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15.12.08 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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10.12.08 - Roberto Agresti |
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19.12.08 - Eduardo Correa |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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17.12.08 - Ricardo Divila |
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01.12.08 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 20.09.07 |
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Muito bom o relato do meu amigo Manuel Blanco, publicado em 19/9/2007.
Eu que sou leigo e me valendo de suas informações, certamente baseadas em fatos concretos, chego a conclusão que a FIA na necessidade de atender a todos os interesses que cercam a Fórmula 1 deu um veredito tipo engana que eu gosto.
O mais estranho nesta confusão criada pela espionagem é que nem a McLaren e nem mesmo a Mercedes Bens cogitam um recurso sobre o veredito dado. Pelo visto U$100 milhões para eles é m... Assim como a Ferrari se sentiu bastante satisfeita com este desfecho, quando o ideal seria a exclusão da McLaren e seus pilotos deste Mundial, pelo menos. Assim como explica-se o fato de Alonso e Hamilton não terem sidos punidos, mesmo sendo integrantes da McLaren e os maiores beneficiários da espionagem, que foi para mim o maior erro deste veredito, pois se a McLaren foi multada é por que a culpa foi comprovada.
A conclusão que chego é que todos saíram ganhando com este bafafá. Realmente a Formula 1 deixou de ser um evento esportivo. E pelo visto não temvolta.
Fernando, Niterói
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Ô gente, fiquei muito feliz do meu comentário ir para a página do site. Isso demonstra que vocês realmente dão muita atenção para os fans das corridas.
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| Rubinho contorna a La Source |
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Mas eu queria comentar que eu não entendi aquela foto do Bernie Calheiros Ecclestone Moreira com aquele sinal de positivo e o comentário “Tudo bem, Bernie, publicado neste espaço...
Não entendi se vocês estavam concordando ou simplesmente não vendo a necessidade de rebater algum argumento meu . Eu continuo sustentando aquela frase do Nigel Mansell quando foi para Indy em 93, quando ele disse que o dinheiro não é tudo. Na verdade os velhinhos da FIA e o Bernie big brother têm uma inconsciente inveja daqueles que foram bem nascidos por terem um talento para andarem a mais de 350 por hora em Monza, passando a querer direcionar o show em todos os seus aspectos. Valeu!!!!
Iron Menezes, Belo Horizonte
Oi Iron
Às vezes, uma legenda é apenas uma legenda...
Abraços (EC)
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Hipócritas, banco de hipócritas !!!
São todos aqueles que estão concordando com a manobra virtualmente assassina do El Cagon digo Alonso.
E se fosse o Schumacher que tivesse jogado o carro no pobre do Hamilton, o que vcs iriam falar?
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| Mosley e Ron Dennis confraternizam no sábado, em Spa |
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Mas o Alonso pode, né? Não era até em tão, motivo de críticas pela boca maldita do Galvão, mas agora, que seu pupilo (Massa), ou melhor, pupilo dos interesses e manipulações da rede de televisão, na qual me recuso a repetir o nome, o El Cagon digo Alonso será o bode expiatório da vez, tal qual fora o Schumi.
Abraços a todos aqueles que como eu, não são parte desta massa ignara.
Christian Feltrin, São José, SC
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Quando o dossiê da Ferrari chegou na McLaren, o carro desta já estava pronto, OK?
O carro da McLaren é notadamente muito diferente do da Ferrari. O que de tão útil poderia haver neste dossiê que a McLaren aproveitaria? Dados de pneus não, pois são absolutamente diferentes do ano passado. Algum dispositivo especial? Se houvesse algum era só procura-lo no carro da McLaren e comprovar a utilização ilicita, correto?
Acho que foi muito fogo para pouca palha...
Rogério Tófoli Kezerle
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Olá pessoal, acho que Jeff se confundiu: para o campeonato terminar como proposto, Alonso precisa chegar todas em terceiro e não em segundo.
Julio Lima, Belo Horizonte
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Não dá pra entender ou não tem explicação óbvia para a minha pergunta (não sei ai prá vocês ai do site): Por que a Ferrari não libera os pilotos para fazerem o que bem entende nos GPs assim como os da McLaren?
