Caro Eduardo Correa,
Discordo com a sua aprovação sobre o que Schumacher fez na prova da Hungria em sua coluna Rapsódia Húngara.
Não gosto nem um pouco dele nem de suas atitudes, mas um cara com a idade que tem e com tantos anos de Fórmula 1 não pode jogar fora a oportunidade de conquistar nem que de forma suja um pontinho no final da corrida, pois pode fazer falta no final da temporada.
Já não bastava a m... que ele fez no GP de Mônaco? Se ele não fosse covarde o bastante para parar o carro no final da classificação para aquele GP, ele certamente conquistaria um melhor resultado na corrida e a diferença para o líder (Alonso) seria menor. Ou você acha que dá para segurar alguém que vem atrás babando como De la Rosa e como vinha o Heidfeld naquela oportunidade?
Seria mais inteligente deixa-los ultrapassar e conquistar o quarto posto, penso eu! Se ficar na frente muito mais lento do que quem vem de traz e promover um acidente pra você e emoção pra valer?
Um abraço a todos!
Clayton Araújo, Salvador, Bahia
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Eduardo Correa,
Belíssima sua coluna Rapsódia Húngara.
Realmente, com a prova do Schumacher e do Alonso saindo lá de trás e passando muita gente e a persistência do Alemão em permanecer na prova apesar dos pneus bastante deteriorados, fez reacender a vontade de ver corridas de Fórmula 1, provando todo o talento e a diferenciação do dois em relação aos demais pilotos e mostra que eles não estão ganhando provas e campeonatos à toa.
Abraço
Jovino
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Panda,
Vc citou a tal volta de Barrichello e fui no www.statsf1.com conferir a informação. Não acreditei!!!!! Que coisa Fantástica!
Concordo com vc sobre o massacre daqueles que ousem dizer que essa foi melhor que a do Senna. E foi. Na chuva, controlando o carro, abanando, saindo de frente, de traseira, show de Bola. Só que Senna ao final da primeira volta estava em PRIMEIRO...
Baseado nesse GP, fiz o levantamento do "saldo" ao final da primeira volta de todos os pilotos entre largada/posição ao final da volta. Eis que:
POLE - Prost ( -1 ),
2º no Grid - Hill ( -1 ),
3º - Schumacher ( -3 ),
4º - Senna ( +3 ),
5º - Wendlinger ( OUT ),
6º Michael Andretti ( OUT ),
7º Lehto ( -15 ),
8º Berger ( +1 ),
9º Alesi ( +4 ),
10º Patrese ( +1 ),
11º Herbert ( +3 ),
12º Barrichello ( +8 ),
13º Zanardi ( +3 ),
14º Warwich ( +3 ),
15º Alliot ( +2 ),
16º C.Fittipaldi ( +2 ),
17º Comas ( -4 ),
18º Katayama ( +3 ),
19º Boutsen ( 0 ),
20º Barbaza ( +8 ),
21º Blundell ( +3 ),
22º Brundle ( +6 ),
23º Aguri Suzuki ( +3 ),
24º Alboreto ( +1 ) e
25º De Cesaris ( +8 ).
NOTA 1: Os que mais ganharam posições foram: Rubens Barrichello (Jordan Hart), Fabrizio Barbazza (Minardi Ford) e Andrea de Cesaris (Tyrrell Yamaha) com 08 cada.
NOTA 2: Barrichello abandonou na volta 70 - de um total de 76 - quando estava em TERCEIRO. O motivo extra-oficial: pane seca (falta de combustível).
NOTA 3: Barbazza e Christian Fittipaldi eram companheiros de equipe. E não é que o tal Fittiposte tomou pau do "famoso quem?" Barbazza ??? CONCORDO MAIS UMA VEZ COM VC, TITE !!!
Um forte abraço a todos,
Marcelo Ferreira - Jacarepaguá - RJ
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Respondendo ao Bruno Wenson
Olá
Aquela volta do Senna em Donington foi considerada a mais fantástica primeira volta da F-1 não só pelo número de ultrapassagens, mas também pelas circunstâncias.
Senna ultrapassou e completou a primeira volta em primeiro lugar o que já é de se espantar já que ele teoricamente ultrapassou os melhores e mais rápidos carros da prova (pelo menos os mais bem colocados no qualyfing). Já seria de arrasar se só fosse isso. Além disso Senna ultrapassou os dois melhores carros da F-1 da época que eram as Williams e que, com pista seca no dia anterior, tinham colocado 1,5s de vantagem para o terceiro do grid. E Senna ultrapassou Alain Prost, seu desafeto na época. Mais do que pela quantidade acho que foi pelas circunstâncias que cercaram essas ultrapassagens que ela é considerada a maior primeira volta da história da F-1.
