Edu e Panda,
Nestas últimas semanas vimos muitas especulações sobre quem formará a nova dupla de pilotos da Ferrari e, uma das hipóteses é o Felipe Massa voltar a ser piloto de testes.
Isso não é um absurdo para a carreira dele? Um piloto que almeja ser campeão deve se sujeitar a estes acordos? Temos exemplos de vários pilotos que estão sempre pensando no futuro e ele nunca vem...
Qual a opinião de vocês sobre o assunto?
Abraços,
Carlos A. Adriano
Oi Carlos
Até o famigerado GP da Áustria de 2002, a Fórmula 1 era um esporte de equipe, onde pilotos e mecânicos convergiam para uma finalidade comum: levar à vitória o seu primeiro piloto, uma condição conquistada no mais das vezes por mérito, currículo e experiência. Nos anos 50, isso significava que, em algumas condições, o segundo piloto deveria até ceder seu carro ao companheiro, mesmo que estivesse em condições de vencer a corrida e o Mundial de Pilotos, como aconteceu em Monza 56.
Depois da Áustria, tudo mudou. O grande público, sem compromisso com a história da Fórmula 1 e do automobilismo, passou a considerar marmelada o jogo de equipe.
Na minha opinião, as ordens de equipe deveriam seguir valendo e, portanto, o segundo piloto deveria continuar sendo um soldado da equipe. Mas quem sou eu e quem é o GPTotal para contrariar a felizmente toda poderosa vox populi?
Quanto à possibilidade de Massa voltar a piloto de teste é, sim, um absurdo. Mas quem disse que há lógica e justiça na Fórmula 1?
Abraços (EC)
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O leitor Willian Lopes Machado, em seu comentário publicado no dia 01/09/2006, escreveu "Mas, em nenhum momento, citaram um piloto brasileiro, cujo nome não lembro, que tinha como fiel escudeiro um piloto austríaco." Isto me fez pensar e, como não pude chegar a uma conclusão resolvi pedir a ajuda do pessoal.
Alguém poderia citar quais corridas de F1 foram ganhas com ordens de equipe, como a que ocorreu na Áustria em 2002? E, quais destas foram ganhas por pilotos brasileiros?
Pergunto por que, mesmo sabendo que alguns leitores vão discordar, penso que estas vitórias nem deveriam entrar para as estatísticas destes pilotos.
Agradeço a atenção!
Fabiano Bastos, Itajaí
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Amigos, tanta verborragia...para nada.
Segundo vem DEPOIS DO Primeiro. Ser segundo piloto é garantir pontos para o primeiro e ganhar quando o primeiro não puder ou deixar. O maior exemplo de segundo piloto foi o François Cevert, que foi segundo do Jackie Stewart. Creio que ainda é da dupla o maior número de dobradinhas num campeonato... Sempre Stewart primeiro e Cevert em segundo. Cevert estava sendo preparado para substituir o Stewart, mas lamentavelmente morreu no GP dos EUA forçando o abandono do Stewart com duas ou três provas de antecedência, já não me lembro bem.
Todo primeiro piloto quer um segundo que ande colado no câmbio dele, evitando que alguém de outra equipe marque pontos valiosos pelo segundo lugar e que evite a pressão do adversário diretamente sobre ele. Por isso o segundo é muitas vezes chamado de escudeiro, numa alusão aos cavaleiros da Idade Média.
Quando uma equipe não define primeiro e segundo piloto, geralmente sofre reveses. Vejam Prost e Senna, Vlleneuve e Pironi, que acabou em morte, Emerson e Peterson, Mansell e Piquet etc, etc, etc. Quando o segundo se rebela sem ser tão bom quanto o primeiro, se estrepa, vejam Reutemann com Alan Jones, Peterson com Mario Andretti, Coulthard que não aceitou ser segundo de Senna e se estrepou, pois Damon aceitou e foi campeão e o Escocês até hoje tá na fila... O Rubinho... (ATENÇÃO: Porque o chamam de Burrinho Barrichello? Acho falta de respeito com um ser humano, afinal ele já contribuiu e muito para o esporte motor brasileiro, não vou nem enumerar a quantidade de vitórias e títulos que ele possui em várias categorias). O único defeito dele é falar mais do que corre, aliás ficou assim depois do triplo acidente de Ímola, pois até lá o moleque acelerava bastante.
Segundo piloto só se dá bem se sistematicamente anda na frente do primeiro nos treinos, porque nos treinos ele pode, só não pode na corrida. Assim sendo mais rápido nos treinos, ele mostra a todos que é melhor. Vejam Piquet com Lauda, Senna com Prost, que determinou que os dois seriam primeiro piloto e a coisa desgringolou... Emerson quando substituiu o Rindt na Lotus, aliás quem era mesmo o segundo de Rindt? Era tão apagado que o Emerson chegou ganhou e virou primeiro... A história do automobilismo está repleta de exemplos.
Abraços a todos.
Augusto Lage
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Parabéns ao site que está maravilhoso!
Penso que o Schumacher é um excelente piloto e um dos melhores da história.
No entanto, venho percebendo que nos momentos de maior tensão das corridas, sua performance diminui significativamente.
Quando está na frente com pista livre é um piloto e quando está pressionado comete vários erros.
Anderson Lazzaron, Porto Alegre
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Amigos,
Quando li a tal declaração de Barrichello sobre a pole de Massa encarei com naturalidade. Até me surpreendi com a quantidade de reações contrárias dos amigos que afirmam que Rubens teria sido invejoso, etc...
Faço coro e concordo com o leitor ALMAK sobre esse episódio. A "sorte" de Massa foi que Schumacher não conseguiu passar Alonso. Alguém duvida de que Massa não cederia a 1ª posição para Schumacher ?????
Atenciosamente,
Marcelo Ferreira, Jacarepaguá
Edu, Panda e Gepetos,
Aos que acham que o comentário de Barrichello foi infeliz fica apenas uma perguntinha e respondam apenas sim ou não: Por acaso o que o brasileiro comentou é mentira?
Olha eu acho que fechar os olhos para uma verdade é demais, o comentário não foi infeliz nada ele apenas falou a verdade mas eu gostaria msm é que me respondam sim ou não, o que ele falou é mentira?
Almak
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Caro GPTO...
Uma dúvida me surgiu agora, e eu pergunto:
E se quando foi dada a bandeira amarela, o Massa acelerasse para o Box e o Shummy ficasse "molengando", para chegar ao Box quando o Massa já tivesse terminado o reabastecimento? Caberia à ele uma punição?
Abraço
Frederico Barreiros, Juiz de Fora
Caberia sim, Frederico.
Os fiscais podem punir intenções maldosas de pilotos. Vide Mônaco 2006. Eles poderiam, inclusive, requisitar os dados de telemetria da Ferrari para comprovar velocidade, uso do freio etc.
Abraços (EC)
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Há muito tempo que não escrevo (muito menos comento) sobre a F-1 no site, porém sempre leio o que vocês postam. Confesso que estava com saudade de postar aqui. Agora, portanto, voltei. Eu acompanhei de cabo a rabo a corrida deste último domingo, em uma das pistas que mais gosto do calendário (se não a mais).
Lendo a coluna do Pandini sobre o GP, concordo com ele em tudo. Felizmente descobrimos que Massa não é nenhum bebê chorão. Engraçado que ele passa a pinta de vencedor, do "winner". Muito ao contrário de seu antecessor na Ferrari, que lembrava uma criança no jardim de infância.
Todos nós sabemos que enquanto tiver Michael Schumacher ou futuramente um Kimi Raikkonen dividindo os boxes da equipe com Massa, ele não pode e não deve ter esperanças de nada. A não ser que aconteça uma catástrofe (1999?), aí sim Massa entraria com chances de ser um campeão. Mas a vida dá muitas voltas.... e a F-1 também.
Gostei e muito da corrida do Alonso (aposto todo meu $$ nele para ser campeão deste ano), teve técnica e arrojo para segurar Schumacher (principalmente nas 15 voltas finais). Salvo uma catástrofe, Alonso leva o caneco aqui no Brasil.
Pandini e Gepetos, posso fazer uma sugestão a vocês? Que tal se nós fizermos um especial com a coleção de frases infelizes do Sr. Rubens Barrichello? É impressionante como este cidadão se porta no meio automobilístico. Deve ser por isso que ele nunca foi além de um nº2 na Ferrari e agora na Honda também. Ele deveria se preocupar consigo mesmo, no trabalho dele, para ter mais chances de prosperar profissionalmente. Noto que em todas as pessoas que ele usou frases de efeito negativo, estas tiveram muito mais sucesso na F-1 que o próprio Barrichello (vide até mesmo o Sr. Ralf Schumacher).