É nítida a imagem nas corridas desse ano: Massa e Kimi parecem estar limitados a ordens da equipe pode até ser motivos de contrato, veja por exemplo a disputa da dupla McLaren em Spa, Hamilton fez uma bela ultrapassagem sobre Kimi em Monza, Alonso também fez outra sobre Massa no GP da Europa praticamente quase no final da corrida, voltando ao assunto no meu entender parece que na McLaren não existe a seguinte frase “Tragam as crianças pra casa”, já pensaram ou imagina só Massa partindo pra cima do Kimi nesse ultimo GP em Spa? Ultrapassagem tem como sim, Kubica da BMW fez várias.
Mudando de assunto Piquet tem chance para ser um futuro campeão? Torço para ele, acho que ele é a nova esperança para a torcida brasileira e que também não se deixe limitar a contrato, onde Piquet-pai deve ter ensinado direitinho a receita verdadeira do que é guiar um carro de F1.
Kleber de Oliveira, Santo Antônio da Platina
Caro Edu
Não me surpreende a pizza da FIA. Tirar a McLaren do(s) campeonato(s)? Brincadeira…
Então tiram-se os pontos da equipe (e quem ligará para isso?), os pilotos vão fazer 1o. e 2o. no campeonato e a multinha a Mercedes paga. Agora se fosse com uma escuderia meia boca, aí sim, o pau ia comer.
Portanto, a grande lição para todos os que lerem essas linhas: o dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Se você tem, pode tudo; se não tem, Deus te acuda!
Brincadeira a parte, eu já vi esse filme antes....
Um abraço
Alexandre, São Paulo
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Olá Ico!
Parabéns pela coluna. Ela é sensacional.
Gostaria de sua opinião a respeito dos autódromos atuais. Vemos que atualmente quase todos os pilotos terminam as corridas, pois os carros de hoje em dia quebram menos que os de antigamente, mas principalmente porque quando os pilotos erram e saem da pista, eles são auxiliados por áreas de escapes imensas e asfaltadas ao passo que se ainda usassem a brita, certamente ficariam fora das provas.
Já vimos ganhadores de corridas que, se as pistas fossem sem essas modificações, eles nem a teriam terminado.
Abraços.
Carlos Alberto Adriano, Leme
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Corrida até que foi legal.
A largada foi fantástica! O que é aquilo, gente! Alonso e Hamilton subindo a Eau Rouge lado a lado? Nunca vi isso.
O espanhol mostrou para o Lewis quem é que tá mandando agora na McLaren. Depois da Hungria, Hamilton deu uma caída, não é verdade? Parece que ele se intimidou com a postura firme do Alonso nas cobranças ao time.
Felipe Massa só ganha corrida quando sai na pole. Parece que não sabe atacar o cara que vai na frente!
Tenho uma sugestão para dar uma animada nas paradas de boxe. Utilizar o exemplo da IRL, tendo somente um mecânico para trocar os pneus. Já pensou a adrenalina esperando um erro do mecânico na troca? Além do que iria se perder mais tempo nas paradas levando os engenheiros a rever muitos conceitos.
Adriano Oliveira, São Paulo
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Oi Adriano
Sobre a dupla da McLaren na Eau Rouge, primeira volta, acho que perdi uns dias de vida de susto pois na hora revia cena Stefan Bellof x Jacky Ickx numa corrida de sport-protótipos em 1985. Bellof perdeu a vida no acidente.
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| A dupla da Mclaren voa em direção a Eau Rouge |
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Felizmente o bom senso prevaleceu e nem Alonso forçou Hamilton para fora da pista, nem Hamilton teimou em acelerar na subida. Mas foi uma resposta ousada do espanhol às ultrapassagens maravilhosas e destemidas de Hamilton em Monza sobre a dupla da Ferrari.
Se quiser saber mais sobre o terrível acidente de Bellof em Spa, leia a coluna “Manfred e Stefan”, escrita pelo Ico em 12/8/2005. Temos mais textos e fotos sobre o acidente publicados no site. Para localiza-los, use nossa ferramenta de busca.
Abraços (EC)
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Meus caros,
em primeiro lugar, esclareço que sou advogado, e que nesta condição me qualifiquei para ser auditor do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Gaúcha de Automobilismo. Aliás, sou presidente da Comissão Disciplinar deste Tribunal.
