- Rubens Barrichello - Tenta passar a impressão de ser o maestro do Titanic (Hondanic?), mas tá mais para o timoneiro... Aliás, ele ajudou a colocar uns rebites no casco também. Até parece certos técnicos de futebol, na base do eu venci, nós empatamos e vocês perderam. Ele tem participação no desastre, e como disse um guru de empresas: "ao trazer um problema, veja se você não é parte da solução". Pode ser um desafio fantástico para ele, ou um fardo terrível. Tudo depende de atitude (aliás, como muito bem dito pela Alessandra na coluna dela de 13/04).
- Felipe Massa - a temporada pra ele começou agora. Vai precisar de garra para compensar o atraso, mas parece ter uma motivação infinita (andei lendo um livro de auto-ajuda, por isso estou muito no tema...).
- Kimi: um cara de atitude, o Jacques da atualidade. Se vai levar a algum lugar, não sabemos.
- Alonso: faz o que se espera, mas tem um osso duro de roer.
- Lewis: ótimo início, tem talento e maturidade para errar pouco.
- Heidfeld: aquela ultrapassagem por fora no Alonso merece uma repetição. E um suprimento perpétuo de cuecas...
- Ferrari - a estrutura mantém a competência andando. Deve dar um trabalho danado manter os "maledetos" focados, mas a reserva de talento parece inesgotável.
- McLaren - Ressurgida das cinzas, quase empata com a Ferrari. Quase.
- BMW - ótimo desempenho, vai ser a terceira força da temporada, brigando com Renault.
- Renault - Perdeu-se na troca dos pneus, e tem uma pressão corporativa absurda por resultados. Se vai sobreviver, só o tempo (escasso) dirá.
- Williams - voltou a ser uma garagem, mas uma muito boa. Surpreendente ressurgimento, e muito melhor depois que se livrou do MArketing Webber .
- Red Bull - vai fazer um carro bom, é só questão de tempo. Mas com esses dois pilotos, que somados dá -467, só com sorte.
- Honda e Toyota - Pra fazer figuração estão bem. Para serem competitivos, só quando o Bush se entender com o Chaves.
- Super Aguri - desempenho inspirador. Para a Honda...
- Toro Rosso - a Red Bull do B precisa se acertar, principalmente com a Red Bull. Esse negócio de dissidência parece coisa de político brasileiro....
forte abraço
Victor Lagrotta
Oi Victor
Sobre a ultrapassagem Heidfeld x Alonso, que não havia comentado em minha coluna de 15/4/2007, concordo que foi plasticamente bonita e destemida mas dê um bom desconto pelo fato de o McLaren do espanhol capengar na pista naquela altura da corrida. Assim, fica bem mais fácil ultrapassar por fora...
E a mesmíssima situação da famosa ultrapassagem de Mika Hakkinen sobre Michael Schumacher em Spa 2000, que muita gente reputa entre as mais belas de todos os tempos.
Bela sim, hábil sim, valente sim (pois o alemão segurou o que deu pra segurar), inventiva também mas o McLaren de Hakkinen rendia uma barbaridade mais do que o Ferrari, como pode ser flagrantemente visto no vídeo.
1. Tinha um Piquet?
2. Tinha um Rosberg?
3. Tinha um Mansell?
4. Tinha um Villeneuve?
5. Tinha um Patrese, piloto que mais correu na F1, nunca venceu nada, ou quase nada?
6. Tinha um duelo entre McLaren e Ferrari?
7. Tinha um bicampeão que não erra na McLaren e um companheiro de equipe com um capacete amarelo, com faixa verde e azul feito louco pra desbarcar o bicampeão?
8. Tinha uma Honda que dominava tudo?
E a F1 atual?
1. Tem um Piquet?
Sim, hoje também tem.
2. Tem um Rosberg?
Sim, hoje também tem.
3. Tem um Mansell?
Não, não hoje não tem, mas pode ter, e quem sabe 2.
4. Tem um Villeneuve?
Não, hoje não tem mais.
5. Tem um Patrese, piloto que mais correu na F1, nunca venceu nada, ou quase nada?
Sim, hoje também tem.
6. Tem um duelo entre McLaren e Ferrari?
Sim, hoje também tem.
7. Tem um bicampeão que não erra na McLaren e um companheiro de equipe com um capacete amarelo, com faixa verde e azul feito louco pra desbarcar o bicampeão?
Sim, hoje também tem.
8. Tem uma Honda que domina tudo?
Puts... esquece, aqui acabou a brincadeira. hehehe
Massa irá do céu ao inferno muito rapidamente, pois cada corrida que perder ou errar, vai ser crucificado. E cada uma que vencer, será endeusado.
Não só ele. O mesmo ocorrerá com Kimi. Vejamos o início da temporada. Primeira corrida, Massa azarado, Kimi endeusado. Segunda corrida, Massa cabeça de bagre, Kimi fazendo o que podia (motor bichado, e todos sabiam disso, não estou defendendo o cara, somente sendo justo). Terceira corrida, Airton Massa, Kimi cabeça de bacalhau (Alonso foi pessimo tambem). E vai ser assim no resto da temporada. Não acho que os comentaristas e jornalistas devam comportar-se desta forma, mas nós torcedores, como já disse, somos passionais.
Mais uma vez digo que o que dizem sobre Hamilton ser piloto de laboratório etc, é errado, apesar de respeitar a opinião alheia (alias, queria conseguir imaginar o que estariam dizendo se ele fosse brasileiro.....). Todos os pilotos da F1 são. Todos são preparados por anos a fio, física, técnica e psicologicamente para a F1. Se não tiver talento, esta preparação não valerá de nada. Hamilton aparenta ter um talento impar. Vai ter que provar isto ainda, mal comparando, tentem lembrar da estréia do Massa na Ferrari no ano passado. Massa também era piloto de testes de sua equipe no ano anterior, só que já estava na F1 há 4 anos. Tinha um carro que também poderia ser considerado o segundo melhor (a melhor era a Renault) e seu companheiro, era considerado o melhor. Por este lado, a estréia do Hamilton é realmente magnífica. Por outro, Massa reagiu e hoje é considerado um provável campeão.
