeneuve em 97 e Alonso em 2006. Jogou o carro contra o piloto inglês no ano da morte de Senna e se sagrou campeão; jogou o carro contra o canadense, quando de seu segundo ano pela Ferrari e foi desclassificado; e trancou Mônaco no ano passado para impedir que Alonso marcasse a melhor volta, sendo depois punido com o último lugar no grid. Errado o alemão? Quem disse? A mídia? Não acredite em tudo que você lê ou, principalmente, que assiste na TV, principalmente se for na Globo. Falta de ética? O que é ética? Michael Schumacher, Ayrton Senna e Fernando Alonso para mim são a essência da arte da guerra em sua prática no automobilismo. São, além de pilotos excepcionais, pessoas de personalidade fortíssima, que conseguirão o que querem impreterivelmente, sempre. Por isso são amados ou odiados, praticamente sem chance de meio-termo ante os torcedores. A vitória é o que lhes interessa, e não o dinheiro ou a fama, como muitos expectadores pensam. Poder e glória são apenas a conseqüência de seu trabalho, e não o motor que lhes move ou o objetivo que focam. Justamente por isso era que eu apostava, até a largada do GP do Brasil, que Fernando Alonso seria o campeão mundial deste ano. Na França, no meio da temporada, Lewis Hamilton tinha 14 pontos de vantagem sobre o espanhol, mas o bicampeão descontou 12 e chegou à etapa brasileira com apenas quatro de desvantagem para o inglês. Com aquele erro crasso na China, Hamilton demonstrou ao mundo que estava, finalmente, sentindo o que é a pressão de se disputar um título da Fórmula 1, ainda mais num ano de estréia. Então era de se deduzir que, provavelmente e mais do que naturalmente, ele estaria pra lá de bem pressionado no GP do Brasil. E, uma vez sob pressão, você invariavelmente comete erros que em situações normais não cometeria. Dito e feito: Hamilton sucumbiu à sua própria afoiteza ao tentar passar Alonso por fora (depois de ter sido superado pelo espanhol) e depois de ter escapado da pista e caído para oitavo ainda provavelmente acionou o neutro (o famoso ponto morto) do carro, quando estava em quarta marcha e em vias de reduzir para um seqüência de curvas (se o câmbio tivesse tido problemas ou tivesse ficado travado, como muitos especularam, o inglês de forma alguma teria conseguido voltar a andar forte já naquela mesma volta). Ou seja, dois erros gigantescos na corrida decisiva. Pressão extrema. Cultura da guerra detonada por Alonso e que tirou os dois títulos praticamente ganhos do colo da McLaren. A equipe de Woking é capaz de pagar para alguém ficar com Alonso depois disso! Mas quem ganhou mesmo com isso, muito mais do que Alonso ou a equipe Ferrari, foi o finlandês Kimi Raikkonen

Kimi Raikkonen é um piloto excepcional desde sempre, e não só porque finalmente conquistou o título deste ano da Fórmula 1. Oriundo da Finlândia e com poucas expressões fisionômicas em seu repertório, não foi difícil ganhar o apelido de "Homem de Gelo" (IceMan).

Estreando no auge da Era Schumacher, Raikkonen apareceu na categoria máxima do automobilismo mundial como um meteoro, graças à visão do suíço Peter Sauber e ao consentimento da FIA em liberar a Super Licença para um piloto com pouquíssima experiência em monopostos.

Kimi é tão finlandês quanto Keke Rosberg, o pai do excelente Nico da equipe Williams, time este pelo qual foi campeão mundial de Fórmula 1 em 1982. A Finlândia já provou que é um celeiro de excelentes pilotos, e não só para a Fórmula 1: nos campeonatos e mundiais de rali mundo afora, os pilotos do país vêm se impondo ano após ano. Keke certa vez falou que pilotar na chuva é coisa simples: difícil era pilotar no gelo, como ele e seus compatriotas estavam acostumados! O "Rosberguinho" atual, por sinal, fez em Interlagos uma das melhores corridas de sua carreira, e pode ficar de olho nele porque vai, talvez já no ano que vem, para um equipe grande (se Alonso realmente sair da McLaren - e eu aposto que sai -, o time de Woking seria um dos prováveis destinos do garoto). No final da década de 90 outro finlandês resolveu mostrar ao mundo que seu país é, assim como a Inglaterra e o Brasil, um celeiro de ótimos pilotos: Mika Hakkinen, então na McLaren e com Michael Schumacher tendo algum trabalho para botar ordem na Ferrari, levou os títulos de 1998 e 1999, os últimos conquistados pela equipe inglesa. Mika, juntamente com Schumy, foi o protagonista de uma das ultrapassagens mais antológicas na história da Fórmula 1: em Spa-Francorchamps, em 2000 na Bélgica e no circuito da curva mais temida e famosa do mundo - a Eau Rouge -, Ricardo Zonta viu dois carros se aproximando velozmente de seus retrovisores; sem sair um milímetro para lado algum, acabou se tornando o espectador mais privilegiado do mundo, ao assistir Michael Schumacher lhe podar pela esquerda, ao mesmo tempo que Mika Hakkinen podava os dois pela direita (assista este vídeo no YouTube, é simplesmente imperdível:

http://www.youtube.com/watch?v=GAmbIdwcmSo

No mesmo 1999 em que Mika Hakkinen se sagrava bicampeão mundial (derrotando Irvine na última etapa, com Michael Schumacher tendo ficado de fora por sete provas em função de uma batida em que fraturou a perna), Kimi Raikkonen, já com título de kart de seu país, ganhava as quatro provas do torneio de inverno da Fórmula Renault da Inglaterra. Pilotando no ano seguinte pela mesma equipe Manor Motorsport, levou sete das dez provas do campeonato britânico, conquistando de forma categórica o título da categoria. No certame europeu da Fórmula Renault, participou de apenas três provas, mas das quais levou nada menos que duas. Foi aí que Peter Sauber, da equipe que levava seu nome e que hoje é a BMW, observou no piloto um talento a ser lapidado na Fórmula 1. Só que Raikkonen tinha apenas 23 provas de experiência em monopostos, e Peter Sauber comprou um briga para conseguir para o piloto a Super Licença necessária para se correr na Fórmula 1. Na verdade, para um caso desses, é necessário que todas as equipes que disputam o mundial concordem com o "risco" de se dar a "carteira" a um piloto com pouca experiência; mas todos concordaram, e entre estes estava Ron Dennis, da McLaren, e outro notório visionário em relação a bons pilotos. Então, com meros 21 anos e pouca rodagem como carros tipo fórmula, mas já com um bom currículo de vitórias, Kimi Raikkonen estreou na Fórmula 1 em 2001, e já na primeira prova daquele ano obteve um espantoso sexto lugar, pontuando já desde o começo.

Lembra que Ron Dennis consentiu com a entrada do piloto no circo da Fórmula 1? Pois é: o mesmo chefão que descobriu, preparou e apresentou ao mundo nesta temporada o fantástico Lewis Hamilton, não pensou duas vezes em tirar Raikkonen da Sauber e levá-lo para a McLaren já em 2002, uma temporada depois da estréia do piloto. Peter, o descobridor, ficou apenas com o dinheiro da multa rescisória, mas hoje deve estar pra lá de satisfeito com sua aposta campeã. Em 2003 Kimi foi nada menos que vice-campeão de Michael Schumacher, que então levantou seu sexto título mundial com apenas um ponto de vantagem para o finlandês. Essa disputa foi até a última prova e o alemão, lá para trás, contava com a ajuda de Rubens Barrichelo, lá na ponta, para impedir a vitória de Kimi. No final das contas Schumacher chegou em oitavo e isso era suficiente para levantar a taça, mas Kimi já tinha escrito seu nome entre as grandes forças atuais da categoria. Só que o piloto finlandês começou a sofrer, na mesma proporção do seu talento, revezes espantosos e seguidos que acabaram lhe rendendo a fama de azarado. Na verdade, na maioria das vezes, problemas mecânicos em seu carro ou, principalmente, nos motores Mercedes-Benz, lhe roubaram vitórias e mais vitórias, impedindo-o por duas vezes claras de se sagrar campeão mundial. A primeira foi esta em 2003, e a outra foi em 2005, quando perdeu o título para Fernando Alonso, mesmo com as sete vitórias conquistadas.

Finalmente agora, em 2007, correndo pela mitológica Ferrari, Kimi, contra todos os prognósticos deste final de temporada, sagrou-se campeão mundial em Interlagos, derrotando de forma histórica a ex-equipe McLaren e os rivais Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Kimi sempre teve braço, mas lhe faltava sorte. Só que agora parece que a justiça foi feita: os deuses do esporte lhe deram um título que aos olhos do mundo todo estava perdido para ele. E com direito a vitória!

Conquista melhor do que esta? Impossível!

Jeff Reinholds (www.supermacchina.com.br)


Comente 26.10.07
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Olá!

Rubinho
Já cansei de ler num monte de lugares dizendo que o finlandês é frio e não sei o que mais. O Kovalainen disse para aquela repórter da Globo, Mariana Becker que o cara é extremamente tímido. Mesma opinião do irmão do Raikonnen.

Será que é só frieza mesmo?

Abraço.

João Vieira

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Boa tarde Senhores.

O resultado do campeonato da F1 de 2007 foi o acordado, mas não divulgado, junto com a condenação da McLaren no episódio da posse de informações sigilosas da Ferrari.

Liuzzi
Já disse em outras ocasiões e sempre deixei bem claro que não torço para a McLaren, sou Ferrarista desde sempre, mas isto não me impede de julgar descabida a punição imposta à McLaren.

Depois deste ridículo episódio, ficou claro que além de perder todos os pontos do campeonato, a McLaren não poderia fazer o piloto campeão da temporada.

As coisas foram seguindo normalmente até o GP da China, onde começou o jogo do vira vira. Acreditar que a McLaren tenha errado acidentalmente ao deixar Hamilton na pista perdendo mais de 4s por volta? Acreditar que Hamilton realmente errou e perdeu o controle do carro na entrada dos boxes?

Ai vem o GP do Brasil: acreditar que Hamilton realmente errou a curva na disputa com Alonso? Acreditar que Hamilton acidentalmente apertou o botão Neutro? Acreditar que a McLaren de Alonso tomou um banho das Ferraris?.....acredite nisto quem quiser...

Irei continuar acreditando que depois do julgamento e punição imposta à McLaren, o jogo passou a ser jogado com cartas marcadas, muito bem marcadas. Irá ficar na história como a mais maquiada temporada da Fórmula 1.

Abraço a todos

Ingo, Joinville

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Colegas do GPTo,

Comentários parciais são algo que tentamos evitar a todo custo, porque a parcialidade nos faz enxergar somente aquilo que queremos ver e esconder aquilo que não queremos que os outros vejam. Mas confesso que mesmo depois de 5 dias do último GP, não consegui deixar a parcialidade de lado para analisar os fatos da corrida. E confesso que sou admirador de Lewis Hamilton. E por ser admirador, sou parcial. E por ser parcial, sou capaz de entender a fraqueza mental que ele teve nas últimas corridas. Mas justamente por ter sentido a pressão, por ter perdido um campeonato ganho, por ter cometido todos esses erros é que minha admiração por ele cresce. Cresce porque percebo que o que ele fez durante todo o campeonato foi realmente especial e assombroso. Cresce porque deu para sentir que para dirigir um Fórmula 1, destacar-se e ser campeão não basta ter sido fabricado para ganhar, não basta treinar em simuladores etc etc etc. É preciso técnica, arrojo, experiência, sangue-frio, entre outras qualidades. Ele mostrou muito dessas coisas durante toda a temporada. Mas não mostrou estar completo, pronto, porque não poderia ser pronto já em seu ano de estréia.

