Muito já foi falado sobre a despedida do Alemão, mas eu gostaria de tratar alguns pontos:
1 - O homem é iluminado!!! Prometer o anúncio da aposentadoria com a antecedência que foi e no dia de anunciá-la conseguir uma vitória tão importante como essa, com o Alonso quebrando, só pode ser coisa de iluminado! Imaginem se o anúncio da aposentadoria ocorresse no dia do GP da Turquia? O homem é, sim, iluminado;
2 - Não é muito mérito para o Massa ter sido expressamente citado como sucesso do Alemão. É evidente que ele ia falar que o Massa devia ser o seu sucessor. Afinal, o Massa vai ficar na Ferrari. Seria muito deselegante citar o Kimmi. Portanto, não concordo com a visão de alguns que viram nesse gesto um mérito para o Massa;
3 - Acho que já faz uns 4 anos que muitos torcem pela aposentadoria do Alemão. Agora, falar que ele só está se aposentando porque ano que vem ele teria um piloto tão rápido quanto ele (duvido) como companheiro só pode ser brincadeira!!!! Queriam o quê? Que o homem não se aposentasse nunca?
4 - Números são números. Por mais que muitos não o engulam, temos que nos render. Ninguém alcança 90 vitórias na F1 à toa. Ninguém conquista 7 títulos mundiais à toa. Sim, devemos levar em consideração que ele não teve adversários à altura. Talvez. Mas muitos bons pilotos surgiram e acabaram desaparecendo, porque o Alemão não deu chances. Vejam o Alonso, que hoje é quase uma unanimidade. O Alemão, cerca de 15 anos mais velho, está quase conquistando um título que parecia perdido no meio da temporada. Imaginem Alonso disputando com o Alemão então no auge da carreira (2000 ou 2001). Será que Alonso não se transformaria em apenas mais um "pilotinho" como Hakkinen, Montoya, o próprio Kimmi (que disputou o título em 2003) e outros mais ? Minha opinião é sim. O Alemão venceria a parada com quase a mesma facilidade.
5 - Quando Senna e Prost detinham os recordes da Fórmula 1, muitos achavam os números a razão de ser de tudo. Acreditavam que os números mostravam a superioridade dos dois pilotos sobre os demais. Quando se tentava justificar que a época era outra, que Senna viveu seu auge numa época em que o campeão vencia 8 ou 9 vezes no ano, enquanto na época de Lauda ou Piquet ou Clark vencia-se se muito 3 ou 4 corridas, ouvíamos argumentos mostrando a superioridade de Prost/Senna sobre os 'antigos' simplesmente porque os números mostram isso. Engraçado como agora a interpretação dos dados é totalmente diferente. Engraçado como vencer de ponta-a-ponta era mérito e hoje é demérito!
6 - Por último, adeus, Schumacher! Você vai fazer falta? Vai, claro que vai! Mas a Fórmula 1 continua. Possíveis gênios serão criados da noite para o dia (vide o que já dizem de Kubica). Outros possíveis gênios serão criados num dia e destruídos no dia seguinte (vide Rosberg versão 2006). Ídolos permanecerão por um bom tempo (Alonso é o maior representante deles). Mas você, Michael, você será a referência para todos eles. Passaremos dezenas de anos comparando os números de futuros pilotos com os seus. E isso, por si só, faz de você quase eterno! Fangio que o diga. Fangio foi 'eterno' por todo esse tempo. Mas a nova geração (não a minha ou a de meu pai, mas a do meu filho) a nova geração pouco ouvirá dele, pois os novos não terão nunca seus recordes como referência. A referência será sua, Michel, até que um gênio de melhor estirpe o ultrapasse!
Para aqueles que são adoradores de Nostradamus (Michel Nostredame) e Mãe Dinah (Mãe Dinah ?!?!) lembro a vcs a primeira corrida de Nico Rosberg: o cara foi chamado de Fenômeno pra cima e ... o q ele é capaz de fazer hj em dia?
Pois é. Estamos ávidos por um ídolo. Ídolo não: um fora-de-série. E ainda bem que nenhum desses novos "fora-de-série" é brasileiro. Imagina a nossa decepção se o tal "fedelho" chegasse abaixo do pódio. Que lástima para o país que (ainda) detém o maior número de títulos na F1 (junto com a Alemanha).
Kova (gostei dessa abreviatura), Massa, Rosberg, Kubica... todos estes ainda precisam mostrar muito. Precisam passar pelo que passou Alonso em San Marino ano passado. Aí sim, se acontecer, e agüentarem o rojão, vou apostar minhas (poucas) fichas neles.
Infelizmente não é esse ano que vou a Interlagos, mas acho que deveríamos fazer uma p... festa para o alemão ficar de queixo (e que queixo!) caído.
Se ele vencer - e confesso estar acreditando que ele leva esse ano* - em Sampa, deveríamos fazer como fizeram com Senna em 1993. O cara pode até ser um Dick Vigarista, mas é inegável o que ele fez de leal nas pistas. Um dos maiores, se não o maior.
P.S.: Quando digo que creio que ele e a Ferrari sejam campeões esse ano é mais pelo fantástico poder de reação da equipe - e de Schumacher "de lambuja".
A Renault parece aquele adversário que vê embasbacado o inimigo crescer metros e metros diante de seus olhos. Se a Renalt - mais até que Alonso - não tomarem uma séria providência para melhorar o carro, babau campeonato.
parabéns por seu primoroso texto, publicado aqui neste espaço. Queria eu ter esta capacitadade expressão. Obrigado por nos permitir ler o que vc pensa.
Estive lendo os comentários sobre a aposentadoria do Schumacão, e estive pensando em analisar esses sete títulos (ou oito, quem sabe) por outro ângulo: as máquinas que Schumacher pilotou desde 1991.
Sim, porque por mais gênio que o tedesco for, duvido que ele teria o mesmo rendimento se, ao invés de ter assinado com a Benetton, tivesse ele optado pela Sauber (se não me engano, esse era o plano inicial de sua carreira, certo?).
Desde o Jordan 191 (lindo!), passando pelos Benettons e chegando na fabulosa Ferrari F2002, todos os carros que ele pilotou tinham mais méritos que defeitos, todos nasceram bem, como se diz. Infelizmente, não tenho material para sugerir, como detalhes dos projetos ou curiosidades. Tenho muitas fotos que vou garimpando pela internet, se ajudar estão às ordens.
Sinto falta dessa abordagem mais técnica no GPTotal, como a que vocês fizeram sobre o McLaren M25, e a Brabham ventilador. Às tenho guardadas até hoje, junto com tantas outras boas reportagens, como o surgimento dos bicos altos. A Lotus 72, o Fittipaldi F5, McLarem MP4/8 de 1988, a Benetton de 1991. Todas mereciam um espaço no site que pra mim é visita obrigatória todo meio-dia.