Hamilton pode nem vir a ser tudo isto, mas que o inicio dele está sendo empolgante, isto é inegável !!!
E que venha a temporada européia, pois com um mês de estudos e alterações, as coisas podem ser muito diferentes no próximo GP.
Desde a primeira corrida que eu venho criticando a falta de ultrapassagens.
Mais uma vez a corrida (pelo menos o pódio) foi definida na primeira curva. Mas dessa vez essa corrida não foi tão chata quanto as anteriores. Não houve ultrapassagens, mas houve tentativas de ultrapassagem - olha só com o que temos de nos contentar hoje em dia - o que já deixou a prova bem mais movimentada.
Vamos aos comentários:
- A largada de Hamilton foi algo bastante comentado não só aqui, mas em outros sites também. Eu não tinha notado isso enquanto assistia ao vivo. Só percebi depois que fizeram esse comentário. Ao meu ver, não houve nada demais ali. O Hamilton sabia que o Massa ia fazer de tudo para não perder a liderança e coube a ele fazer de tudo para ultrapassá-lo. Se o Hamilton agiu errado, pior foi uma das Super Aguris lá no fundo, que fez um "zig-zag" bem maior.
- E o Button acabou levando azar naquele acidente na primeira volta. Foi um acidente bem esquisito que eu tive que rever várias vezes para entender o que tinha acontecido (a TV deveria ter mostrado imagens da câmera onboard de um dos envolvidos).
- Bom para o Barrichello, que mais uma vez se deu melhor que o companheiro de equipe. Não pôde fazer tudo, mas fez tudo o que pôde. Pena que essa disputa interna não valeu nenhum ponto até agora.
- Felipe Massa largou muito bem e abriu uma boa vantagem para o Hamilton, que acabou sendo anulada com a entrada do Safety Car. Mas isso mostrou que o Massa aprendeu com o erro da corrida passada e isso é ótimo.
- A disputa de posições entre as Williams e a Toyota de Ralf Schumacher foi muito interessante. Algo que somente o circuito de Sakhir parece ser capaz de proporcionar.
- Já aquele toque do Rosberg ao tentar ultrapassar o Kovalainen foi um erro de cálculo e tanto. Resta saber de quem exatamente foi o erro.
- David Coulthard fez uma excelente corrida. Está de parabéns e não merecia aquele abandono, o que foi uma pena.
- Não esperava que o Alonso seria ultrapassado daquela maneira pelo Heidfeld. Antes da corrida ele já tinha declarado à imprensa que estava pessimista e que o carro estava ruim, mas não achei que fosse tanto assim.
- Já o Anthony Davidson, deveria ter sido advertido após andar por um setor inteiro borrifando óleo em quem vinha atrás. Pelo que apareceu na câmera onboard do Hamilton, penso que aquilo poderia ter causado um acidente.
- E finalmente Felipe Massa venceu uma corrida em 2007. A vitória veio na hora certa. O erro na Malásia o fez colocar a cabeça no lugar e não ser tão precipitado. Acredito que de agora em diante ele deva se sair muito melhor na pista.
- Porém a melhor surpresa foi o empate de Alonso, Raikkonen e Hamilton no Campeonato, com Felipe massa logo atrás. Achei muito interessante esse resultado e espero que a disputa continue apertada assim até o fim da temporada. Seria interessante ver três ou mais pilotos disputando o título na última corrida, como já ocorreu nos velhos tempos.
- Destaque para Lewis Hamilton, que continua provando que Ron Dennis não estava errado ao contratá-lo como titular. Estar na liderança (mesmo que compartilhada) do campeonato, não é para qualquer estreante. Que ele continue assim.
- E por falar em Hamilton, foi um alívio passar o fim de semana sem ouvir ele sendo chamado de "Robinho da F1". Cléber Machado está de parabéns pela excelente narração. Porém ele não conseguiu ser melhor que o Galvão no momento da vitória do Felipe Massa. Galvão Bueno saberia passar muito mais emoção.
Que venha o GP da Espanha (daqui a quatro longas semanas, o que eu acho um absurdo; se três semanas já eram muito para mim, imagina quase um mês de espera).
eu moro aqui no Espírito Santo e fui fiscal de pista das corridas de rua
daqui da cidade desde da época da F-Ford.
Em relação ao acontecido na largada com o piloto inglês Lewis Hamilton acho que, pelo fato de ser largada, consideraram que ele estava no ataque, à procura de espaço para conseguir ganhar uma posição e naum se defendendo. Por isso naum levaram em consideração a regra de só poder mudar de direção uma só vez para defender uma posição.
Mas também naum podemos deixar de lado a suspeita de o garoto ser o novato revelação inglesa e que está abalando no início da temporada de lado e o pessoal ter resolvido aliviar para o lado do dele.
Várias revistas especializadas em F1 comentam que a barra da suspensão dianteira dos carros foi concebida com quilha zero, quilha dupla, quilha simples...
Já fiquei horas olhando para as fotos das suspensões dianteiras dos carros mas não consegui perceber a diferença entre elas. O q seria essa tal de "quilha"?
Ceres Miranda
Oi Ceres
Esta talvez seja a mais importante discussão técnica em aerodinâmica no momento e refere-se à forma de ancoragem do triângulo inferior da suspensão dianteira.
Pelo que sei, foi a finada Arrows quem inventou a moda, criando uma quilha dupla para tanto, que descia pelas laterais do carro, como se fosse um prolongamento natural do bico que se abria um pouco em direção às rodas, lá se fixando os braços da suspensão. Com isso, se conseguia um fluxo de ar mais limpo no fundo do carro, um fator valiosíssimo na definição da eficiência aerodinâmica.
O passo seguinte foi dado, me perdoe mas não lembro por qual equipe, com a criação de uma quilha central ou, alternativamente, uma estrutura exposta partindo debaixo do bico do carro e na qual eram fixados os braços da suspensão. Este sistema foi usado pela maioria das equipes nos anos passados e continua a ser usado pela Renault.