Yamamoto
Ver Hamilton errando e perdendo o título me faz valorizar os 7 títulos de Schumacher. É fácil vencer tendo o melhor carro? É fácil ser campeão administrando uma diferença construída quando se tinha o melhor carro? É fácil ser campeão contando com a sorte? Não, não é. Observem como a sorte conspirou contra ele: foram problemas nos pneus, falha dele mesmo, erros seguidos da equipe (alguém consegue me explicar onde eles queriam chegar com 3 paradas? Alguém consegue me explicar por que fizeram ele dar duas voltas a mais mesmo sem pneus no penúltimo GP?).

Deixando um pouco Hamilton de lado... Sabíamos que quem quer que fosse o campeão, o título estaria em boas mãos. Isso é notável. Kimmi já merecia ter sido campeão. O único aspecto negativo que vejo é que esse título pode trazer problemas para Felipe Massa na próxima temporada. Creio que o finlandês começará o ano como primeiro piloto e, por isso, Felipe terá que se destacar nas primeiras corridas para conseguir ter a mesma atenção da equipe.

Quanto a Alonso, nutro certa antipatia por ele, mas não dá para negar que é um grande piloto e que logo conquistará seu terceiro título. Mas ainda está cedo para ele ser tricampeão. Ainda mais um título como esse, que seria um cala-boca, um eu contra todos. Agora, por mais que ele tenha terminando o campeonato feliz por Hamilton não ter conquistado o título, é sintomático que o piloto que parecia ser o legítimo sucessor de Schumacher faça menos pontos que um estreante.

Até mais,

Márcio Silva, Brasília

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Alexei,

concordo em parte que Damon Hill no GP da Austrália de 1994 podia não ter uma visão tão boa da situação, mas Schumacher estava bem uns 30 segundos à frente. Foi tempo mais do que suficiente da equipe informá-lo do ocorrido, como foi dito que fizeram na época.

Nakajima
Nem ele, nem ninguém podia imaginar que o alemão iria jogar o carro em cima, mas com certeza alguns outros pilotos iriam com mais calma, tenho certeza, e conquistariam o título.

Aproveitando a mensagem, vejo agora gente aqui dizendo que Lewis é piloto de simulador. Acho curioso é que diziam isso de Schumacher pra diminuí-lo em relação a Senna. Então, por essa lógica, todos que vieram depois dele também o são. Quando Alonso chegou alguns o rotularam da mesma forma, outros, desafetos do alemão, não o fizeram por terem simpatia ao espanhol.

Agora é a vez de Hamilton receber o mesmo rótulo, só porque o cara gosta do espanhol e ainda diz que todo mundo está sendo simplista no raciocínio e que ninguém entende de F1. Pra começar, isso aqui não é lugar de tratados, as idéias são condensadas para aproveitar o espaço que nos fornecem.

Deixa pra lá, deve ser mais uma viúva que resolveu tocar castanhola...

Analisando friamente, a meu ver o maior perdedor do ano foi Alonso. Se Hamilton cometeu um erro no fim do campeonato, em compensação fez um ano muito melhor que o espanhol, considerando que Alonso já vinha de um bicampeonato e o inglês era apenas estreante. É fácil chegarmos agora e dizer que Hamilton perdeu um título, mas voltemos 7 meses no tempo e vejamos quais eram as expectativas pro ano de 2007:

Davidson
Hamilton fez muito mais do que se esperava, é um exagero considerá-lo derrotado. E vem em 2008 com um ano de experiência nas costas. Um ano em que aconteceu de tudo com ele.

Raikkonnen foi o grande vencedor. Já se esperava muito dele, até o título, mas a forma como o conquistou, o redimiu de um fraco início.

Massa saiu perdendo. Se tinha (e tem) menos cartaz que o finlandês, o resultado final mostrou uma distância maior do que deveria ter acontecido. Culpa dele e da equipe, mas tem tudo pra se recuperar em 2008.

Alonso era quem estava em melhor situação. Bicampeão, em uma das melhores equipes, correndo com um estreante, tinha a obrigação de arrebentar. Se surpreendeu com o companheiro, ficou nervoso e ERROU DIVERSAS VEZES. Foi quem mais ficou devendo no ano.

Vale lembrar que depois do chilique dos 6 décimos de Alonso, Hamilton ainda continuou dando testa a ele. Se ele era o grande responsável pelo acerto do carro, a partir do momento em que ele conseguiu a separação, deveria ter ficado à frente em todos os treinos e corridas e isso não aconteceu. Ficou devendo...

Emerson, Salvado

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Ralf
Parece-me que o leitor Rogério Luchini, na empolgação em exaltar a Ferrari e execrar a McLaren, perdeu-se um pouco nas idéias. Eles "fizeram trabalho por debaixo dos panos" para tirar o GP da Bélgica do calendário porque "há alguns anos atrás no GP da Bélgica" o Barrichello "deixou o Schumacher passar"? De onde ele tirou tal idéia?

Em primeiro lugar, não foi no GP da Bélgica que Barrichello deixou Schumacher passar - foi no da Áustria. Em segundo, a McLaren não teria qualquer motivo para reclamar do GP de Spa-Francorchamps - eles venceram lá em 1999 com Coulthard, em 2000 com Hakkinen (nessa com direito a uma ultrapassagem que figura em qualquer lista das mais belas feitas na F1, em cima de Schumacher) em 2004 com Räikkönen (justo no ano em que a Ferrari estava no ápice de seu domínio na F1), e em 2005 também com Räikkönen. Isto é, a idéia do leitor não faz muito sentido. O motivo de Spa ter ficado fora do campeonato foi outro - pra variar o financeiro.

Logo, se o Rogério sentiu falta de Spa (e quem não sentiu?), que reclame com Bernie Ecclestone (que foi quem de fato tirou temporariamente a etapa do campeonato, e também quem vive ameaçando a retirada de Silverstone), não com Ron Dennis. Creio, porém, que ele não reclamaria de alguém que nem tem vergonha de esconder o favorecimento à Ferrari. Ao contrário do Max Mosley, que faz de tudo para parecer imparcial e que, quando questionado a esse respeito, perde totalmente as estribeiras - quando Jackie Stewart questionou o fato da FIA ter muito mais representantes da Ferrari nas votações e que isso faz dela um órgão parcial, a reação de Mosley foi chamar Stewart de "um idiota com certificado". Isto é - atacou a pessoa, não o argumento.

No mais, uma das coisas mais engraçadas dessa temporada foi ver a Ferrari posando de equipe "honesta", e Jean Todt e Flavio Briatore (esse último com a intenção óbvia de ver o circo pegar fogo pra ter Alonso de volta) como os Paladinos da Justiça. A quantidade de casos comprovados de ilegalidades cometidas pela equipe italiana nas últimas temporadas ou casos claros de favorecimento é imensa. Se este ano a Ferrari correu comprovadamente com um carro ilegal sem perder um único ponto, e a mesma coisa ocorreu no ano passado: primeiro usaram asas traseiras flexíveis e a FIA deu de ombros, só tomando uma atitude quando todas as outras equipes exigiram (e a atitude foi apenas pedir para a Ferrari deixar de usar tais asas a partir da corrida seguinte), depois usaram asas dianteiras que convergiam e divergiam de acordo com a situação do carro de aproximação ou saída de curvas - o vídeo saiu no YouTube, todo mundo viu, mas mais uma vez a atitude da FIA foi apenas admoestar a Ferrari.

Não há santo na F1, e praticamente todo mundo trapaceia - a diferença é que nem todos são punidos. Antigamente, havia muitos pilotos que sonhavam em correr pela Ferrari pelo fato dela ser uma equipe "histórica", a mais antiga do grid e coisa e tal. Hoje, correr pela Ferrari é ter a garantia de que nunca se passará muito tempo sem estar no topo da categoria - por bem ou por mal.

Ao menos enquanto Mosley e Ecclestone mandarem na F1.

Lucas


Comente 25.10.07
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Neste ano praticamente só deu McLaren e Ferrari nos pódios, pô! Não tem graça!

Será que no ano que vem o Massa disputa o título ou vai disputar os GPs contra os pilotos da McLaren assim sendo escudeiro do Kimi como foi este ano? É nítida a impressão que a Ferrari transmite!

Kleber de Oliveira, S. A. Platina

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Muito foi escrito, debatido e contestado neste espaço. Vejo que a maioria esmagadora da opinião dos mais leigos é ver o Hamilton como um grande piloto, que cometeu apenas uma ou duas pequenas falhas e que lhe custaram o campeonato.

Ao mesmo tempos, esses leitores têm uma antipatia natural em relação ao Alonso por o mesmo ser marrento, ter caráter duvidoso e ser o esterótipo do Dick Vigarista. São visões simplistas e maniqueístas de quem é apenas torcedor e não aficcionado por F1 ou sequer do ramo. As pessoas simpatizam e se identificam com o ser humano, são até anacrônicos pois para eles o Hamilton é ótimo piloto e o Ron Dennis é um pilantra desqualificado, apesar de um ser cria e obra do outro (leiam no blog do Pandini a reprodução da ótima matéria do piloto preterido pela McLaren no projeto campeâo do futuro).

Interlagos, domingo pela manhã - Clique para ampliar
São visões muito mais carregadas de emoção do que de algum discernimento técnico, pois o Ron Dennis é um excelente manager e tem um caráter, como assim poderíamos dizer... igual a todos os seus pares que ocupam a mesma posição em alguma equipe de F1 ou de qualquer fórmula ou categoria. O Alonso é marrento, insuportável e intratável como... qualquer piloto de Fórmula 1!

Agora que passarmos a tratar dos pilotos pelos resultados e sobretudo pela qualidade ao volante é que teremos uma discussão mais saudável. Não dá para acreditar na lisura de uma disputa de campeonato de várzea valendo duas caixas de cervejas, que dirá de um esporte onde o orçamento para colocar duas baratas para correr em 17 corridas é em média de 1 bi!

Na pelada que eu disputo duas vezes por semana em campo alugado, no estilo 10 minutos ou 2 gols, um time tenta roubar o outro contestando faltas ou ocultando as famosas mão na bola, que dirá no olimpo do dinheiro que é a Fórmula 1.

Isso para mim não tira a graça do esporte. Sabe por que? Simples: todos partem da mesma base e dos mesmos critérios, deu mole neguinho espiona, fotografa, rouba, burla etc. Não pode é ser pego o resto é assim mesmo quem pode mais chora menos.

Dito isto, fica claríssimo que a McLaren na figura do simpaticíssimo Ron Dennis tentou aplicar na concorrência ao se apoderar dos dados da Ferrari. Foi pego, tentou aplicar no Alonso fazendo o operário da casa que ganha uma merreca em relação ao asturiano e também se deu mal, pois o Alonso usando do caráter peculiar que reina na F1 botou a boca no mundo e sujou geral.

O plano de sir Dennis consistia em pegar o Alonso a preço de ouro para acertar o carro, fazer uso das informações da Ferrari visando desenvolver o mesmo, e por último como tacada de mestre fazer campeão que valia por três; o mais jovem, o primeiro negro e o mais importante: todinho seu!!! Jogaria o cachê do Alonso pra baixo, enquadrando o marrento e ainda faria o seu pupilo salário mínimo campeão do mundo com todos esses predicados, isso sem falar que o garoto é super simpático, humilde, negro e de origem pobre, quase um folhetim mexicano.

