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O GP da Itália 15.09.06
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Muito já foi falado sobre a despedida do Alemão, mas eu gostaria de tratar alguns pontos:

1 - O homem é iluminado!!! Prometer o anúncio da aposentadoria com a antecedência que foi e no dia de anunciá-la conseguir uma vitória tão importante como essa, com o Alonso quebrando, só pode ser coisa de iluminado! Imaginem se o anúncio da aposentadoria ocorresse no dia do GP da Turquia? O homem é, sim, iluminado;

2 - Não é muito mérito para o Massa ter sido expressamente citado como sucesso do Alemão. É evidente que ele ia falar que o Massa devia ser o seu sucessor. Afinal, o Massa vai ficar na Ferrari. Seria muito deselegante citar o Kimmi. Portanto, não concordo com a visão de alguns que viram nesse gesto um mérito para o Massa;

3 - Acho que já faz uns 4 anos que muitos torcem pela aposentadoria do Alemão. Agora, falar que ele só está se aposentando porque ano que vem ele teria um piloto tão rápido quanto ele (duvido) como companheiro só pode ser brincadeira!!!! Queriam o quê? Que o homem não se aposentasse nunca?

4 - Números são números. Por mais que muitos não o engulam, temos que nos render. Ninguém alcança 90 vitórias na F1 à toa. Ninguém conquista 7 títulos mundiais à toa. Sim, devemos levar em consideração que ele não teve adversários à altura. Talvez. Mas muitos bons pilotos surgiram e acabaram desaparecendo, porque o Alemão não deu chances. Vejam o Alonso, que hoje é quase uma unanimidade. O Alemão, cerca de 15 anos mais velho, está quase conquistando um título que parecia perdido no meio da temporada. Imaginem Alonso disputando com o Alemão então no auge da carreira (2000 ou 2001). Será que Alonso não se transformaria em apenas mais um "pilotinho" como Hakkinen, Montoya, o próprio Kimmi (que disputou o título em 2003) e outros mais ? Minha opinião é sim. O Alemão venceria a parada com quase a mesma facilidade.

5 - Quando Senna e Prost detinham os recordes da Fórmula 1, muitos achavam os números a razão de ser de tudo. Acreditavam que os números mostravam a superioridade dos dois pilotos sobre os demais. Quando se tentava justificar que a época era outra, que Senna viveu seu auge numa época em que o campeão vencia 8 ou 9 vezes no ano, enquanto na época de Lauda ou Piquet ou Clark vencia-se se muito 3 ou 4 corridas, ouvíamos argumentos mostrando a superioridade de Prost/Senna sobre os 'antigos' simplesmente porque os números mostram isso. Engraçado como agora a interpretação dos dados é totalmente diferente. Engraçado como vencer de ponta-a-ponta era mérito e hoje é demérito!

6 - Por último, adeus, Schumacher! Você vai fazer falta? Vai, claro que vai! Mas a Fórmula 1 continua. Possíveis gênios serão criados da noite para o dia (vide o que já dizem de Kubica). Outros possíveis gênios serão criados num dia e destruídos no dia seguinte (vide Rosberg versão 2006). Ídolos permanecerão por um bom tempo (Alonso é o maior representante deles). Mas você, Michael, você será a referência para todos eles. Passaremos dezenas de anos comparando os números de futuros pilotos com os seus. E isso, por si só, faz de você quase eterno! Fangio que o diga. Fangio foi 'eterno' por todo esse tempo. Mas a nova geração (não a minha ou a de meu pai, mas a do meu filho) a nova geração pouco ouvirá dele, pois os novos não terão nunca seus recordes como referência. A referência será sua, Michel, até que um gênio de melhor estirpe o ultrapasse!

Márcio Silva Gonçalves, Taguatinga, Brasília

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Edu, Panda & Amigos,

Para aqueles que são adoradores de Nostradamus (Michel Nostredame) e Mãe Dinah (Mãe Dinah ?!?!) lembro a vcs a primeira corrida de Nico Rosberg: o cara foi chamado de Fenômeno pra cima e ... o q ele é capaz de fazer hj em dia?

Pois é. Estamos ávidos por um ídolo. Ídolo não: um fora-de-série. E ainda bem que nenhum desses novos "fora-de-série" é brasileiro. Imagina a nossa decepção se o tal "fedelho" chegasse abaixo do pódio. Que lástima para o país que (ainda) detém o maior número de títulos na F1 (junto com a Alemanha).

Kova (gostei dessa abreviatura), Massa, Rosberg, Kubica... todos estes ainda precisam mostrar muito. Precisam passar pelo que passou Alonso em San Marino ano passado. Aí sim, se acontecer, e agüentarem o rojão, vou apostar minhas (poucas) fichas neles.

Infelizmente não é esse ano que vou a Interlagos, mas acho que deveríamos fazer uma p... festa para o alemão ficar de queixo (e que queixo!) caído.

Se ele vencer - e confesso estar acreditando que ele leva esse ano* - em Sampa, deveríamos fazer como fizeram com Senna em 1993. O cara pode até ser um Dick Vigarista, mas é inegável o que ele fez de leal nas pistas. Um dos maiores, se não o maior.

P.S.: Quando digo que creio que ele e a Ferrari sejam campeões esse ano é mais pelo fantástico poder de reação da equipe - e de Schumacher "de lambuja".

A Renault parece aquele adversário que vê embasbacado o inimigo crescer metros e metros diante de seus olhos. Se a Renalt - mais até que Alonso - não tomarem uma séria providência para melhorar o carro, babau campeonato.

O próximo deles? Só com Nelsinho...rsrs

Um forte abraço,
Marcelo Ferreira - Jacarepaguá

Comente 14.09.06
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Para Luis Fernando Ramos

Concordo com sua coluna de 13/9 mas ainda não vi o motivo da punição do Alonso. O Massa não chegou perto do carro dele, como poderia ter atrapalhado?

O vídeo comparando Herbert e Shummy é muito bom. Aquela forma de direção (steering) tem alguma coisa a ver com kart?

Eu diria que no próximo ano as coisas ficarão mais equilibradas, eis os motivos:

Massa - se mostrou forte na Ferrari, mas na minha opinião ainda precisa aprender mais.

Kimi - se a sua sorte continuar como está, dificilmente será um campeão.

Alonso - não acho q terá um carro vencedor.

O outro - não deve ser ninguém com chances de vitória.

Fisico - igual ao Kimi.

Kova - ainda precisa aprender.

Honda - se tiver um bom carro, pode disputar o campeonato.

Heidfeld - será devorado pelo Kubica.

Kubica - se a BMW continuar crescendo, o garoto pode disputar o campeonato.

Williams, Toyota, RBR, STR, MF1, SA, continuam na mesma.

Acho que o campeonato do próximo será mais divertido .

Até mais
Ricardo, Campinas

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Bom dia Marcelo Jardim,

parabéns por seu primoroso texto, publicado aqui neste espaço. Queria eu ter esta capacitadade expressão. Obrigado por nos permitir ler o que vc pensa.

Um abraço
Isafan Silva

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Olá, Edu, Luiz, como vão?

Estive lendo os comentários sobre a aposentadoria do Schumacão, e estive pensando em analisar esses sete títulos (ou oito, quem sabe) por outro ângulo: as máquinas que Schumacher pilotou desde 1991.

Sim, porque por mais gênio que o tedesco for, duvido que ele teria o mesmo rendimento se, ao invés de ter assinado com a Benetton, tivesse ele optado pela Sauber (se não me engano, esse era o plano inicial de sua carreira, certo?).

Desde o Jordan 191 (lindo!), passando pelos Benettons e chegando na fabulosa Ferrari F2002, todos os carros que ele pilotou tinham mais méritos que defeitos, todos nasceram bem, como se diz. Infelizmente, não tenho material para sugerir, como detalhes dos projetos ou curiosidades. Tenho muitas fotos que vou garimpando pela internet, se ajudar estão às ordens.

Sinto falta dessa abordagem mais técnica no GPTotal, como a que vocês fizeram sobre o McLaren M25, e a Brabham ventilador. Às tenho guardadas até hoje, junto com tantas outras boas reportagens, como o surgimento dos bicos altos. A Lotus 72, o Fittipaldi F5, McLarem MP4/8 de 1988, a Benetton de 1991. Todas mereciam um espaço no site que pra mim é visita obrigatória todo meio-dia.

Afinal, poucos se lembram que Formula 1 é corrida de automóveis, não é atletismo, não é mesmo? E quem não a enxerga com esses olhos, acaba torcendo mais que admirando.

De resto, todas as colunas, todos tem o ponto de vista perfeito, equilibrado, imparcial. Simplesmente, o melhor site que conheço.

Um abraço!
Loreno A. Menegotto Jr.

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Olá Gepetos

Olha a piada pronta que deu no grande prêmio hoje, 13/09/2006.

"Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (13), a entidade contra-atacou a reclamação dos pilotos com relação a segurança em Monza. Os proprietários de circuitos homologados para a Fórmula 1 são aconselhados a não discutirem medidas de segurança com terceiros (incluindo pilotos)", diz o documento.

Me digam, quem melhor do que o velejador para saber em quais condições navegar?

Mais uma vez ditadura da FIA vem fazer valer a sua "otoridade" né não?

Um dia antes de sua morte Senna tentou fazer valer a sua condição de piloto em Imola e deu no que deu, só espero que ano que vem ninguém passe dessa para melhor por causa do da "otoridade" da "Federação Internacional de Abobrinhas".

Quero propor uma pesquisa de opinão:

Qual ditaduta cai ainda de neste século?

1- A ditadura chinesa, pois será a maior economia do mundo e os chineses estão descobrindo que hamburger, coca-cola a carro da Volkswagen "são melhores" que carroça e carne de cachorro.

2- A ditadura cubana, até que enfim o fanfarrão do Fidel resolveu bater as botas e deixar o povo cubano ir a Flórida sem correr o risco de serem devorados por tubarões.

3- A ditatura da FIA "Federação Internacional de Abobrinhas", essa pelo que parece vai durar para sempre, não tem jeito.

Abraços - Reinaldo Oliveira

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Olá pessoal,

No GP de Monza vimos uma corrida muito consistente de Robert Kubica, pois lutou e chegou na frente de Renault, Hondas e Ferrari. Como foi bom ver uma pilotagem como a dele. Afinal, quem é KUBICA ?

- atitude e espírito de futuro de campeão ?

- piloto certo na equipe certa na hora certa ?

- sorte de iniciante, pois o motor BMW é um canhão nas pistas de alta ?

- ainda é cedo para especular ?

Abraços,
Carlos A. Adriano

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Vejam como o "gênio" do automobilismo é um ser humano bondoso!!

Quando soube que teria o KIMI como companheiro de equipe em 2007, o alemão preferiu retirar-se da Fórmula 1 e dar uma oportunidade ao Massa. Realmente, ele é um amor de pessoa!!

O alemão "voador" é assim: quando vê que vai tomar um vareio do ALONSO (foi assim no 1º semestre do ano), trata de mexer os

"pauzinhos" junto à Ferrari e à FIA e conseguem proibir os amortecedores de massa, utilizados desde 2005 e só agora proibidos?! Quando vêem (o alemão e a Ferrari) que nem assim será campeão, voltam a dar um jeitinho e arrumam uma punição TOTALMENTE ABSURDA ao Alonso!!

E se tiver que dividir espaço na mesma equipe com um piloto de ponta, sim, pois até agora só pegou Rubinho, Irvine, teve um na Beneton nos anos de 94/95 que eu nem lembro o nome..., descobre que é hora de sair e dar oportunidade para o talentoso, espetacular, arrojado Massa. Sinceramente, não sei como podem existir pessoas que dizem que ele é um mau caráter...





Despedida

Schumacher diz que sai para dar chance a Massa

Da Gazeta Press

Monza (Itália) - Além de ter conseguido praticamente todos os recordes da Fórmula 1, outro fator pode ter influenciado a decisão de Michael Schumacher se aposentar. Segundo o alemão, não seria justo correr com o finlandês Kimi Raikkonen na Ferrari e tirar a chance de Felipe Massa.

"Passei um ótimo tempo aqui e não há motivo para continuar, tomando espaço no futuro de um jovem piloto tão talentoso quanto Felipe", disse Schumacher, em entrevista coletiva logo após o Grande Prêmio da Itália.

O heptacampeão admitiu que já sabia da chegada de Raikkonen desde o GP dos Estados Unidos, no começo de julho. A decisão, segundo ele, também teria sido influenciada pela negociação. Mais uma vez, ele não quis ficar no caminho.

"Eu já sabia há muito tempo, mas era óbvio que em Indianápolis que o futuro de Felipe precisava ser decidido logo. Não via razão para tirar sua oportunidade. Ele é muito talentoso e uma grande pessoa", explicou Schummy.

Helio Berti

Comente 13.09.06
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FIM
Marcelo Jardim

1. Pois é. Aquelas imagens em Monza ficarão para sempre guardadas. Aquele sentimento de despedida no ar, aquela pista invadida pelos fãs, o aperto de mão em cada mecânico, aquela cumplicidade em cada sorriso, o hino italiano e, finalmente, aquele abraço emocionado na esposa e no Jean Todt. Tudo isso é histórico.

2. Como histórica foi sua despedida. Despede-se vencendo, na Itália de Enzo Ferrari. Despede-se ainda no auge, competitivo como sempre foi. Despede-se feliz, mas com olhos cheios d´água. Enfim, despede-se numa coletiva para o mundo, como tinha que ser.

3. Nesta hora não é momento de rancor, nem mesmo de críticas. Não é momento de comparações, nem de lembrar os mortos. Não é hora de ficar citando estatísticas, muito menos enumerar defeitos (quem não os têm ?!), nem deslizes.

4. Não é hora de falar sobre o campeonato, essa punição estúpida sobre Alonso, os dois pontos agora artificiais que separam o espanhol de Schumacher, dessas atitudes questionáveis da FIA, dessa frescuragem toda que está se tornando a F1, ou seja, de todas essas coisas menores.

5. Não é hora de comemorar mais dois anos de Massa na Ferrari, se é que isso é motivo para comemorar. Do fantástico vice-campeonato de Nelson Piquet Jr. no GP2. De maldizer mais uma vez a corrida do sempre Barrichello, etc, etc.