A opção mais recente, usada pela Ferrari nesta temporada, elimina a quilha central – daí a expressão “quilha zero” - e fixa os braços inferiores da suspensão dianteira, consideravelmente mais curtos, diretamente na lateral do carro, sem aquele desvio que se via nos Arrows e que a Spyker continua usando.
Observadores consideram que a quilha central representa uma forte desvantagem, dada as especificações dos pneus Bridgestone, que exigem muito apoio aerodinâmico na frente do carro.
Final de semana do Brasil no Bahrein. Massa fez o que reza a cartilha e
venceu bonito. Agora uma coisa eu notei no final da corrida: a cara do
(falso) Jean Todt ao cumprimentar o Felipe. Ele estava com um sorriso de meio decepcionado (pois todo mundo sabe que o responsável pela contratação do Kimi para a Ferrari foi Jean Todt) por não ver o seu "pupilo" no lugar mais alto do podium.
E a cara do Ice Man? Não deu um sorriso e na hora do champanhe virou as costas para o Massa. Sei não: vejo nuvens tipo "Piquet x Mansell" ou "Senna x Prost" e com um agravante: a Ferrari é uma equipe que não admite esse tipo de disputa interna pois sempre foi uma equipe que definiu bem quem era primeiro piloto e segundo piloto (mesmo nos tempos em que só tinha fera dirigindo os carros vermelhos) e o finlandês é uma espécie de Schumacher (protegido) para Todt
(esse francês não entra desde os tempos do Barrichello).
Massa vai ter que ser maior do que tudo isso e se ganhar o título aí
sim será um grande vencedor (contra Kimi, Todt e a Ferrari).
Alguém comentou sobre a largada do Hamilton, que ficou se espalhando pela pista.
Eu acho que este rapaz foi muito bem treinado, assistiu a muitos vídeos, estudou muito para chegar a F1 estar entre os 3 primeiros já no primeiro ano. O carro também ajuda.
Eu acredito que não foi ao acaso que ele fez uma largada espalhada, e certamente veremos mais manobras interessantes deste piloto. Eu até diria que ele é um piloto de laboratório.
Pergunta: o safety car é patrocinado? A FIA ganha grana? Já li que os pilotos reclamam do SC porque os F1 perdem temperatura de pneu, motor e freios e que isso prejudica na relargada.
Um abraço
Ricardo, Campinas
Oi Ricardo
Sim: há um contrato de patrocínio entre a Mercedes e a Fom para uso dos carros da marca, não só como safety car mas para os demais carros de serviço que entram na pista durante a corrida. Não há nada, absolutamente nada que orbite a Fórmula 1 e que não renda dinheiro aos seus organizadores. Se você quiser distribuir um folheto na porta do autódromo, terá de se entender antes com eles.
Só que não é a Fia quem fatura. É a Fom, a empresa da vez do Bernie Ecclestone, quem embolsa. Para isso, ele fez um contrato de cem (!) anos com a Fia, pelo qual fica com todos os direitos comerciais da categoria em troca de um pagamento, se não me falha a memória, de US$ 300 milhões pelos cem (!) anos de contrato. Não duvido que Bernie fature US$ 300 milhões em uns quatro ou cinco meses...
No fim do século XIX o cientista russo Ivan Petrovich Pavlov investigava sobre os processos que regem o aprendizado dos animais, incluído o homem. Em seus experimentos, Pavlov inclusive conseguiu induzir num cachorro uns comportamentos determinados e previsíveis que ele definiria como "reflexo condicionado".
Muito tem sido comentado sobre o erro de Felipe Massa no GP da Malásia, erro que ele mesmo admitiria depois. Para alguns, Massa foi valente na sua admissão, porém, para mim, ele foi honesto e hoje em dia a honestidade parece ser algo até mais escasso que o valor.
Aquele foi um erro cometido tentando corrigir outro anterior, o que é louvável. A sua largada não foi boa, mas também poderíamos dizer que a largada dos McLaren é que foi excelente, mesmo assim Massa não se conformou e logo esteve lutando por se recuperar. Arriscou... e perdeu. Até aí não houve nada fora do comum.
Porém, com toda a parafernália eletrônica embarcada e graças à telemetria, o pessoal do box, certamente, devia saber que Massa estava correndo no limite. Inclusive, em ocasiões, até além desse limite. No entanto ninguém lhe disse que se acalmasse, que havia muitas voltas pela frente. Que era mais prudente esperar às paradas no box. Por que o silêncio ?
Na minha modesta opinião, o erro de Massa foi outro. Um erro para o qual, talvez, já não haja solução. Felipe, está sob a tutela da Ferrari desde o ano 2002, ano em que ele entrou na equipe Sauber, então um simples satélite da Ferrari, e quando o rapaz mostrou que prometia, foi levado à casa matriz, possivelmente para começar o seu doutrinamento e imbuí-lo do espírito reinante na equipe. Em 2004, Massa é enviado de volta à Sauber, porem não é descabido pensar que sob a promessa de retorno, se cumpria certas expectativas.
Tal como acontecia nos experimentos de Pavlov, creio que Felipe esteve sendo condicionado a desenvolver uma conduta predeterminada e específica cujo resultado ficou claramente em evidência no ano passado, quando Massa aceitava sem nenhum pudor e diria-se que até com alegria o seu papel de servente de Schumacher. Aquilo me deixava triste e até me produzia dó do rapaz, pois creio que seu verdadeiro e grande erro foi pensar que algum dia herdaria o lugar de primeiro piloto da equipe.
Não há muitos pilotos com condições para ser campeão, mas é que, talvez, haja ainda menos com disposição de aceitar o papel de paria. Barrichello foi o servente ideal durante muitos anos. Podia vencer e, se fosse preciso, podia renunciar à vitória com a mesma eficiência, coisa pouco comum num piloto. A Ferrari, consciente disso, começou a "condicionar" Massa para ocupar o lugar de Barrichello e, assim, manter a forte hierarquização entre seus pilotos, que tão bons resultados lhe têm rendido.