Afinal, poucos se lembram que Formula 1 é corrida de automóveis, não é atletismo, não é mesmo? E quem não a enxerga com esses olhos, acaba torcendo mais que admirando.
De resto, todas as colunas, todos tem o ponto de vista perfeito, equilibrado, imparcial. Simplesmente, o melhor site que conheço.
Olha a piada pronta que deu no grande prêmio hoje, 13/09/2006.
"Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (13), a entidade contra-atacou a reclamação dos pilotos com relação a segurança em Monza. Os proprietários de circuitos homologados para a Fórmula 1 são aconselhados a não discutirem medidas de segurança com terceiros (incluindo pilotos)", diz o documento.
Me digam, quem melhor do que o velejador para saber em quais condições navegar?
Mais uma vez ditadura da FIA vem fazer valer a sua "otoridade" né não?
Um dia antes de sua morte Senna tentou fazer valer a sua condição de piloto em Imola e deu no que deu, só espero que ano que vem ninguém passe dessa para melhor por causa do da "otoridade" da "Federação Internacional de Abobrinhas".
Quero propor uma pesquisa de opinão:
Qual ditaduta cai ainda de neste século?
1- A ditadura chinesa, pois será a maior economia do mundo e os chineses estão descobrindo que hamburger, coca-cola a carro da Volkswagen "são melhores" que carroça e carne de cachorro.
2- A ditadura cubana, até que enfim o fanfarrão do Fidel resolveu bater as botas e deixar o povo cubano ir a Flórida sem correr o risco de serem devorados por tubarões.
3- A ditatura da FIA "Federação Internacional de Abobrinhas", essa pelo que parece vai durar para sempre, não tem jeito.
No GP de Monza vimos uma corrida muito consistente de Robert Kubica, pois lutou e chegou na frente de Renault, Hondas e Ferrari. Como foi bom ver uma pilotagem como a dele. Afinal, quem é KUBICA ?
- atitude e espírito de futuro de campeão ?
- piloto certo na equipe certa na hora certa ?
- sorte de iniciante, pois o motor BMW é um canhão nas pistas de alta ?
Vejam como o "gênio" do automobilismo é um ser humano bondoso!!
Quando soube que teria o KIMI como companheiro de equipe em 2007, o alemão preferiu retirar-se da Fórmula 1 e dar uma oportunidade ao Massa. Realmente, ele é um amor de pessoa!!
O alemão "voador" é assim: quando vê que vai tomar um vareio do ALONSO (foi assim no 1º semestre do ano), trata de mexer os
"pauzinhos" junto à Ferrari e à FIA e conseguem proibir os amortecedores de massa, utilizados desde 2005 e só agora proibidos?! Quando vêem (o alemão e a Ferrari) que nem assim será campeão, voltam a dar um jeitinho e arrumam uma punição TOTALMENTE ABSURDA ao Alonso!!
E se tiver que dividir espaço na mesma equipe com um piloto de ponta, sim, pois até agora só pegou Rubinho, Irvine, teve um na Beneton nos anos de 94/95 que eu nem lembro o nome..., descobre que é hora de sair e dar oportunidade para o talentoso, espetacular, arrojado Massa. Sinceramente, não sei como podem existir pessoas que dizem que ele é um mau caráter...
Despedida
Schumacher diz que sai para dar chance a Massa
Da Gazeta Press
Monza (Itália) - Além de ter conseguido praticamente todos os recordes da Fórmula 1, outro fator pode ter influenciado a decisão de Michael Schumacher se aposentar. Segundo o alemão, não seria justo correr com o finlandês Kimi Raikkonen na Ferrari e tirar a chance de Felipe Massa.
"Passei um ótimo tempo aqui e não há motivo para continuar, tomando espaço no futuro de um jovem piloto tão talentoso quanto Felipe", disse Schumacher, em entrevista coletiva logo após o Grande Prêmio da Itália.
O heptacampeão admitiu que já sabia da chegada de Raikkonen desde o GP dos Estados Unidos, no começo de julho. A decisão, segundo ele, também teria sido influenciada pela negociação. Mais uma vez, ele não quis ficar no caminho.
"Eu já sabia há muito tempo, mas era óbvio que em Indianápolis que o futuro de Felipe precisava ser decidido logo. Não via razão para tirar sua oportunidade. Ele é muito talentoso e uma grande pessoa", explicou Schummy.
1. Pois é. Aquelas imagens em Monza ficarão para sempre guardadas. Aquele sentimento de despedida no ar, aquela pista invadida pelos fãs, o aperto de mão em cada mecânico, aquela cumplicidade em cada sorriso, o hino italiano e, finalmente, aquele abraço emocionado na esposa e no Jean Todt. Tudo isso é histórico.
2. Como histórica foi sua despedida. Despede-se vencendo, na Itália de Enzo Ferrari. Despede-se ainda no auge, competitivo como sempre foi. Despede-se feliz, mas com olhos cheios d´água. Enfim, despede-se numa coletiva para o mundo, como tinha que ser.
3. Nesta hora não é momento de rancor, nem mesmo de críticas. Não é momento de comparações, nem de lembrar os mortos. Não é hora de ficar citando estatísticas, muito menos enumerar defeitos (quem não os têm ?!), nem deslizes.
4. Não é hora de falar sobre o campeonato, essa punição estúpida sobre Alonso, os dois pontos agora artificiais que separam o espanhol de Schumacher, dessas atitudes questionáveis da FIA, dessa frescuragem toda que está se tornando a F1, ou seja, de todas essas coisas menores.
5. Não é hora de comemorar mais dois anos de Massa na Ferrari, se é que isso é motivo para comemorar. Do fantástico vice-campeonato de Nelson Piquet Jr. no GP2. De maldizer mais uma vez a corrida do sempre Barrichello, etc, etc.
6. É momento sim de celebrar e porque não de se emocionar. Depois de 15 anos, mais um capítulo histórico da F1 se vira e nós podemos dizer que o presenciamos. Afinal, para toda a Fórmula 1 Schumacher deixará saudades. Para a Ferrari, simplesmente a eternidade. Aos adversários, as migalhas que sobraram. Aos brasileirinhos, uma grande sensação de alívio.
Apenas gostaria de trazer a atenção aqui uma tese que li no Blig do Gomes, e que me passou despercebida.
Alonso começou a sair do box para pista faltando aproximadamente 1:30seg para o término do treino. Disso me lembro bem, pois na hora até achei que talvez não fosse dar tempo de abrir a volta, já que o carro tava avariado, e as voltas estavam girando na casa de 1:22seg.