Em função do cargo que ocupo, sou obrigado a dizer que eu teria vergonha se os meus pares emanassem uma decisão semelhante a esta que "absolveu" os pilotos da equipe infratora e culpada de espionagem, principalmente após ler os e-mails trocados entre Alonso e de la Rosa, muito em especial sobre o recurso do resfriamento da parte interna dos pneus e sobre a distribuição de peso por eixo da Ferrari.
Assim peço que os que de mim discordam entendam que a pizza na minha opinião foi de marmelada, uma vergonha mesmo, e que o mal que este episódio fará a Fórmula 1 é bem maior que aquele que faria caso a McLaren fosse punida de acordo com o regulamento e que seus pilotos recebessem a pena adequada também.
Um abraço
Carlos Alberto Petry
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Prezados Amigos do GPTOTAL.
O Assunto do momento é , sem dúvidas, a punição aplicada pela FIA à Mclaren.
Acredito sinceramente que sejam poucos os que realmente tenham informações suficientes e bem fundamentadas para elaborar um juízo perfeito acerca dos fatos envolvendo McLaren e Ferrari, logo não tenho a intenção de entrar no mérito destas questões.
Segundo Notícia veiculada pelo excelente e respeitado Site www.grandepremio.com.br, a própria FIA teria declarado: "algum grau de vantagem foi obtido, embora seja impossível de qualificá-las em termos concretos". Ora, se a própria FIA não tem fundamentos concretos para afirmar o grau de vantagem (supostamente) obtido pela Mclaren, quanto mais nós, que estamos a "anos-luz" destes acontecimentos e tudo o que sabemos não passam de fragmentos e versões de verdades e mentiras, muito provavelmente.
Entretanto, tenho a impressão que o desenrolar dos acontecimentos vem a corroborar os argumentos da Alessandra Alves na sua coluna intitulada Campeão Café-Com-Leite, Ou seja; qualquer que seja o Piloto Campeão da temporada de F1 2007, amargará a indesejável divisão de tempo e espaço, com o Escândalo envolvendo McLaren x Ferrari. Consequentemente, o brilho da conquista, inevitavelmente, será diminuído.
Penso que um fato relevante nisto tudo (ainda segundo notícia veiculada pelo www.grandepremio.com.br), foi a FIA não ter aplicado a pena máxima à McLaren, pelo motivo de esta ter sido considerada ré primária .
Naturalmente, esta sentença da FIA demonstra, no mínimo, o quão difícil é a prova da culpabilidade de alguém em um caso como este, seja o réu ou a ré pessoa física ou jurídica.
O que me parece estar fugindo do foco principal desta questão são os seus aludidos pivôs: Nigel Stepney , da Ferrari, e Mike Coughlan, da McLaren. Deixo a seguinte pergunta: que punição estes senhores receberão (se é que receberão) pelo imbróglio?
Quanto ao Sr. Mike, parece-me que este permanece na McLaren, mas por quanto tempo ainda? Já quanto ao Sr. Nigel, este, acredito, não conseguirá mais emprego sequer como "projetista de carrinhos de supermercado". Será então, apenas essa a sua pena, a perda do emprego? E quanto ao Sr. Mike, qual será a sua punição? Naturalmente há que se provar primeiramente a culpa dos anteriormente citados, é claro. Mas caso seja conseguida a prova, prevalece a pergunta: qual será o seu castigo?
A impressão que trago no momento, é a de que a grande perdedora deste triste episódio foi a Fórmula 1. Resta esperar e observar para que se saiba a extensão dos danos.
Forte abraço à Família GPTotal
Paulo C. Winckler, Porto Alegre
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Olá Edu.
Ainda sobre o julgamento da escuderia McLaren, entendo que o piloto Fernando Alonso também deveria ter sido punido.
Se ficou comprovado troca de e-mails e chegou até haver discussão entre Ron Dennis (que se revelou mau caráter e mentiroso, nas palavras de Max Mosley) e Alonso sobre a entrega dessa prova à FIA (cf. O Estado de sábado), então a punição só seria completa com a inclusão do piloto, ainda que ele tivesse colaborado com a elucidação do crime, pois até no Direito Penal, a colaboração atenua a pena, mas não absolve.