Kimi
Creio que o papel que a Ferrari lhe havia reservado ficou bem definido com a contratação de Raikkonen. No fim das contas, se Felipe era o futuro nº 1, porque gastar uma fortuna contratando o finlandês?
Por que, de repente, iria a Ferrari permitir a livre disputa entre seus pilotos?
Talvez eu esteja me adiantando aos acontecimentos, mas é que os problemas da Austrália e o erro da Malásia (e a total inibição da equipe), me deixam com a pulga atrás da orelha. Com o atual sistema de pontuação, será difícil a Massa recuperar o terreno perdido, mais ainda se em apenas três corridas já teve problemas mecânicos (segundo alguns, não imputáveis ao brasileiro) em uma delas e errou em outra. É possível que o seu nervosismo (isso é o que parece desde a distância) se deva a uma certa relutância tardia a aceitar o papel de coadjuvante. Se for isso, será muito interessante ver o que acontece nas próximas provas, principalmente se quem está nos seus retrovisores é o tal Raikkonen, coisa que ainda não aconteceu.
Juro que tento, de imediato, encarar o Hamilton como uma grande surpresa e, principalmente, como um grande piloto...
Mas o que me ocorre e no que tenho pensado bastante ultimamente é na resolução, que me parece bastante difícil, da seguinte questão :
"Na F1 atual qual o % de participação do piloto num bom resultado e qual o % de colaboração do equipamento neste resultado "
Na fase "romântica" da F1, isto nas décadas de 50, 60 e início da de 70 tenho a sensação que esta relação era 50% a 50%, mais ou menos por aí. Tanto que existiam surpresas como pilotos excepcionais em equipamentos relativamente inferiores que conseguiam resultados expressivos.
Me parece que dos anos 80 para cá a participação do equipamento nesta relação subiu muito... Hoje talvez tenhamos 90% para o equipamento e 10% para o piloto, mais ou menos por aí, o que acham?
Seguindo minha linha de raciocínio não consigo enxergar, por enquanto, o Hamilton como um grande piloto, no máximo uma boa promessa. Lembremo-nos que ele está na McLaren, como um equipamento que já provou ser pelo menos o 2o melhor (ou no mesmo nível da Ferrari), além de estar praticamente em casa, ou será que ele não se dá melhor com o Ron Dennis e com a equipe do que o Alonso que chegou agora. Vamos esperar um pouco e ver se nas situações em que o equipamento não estiver tão bom, qual será sua resposta.
Modestamente, para mim, o único piloto dos que estão em atividade que já provou poder responder positivamente a desvantagem técnica é o Alonso, mas isto em outra equipe e em outra situação.
Quanto ao Massa achei que ele respondeu melhor do que se poderia esperar, nós costumamos ser muito exigentes, obviamente porque nossa expectativa de comparação é o Senna mas, gente, acabou! Outro Senna vai ser muito difícil de acontecer (e se acontecer, espero que alguém lá de cima leia este e-mail e mande para o Brasil!). Não acho o Massa pior que os outros, repito, o único que está um degrau acima é o Alonso, mas, só um degrau...
Discordo também quanto ao Kimi, posso estar enganado, mas já faz algum tempo que ele parece, desculpe a expressão "de saco cheio" de correr, ele não parece ter a "gana" suficiente para vencer.
Mas, meu caro, opiniões são opiniões e se acertássemos todas a gente podia era faturar uma boa grana, não acha...
O site é espetacular, e as matérias de vocês e os comentários dos internautas são muito inspiradores.
Venho acompanhando o site durante algum tempo, mas só agora decidi expor minhas opiniões minhas.
Terceira prova do ano e os críticos que já estavam com a faca nas mãos para degolar o Massa terão de esperar para a próxima etapa. Mas vai uma dica para todos vocês que estão aguardando mais um erro ou um dia de azar dele: mesmo que o Massa vença na Espanha, ainda não será líder do campeonato, pois se um dos três (Hamilton, Raikonnen e Alonso) subir ao pódio assume a liderança.
Sei que ainda é cedo, mas vamos a alguns comentários sobre esta corrida e sobre os comentários feitos sobre a temporada.
Kubica seguido por Massa
O Massa tem todo o direito de errar, e só erra quem tenta, tudo bem o Raikonnem não se esforçou muito (e por isto não errou até agora)e está na liderança, que o Hamilton vem surpreendo a todos (menos ao Ron Denis e turma da Mclaren) e que o Alonso vem fazendo é exatamente o que fez nos anos em que bateu Schumacher: vence quando pode e administra o resto do campeonato. E é exatamente sobre isto que eu gostaria de falar, quem venceu até agora, venceu de forma forma soberana, passeou na pista, não teve adversários até a hora da bandeirada.
Quero ver o que vão dizer agora, vão dizer que Massa não fez mais do que a obrigação vencendo e se mantendo na briga pela disputa interna da Ferrari e do campeonato da F1. Vamos lá !!! Soltem as suas críticas !!! Detonem o cara e vamos ver o que nos reserva na próxima etapa.
Em tempo: O que vocês acharam da corrida não sendo narrada pelo GB.
Esse Lewis é uma bota. Não ganha este ano por causa do Alonso. Você lembra de alguém tão bom de cara assim? O tal parece já no ponto. Ele agüenta pressão, anda forte mas tem que obedecer aos contratos.
Que baita problema vai ter o Ron Dennis em 2008: dispensa Alonso (provável campeão?) e promove o moleque?
Segura os convites que virão! A temporada de 2008 vai ser ótima.
Três provas, três vencedores diferentes, três pilotos empatados no primeiro lugar do campeonato, três equipes disparadas na ponta e apenas um ponto singular, mas que também acaba em três: um novato inglês, três vezes seguidas no pódio. Essa temporada promete? Não, já não é mais promessa de competitividade, já é realidade.