Mas deu tudo errado! O marrento quando se viu fritado no time abriu o boqueirão, passou a trabalhar sozinho, o Hamilton coitado, não teve pique ou controle emocional para segurar a pemba e o resultado todos viram. O Kimi veio comendo pelas beiradas e papou o titulo. Portanto, concordo em grau, número e gênero com o Edu em sua coluna de 22/10/2007.

Heidfeld seguido por Nico
A imagem para quem é do meio sobre o Alonso continua inalterada: continua sendo o piloto mais cobiçado da Fórmula 1 independente de sua falta de caráter que não é maior nem menor que a dos grandes pilotos, até porque como já disse o Romário (outro digno representante do trinômio marrento/insuportável/porém craque) quem tem que ter boa imagem é televisão.

O Hamilton ficou a certeza que é um ótimo representante da nova ordem piloto/simulador, falta ver como é que se comporta com um carro mediano ou uma moto-serra fantasiada de Fórmula 1 como todos que a quem ele foi comparado foram obrigados a sentar (Prost, Senna, Piquet, Schumacher, até Emerson, que entrou como segundo numa grande equipe no final de uma temporada e foi obrigado no ano seguinte sentar no maravilhoso Lotus turbina).

Portanto vamos aguardar o ano que vem para vermos como se comporta o neo-gênio da F1, as cobranças serão imensas, não tenham dúvidas. Afinal o patamar atual do piloto é zero. As comparações agora serão entre Hamilton e Hamilton, entre o piloto fenomenal que entrou arrasando e que só não foi campeão por um triz e ele mesmo, qualquer nota abaixo de 9 vai ser considerada nota baixa. É o velho e surrado mas ainda válido “ quanto mais alto maior o tombo”.

Isso não é torcida contra; é apenas a constatação real do que vai acontecer na temporada seguinte. Serei o primeiro a aplaudir o inglesinho simpático e boa praça (essa é a imagem que venderam dele pelo menos...) pois grandes pilotos sempre são bem vindos e só melhoram o nível da competição e das conquistas, US$

Um abraço a todos.

Rubem R. González, Itaborai

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Ola moçada

fiquei maravilhado com a quantidade de vídeos de corridas antigas que existem no youtube e mais,vi um video sobre o GP Brasil de 77 no qual vi várias coisas impensáveis no dia de hoje como:



1 - Moco andando entre a torcida e depois descansando num trailler;

2 - Jose Inacio Werneck discutindo com James Hunt (sem camisa) nos boxes;

3 - os acidentes da curva 3 que deixaram muitos carros e gente em cima do alambrado;

4 - os policiais com pedaço de pernamanca tirando quem estava em cima do muro;

5 - festa pro Reuteman num pódio improvisado

Fora isso, achei um GP da Inglaterra de 79 narrado pro Leo Batista e também o GP de 78 no qual milhares de pessoas na pista para ver Emerson chegando em segundo lugar na qual me faz pensar pq o romantismo foi deixado de lado e aderiram ao dinheiro, que não é tudo mais é 100%.

Glaucio Fonseca, Manaus

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Lewis
O leitor Emerson, de Salvador, compara as tentativas desastradas de Hamilton no GP do Brasil ao duelo final de 1994 entre Hill e Schumacher. Fala que houve um erro do inglês da Williams, mas é preciso contextualizar a situação.

A sucessão de batidas aconteceu num S, como o próprio leitor diz, de pernas curtas e pouca visibilidade do que estava adiante, até porque o circuito era de rua e tinha, por isso, muros próximos à pista. Por isso, me parece que Hill não viu a batida de Schumacher no muro, mas apenas o alemão tentando voltar. Naquela velocidade, talvez não tenha visto danos no carro do alemão. Tentou seguir no traçado, meio por impulso, mas o alemão conseguiu, até pela baixa velocidade que um F1 imprimia no trecho, dar uma de Dick Vigarista.

Hill pode ser chamado, no caso, de ingênuo na pior das hipóteses. Lewis, tentando ultrapassar Alonso por fora na descida do Lago, foi suicida e inconsequente mesmo.

Alexei Michailowsky, Belo Horizonte

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Quem ganhou este ano na Fórmula 1 só foi ela: a FERRARI.

Depois da era Schumi quem diria que a Fórmula 1 ia ter um final assim.

Viva a FERRARI

Mario Pires, Belo Horizonte

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Esse tal de Rogério Lucchinni é louco ou idiota??

Chamar de equipe de m. uma das escuderias mais representativas da Fórmula 1 moderna. A escuderia que em sua primeira fase (1966 a 1980) propiciou vitórias a grandes pilotos como seu fundador Bruce McLaren, Dennis Hulme (campeão em 1967 pela Brabham), Peter Revson, nosso Emerson Fittipaldi (bicampeão em 1974), James Hunt (campeão em 1976 enfrentando as Ferrari 312T e 312T2) todos utilizando o esplendido modelo M23 (feito com uma incrível combinação de peças de outros modelos), cuja carreira é comparável a outros grandes Fórmula 1 do passado como o próprio Ferrari 312T, os Lotus 49, 72 e 79 MkIV, os Williams FW07 (cópia melhorada do anterior) e FW11 (18 vitórias em duas temporadas).

Kimi, às vezes, ri
Na fase pós fusão com a Project4 de Ron Dennis temos os primeiros F-1 construídos 100% em fibra de carbono e Kevlar, os modelos Mp4 cujo maior representante é o Mp4/4 (15 vitórias e 15 poles em uma temporada!!!), os flechas de prata Mp4/17, Mp4/17B (bicampeões com Mika Hakkinen) e Mp4/18 em diante que deram as primeiras vitórias e dois vice-campeonatos ao novo campeão Kimi Raikonnen.

Quem ele pensa que é para jogar na lama a equipe que propiciou a melhor fase da carreira de Ayrton Senna. Ron Dennis e os outros membros da equipe acusados de espionagem bobearam e foram descobertos. Mas pelo que sei em toda a história da F-1 pode-se contar no dedo o número de engenheiros e projetistas que apresentaram um modelo original. Pelo menos 90% das equipes copiavam e copiam o projeto uma da outra (apesar de hoje ser quase imperceptível o plágio pois os carros atuais parecem uma cesta de irmãos gêmeos, poucas diferenças entre eles).

Mas a Ferrari (sempre ela) tinha que abrir o bico e se queixar c/ o titio Bernie ao invés de melhorar a própria segurança e disciplinar seus mecânicos, cujos erros tiraram um de seus pilotos da disputa. Afora esse episódio infeliz, a McLaren não fez 1% das trapaças e manobras de tapetão da Ferrari ao longo de sua existência. Espero que Ron Dennis atenda aos apelos de Lewis Hamilton e deixe essa história de apelar dos resultados por causa de algo tão ridículo como temperatura do combustível. A imagem da equipe já está arranhada, não piore as coisas Mr. Dennis!!!!

Wladimir Duarte Sales, Duque de Caxias

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Não acho errado a Ferrari tradicionalmente trabalhar em cima de um primeiro piloto. Se analisarmos a história recente da Fórmula 1, veremos que sempre que uma equipe deixou a briga aberta entre seu pilotos, tendo uma concorrente de peso, ela perdeu o campeonato. A McLaren de Senna e Prost simplesmente não tinha adversários, ganhava praticamente todas as corridas, portanto podia dar-se ao luxo de deixar os dois digladiarem-se pela vitória. Isso nunca custou nenhum campeonato.

A Ferrari errou feio na Áustria em 2002 pois não havia a menor necessidade daquele jogo de equipe. Já aqui no Brasil agiu de forma corretíssima.

O Ferrari de Kimi
É um time, uma equipe e deve comportar-se como tal. Como conseguir harmonia deixando dois pilotos de alto nivel disputando palmo à palmo uma vitória. Como convencer um à passar ao outro as melhores configurações do carro ? O outro não é mais seu companheiro. É seu adversário. A McLaren mostrou isto este ano.

Acho que a Ferrari age de maneira absolutamente correta. Criticamos pois tivemos Rubinho e agora Massa trabalhando dessa forma. Mas e se fosse ao contrário ? Estariamos contra a Ferrari ? Não !!!

Massa tem que terminar as primeiras corridas na frente do Kimi, senão, adeus campeonato, pois duvido que a Ferrari deixe a coisa andar da forma que foi este ano.

O que complica a missão de Massa é que Kimi parece ter achado a mão da Ferrari. As ultimas corridas dele mostram isto. Como provavelmente Alonso vai se mandar da McLaren , a Ferrari teria que preocupar-se em lutar contra duas equipes (McLaren e a nova de Alonso). Isso se não pintar nenhuma BMW da vida se metendo no meio da encrenca. Portanto acho que eles vão definir um piloto para concentrar seus esforços o mais breve possivel.

Agora é esperar para ver se teremos mais algum brasileiro no grid no ano que vêm, tá meio difícil, mas não custa torcer !!!!

Rogério Tófoli Kezerle

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Olá pessoal do GPTotal

Infelizmente, não pude assistir ao gp brasil de Formula 1 de 2007, em virtude da forte chuva e queda na energia, gostaria muito de adquirir a gravação da corrida, tem como me ajudar.

Obrigado

Vagner Luiz (vagner.ims@ibest.com.br)


Comente 24.10.07
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Que azedume, heim Eduardo? Nunca esperava essa (ver coluna do Edu de 22/10/2007).

A sua McLaren, o seu Alonso, tomaram da Ferrari um banho que ficará na Historia. Me desculpe o modo de escrever, um tanto agressivo mas, sinceramente, você merece. Estou esperando esta hora, desde o começo do campeonato, quando vocês, com toda empáfia já declaravam o Alonso campeão.

Alonso, minutos antes da largada
Veio o Hamilton e deu um caldo nele. Depois de todas as sujeiras criadas pelo staff da McLaren, em relação aos documentos da Ferrari. A do Ron Dennis dizer que não sabia, me lembrou um paizinho da América do Sul. A briguinha ridícula entre Alonso e o Hamilton, as provocações do Alonso no Massa, enquanto isso, o Kimi burro Raikkonen ali na dele. Enquanto isso a Ferrari trabalhando, trabalhando.

Se você é um ateu, acho que pode colocar as barbas de molho, pois se não houve uma mãozinha de alguém, do tipo, vamos organizar essa bagunça, não sei o que pode ser descrito o que aconteceu neste domingo.

O que posso dizer é que, enquanto você ficou no azedume, eu curti, E MUITO!!, este final de campeonato. Foi para lavar a alma!!!!

Abraços a todos, e o mais importante, tenhamos humildade em reconhecer que nem tudo é aquilo que achamos ser.

Rodolfo Ricci, São Paulo

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Torço pra Kimi desde 2003, pra mim, um dos melhores pilotos da Fórmula 1.

Sei que muita gente o critica por ser fechado, não demonstrar nenhum tipo de sentimento, ser frio como ele é, mais acho que o jeito dele fora da pista não tem que contar mais do que na pista. Acho ele brilhante e também acho q fui à única ou uma das únicas a ter certeza do título dele, além de achar ele o melhor não gostaria que Hamilton ou Alonso fosse campeões.