Constatei que neste domingo não posso mais torcer por Kimi e sua McLaren. Tenho pena desse ótimo piloto finlandês, vitima do efeito "Chris Amon" na F-1. Será que quando ele for para a Ferrari essa maré o continuará perseguindo?
Do mais, destaco Robert Kubica, que tem muito futuro na F-1. Olho nesse rapaz...
Abraços a todos vocês (prometo que não sumirei mais)
Affonso Pazzini Junior, Santo André
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Sobre o GP da Turquia, aí vão meus comentários:
1) Confesso que tenho uma tendência enorme a criticar Felipe Massa. Talvez eu nunca tenha percebido em seus olhos um futuro campeão. Mas minha teoria pode estar caindo por terra após o GP da Turquia de 2006. Massa foi perfeito: conquistou a pole com maestria e dominou a prova sem ter sido ameaçado. E Massa, diferentemente de Rubens Barrichello, não carrega nos ombros o peso de ser "o sucessor de Ayrton Senna".
2) Fernando Alonso, o espanhol genial! Nano colocou seu Renault nitidamente inferior entre as Ferrari e aumentou em mais dois pontos sua vantagem para Schumacher, faltando apenas quatro provas. O espanhol deveria cobrar ao alemão por mais uma aula de direção defensiva.
3) E agora, Schumacher? Percebeu como se defende uma posição sem atirar o carro nos adversários? Sua carreira pode estar chegando ao fim, mas, caso decida permanecer, seja humilde e peça alguns conselhos ao Nano. Você é heptacampeão, mas ainda tem muito o que aprender.
4) Nós nos acostumamos a criticar Hermann Tilke, arquiteto alemão responsável pelos novos e modernos circuitos da F-1. Mas convenhamos: Kurtkoy é um circuito espetacular! Reitero o que escrevi a alguns meses: o GP da Turquia de 250cc este ano é algo para contar aos netos. Tive muita sorte em poder assistir àquela verdadeira batalha sobre duas rodas da primeira a última curva.
5) Rubens Barrichello fez uma excelente corrida. Algum problema deve tê-lo impedido de largar mais a frente no grid. Com o tumulto da largada, caiu para os últimos lugares. Mas Barrichello não desistiu: lutou, brigou com os adversários, pressionou, errou, levou X do Trulli, chegou a disputar o 5º lugar com de la Rosa, enfim, esforçou-se. É de atuações assim que sinto falta.
6) Sobre a declaração de Rubens sobre a Ferrari, é simples: Barrichello não disse nenhuma mentira.
7) Alguns leitores já escreveram sobre o assunto e gostaria de contribuir: durante boa parte da transmissão da RG, GB parecia estar "preparando" o telespectador para a eventual ordem de equipe da Ferrari. Exemplos foram dados: chegaram a 1973, com Stewart e François Cevert. Mas, em nenhum momento, citaram um piloto brasileiro, cujo nome não lembro, que tinha como fiel escudeiro um piloto austríaco. O tal brasileiro mandava e desmandava na equipe, e boa parte da imprensa simplesmente joga os fatos para debaixo do tapete. Deve ser muito complicado incentivar as pessoas a exercitar um pouco de senso crítico.
8) A sensação que eu tive ao ler a coluna do Ico é de que a situação de Massa na Ferrari permanece a mesma, mesmo após uma vitória incontestável. Será um desperdício caso ele seja apenas um mero piloto de testes em 2007.
9) Brasil, hexacampeão da Liga Mundial! França 2 x 3 Brasil, ginásio Luzhniki, Moscou, Rússia. Giba, MVP do torneio, 29 pontos na final. E o jogo sequer passou em tv aberta!... Não sei aonde esse povo quer chegar. E a babação de ovo de uma outra seleção que também buscava um hexacampeonato continua...
10) Loris e Valentino, avante, rapazes! Não deixem que Hayden conquiste o título da Motogp. O norte-americano não tem sequer metade do talento que vocês têm.
Um grande abraço a todos,
Willian Lopes Machado
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A vitória de Felipe foi com certeza uma grande vitória e muito merecida já desde o inicio da temporada, pois o mesmo trabalhou a pré temporada inteira ao lado de Schumacher enquanto a Ferrari dava a Valentino Rossi não só um carro mas também uma equipe para o mesmo apenas se aventurar na Fórmula 1 (graças a Deus pois assim como Pandini sou da opinião de que a Fórmula 1 atual não merece o carisma e o talento desse que já se mostrou não só um campeão como um excelente desportista).
Já nesse período Massa demonstrava saber lidar muito bem com a idéia de segundo piloto, com o fato de ter contrato de apenas um ano e já ter de responder questionamentos relacionados a seu futuro. Na ocasião mesmo já havia comparado a situação com os ocorridos na F3000, onde teve de vencer ou ia pra casa e o mesmo disse que a presença de valentino testando lhe deu mais liberdade para se dedicar aos treinos, pois toda imprensa se concentrava no italiano.
Na primeira ou segunda etapa o mesmo largou no segundo posto com apenas alguns décimos de diferença para a pole do alemão e na grande maioria de suas largadas ficava claro que o mesmo tomava um traçado defensivo em detrimento do alemão (outro leitor veio aqui mesmo e citou algo parecido). Com relação aos erros, Massa cometeu sim muitos erros em classificações e corridas, porem na minha opinião seus erros eram claros de um piloto que buscava andar rápido e isso foi percebido pela equipe e acima de tudo por Jean Todt.
No GP da Austrália a TV australiana comentou que durante os treinos Massa foi à pista sucessivamente e terminou a sessão com 3 jogos de pneus usados enquanto Michael utilizou apenas 1.
Na corrida anterior a Hungria o mesmo terminou em segundo e na volta de desaceleração (isso foi mostrado aqui na Austrália, não sei se na transmissão da rede bobo) onde schumi conversava com engenheiro, o alemão congratulava o brasileiro por ter puxado ritmo forte ate a metade da prova, permitindo a ambos que só administrassem a segunda metade da prova. Na coletiva, Michael volta a enaltece o bom trabalho de Massa não só com palavras mas com cumprimentos saudosos, enquanto o brasileiro tenta responder sem graça aos repórteres que esta fazendo o trabalho de equipe.
Turquia, não assisti a prova, acompanhei pela internet as ultimas dez voltas, tanto no site do grande premio como no site do Terra, neste ultimo os boletins informavam que Massa se arrastava na pista enquanto Schumacher tentava ultrapassar Alonso. Ao fim o brasileiro vence e diz (vídeo q vi no Terra, voz do brasileiro): "administrei a corrida inteira, forcei muito pouco, procurei manter a concentração ate o final, só no fim que percebi que havia vencido", o que ao meu consciência de como as coisas funcionam e de como a Ferrari estava gerenciando o decorrer da prova.
Com relação ao jogo de equipe, sempre existiu e sempre vai ter, entretanto nos moldes em que ocorre e vem ocorrendo atualmentemente, ao meu ver e prejudicial ao esporte e sobretudo a categoria que cada vez mais caminha para um caminho sem volta. Com relação aos grandes campeões que tiveram essa assistência, não me recordo de jogos de equipe já nas primeiras etapas da temporada. Lembrando que Berger em sua primeira prova como companheiro de Senna largou na frente e o brasileiro teve de partir de um quarto lugar (salve engano), Mansel nunca ajudou Prost na Ferrari, pelo contrario o prejudicou diversas vezes a ponto do francês jurar nunca mais dividir a equipe com o inglês, inclusive em 1993 quando negociou sua volta a Williams.
Não acho que Senna nem Piquet tiveram assistência desde o inicio em seus títulos, lembrando que antes mesmo de ir para a Mclaren foi Senna que articulou a vinda da Honda para equipe que havia assediado a fabricante por diversas sem sucesso e nas palavras de Prost em 88: " não suporto esse cara, quando deixo a oficina a noite ele ta aqui, quando volto pela manha, ele já ta aqui, parece que mora por aqui...".
Com relação a Piquet, que na Brabham sempre foi mais rápido que seus companheiros e sempre compartilhou da simpatia da equipe de mecânicos, teve que brigar muito na Williams para conseguir atenção, em poucas palavras o mesmo resumiu o episodio há muito tempo atrás: "para derrotar Mansell tive de causar uma briga interna na equipe, consegui graças a burrice de Mansell e devido ao mesmo gostar de mulheres feias". Entretanto e praticamente e impossível negar que em corridas decisivas e que ambos os carros da equipe estavam bem posicionados no grid o jogo de equipe aconteceu sim para ambos.