Kimi e Alonso
A Ferrari, ao contrário do que já se especulavam após o GP da Malásia, continua firme e forte na ponta. Se Raikkonen tivesse conseguido ultrapassar Alonso (lerdo pra caramba na corrida de hoje!) antes do primeiro pit stop talvez víssemos uma dobradinha da equipe italiana. Mas o espanhol não é mole de se ultrapassar (lembra San Marino, em 2005, com Michael Schumacher babando atrás sem conseguir podá-lo?). E ninguém garante também que Hamilton fosse dar qualquer moleza para o finlandês. Aliás, moleza é uma palavra que este atrevido moleque inglês não parece ter em seu dicionário particular...
Sim, Felipe Massa foi o nome da corrida, óbvio. Mas também não fez mais do que a sua obrigação no momento, pois do contrário sua cabeça estaria a prêmio na Ferrari, no embate com Raikkonen pelo primeiro posto da equipe. Largou na frente, largou bem (ao contrário do ultimo GP) e soube administrar a ponta, provando que sabe fazer isso muito bem. Mas ainda tem que provar que pode também numa situação como a da corrida passada, quando acontece de cair em desvantagem já na largada. Não sei se Alonso tinha algum problema no carro, mas estava incrivelmente mais lento e apagado que Hamilton, esse sim, mais uma vez, a estrela da prova. Raikkonen foi o de sempre, sem sal.
Já pensou como está a cabeça deste moleque da McLaren? Já pensou como está cabeça de Ron Dennis, que bancou sua estréia, preterindo outros pilotos mais experientes? Já pensou como está a cabeça de Fernando Alonso, o atual bicampeão da categoria? Eu, no lugar do espanhol, estaria morrendo, mas morrendo mesmo, de saudades do Fisichella, do Flávio Briatore (que só tinha olhos para ele)... E o mais legal de tudo é ver esse bolo todo na ponta da tabela, com os três literalmente empatados e com Massa vindo - agora sim - logo atrás. A BMW, por sua, que ainda não tem chances reais de pódio se alguma McLaren ou Ferrari não quebrar, está mais firme e forte do que nunca, progredindo muito, que é o que faz a diferença neste esporte ao longo de uma temporada.
Heidfeld
Agora, aquela ultrapassagem de Nick Heidfeld sobre Fernando Alonso foi de matar (para os padrões atuais da categoria, claro): e pior que foi uma BMW deixando para trás uma Mercedes-Benz! Vai dar guerra na Alemanha durante esta semana. Aliás, esse alemão parece que quer tomar para si os holofotes (finalmente!) da imprensa de seu país, que agora não tem mais Schumacher para focar. Ainda bem para a categoria, ainda bem para a BMW, ainda bem para ele mesmo, que tem um companheiro de equipe - Robert Kubica - forte pra chuchu. No mais, poucas brigas, alguns destaques, algumas belas porcarias... Mas nada se compara, em termos de vexame, ao carro da Honda e ao desempenho da atual bicampeão Renault. Hoje, japonesa ia levar um baile da Super Aguri, sua equipe B, mas aí - isso agora é brincadeira de mau gosto, não vá levar a sério! - algum engenheiro da matriz apertou um botão do controle remoto e os propulsores foram pelos ares (melhor que estourem do que batam os titulares, he, he, he!). Já a Renault deve estar deixando o brasileiro Carlos Ghosn (presidente mundial do grupo) com seus parcos cabelos em pé.
Parabéns ao Massa. Mas, congratulações mesmo, só para o Hamilton. E, não está parecendo os anos 80, aquela era antes de Senna/Schumacher? Vários bons pilotos, todos se alternando em vitórias, pódios e afins?
O esporte tem emoções intensas nascidas especialmente de lances com forte apelo visual: a "bicicleta", o drible, o arremesso de 3 pontos, o longo rallye numa partida de voley, etc. A Fórmula 1 atual, não mais.
Ainda houve o dia em que Nigel Mansell e Ayrton Senna rasgaram uma reta lado a lado, a 300 por hora, esparramando faíscas pra todo lado; houve a ultrapassagem de Piquet sobre Senna na Hungria, em 1986, ápice de um duelo que se desenrolou por várias voltas; Gilles Villeneuve X René Arnoux também me vem à lembrança assim, de bate-pronto.
Ralf
Mas aquela emoção com adrenalina que ainda acontecia foi substituída por algo mais frio, mais mesmo uma ansiedade, expectativa de ver o que acontece. Como se a F1 houvesse se tornado uma espécie de corrida espacial: não há muito que ver, ou haveria tanta gente disposta a acompanhar ininterruptamente desde o lançamento do Saturno V até o momento em que a Apollo 11 tocou o Pacífico? Nos encantamos com a tecnologia, com o design e lay out dos carros, mas rareiam as manobras arrojadas lá na ponta, trata-se agora de ser eficiente; de executar movimentos que apenas os entendidos percebem... E assim a F1 vai deixando de ser um espetáculo. Que graça tem passar mais de uma hora e meia diante da TV pra ver um carro andando atrás do outro? Heidfeld peitou e ultrapassou Alonso, ontem. Tudo isso? Fala a verdade: que graça tem acompanhar o duelo do rôto contra o esfarrapado, Rubinho a bordo do Desastre Ecológico da Honda X Ralf a bordo da carroça mais cara do mundo, a Toyota da Fórmula1? São divagações meio bestas, mas, confesso, deixo para ler o jornal durante a corrida...
E é com esse espírito que acompanho a F1. Felizmente, os anos em que ao escolhido da Ferrari bastava empurrar bêbados em ladeiras acabou. Temos duas superpotências colocando em órbita suas naves sob comando de eficientes astronautas; temos coisas a nos provocar ansiedade: o bicampeão a ser batido pelo desafiante chegado em vodca e com fama de pé frio; vemos um jovem que mais chamou a atenção por ser o primeiro negro na categoria tornar-se o melhor estreante da história (a ponto de dividir a liderança do campeonato com os dois protagonistas do ano); e temos o "nosso" Nigel Massa a fazer aquilo que o Nigel Mansell deles fazia tão bem: provocar incerteza a respeito da próxima curva...