Bom, se somarmos os problemas do carro, mais o tempo que ele perderia no trajeto de saída dos boxes (que me lembro o seu box era o primeiro, ou seja, teria todo o pit-lane pra sair) chegamos a uma conclusão óbvia: Ele só cruzaria a linha a tempo se "sentasse a bota". E foi isso que ele fez, abrindo a sua volta a cerca de 2seg do fim do treino.
Dai eu pergunto: Como um cara andando com pé embaixo pode prejudicar alguém que vem atrás? Pergunto isso porque vi muitas opiniões dos responsáveis pelo site afirmando que a punição foi severa demais, mas não que ela foi injusta. Ao meu ver a explanação acima é prova suficiente de que ele jamais teve intenção em prejudicar alguém, estava mais preocupado em andar rápido, e por isso a punição nem deveria ter ocorrido.
Mais uma vez parabéns pelo site, e pelos textos, que quase invariavelmente são perfeitos.
Ha muito tempo não tinhamos uma seqüência de 3 GPs de F1 disputados, com muitas ultrapassagens na pista, polemica, ou seja, emoção, que na verdade é o que todo mundo quer ver.
O GP da Hungria foi uma surpresa devido a chuva. Turquia foi um espetáculo de GP, deu gosto de assistir um GP com todos tipos de curva, subidas e descidas, que permitem disputas. Parecia que tinhamos voltado aos anos 70! Pena que pela besteira do pódio deve sair e nunca mais voltar. E Monza com suas retas, curvas de alta e chicanes permitem muitas disputas e ultrapassagens.
Sobre Monza, lamento o fato de Alonso ser punido, ou melhor, não entendi porque foi punido, pois atrapalhar Massa... só se foi na fila do banheiro, porque na classificação nada houve de irregular. E como o proprio Alonso afirmou em entrevista ao Peter Windsor apos o abandono, por ter largado atrás, acabou forçando o motor para superar Massa e Kubica, e o motor estourou. Agora Schumacher encostou, nitidamente tem mais carro (e pneus) que Alonso, mas ainda faltam 3 GPs e muita disputa boa pela frente.
Nunca admirei muito Schumacher, mais pela sua falta de habilidade em disputar posições sem se envolver ou causar acidentes. Seu talento e arrojo são indiscutíveis. Mas fica difícil lembrar de alguma disputa roda-a-roda, por varias curvas em que não houve alguém saindo da pista, uma suspensão quebrada, sejam antigos ou recentes os incidentes.
Para mim, pessoalmente, alem de ser rápido, preciso e arrojado, o grande campeão deve saber como disputar com outros na pista. Nessas horas, lembro da disputa Raikkonen x Montoya em Hockenheim 2002, lado a lado, roda-a-roda por quase uma volta inteira, sem se tocarem. E naquele momento pensei: "..se fosse com Schumacher, um dos dois já estaria fora". E lembro de Edgard Mello Filho dizendo naquela semana, apos a disputa dos dois que "quem não quer bater, nao bate".
Schumacher sabe como ultrapassar, mas não sabe ser ultrapassado, não sabe disputar em situação inferior. Talvez por isso tenha vencido tanto, por não admitir perder. Soube ganhar, e ganhou 7 campeonatos, talvez termine com 8. Sorte dele, méritos por ter se recuperado das derrotas dos primeiros anos de Ferrari. Foi persistente e mereceu seus títulos. Se Schumacher for campeao, vai ser interessante ver as Ferrari com números 0 e 2 ano que vem.
FIA analisa pneus da Ferrari usados em Monza
F-1
Da Redação
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) fará uma investigação com relação aos pneus Bridgestone que foram utilizados pela escuderia Ferrari na última corrida do campeonato 2006 de F1. Há suspeitas de irregularidades no uso da borracha.
A equipe Renault levantou a suspeita depois que técnicos da Michelin (fornecedora do time francês) obtiveram fotos de engenheiros da Bridgestone manuseando os pneus da equipe italiana utilizando roupas especiais e máscaras.
Ou seja, a cúpula da Renault acredita que os pneus Bridgestone da Ferrari foram tratados com produtos químicos para aumentar seu desempenho nas pistas. Tal prática é prevista no regulamento e está totalmente proíbida.
De acordo com Charles Whiting, responsável da F1, a Bridgestone explicou que os técnicos estavam simplesmente lavando os pneus e rodas da Ferrari para, justamente, evitar que substâncias químicas (que naturalmente se desprendem) afetassem o pessoal da equipe.
Toda a documentação, produzida pela equipe Renault, foi entregue aos responsáveis da FIA e os pneus utilizados pela Ferrari no GP da Itália - no último domingo - serão analisados pela entidade. Todavia, o processo deve demorar.
Alguém acredita que a Ferrari será punida? Eu duvido!!!
Esta primeira semana de setembro é repleta de lembranças: os ataques ao World Trade Center completaram no dia 11 cinco anos; daqui alguns anos, ou décadas, os historiadores podem chegar a um consenso de que, a partir daquele dia, iniciou-se uma nova fase na história, como a Alessandra insinuou há algumas colunas.
O dia 5 traz duas lembranças trágicas: a morte de Jochen Rindt em Monza/70 durante os treinos classificatórios e acidente que deixou Wayne Rainey paraplégico em 93 no circuito de Misano.
Daqui a alguns anos, poderei reforçar a idéia de que esta primeira semana de setembro faz parte da história. Uma semana antes, despediu-se das quadras Andre Agassi, um dos maiores tenistas que o mundo conheceu. Chegou a vez de Schumacher dizer adeus! O alemão encerrará a carreira em 22 de outubro, após o GP do Brasil, em Interlagos.
Mas a história poderia ser diferente. Talvez eu nem estivesse escrevendo estas palavras caso Bertrand Gachot, então piloto da Jordan em 1991, não ousasse brigar com um taxista em Londres e acabasse detido, o que o impossibilitou de disputar o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. E se Schumacher falasse a verdade a Eddie Jordan, ratificando que mal conhecia o circuito? A F-1 teria sua história manipulada: quantos títulos Damon Hill teria faturado? E Mika Hakkinen? E Rubens Barrichello? Quantos recordes deixariam de ser derrubados?
No GP do México em 92, Schumacher foi ao pódio pela primeira vez. Mansell, Senna e Prost não poderiam imaginar que aquele era apenas o começo de uma nova fase pela qual a F-1 ficaria marcada pelo domínio de um só piloto. Hill, Villeneuve e Hakkinen bem que se esforçaram, mas o mundo apenas acompanhava a F-1 para ver Schumacher. O alemão protagonizou atos vergonhosos, algumas polêmicas e diversas corridas. Pouquíssimos o perdoam por ter atirado o carro em Damon Hill em 94 em Adelaide. Não há também uma forma mais lamentável de se ganhar uma corrida como na Áustria/02. Mas, com exceção de Fangio, todos os outros grandes campeões também tiveram seus desvios de índole. Schumacher não foi o primeiro e não será o último.