6. É momento sim de celebrar e porque não de se emocionar. Depois de 15 anos, mais um capítulo histórico da F1 se vira e nós podemos dizer que o presenciamos. Afinal, para toda a Fórmula 1 Schumacher deixará saudades. Para a Ferrari, simplesmente a eternidade. Aos adversários, as migalhas que sobraram. Aos brasileirinhos, uma grande sensação de alívio.

7. Vida longa a Schumacher !!

Forte abraço e obrigado.



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Ola amigos

Apenas gostaria de trazer a atenção aqui uma tese que li no Blig do Gomes, e que me passou despercebida.

Alonso começou a sair do box para pista faltando aproximadamente 1:30seg para o término do treino. Disso me lembro bem, pois na hora até achei que talvez não fosse dar tempo de abrir a volta, já que o carro tava avariado, e as voltas estavam girando na casa de 1:22seg.

Bom, se somarmos os problemas do carro, mais o tempo que ele perderia no trajeto de saída dos boxes (que me lembro o seu box era o primeiro, ou seja, teria todo o pit-lane pra sair) chegamos a uma conclusão óbvia: Ele só cruzaria a linha a tempo se "sentasse a bota". E foi isso que ele fez, abrindo a sua volta a cerca de 2seg do fim do treino.

Dai eu pergunto: Como um cara andando com pé embaixo pode prejudicar alguém que vem atrás? Pergunto isso porque vi muitas opiniões dos responsáveis pelo site afirmando que a punição foi severa demais, mas não que ela foi injusta. Ao meu ver a explanação acima é prova suficiente de que ele jamais teve intenção em prejudicar alguém, estava mais preocupado em andar rápido, e por isso a punição nem deveria ter ocorrido.

Mais uma vez parabéns pelo site, e pelos textos, que quase invariavelmente são perfeitos.

José Júnior, São Paulo

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Ha muito tempo não tinhamos uma seqüência de 3 GPs de F1 disputados, com muitas ultrapassagens na pista, polemica, ou seja, emoção, que na verdade é o que todo mundo quer ver.

O GP da Hungria foi uma surpresa devido a chuva. Turquia foi um espetáculo de GP, deu gosto de assistir um GP com todos tipos de curva, subidas e descidas, que permitem disputas. Parecia que tinhamos voltado aos anos 70! Pena que pela besteira do pódio deve sair e nunca mais voltar. E Monza com suas retas, curvas de alta e chicanes permitem muitas disputas e ultrapassagens.

Sobre Monza, lamento o fato de Alonso ser punido, ou melhor, não entendi porque foi punido, pois atrapalhar Massa... só se foi na fila do banheiro, porque na classificação nada houve de irregular. E como o proprio Alonso afirmou em entrevista ao Peter Windsor apos o abandono, por ter largado atrás, acabou forçando o motor para superar Massa e Kubica, e o motor estourou. Agora Schumacher encostou, nitidamente tem mais carro (e pneus) que Alonso, mas ainda faltam 3 GPs e muita disputa boa pela frente.

Nunca admirei muito Schumacher, mais pela sua falta de habilidade em disputar posições sem se envolver ou causar acidentes. Seu talento e arrojo são indiscutíveis. Mas fica difícil lembrar de alguma disputa roda-a-roda, por varias curvas em que não houve alguém saindo da pista, uma suspensão quebrada, sejam antigos ou recentes os incidentes.

Para mim, pessoalmente, alem de ser rápido, preciso e arrojado, o grande campeão deve saber como disputar com outros na pista. Nessas horas, lembro da disputa Raikkonen x Montoya em Hockenheim 2002, lado a lado, roda-a-roda por quase uma volta inteira, sem se tocarem. E naquele momento pensei: "..se fosse com Schumacher, um dos dois já estaria fora". E lembro de Edgard Mello Filho dizendo naquela semana, apos a disputa dos dois que "quem não quer bater, nao bate".

Schumacher sabe como ultrapassar, mas não sabe ser ultrapassado, não sabe disputar em situação inferior. Talvez por isso tenha vencido tanto, por não admitir perder. Soube ganhar, e ganhou 7 campeonatos, talvez termine com 8. Sorte dele, méritos por ter se recuperado das derrotas dos primeiros anos de Ferrari. Foi persistente e mereceu seus títulos. Se Schumacher for campeao, vai ser interessante ver as Ferrari com números 0 e 2 ano que vem.

Resta saber quem vai querer ser o 0.

Abraco, Georges

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FIA analisa pneus da Ferrari usados em Monza
F-1
Da Redação

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) fará uma investigação com relação aos pneus Bridgestone que foram utilizados pela escuderia Ferrari na última corrida do campeonato 2006 de F1. Há suspeitas de irregularidades no uso da borracha.

A equipe Renault levantou a suspeita depois que técnicos da Michelin (fornecedora do time francês) obtiveram fotos de engenheiros da Bridgestone manuseando os pneus da equipe italiana utilizando roupas especiais e máscaras.

Ou seja, a cúpula da Renault acredita que os pneus Bridgestone da Ferrari foram tratados com produtos químicos para aumentar seu desempenho nas pistas. Tal prática é prevista no regulamento e está totalmente proíbida.

De acordo com Charles Whiting, responsável da F1, a Bridgestone explicou que os técnicos estavam simplesmente lavando os pneus e rodas da Ferrari para, justamente, evitar que substâncias químicas (que naturalmente se desprendem) afetassem o pessoal da equipe.

Toda a documentação, produzida pela equipe Renault, foi entregue aos responsáveis da FIA e os pneus utilizados pela Ferrari no GP da Itália - no último domingo - serão analisados pela entidade. Todavia, o processo deve demorar.

Alguém acredita que a Ferrari será punida? Eu duvido!!!

Helio Berti

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It's over, Michael!
Por Willian Lopes Machado

Esta primeira semana de setembro é repleta de lembranças: os ataques ao World Trade Center completaram no dia 11 cinco anos; daqui alguns anos, ou décadas, os historiadores podem chegar a um consenso de que, a partir daquele dia, iniciou-se uma nova fase na história, como a Alessandra insinuou há algumas colunas.

O dia 5 traz duas lembranças trágicas: a morte de Jochen Rindt em Monza/70 durante os treinos classificatórios e acidente que deixou Wayne Rainey paraplégico em 93 no circuito de Misano.

Daqui a alguns anos, poderei reforçar a idéia de que esta primeira semana de setembro faz parte da história. Uma semana antes, despediu-se das quadras Andre Agassi, um dos maiores tenistas que o mundo conheceu. Chegou a vez de Schumacher dizer adeus! O alemão encerrará a carreira em 22 de outubro, após o GP do Brasil, em Interlagos.

Mas a história poderia ser diferente. Talvez eu nem estivesse escrevendo estas palavras caso Bertrand Gachot, então piloto da Jordan em 1991, não ousasse brigar com um taxista em Londres e acabasse detido, o que o impossibilitou de disputar o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. E se Schumacher falasse a verdade a Eddie Jordan, ratificando que mal conhecia o circuito? A F-1 teria sua história manipulada: quantos títulos Damon Hill teria faturado? E Mika Hakkinen? E Rubens Barrichello? Quantos recordes deixariam de ser derrubados?

No GP do México em 92, Schumacher foi ao pódio pela primeira vez. Mansell, Senna e Prost não poderiam imaginar que aquele era apenas o começo de uma nova fase pela qual a F-1 ficaria marcada pelo domínio de um só piloto. Hill, Villeneuve e Hakkinen bem que se esforçaram, mas o mundo apenas acompanhava a F-1 para ver Schumacher. O alemão protagonizou atos vergonhosos, algumas polêmicas e diversas corridas. Pouquíssimos o perdoam por ter atirado o carro em Damon Hill em 94 em Adelaide. Não há também uma forma mais lamentável de se ganhar uma corrida como na Áustria/02. Mas, com exceção de Fangio, todos os outros grandes campeões também tiveram seus desvios de índole. Schumacher não foi o primeiro e não será o último.

E quanto ao acidente em Silverstone/99? E se naquele momento o alemão decidisse parar? Aliás, e se Irvine acabasse com o jejum de títulos da Ferrari em 99? Como o alemão prosseguiria a carreira, visto que outro piloto havia "conquistado" seu principal objetivo? São perguntas que nunca serão respondidas. Nem o próprio Schumacher seria capaz de encontrar as respostas.

São quinze anos de muitas histórias para contar. Realmente, tenho a sensação de estar envelhecendo bem mais do que deveria! Alguns dizem que a F-1 não será a mesma após a aposentadoria de Schumacher. É discutível! A categoria perdeu Ascari, Fangio, Brabham, Clark, Hill, Rindt, Stewart, Lauda, Piquet, Senna, etc. e não deixou de seguir em frente. Na verdade, o tempo supera tudo! E ele fará com que Schumacher permaneça apenas na mente das pessoas. As freadas, as disputas, as poles, os toques, as polêmicas, o hino alemão, a despedida, tudo está preservado.

É emblemático! No pódio de Monza, Schumacher com 90 vitórias prestes a se despedir e Robert Kubica em 3º, com apenas três corridas disputadas. Daqui a 10 anos, a fotografia do pódio do GP da Itália de 2006 poderá se tornar algo representativo: a despedida de Schumacher e o início da trajetória de Kubica, nascido na Polônia, um país socialista até bem pouco tempo atrás.

Mas o tempo é implacável. Acabou, Schumacher! O bastão agora está com Alonso, Raikkonen, Massa, Kubica e quem mais vier a disputá-lo.

Além de cuidar da esposa e dos filhos, quais são seus objetivos?

Esta é realmente sua despedida?



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Estava eu a pensar após o GP da Itália:

1) Agora que o Michael decidiu parar com essa bobagem de corridas e se dedicar de vez ao futebol, fiquei pensando cá com meus botões, e socializo com vocês a minha dúvida cruel: Quanto tempo será que o grande cheque sem fundo RALF vai durar na F1?

2) Em quem vocês apostam para o segundo cockpit da McLaren em 2007? (Webber? Hamilton?)

3) Será que o Vettel ganha uma chance no ano que vem?

4) Seria muito otimismo da minha parte imaginar que o Fisichella vai continuar sendo o Fisichella e pode sobrar cockpit na Renault pro Piquet ou pro Zonta no meio de 2007?

5) Desde 1986 o torcedor brasileiro tem um piloto que é o foco do ódio e secação nacional: Mansell, Prost e nos últimos tempos, Schumacher. Quem será o próximo odiado? Raikknonen? (Estaremos no ano que vem presenciando o nascimento dos Massistas - após Piquetistas, Sennistas, Saudosistas e o escambau?

Abraços!!!
JJ Fields






Meus palpites

1) Ralf deve durar mais do que Jarno Trulli

2) Mistério... Webber já fechou com a Red Bull, de forma que Hamilton é uma boa aposta

3) Não sei. Talvez em uma equipe menor.

4) Sem dúvida que seria muito otimismo mas acho que vale a pena torcer por Nelsinho, que fez uma boa temporada na sei-lá-como chama aquela fórmula.

5) Raikonnen é uma boa aposta, principalmente se Massa engroçar a disputa com ele, como acho que é perfeitamente possível.

Abraços (EC)

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Não existe a "teoria da conspiração", não existe favorecimento a um piloto em detrimento a outro, não existe decisão política que defina quem deva ser campeão do mundo na F1, eu prefiro continuar acreditando que não.

Ouvi muitos comentários na radio CBN e Bandeirantes no domingo pela manhã e muitos não entenderão a punição imposta a Fernando Alonso, fiquei com a impressão que sempre que um piloto estiver na frente de outro deverá ser punido, com se corrida de automóvel não envolvesse outros carros, mas uma coisa a certa, a corrida de Alonso foi prejudicada.

Na corrida Alonso foi fantástico, largou em décimo e estava em terceiro lugar quando o motor da Renault quebrou, um fato que não acontecia há muito tempo e ocorreu no pior momento para Alonso, pois o alemão encostou na classificação.

Alonso impôs um ritmo de corrida muito bom, alcançou o Massa que estava preso atrás do Kubica e quando o Massa entrou para seu pit stop ele encostou no Kubica permitindo que os dois entrassem juntos para o pit stop, proporcionado uma volta sensacional, por pouco Kubica não volta a frente de Alonso, mas saíram juntos lado a lado no pit lane.

Acredito que ouviremos muito o nome Kubica nas transmissões de treinos e corridas e não digo isso simplesmente pelo fato dele ter alcançado seu primeiro pódio já na terceira corrida de F1, mas sim por tudo o que ele mostrou nesta corrida, sua largada foi fantástica, saiu de sexto para brigar com Schumacher pelo segundo lugar na primeira cursa, quase passou a alemão e se tivesse conseguido iria dar muito trabalho, e só lembramos como foi à corrida do Massa.

Falando em Nigel Massa, o que foi aquela freada após o estouro do motor de Alonso, se foi em razão do óleo, Kubica foi mais experto e consegui sair da área suja deixando a encrenca para o Massa, que infelizmente mais uma vez errou no monto em que não podia faze-lo, e terminou em nono, uma corrida que todos da Ferrari esperavam que fosse segundo colocado, ainda bem que o contrato com a Ferrari já esta assinado.

Esperava mais do Raikkonen, largando na pole tinha esperanças que ele brigasse com o alemão pela vitória, mas a impressão que fica e que seu carro não tinha ritmo para acompanhar as Ferrari ou Raikkonen não estava motivado a enfrentar o piloto de sua futura equipe, após as declarações da Mclaren afirmando que ira trabalhar para dar um carro competitivo para que Raikkonen vença uma corrida ainda este ano, talvez tenhamos a resposta para esta minha duvida.

Fisichella, Barrichello e Heidfeld, para citar somente esses, fizeram uma acorrida básica, por falta de competência ou equipamento, realizaram mais uma vez uma corrida burocrática contando com a quebra e erros de outros pilotos para terminarem em quarto, sexto e oitavo lugar respectivamente.

Termino meus comentários analisando à corrida de Schumacher e sua decisão de parar, mais uma vez o alemão fez o que sabe fazer de melhor, ganhar corridas, ganhou na terra da Ferrari e no dia que anunciou sua aposentadoria no final desta temporada, algo para ficar na memória de todos os fãs do automobilismo, mas muito mais dos Ferraristas que passam a não ter duvidas que Schumacher será por muito tempo seu grande herói.