Nesse nhénhénhé todo, aquela fotografia dos anos 60 em que dois pilotos arrancam seus charutinhos encarando-se na largada (Clark e Hill?) parece ser muito mais emocionante do que uma hora e meia desse trenzinho. Ainda bem que de vez em quando a turma do fim da fila apronta alguma navalhada pra gente se divertir. Pelo menos ontem não tivemos que ouvir aquela insistente história de chamar o "Luís Amilton" de "Robinho da Fórmula 1". Quem pedalava era o Fred Flintstone pra colocar seu carro em movimento...
Ponto final: numa época que se discutem energias renováveis, em que governos do mundo começam a se preocupar com o efeito estufa provocado pela emissão de poluentes na atmosfera, a Fórmula 1 tem em seu regulamento de treinos uma coisa tão estúpida quanto aquela de botar os carros por 15 minutos na pista apenas pra queimar combustível. Talvez fosse o caso de alguém da ONU mandar um telegrama para a FIA e para os "donos" da F1 com uma simples pergunta: Vocês tem merda na cabeça?
Pelas opiniões que tenho acompanhado no GPTotal, bem como, nos meios Automobilísticos, parece estar havendo um consenso no que tange a alguns aspectos da tecnologia embarcada nos carros de Fórmula 1 atuais, sendo estes os mais relevantes:
1 ) A Tecnologia está "matando" a competitividade e a disputa nas Corridas de Fórmula 1;
2 ) Por outro lado, se a Fórmula 1 abandonar sua característica de desenvolver tecnologias, estará também, perdendo a sua ESSÊNCIA!!!!
Trata-se de um verdadeiro dilema a ser resolvido, e parece que interesses financeiros estão acima desta questão, portanto, o que fazer ?
Naturalmente, existem "batalhões" de especialistas muito mais qualificados do que eu, para resolver esta questão, mas mesmo assim, gostaria de trazer à luz das opiniões do GPTOTAL, algumas considerações:
- Por que as tecnologias aplicadas à Fórmula 1, se multiplicam justamente nas questões que envolvem, o que em certa ocasião chamei de, " Ridículos auxílios eletrônicos", o que definitivamente, ofusca a performance dos Pilotos ?
- Com tanta Tecnologia disponível, não seria mais oportuno à Fórmula 1, investir em tecnologias de combustíveis limpos, renováveis e seguros , ao invés de tornar a categoria, cada vez mais uma "caricatura de um vídeo game gigante"?
- Possuímos as Tecnologias de produzir o álcool combustível (etanol), e vejam que não estou falando apenas das Matérias -Primas mais consagradas (cana de açúcar, milho, beterraba, arroz, etc...) mas sim "de todo componente que fermenta" !!!! Ok! antes que alguém se apresse em dizer que o problema de outras Matérias-Primas está justamente no baixo rendimento comparado , no que tange à quantidade em litros de álcool obtido X Tonelada de Matéria -Prima , lembro que o Planeta Terra está enfrentado uma crise sem precedentes nos níveis de poluição (que tem como conseqüência principal, o efeito estufa ) e também, crise no que tange à oferta de fontes energéticas, principalmente as limpas, renováveis e seguras.Logo, a questão de que, esta ou aquela fonte energética é ou não viável, está diretamente ligada às necessidades de cada momento e à oferta global de combustíveis.
Lembro que, logo que surgiram os automóveis e mais especificamente os motores de combustão interna (Ciclo Otto), o combustível mais aplicado não era a gasolina e sim o querosene.
Naturalmente não tenho a pretensão de fazer nenhum "Tratado" sobre combustíveis, mas sim lembrar que a viabilidade Técnica e Econômica de cada combustível, está intimamente ligada às necessidades circunstanciais, e quer me parecer que, este momento difícil que vivemos em termos ambientais e de disponibilidade energética, é muito oportuno para a aplicação de novas alternativas de combustíveis, principalmente quanto aos combustíveis limpos, renováveis e seguros.
- A Fórmula Indy para o ano de 2007, deverá ( segundo previsões dos próprios dirigentes ) estar, correndo abastecida 100% a etanol ou álcool, como prefiram. Não seria esta, uma boa instigação à Fórmula 1, no sentido de motivá-la a aderir aos investimentos em Tecnologias de Combustíveis?
- Sabemos que o Hidrogênio poder ser um ótimo combustível de tecnologia limpa e renovável, porém, também sabemos que, algumas de suas principais dificuldades para que sua utilização seja posta em prática , são as tecnologias de geração deste gás ( caras e complexas ), armazenagem, e o tamanho de suas minúsculas moléculas, que de tão pequenas, "escapam" por entre Anéis e Cilindros do Motor, armazenando-se perigosamente no cárter dos motores que o utilizam como combustível. Mas mesmo assim, podemos afirmar ser o Hidrogênio, uma fonte de energia limpa,renovável e viável. E deste modo, seguem diversas outras fontes alternativas, até mesmo, o motor a ar comprimido.
Pois bem, não parece ser este , um desafio à altura da Fórmula 1? Não estaríamos indo em direção mais proveitosa ( a do desenvolvimento de Combustíveis limpos, renováveis e seguros) do que a de "auxiliar" e por que não dizer, " tentar ensinar" aos melhores pilotos do Mundo a Pilotar, com controles de tração, câmbios semi-automáticos, compostos de pneus improváveis para uma aplicação futura em carros de rua, suspensões inteligentes, direções inteligentes, aerodinâmica refinada ao extremo, simulação pré-corrida, monitoramento constante via Box, etc... ? Em fim, por que construir "quase um OVNI" ( Objeto Voador Não Identificado ) ? Não seria muito mais proveitoso refinar outros campos de pesquisa, com tão abundante tecnologia disponível?
Lembro também que, a Tecnologia de produção do Motor Wankel, foi complicadíssima, e apesar de ser Alemã a invenção, foram os Japoneses que melhor a desenvolveram, tendo como seu principal (ou seria único?) representante a Mazda, que inclusive participou com sucesso na Categoria Sport-Protótipos, ou seja lá o nome que tenha esta , também bela categoria hoje, e tendo como propulsor um motor Wankel de quatro Rotores!!!!