E quanto ao acidente em Silverstone/99? E se naquele momento o alemão decidisse parar? Aliás, e se Irvine acabasse com o jejum de títulos da Ferrari em 99? Como o alemão prosseguiria a carreira, visto que outro piloto havia "conquistado" seu principal objetivo? São perguntas que nunca serão respondidas. Nem o próprio Schumacher seria capaz de encontrar as respostas.
São quinze anos de muitas histórias para contar. Realmente, tenho a sensação de estar envelhecendo bem mais do que deveria! Alguns dizem que a F-1 não será a mesma após a aposentadoria de Schumacher. É discutível! A categoria perdeu Ascari, Fangio, Brabham, Clark, Hill, Rindt, Stewart, Lauda, Piquet, Senna, etc. e não deixou de seguir em frente. Na verdade, o tempo supera tudo! E ele fará com que Schumacher permaneça apenas na mente das pessoas. As freadas, as disputas, as poles, os toques, as polêmicas, o hino alemão, a despedida, tudo está preservado.
É emblemático! No pódio de Monza, Schumacher com 90 vitórias prestes a se despedir e Robert Kubica em 3º, com apenas três corridas disputadas. Daqui a 10 anos, a fotografia do pódio do GP da Itália de 2006 poderá se tornar algo representativo: a despedida de Schumacher e o início da trajetória de Kubica, nascido na Polônia, um país socialista até bem pouco tempo atrás.
Mas o tempo é implacável. Acabou, Schumacher! O bastão agora está com Alonso, Raikkonen, Massa, Kubica e quem mais vier a disputá-lo.
Além de cuidar da esposa e dos filhos, quais são seus objetivos?
1) Agora que o Michael decidiu parar com essa bobagem de corridas e se dedicar de vez ao futebol, fiquei pensando cá com meus botões, e socializo com vocês a minha dúvida cruel: Quanto tempo será que o grande cheque sem fundo RALF vai durar na F1?
2) Em quem vocês apostam para o segundo cockpit da McLaren em 2007? (Webber? Hamilton?)
3) Será que o Vettel ganha uma chance no ano que vem?
4) Seria muito otimismo da minha parte imaginar que o Fisichella vai continuar sendo o Fisichella e pode sobrar cockpit na Renault pro Piquet ou pro Zonta no meio de 2007?
5) Desde 1986 o torcedor brasileiro tem um piloto que é o foco do ódio e secação nacional: Mansell, Prost e nos últimos tempos, Schumacher. Quem será o próximo odiado? Raikknonen? (Estaremos no ano que vem presenciando o nascimento dos Massistas - após Piquetistas, Sennistas, Saudosistas e o escambau?
Abraços!!!
JJ Fields
Meus palpites
1) Ralf deve durar mais do que Jarno Trulli
2) Mistério... Webber já fechou com a Red Bull, de forma que Hamilton é uma boa aposta
3) Não sei. Talvez em uma equipe menor.
4) Sem dúvida que seria muito otimismo mas acho que vale a pena torcer por Nelsinho, que fez uma boa temporada na sei-lá-como chama aquela fórmula.
5) Raikonnen é uma boa aposta, principalmente se Massa engroçar a disputa com ele, como acho que é perfeitamente possível.
Não existe a "teoria da conspiração", não existe favorecimento a um piloto em detrimento a outro, não existe decisão política que defina quem deva ser campeão do mundo na F1, eu prefiro continuar acreditando que não.
Ouvi muitos comentários na radio CBN e Bandeirantes no domingo pela manhã e muitos não entenderão a punição imposta a Fernando Alonso, fiquei com a impressão que sempre que um piloto estiver na frente de outro deverá ser punido, com se corrida de automóvel não envolvesse outros carros, mas uma coisa a certa, a corrida de Alonso foi prejudicada.
Na corrida Alonso foi fantástico, largou em décimo e estava em terceiro lugar quando o motor da Renault quebrou, um fato que não acontecia há muito tempo e ocorreu no pior momento para Alonso, pois o alemão encostou na classificação.
Alonso impôs um ritmo de corrida muito bom, alcançou o Massa que estava preso atrás do Kubica e quando o Massa entrou para seu pit stop ele encostou no Kubica permitindo que os dois entrassem juntos para o pit stop, proporcionado uma volta sensacional, por pouco Kubica não volta a frente de Alonso, mas saíram juntos lado a lado no pit lane.
Acredito que ouviremos muito o nome Kubica nas transmissões de treinos e corridas e não digo isso simplesmente pelo fato dele ter alcançado seu primeiro pódio já na terceira corrida de F1, mas sim por tudo o que ele mostrou nesta corrida, sua largada foi fantástica, saiu de sexto para brigar com Schumacher pelo segundo lugar na primeira cursa, quase passou a alemão e se tivesse conseguido iria dar muito trabalho, e só lembramos como foi à corrida do Massa.
Falando em Nigel Massa, o que foi aquela freada após o estouro do motor de Alonso, se foi em razão do óleo, Kubica foi mais experto e consegui sair da área suja deixando a encrenca para o Massa, que infelizmente mais uma vez errou no monto em que não podia faze-lo, e terminou em nono, uma corrida que todos da Ferrari esperavam que fosse segundo colocado, ainda bem que o contrato com a Ferrari já esta assinado.
Esperava mais do Raikkonen, largando na pole tinha esperanças que ele brigasse com o alemão pela vitória, mas a impressão que fica e que seu carro não tinha ritmo para acompanhar as Ferrari ou Raikkonen não estava motivado a enfrentar o piloto de sua futura equipe, após as declarações da Mclaren afirmando que ira trabalhar para dar um carro competitivo para que Raikkonen vença uma corrida ainda este ano, talvez tenhamos a resposta para esta minha duvida.
Fisichella, Barrichello e Heidfeld, para citar somente esses, fizeram uma acorrida básica, por falta de competência ou equipamento, realizaram mais uma vez uma corrida burocrática contando com a quebra e erros de outros pilotos para terminarem em quarto, sexto e oitavo lugar respectivamente.
Termino meus comentários analisando à corrida de Schumacher e sua decisão de parar, mais uma vez o alemão fez o que sabe fazer de melhor, ganhar corridas, ganhou na terra da Ferrari e no dia que anunciou sua aposentadoria no final desta temporada, algo para ficar na memória de todos os fãs do automobilismo, mas muito mais dos Ferraristas que passam a não ter duvidas que Schumacher será por muito tempo seu grande herói.
Sentiremos falta do alemão de suas corridas bem planejadas e sua capacidade de andar rápido, pois ninguém ganha noventa vezes na F1 somente tendo um bom estrategista nos Box.