E é claro, não desmerecendo (muito pelo contrário) as primeiras voltas maravilhosas de Schumacão, Alonso e Barrica/93.
abraços
Julio, Campinas
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"E nenhum locutor (ao menos aqui no Brasil) lembrou-se de exaltar essa primeira volta ao vivo, durante a transmissão."
LAP, posso estar enganado, mas assim que o Barrichello completou a volta, o nosso "querido" Galvão Bueno citou a façanha dele de uma forma empolgante, não?! Não, sei, posso estar enganado, mas só para deixar escrito.
Willy
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O ano 1969
O piloto Jack Ickx
O carro Ligier Ford
O GP do Canadá
Jack Ickx, estava já há uns três anos sem sentar num Fórmula 1, dedicava-se então aos Porsches onde estes quisessem andar, inclusive no Paris Dakar com um 911 tracionado (??? - surpresos).
A Equipe Ligier, não me recordo o motivo, ficou sem um de seus pilotos para o GP do Canadá e chamou o Ickx para a vaga.
Treinos oficiais com bom tempo, e uma modesta 24ª posição no grid.
Dia seguinte, amanhece chovendo, era tanta água que chegaram a aventar a possibilidade de cancelar a prova.
De qualquer forma a largada. Villeneuve (o eterno Gilles, é claro) sai na frente, com Alan Jones em segundo.
Ao completarem a primeira volta o locutor do autódromo quase tem um colapso, pois na quarta posição passa a Ligier 26 com o belga Jaques Bernardes Ickx a pilotá-la não longe dos ponteiros.
Duas coisas Ickx carrega consigo: a melhor primeira volta de um GP e o fato de ter sido o piloto mais perfeito em pista molhada de todos os tempos da F1.
Abraço a todos
Carlos Alberto Petry
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Olá, Petry
Apenas algumas correções necessárias...
1) O GP era dos Estados Unidos de 1979, e não do Canadá de 1969. Talvez você tenha pensado "Canadá 1979", mas nessa corrida fez sol. Nos EUA, sim, choveu forte.
2) Ickx correu com a Ligier número 25 na segunda metade da temporada, substituindo Patrick Depailler, que fraturou as pernas em uma queda de asa delta no monte Puy de Dome.
3) Ickx realmente largou em 24º, mas completou a primeira em 14º e não em 4º. De qualquer maneira, o homem ganhou dez posições em uma única volta na pista molhada... Na volta seguinte, passou para 12º. Na terceira, abandonou por acidente.
De qualquer maneira, fica seu registro da "melhor primeira volta da Fórmula 1". Mas lembro de uma descrição de uma corrida de José Carlos Pace com o Karmann-Ghia Porsche da Dacon - local e data eu fico devendo, mas sei que era uma corrida de rua.
O motor "bom" havia quebrado nos treinos e ele largou em último (também não sei quantos carros estavam participando). Todos na equipe sabiam que a "usina" nova não resistiria muito tempo. Sem desanimar, Pace disse a amigos: "Garanto que, se o motor agüentar, eu completo a primeira volta na frente". E foi exatamente o que aconteceu. Na segunda volta, o motor novo quebrou...
Abraços,
LAP
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Já que é assim, vou lembrar da estréia da equipe Z em Interlagos, 71 ou 72 - Panda, me ajuda aí com as datas -, a primeira vez em minha vida que assistia uma corrida na pista, os Porsche recém-importados ainda pintados de branco e verde.
Luiz Pereira Bueno no 908 não pode treinar e larga em último. Pois já na largada ele joga o Porsche pelo lado interno da pista e "janta" metade do grid. A outra metade ele ultrapassa antes da Curva 1.
Verdade que tinha um carraço nas mãos, verdade que boa parte do grid era formada por protótipos nacionais mas, ainda assim, uma manobra inesquecível.
Não é por acaso que cresci gostando tanto de automobilismo
Abraços (EC)
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Olá pessoal do GPTotal!
acho estranho até agora todo mundo ter comentado as ultrapassagens de Vossa Alteza Michael Shumacher no GP da Hungria abordando somente os temas: ele foi arrojado demais ou ele foi tudo o que se pede dos pilotos.