Funcionou o tapetão do sr. Bernie Ecclestone, o todo poderoso da F-1. Diante desse quadro, concordo com o Edu: dificilmente Alonso deixará de ser campeão
Abraço do
Luiz Ignácio, São Paulo
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Não escutei o despertador e acabei acordando a oito voltas do final do GP que costuma ser meu preferido.
Só vai dar pra comentar a cerimônia do pódio: a Ferrari foi injusta ao escolher o membro da equipe a receber o troféu dado à equipe vencedora. Quem deveria estar lá é o Nigel Stepney! Afinal, foi graças a ele que a equipe sagrou-se campeã de construtores em 2007.
Espero que o Jean Todt tenha pelo menos a decência de mandar um SMS pra ele agradecendo.
Lucas
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MATEMÁTICA
Vamos fazer um exercício de adivinhação, de futurologia, mas baseados na lógica que pode realmente acontecer nos três últimos GPs do ano, começando por Japão (circuito novo, Fuji, da Toyota), passando pela China e terminando no Brasil, num Interlagos 100% recapeado (será o adeus definitivo às famosas ondulações do circuito?). Com o resultado do GP da Bélgica, no reformado autódromo em Spa-Francorchamps, ao meu ver apenas três pilotos ainda podem realmente sonhar com o título mundial, sendo que o excluído desta lista é, infelizmente, o brasileiro Felipe Massa. Infelizmente por ser brasileiro, porque muito já foi dito sobre a palpável verdade de que Massa é mais fraco que seus concorrentes diretos, inclusive no quesito "sorte" (este ano até o famoso azarado Kimi Raikkonen teve menos problemas mecânicos que o brasileiro).
Hamilton chegou em quarto e agora está apenas com dois pontos de vantagem sobre Alonso, seu arqui-inimigo declarado e poderosíssimo no quesito "jogar pesado". Chamavam o Schumacher de Dick Vigarista, mas desconheço que o alemão tenha chantageado alguém com informações confidenciais (Alonso só esqueceu que, mais cobra criada que ele, somente Ron Dennis, "o chantageado"). Bom, o novato piloto inglês agora soma 97 pontos, ante 95 de espanhol. Recorde que após o GP da França esta diferença chegou a 14 pontos. Kimi Raikkonen, após sua terceira vitória seguida em Spa, soma 84 pontos, contra 77 de Massa. E agora a Ferrari vai ter que se posicionar em prol do finlandês, se quiser ter alguma chance de também levar para casa o título de pilotos. Seria o primeiro depois do triunfo glorioso em 2004, com Schumacher e aquele carro que está entre os melhores já construídos na história da categoria, e também o primeiro depois do fracasso retumbante de 2005 e dos azares sofridos no ano passado.
Então Hamilton tem dois pontos a mais que Alonso, que tem 11 sobre Raikkonen, que tem sete sobre Massa. E duas coisas são certas neste mundial: a McLaren tem um excelente carro que não quebra, e a Ferrari tem um carro tão excelente quanto, só que quebra. Quando os vermelhos agüentam, os prateados não acompanham. Quando os vermelhos tosquenejam, os prateados não perdoam. Também já vimos a McLaren andar forte aonde ninguém esperava e a Ferrari surpreender quando todos apostavam nos ingleses. Então a lógica vigente neste campeonato é a de que nem a própria lógica pode antever muita coisa.
Imagine este mesmo resultado nas próximas três provas, com os últimos pódios tendo Kimi em primeiro (sim, é um absurdo esta aposta, mas isto aqui é só um exercício), Alonso em segundo, Massa em terceiro e Hamilton em quarto. Fecharia o campeonato com Kimi campeão (114 pontos), Alonso vice (113) e Hamilton em terceiro (112); Massa terminaria com 101 pontos. O brasileiro passa a ser agora o fiel da balança, pois como você pode ver, mesmo que Raikkonen ganhe todas, ainda depende, para ser campeão, que nem Alonso e nem Hamilton ocupem o segundo lugar no pódio. Nada se resolve ainda na próxima corrida, no Japão, mas o Mundial poderia terminar já na China, em favor de um dos pilotos da McLaren. Se Hamilton ganhar a prova e Raikkonen terminar abaixo da casa do sétimo posto (o que não é muito provável, a não ser que, claro, a falta de confiabilidade das Ferraris se manifeste novamente), adeus definitivamente para os pilotos dos carros vermelhos. Aí a disputa ficaria apenas entre Alonso e o novato inglês.