Schumacher e um excelente piloto, e respondendo a pergunta que saiu em alguns sites "Schumacher e o melhor piloto de todos os tempos", respondo:
Não, pois de todos os tempos envolve muitas coisas, como adversários, equipamentos e regras, e um dos fatos que fez com que Schumacher alcance muitos recordes e o fato de estar na F1 em um momento único, onde não havia adversários em condições de enfrentar o alemão e sua poderosa Ferrari.
Mas isso na tira o brilho de um homem que conseguiu estar na melhor equipe após ter tido paciência e capacidade para ajuda-la a se tornar imbatível, outro piloto teria ido para outra equipe, mas Schumacher tinha um objetivo ser um dos maiores campeões da F1 pilotando uma Ferrari e ele conseguiu.
Espero que Raikkonen possa ajudar a Ferrari a continuar vencedora e que Alonso tenha paciência para fazer da Mclaren uma equipe vencedora novamente, que venha os novos tempos da F1.
Douglas Leal
Acompanho F1 desde 1965 e tive a felicidade de ver o auge de Jim Clark e antes de seu trágico fim, vi surgir um outro escocês não tão talentoso mas com muita gana de vencer.
De repente, surgindo do nosso tão insipiente auto-imobilismo, Emerson Fittipaldi que de rato só tinha os dentes, mas na verdade foi uma astuta raposa. O primeiro piloto a encarar a F1 como um negócio.
Talento, todos que estão lá, tem. Uns mais outros um pouco menos.
Michael Schumacher extrapolou tudo isso. Ele foi um dos responsáveis por levantar a Ferrari. O que dizer de um bi-campeão que chega numa equipe onde só existia paixão mas pouco profissionalismo e que gramou quatro anos para depois começar a colher os frutos. Trocou todo mundo lá dentro, quebrou até uma perna, e montou a equipe hexa-campeã.
Ele só fez isto. E foi só, ... na Ferrari.
Schumi é muito mais que um piloto. Precisa ser muito forte mentalmente e grande espiritualmente para realizar isto. Se ele jogou o carro pra cima do Damon Hill foi só pra ser, … o campeão. Tudo o que ele fez de ruim, para alguns, foi pela vontade de ganhar. Ninguém é vencedor se for bonzinho, ainda mais na F1. Lembrem-se do nosso Ayrton em 1989. Por muito menos, o Schumi perdeu todos seus pontos em 1997.
Aliás, Hill campeão foi a coisa mais ridícula e desmerecida que eu pude presenciar na F1 depois de Keke Rosberg em 1982.
Quem critica o Miguel, como diz o Edgard, não entende p... nenhuma do que é F1. Viúvas do Ayrton. Aliás, brasileiro quando não tem como combater alguém, deprecia sua imagem, numa atitude puramente mesquinha.
O Alonso é tão profissional, talentoso e ganancioso por vitórias quanto o Miguel. E não é tão bonzinho e honesto quanto possa parecer. Não se esqueçam que o seu mestre é o mesmo que criou o Miguel.
Alonso vai trazer a McLaren de volta aos tempos das vitórias.
A Ferrari dormiu no ponto. O Kimi é apenas um piloto rápido. O Massa é mais profissional. É só ver nas suas declarações e no que está mostrando na pista.
Infelizmente o Barrichelo, com sua boca enorme e sua mente pequena, mais uma vêz errou. O Rubinho nunca esteve à altura de uma Ferrari. O Massa está provando.
Foi um prazer ter a oportunidade de expressar meus sentimentos.
Schumi, Octacampeão Mundial de F1. Mas cuidado que o Alonso vem aí.
É incrível aonde chega a inveja de alguns. Só posso sentir pena de certas pessoas rancorosas que se manifestam aqui. Pena, porque ao invés de aproveitarem a oportunidade de ver em cena o maior piloto de todos os tempos, se preocupam mais em detratá-lo.
Pelé, que é praticamente uma unanimidade, teve seus detratores, gente que se preocupava em exagerar as falhas do atleta, imaginando que pudessem ofuscar o gênio que estava em campo. O resultado está aí, após 3 décadas sem jogar ainda é considerado o maior jogador de futebol que já passou por aqui. E seus detratores? Esses não ficaram nem na história, sumiram de cena, pois a história é escrita com o tempo e o tempo é que mostra quem tinha razão. Aqueles que se preocupavam em detratá-lo perderam uma grande oportunidade de ver um gênio em ação e agora não têm mais do que falar. Infelizmente não pude ver esse gênio em ação.
Não vi Borg e só peguei o fim da carreira de Jimmy Connors e John McEnroe, mas graças a Deus pude ver o surgimento e acompanhar toda a carreira de Pete Sampras (o maior vencedor do tênis) e André Agassi e felizmente vi vários dos embates entre os dois e contra Boris Becker, que antes deles "aposentou" outro monstro das quadras Ivan Lendl. Agradeço a Deus por ter vivido isso.
Se não vi Wilt Chamberlain e só acompanhei o final de carreira de Kareem Abdul-Jabbar, felizmente vi Michael Jordan surgir e fazer coisas incríveis, deixando ofuscado até um mágico como Magic Johnson.
Assim como agradeço por ter acordado a tempo de reconhecer em Schumacher o melhor piloto que já passou pela F1. Em seu início de carreira, eu também agia como alguns dos recalcados que vemos por aqui, torcendo contra o alemão e querendo punição a ele até quando não tinha feito nada que merecesse. Fiquei p... quando vi o que fez com Hill em 94, mesmo que merecesse o título e vibrei quando a Ferrari quebrou após o choque com Villeneuve em 97. Mas o tempo foi passando e o que vi era que eu estava tendo a oportunidade de presenciar ao vivo a aparição de um novo Pelé, um novo Pete Sampras ou um novo Michael Jordan.
Ainda bem que despertei a tempo e pude ter a satisfação de ver a parte mais vitoriosa do maior piloto de todos os tempos. Enquanto alguns passaram os últimos anos se mordendo de raiva e inveja com o sucesso do alemão, eu continuei com uma satisfação imensa de acompanhar a F1 e ver a carreira de um gênio.
Desde 2001 o piloto que eu mais torcia era Montoya, pelo ímpeto dele, pela "loucura", mesmo que acabasse fora da corrida, pois sinto saudade da época das ultrapassagens. Mas não deixei de vibrar com os resultados do alemão, pois ele e sua equipe, mais que ninguém, souberam como ganhar com o regulamento. E conhecer o regulamento é o mínimo que se espera de quem entra em uma competição. Fugiram dele algumas vezes e foram punidos por tal. Lembro das desclassificações em 94 e lembro que gostei daquilo, mesmo sem provas conclusivas. Aquelas punições foram consideradas exageradas, tal qual estão falando de Alonso agora.O mundo dá voltas.