Logo como a atual estrutura da Ferrari foi montada por Schumacher (exemplo: Rory Byrne, deixou maranello em 2003, tava na Benneton desde 82, extinta Toleman, trabalhou com Senna) e sua alta cúpula inclusive o atual presidente se submetem as vontades do alemão a ponto de todos trabalharem para que o mesmo seja campeão, só podemos lamentar, pois o que anteriormente já foi muito questionado, desde a época de Irvine passando por Rubinho e hoje em dia e visto e encarado com muita naturalidade por todos os pilotos, equipes, FIA e mídia. Cabe ressaltar que Alonso já faz campanha para De la Rosa na Mclaren e considerando que o mesmo não tem muita opção de mercado se vier a continuar na equipe não duvido que seja como segundo piloto, internamente ou por contrato, o que repito não só se tornou comum como também disputado, vide o pleito de um certo escocês...
Pra finalizar, partilho da mesma opinião de Pandini Massa fez bem ao não chorar na premiação, chega de querer um herói nacional para corrigir o que ha de errado no pais, isso já deu errado mais de uma vez, me pergunto alguém lembra do Guga? lembra do que ele já fez por "nos"? Atualmente e alvo de chacotas e de críticos mau intencionadas que não respeitam se quer um momento de dificuldade de alguém que já fez muito pelo esporte no pais...
Rubens Bagnoles Marinangelo
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Olá
li o comentário do Sr.Mateus Cesario Stefani e acho que se o Burrinho Barrichello não acordar,veremos Helinho castro neves substituindo Barrica na Honda em 2008.
Quanto a vitória do Massa, foi estranho que o Galvão começou a preparar o telespectador, caso viesse a tal ordem da equipe, mas como esta não veio, Massa conseguiu vencer e acabar com o jejum de vitórias na f-1,que durava quase 2 anos.
A pergunta que ninguém pode responder no mundo,até Monza, Shumy para ou não? a minha aposta é SIM. Por que? Porque eu acho que o alemão finalmente se tocou que a f-1 não é mais lugar pra ele
Abraços
Joé Pedro, Curitiba
Realmente, uma corrida que nos fez lembrar os tempos áureos da F1. Qualquer vencedor faria jus à conquista, pois vencer este GP foi coisa de macho, e pra nossa alegria foi o Massa que estava ao topo do pódio.
Gostaria apenas de apoiar a idéia do leitor Saulo Caram, de como no Brasil se enxergam as coisas de forma turva quanto ao jogo de equipe.
Durante a transmissão do GP, um comentário me chamou muito atenção: antevendo a possibilidade de um jogo de equipe o Galvão ja começou a preparar o telespectador, que aquilo fazia parte e que, por mais que não aceitássemos, existem interesses muito altos na F1, e que ela sempre foi assim. Daí o Reginaldo Leme citou vários campeões que se não fosse o "tratamento diferenciado" por parte da equipe não teriam chegado ao título, começando pelo atual campeão Alonso (ao me ver mais por incompetência de Fisichella do que por favorecimento da Renault), Hakinen, Mansel, Jody Scheckter e até o incontestável Jakie Stewart, mas não citou Senna, que foi claramente beneficiado nos títulos de 1990 e 1991. É incrível como a imprensa atua pra formar opinião, muitas vezes equivocadas.
Não acompanhei F1 nos tempos de Stewart, mas me parece que Senna contou muito mais com a equipe para ganhar dois de seus três títulos do que Stewart. Acho que jogo de equipe tem de ter sim e não devemos reclamar quando somos prejudicados, pois muitas vezes fomos beneficiados (como torcedores). Acho até que no museu do Senna devia ter uma estátua em homenagem ao Berger, que foi o Barrichello dele.
Senna foi competente, como é Schumacher, pilotos não só com capacidade de guiar como ninguém, mas também de montar uma estrutura de trabalho a seu favor, o que inclusive se prega nos grandes meios corporativos, e não devemos nos esquecer que se tem um lugar onde existe muito dinheiro envolvido é a F1 atual. Assim, cabe a nós, como torcedores, rezar para que ocorram outros GPs como a da Turquia, onde não foi possível que o jogo de equipe acontecesse, porque onde houver a possibilidade ele existirá.
José B. Júnior
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Concordo com o LAP quando se refere ao infeliz comentário do Barrica. Felipe teve o equilíbrio que sempre lhe faltou (Barrichello). Ora, Rubinho sempre posava de vítima da Ferrari quando ele, por livre e espontânea vontade assinara um contrato como segundo piloto. Não desmerecendo seu trabalho como piloto, falta amadurecimento e consciência de suas limitações face aos seus adversários. Chorão como sempre foi, não cabe a nós, torcedores, consolá-lo. É um homem rico graças a seu trabalho e dedicação. Deve isso lhe bastar.
Quanto ao Felipe, apenas corrobora uma verdade: o Alemão não seria páreo para Piquet, Prost, Senna, Lauda, e outros grandes campeões do mundo, se a estes fossem dados iguais condições.
Abraços.
Silvio Viana
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Apesar da excelente vitória de Felipe Massa no último GP da Turquia de Fórmula 1, ostaria de colocar em discussão a temporada 2006 da Fórmula Indy (IRL), cujo líder é o brasileiro Helio Castroneves, com 441 pontos.
A última corrida da temporada ocorrerá no próximo dia 10 de setembro, em Chicago (EUA), e o piloto brasileiro está com apenas um ponto de vantagem sobre o norte-americano Sam Hornish Jr.
Gostaria de saber se, para os leitores do site, esse título é importante, ou se não possui um significado maior. É importante destacar que Helio Castroneves já venceu duas vezes (2001 e 2002) as 500 Milhas de Indianápolis, uma das mais tradicionais provas do automobilismo mundial.
Será que, com esse título, o brasileiro pode pensar em almejar uma vaga na Fórmula 1 que, queiramos ou não, ainda é a categoria mais importante do automobilismo undial?
Desde já, agradeço a atenção. Mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho realizado no GP Total e pela disponibilização de um grande espaço para a participação do internauta fã do automobilismo.
Grande abraço.
Mateus Cesario Stefani - Encantado/ RS
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Gostaria apenas de comentar algo que enxergo de forma diferente dos demais leitores que emitiram suas opiniões.
Muitos disseram que Schumacher não conseguiu superar Massa na largada. Pra mim ele nem tentou. O que ele quis foi segurar o Alonso. Esse tipo de manobra me soa muito familiar. Em 90 e 91 Senna cansou de fazer isso. Deixava o Berger escapar e controlava ele próprio o Prost (90) e o Mansel (91). Depois, quando tudo estava mais calmo, o Berger diminuía o ritmo, o Senna passava, e aí só no finalzinho o Berger tinha que segurar as feras, o que ficava mais fácil.
Pra mim a estratégia clara da Ferrari era esta, até porque se fosse pro Schumi escapar logo na largada ele tinha pista a livre pra isso, e a Ferrari já teria ordenado pro Massa retardar um pouquinho a saída. Acho que a equipe e o próprio Schumacher consideram que ele tinha melhores condições de segurar o Alonso. E acho que a estratégia teria funcionado perfeitamente não fosse a parada dupla nos boxes e depois o erro de Schumacher.
Junior
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Olá, Carlos Alberto Petry.
Agradeço por ter lido meus comentários! Bem, só gostaria de salientar que teci minhas opiniões com base na 'dança de cockpits' mais atuais, e não na F1 de dez anos atrás...
Digo isso porque, pelo que observo atualmente (de 98 pra cá, pelo menos), um segundo piloto não tem tido muito sucesso, desde Hakkinen. Talvez essa mudança de postura das equipes em geral (não apenas da Ferrari) em relação a primeiro e segundo piloto se deve ao "monopólio de títulos" estabelecido pelo Schumacher de 2000 a 2004.
Grande abraço a você e a todos os demais amigos!
João Eduardo - São Paulo/SP
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UMA CORRIDA HISTÓRICA NA TURQUIA
Marcelo Jardim
1. Assistimos neste domingo a uma corrida histórica. Daquelas para citar aos nossos pequenos quando estivermos lembrando do passado. Afinal, nesses últimos anos, podemos dizer que junto com Imola e Suzuka-05, Spa-04, Silverstone-03 e, vá lá Hungria-06 pelo inusitado, essa corrida foi fantástica, do início ao fim.
2. Aos que criticam a falta de ultrapassagens, seja pelo traçado das pistas ou pelo excesso de aerodinâmica, esses chatos tiveram que dar o braço a torcer. Até a última curva da última volta tínhamos disputas por posições, mesmo quando de nada valia. Fomos presenteados até com engenheiro do Rubinho (?!), nos boxes, ultrapassando o Webber...
3. Méritos devem ir ao tal arquiteto e dublê de piloto alemão, que dessa vez acertou a mão e calou muitos daqueles críticos simplistas. Certamente me incluo nisso. Pistas como essa, assim como Suzuka e Spa, geram no mínimo uma boa corrida. Quem não simulou fazer aquela Curva 8 no computador não sabe o que esta perdendo...
4. E que final foi aquele? Aquelas últimas 15 voltas foram simplesmente inesquecíveis, de realmente tirar o fôlego. Quando se junta esses dois gênios, jovens ainda, disputando mais do que uma corrida, mais até do que um campeonato, o desfecho não podia ser diferente. Um épico.