Sei que Kimi começou um ano meio estranho, errando muito e não dando o maximo de si, mais quando ele acordou ele começou a fazer corridas brilhantes e conseguiu ter uma chance de titulo. Os brasileiros estão dizendo ele só foi campeão porque Massa ajudou, até o Felipe Massa falou isso no programa Bem Amigos, mais não é verdade, lógico se ele não deixasse passar ele não seria campeão, mais o cara chegou aonde chegou por causa dele e da equipe dele e não pelo piloto brasileiro, ele só ajudou no final que era a obrigação dele, já que a Ferrari não ia dar de presente um título a McLaren só pra satisfazer a vontade de um piloto que queria ganhar em casa.

A revolta dos brasileiros também é pelo fato de Massa não ter chegado ao Brasil com chance de título porque a Ferrari errou muito com ele, isso é verdade, mais errou com Kimi também. Acho que Felipe Massa reclama muito e faz pouco, ele é um piloto rápido, eu sei, mais acho que ele se faz muito de coitado, acho que ele deveria ter mais atitude de um profissional e deixar o sentimento um pouco de lado. Estou muito feliz pelo título de Kimi Raikkonen e espero que esse seja o 1º de muitos, ele mereceu, calou a boca de muita gente que adora falar que ele é um bêbado e mau piloto.

Abração pra todos!!

Eloisa, Espírito Santo

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Em uma corrida automobilística pode acontecer de tudo. E o que era improvável aconteceu.Raikkonen de azarão é definitivamente um sortudo. Ver a sorte que nunca esteve ao seu lado,chegar na hora pra decidir um campeonato é pra comemorar mesmo. Se é que ele comemorou, pois com aquela cara não dá pra negar que ele é o homen de gelo.

Fisichella bateu logo no começo
Quanto a Hamilton, pagou pela sua inexperiência,o que o afetou na decisão.Vai ser uma temporada que jamais esquecerá.Pilotar um carro bom é uma coisa,agora na hora do vamo vê o bicho pega. Não podemos condenar o inglesinho, afinal errar é humano e isso não deve apagar a brilhante façanha que fez na temporada mas pra ser campeão na Fórmula 1 é preciso mais do que ter um bom carro.

Já Alonso com aquela cara de eu não levei mas tambem ele não levou já diz tudo. Ver o poderoso chefão e o seu xodó serem derrotados para ele nada melhor.

E pra Felipe Massa, parabéns para ele, fez tudo certinho pra Ferrari. Isso é uma prova de que amadureceu bastante e merece ser recompensado no ano que vem com um carro bem consistente pra que possa lutar pelo título.Tenho certeza que em 2008 o Massa vai estar mais preparado pra buscar esse título e nos trazer de volta as alegrias das manhâs de domingo.

Um abraço a todos

Italo Carvalho Rocha, Teresina

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Troféu Piloto revelação do Ano: Luís Amilton

Agora, o blábláblá:

1- Pensando bem (alguém atentou ao fato), a vitória obtida por Raikonnen com o tal assoalho flexível fez diferença na conquista do campeonato. Deve ser coisa da MSI. Ô Dualib, dá um tempo! A trapaça surtiu efeito, muito mais do que a tal espionagem...

2- O Piloto é só um detalhe, disse Frank Williams (acho). Pois bem, tem jogo que se ganha no detalhe. O desfecho desta temporada foi um alerta para aqueles que acham que experiência não faz falta. Graças a Deus!

3- A segunda prova do motor do Alonso foi motivo suficiente pra justificar uma perfomance tão sofrível?

4- A McLaren bateu o recorde de burrice que pertencia à Williams desde 1986.

Troféu Baggio 1994: Luís Amilton
Troféu Rui Rey 1977: Luís Amilton
Troféu Zico X Bats 1986: Luís Amilton
Troféu Foi Sem Querer Querendo: Luís Amilton
Troféu Chutando o Próprio Balde, versão China: Luís Amilton
Troféu Chutando o Próprio Balde, versão Brasil: Luís Amilton

Enfim, o surto de burrice que acometeu Hamilton nestas duas últimas provas será uma baita lição de vida, tanto para ele quanto para Ron Dennis. Acho que nem dá para se comparar o que aconteceu com outros fatos, como a precipitação de Hill em 94, por exemplo.

O rapaz tem a vida toda pela frente e espero que esta pisada na bola não lhe faça mal. Mas nem por isso vou deizar de azucrinar com isso...

Troféu Decepção do Ano: Luís Amilton

Caco Bocchi, São Paulo

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Grande Chaba Soós

Ralf, em sua última corrida pela Toyota
A alegria de ver o Raikonen e a Ferrari vencerem o mundial em Interlagos, foi ofuscada pela alegria de te ler, já que fomos parceiros de uma certa ABPPA, ou algo assim que encabeçavas, bem como parceiros de muitas pizzas (de verdade) em forno a lenha aí em SP, peixe na telha em Goiânia, churrascos em Porto Alegre e muitos outros jantares antes e depois das provas, de 1976 à 1984.

Um grande abraço ferrarista

Carlos Alberto Petry

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Olá amigos do Gepeto!

É a segunda vez que escrevo (na 1ª apostei no Raikkonen como campeão em 2007...) e dessa vez gostaria que vocês sanassem uma dúvida minha. É sobre a pronúncia do nome do Lewis Hamilton.

Para mim, o certo seria Liuis Ramilton. Vejo que desde o meio do ano pra cá, quando o menino passou a fazer mais sucesso, muita gente dita importante, passou a chamá-lo de Louis. Enfim, soube que o 1º nome é uma homenagem ao fundista Carl Lewis,

http://www.limbueytor.com/upload/CarlLewis.jpg esse é pronunciado Liuis mesmo. E para corroborar minha tese, alguém sabe quem é esse? http://www.cyberboxingzone.com/images/louis-joe-22.jpg

É o Smokin Joe, ou Joe Louis. Esse sim, é Louis de origem. Abraços e até a próxima.

Lucas Vieira, Goiânia

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FERRARI E RAIKKONEN SÃO CAMPEÕES MESMO COM GASOLINA DAS OUTRAS ADULTERADA.

A respeito do caso dos combustiveis das equipes à frente do piloto inglês, 2 importantíssimos argumentos:

Kimi comemora sua vitória em Interlagos
1) Há uns 10 ou 12 anos atrás, não me lembro bem, já chegou a acontecer adulteração em combustíveis de equipes. Sabem qual foi o resultado? Os pilotos não perderam os pontos, somente as equipes perderam os pontos daquela corrida. É uma pena que eu não me lembro nem onde, nem quando que foi. Há história para a condução do caso.

2) Neste ano de 2007 mesmo (não sei se os anti-FERRARI se lembram) houve punição para uma equipezinha (não me lembro bem o nome, ah esta falta de memória sobre pequenos detalhes ainda vai me deixar em apuros um dia! ...). Bom, parece que esta dita equipe andou aprontando coisas do tipo que são muito praticadas em Brasília, sabem?. Ocorre (pasmem, viúvas!) que seus pilotos (mesmo sabendo das falcatruas de sua equipe) não perderam um pontinho sequer, mas a equipe sim perdeu todos os seus pontos. E aí? ... Como então usar um critério (tirando pontos da equipe, mas não tirando de seus pilotos numa situação) e noutra situação usar outro critério? Até que a faculdade de Direito não me foi de todo inútil.

MUNDO CRUEL NÃO, GENTE. A BRUXA MORRE COM O PRÓPRIO VENENO.





Quando a Ferrari determinou, há alguns anos atrás no GP da Bélgica, que Rubens Barrichello deixasse o Schumacher passar para depois ser devolvido o favor no GP dos EUA, o primeiro que levantou a voz foi o sr. Ron Dennis, dizendo que ele já sabia que isto iria acontecer, pois a Ferrari joga sujo, nunca a favor do esporte, etc e tal. Os ingleses até fizeram trabalho por baixo dos panos para execrar o GP da Bélgica do calendário e até conseguiram por algumas temporadas (entenda-se FIA).

No entanto, a temporada deste ano provou (pelos pontos que a McLaren conseguiu obter roubando claro, pois isto ficou provado em tribunal) que quem merece a pecha de jogador sujo não é ninguém mais que o sr. Ron Dennis.

A Ferrari não só merecia ser campeã de construtores (pois além dos pontos dela, há por merecer boa parte dos pontos da McLaren, senão esta equipezinha de m... continuaria em quarto ou quinto lugar, que é o lugar dela mesmo) como também merecia ser campeã de pilotos. Pena que com isto o Massa não ficou nas pontas, mas ano que vem tem mais. E aí sr. Ron Dennis? Se o senhor não consegue nada mesmo se prostituindo com o capital alemão e árabe, que dirá sem isto?

Interessante que a onda de azar do Raikkonen na McLaren terminou quando ele passou para a Ferrari. Será que esta sorte é coisa de equipe que joga sujo? A Ferrari não rouba informações. É só o Raikkonen se imbuir do espírito de fraternidade como foi o caso do Schumacher com os italianos e ele será tão ou mais grande que o incrível alemão.

Os três primeiros colocados
Ah ia esquecendo! A Ferrari (a exemplo de algumas outras equipes) deveria sempre merecer o dobro de pontos que conquista: pois ela além do carro, também faz o motor. Aliás, o italiano sempre foi melhor que o inglês. Parabéns tiffosi, parabéns FERRARI, parabéns Raikkonen e Massa.

Os documentários ingleses sobre F1 para a tv paga deverão obrigatoriamente serem repensados, pois nem mais os ingleses agüentam as patriotadas idiotas de seus produtores. Parabéns também ao Reginaldo Leme, respeitável profissional. Pena que alguns de seus colegas não estejam neste nível.

Abraços a todos os FERRARISTAS

Rogerio Luchini, Getulio Vargas

PS. Vocês (leitores e pessoal do GPTotal) sabiam que as mensagens são capturadas pelo CADÊ?

Abraços de novo. (Dá-lhe Grêmio, coitado do meu time).

HUA HUA HUA HUA HUA HUA HUA

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Não entendo o porque de certos leitores tentarem desmerecer os titulos de alguns pilotos. É um tal de dizer que foi campeão só por ter o melhor carro. Se tinha o melhor carro pelo menos o mérito de estar no lugar certo na hora certa o cara têm. Pensando por esta ótica, quantos titulos Schumacher mereceu ganhar ? Claro que temos casos em que zebras ocorreram, mas são exceções e não regras.

Kimi Raikkonen está sendo tratado por muitos como um campeão "por acaso" ou por pura sorte. Discordo. Em primeiro lugar devemos levar em consideração que ele chegou este ano à Ferrari e mudanças sempre exigem um período de adaptação. Após esse período ele deu show e foi o melhor piloto. É só checar a sua pontuação na segunda metade da temporada. É claro que esporte sempre envolve a emoção, opinião e gosto pessoal. Acho que temos uns 8 pilotos hoje que, se levarmos apenas velocidade em conta, estão no mesmo nivel. O que os diferencia é a experiència, frieza e, claro, a qualidade dos carros que pilotam. Acho que Raikkonen e Alonso estão um degrau acima por estes itens. Massa é inconstante e à Lewis ainda falta a frieza e a experiência. Heidfeld, Kubica, Vettel e Rosberg considero também como no mesmo nivel em termos de velocidade, mas não têm carro para provar a minha teoria.

Raikkonen não foi campeão em cima de Schumacher e de Alonso por detalhes que alguns definem como azar. Eu considero mais como incompetência da McLaren.

Burro? Acho que burro foi o Ron Dennis!

Acho que é um grande e merecido campeão. Parabéns.

ps. Não sei de onde tirei Haikkonen.... Acho que tava pensando no Hakkinen, já viram né, segunda feira!