Se a Fórmula 1 dedicar mais a sua atenção à estas tecnologias, poderá continuar investindo também , na tecnologia embarcada, mas muito mais voltada à segurança dos Pilotos ( por exemplo, nas estruturas dos Chassis, motores duráveis, etc... ) mas sem interferir tanto, na Pilotagem, com tantos auxílios e ajustes determinados pelo computador e seus engenheiros, mais do que pela sensibilidade e improviso dos pilotos, conforme se delineie a corrida.
Há algum tempo li que, os pilotos de caça da Força Aérea Britânica, eram obrigados a um determinado numero de horas de vôo em Planadores, para que com isto, voltassem a ter a sensibilidade da "Pilotagem Pura" relativamente perdida ou letárgica, devido às longas horas de vôo em seus ultra sofisticados caças supersônicos, e que como não poderia deixar de ser, com altíssima eletrônica embarcada, que praticamente, "pilota" o avião sozinha.
Por que fazem isto? Dizem os especialistas que, devido à grande possibilidade de avarias nos aviões durante uma situação real de combate, determinados sistemas de "Auxílios eletrônicos" tornam-se inoperantes, exigindo desta forma, uma atuação mais intensa do piloto nas decisões e efetivamente, na pilotagem não assistida eletrônicamente, ou seja, o Piloto torna a ter que "sentir" e pilotar o avião. Sem ajudas eletrônicas e contando apenas com sua sensibilidade e perícia.
Mesmo paralelo trago à Fórmula 1, pois apesar de acreditar que ainda o Piloto faz a diferença, é notória a quantidade de ajudas e auxílios eletrônicos durante uma corrida, e todos sabemos que atualmente, mais que nunca, o kart "tem feito o papel do Planador",na vida de um Piloto de Competição, principalmente na Fórmula 1, onde todos buscam a " Arca da sensibilidade perdida", e com efeito, tem no kart esse resgate, pois nesta maravilhosa máquina de competição que é o kart, todos voltam a desenvolver a "pilotagem pura" e com ela o resgate de todos os sentidos e sentimentos, necessários a um ótimo Piloto.
Deste modo caríssimos, o que quero dizer é que, a Fórmula 1 não precisa e não deve abdicar da tecnologia para voltar a brilhar e ser competitiva, mas sim, estudar e definir melhor como e onde aplicar toda este tecnologia disponível, de forma a produzir a maior segurança possível aos pilotos, publico e a todos os envolvidos com os eventos, mas com a menor interferência possível nas condições de Pilotagem, deixando estas, a cargo exclusivo dos Pilotos.
Felipe Massa foi perfeito, Hamilton mais uma vez impecável, Heidfeld surpreendente, Raikonnen e Alonso irreconhecíveis.
Massa e Hamilton
O resto? Davidson foi muito bem e Couthard também. Já o pessoal da Globo, mais uma vez, insuportáveis. Os comentaristas comportam-se como torcedores esquecendo-se que estão lá para nos fornecer informações mais técnicas. Para simplesmente torcer é melhor deixar para nós. No final da corrida ficaram cobrando a imprensa e os torcedores italianos. "O que eles vão dizer agora ?", perguntavam, ufanistas. Eles vão dizer que o Felipe foi ótimo e que o Kimi foi péssimo. Se na próxima corrida (espero que não) Massa fizer as mesmas lambanças que fez na Malásia, a imprensa e torcedores vão cair matando novamente, e assim vai ser até o fim do campeonato. Massa têm o direito de errar ? Se quer ser campeão, não ! É rápido, tem o melhor carro e a melhor equipe, portanto tem obrigação de vencer. A mesma Globo que quase demitiu Kovalainen por sua péssima estréia, endeusou Massa pelas besteiras da Malasia.
A mesma Globo que fica o tempo todo dizendo que Hamilton é bom, mas devemos lembrar que ele está sendo preparado para a F1 ha 10 anos, não comenta que a Ferrari investe em Massa ha mais de 4 anos, que Piquet investe no Junior desde sempre, e que todos os pilotos da F1 são preparados para a pressão de estar na melhor categoria desde que começam no automobilismo. Massa não é estreante, é veterano. Têm tudo para ser campeão, mas têm que saber lidar com a pressão, ainda mais correndo pela mais passional das equipes.
Nós torcedores, vamos criticar quando fizer besteiras e endeusar quando fizer um trabalho como deste final de semana. Quando Senna fez aquela bobagem de bater em Monaco estando uma semana na frente do segundo colocado, xinguei muito. E vou fazer a mesma coisa com Massa, como fiz com Rubinho e outros. Somos torcedores, torcedores são passionais. Queremos nossos pilotos em primeiro sempre. Fazer o que ??
Tem um filme com o Stallone em que ele é um policial que persegue um maníaco. Ele não evita a morte de alguns inocentes e quando consegue prender o cara recebe a mesma sentença: Congelamento. Passa o tempo e os dois são descongelados e agora além de enfrentar o vilão ele fica as voltas com um povo que vive no subsolo da cidade e prepara uma revolução para tomar o poder. Vez por outra eles vem a cidade e em atos "terroristas" picham muros, gritam palavras de ordem contra o sistema estabelecido e depois voltam ao subsolo.
Pois bem, a Fórmula 1 de agora se parece bastante com este enredo.
Há uma classe dominante. A saber: Ferrari e Mclaren.Quase impensável que o campeão mundial não guie um destes carros.
Porém há também um povo no subterrâneo capitaneados no momento pela BMW e seus dois braços motorizados nas pistas. Heidfeld e Kubica.
Heidfeld fez seu "atentado" a ordem estabelecida ultrapassando na pista o bi-campeão Alonso e chegando á sua frente no fim da corrida. E só não chegou na frente de Kimi por conta da posição de parada nos boxes ocupado pela sua equipe,a frente das Ferraris. No primeiro pit stop os dois entraram juntos Kimi saiu do pit lane enquanto Niki ainda reabastecia. Kubica chegou em 5º lugar tendo feito uma corrida segura. Não brilhante mas competente.