Sentiremos falta do alemão de suas corridas bem planejadas e sua capacidade de andar rápido, pois ninguém ganha noventa vezes na F1 somente tendo um bom estrategista nos Box.

Schumacher e um excelente piloto, e respondendo a pergunta que saiu em alguns sites "Schumacher e o melhor piloto de todos os tempos", respondo:

Não, pois de todos os tempos envolve muitas coisas, como adversários, equipamentos e regras, e um dos fatos que fez com que Schumacher alcance muitos recordes e o fato de estar na F1 em um momento único, onde não havia adversários em condições de enfrentar o alemão e sua poderosa Ferrari.

Mas isso na tira o brilho de um homem que conseguiu estar na melhor equipe após ter tido paciência e capacidade para ajuda-la a se tornar imbatível, outro piloto teria ido para outra equipe, mas Schumacher tinha um objetivo ser um dos maiores campeões da F1 pilotando uma Ferrari e ele conseguiu.

Espero que Raikkonen possa ajudar a Ferrari a continuar vencedora e que Alonso tenha paciência para fazer da Mclaren uma equipe vencedora novamente, que venha os novos tempos da F1.
Douglas Leal

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Edu e Panda

Acompanho F1 desde 1965 e tive a felicidade de ver o auge de Jim Clark e antes de seu trágico fim, vi surgir um outro escocês não tão talentoso mas com muita gana de vencer.

De repente, surgindo do nosso tão insipiente auto-imobilismo, Emerson Fittipaldi que de rato só tinha os dentes, mas na verdade foi uma astuta raposa. O primeiro piloto a encarar a F1 como um negócio.

Talento, todos que estão lá, tem. Uns mais outros um pouco menos.

Michael Schumacher extrapolou tudo isso. Ele foi um dos responsáveis por levantar a Ferrari. O que dizer de um bi-campeão que chega numa equipe onde só existia paixão mas pouco profissionalismo e que gramou quatro anos para depois começar a colher os frutos. Trocou todo mundo lá dentro, quebrou até uma perna, e montou a equipe hexa-campeã.

Ele só fez isto. E foi só, ... na Ferrari.

Schumi é muito mais que um piloto. Precisa ser muito forte mentalmente e grande espiritualmente para realizar isto. Se ele jogou o carro pra cima do Damon Hill foi só pra ser, … o campeão. Tudo o que ele fez de ruim, para alguns, foi pela vontade de ganhar. Ninguém é vencedor se for bonzinho, ainda mais na F1. Lembrem-se do nosso Ayrton em 1989. Por muito menos, o Schumi perdeu todos seus pontos em 1997.

Aliás, Hill campeão foi a coisa mais ridícula e desmerecida que eu pude presenciar na F1 depois de Keke Rosberg em 1982.

Quem critica o Miguel, como diz o Edgard, não entende p... nenhuma do que é F1. Viúvas do Ayrton. Aliás, brasileiro quando não tem como combater alguém, deprecia sua imagem, numa atitude puramente mesquinha.

O Alonso é tão profissional, talentoso e ganancioso por vitórias quanto o Miguel. E não é tão bonzinho e honesto quanto possa parecer. Não se esqueçam que o seu mestre é o mesmo que criou o Miguel.

Alonso vai trazer a McLaren de volta aos tempos das vitórias.

A Ferrari dormiu no ponto. O Kimi é apenas um piloto rápido. O Massa é mais profissional. É só ver nas suas declarações e no que está mostrando na pista.

Infelizmente o Barrichelo, com sua boca enorme e sua mente pequena, mais uma vêz errou. O Rubinho nunca esteve à altura de uma Ferrari. O Massa está provando.

Foi um prazer ter a oportunidade de expressar meus sentimentos.

Schumi, Octacampeão Mundial de F1. Mas cuidado que o Alonso vem aí.

Claudio C. Liberator

Comente 12.09.06
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Olá amantes do ex-esporte F1 (palavras do Alonso)

Eu revi a última volta de classificação do Massa, e realmente não percebi nenhuma intenção do Alonso em atrapalhar o Massinha.

Eu estou cego? A FIA errou?

Ricardo, Campinas

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É incrível aonde chega a inveja de alguns. Só posso sentir pena de certas pessoas rancorosas que se manifestam aqui. Pena, porque ao invés de aproveitarem a oportunidade de ver em cena o maior piloto de todos os tempos, se preocupam mais em detratá-lo.

Pelé, que é praticamente uma unanimidade, teve seus detratores, gente que se preocupava em exagerar as falhas do atleta, imaginando que pudessem ofuscar o gênio que estava em campo. O resultado está aí, após 3 décadas sem jogar ainda é considerado o maior jogador de futebol que já passou por aqui. E seus detratores? Esses não ficaram nem na história, sumiram de cena, pois a história é escrita com o tempo e o tempo é que mostra quem tinha razão. Aqueles que se preocupavam em detratá-lo perderam uma grande oportunidade de ver um gênio em ação e agora não têm mais do que falar. Infelizmente não pude ver esse gênio em ação.

Não vi Borg e só peguei o fim da carreira de Jimmy Connors e John McEnroe, mas graças a Deus pude ver o surgimento e acompanhar toda a carreira de Pete Sampras (o maior vencedor do tênis) e André Agassi e felizmente vi vários dos embates entre os dois e contra Boris Becker, que antes deles "aposentou" outro monstro das quadras Ivan Lendl. Agradeço a Deus por ter vivido isso.

Se não vi Wilt Chamberlain e só acompanhei o final de carreira de Kareem Abdul-Jabbar, felizmente vi Michael Jordan surgir e fazer coisas incríveis, deixando ofuscado até um mágico como Magic Johnson.

Assim como agradeço por ter acordado a tempo de reconhecer em Schumacher o melhor piloto que já passou pela F1. Em seu início de carreira, eu também agia como alguns dos recalcados que vemos por aqui, torcendo contra o alemão e querendo punição a ele até quando não tinha feito nada que merecesse. Fiquei p... quando vi o que fez com Hill em 94, mesmo que merecesse o título e vibrei quando a Ferrari quebrou após o choque com Villeneuve em 97. Mas o tempo foi passando e o que vi era que eu estava tendo a oportunidade de presenciar ao vivo a aparição de um novo Pelé, um novo Pete Sampras ou um novo Michael Jordan.

Ainda bem que despertei a tempo e pude ter a satisfação de ver a parte mais vitoriosa do maior piloto de todos os tempos. Enquanto alguns passaram os últimos anos se mordendo de raiva e inveja com o sucesso do alemão, eu continuei com uma satisfação imensa de acompanhar a F1 e ver a carreira de um gênio.

Desde 2001 o piloto que eu mais torcia era Montoya, pelo ímpeto dele, pela "loucura", mesmo que acabasse fora da corrida, pois sinto saudade da época das ultrapassagens. Mas não deixei de vibrar com os resultados do alemão, pois ele e sua equipe, mais que ninguém, souberam como ganhar com o regulamento. E conhecer o regulamento é o mínimo que se espera de quem entra em uma competição. Fugiram dele algumas vezes e foram punidos por tal. Lembro das desclassificações em 94 e lembro que gostei daquilo, mesmo sem provas conclusivas. Aquelas punições foram consideradas exageradas, tal qual estão falando de Alonso agora.O mundo dá voltas.

Se a F1 está mais chata agora não é culpa do alemão. As ultrapassagens deixaram de existir por culpa do regulamento e nessa situação há duas hipóteses: reclamar e ficar que nem tonto dando volta em trenzinho ou usar a capacidade de um gênio em dar volta de treinos durante as corridas e conseguir as ultrapassagens nas paradas de box. Se ele não é tão bom, porque ninguém conseguiu repetir com o mesmo sucesso uma tática já conhecida?

Graças a Deus acompanhei a carreira desse gênio e pude vê-lo reerguer um mito que estava sendo enterrado. Quando lembro da Ferrari como Ivan Capelli...

Obrigado Michael Schumacher por ter nos dado tanto encantamento. Por ter ficado 15 anos disputando em alto nível, coisa que outros gênios como Sampras e Jordan não conseguiram fazer. Conseguindo ou não o oitavo título, você sai por cima. Quanto a seus detratores? Não ligue, todo líder tem quem o inveje. Você arrasou com vários pilotos muito bons que passaram em sua época, que foram ofuscados por seu talento e por isso dizem que não apareceram outro bons pilotos na sua época. A verdade que eles estiveram aí e você não deu chance a ninguém. Pelé ofuscou muita gente boa e outros só tiveram destaque porque no futebol são necessários 11 em campo, o que é diferente da F1.

Agora teremos a oportunidade de vermos outros bons pilotos em ação, como Alonso, Raikkonnen, Massa e Kubica. Parabéns pelos seus feitos alemão e obrigado pela oportunidade de presenciá-los.

Emerson, Salvador

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Em primeiro lugar, parabéns à Alessandra Alves e ao Edu pelos excelentes artigos sobre a despedida do alemão.

Sobre o possível duelo Raikkonen X Massa, é sempre bom lembrar que o finlandês será o primeiro piloto e a Ferrari só vai trabalhar para que um chegue ao título. Se o Felipe Massa quiser alçar vôos maiores que o Barrichello ele só tem uma opção: colocar tempo no finlandês durante os testes de inverno e chegar na frente dele nas três primeiras provas do ano: Austrália, Malásia e Bahrein.

Se Raikkonen fizer uma pré-temporada melhor e chegar na Espanha com mais pontos no campeonato, pode ter certeza, já era para o Massa.

Abraços aos amigos gepetos,

Anderson Rubin, Brasília

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Escrevo só para agradecer o privilegio que me foi dado por Jefferson Reinholds e Geopaulo Rinjon (role a página para baixo) de ler dois excelentes textos, ambos equilibrados e isentos. Parabens.

Isafan Silva

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Julio Cesar Flores, tô contigo, meu véio!! Só digo uma coisa: "A inveja é uma mer**!"

Agora além de site sobre automobilismo, o GPTotal virou site de humor... HUAHHAUHUAHAUHAHUA

Abraços!

José Ângelo

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Pandine e Edu

Já estou de saco cheio deste papo da aposentadoria do Alemão. Que ele vá curtir a sua vida com tudo o que ganhou e espero que a partir do ano que vem, a Fórmula 1 comece uma nova era, de jovens pilotos como o Alonso, Massa e as promessas de pilotos como o Kubica, Rosberg, Kovailane, Piquet Jr, Hamilton e outros que vão fazer da futura categoria muito mais interessante e justa.

Espero que agora a discussão seja em torno destes pilotos.

Abraço.
Jovino

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Nelson Piquet certa vez falou que acabaria de vez com a sua equipe assim que Nelsinho fosse para F1.

Mas e agora, o que acontece com a equipe? Ele continua com ela, contrata um novo piloto, ou deixa Negrão a ver navios?!

Willy

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A grande pergunta que só será respondida a partir do ano que vem é se a Fórmula 1 vai ficar melhor ou pior sem o Schumacher. Eu penso tipo o Manuel Blanco e acho que o Alemão não fará falta e penso que ele já embora tarde.

Esportivamente falando a Fórmula 1 não tem nenhum exemplo digno de um grande campeão na era Schumacher. Nunca um piloto teve tantas regalias, nunca um piloto foi tão super protegido. Sinceramente não consigo tecer palavras de elogios ao Schumacher ou a sua era na Formula 1. Pelo contrário, vejo até como um alívio. Espero não mais ver um piloto da Ferrari sendo impedido de ganhar corridas ou brigar por títulos por que só o Schumacher podia.

Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói

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O automobilismo realmente não tem justiça.

Alonso fez ontem mais uma prova fabulosa. Depois de ser punido e largar atrás, conseguiu fazer duas ultrapassagens na pista e ainda executou uma manobra de incrível precisão na ultrapassagem sobre Kubica na saída dos boxes. O estouro do motor foi realmente um pecado, pois com 8 pontos de vantagem, o Alonso ainda teria como administrar o campeonato. Agora ou a Renault dá um carro capaz de fazê-lo voltar a lutar por vitórias ou um título mais que merecido pode escapar. E por culpa exclusivamente da equipe.

Schumacher ganhou a corrida com um pé nas costas, diante de um Raikkonen ao que parece sem muita vontade de disputar a vitória. Chega a ser uma ironia que neste ponto do campeonato talvez não seja interessante para o Raikkonen atrapalhar a Ferrari, quando para o patrão dele o interessante seja justamente isso!

Uma vitória com a Ferrari em Monza não seria ideal de ser a última vitória do alemão?

O Alonso já abandonou duas provas por problemas mecânicos. Tá na hora do alemão quebrar também.

A punição ao Alonso é altamente discutível, embora não seja a primeira vez que houve punições deste tipo. Mas que essa veio a calhar para a Ferrari, veio.

Aliás, não sou muito de acreditar em teorias da conspiração, mas a FIA vir a proibir os amortecedores de massa depois de mais de um ano justamente no momento em que a Ferrari reagia é no mínimo estranho.

Sobre a afirmação do Pandini das pessoas não se indignarem com a ultrapassagem do Alonso, deve-se observar que foram duas situações diferentes. Ontem ambos os carros passaram do ponto de freada na chicane e Alonso já estava com o carro à frente de Heidfeld quando chegaram à curva, com a preferência da tomada. Foi uma manobra discutível? Sim. Claramente irregular? Não. No caso da Hungria, o De La Rosa fez perfeitamente a curva, enquanto o Schumacher não. A ultrapassagem já estava consumada quando o alemão passou reto, e mais do que isso praticamente jogou o carro para cima do De La Rosa.

Belíssima a coluna do Eduardo Correa. Realmente cada época tem o campeão que merece.

Um leitor questionou por que Schumacher desperta sentimentos negativos. Parafreseando um jornalista ALEMÃO citado na coluna de Alessandra Alves: "Não gostamos de quem ganha roubado".

Notei o talento dele desde a primeira corrida, mas desde 94 passei a ter antipatia pelo seu caráter nas pistas, o que só se confirmou ao longo do tempo.