5. É por essas e por outras que Schumacher não deveria parar. Não merece parar. É polêmico, é guerreiro, por vezes desleal. Mas da forma agressiva como correu, do nada a perder, de andar sempre no limite e até errar... não, ele não pode parar. Desculpe nossos marqueteiros, mas quem "não desiste nunca" é esse alemão.
6. O impressionante Alonso novamente mostrou ao Schumacher como se defende uma posição. De forma limpa, segura, sem arroubos, sem movimentos bruscos, sem fechadas de porta. Foi lindo de assistir. Quanta maturidade e principalmente talento tem esse rapaz.
7. E, claro, a verdadeira cereja do bolo. O que era para ser um simples coadjuvante tornou-se um grande vencedor. De forma soberana, impecável, mas principalmente sem complexos de inferioridades, sem traumas nem culpas. Hoje, Massa é a terceira força do campeonato, desbancado Fisichella e Kimi. Decididamente não é pouca coisa. Será um crime não aproveitá-lo como titular em algum time grande no próximo ano.
8. Assisti ao compacto da corrida na SporTV à noite e... o que é aquilo? Que me perdoe o Lito Cavalcanti e o narrador que sempre esqueço o nome, mas... ô coisinha desanimada e sem graça. Principalmente depois de uma narração magistral do Galvão, dando emoção e tensão na dose certa e de Reginaldo e Burti sempre lúcidos. Vibrei mais com esta corrida do que com aquela seleção meia boca na Alemanha.
9. Pérola do dia: "O tempo de Rubinho na 12a posição só não é mais rápido do que o dos cinco primeiros" . É ou não é genial!
10. Para fechar, prometo que não vou falar nada sobre o tal "amortecedor de massa" da Renault que foi vetado pela FIA e a tal "calota" liberada nas rodas traseiras que reduzem a turbulência da Ferrari. Prometo...
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O gaúcho Julio César foi muito feliz em sua opinião sobre o ódio que alguns devotam ao Schumacher.
No post citado pelo Julio, é dito que o Alemão passeava, enquanto o outro, o escravo Rubinho, trabalhava. O interessante disso tudo é que o Patrão trabalhava tanto quanto o escravo, aliás continua trabalhando tanto ou mais que o "escravinho" Massa.
O cara é culpado só porque detona todos os recordes que estão a sua frente, se fosse brasileiro, e, o Rubinho, alemão, provavelmente estariam achando que Deus estava encarnado.
Parabéns Julio.
Caíque Pereira
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Gepetos,
Primeiramente gostaria de dizer que o GP da Turquia foi a redenção da F1 pela qual me apaixonei em 1980 e cujo amor, apesar de incólume, vinha entrando em uma rotina enfadonha que tendia para o tédio.
Isso é F1! Pilotos brigando por posições, ultrapassagens sensacionais, curvas desafiadoras de alta velocidade, tudo em altíssimo nível.
O que me surpreende nas mensagens referentes a esse maravilhoso GP é que quase ninguém comentou a corrida em si. A vitória do Massa mereceu uma ou duas linhas em cada mensagem e o restante foi reservado para comentários sobre uma bastante provável ordem da Ferrari para que Massa deixasse Schumacher ultrapassá-lo caso se mantivesse na frente de Alonso.
Foram comentários cheios de raiva como se isso fosse surpresa para alguém, ou como se o Alemão fosse um demônio que estaria na F1 apenas para roubar a alma dos "brasileirinhos". Qual é, pessoal! Jogo de equipe sempre aconteceu na F1 e vai continuar acontecendo. E olha que não é apenas na Ferrari! A Lotus já fez isso, a Mclaren já fez isso e outras tantas já fizeram. Alguém se lembra do Berger, do Patrese, etc.? A única equipe que nunca fez isso foi a Williams e, apesar de ganhar muitos títulos, perdeu outros tantos por causa disso.
É claro que o Massa estava doido para vencer uma corrida, mas ele sabe muito bem o que assinou. O Barrichello também sabia o que tinha assinado, mas fazia jogo duplo com o público brasileiro e muito otários compraram as patacadas do Barrica como se fossem verdades. Por falar nisso, concordo totalmente com o Panda quando diz que o último comentário do Barrichello foi muito infeliz e até grosseiro, principalmente dito depois de uma bela conquista do Massa. Me pareceu despeito por perceber que o Massa tem muito mais chance de ser vitorioso na Ferrari do que ele foi.
O Alemão é o número 1 da equipe e está disputando um título que até três corridas atrás todos davam com impossível. É claro que o Massa teria que ceder a posição para o Alemão afinal de contas ele não está disputando o título, além de ser o segundo piloto. Como já disse antes, se fosse o Berger cedendo passagem para o Senna ou o Patrese para o Piquet, não veríamos mensagens rancorosas como essas aqui no GPTotal.
Galera, não adianta… o Alemão não é hepta à toa. O cara é bom na pista e bom nos bastidores. Essa posição de número 1 incontestável da Ferrari não é à toa. Ela foi conquistada com muita competência no desenvolvimento dos carros, com palpites na organização interna da equipe, com resultados consistentes nas pistas e com uma postura firme e vencedora nos bastidores. O cara é o número 1 e fim de papo. Conformem-se.
Saulo Caram
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Estou com o LAP no que diz respeito à declaração do Barrichello. Não lembro de nenhuma vez em que ele tenha feito a pole, durante o tempo em que era piloto da Ferrari, e tenha ido à frente das câmeras dizer que aproveitaria o dia porque no domingo a Ferrari privilegiaria o Schumacher. Pelo contrário, sempre vendia a ilusão de que poderia brigar pela vitória contra o alemão. Será que agora que o Massa conseguiu a pole ele teve um acesso de lucidez?
Gosto do Barrichello como piloto, acho que ele tem muito mais habilidade do que muitos pilotos mais badalados, mas não tem como negar o tom invejoso do comentário. Parabéns para o Massa!
Valdocir, Caxias do Sul/RS
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Não há como contestar o mérito da vitória do Felipe Massa no Gp da Turquia. Foi pole, venceu de ponta a ponta e esteve pronto a qualquer momento a ceder a posição ao Schumacher caso fosse possível.
Schumacher perdeu duas grandes oportunidades de vencer a corrida; na largada, na qual não conseguiu superar o brasileiro, e na escapada que deu ao perseguir o Alonso. Claro que a entrada do Safety-Car também interferiu bastante. Mas como o Massa não tem culpa do dia ruim do Schumacher...parabéns pra ele.
Se ele será vencedor de poucas corridas, uma ou outra na carreira, ou se terá futuro para um dia quem sabe lutar pelo título ou por uma posição de destaque, isso não vai depender apenas do que fizer dentro da pista. A postura dele em saber seu real papel na Ferrari este ano, e não sair por aí querendo chorar a diferença de tratamento com relação ao Schumacher, com certeza pode contribuir, não que isso signifique que ele irá acomodar na função de segundo piloto, mas ele sabe muito bem qual a missão dele agora, e numa equipe como a Ferrari. Aliás, normal em qualquer categoria. Quem viu a corrida de Sonoma na IRL pôde testemunhar algo bem bizarro no que diz respeito a jogo de equipe. Depois de Michael Andretti freqüentar o box de Brian Herta (piloto de sua equipe) durante alguns minutos, este piloto, sem nenhuma causa aparente (mecânica), simplesmente estacionou seu carro em uma área de escape para provocar uma bandeira amarela que acabou por beneficiar Marco Andretti (filho de Michael), que venceu a prova.
Mas voltando ao assunto do Massa. Sem querer concordar totalmente com o Panda, no que diz respeito ao comparar o comportamento do Massa ao do Rubinho (o cara tem todo o direito de comemorar como quiser, como faz o Valentino Rossi, sem nunca ter sido criticado), Massa parece mostrar um comprometimento mais profissional com a coisa. Antes de vencer uma corrida, ele cumpriu um ótimo trabalho. Se os fãs do Massa gostaram, ótimo. Mas não houve preocupação em fazer marketing, em falar do sofrimento, como se ele fosse realmente um "brasileirinho no meio dessa gente toda".
Bruno Pagiola
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Será que alguém pode escrever algo a respeito do GP da Turquia? Há dois dias que só leio alfinetadas neste site. Não estou diminuindo e nem dizendo que não gosto do que foi escrito, pois dou muitas risadas com estas briguinhas literárias entre alucinados por automobilismo. Eu mesmo tenho meus distúrbios literários de vez em quando. Apenas gostaria de ler, também, algum comentário mais sério.