Rogério Tófoli Kezerle


Comente 23.10.07
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No livro Fórmula 1, Pela Glória e Pela Pátria, o nosso Edu, comentando a sofisticação tecnológica que a Williams adquirira na temporada de 1992. Dizia que só faltava os engenheiros comandarem o carro dos boxes, por computador, e treinarem um macaco para ficar dentro do carro, e depois fazer a festa no pódio.

Sem nenhuma relação com o fato de Lewis Hamilton ser negro, sem nenhum espírito racista, acredito que chegou à F1 da forma como essa idéia do Edu poderia se concretizar. Lewis foi esculpido e talhado para pilotar esses F1 modernos da mesma forma que um garoto joga videogame por horas seguidas e, de repente, está desafiando os coreanos, notórios gamers de primeira, em um campeonato mundial. Treinado em simulador, já veio para disputar um título mundial, aos 22 anos.

Sinceramente, acredito que Lewis, tendo bons carros no futuro, pode vir a ser campeão. Em 2008, as punições sobre a McLaren talvez reduzam o potencial competitivo da equipe, mas ele tem muito tempo. Só que ser campeão agora não, por favor!

Lewis é jovem demais, e não tem a aura de maturidade que configura o que o Edu chama de Grande Senhor das Pistas... Faltam-lhe algumas cicatrizes, falta-lhe ainda um pouco de convivência com a derrota, falta-lhe a experiência da superação. Não a superação em uma corrida, mas, por exemplo, o desenvolvimento de um carro a partir de um ponto desfavorável, como Michael Schumacher fez com a Ferrari, ou Nelson Piquet, várias vezes. Não acredito que isso se aprenda em simulador. Pilotos ainda são seres humanos. E são pilotos, não são gamers que recebem um carro perfeito e simplesmente jogam.

Ganhei!
O próprio Kimi Raikkonen, que antes tinha cara de menininho, está diferente, com um semblante mais maduro. E, falando nele, eliminou uma desvantagem de 18 pontos em poucas corridas...

Meu caro Edu... eu acredito que Lewis não deveria ser campeão mundial em 2007. Não foi e nem por apelação (que coisa ridícula, meu Deus!), será. Campeão é quem pontua mais, vence mais... e quem venceu mais foi Kimi Burro Raikkonen.

Pois então viva o Burro, salve o Burro, pois o Burro é campeão!!! E Hamilton, com seus dois genes de Gilles e Ronnie, é o burro de 2007, que, crente que já ganhou e que Tio Ron iria lhe dar a McLaren F1 GT laranja, acabou na lama de Xangai, e fez meia volta em ponto morto.

E, ah... jogo de equipe... Numa F1 em que quase não há mais ultrapassagens no pelotão da frente, em que o cara que sai da pista volta porque tem asfalto ali e ele não atola, em que os carros quase não quebram, principalmente por erro do piloto, e onde o tapetão anda tão valorizado, isso nem parece ser problema...

Ah! E Ayrton/Berger, no Japão em 1991?

Alexei Michailowsky, Belo Horizonte

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Grande Eduardo Correa

Li a sua coluna de 22/10/2007, sobre a decisão do Mundial. Concordo com você sobre a conduta agressiva de Hamilton nessas últimas duas etapas, ainda mais nos dias de hoje quando se critica tanto a busca pelos resultados quanto a busca pelas vitórias. Mas dizer que o Hamilton mereceu o título pelo o que ele fez, já não compartilho. A partir do momento em que o inglês se expôs, principalmente na tentativa de ultrapassar Alonso na descida do Lago, ele estava ciente (acredito) que nem precisava daquela manobra. Se comboiasse Alonso até o final seria campeão, fazendo algo semelhante a Senna e Mansell em Suzuka 91. Então, esteve ciente dos riscos e pagou caro por ele.

Se Raikkonen contou com a sorte para conquistar o título, sim, mas diria que foi 5% Sorte, 95% de Competência e Cabeça.

Foi competente, implacável e rápido quando precisou ser; tratou de fazer primeiro o dever de casa para depois contar com a ajuda da equipe. Sim, ajuda. Ou a Ferrari vai entregar um título tão difícil mantendo Felipe Massa na frente, como se um título mundial de F-1 fosse achado no lixo? Os pilotos são competidores, mas as equipes também competem. E vou além, fez seu dever de casa e contou com a ajuda da equipe sem faniquitos, chantagens ou xiliques de certo piloto espanhol.

Falando dele, que dizem que saiu rindo de Interlagos... Imagine, um bi-campeão mundial, que ostenta o nº1 na carenagem, faturando 40 milhões de dólares por ano, terminando o mundial em terceiro e achando graça que o Hamilton tenha perdido o título. Ahhhhh...

Fisico e Yamamoto
Aliás, com um salário desses, era ele que tinha o compromisso de acelerar e ganhar o título superando quem estivesse na frente, sem ter que fazer chilique nem chantagens. O mais engraçado de tudo isso é ter que ler declarações dos defensores do Alonso do tipo Depois de tudo que a McLaren fez com ele, Correndo contra a própria equipe. P...ra! Que sacanagem a equipe fez com ele? Botar um piloto talentoso como o Hamilton pra meter tempo nele, foi isso?

Me admira muito que Ron Dennis não tenha colocado o Alonso na geladeira (Por qualquer dinheiro que fosse) e ter que ficar aturando os faniquitos dele. Equipe contra ele? O que vocês queriam que a equipe fizesse depois da chantagem dos e-mail? Passasse a mão na cabeça deles?

Ainda acho que as coisas ficaram baratas demais para o Alonso...Ir pra Renault ano que vem? Vai ter carro? Será que o Briatore aceita pagar o salário da McLaren. Ou vai de Toyota, que paga a fortuna que ele quiser, mas vai fazer passeios de luxo. Já imaginou que divertido? Alonso na Toyota levando bandeira azul para dar passagem á McLaren de Hamilton...

Então por essas e outras, o Alonso foi o maior perdedor do ano...Perdeu na pista e na moral!

Bruno Pagiola de Oliveira, Salvador

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O que vi domingo passado me remeteu a 1994: a falta de experiência e de tranqüilidade custou um campeonato.

Nem de longe o erro cometido por Hamilton é inédito. Em 1994 Damon Hill jogou fora um título ao tentar ultrapassar um Michael Schumacher que já vinha todo avariado após uma batida. Quando Hill tentou passar o alemão em um S e foi abalroado, passou pela minha cabeça: Alain Prost não perderia esse título. Meu pai, já com mais idade, falou Emerson não perderia esse título.

Prost e Fittipaldi foram dois pilotos rápidos, mas que sabiam dosar velocidade com inteligência, com calma. Não arriscavam à toa e por isso conseguiram tanto sucesso - se o brasileiro tem apenas 2 títulos, sabemos o porquê, o estrago que a Copersucar fez em sua carreira.

Lewis no S do Senna
Pois faltou a Hamilton essa mesma tranqüilidade nas duas últimas corridas. O instinto de querer vencer sempre foi maior que a tática e ele quase jogou fora o trabalho de um ano que foi conquistado com todo o talento que ele demonstrou.

Até imagino que quando o cara senta em um carro daqueles faz de tudo pra ficar sempre à frente, afinal é disso que eles vivem. Mas há momentos em que temos que nos recolher e não arriscarmos tanto. A falta de experiência foi fatal em relação ao título para Lewis.

Mas o ano não foi desperdiçado. Hoje estamos cobrando do inglês um título que há 7 meses ninguém cogitava. O saldo é positivo pra um estreante tão jovem. Comparam muito a estréia dele com a de Jacques Villeneuve, mas vale lembrar que o canadense já era experiente e campeão da Indy, na época em que lá era um categoria de nível. O que Lewis fez foi inédito e não será apagado. O que ele perdeu foi justamente na parte inevitável: faltou experiência, algo que só se consegue com o tempo.

E ainda faltou um pouco de sorte, pois se não fosse o problema no câmbio, mesmo com a saída de pista ele se mantido em posição pra ser campeão. A tranquilidade e a sorte que o acompanharam durante o ano o abandonaram de uma vez só, foi o suficiente pra perder o título.

Ano que vem ele deverá vir ainda mais forte, já com um ano nas costas, o que dificultará o trabalho dos rivais.

Quanto a Kimi, a vantagem do título ter ido pra Ferrari foi que evitam-se os comentários de que um eventual título da McLaren estaria manchado. O finlandês arrebentou na parte final do campeonato e descontou um diferença razoável.

Isso me lembrou o campeonato de 1985. Alboreto parecia que levaria a Ferrari ao título com tranqüilidade, mas na segunda metade da temporada Prost virou o jogo de forma incrível e conquistou seu primeiro título, depois de 2 ou 3 vices.

Em 2007 foi a vez de Raikonnen, depois de 2 vices. Em 2008, se os carros continuarem nessa mesma correlação de forças, acho que Hamilton é o favorito. Mas torço pra Massa dessa vez começar por cima, porque correr atrás é muito ruim.

Emerson, Salvador

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Vou ao GP Brasil em Interlagos desde 1999 e no setor D (em frente ao S do Senna) desde 2002. Infelizmente as melhorias no autódromo para o público foram muito pequenas. No setor D o ingresso custa R$ 1.500,00 e somos obrigados a sentar em arquibancadas tubulares improvisadas. As lojas e as lanchonetes são improvisadas e os banheiros são químicos, isso mesmo, aquelas casinhas onde sequer temos uma pia para lavar as mãos.

Adoro Fórmula 1 e continuarei indo ao GP Brasil, mas as condições para o torcedor deveriam ser um pouco melhores. Repito, paguei R$ 1500,00 (MIL E QUINHENTOS REAIS) e não havia uma torneira para lavar as mãos!

Ricardo Fechina, Brasília

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Eu adorei o GP Brasil, a torcida tirando algumas vaias, os brasileiros fizeram bonito e amei quem levou o titulo, o Kimi e Ice Man

É um grande cara nunca vi falar mal de alguem ou ser desonesto. Gosto muito dele e o Massa não será segundo piloto pois Kimi não é Schumi.

Alonso? Que volte para a Renault. Hamilton: só ser talentoso não basta. Embora estreante, ele tinha o apoio de toda McLaren e queria dar o titulo ao pai, pois ser negro humilde não deve ter sido fácil. Resultado: não resistiu a pressão. Então que acabe o efeito estufa e comece a era do gelo!

Areta, Santa Isabel

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Caro Edu

Volto de São Paulo, e sinto como se ainda estivesse lá! Depois de ligar meu micro e ler os trocentos emails que recebi, recorri logo a minha leitura matinal na Internet para tentar ver se minhas opiniões vão de encontro com as de quem eu respeito muito (a sua, a do Panda, Ico, etc).

No S do Senna
Como o resultado de ontem é surpreendente, poderíamos ter varias opiniões controversas, mas parece que a maioria tenta entender como a McLaren perdeu os dois títulos que disputou este ano!

Sim, pois na minha opinião (postada no GP da China) a falta de experiência (lê-se pressão) do Hamilton iria reaparecer no GP do Brasil, mas mesmo assim teria uma vantagem que lhe permitiria errar, e continuar brigando pelo título.

Desde o início dos treinos, percebe-se que a tática do Sr. Dennis estava indo como o planejado, mas dada a largada as coisas começam a complicar um campeonato que deveria ser o mais ganho desde os últimos 21 anos! Como era de se esperar o pupilo de Dennis cedeu a pressão e errou. Mas até ai tudo bem (tudo bem pois sua velocidade na pista e sua posição lhe davam o título ainda).