Antes que alguém venha me acusar de patriotismo cego, comparando a manobra de Senna em 90 com as inúmeras de Schumacher, vamos por devidamente os pingos nos "is". Uma coisa é jogar sujo contra quem nunca lhe fez nada, outra coisa é fazê-lo contra quem o fez deliberadamente no passado e saiu impune por isso. Embora esta segunda atitude não seja correta, são duas situações completamente diferentes.

E já que o Alemão está se aposentando, e perguntar não ofende, perguntaria aos colunistas do GP Total:

Se o Senna não tivesse morrido, o Schumacher teria ganho tudo isso que ganhou? Se um piloto como o Alonso tivesse surgido 10 anos atrás, Schumacher teria ganho tudo isso que ganhou?

Alguém é capaz de responder afirmativamente estas duas questões?

É lógico que o se não joga. Mas antecipando minha opinião, não enxergar na morte de Senna e na ausência de rivais do mesmo nível como um fator determinante para o estabelecimento de todos os seus recordes, para mim, é não enxergar o óbvio. Não tira os méritos do que conquistou, mas sem dúvida teve uma vida muito mais fácil.

A verdade é que o alemão só enfrentou pilotos fora-de-série no início (Senna e Prost em 92 e 93) e no ocaso (Alonso agora) de sua carreira. Nestas ocasiões lutou de igual para igual, mostrando-se à altura destes, e não num nível acima. Bem diferente de Senna, Prost e Piquet, que tiveram que se engalfinhar durante toda a carreira.

Pode até ser campeão este ano, mas não está pilotando mais do que o Alonso.

Sérgio

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O fim e o começo
por João Eduardo

Caros amigos,

Como não poderia ser diferente, gostaria de abordar um pouco a questão da despedida de Michael Schumacher, sendo esta agora já confirmada.

Porém, gostaria de, antes, me retratar por uma falha em meu texto anterior, que resultou em um texto, no mínimo, incompleto. Bem, eu apontei 5 fatores de expectativa para o próximo mundial, que, na minha humilde opinião, poderão contribuir para que a Renault inicie um processo de queda no próximo ano.

E por pura e simples falta de atenção, eu não apontei um 6º e relevante fator, que gostaria de expor agora: A rápida ascensão da equipe BMW.

Como pudemos observar (não apenas neste último GP da Itália, mas durante toda esta temporada), a equipe descendente da Sauber atingiu uma qualidade que certamente não esperaríamos da Sauber em si. E, para que não me aprofunde muito nesse tema, apenas convido os amigos a observarem a performance da equipe desde o começo do ano, em especial na última corrida, para que possam confirmar a veracidade desta afirmação.

Além de um bom carro, que certamente estará ainda melhor no próximo mundial, a equipe contará com um piloto que, em sua terceira participação numa corrida, mostrou-se uma grata surpresa, que pode "dar trabalho" a pilotos mais experientes: Robert Kubica.
Independente de fatores externos, podemos afirmar que "enquanto pilotos experientes e em condições de praticamente igualdade de equipamento estavam mais para trás, ele estava no pódio, tendo passado por bastante pressão durante boa parte da corrida..."

Bem, agora, vamos ao tema que propus: O fim e o começo.

O que observamos neste último final de semana, na Itália, foi um marco imenso na história da F1. Afinal, independente de termos nossos pilotos favoritos, que podem ou não incluir Schumacher, assistimos ao anúncio que significará duas coisas a partir de 2007:

O final de uma era lendária na Fórmula 1 e o começo de uma outra.

O anúncio de que o alemão abandonará as pistas ao final desse ano colocará fim na chamada "era Schumacher". Afinal, nos últimos 15 anos (e nas próximas 3 corridas também), quer tenhamos gostado disso, quer não, nos acostumamos a ter o nome "Michael Schumacher" sempre vinculado aos que iriam lutar pela pole-position, pela vitória e pelo título. Na realidade, pelos números, difícil mesmo era não ter esse vínculo fortalecido a cada corrida, pois de 247 GPs disputados (até o término do GP da Itália), Michael fez 68 pole-positions ganhou 90 corridas e conquistou 7 títulos. Sem mencionar a quantidade de vezes que subiu no pódio.

E, além de tudo isso, seu anúncio de aposentadoria ocorreu quando, faltando 3 corridas para encerrar seu ciclo na F1, está a apenas 2 pontos de diferença do líder do campeonato, isto é, tem chances de aumentar ainda mais seu recorde de títulos.

Ao mesmo tempo, o anúncio inicia um novo começo na Fórmula 1: o começo de uma nova geração que, sem a referência multivitoriosa do heptacampeão, terá "liberdade" para lutar "livremente" por pole-positions, vitórias e títulos. E, nessa "nova era", nomes como Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Jenson Button e, agora, Robert Kubica certamente nos darão emoções dignas dos melhores tempos da F1, pois aparecem com bastante força.

Só que, é estranho o fato de que a ausência de um único piloto fará com que tenhamos as mais diversas reações ao assistirmos os primeiros GPs de 2007.

Quando ligarmos a TV para assistir o GP da Austrália de 2007, não teremos mais a expectativa de ver Schumacher correr. Ou seja, aquele vínculo ao qual nos acostumamos nesses anos todos, de seu nome com a vitória, não mais existirá, de modo que precisaremos nos reacostumar a apostar em quem ganhará as corridas.

Estranho também será ver Kimi Raikkonen vestindo o macacão vermelho da Ferrari, visto que também nos acostumamos a vê-lo de cinza nesses 5 anos que correu pela Mclaren e Fernando Alonso de cinza...

É... será uma era cheia de novidades e expectativas...

Além disso, desde a primeira corrida do ano, a possibilidade de vitória estará em aberto de uma forma jamais vista nesses anos.

Então, além de todos os nomes citados acima terem a "liberdade" para lutar pela vitória, nós também, a partir de 2007, teremos a "liberdade" para apostar em quem vai ganhar, sem ter que colocar Schumacher entre os favoritos. E isso é o que será estranho no começo.
Por exemplo, já pensou em como vai ser esquisito não ter o nome "M. Schumacher" ou "MSC" nos tempos de cada volta? E não ter mais a necessidade do "R" antes do nome de Ralf Schumacher na tela dos treinos e das corridas?

Pois é amigos... Michael fará falta. E eu, como admirador da Fórmula 1, também sentirei sua falta.

Um abraço a todos!


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LAP,

minha crítica à FIA tem fundamento, especialmente se você analisar a proibição dos amortecedores de massa. Ora, eles já eram usados desde 2005, outras equipes, inclusive a Ferrari, tentaram adotar a mesma tecnologia, sem sucesso, e, inexplicavelmente, justo no GP da Alemanha (que coincidência, não?), começou a ser discutida a proibição de tais amortecedores.

Esta proibição ABSURDA, segundo a justificativa oficial, ocorreu por favorecer a aerodinâmica dos carros da Renault, e acabou por matar o desempenho dos carros. Apesar de alegarem que a perda por volta é de apenas 0,3s, o prejuízo foi muito maior, pois toda a suspensão do carro foi projetada em função destes amortecedores, inclusive os pneus. Não se esqueça da "lavada" que a Ferrari, em especial o Schumy, estava levando do Alonso, quando tal dispositivo era usado. Sua proibição, óbvio, visou desestabilizar os carros da Renault e favorecer a recuperação do alemão, no ano de sua despedida.

Quanto a ultrapassagem do Alonso sobre o Heifeld, eles não seriam tão cara de pau, para punir o Alonso 2 vezes no mesmo final de semana, sendo que o alemão fizera algo semelhante sem maiores consequências com o de La Rosa.

Quanto a Mônaco, pelo amor de Deus, LAP, se o alemão não fosse punido, a F1 viraria terra sem lei, do vale tudo; a manobra dele foi ridícula!!! Não dá para comparar o episódio em Mônaco com o ocorrido em Monza. Se você pensar com cuidado verá que o favorecimento à Ferrari é óbvio, não vê quem não quer.

Não estou falando que o alemão não é competente, não seja um ótimo piloto...mas, se tais decisões não tivessem sido tomadas pela FIA, em especial a vedação absurda de se utilizar os amortecedores especiais, o Alonso, a esta altura do campeonato, já seria campeão com folga. Sem querer ser o dono da razão, mas pense bem se as coisas não estão sendo montadas para que o Schumy se despeça da F1 com o título.

Abraço,
Mário

Comente 11.09.06
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Prezados Edu&Panda,

Já vai tarde !

Pior vai ser agüenta-lo nos festivais de veteranos de Goodwood!

Este sujeito é muito chato!

Edu, meu caro

Permita-me endossá-lo com uma dose de sarcasmo. Mais do que nunca, sua frase bem resume a F1 de hoje: Cada época tem o campeão que merece!

Aleluia! Está acabando, graças a Deus, a época mais sem graça que já vi em toda a história da F1! O caolho reinou por dez anos em terra de cegos! Chega!

Já que o sujeito vai embora, tomara que tenhamos campeões que ultrapassem nas pistas, no braço.

Grande abraço
Manuel Carvalho - Santos SP

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Vai-te!

Isidoro, Fortaleza

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Fim.
Por Jefferson Reinholds

Fim para mim, que não vi o cavalo gigante e sorrateiro dos gregos ser recolhido inocentemente pelos convencidos troianos.

Fim para nós, que não vimos Pôncio Pilatos pegar um judeu pobre e inocente e, para agradar a multidão, lavar literalmente as mãos e mandar Jesus para a cruz.

Fim para mim, que não estava na praia quando as primeiras caravelas começaram a chegar do velho continente para dar início a esta nação avacalhada chamada Brasil.

Fim para nós, que somente pela literatura ficamos sabendo como se desencadearam as Revoluções Francesa e Industrial.

Fim para mim, que não estava com Daimler ou com Ford, quando estes davam os primeiros passos, ou melhor, as primeiras "rodagens" com suas carroças motorizadas.

Fim para muitos de nós, que não vimos Fangio bater Ascari ou Moss, e vice-versa, numa época que muitos pais de hoje ainda não eram nem uma encomenda.

Fim para todos que gostam ou não desse esporte fantástico chamado automobilismo, porque o capítulo que se encerrou é mais uma engrenagem do complexo sistema que nós mantemos para sobreviver.

Fim para o meu filho, que nem nasceu ainda e que, por demora minha em tomar essa decisão, não vai poder ver o que eu vi, não vai poder sofrer como eu sofri, não vai poder adorar como eu adorei.

Fim para o esporte, tal como era este até antes dele, deste que hoje nos deixou: que garra pode ter quem compete para não vencer? Que glória maior do que vencer a guerra, lutando em todas as batalhas?

Fim para o meu sonho, para a minha raiva, para a minha indignação, para a minha repulsa, para o meu amor, para o meu carinho, para a minha torcida.

Eu que não vi ao vivo sequer a vitória de Senna em Donington (1993) ou a ultrapassagem de Piquet na Hungria (1986), porque meu pai me arrastava nos domingos de manhã para a igreja.

Eu que não vi Gilles Villeneuve andar atravessado, andar na grama, andar sem roda, andar lado a lado e morrer antes de andar sobre os louros de um título mundial.

Eu que não vi ao vivo o acidente de Senna...

Mas uma coisa eu vi, muito, sempre, com cada detalhe, em cada momento.

Eu vi Michael Schumacher começar, eu vi Michael Schumacher ganhar, eu vi Michael Schumacher voar sobre as rodas de Hill, eu vi Michael Schumacher tocar para cima do Villeneuve.

Eu vi a reconstrução do poderio e do orgulho da Ferrari.

Eu vi como se constrói um mito.

Eu vi Michael Schumacher correr e destruir seus adversários.

Eu vi Michael Schumacher ser sete vezes campeão mundial e possivelmente o verei ser oito vezes campeão mundial.

Eu vi Michael Schumacher se aposentar.

Eu vi Michael Schumacher, e isso ninguém tira de mim. Nem Schumacher!

Obrigado, Michael.



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Bom dia a todos do GPTotal e leitores.

Achei uma vergonha a punição ao Alonso. Foi ridícula e descabida. Uma viadisse, uma boiolagem dos "dirigentes" da F1. Estão querendo fazer o azedume campeão de qualquer forma.

O Alonso teve que andar acima do giro normal do motor a corrida inteira para tentar diminuir o prejuízo decorrente da punição e deu no que todos viram. O link do You Tube está aí para todos verem a volta de classificação do Massa...ele não foi atrapalhado em nenhum momento.

O Alonso tem razão. Fórmula 1 não é mais esporte. A F1 se transformou em um grande jogo de interesses.

Grande abraço a todos.
Luís Sérgio, Brasília



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Pandini,

A punição ao Alonso e ao Schumacher na Hungria e a do Schumacher em Mônaco foram todas corretas, pois houve realmente infração. Porém, o que não dá pra acreditar é a Fia arrumar uma punição pra jogar um postulante ao título pro meio do grid.

Quanto aos dois cortarem a chicane, normal. O regulamento prevê quando é errado cortar chicane. Foi uma precipitação do leitor acusar o Schumacher e defender o Alonso nisso.

Bruno

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O Sr. Mario poderia encerrar seu domingo sem levar esta "chinelada" do LAP, pois torcedores como vc e Sr R.Herman, são o que de pior tem na F1, pois são parciais, raivosos e invejosos. É só questão de tempo pra que vcs peguem pra cristo algum piloto que se atreva a buscar os numeros de Senna. LAMENTÁVEL A POSTURA.

P/S: Se a manobra que Massa alegou ser feita por Alonso de atrapalhar deliberadamente a sua volta, fosse feita por Schumacher à frente das Renaults, era só marcar o linchamento, mas como é o Alonso......

Julio Cesar Flores.

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OS GÊNIOS E A HORA CERTA DE PARAR
Geopaulo Rinjon, Rio de Janiero

Michael Schumacher sai das pistas e entra para a história, lugar, aliás, ao qual já pertencia antes mesmo de sua anunciada aposentadoria. Detentor de todos os recordes da categoria, o alemão foi um dos poucos esportistas a se tornar lenda, estando ainda vivo e ativo. Caso raro na história deste esporte - sim, por que ao contrário do que Alonso dissera, em seu justificável choro de protesto pela punição de perda de posições no grid do GP da Itália - ainda considero a F-1 um esporte.