Foi uma ótima corrida. Muitas ultrapassagens e grandes momentos do começo ao fim. A largada foi magnífica. Me segurei na cadeira esperando a bagaceira entre bólidos azuis e vermelhos no fim da reta. Na minha opinião foi a melhor corrida do ano...ou dos últimos anos. Foi tão boa ou melhor que a corrida na Hungria, mas não precisou de chuva.
A corrida de Felipe Massa foi irretocável. Sabemos que o esporte poderia ter sido denegrido mais uma vez pelos dirigentes da Ferrai, mas os "Deuses da velocidade" não permitiram que isto ocorresse.
Apesar da posição que chegou, Barrichello fez uma ótima corrida brigando e ganhando posições durante toda a corrida. Levou até um "X". Posso estar enganado mas há tempos que não via um "X" na Fórmula 1 em corrida com pista seca.
Para mim o "X" é uma combinação de audácia, erro, coragem, ultrapassar o limite extremo do equipamento, precisão e precipitação que se resume em uma vontade inadiável de ultrapassar seu oponente... saudades do idiota veloz do Mansell.
O progresso da equipe Honda parece mais nítido. Isto é importante para que o carro do ano que vem tenha uma base melhor para início de trabalho.
O Fisichella também estava endiabrado. Entortou a barata para não prejudicar o Alonso na primeira curva e depois correu bravamente atrás do prejuízo.O Fisichella parecia um alucinado durante toda a corrida. O Trulli também fez uma ótima corrida brigando muito...
O erro do alemão mostrou como estava andando "pendurado" e além do que podia.O Fernandinho, além da ótima pilotagem, mais uma vez usou a cabeça e se deu bem.
O Kimi escapou de dois acidentes em 400 metros de largada, mas não conseguiu escapar de uma terceira oportunidade de se estrupiar na primeira curva. Pelo que observo sua McLaren está fora do regulamento...eles estão utilizando um dispositivo eletromagnético que atrai todos os carros próximos à sua carenagem.
O Button também foi perfeito... Outros pilotos também se destacaram no quesito "pilotagem de carro de corrida".
Sou péssimo escrivinhador e observador. Alguém aí pode escrever algo a respeito da corrida?
Grande abraço a todos.
Luís Sérgio/ Brasília - DF
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Com certeza, Massa foi muito competente e mereceu muito a primeira vitória da carreira.
Com certeza, se, em algum momento depois que o Safet Car entrou na pista, Schumacher estivesse em segundo, Massa não ganharia a corrida.
Com certeza, Massa tem mais sorte que Barrichello. Nos 5 anos de reinado absoluto da Ferrari em que Barrichello esteve presente, nenhuma equipe fez nem sombra a ela, permitindo que Schumacher sempre chegasse na posição que quisesse.
Com certeza, Renault e Alonso são grandes responsáveis pela vitória de Massa.
Luiz Eduard - Pará de Minas - MG
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Ótima coluna do Pandini. Gostei bastante dessa corrida, parecia que estávamos com muita sorte de ver uma segunda corrida seguida cheia de emoções. E o bom é que não foi necessária uma chuva dessa vez.
No entanto, a partir do primeiro pit stop (muita sorte do Massa? Ou uma ótima malandragem brasileira disfarçada de "pô, o safety car entrou na pista... desculpa Schumacher"), já dava para perceber o jogo de equipe descarado para o alemão. Então digo: Alonso foi simplesmente fundamental para a vitória do Massa. Mas Massa também fez a parte dele, diminuindo o tempo, só para poder avisar a cúpula ferrarista que "estou trabalhando pra ajudar o alemão, mas ele não está fazendo a parte dele". Acredito que por isso mais tarde ele voltou a aumentar a diferença de maneira consistente.
Ou seja, agradou à cúpula ferrarista (pois se mostrou disposto a ajudar o alemão), ao alemão, tanto que reconheceu o talento deste no pódio, e mostrou o quanto ele tem talento, uma vez que praticamente não cometeu erros na parte final.
Quanto ao alemão, não sei se foi impressão minha, mas acho que ele estava feliz por pelo menos ter travado uma ótima batalha contra Alonso na parte final da corrida, até a linha de chegada. Eu lembro que ele dizia há dois anos que só iria parar de correr quando não estiver mais se divertindo... e, pelo rosto, acho que ele fica na Fórmula 1. Mas, se não ficar, melhor ainda, pois então teremos um Massa mais "livre" na Ferrari (será?).
Quanto ao Alonso, provou na Hungria que é um piloto arrojado, passando por fora em cima do Schumacher (que joga seu carro em cima dos outros) em uma pista molhada, e sem amortecedor de massa. E, na Turquia, provou que consegue defender sua posição com garra, sem jogadas sujas! Show de bola!
Mas, também, caso Schumacher conseguisse uma ultrapassagem, estou com uma ligeira impressão de que Alonso jogaria seu carro em cima do alemão. E, cá entre nós, seria uma cena e tanto (e o Villeneuve iria dar aquele sorrisinho bobo...).
Não sou um rubinista, massista, senista ou sei lá o que mais... sou apenas um torcedor que gosta de ver os esportistas se entregando de coração no momento. Alguém se lembra do bicampeonato do nosso Guga do tênis? Ou da corrida do Rubinho na Inglaterra? É disso que gosto de ver...
Por último, acho que dessa vez quem foi infeliz foi o Pandini, ao tentar registrar mais uma "frase infeliz" do Rubinho. Até porque a própria Ferrari já declarou que, se pudesse, iria fazer o jogo de equipe. Por isso que acho: não apenas Alonso e o carro da red bull ajudaram o Massa, como também ele soube dosar sua malandragem para satisfazer a cúpula da Ferrari.
Roller
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Prezados, já faz tempo que não escrevo, porém gostaria de deixar registrado minha opinião sobre o GP e principalmente sobre a vitória do Massa!
O GP da Turquia me surpreendeu, pois tentei me lembrar e creio que não acompanhei pela TV ano passado, quem ganhou?
Mas o que me deixou feliz foi ver uma prova repleta de ultrapassagens. O Rubinho fez algumas, levou alguns X, fez outras, etc... isto para mim é válido, quem tenta está sujeito a levar o troco! Pois, como vinham dizendo, na F1 atual não se podia ultrapassar, pois a pressão aerodinâmica não permitia, os freios são tão eficientes que se freia dentro da curva que dificulta a ultrapassagem, etc... a pergunta e a minha surpresa é: modificaram os carros?
Quanto à vitória do Massa, fico feliz, porém vejo um fato quando falo com outras pessoas: poucos vibram! Pois, como se sabe e foi amplamente divulgado, caso o Michael tivesse ultrapassado o Fernando e estivesse em segundo certamente seria exigido do Massa a entrega do 1º lugar, como já vimos com o Rubens. Isto tem que acabar!
Um assunto que nada tem com o GP da Turquia, porém foi solicitação de vocês: que tal trocarem de servidor? As máquinas da linha Sun Microsystems são feitas para evitar este tipo de problema além de consumirem 30%menos de energia.
Abraços,
Vitor Brack
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Quero registrar os meus parabéns ao Felipe Massa pela conquista da primeira pole e pela primeira vitória na F1, ambas em um mesmo final de semana.
O Massa ganhou por seus próprios méritos, pois se não houvesse conquistado a pole não teria vencido, se não tivesse feito uma boa largada não teria vencido, se tivesse cometido algum erro durante a corrida não teria vencido, se não tivesse sorte com a entrada do safety car e com o erro do Schumacher na curva oito não teria vencido, se o Alonso não fosse um ótimo piloto não teria vencido, a F1 com em tudo na vida e feito de oportunidades, quem se beneficiou disso na ultima corrida foi Jenson Button.
Pela política da Ferrari, caso o Schumacher houvesse ultrapassado o Alonso teríamos visto uma grande marmelada, caso isso houvesse ocorrido nas ultimas voltas, o Massa teria que parar na pista para que o Schumacher o ultrapassasse e a FIA que ficasse com o problema para resolver se tivesse coragem para fazê-lo, mas isso não tira os méritos da bela corrida que o Massa fez.
Após a largada, todos davam como certo que a Ferrari faria a dobradinha com a vitória de Schumacher, o que não esperavam era que houvesse a entrada do safety car, ao menos não naquele momento. O que achei interessante e que somente o comentarista da radio CBN mencionou após a corrida foi o fato da Ferrari ter chamado os dois pilotos para o pit stop ao mesmo tempo, sabendo que o Alonso também iria entrar e que fatalmente o alemão iria perder a posição, mas apostaram que Schumacher conseguiria recuperar a posição no segundo pit stop. Só que a estratégia não deu certo, pois o alemão errou e não consegui se aproximar o suficiente para voltar na frente.
Para mim a Ferrari errou quando quis levar tudo no GP da Turquia, pole, primeira fila e dobradinha na corrida. Se tivessem pensado no campeonato do Schumacher, é bem provável que ele estaria a oito pontos do Alonso e não doze pontos, erros acontecem, mas eles às vezes custam o campeonato.