Se a F1 está mais chata agora não é culpa do alemão. As ultrapassagens deixaram de existir por culpa do regulamento e nessa situação há duas hipóteses: reclamar e ficar que nem tonto dando volta em trenzinho ou usar a capacidade de um gênio em dar volta de treinos durante as corridas e conseguir as ultrapassagens nas paradas de box. Se ele não é tão bom, porque ninguém conseguiu repetir com o mesmo sucesso uma tática já conhecida?
Graças a Deus acompanhei a carreira desse gênio e pude vê-lo reerguer um mito que estava sendo enterrado. Quando lembro da Ferrari como Ivan Capelli...
Obrigado Michael Schumacher por ter nos dado tanto encantamento. Por ter ficado 15 anos disputando em alto nível, coisa que outros gênios como Sampras e Jordan não conseguiram fazer. Conseguindo ou não o oitavo título, você sai por cima. Quanto a seus detratores? Não ligue, todo líder tem quem o inveje. Você arrasou com vários pilotos muito bons que passaram em sua época, que foram ofuscados por seu talento e por isso dizem que não apareceram outro bons pilotos na sua época. A verdade que eles estiveram aí e você não deu chance a ninguém. Pelé ofuscou muita gente boa e outros só tiveram destaque porque no futebol são necessários 11 em campo, o que é diferente da F1.
Agora teremos a oportunidade de vermos outros bons pilotos em ação, como Alonso, Raikkonnen, Massa e Kubica. Parabéns pelos seus feitos alemão e obrigado pela oportunidade de presenciá-los.
Em primeiro lugar, parabéns à Alessandra Alves e ao Edu pelos excelentes artigos sobre a despedida do alemão.
Sobre o possível duelo Raikkonen X Massa, é sempre bom lembrar que o finlandês será o primeiro piloto e a Ferrari só vai trabalhar para que um chegue ao título. Se o Felipe Massa quiser alçar vôos maiores que o Barrichello ele só tem uma opção: colocar tempo no finlandês durante os testes de inverno e chegar na frente dele nas três primeiras provas do ano: Austrália, Malásia e Bahrein.
Se Raikkonen fizer uma pré-temporada melhor e chegar na Espanha com mais pontos no campeonato, pode ter certeza, já era para o Massa.
Escrevo só para agradecer o privilegio que me foi dado por Jefferson Reinholds e Geopaulo Rinjon (role a página para baixo) de ler dois excelentes textos, ambos equilibrados e isentos. Parabens.
Já estou de saco cheio deste papo da aposentadoria do Alemão. Que ele vá curtir a sua vida com tudo o que ganhou e espero que a partir do ano que vem, a Fórmula 1 comece uma nova era, de jovens pilotos como o Alonso, Massa e as promessas de pilotos como o Kubica, Rosberg, Kovailane, Piquet Jr, Hamilton e outros que vão fazer da futura categoria muito mais interessante e justa.
Espero que agora a discussão seja em torno destes pilotos.
A grande pergunta que só será respondida a partir do ano que vem é se a Fórmula 1 vai ficar melhor ou pior sem o Schumacher. Eu penso tipo o Manuel Blanco e acho que o Alemão não fará falta e penso que ele já embora tarde.
Esportivamente falando a Fórmula 1 não tem nenhum exemplo digno de um grande campeão na era Schumacher. Nunca um piloto teve tantas regalias, nunca um piloto foi tão super protegido. Sinceramente não consigo tecer palavras de elogios ao Schumacher ou a sua era na Formula 1. Pelo contrário, vejo até como um alívio. Espero não mais ver um piloto da Ferrari sendo impedido de ganhar corridas ou brigar por títulos por que só o Schumacher podia.
Alonso fez ontem mais uma prova fabulosa. Depois de ser punido e largar atrás, conseguiu fazer duas ultrapassagens na pista e ainda executou uma manobra de incrível precisão na ultrapassagem sobre Kubica na saída dos boxes. O estouro do motor foi realmente um pecado, pois com 8 pontos de vantagem, o Alonso ainda teria como administrar o campeonato. Agora ou a Renault dá um carro capaz de fazê-lo voltar a lutar por vitórias ou um título mais que merecido pode escapar. E por culpa exclusivamente da equipe.
Schumacher ganhou a corrida com um pé nas costas, diante de um Raikkonen ao que parece sem muita vontade de disputar a vitória. Chega a ser uma ironia que neste ponto do campeonato talvez não seja interessante para o Raikkonen atrapalhar a Ferrari, quando para o patrão dele o interessante seja justamente isso!
Uma vitória com a Ferrari em Monza não seria ideal de ser a última vitória do alemão?
O Alonso já abandonou duas provas por problemas mecânicos. Tá na hora do alemão quebrar também.
A punição ao Alonso é altamente discutível, embora não seja a primeira vez que houve punições deste tipo. Mas que essa veio a calhar para a Ferrari, veio.
Aliás, não sou muito de acreditar em teorias da conspiração, mas a FIA vir a proibir os amortecedores de massa depois de mais de um ano justamente no momento em que a Ferrari reagia é no mínimo estranho.
Sobre a afirmação do Pandini das pessoas não se indignarem com a ultrapassagem do Alonso, deve-se observar que foram duas situações diferentes. Ontem ambos os carros passaram do ponto de freada na chicane e Alonso já estava com o carro à frente de Heidfeld quando chegaram à curva, com a preferência da tomada. Foi uma manobra discutível? Sim. Claramente irregular? Não. No caso da Hungria, o De La Rosa fez perfeitamente a curva, enquanto o Schumacher não. A ultrapassagem já estava consumada quando o alemão passou reto, e mais do que isso praticamente jogou o carro para cima do De La Rosa.
Um leitor questionou por que Schumacher desperta sentimentos negativos. Parafreseando um jornalista ALEMÃO citado na coluna de Alessandra Alves: "Não gostamos de quem ganha roubado".
Notei o talento dele desde a primeira corrida, mas desde 94 passei a ter antipatia pelo seu caráter nas pistas, o que só se confirmou ao longo do tempo.
Antes que alguém venha me acusar de patriotismo cego, comparando a manobra de Senna em 90 com as inúmeras de Schumacher, vamos por devidamente os pingos nos "is". Uma coisa é jogar sujo contra quem nunca lhe fez nada, outra coisa é fazê-lo contra quem o fez deliberadamente no passado e saiu impune por isso. Embora esta segunda atitude não seja correta, são duas situações completamente diferentes.