Apesar de ter todos os números a seu favor - sendo os principais deles os inacreditáveis sete (podendo virar oito) títulos mundiais e as inimagináveis noventa (podendo virar 93) vitórias -, Schummy nunca foi uma unanimidade como piloto, e aqui mesmo, nesta comunidade, a qual me filiei recentemente, já pude perceber o quão divididas são as opiniões a seu respeito. Amado por uns, que vêem nele o maior piloto de todos os tempos, alguém que transformou a Benneton num grande time e ressuscitou a então moribunda Ferrari (algo que nem Prost fora capaz de fazer). Odiado por outros, para os quais não passa de uma espécie de "Dick vigarista", que soube se valer da ausência de adversários a altura após a morte de Senna e de possuir sempre o melhor carro.

Para seus fãs, Schummy será lembrado por sua superioridade absoluta sobre os rivais, seu completo domínio das situações de corrida e, claro, pelos números incomparáveis e, talvez, inigualáveis. Para outros, o alemão será sempre o sinônimo de trapaças, condutas antiesportivas, manobras desleais - dentro e fora da pista, e por ter tornado a F-1 uma categoria monótona, sem ultrapassagens, com corridas decididas nos "pit stops". São opiniões apaixonadas e, por isso, ambas têm uma dose de verdade e de exagero.

Particularmente, tento não me influenciar por elas. Acompanho F-1 desde 1980. Não tive a sorte de ver Fangio, o maior herói da década de 50. Também perdi Clark, Hill e Brabham, mestres nos anos 60. Era ainda muito criança, quando Stewart e Fittipaldi brilharam nos anos 70. Mas pude ver os últimos anos do estilo cerebral de Lauda, a técnica refinada de Piquet, a conduta professoral de Prost, o ímpeto leonino de Mansell, o perfeccionismo de Senna. Não quero entrar na polêmica sobre se Schumacher é - ou não - o melhor da história, mas hoje tenho a forte impressão de que encontrei no alemão tudo aquilo que vi dissipado naqueles outros grandes que fizeram a minha Fórmula-1, inclusive uma certa amoralidade.

Por isso, encaro a despedida do hepta - e possível octa - campeão, com um misto de sentimentos. De perda, de vazio, por um lado, porque, num mundo onde reina a mediocridade, Schumacher era uma exceção. Alguém que sabia fazer a diferença, capaz de decidir uma corrida em apenas três ou quatro voltas magistrais. Na época do consenso, do pensamento único, do politicamente correto e do bom mocismo, Schumacher deixará saudades também pelas polêmicas que protagonizou: ganhou e perdeu títulos jogando o carro sobre os dos adversários; fingiu acidentar-se para atrapalhar os concorrentes e garantir a primeira posição no grid de largada; exigiu tratamento preferencial na Ferrari em detrimento dos companheiros de equipe. São manchas no seu currículo, que provam que ele não era santo. Ainda bem, porque santos não são gênios. E, particularmente, sempre admirei mais os gênios do que os santos da história.

Antes que me crucifiquem, quero deixar claro que não abono a falta de ética e o maquiavelismo schumacheriano. Não acho que os fins justifiquem os meios em todas as situações. Assim como também não abono as cínicas manifestações de apoio que parte da nossa classe política, intelectual e artística tem dado ao presidente candidato à reeleição, apesar dos escândalos de corrupção que marcaram seu governo e que ele finge não ver. A ética conta sim e muito. Apenas acho que, no caso de Schumacher, os deslizes morais foram desnecessários e pouco contribuíram para aumentar sua enorme lista de conquistas, com a provável exceção do título de 1994. Já no caso do nosso presidente, tenho cá minhas dúvidas.

Por outro lado, a despedida de Schumacher, tal como está ocorrendo, com ele ainda vencendo corridas, deixa-me um tanto quanto aliviado. Seria triste vê-lo limitado a disputar posições intermediárias, arrastando-se nas pistas, como fizeram Fittipaldi e Piquet nos últimos anos de suas carreiras. Não gostaria também de vê-lo sempre batido por pilotos mais jovens, porque seus reflexos já não funcionam tão bem quanto antes.

De certa forma, a temporada passada e a atual mostraram ao alemão, que, neste esporte como em tantos outros, a juventude às vezes fala mais alto. Senna já havia provado deste veneno, nas primeiras corridas de 1994, antes do fatídico acidente de Ímola, quando um jovem alemão teve a ousadia de ameaçar o seu aparentemente incontestável domínio dentro das pistas. O espírito daquele jovem alemão pode ter transmigrado para o corpo de um espanhol chamado Alonso ou de um finlandês de nome Raikkonen. Não que Schumacher não mereça, às vezes, ser batido. Cá entre nós, dá-nos até um certo prazer nisto. Temos uma incontrolável tendência de torcer pelo mais fraco, desde que o mais forte não seja o nosso favorito. Suas derrotas para Villeneuve e Hakkinen foram absolutamente merecidas, mas aquelas Schumacher sofreu, não por estar velho mas porque seus adversários - carros e pilotos - lhe foram momentaneamente superiores. Diferente seria se, daqui por diante, sua performance viesse a cair devido a desgaste natural provocado pela idade.

Por isso, acho que Schumacher acertou mais uma vez ao interromper sua carreira de piloto no ponto em que se encontra agora. Ele foge da decadência e pára no topo, com o oitavo título ou, na pior das hipóteses, com um vice-campeonato honroso. E até neste aspecto - a escolha da hora certa de parar -, o alemão fez a diferença. Compara-se assim a Pelé, que deixou os campos logo após conquistar o tricampeonato mundial. Ou aos Beatles, que se separaram poucos meses depois de terem gravado aquele que muitos consideram o melhor álbum da banda - Abbey Road.

Os grandes gênios não admitem a decadência. E assim como o fim da "Era Pelé" abriu os gramados para novos craques do quilate de Johann Cruiff, Zico e Maradona, e assim como o fim da "Era Beatles" deixou os palcos livres para novas superbandas como Led Zeppelin, Pink Floyd, Queen, há de se especular, agora que a "Era Schumacher" aproxima-se do seu desfecho, quais são os candidatos a herdeiros da coroa de "top driver" da F-1. Fernando Alonso, até o momento, tem se apresentado como o sucessor natural do alemão e leva a vantagem de já ter um título no bolso. Ainda haverá chance para Raikkonen, agora a bordo de uma Ferrari? Ou para Jenson Button, quando a Honda lhe der um carro regularmente competitivo? Ou deveremos esperar por novas promessas como Kubica, Kovalein, Rosberg ou Hamilton?

Mais do que isso, assim como há uma voz generalizada, embora não unânime, de que Pelé jamais foi destronado de seu posto de rei do futebol e de que os Beatles eternizaram o título de maior banda de todos os tempos, cabe a pergunta: no futuro próximo ou distante, alguém conseguirá superar Michael Schumacher?


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Oi Edu. Quanto tempo hein!

Este GP de Monza me provocou um misto de sentimentos que não sei explicar. Um fato histórico acontece, uma geração termina. Uma nova geração parece preparada para tomar as luzes da ribalta. E não me sensibilizo nem um pouco com tudo isso. É certo que daqui a 50 anos vou poder contar aos meus netos que vi todas as corridas de Michael Shumacher na F1. Todas mesmo, desde a estréia. Mas se perguntarem como foi, vou ser franco e dizer que foi uma época em que me desapaixonei pelas corridas.

Um dos motivos talvez seja a maioridade, que faz você ver que as coisas não são "encantadas" como você pensava que era. Outro motivo talvez seja a "balança" da Formula 1 (política-esporte) estar cada vez mais pendente para a primeira. Talvez também seja a estranha relação entre a Ferrari e a Fia.

Não estou aqui para defender Alonso, até porque não ganho nada com isso. E também não estou aqui para dar rompantes de indignação como se nada disso nunca tivesse acontecido no passado. Mas à mim não há dúvidas que está acontecendo novamente. O campeonato foi descaradamente manipulado à favor de Prost em 1989. Senna, na época já denunciava isto. Hoje em dia os envolvidos ADMITEM a tramóia.

Se tivesse a idade que tenho hoje naquela época, acho que teria abandonado às corridas.

O que posso dizer é que Shumacher, sendo este grande piloto que é, deveria tomar uma posição mais honrosa. Mas como você mesmo falou, ele é de uma geração que não liga muito para isso. O objetivo é o resultado e nada mais. Mas se tomasse uma posição digamos mais, "elegante" talvez enfim, se tornasse uma unanimidade entre os amantes das corridas, como Fangio é até hoje.

Ah, teve corrida, claro...

* Kubica. Esse cara realmente impressionou. Deixou no chinelo o Heidfeld. Este por sinal, cada vez mais me lembra o Thierry Boutsen.

* Cheguei a torcer para que Kimi ultrapassasse Schumacher no final. Parecia que tinha carro, mas faltava algo mais... logo depois minha mente voltou a funcionar logicamente e concluiu que isto jamais ia acontecer.

* Fernandão fez outra corridaça. Além de tudo, está pintando um líder, alguém sem medo de falar.

* No âmbito automobilístico, não aconteceu mais nada de relevante. Não gosto de falar de política, que é o que está virada esta pretensa Formula 1.


Lucas Ochoa

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Argentina 6 X Perú 0

Eu era só um moleque quando um locutor noticiou na TV que um piloto brasileiro havia feito sua estréia na Fórmula 1 pela equipe Lotus e terminara em oitavo lugar em sua primeira corrida na categoria. Zombei: "Oitavo lugar? Grande porcaria." Meu pai, então, me falou: "Depende. Se tinha só oito correndo, ele ficou em último; se tinha vinte, ele ficou à frente de 12. E foi a primeira vez que ele correu e os outros já estavam lá faz tempo." Eu era moleque ainda em 10 de setembro de 1972. O tempo continuou passando, como tem mesmo que ser.

1978 - Argentina 6 X Perú 0.
1989 - GPs de Portugal e Japão.
2002 - GP da Áustria, lembram-se?
2003 - Largada por controle remoto de Rubinho e punição a Montoya por "tentativa de ultrapassagem" no GP dos EUA.
2005 - Szveiter, Edilson, Corinthians campeão brasileiro...
2006 - Escândalo no campeonato italiano: grandes times são rebaixados e dirigentes presos por manipulação de resultados.
Lembro-me de uma entrevista pesadíssima dada por Senna após conquistar o tri-campeonato. Ele jogou o carro sobre a Ferrari, mas fez pontaria na FIA, no Ballestre. Depois jogou tudo no ventilador. Tá tudo aí misturado nesta marmelenta F1-2006, neste Argentina X Perú que se desenrolou em Monza no sábado. E nós ficamos com cara de palhaços. Punir tão duramente um piloto porque seu carro provocou vácuo quando cruzava a Parabólica em altíssima velocidade pra iniciar uma volta lançada é o fim da picada.

O final de treino teve a mais explícita demonstração de que havia mesmo a intenção de prejudicar Alonso. Logo no início um carro teve seu pneu estourado e completou a volta esparramando detritos pela pista. A sessão foi interrompida para limpeza. Na ultima parte repetiu-se a mesmíssima situação com Alonso, só que o treino não foi interrompido. Por quê será, né? Mas não foi o bastante. Numa demonstração de que é mesmo marrento, o espanhol trocou o pneu, fez uma volta mais ou menos. Colocou outro jogo de pneus, saiu do box a coisa de um minuto e meio do final do treino, abriu a volta em cima da hora e colocou um carro com avarias aerodinâmicas e a incerteza sobre o real estado da suspensão em quinto lugar no grid.

Aí morava o perigo. Aí estava o sujeito que poderia azedar o molho, botar abaixo a lona do circo que vinha sendo armado desde o meio do ano, com aquela história de proibir no meio da temporada o amortecedor da Renault e autorizar a Ferrari a usar as tais calotas. Sem contar a tal punição imposta a Alonso na Hungria, compensada na marra com punição mandrake imposta ao Miguel Sapateiro pra não dar na vista. Sábado, Felipe Massa encarregou-se de encenar o papel que acarretaria dura punição ao espanhol por ter provocado vácuo à sua frente... Raikkonen roubou a pole, mas comportou-se bem, futuro piloto da Ferrari que é. Difícil, muito difícil alguém me convencer que a partir da metade da temporada não se iniciou uma tenebrosa manipulação do campeonato.

O 'vício´de acompanhar F1 sobreviveu à morte chocante de Roger Williamson transmitida ao vivo, em 73. Continuou após a trágica morte de Ricardo Paletti em sua primeira largada, diante da própria mãe. Persistiu após o tétrico final de semana ocorrido em Ímola, 1994. A Simtek escorregando pela pista espatifada, a cabeça de Ratzemberger chacoalhando, pescoço visivelmente quebrado... Acho que já passei da idade de bancar o bobo. Depois deste final de semana marmelento decidi dar um basta a isso. Vou começar deixando de ficar acordado de madrugada pra assistir F1. Depois, aos poucos, vou tentar arrumar programas pra fazer nos domingos pela manhã, até me livrar do 'vício'. Consegui largar de fumar faz tempo, a F1 está conseguindo largar o cigarro também. Agora só falta eu conseguir largar a F1. Na verdade, fiquei com tanto nojo do Miguel, da FIA, da Ferrari, do Massa que não vai ser difícil...

A TV transmitiu um trecho da entrevista de Alonso antes da corrida. Viu-se ali a expressão do cara que descobriu que a safadeza é maior do que ele imaginava, ia mais longe do que ele achava que sabia. Viu-se um relance daquele Ayrton Senna pós-GP do Japão de 1989. Ballestre fez escola. Edilsons, Zveiters e afins operaram o treino do GP de Monza. Ainda assim o marrento espanhol estava em terceiro lugar quando estourou seu motor... É de se esperar que a Ferrari corra o GP de Interlagos pintada de preto e branco... Na verdade espero que numa destas três últimas provas baixe um espírito de porco em Alonso e ele repita o Senna de Suzuka 1990 pra cima do Miguel, da Ferrari, da FIA.

Em sua estréia, Emerson chegou em oitavo com uma velha Lotus. Em sua terceira corrida, ontem, Kubica subiu ao pódio. Mas eu não dou a menor importância para os recordes do Miguel.