Para Massa ser campeão, um milagre é a solução. Teoricamente ele teria que ganhar as três provas restantes, para se garantir fazendo a sua parte, mas ainda teria que torcer por alguns resultados bem improváveis: Hamilton poderia até completar todas as provas (o que é muito provável, pelo histórico ao longo do ano), mas não poderia de jeito algum chegar além do 5.º posto numa das provas e, no máximo, em 6.º nas outras duas. Claro que também tem que torcer para Alonso não somar mais do que 12 pontos, o que em três provas seria o equivalente ao espanhol terminar, no máximo, em 4.º numa, em 5.º em outra e em 6.º na última. Raikkonen, por sua vez, poderia ser seu escudeiro no máximo por duas vezes, pois um segundo lugar em cada uma das três provas restantes mantêm o finlandês ainda na frente de Massa por um ponto, mesmo com três vitórias do brasileiro. Francamente, mesmo sendo isso aqui apenas um exercício sem compromisso, não dá mais para apostar ficha alguma em Massa. E a Ferrari deve ter um cálculo infinitamente mais preciso do que este meu.
Com Alonso e Hamilton a coisa é bem diferente, pois eles dependem apenas de si para levarem, um ou outro, o título para casa. Tem uma conta interessante aqui: se Hamilton vencer uma das três provas restantes e ficar em segundo nas outras duas, chega a 123 pontos no final da temporada. Se Alonso, por sua vez, alternar de posição com Hamilton nestas três provas, somará os mesmos 123 pontos. Só que Alonso levaria o Mundial pelo número de vitórias então conquistadas, somando seis contra quatro do inglês. Mas se Hamilton vencer duas provas, Alonso tem que obrigatoriamente vencer a outra, chegar em segundo nas outras duas e ainda torcer para que o inglês termine, no máximo na sexta posição na prova restante. Assim o espanhol somaria 121 pontos contra 120 de Hamilton; se ao invés de sexto o inglês chegar em quinto, soma os mesmos 121 pontos, com cinco vitórias para cada um. Só que então o desempate viria nos segundo lugares conquistados ao longo do ano, e assim o título ficaria com o inglês, numa placar de 5x4 contra o espanhol.
Matemática nunca foi o meu forte. Quando escolhi jornalismo, tive o cuidado de confirmar que esta complexa disciplina não estava presente no currículo. Mas F1 é matemática pura, assim como a lógica, a filosofia, a física e, por que não, o próprio fator sorte. É ela agora quem decidirá este disputado (na tabela, não nas pistas) mundial de 2007.
Nas minhas contas dá Alonso. Mas eu nunca fui bem em matemática!
Jeff Reinholds ( www.supermacchina.com.br)
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A CÂMERA, A PISTA, OS HERÓIS
Spa-Francochamps pode estar em baixa na Fórmula 1, mas ainda é capaz de servir de referência para grandes pilotos, fazer heróis. E um dos heróis que ela fez hoje foi Kimi Raikkonen. Largando da pole, sumiu na frente dos outros, sendo que Massa, segundo colocado, só voltou a vê-lo nas voltas finais, quando o finlandês já administrava a corrida.
Ainda é cedo para dizer se Spa consagrará a carreira de Kimi, mas é certo que Kimi já está consagrado nela. Sua capacidade de sobressair no meio daquelas árvores e daquelas colinas, e daquelas curvas e daquelas retas, é inegável e começa a agregar traços metafísicos. Esta foi sua terceira vitória na pista belga, consecutiva, em cinco participações. Com isso ele atinge uma marca que o iguala a Ayrton Senna: é o único, além do brasileiro, a sair vencedor em mais de metade das corridas que disputou lá. Clark foi o senhor daquelas estradas nos anos 60, em um circuito muito mais perigoso, mas venceu quatro, "apenas", das oito vezes em que se inscreveu. Já Michael Schumacher detém o recorde absoluto de vitórias, não só em Spa mas no GP da Bélgica (não correu em outra pista belga pela Fórmula 1), seis, mas precisou de treze corridas.