As voltas finais foram emocionantes, doze voltas que assisti de pé, ficava apreensivo sempre que o Schumacher se aproximava, às vezes dava a impressão que não daria para segurar o alemão atrás, Alonso diminuiu o ritmo de corrida para dificultar a pilotagem do alemão e para que Massa se distanciasse, caso fosse ultrapassado o jogo de equipe ficaria muito mais evidente e não tenho dúvidas que ele aconteceria, isso mostra a maturidade do Alonso, um piloto que esta no mesmo nível técnico de Schumacher.
Torcia para que Alonso se mantivesse à frente de Schumacher, que abrisse dois pontos na classificação e que dessa forma o Massa ganhasse sua primeira vitória na F1, pois tenho certeza, como já comentei, que se o alemão passasse, mesmo faltando duas voltas, a Ferrari iria mandar o Massa deixar o alemão ultrapassar. Mas tudo terminou bem, Massa em primeiro e Alonso em segundo, um resultado que será bem vindo outras vezes nas últimas quatro corridas deste ano.
Douglas P Leal
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João Eduardo, lendo seu texto, encontrei algumas opiniões fora da realidade. Vejamos:
Jakie Stewart foi segundo piloto de Graham Hill na BRM por várias temporadas (campeão).
Denis Hulme foi segundo piloto de Jack Brabham por várias temporadas (campeão).
Niki Lauda foi segundo piloto de Alain Prost em duas temporadas (campeão).
Gilles Villeneuve foi segundo piloto de Jody Scheckter e de Carlos Reutmann (campeão, sem coroa, mas campeão).
Damon Hill foi segundo piloto na Williams várias temporadas (campeão).
Jackes Villeneuve foi segundo piloto de Damon Hill (campeão).
E, acredite, João Eduardo, não tem preço que pague sentar na segunda cadeira mais cobiçada da F1, a de segundo piloto da Ferrari.
Parabéns Massa, e concordo com o Pandini, o automobilismo não tem pátria.
Carlos Alberto Petry
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Caro Pandini e cia do GEPETO,
Primeiramente, gostaria de dizer que sou leitor assíduo do GPtotal. É ponto de parada obrigatório de todos os dias e o trabalho de todos vocês é fantástico. Também gostaria de parabenizar o piloto Felipe Massa por fazer subir a nossa Bandeira e levar aos ouvidos de milhões de pessoas o nosso hino nacional.
Com relação a sua última coluna de 28/08, expresso minha opinião pessoal sobre suas palavras:
Se é para atacar o piloto Rubens Barrichello, que se faça citando o nome deste não sem antes ver se vale a pena o fazer. Entendo que por vezes Barrichello dê declarações um tanto infelizes e devido a isto, muitos brasileiros não tolerem o seu jeito de ser, mas devemos respeitá-lo. Quando você diz que as palavras de Barrichello são infelizes ao dizer que "É bom ele aproveitar para comemorar agora, porque todos sabem como a Ferrari trabalha", você acredita realmente que se Schumacher estivesse em segundo o Felipe ganharia a corrida? Eu di-vi-de-odó....
E sim, todos sabemos como a Ferrari trabalha. A favor de Schumacher sempre. O recado de Barrichello a Massa acho muito válido, se bem que Massa sabe disto desde o dia em que estreou como piloto da Ferrari. Acho que ele ainda tem muito a conquistar e vem fazendo muito bem o trabalho que a Ferrai deu para ele, o de segundo piloto.
Outra coisa é que se a emoção não te toca ao ouvir nosso hino nacional nem ver a tremular nossa bandeira no lugar mais alto do pódio, deixe que os torcedores brasileiros se emocionem ao ver o fato ocorrer. Se para muitos que estão em frente ao televisor se emocionam, você há de convir que para o piloto que está lá é ainda mais difícil se conter. É importante dizer que Rubens Barrichello foi o primeiro piloto a levar o nome do nosso Brasil ao lugar mais alto do pódio após sete anos sem vitórias e deve ser respeitado pelo piloto que é, que teve muita perseverança e também foi muito insistente em levar mais de 120 corridas para vencer a primeira corrida de sua carreira, que foi duas vezes vice-campeão do mundo (o que não é pouco), atrás apenas de seu companheiro de equipe, que ao meu ver acabou por adiantar a aposentadoria de outro brasileiro, o ótimo piloto Nelson Piquet.
Você deveria utilizar o espaço que tem para enaltecer a vitória de Felipe Massa e fazer seus comentários sobre a corrida e não atacar outro Brasileiro que está a pilotar um carro que a maioria de nós sequer conseguiria tirar do lugar. Se Felipe Massa não chorou no pódio, ótimo! Se chorasse, também não haveria problema algum, afinal que mal teria em fazê-lo?
Um grande abraço e na torcida que as colunas próximas sejam melhores utilizadas.
Carlos Ferreira, São Paulo
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Carlos, existe gosto para tudo. É seu direito achar de bom tom a declaração de Barrichello sobre a pole de Massa. Eu a considero invejosa e à beira da grosseria. Apenas manifestei minha opinião a respeito - e fico muito à vontade em fazê-lo, pois ao longo dos cinco anos de existência do GPtotal houve várias ocasiões em que eu o elogiei enquanto vários leitores o criticavam. A esse respeito, sugiro ainda a leitura de minha coluna "O real valor de Barrichello", de agosto de 2005.
Se você acha que eu não enalteci a vitória de Massa, por favor releia o texto. Talvez você tenha pulado alguma parte (às vezes acontece, é normal). Um grande abraço e escreva sempre. (LAP)
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A vitória do Felipe Massa foi sensacional sob o aspecto de novamente poder ver um brasileiro no lugar mais alto do podium na Formula Um. Mas a vitória só foi possível porque Alonso conseguiu se infiltrar entre Massa e Schumacher. A vitória foi indiscutível, até porque Massa foi o melhor de todos desde os treinos, liderou de ponta a ponta e tudo mais. Mas, se não fosse a intromissão do Alonso, certamente a Ferrari mais uma vez iria privilegiar o Alemão, por razões óbvias. De certa forma, mesmo que de forma infeliz, o Barrichello tem razão no que disse após Massa ter feito a pole no sábado.
O fato do Alonso ter chegado na frente do Schumacher pode ter dado um fôlego ao Espanhol, que sabe que tem hoje um carro inferior e sem condições de lutar de igual para igual com o Alemão. Faltando quatro corridas e conseguir ter aberto mais dois pontos de vantagem pode ter sido decisivo para o campeonato e ao 2º título do Alonso.
Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói - RJ
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O futuro de Felipe Massa
por João Eduardo
Primeiramente, independente de opiniões pessoais e preferências por determinados pilotos, gostaria de aproveitar este nobilíssimo espaço para parabenizar o Felipe Massa pela sua vitória. Sem dúvida, pudemos observar um piloto muito rápido durante o final de semana.
Porém, caros amigos, fiquei preocupado com a maneira com a qual o Felipe conseguiu essa 1ª vitória: sob autorização da própria equipe.
Digo isto porque o mundo inteiro sabe que, caso o Schumacher não fosse ultrapassado pelo Alonso nos boxes, nem escapado naquela curva, ele teria herdado naturalmente a vitória de Massa, mesmo que este a tivesse merecido com todos os méritos, como, de fato, mereceu.
E é exatamente aí que podemos enxergar a vitória neste final de semana sob dois ângulos distintos: de maneira positiva ou de maneira negativa.
"Como assim João? É claro que qualquer assunto ou fato é positivo ou é negativo!"
Sim! Mas permitam que eu exponha minha teoria sobre essa afirmação. Para isso, terei que citar alguns outros fatos/pilotos para que os caros amigos possam me entender, mesmo que não concordem comigo.
Em 2006, tendo o Felipe assumido o posto de segundo piloto da Ferrari, ele estava plenamente ciente que seria o segundo piloto da equipe. Sempre demonstrou serenamente saber disso sem o maior "constrangimento" nem medo de assumir a verdade (vide comentários dele via rádio para a equipe, logo após sua vitória).
Muitos acharam (e ainda acham) que ele apenas seria o segundo Barrichello da equipe: usado, abusado, descartado.
Mas a verdade é que, se as coisas caminharem como devem ser, sua vitória deve ser encarada como um ponto muito positivo. Caso contrário, muito negativo.
Notem bem: quando Barrichello foi para a Ferrari em 2000, vindo da extinta (e saudosa) Stewart, ele enganou a si mesmo, acreditando que logo em seu primeiro ano não seria tratado como segundo piloto (afinal, seria "piloto 1B" da equipe) e assumiria o posto de Schumacher na Ferrari por derrotá-lo.
Após se conscientizar que não derrotaria Schumacher e que não assumiria seu posto, a esperança de Barrichello continuou, através da possível aposentadoria do alemão ao término de 2004.