Carlos E Bocchi, São Paulo

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Edu

você diz que o carro de Massa teria um limitador de giros. Seria esse o principal motivo pelo qual ele não foi bem nesse domingo? Pra que a Ferrari colocaria um limitador no carro dele? Seria pra evitar um estouro de motor, uma vez que ele simplesmente passeou no grande premio da Turquia?

Quanto à derrapada, podemos ver no vídeo de que Kubica percebeu o estouro logo no seu início, e pôde ver a trajetória do Alonso antes da fumaça invadir a pista. Já Massa foi simplesmente pego de surpresa no meio da fumaça, e com certeza não saberia onde estava o carro (por alguns segundos, era como simplesmente tapar os olhos. Acredito que era por isso a freada brusca - pra tentar ganhar um tempo e se localizar no meio da fumaça. Ou eu estou errado?

Rolemberg Filho






Oi Rolemberg

Deveria ter dito controle de tração e não limitador de giro, sendo este o efeito do uso do controle de tração, sistema que todos os motores da Fórmula 1 têm atualmente.

Sobre a escapada de Massa, segue, em minha opinião, sem uma explicação razoável.

Abraços (EC)

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Schumacher se aposenta

Graças a mídia e de algumas lembranças, até alguns anos atrás eu achava que Ayrton Senna foi o maior de todos os tempos.

Desde que eu comecei a ler o GPTotal e já faz tempo, comecei a pesquisar e comecei a achar que o Jim Clark foi o maior gênio de todos os tempos.

O tempo foi passando e um certo alemão se encarregou de me fazer mudar a minha opinião.

No começo, eu pensava igual boa parte dos Sennistas: -"Só ganhou tudo isso porque não correu contra Prost, Mansel, Piquet".

Com o passar do tempo eu comecei a pensar diferente, começou a surgir uma dúvida do tipo: -"Será que todo esse pessoal contra quem Schumacher pilotou eram realmente pangarés? Hakkinen, Damon Hill, Jaques Villeneuve, Jean Alesi, Gerhard Berger, David Coulthard, Rubens Barrichello, H.H Frentzen, Edie Irvine, Mika Salo, Juan Pablo Montoya, Jenson Button, Fernando Alonso, Trulli, Fisichella".

Essa era a questão, ou todos eram pangarés, ou Schumacher estava num nível superior a todos eles.

Se Schumacher esteve em um nível superior a todos eles, por todos esses anos, ele também não poderia ter estado em um nível superior a turma dos anos 80? Se ao invés de Massa e CIA, estivessem Prost, Mansel, e Cia, será que ele não teria feito a mesma coisa?

Por mais ufanistas e nacionalistas que somos, sim, eu adoraria dizer que Senna teria aposentado o alemão, eu sou obrigado a dizer que a pergunta acima não tem resposta. Nunca saberemos se Schumacher esteve num nível superior aos outros, ou os outros que estavam em um nível inferior a geração anterior.

As "coisas ruins" as quais Schumacher fez durante a carreira (jogar o carro no Hill e Villeneuve) foram realmente revoltantes... (mesmo porque, até então eu torcia contra o Schumacher). Porém, lutar pela vitória está no sangue de qualquer esportiva... Se jogar o carro em cima do adversário for errado, a FIA que puna... Se a Fia não pune, então é legal. Mesmo porque, não vi em momento algum, nenhum brasileiro reclamar que Senna... e que Prost... Bom, melhor deixar pra lá...

A minha conclusão depois de escrever essas linhas é que não existiu o maior gênio de todos os tempos... Mas sim o maior gênio o qual pude ver correndo ao vivo....

Se um dia, numa cadeira de balanço, meus netos me perguntarem se eu vi Schumacher correndo, (sim, até lá ele ainda terá boa parte dos (se não todos os) recordes (lembrando que eu tenho 22 anos e que eu não tenho pretensões de ter filhos antes dos 30) . Eu vou ter que dizer que de todos os que eu vi correr, ele foi simplesmente o melhor.

Já os jovens pilotos de supernome e não sobrenome (Piquet, Senna, Lauda, Rosberg, e outros) seria melhor guardar a nossa opinião sobre eles até a segunda temporada deles na F1. Porque chegar na F1 com um supernome é fácil... Se manter na F1 já é mais complicado e ser competitivo e vencedor só os que tem talento.

E é isso... Acaba-se uma era, quem teve a oportunidade de ver, viu.... Quem não viu, pode ver pelo Youtube, porque ao vivo, nunca mais veremos nada do gênero...

Rafael Marin Palácio, Santo André

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São 22:40 de domingo e só agora me senti a vontade para acessar meu site favorito.

Vai ser duro assistir novamente Fórmula 1 depois de passar quinze anos vendo em ação o melhor piloto de todos os tempos. Era muito garoto quando Pelé abandonou o futebol, e mesmo sem ser um grande apaixonado pelo basquete sofri com a despedida de Jordan.

Mas a vida continua, e graças a Deus meu filho de 8 anos vai poder dizer um dia para seus filhos e netos "eu vi o Schumacher correndo".

Para encerrar só resta dizer que hoja em Monza a justiça foi feita, o motor que estourou não foi o do Alemão.

Um abraço
Carlos

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E aí galera do gp total...

Começo comentando às perguntas do leitor Fernando Eduardo Marques:

1) Será que a Formula Um sentirá o peso de sua ausencia a ponto de pedir a sua volta, em caso se, por exemplo na proxima temporada as disputas não sejam de alto nivel?
R: Em primeiro lugar os anos que Schumacher correu foram exatamente os anos de mais baixo nível em termos de disputa. Ele não acrescenta em nada nesse tópico pois, raramente se vê o cara ultrapassar alguém e ele raramente entra numa disputa. (Vide ultimas 15 voltas do gp da Turquia);

Segundo que existem pilotos na atualidade de altíssimo nível (Alonso e Raikkonen e alguns outros), muitas das vezes mais arrojado e num nível mais elevado do Schumacher(Alonso), que manterão (ou aumentarão) as disputas na F1.

2) Se as proximas temporadas poderão ser melhores sem o Alemão?
Se a temporada de 2005 foi ótima sem o alemão na disputa por que as próximas não seriam... Na verdade eu acho que todo esse beneficiamento ao alemão e à ferrari estragam um pouco a F1 atual.

Agora comentando alguns tópicos do texto +++Adeus, Schumacher do mestre EC:

Não tenho entendido o porquê de estar "pegando no pé" do Raikkonen desse jeito: "Não surpreendeu - ele nunca surpreende - mas, desta vez, pelo menos, não decepcionou. Raikkonen é o picolé de chuchu da Fórmula 1."

Não entendi. Se o cara consegue andar próximo do melhor carro disparado da temporada (Ferrari de Michael) com uma McLaren capengando, o cara não surpreendeu? Se ele não surpreendeu então o Pedro de la Rosa é um zero à esquerda e Felipe Massa idem, pois com o melhor carro iria chegar apenas em quinto... Pra mim, Kimi está alguns níveis acima de Massa e vai vencer fácil o duelo ano que vem.

Mas como se trata de Eduardo Correa, deve haver alguma percepção especial do mesmo sobre o assunto. Inclusive fica aqui meu pedido para que você continue aquela matéria abordando o tema da "barreira da vitória" na F1. O assunto é muito interessante.

Valeu, um abraço a todos.
Wagner Almeida Oliveira

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Edu,

muito bom seu artigo sobre a despedida do Schumacher.

Quem sabe agora vamos conhecer uma nova F1, que também não sei se será melhor.

Abraço
Ênio

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Antes de mais nada, ao contrário do que foi dito, a Fórmula 1 sobreviverá sim sem a presença de Michael Schumacher. Após Ímola/94 a categoria sobreviveu e cresceu, agora não será diferente. É mais um mito que se retira da categoria, vai deixar um certo vazio, mas como em outras vezes ela continuará em seu ciclo natural.

Concordo com Fernando Alonso quando disse que a Fórmula 1 não é mais um esporte. Nunca foi. O esporte se chama AUTOMOBILISMO, e a Fórmula 1 é a sua principal categoria, assim como tem em outros esportes. Portanto Alonso não foi de uma certa forma tão agressivo em suas palavras.

Dia 22.10.2006 teremos o privilégio de presenciar o fim daquela que foi a mais vitoriosa, a mais bem sucedida carreira de um piloto nos tempos modernos. Após Juan Manuel Fangio decidir parar de correr, Michael Schumacher será o primeiro piloto a encerrar a carreira deixando recordes com absoluta soberania, acredito que não estarei vivo para ver o piloto que irá pelo menos alcançar as marcas fantásticas deixadas por este alemão.

Confesso que nunca fui fanático por Michael Schumacher, mas de uns anos para cá (mais precisamente após o título de 2000), passei admirá-lo por seu profissionalismo, sua gana de vencer, por sua capacidade mental e física, atribuitos que se mantiveram intactos até hoje, e que até pode lhe valer o oitavo título. Desvio de conduta todos nós temos ou tivemos em algum momento de nossas vidas, e com Schumacher não foi diferente, talvez tenha cometido excesso de vontade ao tomar tais atitudes, mas nada que ofusque essa brilhante trajetória com início em Setembro/1991, e com o encerramento em Outubro/2006.

Os críticos (Leia-se Jacques Villeneuve e Rubens Barrichello) dizem que Michael cairá no esquecimento após a aposentadoria, ou que será lembrado apenas pelas coisas ruins que fez. O choro é livre para todos...

Por falar em choro, acredito que Rubens Barrichello esteja querendo colocar culpa nas tais "coisas ruins" que Schumacher fez, para encobrir sua própria incompetência diante da superioridade avassaladora do alemão durante o tempo em que estiveram juntos. Aliás o presidente da república deveria baixar um decreto no qual ninguém mais poderia entrevistar este rapaz, assim ele não tenta descontar suas frutrações inventando histórias.

Revi meu texto e as estatísticas, e começo achar que nem meu filho (que ainda nem planejado foi) irá ver alguém superar os números deste alemão... este sim é um Fenômeno !

Obs: Gostaria de ser um "Nigel" Massa, ou "Incompetente" como Kimi Räikkonen, para ter o privilégio de ser piloto oficial daquela que é a mais bela das equipes, a que tem mais prestígio e torcida.

Vitaum, O Terrível

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Amigos da F1,

sinceramente não há o que questionarmos sobre o "Cara 7 vezes campeão do mundo", que tenha agido errado ou não o cara e muito bom, debaixo de chuva ou sol, fez com a Ferrari o que muitos não fizeram. Quem acreditava que no primeiro ano na equipe de Maranello faria tanto, apesar das quebras constantes, mas com muito esforço conseguiu o que "Alesi e Berger" não se quer tentavam.

Eu mesmo pensava: ih! ta maluco a Ferrari só vive quebrando. Acabaram-se as vitórias e títulos do alemão, o cara queimou minha língua. Trazer a desacreditada Ferrari ao topo da categoria, fez dele simplesmente o a cara da equipe. Não dá pra lembrar da Ferrari sem o alemão.

Gabriel Martins, Goiânia

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Caros amigos do GPTotal

O momento merece ser registrado e comentado. Após 16 anos, vemos hoje o fim da mais vitoriosa carreira da história da F1. Uma carreira com números que o grande Ayrton Senna sempre desejou e acabou falecendo na busca da imortalidade.

Mas o tedesco de Hurth-Herrmullen teve todos os méritos de estar no momento certo, na hora certa e na era certa para consolidar o seu nome na História. E é dessa forma que nomes se imortalizam: por OPORTUNIDADE.

Muitos e muitos que passaram, antes e depois de Schumacher, tem tanto ou mais talento que o alemão. Mas só talento não basta. Como tudo na vida, há de se ter sorte e oportunidade. E foi a conjunção de todos esses fatores que transformaram Schumacher no maior mito da F1.

Como Fangio, o maior antes dele, Schummy soube fazer as suas equipes trabalhar por ele. Como Senna, Schummy soube ter uma ambição desmedida para conquistar suas vitórias (ambição essa que custou algumas atitudes "antidesportivas", que, se são cometidas por um brasileiro, são completamente perdoáveis...). Como Prost, Michael aprendeu que não basta apenas ser rápido, há de ser frio, calculista e estrategista antes de tudo.

Somando tudo o que os grandes pilotos do passado tinham de melhor que Michael Schumacher atingiu o topo da F1. Seus recordes permanecerão incontestes por pelo menos 50 anos (basta observar o que ocorre na MotoGP com os recordes de Giacomo Agostini, que resistem ao talento extremo de Valentino Rossi, e com os recordes absolutos de Richard Petty na NASCAR, que resistiram bravamente ao talento excepcional de Dale Earnhardt).

A nova geração é extremamente talentosa, tão talentosa quanto às grandes gerações das décadas de 60, 70 e 80. Mas não será ela que quebrará esses recordes. Há talentos em demasia e, como comprovada nessas outras décadas, não será dessa vez que esses recordes serão quebrados (basta ver quanto tempo duraram os recordes de Fangio, construídos em uma situação histórica parecida com a era Schumacher). Alguns constestarão até a morte os recordes de Schumacher. Mas, como colocamos anteriormente, não basta talento para construir mitos: há de se ter sorte e oportunidade.

Alguns poderão dizer que Schumacher não teve adversários. Mas não considero que Damon Hill, Jacques Villeneuve (no começo da carreira, que fique bem claro), Mika Hakkinen, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso sejam pilotos abaixo do talento de Nigel Mansell, Alain Prost, Keke Rosberg, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi e tantos outros grandes de outras eras. Se fossem tão ruins assim, não veríamos todos os rivais de Schumacher entre os 10 primeiros nas estatísticas de vitórias e a maioria deles com um ou dois títulos conquistados (inclusive em cima do próprio Schumacher, diga-se de passagem). O fato é que a conjunção de fatores positivos a favor de Schumacher ajudou a eclipsar alguns desses talentos. Méritos do alemão, e mais um ponto a favor de sua imortalidade.