Foi então que veio uma ordem para Hamilton mudar o setup do carro (informação confirmada por um engenheiro amigo próximo que trabalha junto a Mercedes), e junto foi traçada uma nova estratégia a-lá Ross. Foi ai pontualmente que a McLaren tirou de Hamilton sua ultima chance e perdeu seu ultimo título.

Mas gostaria aqui de deixar minhas opiniões sobre a temporada:

Massa: depois da vitória do Brasil 2006,começou o ano querendo ser o primeiro piloto da Ferrari. Mas os erros dele e da Ferrari retiraram de Massa suas chances.Mesmo assim acho que foi seu melhor ano na categoria.

Kimi: Apesar de começar com vitória sua adaptação ao carro /equipe demorou, fazendo ressurgir depois das férias um piloto mais combativo. Pilota muito mas não é nem de longe uma unanimidade.

Alonso: como sempre andou muito com o que tinha (vide a desigualdade dos carros no final da temporada). Com um plano astuto, o Austuriano deu as costas a Briatore pois sabia que com os novos pneus a Renault não seria competitiva este ano. Contava com um companheiro novato que iria estrear sendo um coadjuvante de luxo na temporada. Nem em seus piores sonhos poderia imaginar que a aposta de Dennis e Mercedes seria vencedora. Deve ser sim onde estiver ano que vem postulante ao titulo de 2008.

Hamilton: indiscutivelmente o melhor da temporada! Visto que era seu ano de estréia, poderíamos esperar tudo menos o seu desempenho regular e vencedor. Acredito que a derrota de hoje não o impedirá de continuar lutando por títulos na próxima temporada. Alias deveríamos comentar a sua vitória de hoje pois Hamilton é nada mais nada menos do que vice-campeão mundial em seu ano de estréia.

Das equipes, meu destaque é para a BMW que fez uma temporada de evolução, e deve em breve lutar por vitórias.

Já da Formula 1, não tenho nenhuma esperança que as disputas devam melhorar ano que vem. O business está a quilômetros do esporte e assim continuará por muito tempo.Salvo algum regulamento que permita uma mudança séria e técnica nos carros para o esporte tentar equilibrar com o business.

Um abraço

Giovani, Joinville

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Caro Eduardo Correa, a quem reputo como mestre

Cheguei a pensar como o Sr. no caso da punição da equipe de Woking. Porém Alessandra Alves acabou me convencendo de que nem Alonso ou Hamilton haviam disputado o campeonato à pé. Disse a ela que não mesmo, pois se assim fosse só chegariam a frente das Honda! Portanto deveriam ter sido punidos com a perda dos pontos. Não foram e acabaram protagonizando uma briga dentro da equipe o que minou as forças do Asturiano. Que sinceramente, ameaçar o chefe Ron Denis com a divulgação de e-mails comprometedores se não tivesse melhor tratamento que Hamilton foi, no mínimo canalhice. Bem feito!

A equipe Toro Rosso
Porém falemos da corrida. Briga boa de uma BMW e uma Williams, e sim uma corrida bonita de Lewis, ainda que infrutífera. Quanto a Lewis ter sido o melhor estreante da história da F1, acho que o segundo lugar foi o melhor que ele poderia aspirar. E o melhor que poderia acontecer a ele, afinal pairam suspeitas fortes de que a FIA queria faze-lo campeão de toda a forma, inclusive não o punindo nenhuma vez.

Quanto a ter chamado Kimi de burro, bem isto foi quase nada mestre. Eu passei o ano inteiro chamando-o de bunda-mole pela falta de competitividade e acomodação. Cheguei até a fazer uma aposta com as F1girls dizendo que se ele ganhasse o campeonato eu me vestiria de macaco e posaria para uma foto e publicaria em meu blog. Bem... Estou a procura da fantasia.

Edu: seu azedume é compreensivel e muito bem vindo. De quebra então, parabéns Buster Keaton!

Pior pra mim.

Ron Groo, Franco da Rocha (www.bliggroo.blig.ig.com.br)

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Caro Edu

Não esqueça que Kimi quebrou 2 vezes durante o ano, portanto, não foi só se manter a salvo no final da temporada que lhe rendeu o titulo, já que as quebras também o atingiram. O cara eh bom, eh rápido, duas vezes vice e ganhou mais do que ninguém esse ano. E se em Interlagos deveu ao Massa, eh pq a circunstancia exigiu que não forçasse, provavelmente.

E Hamilton perdeu pra ele mesmo. Errou feio. Tem que comer (um pouco de) feijão ainda.

Obs: Honestamente, sua admiração pelo Alonso parece lhe cegar as vezes. O cara eh bom, mas batia um fraco companheiro de equipe (Fisichella) e venceu em 2006 com os Michelin, na minha opinião ainda bem superiores - seguindo a tendência de 2005.

Mas, enfim, F1 eh paixão tb... cada um tem seu ponto de vista.

Um abraco,

Alexandre

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Olá amigos da velocidade!

Foi uma corrida muito emocionante. Sou super fã do Raikonnen e acreditei em sua vitória pois o Hamilton não esta preparado para ser campeão e Alonso, coitado, a McLaren deu tanta chance para o inglês que esqueceu do espanhol. Fizeram errado, pois a McLaren poderia lutar também com o Alonso já que estava a frente do Hamilton. Pois bem: vamos comemorar

Que vença o melhor! Valeu Kimi! Campeão 2007

Neverson, Valinhos

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O castigo veio à cavalo!

Coulthard e a namorada
Nem cara nem coroa: A moeda caiu de lado!

O homen mordeu o cachorro!

Devagar se vai ao longe!

Nada como um dia após o outro!

O bem sempre vence o mal!

Os vencedores são forjados no calor da batalha!

Todas estas frases serviriam para ilustrar o que aconteceu em Interlagos domingo.

Uma equipe arrogante como a McLaren, com seus dois pilotos idem, brigaram até às ultimas consequências para saberem que era o melhor e perderam !!!

Uma coisa não podem alegar a equipe de imparcialidade (hen... hen...) pois terminaram rigorosamente empatados só que... ironicamente um ponto atras daquele que menos se esperava .

Hamilton: Dormiu sobre os louros de suas recentes conquistas que inebriaram a maioria de seus torcedores , a maioria dos comentaristas (inclusive do Brasil) e até os fiscais e decisões da FIA.

Na China, querendo sei lá mostrar que era o bom (mesmo sem pneus) contra o Kimi acabou por errar na entrada dos pits, ontem errou feio na primeira volta e quando o vi quase parando na pista e depois voltou a correr normalmente saquei na hora que deveria ter sido um erro seu ao trocar as marchas , dito e feito.

Disseram que aquele erro da China era de campeão e que só os fora de série cometem pois não se contentam com a situação e estão sempre em busca do algo mais. Discordei e afirmei aqui no site que aquele era um erro crasso e custaria caro para o Inglês

Agora, vai ter que mostrar se realmente é um fora de série, vai ter que dar a volta po cima , superar este trauma que na minha visão será difícil pois a Mclaren o ano que vem sei não... más sem poder copiar nada de ninguém e ainda tendo que colocar para apreciação da FIA o projeto do seu carro , veremos

Alonso: Fez o que pode contra tudo e contra todos. A maioria acha que ele saiu perdedor ontem, não acho , conseguiu o que queria (ou viu o que queria). O Hamilton não foi campeão.

Como no mundo dos negócios vale tudo, acho até que saiu fortalecido e possa ficar mais um ano na McLaren!

Kimi: Foi como sempre o homen de gelo , desta vez foi o sortudo e ainda contou com a ajuda de Felipe no final do campeonato e principalmente ontem !!!

José Maria M Tenório, Campinas

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Em 2006, tudo fizeram para dar de bandeja o campeonato para a Ferrari de Michael Schumacher. Ainda assim, o espanhol foi campeão.

Esse ano, conseguiram tirar dele o campeonato. Discordo da Alessandra quando ela disse que "um campeonato de Räikkönen seria a única saída justa para essa temporada". Se com Alonso ou Hamilton campeões essa temporada ficaria marcada como aquela em que "ganharam os trapaceiros", do jeito que ficou ela também poderá ser lembrada como aquela em que a Ferrari só ganhou porque a McLaren foi desclassificada (a pontuação sem a desclassificação seria 218 para McLaren e 205 para Ferrari), e em que Alonso só perdeu porque o clima de "caça às bruxas" deu-lhe uma punição questionável na Hungria, impedindo a conquista de pontos suficientes para torna-lo campeão. Como se não bastasse, é bom lembrar que a vitória de Räikkönen na primeira corrida deste ano foi obtida com um carro ilegal.

O consolo é saber que o título está em boas mãos. Assim como Alonso, Räikkönen é um piloto diferenciado. Foi vice-campeão, com uma diferença mínima para Schumacher, na temporada de 2003, em que Ferrari e Williams andavam mais que sua McLaren. Bateu na trave de novo em 2005, ano em que teve desempenhos brilhantes e GPs antológicos (como o do Japão, sua obra-prima), mas sofreu com problemas mecânicos. Comeu o pão que o diabo amassou em 2006 (se em 2005 o carro era rápido mas quebrava fácil, o de 2006 era confiável mas lentíssimo), e aí assinou contrato com a Ferrari. Por essa época escrevi aqui que "dessa vez o campeonato dele não passa".

Mas pareceu que eu havia queimado a língua no começo dessa temporada, quando seus desempenhos eram tão apáticos que ele muitas vezes não conseguia sequer superar Massa. Havia um motivo pra isso, e quem cantou a bola foi Robert Kubica, quando dos testes de inverno anteriores a essa temporada atual: "Com esses pneus, dificilmente me verão correndo como na temporada passada".

Com a implementação do fornecedor único de pneus, acabou aquela disputa de quem fazia o pneu mais mole no limite da resistência, e para impossibilitar situações como o GP de Indianápolis de 2005, a Bridgestone adotou pneus muito mais duros que os usados até então. O resultado foi desastroso para os pilotos que, assim como Kubica, têm tocada agressiva, deixando para frear no último instante (algo que depende muito da aderência). Alonso teve grandes dificuldades, mas foi o primeiro a reagir. Kubica, que ano passado assustava Heidfeld, esse ano esteve quase sempre atrás dele. Ralf Schumacher, que já não era lá muito respeitado como piloto, deu um vexame tão grande (em especial nos treinos classificatórios, em que sofreu uma lavada do Trulli) que está praticamente desempregado. Kimi Räikkönen, que pouco após sua estréia na F1 já era considerado por muita gente o piloto mais rápido do grid, viu-se sofrendo até pra superar seu companheiro de equipe, fazendo uma temporada constrangedora para quem corria na equipe que rendia melhor na esmagadora maioria das pistas.