Schumacher renovou até 2006.
Barrichello, acomodado com a posição de segundo piloto, foi "empurrando com a barriga" até onde sua dignidade, expectativas frustradas e até mesmo um certo amadurecimento como piloto (que visa buscar a vitória e títulos) não lhe permitiu mais tal situação: em 2005 fechou com a BAR Honda, acreditando que em 2006 seria campeão. Qual é o resultado que todos nós que acompanhamos o GPTotal sabemos?
Barrichello encerrará a carreira com o "status" de 2º piloto, porque será derrotado este ano por Jenson Button na equipe e cumprirá seu contrato em 2007, talvez até ganhando uma corrida e/ou renovando para 2008, onde não será campeão e encerrará a carreira com a frustração de não ter sido campeão, não ter vencido no Brasil como tanto sonhara e, acima de tudo, a frustração de não ter sabido administrar sua carreira no aspecto de decisões.
Após estes fatos, vamos voltar para o assunto original: Felipe Massa e o resultado positivo ou negativo de sua vitória na Turquia.
Se ele usar esta vitória e capacidade de vencer que mostrou para conseguir o status que um piloto precisa para ser campeão, através de atitudes, personalidade, etc, sem se acomodar em ser segundo piloto por mais um ano, ótimo. Sua vitória terá sido positiva.
Ele poderá rever seu contrato para 2007 e/ou, até mesmo, pleitear uma vaga em outra equipe capaz de dar-lhe carro e oportunidade de vencer e conseqüentemente brigar pelo título. Porque, diferente de Barrichello, que, conforme já mencionei, chegou à Ferrari cheio de falsas expectativas, Massa usou o ano de 2006 como uma "prova" para si próprio, para provar a si mesmo que era capaz de vencer (visto que nunca teve carro para provar isso, conforme toda a história da Sauber mostrou).
Porém, se Massa usar esta vitória para mostrar que é um bom piloto, capaz de vencer - e até brigar por um título -, mas se contentar em ser um segundo piloto, podemos encarar esta vitória como algo negativo, por ser nada mais, nada menos, que um auto-desperdício de talento.
Como assim?
Sabemos que ano que vem, a Ferrari terá ou o Kimi Raikkonen ou o Michael Schumacher. Certamente, os dois não correrão na mesma equipe, visto que, se assim fosse, o "império" que Schumacher construiu em 10 anos de empenho e trabalho seriam jogados no lixo. É como se um CEO de uma empresa se submetesse a tornar-se um mero funcionário qualquer, depois de muitos anos de serviços prestados.
E nisso tudo, entra a atitude e a personalidade do Felipe Massa, e a oportunidade de provar para si mesmo que, ao término de 2006, ele já é um bom piloto, ou seja, um piloto de ponta.
Se o Schumacher resolver ficar na equipe, que o Felipe peque seu capacete e vá para um lugar onde possa lutar pela vitória, e não apenas "ajudar a equipe".
"Ah... mas se o Schumacher ficar na equipe, será por mais um ano, dois no máximo, e o Felipe poderá ser o primeiro piloto da Ferrari em 2008 ou 2009!" Lembra que "tínhamos" esta mesma esperança? Não preciso dizer mais nada...
A verdade é que a Ferrari não quer "promover" um segundo piloto, que desempenha este papel há alguns anos, a primeiro piloto. Isto não existe.
Se um piloto se sujeita a passar mais de um ano em uma equipe como segundo piloto, ele simplesmente não evolui a ponto de conseguir o status interno na equipe, seja na Ferrari, seja em qualquer outra equipe. É só olhar em volta e ver os exemplos de Fisichella e Coulthard (que quando teve a oportunidade, conseguiu ser "apenas" vice-campeão em 2001). E o primeiro ano de Massa como segundo piloto, ou seja, o ano que tinha que provar que era um grande piloto (porque foi o primeiro que guiou um carro de ponta) encerra-se ao término de 2006.
E se Schumacher continuar e Massa ficar também, ele pode dar adeus a sua carreira, porque nunca vai conseguir o status de primeiro piloto em equipe de ponta.
E olha que já circulam boatos de que o próprio Schumacher quer o Massa do seu lado.
Estaria Schumacher querendo o bem para o futuro do Massa ou o seu próprio bem estar por ter um escudeiro à disposição?
Mas, e se o Raikkonen vier para a Ferrari?
Que o Massa fique!
"Como assim, João? Aí será a mesma coisa que se o Schumacher tivesse ficado!"
Talvez sim, talvez não.
Isso dependerá apenas do próprio Massa.
"Como assim, João?"
Ponderemos: será que a Ferrari não faria um ano "teste" com Raikkonen, para saber se ele realmente é um vencedor à altura de Schumacher, para então lhe conceder certos privilégios de primeiro piloto? Sabendo que já tem um piloto experiente que, em seu primeiro ano de casa, foi terceiro no mundial, com direito a vitória, terminando o ano atrás apenas dos "campeões", será que que a Ferrari, concederia logo de cara ao Kimi o mesmo status interno que o Schumacher tinha? Estaria a Ferrari disposta a correr o risco de dar todos os privilégios (inclusive um segundo piloto de brinde) para um cara "azarado" como o Raikkonen, e, além disso, "novato na equipe"?
A conferir.
Além disso, com a vitória na Turquia, Massa provou que pode ganhar corridas. E, se o Schumacher realmente parar este ano, o Felipe deve usar esse seu "status" para rever seu contrato. E remover todas as cláusulas que o fazem ser um segundo piloto, para ter pelo menos um ano (2007), para brigar de igual para igual com o companheiro (Raikkonen). Isso sim é que faria não apenas a vitória de domingo ser encarada como positiva, mas sim, todo o ano de 2006.
Com isto, o verdadeiro "primeiro piloto" da Ferrari só será conhecido em 2008, entre Kimi e Massa. E, se a escolha for Kimi, que o Massa faça aquilo que deve fazer caso Schumacher continue: ir para outro lugar.
Vejam o Montoya. Será que essa sua ida brusca para a Nascar (outro lugar) não se deu (também) devido ao fato de Raikkonen ter tido o ano de 2006 com o status de 1º piloto da McLaren, por ter sido melhor em 2005 (vice-campeão)? Montoya teve um ano de verdadeira disputa com o Raikkonen, que foi justamente em 2005. Levou a pior. E se ficasse em 2006, seria para ficar como segundo piloto da Mclaren, até entrar alguém no lugar de Kimi, para disputar o posto com ele novamente. Melhor ir se divertir na Nascar, onde pode tentar ganhar corridas.
Então, baseado nessa mesma teoria, podemos ver a história da McLaren em 2005/2006 se repetir na Ferrari em 2007/2008: Couthard sai da equipe Schumacher sai da equipe; Raikkonen fica na equipe para 2005 Massa fica na equipe para 2007;
Contrata-se Montoya para brigar em 2005 pelo primeiro posto com Kimi; Contrata-se Kimi para brigar em 2007 pelo primeiro posto com Massa; Kimi vence e se torna primeiro piloto em 2006; Massa (ou Kimi) vence e se torna primeiro piloto em 2008;
O vencedor, em ambos os casos, fica/ficará com status de primeiro piloto e, caso resolva sair da equipe, sairá como astro (vide Alonso)
Um abraço a todos!
João Eduardo - São Paulo/SP
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Olá Galera do GPTotal,
no GP da Turquia, apesar de todas as mudanças de posição determinadas pelos acidentes e entrada do carro madrinha (safety car), foi o piloto de melhor desempenho que ganhou a corrida. Mas, conforme notícia repassada pelo sitio Grande Premio(http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/grandepremio/materias/386501-387000/386879/386879_1.html), infelizmente o melhor somente ganhou porque foi ajudado pela sorte, uma vez que Jean Todt deixou claro que, caso Schumacher estivesse em segundo lugar, teria sido dado ordem para que as posições fossem invertidas, e o alemão ganharia mais uma sem merecer.
Apesar do Pandini ter "reistrado" que a frase "É bom ele aproveitar para comemorar agora, porque todos sabem como a Ferrari trabalha" foi somente mais uma frase infeliz do Barrichello, eu discordo e acredito que a infelicidade foi do LAP (ponto para o Barrica).
Torcer pela Ferrari tudo bem, questão de gosto, mas fechar os olhos para uma verdade mais que sebida por todos não dá.
É uma pena que somente agora, no apagar das luzes da carreira do alemão ele tenha encontrado adversários mais duros, talvez ele pudesse ter provado melhor o seu valor, *_OU NÃO._*
Como já deixei claro, acredito que o hepta vai se aposentar (ainda hepta), o que pode ser bom para o Massa, talvez ele possa competir em condições de igualdade com um novo adversário, ao menos por algum tempo.