Vejo a corrida de 22 de outubro como a partida de Santos x Cosmos em 1977: a última sinfonia de um gênio. E nós, brasileiros, teremos o privilégio de ver o fim da mais brilhante carreira da F1. Uma justiça para nós, brasileiros, que revelamos grandes talentos como Fittipaldi, Piquet, Senna, Barrichello e Massa. Sortudo será quem estiver em Interlagos nesse dia. Terá uma história para contar para os seus netos e bisnetos. Poderá dizer, daqui a 50 anos, que viu ao vivo o fim da carreira da maior lenda da história da velocidade. Do homem que quebrou todos os recordes, que ganhou todas as corridas, que venceu todos os títulos. Mas, acima de tudo, era humano como todos nós. Com todas as nossas virtudes e defeitos, com o que temos de melhor e de pior. Um momento histórico e inesquecível para todos nós, amantes da velocidade.

Para terminar, vou falar do "ciclo de campeões", uma coincidência histórica iniciada em 1979 e que Schumacher hoje pode estar dando seqüência. Nós, brasileiros, iremos nos lembrar que em 1979 um jovem piloto chamado Nelson Piquet assumiu o cockpit da Brabham Alfa Romeo em companhia do melhor piloto da época, Niki Lauda, bicampeão e de talento inconteste.

Pois bem, Piquet, com o seu talento natural, assistiu ao final da temporada a 1ª aposentadoria (Lauda retornaria em 1982) do austríaco. Em 1991, Piquet, então tricampeão e um dos grandes talentos de sua época, assiste à chegada de um jovem alemão para ser seu companheiro de equipe na Benetton. Seu nome? Michael Schumacher.

O que ocorre ao final daquela temporada? Piquet, tal como Lauda em 1979, rende-se ao talento do alemão e anuncia sua aposentadoria. Agora, em 2006, Schumacher divide seu cockpit com um jovem talentoso, Felipe Massa. Ao anunciar sua aposentadoria, Schumacher deixa claro que quem deve seguir o seu legado é o brasileiro Massa. Uma justiça histórica e que dá mais força a teoria do "ciclo de campeões". Agora a responsabilidade é de Massa. Deve manter o ciclo histórico de campeões iniciado por Niki Lauda. A responsabilidade é grande. Mas confiamos em você, Felipe !

Um forte abraço a todos os amigos do GP Total
René Santos Neto, Curitiba

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Acertada a decisão da BMW na troca de pilotos. Pelo que estamos vendo, como piloto o Jacques Villeneuve era a raiz Kubica do seu sucessor na equipe. Só esperamos que o Robert não seja um novo Jean Alesi.

Quanto ao Michael (apesar de ser Sennista assumido), achei que não sentiria sua falta quando se aposentasse, mas depois da entrevista de hoje após a vitória em Monza (Monza Monza, palco de grande acontecimentos e tragédias !!!), vi que não seria bem assim.

O Michael, apesar das trapalhadas (leia-se trapaças), fez parte de uma geração de grandes pilotos, inclusive o penúltimo que fez parte da era Senna (o último é o Rubens - me corrijam se eu estiver errado), e apesar de não ter o mesmo carisma do Beco, seus resultados não podem ser desconsirados.

Danke Schummy !!!
Douglas Takiguti, São Paulo

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Pessoal,

eu juro que tento. Tento mesmo ser uma pessoa boa e não olhar apenas os defeitos dos outros. Mas tem coisas que não admito. Como pode a Globo sendo a detentora dos direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil ter um narrador como Galvão Bueno e um comentarista como o Reginaldo Leme?

O Reginaldo eu até gostava, mas de uns tempos pra cá parece ter emburrecido, talvez pela presença constante do Galvão ao seu lado. Mas o Galvão está (é há tempos) insuportável. Pra começar as noticias são divulgadas com muito atraso e ainda assim são dadas como se fossem "furos", a narração é sofrível, as confusões com nomes de pilotos, equipes e cores dos carros são incontáveis, os cálculos sobre paradas e reabastecimentos e estratégia das equipes são sempre furados, as coisas mais explícitas passam despercebidas... e por fim, eu nunca vi tradução simultânea pior que a de hoje.

Além de deixar de traduzir algumas partes das frases (às vezes até alterando o teor da mesma) o Galvão é o primeiro tradutor que eu conheço que traduz e dá opinião própria ao mesmo tempo (perdendo algumas frases por isso e impedindo o telespectador de escutar sozinho) como no caso do Schumacher falando sobre o piloto que irá substituí-lo: "Tá aí, do seu lado, fala que o Raikkonen! Todo mundo já sabe!" Ridículo! É a palavra que melhor se encaixa na minha opinião. Mas como a opinião é minha e não da Globo.... (sim, eu sei que muita gente gosta dele, gosto não se discute. Lamenta-se!)

E outra pessoa que não engulo é o Sr. Rubens Barrichello. Sei que algumas vezes ele é mal interpretado e outras admito que depende da opinião formada que se tem da pessoa dele, como na Turquia onde alguns acham que ele apenas falou a verdade e outros acham que ele demonstrou inveja pela pole do Massa. Aceito a opinião de todos e respeito na boa. Mas Barrichello ao dizer as coisas que anda dizendo no último ano e neste, demonstra no mínimo incoerência. Pois quando em 99 assinou com a Ferrari, dizia que seria piloto "1B", que os carros eram iguais, que o tratamento era o mesmo, que não se achava pior que Schumacher...

Mas a partir do momento que precisou obedecer àquilo que ele mesmo aceitou quando assinou o contrato (ou seja, ser o segundo piloto) começou a reclamar (o que sabe fazer como ninguém) e pôr a culpa no "mundão ingrato que odeia o brasileirinho". Se Barrichello desde o primeiro dia tivesse sido sincero com o Brasil e tivesse dito "assinei com a Ferrari pra ser o segundo piloto e tenho consciência disso" hoje ele teria meu respeito. Mas considero ele covarde pois não tem coragem de admitir aquilo que ele se sujeitou a fazer. E agora que o tratamento com Massa é um pouco diferente (um pouco eu disse, não totalmente) fica fazendo declarações invejosas. Sobre Schumacher também mentiu, pois disse que eram amigos, que saiam para jantar, passear, que se davam muito bem e agora fala mal do alemão. Isso também é inveja, pois por mais que Schumacher tenha seus defeitos e tenha cometido atos anti-esportivos, é inegável que ele seja um dos maiores pilotos da Fórmula 1 e não será lembrado pelas coisas ruins como disse Barrichello. Então finalizo com uma pergunta: Por quais coisas boas Barrichello será lembrado quando parar?

Abraço a todos
José Angelo Petit Neto

Comente 10.09.06
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São 3 horas da tarde de sábado quando tomei conhecimento da VERGONHOSA punição ao Alonso. A F1 se tornou um Brasil em termos de corrupção. Para fazer este alemão campeão, vale tudo!!!

Vale dizer que os amortecedores de massa da Renault serão proibidos, pois favorecem a aerodinâmica?! Vale dizer que o alemão pode passar reto nas curvas (que o diga o De La Rosa),sem ser punido. Vale usar calotas nas rodas de trás, pois não ajudam na aerodinâmica. Vale punir o grande piloto que vem humilhando o alemão, no berço da Ferrari, Monza-Itália, pois ele estava a uns 150 metros a frente do Massa. Se sou o espanhol, não corro mais os próximos GPs e faço questão de entregar o troféu ao alemão por mais um título roubado conquistado.

E o LAP ainda tem coragem de dizer que a FIA, comissários... não favorecem a Ferrari! O que mais precisa ser feito para ajudar o alemão a conquistar o título? Não verei este GP como uma forma de protesto. Estou torcendo de longe para que o motor do alemão estoure amanhã!! Que a justiça seja feita!!






Mario

Como fui citado nominalmente, sinto-me no direito de dizer que também considerei ridícula a punição imposta a Alonso no GP da Itália. Também gostaria que o leitor explicasse que tipo de "favorecimento" a FIA deu à Ferrari ao obrigar Schumacher a largar em último no GP de Mônaco, e ao aplicar ao alemão a mesma pena de Alonso na Hungria.

Também convido os leitores a se "indignarem" com o fato de Alonso ter ultrapassado Heidfeld ao cortar a chicane em Monza. Ou será que apenas a manobra idêntica de Schumacher na Hungria, sobre De la Rosa, é que merece protestos?

Abraços e escreva sempre (LAP)

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Caros torcedores,

apesar de ser leitor diario deste site, nunca me atrevi a expressar minha opinião, por saber de minhas limitações pois sou apenas um simples torcedor de F1 e ja tive o privilegio de ler aqui nesta espaço e tbm no GPTotal grande textos de pessoas que realmente entendem da categoria, como por exemplo o Marcelo Jardim, mas em função do dia histórico para o esporte, em especial para a F1, quero expressar meu sentimento.

Estou triste por ver o final de carreira de um Grande Campeão. Lamentei muito o sentimento de inveja e desrespeito que li em varios espaços, talvez por ódio, preconceito ou seja lá o que for. Talvez a psicanálise um dia decifre este sentimento, mas chegou o fim, agora é só esperar pra ver quem vai ser a "bola da vez", como ja li em alguns espaços: vai o "Zacarias" ou o pé-de-cana"?

Veremos como estes raivosos torcedores iram se comportar.

Pra encerrar, apesar de tudo, me sinto um felizardo por ter visto o inicio e o fim de carreira de um Obstinado, lutador como poucos e um grande piloto, talvez o maior que a F1 já produziu.

Desculpe o desabafo.





Depois de acompanhar a carreira do Grande Campeão Michael Schumacher, sinto uma tristeza de ver o final de carreira de um piloto que foi referência para meu filho, que desde 1991, quando tinha apenas 6 anos, acompanha e torce por Schumacher e o tem por ídolo, inclusive sendo influenciando pela personalidade e tenacidade do alemão, o transformando em garoto guerreiro e determinado e sendo hoje um vencedor na profissão com 21 anos.

Sou um felizardo por ter assistido uma trajetória épica de um modelo de esforço, combatividade e amor pelo que faz, como foi a carreira do Schumacão (como diz meu ídolo Nelson Piquet). A Formula 1 nunca mais será a mesma após o ocaso de MICHAEL SCHUMACHER.

Um abraço e obrigado pelos seus ótimos textos,

Isafan Silva

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Amigos do Gepeto

Deixo aqui algumas perguntas em relação a aposentadoria de Schumacher:

1) Será que a Formula Um sentirá o peso de sua ausencia a ponto de pedir a sua volta, em caso se, por exemplo na proxima temporada as disputas não sejam de alto nivel?

2) Se a Ferrari manterá a sua supremacia na F!, sem o Schumacher?

3) Se as proximas temporadas poderão ser melhores sem o Alemão?

Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói

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Schumacher

Vai com Deus...

gaste tudo o que você ganhou, curta seus recordes, reveja os miseráveis e incompetentes adversários com quem você disputou, o favoritismo que sempre lhe foi cedido, pelas duas equipes que você defendeu, analise as safadezas que você fez, por ser um mal perdedor. Acho que isso é o suficiente.

Com certeza a Formula 1 vai melhorar muito sem você.

ADEUS e não volte.

R. Hermann

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Esse Alex Shnaider pelo menos tem bom senso...

Viu que o negócio não era como ele achava e deu o fora antes de falir. Quem dera se o Tom Walkinshaw & Cia. tivessem o mesmo bom senso que ele...

Agora pelo que parece, esse pessoal da Spyker é sério e tem experiencia em corridas. Tomara que venham pra fazer diferença...

Luiz Eduard


Comente 06.09.06
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Renault 2007 - O começo do fim?
por João Eduardo

Prezados amigos,

começo este texto recorrendo à frase cheia de "ironia adolescente" que pensei, ao ler a notícia sobre os pilotos da Renault para a temporada 2007:

"Estará bem de pilotos a Renault em 2007 hein?!"

E essa "ironia" me levou a refletir por alguns segundos e a fazer uma pergunta muito séria sobre os "novos rumos" da F1: "2007 será o ano que marcará o começo do fim da Renault na Fórmula 1?"

Bem, vamos aos fatos e as justificativas do porque dessa pergunta.

Em primeiro lugar, há tempos o presidente da Renault, Carlos Ghosn (como se pronuncia Ghosn?), demonstra que, além de não ser muito fã de F1, é menos fã ainda dos custos gerados pela categoria à empresa. E mais além, ele já chegou a afirmar que a Renault só "vai permanecendo" na categoria enquanto tiver sucesso (isto é, vitórias).

E, talvez, até que com bastante boa vontade, para que isso continue acontecendo em 2007, ele deu um jeito de renovar o contrato da "velha raposa", Flávio Briatore, até 2008, visto ser este o responsável por grande parte do sucesso da equipe.

Só que é sabido por todos que o próprio Flávio Briatore já deu indícios de estar "cansado" da F1, chegando até mesmo a levantar dúvidas com relação ao seu futuro na categoria, visto que seus objetivos (ao menos os esportivos), já foram todos alcançados. Afinal, o que ele fez na categoria não é pra qualquer um, pois já revelou dois campeões (ambos vindos de países que antes jamais haviam tido campeões na F1) e também já fez duas equipes campeãs, ambas pela primeira vez.

Porém, ao que parece, esse "cansaço" se refletiu um pouco na "ausência de complicações" encontrada na escolha de pilotos para 2007, usando "pilotos de casa". Então, com essa solução caseira e sem brilho (vide a carreira de ambos), talvez Flávio tenha decretado o início da decadência da equipe na Fórmula 1. E, com essa decadência, viria o fim da equipe.

Claro que isto é uma suposição. Mas se recorrermos ao ano de 2004, TODOS (inclusive o próprio Briatore) têm a certeza de que, o maior fator que causou a perda do vice-campeonato de construtores naquele ano, foi o fato de a equipe, nas corridas decisivas, dispensar um piloto (Jarno Trulli) e trazer de volta um piloto que, embora seja talentoso e campeão mundial, ficou praticamente um ano parado, no caso, Jaques Villeneuve.

E agora, para uma temporada cheia de ânimo e gás, como a que será a de 2007, onde mais do que nunca o título estará em aberto sem a presença de Schumacher (caso ele realmente decida parar), colocarão um piloto mediano, como Giancarlo Fisichella, para "liderar" a equipe em busca do título e promoverão o piloto de testes para titular, sem nunca este ter participado de um final de semana de corrida.

Novamente, afirmo que posso muito bem "queimar a língua" e a equpe pode ser campeã tanto de pilotos e construtores em 2007 e em 2008, e ainda ficar por muitos anos mais na categoria.