Demorou, mas reagiu, precisando para isso contar com adaptações no carro da Ferrari de forma a tentar dar mais aderência na frente, mas também mudar seu estilo de pilotagem, o que não é nada fácil nem mesmo para os pilotos mais respeitados do mundo. Pra citar um exemplo, quando precisou, Schumacher não foi capaz de mudar seu estilo para se adaptar a uma nova realidade. Refiro-me à temporada de 2005. Até então, Schumacher tinha um estilo próprio de correr: mantinha um ritmo mais ou menos constante durante a corrida, mas fazia voltas com tempo de classificação pouco antes dos pit stops - o que obviamente destruía seus pneus - e aí voltava dos boxes com pneus novos, muitas vezes ganhando posições - as famosas "ultrapassagens nos boxes". Aliando-se a isso um estrategista genial que soubesse a melhor hora de mudar para o ritmo forte e fazer as paradas (Ross Brawn), um carro mais rápido que o dos concorrentes e a permissão para trocar de pneus nas paradas, o resultado era simplesmente imbatível - e foi assim que Schumacher obteve todos os recordes possíveis na F1. Porém, em 2005, numa daquelas medidas bobas criadas por Mad Max para "aumentar a emoção" da Formula 1, resolveu-se que deveria ser usado apenas um jogo de pneus durante toda a corrida. E aí o que se viu foi um Schumacher fazendo corridas vexatórias - insistindo em sua estratégia vitoriosa (nos anos anteriores), foram diversas as vezes em que ele destruiu seus pneus muito antes do fim das corridas, abandonou por causa de estouros ou perfurações ou perdeu tempo valioso fazendo paradas adicionais para trocar pneus semi-destruídos. Só voltou a vencer quando a regra do pneu único foi revogada e ele pôde voltar ao seu velho estilo – e também graças à ajuda da FIA, que foi artificialmente tornando a Ferrari o melhor carro da temporada de 2006 (fazendo vista grossa com as ilegalidades no carro da Ferrari, proibindo o amortecedor de massa da Renault - previamente considerado legal pela própria FIA) e até dando uma punição surreal a Fernando Alonso no GP de Monza.

Já Räikkönen este ano demorou horrores para se adaptar à nova situação, mas a partir do meio da temporada começou a fazer aquilo que todo mundo achava que ele ia fazer desde o começo. O problema é que tinha uma enorme diferença pra descontar.

Mas ele foi descontando. Enquanto Hamilton, antes aclamado como um piloto seguro, começava a fazer seus primeiros erros, Alonso sofria para descontar sua própria diferença para Hamilton e era desestabilizado por punições e ameaças, Massa reclamava da não-desclassificação de Alonso e Hamilton, a FIA desclassificava uma McLaren execrada pela imprensa pró-Ferrari que rebatizava o Stepneygate de "O Escândalo de Espionagem", como se o que tivesse acontecido fosse a McLaren ir até a Ferrari obter um dossiê, e não um funcionário insatisfeito da Ferrari ter começado a passar dados de sua própria equipe para um amigo na concorrência, enquanto planejavam buscar emprego em uma terceira equipe. No meio de todo esse caos, pouca gente se deu conta de que, na segunda metade do campeonato, o nome do cara era Kimi Räikkönen.

Enquanto Massa logo virou carta fora do baralho, Räikkönen foi rapidamente descontando a diferença para a dupla da McLaren, mas aí pareceu que a temporada era curta demais para ele - a duas corridas do final, eram nada menos que dezessete pontos para o líder, com vinte em jogo. E aí, suprema ironia - aquele que nos últimos anos era conhecido como o sujeito mais azarado da F1, viu a sorte sorrir-lhe - Hamilton abandonou na China e no Brasil Kimi conseguiu o resultado exato para torná-lo campeão. Dessa vez, o título não escapou.

A Ferrari comemora
E finalmente, é preciso dar mais uma informação sobre Kimi Räikkönen, que passou despercebida: Nesse domingo, o finlandês fez sua vigésima quinta volta mais rápida numa corrida. Acima dele, só há quatro nomes agora: Schumacher, com 76, Prost, com 41, Mansell, com 30 e Clark, com 28.

Schumacher teve o melhor carro do grid por quase oito temporadas completas. Prost correu em alguns dos melhores anos da McLaren, e com a excelente Williams de 93. Mansell correu com as Williams-Honda de 86 e 87, a Williams-Renault de 91 e o "carro de outro mundo" que a Williams construiu para a temporada de 92. Jim Clark, por sua vez, teve uma carreira meteórica, sendo lembrado até hoje como um dos pilotos mais rápidos da história, num casamento perfeito com seus Lotus.

Räikkönen teve o carro mais rápido do grid apenas em parte da temporada de 2005 (que, apesar da velocidade, era extremamente frágil) e na atual. Marcou voltas mais rápidas até na temporada de 2006, que foi lamentável para a McLaren. Hoje, Räikkönen é um piloto da Ferrari, a única equipe da qual podemos ter certeza, ao menos enquanto Mosley e Ecclestone mandarem na F1, de que sempre estará no topo da categoria, seja por méritos próprios ou com um pouquinho de ajuda. Dependendo do futuro de Alonso, que ano passado provou ser um fora-de-série mas agora está numa sinuca de bico, é provável que Kimi se torne o próximo multi-campeão.

Lucas

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Eaí pessoal, hic!!! saudações etílicas!!!!

sabe cumé, muita vodka e vinho neste final de semana, só lembro de uma sombra vermelha passando por mim. QUIÁQUIÁQUIA´!

Diz aí, alguém já conseguiu ver a cara do Mister Ron-Ron por aí? Pelo jeito ele também deve estar de coma alcoólico, deve ter tomado muito Johnnie Walker! A essas horas se a cabeça dele não tá explodindo pelo porre, deve estar latejando por outro motivo: como ele e Kaiser Haug vão explicar para a fábrica de caminhões e o resto dos patrocinadores a perda de um título ganho, a contratação milionária de um piloto bi-campeão do mundo, que foi preterido por um outro piloto estreante (só porque tinha um belo sorriso) e que este mesmo estreante pipocou no momento decisivo e pior, o próprio Mister Ron-Ron declarou com todas as letras e em alto e bom som, que estava competindo contra o Príncipe Marrento (a espanholada do Santander deve ter adorado isso). Vixe, a casa vai cair pros lado da McLaren, vai ser uma bela caça às bruxas, vai ter demissão em Massa!

Perguntas que não podem ficar sem respostas :

Sato e Nakajima
1º- Alguém conseguiu ver a cara de Mister Ron, Kaiser Haug & Father Hamilton? Nem uma foto?

2º- O livro que contava a biografia de Pipoca Hamilton, que dizia que ele seria campeão em seu ano de estréia (fiquei sabendo que foi a Mãe Diná quem escreveu para ele) furou. Será que eles vão devolver o dinheiro para quem comprou? Será que vão ter que acionar o Procon, Justiça de Pequenas Causas?

3º- O problema da gasolina das Williams e BMW, não tem que ser fiscalizado pela ANPP (a da Williams é da PETROBRÁS)?

4º- O governador Vampirão, Homert Serra, sabia o que estava fazendo no autódromo? Ele sabe o que é automobilismo? Fórmula 1? Fittipaldi, Piquet, Senna?

5º- Alguém conseguiu contar quantas biritas o Flex-Fuel Raikkonen tomou? As bebidas estavam na temperatura certa? Olha que a McLaren pode recorrer!

6º- O Ibama e o Greenpeace não vão espernear contra a poluição que a Honda fez (derramamento de óleo e liberação de gazes tóxicos )?

7º- Existe vida após a morte? E em outros planetas? Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Se homem é tudo igual, por quê as mulheres demoram tanto para escolher? Quem colocou e como colocou a plaquinha de Proibido Pisar Na Grama?

Até mais. fui!

Jorge Roberto Alves Pereira, Caraguatatuba

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Apenas uma sugestão:

Pelo amor de Deus, corrijam os nomes dos pilotos nos e-mails. Me dá calafrios ler Haikonen, Shumacher, Vetel, etc. E não só a mim mas como a muitos outros fãs de automobilismo.

É mais difícil cobrar do pessoal um português correto, mas ao menos os nomes dá pra corrigir!

PS: KIMI CAMPEÃO!!! KIMI CAMPEÃO!!! =D

Abraços!!!

Eduardo Pugliese Benvenuti, São Paulo

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A McLaren resolveu apelar da decisão dos comissários do Brasil de não punir a Williams, mas a Ferrari poderia contra-atacar com o fato de:

1º Hamilton não ser punido por aplicar brake tests no Japão e provocar a batida de dois rivais diretos

2º puniu-se a Mclaren então partiu-se do pressuposto de que ela era culpada portanto Hamilton e Alonso também deveriam perder pontos, têm que ter uma moral bem estranha para pensar diferente...

3º a Mclaren na Espanha correu com uma asinha flexível sobre o spoiler certo? uma vez só!...mas correu...

Fizeram de tudo pra Hamilton ser campeão, mais uma vai ser muita canalhice, mas não se esqueçam de que a Fórmula 1 é controlada por ingleses, e não se enganem: os ingleses são uns dos povos mais sem caráter da historia, vide conquista violenta da África com extermínio dos animais silvestres, extermínio dos búfalos americanos, apartheid...não me surpreenderia se dessem o titulo pro baby Hamilton!

E Alonso diz: quem chora por ultimo chora melhor!

Eduardo, Santo André

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Caro Panda,

eu sonhei com este resultado... por uma questão de vermelho (piros) branco (feher) e verde (zold) a bandeira hungara é na horizontal e a italiana na vertical e ao contrario.

Posso até estar errado mas acho que o Massa vai ganhar mais alguns aninhos de contrato.

Lembranças ferraristas para você, Agresti, F.Gomes e Tite.

Obrigado abraços

Chaba Soós, Sampa

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Quero lançar uma perguntar que até agora não foi lançada: com todas as glorias que Ron Dennis alcançou , também ouve inumeros fracassos nessas últimas temporadas.

Então fica a pergunta: depois dessa última temporada ridícula em termos administrativos da McLaren, se não estava na hora de Manssour Ojehh trocar o chefe de equipe e mandar o Dennis pra reciclagem nem que seja por um período pois todos precisamos de uma reciclagem, e não é o todo poderoso Dennis que teria de ser ao contrário.

Abraços

Alan Davis, Salvador

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E terminou o campeonato mais esquisito dos últimos tempos !

Carros irregulares, espionagem, desclassificação de pilotos, brigas internas, etc. Teve de tudo!

Raikonnen venceu com ajuda do Massa (a muito contra gosto, por sinal), mostrando como a Ferrari pensa. Para eles o mais importante é a vitória da equipe, deixando em segundo plano vaidades dos seus pilotos. Kimi foi cerebral a temporada inteira, marcando pontos preciosos quando o carro não estava a seu gosto. Foi massacrado e considerado carta fora do baralho depois de Mônaco. Mas não se abateu e quando teve a Ferrari a seu gosto e estilo, mostrou porque é um grande piloto. Parabéns. Só para deixar registrado a FIA deu uma mãozinha pra Ferrari, não desclassificando a equipe por usar um assoalho fora do regulamento.

Hamilton e Massa
Quanto a Hamilton... Errou quando não podia, acreditando que tinha um carro imbatível podendo ganhar quando quisesse. Teve toda equipe trabalhando para ele e não soube aproveitar. Quando teve que dividir com Alonso (Spa e Interlagos) para mostrar quem era o dono do pedaço, amarelou. As chances para um piloto ser campeão são raras durante a carreira, talvez demore para Lewis ter nova oportunidade ou nunca mais tenha...

Pobre Alonso. Estava desmotivado na China, já sabendo que a equipe fechou com Hamilton. Depois que Ron Dennis disse que a equipe corria contra ele, desistiu no Brasil. Como pode a McLaren dele andar tão mais lenta que as Ferraris e do próprio companheiro? Se fosse ele na posição que estava o inglês, fatalmente ele tinha liquidado a fatura na China. Acho que ele fica na McLaren ano que vem.

Abraços.