Raikkonen não começou com sorte sua epopéia por aquelas bandas, mas mostrou talento. Em sua temporada de estréia, largou duas posições à frente de Nick Heidfeld, seu companheiro de equipe. Ambos estavam fora da corrida antes do final da primeira volta. No ano seguinte, em 2002, já na McLaren, largou em segundo. Quando seu motor quebrou, na volta 35, era o quinto colocado.
Não parou de vencer lá desde 2004, em um de seus desempenhos mais tenazes – provavelmente a maior das suas 13 vitórias -, quando superou as poderosas máquinas vermelhas. No ano seguinte, seu triunfo foi sobre chuva. A conquista de hoje não foi das maiores façanhas.
Sim, ele foi o melhor desde os treinos de classificação. Também não deu chance aos adversários – com relação à liderança, foram 21 figurantes. Mas não coube a ele fazer o mundo esquecer do desfecho do escândalo da espionagem na Fórmula 1. Esta se deveu a diversos fatores, dentre os quais o principal é a disposição irrestrita da grande massa global de telespectadores de ignorar esses indesejáveis eventos.
Mas se a transmissão da corrida se concentrasse nos líderes, protagonistas do campeonato mundial, faltaria assunto aos locutores e comentaristas das diversas línguas, e o fluxo verborrágico deles (eles não podem parar de falar) recairia inevitavelmente sobre o recente Conselho Mundial da FIA, e a sombra das decisões de Paris deixaria os carros na penumbra. Recorreram, então, os sábios réalisateurs, a um recurso já utilizado no próprio GP da Bélgica de 2002, com ótimos resultados: apontar as câmeras para as disputas, não para os ponteiros. Encheram a tela de travadas de pneu, alterações de traçado, saídas de pista, não importando se valia ponto ou não valia nada. Deu certo.
A Fórmula 1 da pista – e não a dos números - encontrou finalmente seu herói. Robert Kubica. É certo que foi um herói involuntário. Perdeu dez posições ao trocar o motor, largou em décimo quinto, e foi obrigado a ir à luta, uma prática incomum, e até ineficiente, nos dias de hoje. Desempenhou bem seu papel, bem até demais: não houve momento em que não tivesse grudado na traseira de outro carro. Não ligou para a frescura de economizar pneus, fazia-os fritar com regularidade. Sutil despontou como um bom coadjuvante, não se contentando com as últimas posições, cativas de sua Spyker, e não hesitou em lançar seu carro laranja à frente de outros mais potentes. Os dois particularmente, mas muitos outros em geral, não se renderam às perdas de pressão aerodinâmica, imperativas atualmente, e decidiram disputar posições na pista, preterindo a solução fácil de agir de acordo com estratégias de corridas e pit-stops.
Será que isso se deveu às condições e à magia de Spa? Ou foi apenas a opção dos switchers que escolhem o que entra no ar, na TV, e o que não entra? Não importa. É fato que boa parte do grid (com a honrosa exceção dos quatro primeiros) correu com garra, e, como pilotos de competição, provavelmente se divertiram com isso.
Se divertiram? Talvez não. Kubica, o grande herói, lutou bravamente e chegou em nono, poucos metros atrás de Kovalainen. Não conseguiu um ponto, mas conquistou alguns fãs. "Eu acabei andando cerca de 2s mais lento do que eu podia", declarou ao final, desapontado.
Spa-Francochamps pode ainda fazer heróis. Mas está muito em baixa neste quesito, em relação a outros tempos. Ayrton Senna ganhou cinco das nove provas que correu lá. Em 1993, sua última corrida na Bélgica, terminou em um modesto quarto lugar, vítima de um motor aquém de seu talento. Assim como Kubica, também se desapontou, mas não era "dois segundos por volta" que o fazia resignar-se.
"Hoje, cada vez que eu entrava naquela curva, me perguntava se sairia inteiro do outro lado", comentou com Lemyr Martins, enquanto fitava a Eau Rouge.
Abraços,
Daniel Médici (www.cadernosdoautomobilismo.blogspot.com)
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Olá a todos
Primeira vez que escrevo. O site é muito bom.
Quero atentar para algo muito simples: o leitor "Lucas" apontou na última parte das Opiniões dos Leitores que Alonso, se vencer esse ano, será o primeiro piloto desde Fangio a ganhar campeonatos seguidos com carros diferentes. E isso é verdade.