Mas, analisando francamente, duvido disso. E duvido, baseado nas seguintes expectativas para a próxima temporada:

1) A gana de Fernando Alonso. Alonso chegará "babando" à Mclaren.

Além de já ter provado ao mundo que é um grande piloto e campeão, chegará na equipe com o status de, no mínimo, ter sido um dos únicos a encarar Schumacher de igual pra igual. Isso se não for bicampeão esse ano, o que aumentará - e muito - sua moral na casa nova.

"Ah, mas a Mclaren já há algum tempo não tem demonstrado capacidade técnica e/ou confiabilidade suficiente para ser campeã" poderá dizer alguns.

Sim, mas embora sejam pilotos, épocas, equipes, enfim, tudo diferente, acho interessante citar um fato curioso: Lembram do que disse Senna, em 1984 (seu ano de estréia na F1) a Alex Hawkridge, seu patrão na Toleman, após conquistar seu primeiro ponto, em sua segunda corrida?

"Eu já estou pronto para o pódio, arranje carro para isso". Creio que Alonso terá exatamente essa mesma atitude com relação à Mclaren em 2007: "Eu sou um campeão. Me dêem carro para continuar sendo."

2) O duelo de Kimi Raikkonen e Felipe Massa. Conforme já mencionei no texto anterior, minha expectativa (claro, se Schumacher parar ao término desse ano) é que 2007 será o ano de um grande duelo interno na Ferrari. De um lado, Kimi Raikkonen. Duas vezes vice-campeão mundial (2003 e 2005), sendo que, assim como Fernando Alonso, derrotou Michael Schumacher em 2005.

Do outro, Felipe Massa, que após a primeira vitória na categoria, conseguiu provar que pode sim ser um campeão. Tanto que até mesmo Jean Todt, que é fã declarado de Kimi, rendeu-se ao talento de Massa, ao afirmar que ele é um futuro campeão. Além disso (baseando-se novamente em meu texto anterior), o vencedor do duelo terá o status de primeiro piloto da equipe em 2008. E quer maneira melhor de conquistar esse status do que sendo campeão em 2007?

3) Fator Honda. Embora tenha conseguido sua primeira vitória na era moderna, a equipe teve suas expectativas em relação a temporada 2006 frustradas. Isso leva a crer que a equipe trabalhará duro, visando repetir o sucesso alcançado em 2004 (quando ainda era BAR), onde foi vice-campeã. E também, trabalhará para que a vitória não seja apenas um fato isolado, ocorrido por fatores externos como chuva, etc, mas sim, uma constante na temporada 2007.

E para isso, contará novamente com Jenson Button, que, assim como Massa, provou que tem capacidade para ganhar corridas e, se tiver carro, ser campeão.

4) A incógnita Red Bull. Esta terá o mesmo problema que a Renault: provavelmente terá um bom carro, com participação total de Adrian Newey em seu desenvolvimento, um bom motor (Ferrari), mas uma dupla de pilotos não tão forte assim. É séria candidata a estar no mesmo nível que a Renault (se esta, de fato, tiver suas performances diminuídas devido a dupla de pilotos).

5) Williams e Toyota. Nunca se sabe bem o que esperar destas duas equipes. Ainda mais agora que a Williams terá motores Toyota...

E se "juntarmos" os quatro pilotos titulares destas duas equipes, certamente, "não dá um" Alonso, Raikkonen...

Então, baseado nestes fatos, só resta torcer. Aos que não gostam da Renault, torcer para que tudo isso seja verdade. E aos que gostam da Renault, torcer para que este tenha sido o texto mais sem-pé-nem-cabeça que já leram.

Grande abraço a todos!

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Caros amigos do Gepeto,

lendo os comentários dos amigos leitores sobre os últimos GPs, gostaria de colocar algumas considerações minhas a respeito dos comentários.

Primeiro gostaria de saber se o fato de as equipes utilizarem apenas um box com uma equipe para reabastecimento e troca de pneus, é uma regra atual, ou uma economia burra das equipes? Pois como declarou Ron Dennis, tanto na Turquia, como se não me engano na Austrália, com Raikonen e Montoya (que foi o prejudicado), quando o Safety-car entra, alguém sempre será prejudicado.

Segundo, as primeiras cartas após o GP da Turquia estavam carregadas de raiva, ódio, a popular vingança do pipoqueiro, Massa ganhou e o alemão se f...

Ora, com o dinheiro que se gasta na F-1, toda equipe de ponta, como toda empresa, investe em alguém (piloto) no qual tem confiança de que vai leva-la ao título, isto incluiu dizer que o piloto tem de ser rápido, constante, inteligente, jogar com as regras, desperdiçar o mínimo possível as chances que tem, lidar com a pressão, ser um líder dentro da equipe.

Hoje em dia vejo só dois pilotos nestas condições, Alonso (mais completo) e um pouco abaixo Schumacher. Não coloco Raikonen neste grupo, pois tenho minhas dúvidas sobre seu azar, e a Ferrari também, pois senão esta história do Schumacher, para não para, já estaria resolvida, e a McLaren não teria acertado com Alonso.

Colocando isto, é natural que uma equipe defina seu primeiro piloto, a diferença, é que Alonso depende hoje em dia muito menos de Fisichella, do que Schumacher de Massa, porque Alonso foi inteligente o suficiente e bom, para aproveitar todas as oportunidades que teve nas primeiras provas do ano (aí jogando também com o regulamento, que hoje favorece a constância).

Tanto Barrichello quanto Massa assinaram contrato de segundo piloto com a Ferrari, não porque estão no mesmo nível de Schumacher e são injustiçados (sacaneados) pela equipe, porque ela gosta mais do alemão, ou porque ele é de um país do primeiro mundo e os dois não, mas pelo simples motivo de que Schumacher é melhor, é mais confiável para travar uma batalha que leve ao título de pilotos e equipe.

Barrichello foi contratado pela Ferrari, porque é razoavelmente rápido, bom acertador, e quase não bate, ou seja um ótimo segundo piloto. Quando resolveu sair, um ano antes de acabar seu contrato, a Ferrari escolheu Massa, que já tinha contrato com ela, taparia o buraco de um ano, até saber o que Schumacher vai fazer, por ter o filho de Todt como empresário, e por ser mais rápido do que Badoer. Massa é mais rápido que Barrichello, mas mais inconstante, está melhorando muito, até poderá ser campeão do mundo, mas não é um campeão nato. Schumacher é um campeão nato, como Senna foi, e muitos outros, e mesmo parando, já existe outro campeão nato, Alonso, que se tiver o melhor carro, vai ganhar tanto ou mais que Schumacher, por isto a Ferrari espera tanto pela decisão de Schumacher, pois apesar dos 38 anos, é o único hoje em dia em condições de tentar bater Alonso.

Ninguém comentou, mas na Turquia Alonso teve sorte com o safety car, mas chegou a frente de Schumacher com um carro inferior porque fazia e saia da curva 8, muito melhor do que o alemão.

Bem é isto, um abraço.

Guto


Comente 05.09.06
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notícia SEM NOVIDADE
Marcelo Jardim

1."Schumy pára e a nova dupla da Ferrari é Kimi e Massa". "Schumy continua com Kimi na Ferrari e Massa vai para Toro Rosso ou fica como piloto de testes". "Schumy continua com Massa e Kimi vai para a Renault por um ano". "Schumy vai para a Renault". "Schumy surpreende a todos e fecha com a McLaren". "Schumy pára e a Ferrari abandona a F1". Que mais ?! Já teve tanta variação do mesmo tema, tanta especulação, que seja ela a decisão que for, não será nenhuma surpresa, nenhuma novidade, nem furo de reportagem. É o tipo de anúncio que já nasce com cara de "deja vu".

2.Na minha opinião, ele fica. Fica porque se ele está nesse vai ou não vai, nessa indecisão toda, é porque no fundo seu desejo é não parar, seu desejo é continuar fazendo o que mais gosta. Fica porque sente que ainda é ultracompetitivo, que ainda está supermotivado. Fica porque o conjunto Ferrari/Bridgestone acertou a mão e para o próximo ano promete. Fica porque não se abalou com a saída de seu personal tudo indiano e nem com a anunciada aposentadoria de seu guru técnico. Enfim, é aquela velha história: chegou a hora de ver quem manda mais em casa...

3.Nessa ladainha toda, sagaz mesmo foi Alonso que revelou a transação antes de todos começarem com esses boatos sem fim e sem fundo. Foi decidido e não esperou ser bi para anunciar a nova escuderia, mesmo a McLaren hoje estando meia bomba. Não ficou aguardando o mercado e nem ficou esperando Schumacher tomar a decisão. Foi, viu e assinou. Simples e direto, como tem que ser.

4.Emblemática foi a colocação de Barrichello quando perguntado por Reginaldo Leme no programa Linha de Chegada se a F1 sentiria a falta de Montoya. Serenamente disse algo como "... hoje na F1 ninguém faz falta, ninguém sente falta de ninguém...". Triste e verdadeira constatação. Sinal dos tempos.

5.Deve ser difícil, muito difícil fazer jornalismo sobre automobilismo neste país. É impressionante o "buraco" que existe entre a sensatez e o bom senso da maioria dos jornalistas com a completa intransigência e agressividade da maior parte dos "torcedores" que acompanha as corridas. Os inúmeros comentários sobre a vitória de Massa na Turquia foram típicos desse fenômeno, desse triste fenômeno.

6.Mas... bacana mesmo foi a foto do Valentino Rossi com sua namorada em férias na Espanha. Um espetáculo, não ele, mas ela. Se esses robozinhos da F1 tivessem um mínimo do desprendimento que o italiano tem, ela seria no mínimo mais interessante. Sem grilos, sem encanamentos, sem frescuras...

Forte abraço e obrigado,



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Enquanto aguardo o GP de Monza, e lendo todos os comentários sobre o fabuloso GP da Turquia, volto a escrever para comentar minha opinião sobre os pilotos brasileiros na F1.

Muitas críticas têm sido feita a Barrichello e muitos têm saído em sua defesa alegando que pelo fato de ser brasileiro deveria ser poupado de comentários maldosos ou de análises negativas sobre sua atuação nas F1, a mesma teoria que alguns tentaram propagar após o fiasco da copa do mundo, alegando que não deveríamos criticar a seleção, pois todos ali são brasileiros.

Mas voltando ao assunto do Barrichello; não concordo com palavras desrespeitosas ou insinuações que venha a diminuir a sua pessoa, mas temos que concordar que como torcedores temos todo o direito de torcer por ele ou não.

Precisamos concordar, apesar de que muitos dirão que não, o Rubinho é um bom piloto, não é excepcional, fez poucas corridas fantásticas e salvo alguma revolução na F1, no mundo e em sua cabeça não será campeão do mundo, por razões que não tenho espaço para analisar no momento.

O Barrichello está de parabéns pelo fato de estar a tantos anos na F1, pelo fato de ter conseguido correr por seis anos em uma equipe como a Ferrari, por ter conseguido assinar com a Honda que na época ainda era Bar Honda, e por ter um emprego que lhe paga um salário muito bom.

O que tem gerado tantos comentários negativos sobre sua carreira e que seus defensores não querem admitir e que foi o próprio Rubinho que sempre o vendeu com um ótimo piloto, sempre dizia que ganharia quando sabia que teria que deixar o alemão passar, sempre prometia que seria campeão ao inicio de uma nova temporada de F1, sabendo que teria o alemão com seu companheiro de equipe novamente e uma Ferrari trabalhando pelo alemão.

No inicio deste ano cometeu o mesmo erro, afirmando ainda na pré-temporada que iria brigar pelo titulo, pois agora estava em uma equipe e em condições favoráveis para isso, após o fiasco do inicio da temporada todos eram culpados pelo seu fracasso, mas nunca admitiu seus erros e quando o fez, sito Mônaco com exemplo era melhor ter ficado calado.

Em sua coluna na revista Racing de agosto, Barrichello comentando sobre a noticia que foi divulgada de sua aposentaria ao final de 2007 diz "Nestes últimos dias tenho recebido algumas ligações para saber se vou mesmo para! Parar? Agora que eu consegui um time trabalhando bem para mim, um time com dinheiro e vontade de ganhar, estão loucos?" Mais uma vez Rubinho coloca toda a expectativa em sua pessoa com seu na equipe não tivesse um piloto chamado Jenson Button.

O Massa tem muito que apreender fez uma ótima corrida na Turquia e mereceu a vitória pelos motivos que já mencionei em meu comentário anterior, o que desejo ressaltar em comparação com o Barrichello e que o Massa fala pouco, não cria expectativas que não possa concretizar, deixou as coisa andarem e consegui sua primeira pole, se a Ferrari tivesse conseguido fazer o jogo de equipe, simplesmente teria dito mais ou menos assim: "Estou feliz em ajudar a equipe, fiz uma boa corrida e Schumacher está, mas pero de ser campeão" Como ganhou sua declaração ainda dentro do carro foi a seguinte: "Sinto muito pelo Michael, mas estou muito feliz".

Desejo muito sucesso a Barrichello e ao Massa, mas não assisto corridas de F1 porque temos dois brasileiros na categoria, não por enquanto.

Douglas P Leal

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Amigos do GPTotal

não sei se vocês concordam comigo: como expectador de F1 desde que me entendo por gente, nunca vi uma F1 com tantos pilotos com potencial, arrojo e vontade de vencer juntos. Nós brasileiros, temos por referência os áureos tempos de Senna, Piquet e Emerson. Longe de questionar essa época, mas sempre eram meia dúzia de pilotos com qualidades superiores em cada fase.

No momento, vemos nas pistas juntos, além dos inquestionáveis Schumacher, Alonso, Couthard e Raikkonen, jovens talentos excepcionais: Massa, Button, Webber, Kubica, Davidson, Rosberg e agora esse sensacional Vettel.

Parece-me que a F1, com raras exceções, superou a fase negra da vaga-por-dinheiro nas escuderias, sobressaindo-se o talento.

Esperamos que os dirigentes da categoria saibam olhar para essa renovação, e tirar proveito. Que façam regras melhores, onde se favoreça o talento e as qualidades individuais, sendo o equipamento fator secundário para o resultado final.

Um forte abraço a todos,
Guilherme J Bertho
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