Os lideres que abram os olhos. Outros destes "terroristas" poderão querer mostrar a cara e fazer com que percam pontinhos preciosos até o fim do campeonato. E eles estão logo alí atrás na fila de largada prontos para atacar e, se não para vencer, pelo menos para incomodar.
Primeiramente, parabéns pelo belíssimo site. Com certeza não é o primeiro e nem será o último elogio...
Largada no Bahrein
Acompanho F-1 desde que me conheço por gente (e lá se vão quase 30 anos...). Ultimamente, tenho ficado meio "encafifado" com essa história de garantir a corrida na largada. Tomo como exemplo dessa minha inquietação o GP da Malásia: se o Massa não tivesse errado na disputa com o Lewis, e fizesse a ultrapassagem, ele não poderia tentar no braço e no pé se aproximar do Alonso, mesmo que este já tivesse aberto 7 e tantos segundos de diferença? Afinal, na ocasião a corrida mal tinha começado...a impressão que dá é que só vale a disputa na largada. Quem é primeiro, é primeiro, quem é segundo é segundo....
Sobre ultrapassagens: até onde vai a desculpa aerodinâmica e aonde começa a falta de capacidade e/ou potência do carro para se aproximar de seu oponente?
Terceira pergunta: a Renault virou o ano andando de ré no grid. Já a McLaren parece estar voltando aos velhos tempos. Por vários e vários anos eu vi esse filme: a equipe em evidência numa temporada puxa o freio na temporada seguinte, e a que estava em baixa volta à ativa...leigos podem pensar até que é combinado (risos!). O que acontece então com a Renault? O orçamento em 2007 está menor pra desenvolver o carro? O projetista errou a mão? O motor não rende mais? Ou a diferença era mesmo o Alonso?
São perguntas que não querem calar, e só você, Papas da velocidade, é que poderão responder!
Abraços!
Alexandre Salvador, Curitiba
Oi Alexandre
Certamente um engenheiro poderia explicar melhor a sua dúvida mas vamos lá: a configuração aerodinâmica dos carros atuais faz com que o fluxo de ar deixado por elas se dirija para cima e não para baixo. Por isso, quando um carro se aproxima de outro, perde apoio aerodinâmico, o que compromete dirigibilidade e capacidade de frenagem. Lembra-se daquela proposta de trocar o aerofólio traseiro por duas asas pequenas atrás das rodas traseiras? Seria exatamente para assegurar um fluxo de ar limpo na traseira em direção ao chão.
Além dos problemas da aerodinâmica, a excepcional capacidade de aceleração dos carros mais a eficiência na frenagem tornam as ultrapassagens tão difíceis atualmente.
Sobre a Renault, a informação mais difundida sobre o carro é a dificuldade em se entender com os pneus Bridgestone. O corpo do carro precisaria gerar mais apoio aerodinâmico do que é capaz. Essa seria uma das explicações do por que a Ferrari investiu num carro maior do que o do ano passado.
Sem conseguir o apoio aerodinâmico necessário, os engenheiros da Renault são obrigados a usar ângulos de aerofólio mais pronunciados, o que reduz a velocidade final do carro e acentua o desgaste de pneus.
Lameto a pouca atenção dada aos dados de tempo de volta do GP da Malásia disponibilizados pelo Carlos Afonso, de Salvador.
Resolvi, então fazer algumas contas utilizando uma planilha eletrônica: calculei a média e desvio padrão dos tempos em cada trecho (foram três trechos: um antes do 1o pit, segundo depois do 1o pit e após o segundo pit-stop). A média revela quão rápido o piloto foi neste trecho e o desvio-padrão, sua consistência, ou seja quanto ele se desviou de sua média.
O resultado não revela muita coisa, apenas o que já se sabe assistindo a
corrida. Os dados do Massa, por exemplo, revela que ele fez uma corrida ruim em relação ao Kimi, Alonso e Hamilton, porém, isto ocorre principalmente pelo fato de ele ter ficado "encaixotado" atrás do Heidfeld. Vamos aos tempos:
Em ordem de tempos:
Piloto/trecho Média DP
Alonso 1 37298,31 265,85
Lewis 2 37765,25 381,97
Kimi 3 37879,07 290,84
Alonso 2 37963,29 395,79
Alonso 3 38060,33 1081,21
Kimi 2 38106,55 477,67
Massa 3 38107,93 445,88
Lewis 1 38129,24 437,93
Kimi 1 38137,88 443,08
Massa 2 38328,55 546,30
Lewis 3 38498,41 453,97
Massa 1 38774,73 1333,73
Barric 3 39734,89 708,91
Barric 2 39739,37 793,86
Barric 1 40519,00 755,91
Alonso foi em média o mais veloz no primeiro trecho. Com a corrida
ganha, começou a administrar, chegando a cair drasticamente seu tempo na última volta. Kimi e Lewis foram melhorando ao longo da corrida, talvez pela sua ainda não total adaptação ao carro (no caso de Kimi), porém Lewis resolveu administrar também no final. Massa também melhorou seus tempos ao longo da corrida.
Quando a consistência:
Piloto/trecho Média DP
Alonso 1 37298,31 265,85
Kimi 3 37879,07 290,84
Lewis 2 37765,25 381,97
Alonso 2 37963,29 395,79
Lewis 1 38129,24 437,93
Kimi 1 38137,88 443,08
Massa 3 38107,93 445,88
Lewis 3 38498,41 453,97
Kimi 2 38106,55 477,67
Massa 2 38328,55 546,30
Barric 3 39734,89 708,91
Barric 1 40519,00 755,91
Barric 2 39739,37 793,86
Alonso 3 38060,33 1081,21
Massa 1 38774,73 1333,73
Alonso se comportou como um reloginho, principalmente no primeiro trecho. Massa foi o mais inconsistente de todos (nota-se os erros nas primeiras voltas), acredito por ter ficado atrás de Hamilton.
Espero comentários melhores (menos óbvios) que os meus dos colegas
leitores...