E já que o Alemão está se aposentando, e perguntar não ofende, perguntaria aos colunistas do GP Total:
Se o Senna não tivesse morrido, o Schumacher teria ganho tudo isso que ganhou? Se um piloto como o Alonso tivesse surgido 10 anos atrás, Schumacher teria ganho tudo isso que ganhou?
Alguém é capaz de responder afirmativamente estas duas questões?
É lógico que o se não joga. Mas antecipando minha opinião, não enxergar na morte de Senna e na ausência de rivais do mesmo nível como um fator determinante para o estabelecimento de todos os seus recordes, para mim, é não enxergar o óbvio. Não tira os méritos do que conquistou, mas sem dúvida teve uma vida muito mais fácil.
A verdade é que o alemão só enfrentou pilotos fora-de-série no início (Senna e Prost em 92 e 93) e no ocaso (Alonso agora) de sua carreira. Nestas ocasiões lutou de igual para igual, mostrando-se à altura destes, e não num nível acima. Bem diferente de Senna, Prost e Piquet, que tiveram que se engalfinhar durante toda a carreira.
Pode até ser campeão este ano, mas não está pilotando mais do que o Alonso.
Como não poderia ser diferente, gostaria de abordar um pouco a questão da despedida de Michael Schumacher, sendo esta agora já confirmada.
Porém, gostaria de, antes, me retratar por uma falha em meu texto anterior, que resultou em um texto, no mínimo, incompleto. Bem, eu apontei 5 fatores de expectativa para o próximo mundial, que, na minha humilde opinião, poderão contribuir para que a Renault inicie um processo de queda no próximo ano.
E por pura e simples falta de atenção, eu não apontei um 6º e relevante fator, que gostaria de expor agora: A rápida ascensão da equipe BMW.
Como pudemos observar (não apenas neste último GP da Itália, mas durante toda esta temporada), a equipe descendente da Sauber atingiu uma qualidade que certamente não esperaríamos da Sauber em si. E, para que não me aprofunde muito nesse tema, apenas convido os amigos a observarem a performance da equipe desde o começo do ano, em especial na última corrida, para que possam confirmar a veracidade desta afirmação.
Além de um bom carro, que certamente estará ainda melhor no próximo mundial, a equipe contará com um piloto que, em sua terceira participação numa corrida, mostrou-se uma grata surpresa, que pode "dar trabalho" a pilotos mais experientes: Robert Kubica.
Independente de fatores externos, podemos afirmar que "enquanto pilotos experientes e em condições de praticamente igualdade de equipamento estavam mais para trás, ele estava no pódio, tendo passado por bastante pressão durante boa parte da corrida..."
Bem, agora, vamos ao tema que propus: O fim e o começo.
O que observamos neste último final de semana, na Itália, foi um marco imenso na história da F1. Afinal, independente de termos nossos pilotos favoritos, que podem ou não incluir Schumacher, assistimos ao anúncio que significará duas coisas a partir de 2007:
O final de uma era lendária na Fórmula 1 e o começo de uma outra.
O anúncio de que o alemão abandonará as pistas ao final desse ano colocará fim na chamada "era Schumacher". Afinal, nos últimos 15 anos (e nas próximas 3 corridas também), quer tenhamos gostado disso, quer não, nos acostumamos a ter o nome "Michael Schumacher" sempre vinculado aos que iriam lutar pela pole-position, pela vitória e pelo título. Na realidade, pelos números, difícil mesmo era não ter esse vínculo fortalecido a cada corrida, pois de 247 GPs disputados (até o término do GP da Itália), Michael fez 68 pole-positions ganhou 90 corridas e conquistou 7 títulos. Sem mencionar a quantidade de vezes que subiu no pódio.
E, além de tudo isso, seu anúncio de aposentadoria ocorreu quando, faltando 3 corridas para encerrar seu ciclo na F1, está a apenas 2 pontos de diferença do líder do campeonato, isto é, tem chances de aumentar ainda mais seu recorde de títulos.
Ao mesmo tempo, o anúncio inicia um novo começo na Fórmula 1: o começo de uma nova geração que, sem a referência multivitoriosa do heptacampeão, terá "liberdade" para lutar "livremente" por pole-positions, vitórias e títulos. E, nessa "nova era", nomes como Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Jenson Button e, agora, Robert Kubica certamente nos darão emoções dignas dos melhores tempos da F1, pois aparecem com bastante força.
Só que, é estranho o fato de que a ausência de um único piloto fará com que tenhamos as mais diversas reações ao assistirmos os primeiros GPs de 2007.
Quando ligarmos a TV para assistir o GP da Austrália de 2007, não teremos mais a expectativa de ver Schumacher correr. Ou seja, aquele vínculo ao qual nos acostumamos nesses anos todos, de seu nome com a vitória, não mais existirá, de modo que precisaremos nos reacostumar a apostar em quem ganhará as corridas.
Estranho também será ver Kimi Raikkonen vestindo o macacão vermelho da Ferrari, visto que também nos acostumamos a vê-lo de cinza nesses 5 anos que correu pela Mclaren e Fernando Alonso de cinza...
É... será uma era cheia de novidades e expectativas...
Além disso, desde a primeira corrida do ano, a possibilidade de vitória estará em aberto de uma forma jamais vista nesses anos.
Então, além de todos os nomes citados acima terem a "liberdade" para lutar pela vitória, nós também, a partir de 2007, teremos a "liberdade" para apostar em quem vai ganhar, sem ter que colocar Schumacher entre os favoritos. E isso é o que será estranho no começo.
Por exemplo, já pensou em como vai ser esquisito não ter o nome "M. Schumacher" ou "MSC" nos tempos de cada volta? E não ter mais a necessidade do "R" antes do nome de Ralf Schumacher na tela dos treinos e das corridas?
Pois é amigos... Michael fará falta. E eu, como admirador da Fórmula 1, também sentirei sua falta.
minha crítica à FIA tem fundamento, especialmente se você analisar a proibição dos amortecedores de massa. Ora, eles já eram usados desde 2005, outras equipes, inclusive a Ferrari, tentaram adotar a mesma tecnologia, sem sucesso, e, inexplicavelmente, justo no GP da Alemanha (que coincidência, não?), começou a ser discutida a proibição de tais amortecedores.
Esta proibição ABSURDA, segundo a justificativa oficial, ocorreu por favorecer a aerodinâmica dos carros da Renault, e acabou por matar o desempenho dos carros. Apesar de alegarem que a perda por volta é de apenas 0,3s, o prejuízo foi muito maior, pois toda a suspensão do carro foi projetada em função destes amortecedores, inclusive os pneus. Não se esqueça da "lavada" que a Ferrari, em especial o Schumy, estava levando do Alonso, quando tal dispositivo era usado. Sua proibição, óbvio, visou desestabilizar os carros da Renault e favorecer a recuperação do alemão, no ano de sua despedida.