Mas não é só isso: Fernando Alonso se igualará a Fangio (4, de 54 a 57), e também Schumacher (5, de 2000 a 2004), por ganhar mais de dois títulos seguidos. Mas não é só isso! Notem: Alonso será o ÚNICO PILOTO NA HISTÓRIA DA FÓRMULA 1 a ganhar seus três primeiros títulos consecutivamente! Nunca, jamais, isso aconteceu.
Alguns chegaram perto:
- Alberto Ascari venceu em 1952 e 53, mas em 54 levou ferro de Fangio;
- Jack Brabham venceu em 59 e 60, mas só foi ganhar o terceiro em 1966;
- Alain Prost ganhou em 85 e 86, mas levou chumbo em 87;
- Schumacher ganhou em 94 e 95, mas em 96 foi p'ra Ferrari...
- Häkkinen ganhou em 98 e 99, esteve perto em 2000, mas Schumy reagiu...
Outras menções honrosas:
- Jackie Stewart ganhou em 69 e 71, perdeu em 70;
- Emerson levou em 72 e 74, perdendo em 73;
- Niki Lauda ganhou em 75 e 77, perdeu o de 76 por conta de seu acidente;
- Piquet ganhou em 81 e 83 e perdeu o estranho campeonato de 82;
- Senna ganhou em 88 e 90, perdeu o de 89, aquela história toda...
Portanto, acho que já está mais do que na hora de Alonso ser respeitado como um dos melhores pilotos da história da F-1 e, de longe, o melhor da atualidade.
Até logo.
Francisco dos Santos
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A melhor pista do Mundial, apesar da corrida dos quatro primeiros ter sido sem graça novamente, tirando a sensacional ultrapassagem do Alonso na Eau Rouge.
Kubica nos divertiu bastante.
Quanto às possibilidades de Massa ser campeão, seria a maior zebra do esporte mundial em todos os tempos apesar do Magdo Bueno insistir que é possivel. Aqui no site escreveram sobre algumas viradas sensacionais, mas eram de um piloto contra outro. Massa precisa virar em cima de três, tendo que torcer para a McLaren quebrar no minimo duas vezes, uma com cada piloto e ainda chegar fora dos três primeiros lugares nas outras duas provas e ainda que o Kimi não chegue em segunda nas três. Impossivel.
Mas o pior do final de semana foi Galvão querendo criar clima para o final da corrida. Deprimente.
Rogério T. Kezerle
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Fala pessoal do GP Total tudo bem?
quero dizer a vocês que foi justa a punição a Mclaren, até por que a McLaren se beneficiou como informações do funcionário da Ferrari.
Ainda espero que o Massa seja campeão
Abraços, valeu
Aurélio Rafael, Piracicaba
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Eu acompanho o site de vocês há uns três anos e pude perceber o quanto vocês não gostam do automobilismo americano.
Tudo bem que eles são bem ridículos e gostam é de aparecer naquelas papagaiadas de markenting que muito brasileiro gosta até de imitar, mas a idéia de ter espetáculo em corrida de automóvel é uma coisa que eu via nos anos 80, durante a minha adolescência, na Fórmula 1.
Hoje, você vê o Lewis Robinho e o Alonso Boizinho Fernie naquelas disputas onde os carros têm dificuldade de ultrapassagem, segundo o Burti, em função da turbulência do carro da frente; as corridas são decididas no box.
Tudo isso é uma grande desculpa esfarrapada para que o nosso querido Bernie Pereira Ecclestone da Silva junto às principais equipes possam manipular os resultados e não tomar as medidas necessárias para controlar o poder econômico das grandes equipes que podem com muito dinheiro praticamente construir um carro novo a cada GP.
Um abraço e parabéns pelo site.
Iron Menezes de Santana, Belo Horizonte
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Olá amigos,
vou ser curto e claro. Se a McLaren foi multada é por que teve a sua culpa comprovada.
Se Alonso e Hamilton fazem parte da equipe, também deveriam ser punidos, já que se beneficiaram da espionagem também. A decisão da multa para a McLaren foi correta, era contra a sua exclusão pelo seu passado, mas Alonso e Hamilton não poderiam ter saido ilesos dessa historia.
Fernando, Niterói
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