Adriano Oliveira, São Paulo


Comente 22.10.07
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Edu

O campeão
Então, a corrida vai ser assim: como os Ferrari vão largar na frente e ele Alonso só em quarto; como vai demorar pro pessoal abastecer seu carro, como seus pneus vão estar um lixo, ele, cansado de tudo isso, com o saco cheio dos ingleses todos e nunca andando na frente do Lewis, ele Alonso, dá um totó no Robinho, que sai da pista rodando feito piorra.

O carro dele Alonso, fica danificado (no bico eu acho) e então o Kimi chega em segundo, é campeão e Massa ganha essa corrida pra delírio da patuléia.

Mas que beleza,era assim que eu queria que fosse

PS: não publica essa p.... Só se der certo!!!!!

Alexandre, São Paulo
(e-mail recebido em 19/10)
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Olá amigos,

Será que alguem esperava um final de GP do Brasil assim desta forma? O que vimos na pista foi digno do imaginavel por mais imaginavel que fosse. Por que? Não sei por que achei que o Ice Man ia ser campeão, apesar de estar torcendo pelo Lewis Hamilton. Num blog esportivo onde desde o inicio da temporada vinha apostando quem ia ganhar as corridas, tive o seguinte pressentimento: apostei na vitoria do Massa, com Raikkonen em segundo mas grifando entre parenteses campeão e o Kubica em terceiro. Achava que as Maclarens iam deixar o Hamilton e o Alonso na mão, já que o GP do Brasil nestes ultimos anos sempre teve resultados surpreendentes. Não foi assim que a corrida terminou, mas tirando a não vitoria do Massa, penso que o restante de certa forma confirmou meu pressentimento. E o Ice Man pagou a maior bolão da aposta para quem acreditou nele. Creio que por esta ninguem quase esperava. O GP do Brasil, certamente empolgante, merece a seguinte analise:

Hamilton acelera pra voltar à pista
1) A Ferrari mostrou para todo mundo por que é a Ferrari. Querendo ou não querendo ela é a melhor mesmo a desgosto para quem não gosta dela. É igual ao Flamengo, uma razão de ser. É uma coisa mística e não tem explicação. Ela tinha uma chance, acreditou nela, se programou para ela e se deu bem.

2) O Ice Man merecia o título? Por que não? Na segunda metade do campeonato ninguem foi melhor que ele. Vide seus resultados. Comeu o titulo pela beiradas enquanto Alonso e Hamilton se degladiavam entre si na Maclaren. O Raikkonen mostrou folego na reta final, e como não tinha toda a pressão para si não cometeu erros ao contrário principalmente do Hamilton e da Maclaren.

3) O Lewis Hamilton mereceu perder o título? A meu ver, pelo seus erros no GP da China e agora no GP do Brasil, claro que sim. Um campeão comete erros, mas nunca na hora de decidir. A sua inexperiencia foi um fator determinante assim como a soberba da Maclaren em não querer apostar sequer uma fichinha no Alonso.

4) Que calça arriada levou a McLaren! Jogou todas as fichas no Hamilton, deu-lhe o melhor carro, prejudicou claramente seu outro piloto e levou um banho da Ferrari. Esta temporada é para ser esquecida ou lembrada pela eternidade como a maior lambança já vista na Formula 1.

5) O Fernando Alonso não conseguiu ser tri mas deve ter ficado muito contente pois o Ingles não foi campeão e isto sem precisar fazer nenhuma manobra a la Dick Vigarista (como fez nesta temporada). Deve estar rindo de toda a Maclaren até agora e dizendo: quem mandou não apostar em mim. Quebraram a cara, só queria o reconhecimento dos 6 decimos de segundo que trouxe para a equipe. Ou seja, não ganhou mas lavou a alma.

Massa
6) O Felipe Massa merece um contrato com a Ferrari até 2020 e não até 2010 pelo que fez neste GP do Brasil. O Ice Man deve-lhe este título e que acabou sendo o fiel da balança nesta decisão. Correu pelo sucesso da equipe. Correu para o Raikkonen ser campeão. Creio que na historia da Formula 1 nunca um piloto tenha sido tão solidário com a Ferrari na sua historia. Foi muito mais do que apenas um fiel escudeiro, foi acima de tudo um Ferrarista. Pode por uns milhões de Euros na sua conta que ele merece.

7) Gostei do que aconteceu no GP do Brasil. Deve ter quebrado muitas bolsas de apostas pelo mundo a fora. Interlagos estava um brinco e mais uma vez proporcionou uma bela corrida. Até o Galvão mandou bem.

8) Por falar em Galvão Bueno, que bela entrevista ele fez com Barrichello. E por falar em Barrichello, com certeza esta temporada é para ser esquecida tanto quanto deverá querer esquecer a Maclaren. Quando teve um carro decente para fazer bonito, ele também vacilou. Aliás GP do Brasil nunca trouxe boas lembranças para o Barrichello.

9) Que 2008 seja do Felipe Massa!

Fernando Marques, Niterói

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Edu, Panda, Amigos....

Não sei se vcs receberam meus comentários sobre o que eu achava de como seria a final do Campeonato.

Mas, se vcs não receberam, eu digo: EU SABIA !!!!! EU SABIA !!!!! EU SABIA !!!!! EU SABIA !!!!! EU SABIA !!!!!

Tinha uma intuição de que Raikonnen ganharia. Talvez vcs achem facil falar agora, mas juro: era isso q eu achava q ia acontecer.

Um forte abraço,

Marcelo Ferreira - Jacarepaguá

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Hamilton bateu diversos recordes durante este ano, mas para seu azar o que será mais lembrado é o recorde da maior virada da F1, senão de todos os esportes à motor, de todos os tempos. Haikonen estava simplesmente 17 pontos atras dele com 20 pontos em disputa !!!

Impressionante como o garoto estragou toda uma belissima temporada em duas corridas. Dois erros burros, com o perdão da palavra. Achei que depois do que tinha ocorrido na China ele tomaria mais cuidado em Interlagos. Era só marcar o Alonso de perto, Tentou uma retomada de posição em um lugar impossivel e pagou um preço absurdo por isso. Não podemos condena-lo, afinal ele têm apenas 22 anos. Mas a McLaren, meu Deus... Como um equipe destas consegue mostrar-se tão incompetente em administrar um campeonato ganho ??? Acho que eles erraram desde o começo. Ron Dennis foi ganancioso demais. Queria que Hamilton fosse o maior fenomeno em sua primeira temporada. Apostou tudo nisso e perdeu feio. Apostar toda uma temporada em um garoto estreante é um pouco de arrogância demais, até para mister Ron.

Tudo bem que não é costume na McLaren definir primeiro e segundo piloto, mas o preço pago este ano deve mudar um pouco este conceito.

Classe 2007 - Clique para ampliar
Massa fez uma largada e uma corrida perfeita para a equipe. Aquela segurada em Hamilton na largada foi essencial para Haikonen tomar a segunda posição e ajudou a desestabilizar o inglês. Haikonen fez uma segunda metade de temporada fenomenal e acho que mereceu o titulo. Mesmo com GB dizendo que Haikonen vai ficar o resto da vida devendo para o Massa.

Se for assim, Schumacher estaria devendo para Rubinho por mais umas duas ou três vidas. Rubinho fechou um ano horrivel com uma corrida pessima, mas é impressionante o otimisto do cara.

Kubica e Nico foram muito bem e salvaram a corrida com uma disputa muito legal. Os campeonatos ficaram em boas mãos. Ferrari e Haikonen mereceram os titulos. Para onde irá Alonso, essa é a grande questão atual. E Massa como fica na Ferrari ? Será que no ano que vem eles continuam com essa politica de não haver primeiro piloto mesmo tendo o campão mundial na equipe ? Tomara que sim, mas não é o perfil da equipe. Foi uma boa temporada e 2008 promete uma bela briga entre os quatro novamente. Que março de 2008 chegue logo....

Rogério Tófoli Kezerle

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Olá galera,

Mais uma vez, Ron Dennis não soube lidar com uma situação de crise interna dentro da McLaren, assim como ocorreu com Senna e Prost e culminou com a saida do francês indo para a Ferrari no ano de 1990.

Dennis deveria ter dado prioridade a Alonso pra essa temporada e colocar Hamilton pra subir gradualmente junto com a equipe,mas ao invés disso ele acabou ao longo da temporada aptando por Lewis,que não soube lidar com as situações e pressões nos momentos decisivos.

Alonso bem mais maduro e acostumado com decisões,não iria falhar em momentos decisivos e certamente conseguiria ser tri nesse ano! Graças as atrapalhadas de Hamilton e Ron Dennis, a Ferrari e Kimi se sagraram campeões em 2007!!!

A briga interna e a falta de apoio de Alonso por parte da McLaren deram à Ferrari o titulo de pilotos de 2007!!!

Grande abraço a todos!!!!

Floresto Scarpelli, Belo Horizonte

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A todos amigos e em especial ao caro Ernesto Rodrigues,

Como é bom ver a Mclerda se estrepar!

No finla Kimi Skywalker e a Rebelião rossa derrotou o imperio das flechas de prata do mal e seu repugnante lider Darth Dennis.......

Melhor que tudo isso é ver todo mundo apostando em alonso ou no Luis Amilton e o menino prodigio fez o que fez na hora do vamos ver.......

Esta vai ficar na história da F1 como a maior virada do bem contra o mal, da rosso contra a flecha do mal.....

Comentar sobre o que é a Ferrari sem nunca sequer ter visto uma corrida fora do Brasil é falta de inteligência.......

Sugiro a vc caro amigo Ernesto a pesquisar e escrever um novo livro sobre o que é realemnte a ferrari.

Tenho certeza que vc vai áprender muito sobre a F1 ao pesquisar sobre a Ferrari.....

Abraços Ferraristas

Altair, São Paulo

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Lewis Hamilton perdeu, não para Alonso, não para Raikkonen, perdeu para si mesmo., por duas vezes.

Na China, onde o titulo estava garantido, e os Deuses do automobilismo lhe deram uma nova chance e ele mesmo falou que o acontecido havia servido de lição., e no Brasil, onde o titulo parecia garantido , era só se manter a frente de Alonso na largada , e mesmo levando a ultrapassagem de Alonso era só ficar atras dele, pelo menos no começo , pois todo mundo sabia que nos pits ele seria favorecido , visto a diferença de performance dos dois carros, onde Alonso penava pra ficar na pista a frente da BMW de Kubica.

Os nervos de Lewis estavam abalados, acho que ainda vai ser campeão um dia , mas acredito que tenha perdido a melhor chance de sua vida.

abraço a todos,

Eduardo Reis, Itu

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E o menos provável aconteceu, Kimi campeão!

E antes que digam que o Hamilton amarelou, foi imaturo, que é muito jovem..., para mim, o responsável por esta derrota histórica da McLaren, foi a própria McLaren. Primeiro, na China, ao segurar o Lewis, sem pneus, na pista, além do necessário. E, em Interlagos, pela falha no câmbio e na absurda estratégia de três paradas! O erro de Hamilton, ao sair de pista no duelo com Alonso, pouco importaria, não fosse o problema mecânico e de estratégia, pois possivelmente chegaria em 3º lugar, pois estava muito mais rápido que Alonso, pois contava com um motor novinho, mais potente. Ao espanhol, restou o alívio de não ver Ron Dennis sorrir pelo título quase certo.

Parabéns ao Kimi, mas foi quase impossível não notar a decepção de Massa ao ver o companheiro de equipe chegar em 1º lugar no mundial, lugar que poderia ter sido alcançado pelo brasileiro.

Mario Duarte, Anápolis

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