Quanto a ultrapassagem do Alonso sobre o Heifeld, eles não seriam tão cara de pau, para punir o Alonso 2 vezes no mesmo final de semana, sendo que o alemão fizera algo semelhante sem maiores consequências com o de La Rosa.
Quanto a Mônaco, pelo amor de Deus, LAP, se o alemão não fosse punido, a F1 viraria terra sem lei, do vale tudo; a manobra dele foi ridícula!!! Não dá para comparar o episódio em Mônaco com o ocorrido em Monza. Se você pensar com cuidado verá que o favorecimento à Ferrari é óbvio, não vê quem não quer.
Não estou falando que o alemão não é competente, não seja um ótimo piloto...mas, se tais decisões não tivessem sido tomadas pela FIA, em especial a vedação absurda de se utilizar os amortecedores especiais, o Alonso, a esta altura do campeonato, já seria campeão com folga. Sem querer ser o dono da razão, mas pense bem se as coisas não estão sendo montadas para que o Schumy se despeça da F1 com o título.
Pior vai ser agüenta-lo nos festivais de veteranos de Goodwood!
Este sujeito é muito chato!
Edu, meu caro
Permita-me endossá-lo com uma dose de sarcasmo. Mais do que nunca, sua frase bem resume a F1 de hoje: Cada época tem o campeão que merece!
Aleluia! Está acabando, graças a Deus, a época mais sem graça que já vi em toda a história da F1! O caolho reinou por dez anos em terra de cegos! Chega!
Já que o sujeito vai embora, tomara que tenhamos campeões que ultrapassem nas pistas, no braço.
Fim para mim, que não vi o cavalo gigante e sorrateiro dos gregos ser recolhido inocentemente pelos convencidos troianos.
Fim para nós, que não vimos Pôncio Pilatos pegar um judeu pobre e inocente e, para agradar a multidão, lavar literalmente as mãos e mandar Jesus para a cruz.
Fim para mim, que não estava na praia quando as primeiras caravelas começaram a chegar do velho continente para dar início a esta nação avacalhada chamada Brasil.
Fim para nós, que somente pela literatura ficamos sabendo como se desencadearam as Revoluções Francesa e Industrial.
Fim para mim, que não estava com Daimler ou com Ford, quando estes davam os primeiros passos, ou melhor, as primeiras "rodagens" com suas carroças motorizadas.
Fim para muitos de nós, que não vimos Fangio bater Ascari ou Moss, e vice-versa, numa época que muitos pais de hoje ainda não eram nem uma encomenda.
Fim para todos que gostam ou não desse esporte fantástico chamado automobilismo, porque o capítulo que se encerrou é mais uma engrenagem do complexo sistema que nós mantemos para sobreviver.
Fim para o meu filho, que nem nasceu ainda e que, por demora minha em tomar essa decisão, não vai poder ver o que eu vi, não vai poder sofrer como eu sofri, não vai poder adorar como eu adorei.
Fim para o esporte, tal como era este até antes dele, deste que hoje nos deixou: que garra pode ter quem compete para não vencer? Que glória maior do que vencer a guerra, lutando em todas as batalhas?
Fim para o meu sonho, para a minha raiva, para a minha indignação, para a minha repulsa, para o meu amor, para o meu carinho, para a minha torcida.
Eu que não vi ao vivo sequer a vitória de Senna em Donington (1993) ou a ultrapassagem de Piquet na Hungria (1986), porque meu pai me arrastava nos domingos de manhã para a igreja.
Eu que não vi Gilles Villeneuve andar atravessado, andar na grama, andar sem roda, andar lado a lado e morrer antes de andar sobre os louros de um título mundial.
Eu que não vi ao vivo o acidente de Senna...
Mas uma coisa eu vi, muito, sempre, com cada detalhe, em cada momento.
Eu vi Michael Schumacher começar, eu vi Michael Schumacher ganhar, eu vi Michael Schumacher voar sobre as rodas de Hill, eu vi Michael Schumacher tocar para cima do Villeneuve.
Eu vi a reconstrução do poderio e do orgulho da Ferrari.
Eu vi como se constrói um mito.
Eu vi Michael Schumacher correr e destruir seus adversários.
Eu vi Michael Schumacher ser sete vezes campeão mundial e possivelmente o verei ser oito vezes campeão mundial.
Eu vi Michael Schumacher se aposentar.
Eu vi Michael Schumacher, e isso ninguém tira de mim. Nem Schumacher!
Achei uma vergonha a punição ao Alonso. Foi ridícula e descabida. Uma viadisse, uma boiolagem dos "dirigentes" da F1. Estão querendo fazer o azedume campeão de qualquer forma.
O Alonso teve que andar acima do giro normal do motor a corrida inteira para tentar diminuir o prejuízo decorrente da punição e deu no que todos viram. O link do You Tube está aí para todos verem a volta de classificação do Massa...ele não foi atrapalhado em nenhum momento.
O Alonso tem razão. Fórmula 1 não é mais esporte. A F1 se transformou em um grande jogo de interesses.
A punição ao Alonso e ao Schumacher na Hungria e a do Schumacher em Mônaco foram todas corretas, pois houve realmente infração. Porém, o que não dá pra acreditar é a Fia arrumar uma punição pra jogar um postulante ao título pro meio do grid.
Quanto aos dois cortarem a chicane, normal. O regulamento prevê quando é errado cortar chicane. Foi uma precipitação do leitor acusar o Schumacher e defender o Alonso nisso.
O Sr. Mario poderia encerrar seu domingo sem levar esta "chinelada" do LAP, pois torcedores como vc e Sr R.Herman, são o que de pior tem na F1, pois são parciais, raivosos e invejosos. É só questão de tempo pra que vcs peguem pra cristo algum piloto que se atreva a buscar os numeros de Senna. LAMENTÁVEL A POSTURA.
P/S: Se a manobra que Massa alegou ser feita por Alonso de atrapalhar deliberadamente a sua volta, fosse feita por Schumacher à frente das Renaults, era só marcar o linchamento, mas como é o Alonso......
OS GÊNIOS E A HORA CERTA DE PARAR
Geopaulo Rinjon, Rio de Janiero
Michael Schumacher sai das pistas e entra para a história, lugar, aliás, ao qual já pertencia antes mesmo de sua anunciada aposentadoria. Detentor de todos os recordes da categoria, o alemão foi um dos poucos esportistas a se tornar lenda, estando ainda vivo e ativo. Caso raro na história deste esporte - sim, por que ao contrário do que Alonso dissera, em seu justificável choro de protesto pela punição de perda de posições no grid do GP da Itália - ainda considero a F-1 um esporte.
Apesar de ter todos os números a seu favor - sendo os principais deles os inacredit&aacu