De resto, O GP não trouxe novidade alguma.
Fabiano Bastos, Itajaí/SC
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Amigos responsáveis pelo site e leitores.
Esse negócio de ficar tirando sarro dos fãs de pilotos famosos (de ambas as partes) não está com nada. Parece meninice. Todo mundo que entende um pouquinho de automobilismo sabe que muitos feitos dos pilotos dependem das circunstâncias que cercaram a ocasião. Mesmo os pilotos de média capacidade já fizeram em seus dias algumas corridas excelentes. Quando você conhece o automobilismo logicamente contrai um gosto especial pela maneira de pilotar de alguém e mesmo que haja um piloto equivalente a ele você se apega a um que você prefere.
Mudando de assunto, acho que a FIA precisa fazer algo a respeito dos freios da fórmula 1, porque eu acho que são eles um dos principais responsáveis pela monotonia na categoria. Basta um GP com chuva para ver a diferença. Não há mais espaço, os freios reduziram a área de ultrapassagem. Em indianápolis, no final da reta dá pra perceber isso. O carro reduz cinco ou seis marchas em um trechinho ridículo.
Gostei do comentário do Reginaldo Leme no GP da Turquia sobre a forma como a FIA proibiu o amortecedor criado pela Renault e como ela não se importou com os avanços da Ferrari "naqueles anos todos". Pena que para cada comentário do Reginaldo temos que aguentar vários minutos de baboseiras do Galvão Bueno. Por que vocês do site não criam uma camiseta "Abaixo o Galvão Bueno", venderia igual água mineral, vocês ficariam ricos. Eu compro uma.
Abraço
Francisco Jr.
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Só espero que após a vitória do Massa, as viúvas respeitem a sua vitória e parem com esse papo que ninguêm vai substituir o Senna.
Basta surgir um brasileiro na F1 e essas viúvas começam com esse papo de senna ninguem substitui. O Senna foi um grande piloto mas as suas viúvas são insuportáveis e como torcedor tenho direito de torcer pelo massa pois ele é presente.
Almak
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Fico surpreso com o ódio que Schumacher desperta.
Daqui a pouco este tema vai virar tese de psicanálise, lendo textos como o de Clayton Araújo, percebo um misto de inveja e mágoa, pois acredito que o azar do Schumacher é ser alemão e não brasileiro e ter pilotado na mesma época de Senna, pois se estes "torcedores" forem a fundo em pesquisas serias saberão que não exitem anjos na Formula 1, mas infelizmente o piloto alemão cometeu o "erro" de ser destruidor de records, e como todo recalcado o bom é desmerecer os feitos alheios.
Um Abraço
Julio Cesar - RS
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Massa em Istambul e a queda do Império Romano
Em 753 a.C., você provavelmente ainda não tinha nascido. Nem aquele seu tio jurássico que ainda sai aos domingos de suspensório e pendura "peças" de salame em um cabo de vassoura disposto horizontalmente entre duas prateleiras paralelas na dispensa ao lado da cozinha.
Agora, em 1991 d.C. provavelmente você já respirava o ar poluído do nosso mundo em idade contemporânea. Ou, na pior das hipóteses, considerando que se está por aqui é porque já sabe ler (um conhecimento que, aliás, está ficando cada vez mais raro nas novas gerações), pelo menos já se encontrava devidamente armazenadinho em forma semifluída em determinado lugar logo abaixo daquela horrível barriga do seu pai (nheca!).
Bom, lá em 753 a.C., no dia 21 de abril, era oficialmente fundada a cidade de Roma, evento que determinaria os rumos da humanidade nos séculos seguintes e para o qual até se instituiu um calendário - o Calendário Romano -, cujo marco zero foi justamente o surgimento da hoje capital da Itália. Já em 1991 d.C., no GP da Bélgica de Fórmula 1, um país até então com muita tradição na indústria automobilística, mas sem nenhuma boa história para contar quando o assunto pendia para o lado daquelas peças que ficam atrás do volante, apresentou ao mundo um sujeito chamado Michael Schumacher.
Já como República, em 390 a.C., Roma enfrentou mais uma onda de saques, invasão e barbárie, promovida pelos mesmos gauleses sobres os quais você já deve conhecer um pouco, lá daquelas fantásticas historinhas de Asterix e Obelix. Foi a gota d`água para Marco Fúrio Camilo, o Cônsul de Roma: desapontado com o desrespeito de seus vizinhos e com o despreparo de seu exército para batalhas mais duras, Marco deu início a uma verdadeira revolução dentro das forças militares, com a única intenção de construir uma máquina de guerra invencível. E ele não só conseguiu o seu intento como deu início à formação militar mais poderosa e temida que o mundo dos séculos seguintes pôde conhecer.
Em 1950 d.C., depois de mais uma guerra na qual Roma também esteve envolvida, alguns entusiastas do ainda seminovo mundo das competições automobilísticas resolveram botar ordem nas bagunçadas competições amadoras de então. Assim, fundaram um campeonato que acabou ficando com o nome da receita de regras elaboradas por eles: Fórmula 1. Um dos responsáveis se chamava Enzo Ferrari, um italiano que já estava há tempos envolvido na construção de esportivos para as ruas e de carros e monopostos para as pistas. Tal como Roma acabou se tornando um império no mundo, a Scuderia Ferrari marchou já desde o seu início para se tornar a principal equipe do circo mundial da Fórmula 1.
Mas, por mais que Roma evoluísse, crescesse e ganhasse fama, ainda faltava um elemento crucial, algo que unisse toda a história com o todo o potencial do presente, e que realmente começasse a desenhar um futuro no qual os inimigos do império chegassem a ponto de se questionarem se realmente Roma não seria verdadeiramente invencível. Foi aí que o tal do elemento crucial assumiu o poder do Império, em 59 a.C.: Júlio César, o homem mais poderoso que a humanidade já viu no comando de um país. Depois de aniquilar seus inimigos um a um e de se cercar das melhores cabeças pensantes do mundo em todas as áreas conhecidas da época, Júlio César foi proclamado ditador perpétuo de Roma. Em apenas 15 meses de governo, César promoveu reformas profundas e substanciais, de grande impacto e absolutamente necessárias para a garantia da sobrevivência futura de Roma. Suas conquistas traziam muito ouro, prata e fortunas diversas para os cofres da cidade, e estes lucros eram devidamente divididos entres todos os responsáveis pelas vitórias e também aplicados na expansão e profissionalização do já mais que temido Exército Romano. Só que Júlio César errou ao permitir que alguns postulantes ao seu cargo ficassem perto demais dele. E isto acabou lhe custando a vida.
Em 1996 d.C. a Scuderia Ferrari já acumulava alguns títulos mundiais nos campeonatos de construtores e de pilotos da Fórmula 1, já tinha algumas dezenas de vitórias em seu currículo e também podia se orgulhar de ter tido em seus cockpits grandes nomes do automobilismo mundial. Mas a realidade presente era dura: já se passavam 17 anos do último título de pilotos, conquistado por Jodie Scheckter em 1979, a grande rival McLaren há anos vinha massacrando todos os números da categoria e uma equipe Williams com menos da metade de sua história de vida dava todos os indícios de que se tornaria a principal força da Fórmula 1. Foi aí que o tal do elemento crucial assumiu o poder do Império... ops! Foi aí que o tal do piloto do país sem tradição em "pilotos" assumiu o carro principal da equipe: Michael Schumacher, tão sem tradição familiar neste esporte quanto Júlio César na alta política romana. Porém, tal como o primeiro dos "Césares", Schumacher vinha de uma bela e respeitosa ascensão, que no seu caso eram nada menos que dois títulos mundiais já conquistados, só que por uma equipe "menos importante" que a Ferrari - a Benetton.
O problema de Roma foi justamente Júlio César: o Império, que era muito maior do que ele, agora precisava dele, e sua ausência é apontada por muitos historiadores como o início do declínio da potência mais poderosa que o mundo antigo conheceu (proporcionalmente, eu arrisco até a achar e dizer que eles foram muito mais poderosos do que é o hoje os Estados Unidos). Curiosamente, muitos e muitos anos depois, agora já no Império da Ferrari na Fórmula 1, a melhor corrida do ano disputada em condições normais (Hungria, com chuva, beirou um conto fantasioso) foi justamente em Istambul, que um dia já se chamou Constantinopla e que se tornou a capital do Império "Romano", nas mãos de Constantino I. Felipe Massa foi majestoso, arrojado, cuidadoso, astuto, sábio e, principalmente, consciente de sua condição e de sua situação. Schumacher, o atual "César", pagou pelos erros de ontem (quando perdeu a chance de largar em primeiro) e de hoje, com aquela escapada na traiçoeira curva 8.
O pequenino Massa derrotou o gigante Schumacher sem precisar puxar seu tapete. Mas eu prefiro a realidad |