Estranho por que assisti a transmissão e penso que o que foi praticado por ele, principalmente nas últimas voltas, não foi nada daquilo que se espera de um piloto de competição. Vi que Michael usou de todas as armas possíveis para segurar sua posição, fossem elas licitas ou não.
Um leitor citou que a primeira volta de Schumacher poderia ser considerada mais bonita que a de Senna no GP da Europa de 1993. Talvez até tenha sido, mas a carreira do piloto alemão está tão cercada de lances como o da classificação de Mônaco ou as voltas finais deste GP que ninguém nem pode notar o feito, além disso Senna ultrapassou quatro carros, sendo que dois deles eram conhecidamente muito superiores à sua McLaren, todos de maneira limpa, sem jogar seu carro em cima de nenhum deles.
Quem pode assistir ao vídeo daquela disputa memorável entre Gilles Villeneuve e René Arnoux pelo 2º lugar no GP da França de 1979 não pode classificar os embates de Schumacher de disputas limpas, aquilo sim é que era disputa.
Outra coisa, tem gente já dando como encerrada a carreira de Kimi. Parece que estão exagerando como sempre.
Obrigado
Fabiano Bastos
Olá Ico
que tal a impressão, ao vivo da Super Aguri. Eles são (ou parecem) sérios? Tem gente realmente boa tocando a equipe? Possuem organização similar às demais equipes do fim do grid (MF1 > principalmente)?
Enfim, eles podem almejar a algo mais do que fazer o papel que a Minard fazia, ou seja, ficar em último?
Abraços,
Júlio Lima - Belo Horizonte
Caro Júlio,
a Super Aguri é sim um projeto sério, delineado pelo idealismo nipônico de Aguri Suzuki. O gerente do time é o italiano Daniel Audetto, que é experiente e entende do negócio de tocar uma equipe de corrida, apesar do passado suspeito de ter trabalhado com Tom Walkinshaw. O primeiro carro desenhado pela equipe, o SA06, estreou no GP da Alemanha e seu projetista é um inglês jovem e talentoso chamado Mark Preston.
A equipe não dispõe de recursos para esbanjar e, numa época de motorhomes suntuosos, a Super Aguri dispõe das instalações mais simples do paddock. Ainda assim, trabalha firme e, com apoio tecnológico e, até certo ponto, financeiro da Honda, tem potencial para chegar pelo menos no pelotão do meio em alguns anos. Já a Midland, pelo menos para mim, parece bem menos séria e menos comprometida com o sucesso. O chefe de equipe Colin Kolles nunca mostrou muita competência desde o tempo em que tinha seu time na Fórmula 3. E o clima no motorhome da equipe é sombrio e triste. Ao que parece, o milionário Alex Shnaider cansou da brincadeira e busca um comprador para passar o abacaxi para frente. Neste tom, é difícil mesmo esperar uma melhora de desempenho da equipe.
Abraços (LFR)
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Alguém por favor, escreva alguma coisa sobre as duas vitórias do Nelsinho na Hungria. Talvez fazendo um comentário sobre a vitória do pai há 20 anos.
E, Panda, ontem eu tava re-assistindo ao Roda Viva da cultura de 94, após a morte do Senna, o entrevistado era Nelson Piquet (tenho a fita) e tu era um dos entrevistadores. Lembra disso?
Paulo Bitencourt
Olá, Paulo
Tenho pouco a dizer sobre as duas corridas da GP2, pois não as assisti.
De acordo com os releases da assessoria de Nelsinho, foi a primeira vez que um piloto conseguiu pontuação máxima em um final de semana da GP2 (vencer as duas corridas e fazer os pontos da pole e das melhores voltas). Nelson "pai" esteve na Hungria, certamente para retomar negociações com as equipes de F 1. Dois boatos já surgiram. Um, publicado no www.grandepremio.com.br, dá conta de que Nelsinho fará testes na Super Aguri ainda neste ano. Outro saiu na "Folha de S. Paulo": Nelsinho seria um dos candidatos a piloto de testes da Renault. Esse boato acaba dando margem a outra especulação: Heikki Kovalainen, atual ocupante do cargo, será efetivado como titular no ano que vem. Vamos aguardar.
Quanto ao "Roda Viva" da TV Cultura, lembro muito bem dele. Ao contrário do que muitos devem ter pensado, a entrevista com Piquet já estava agendada antes dos acontecimentos de Imola. Recebi na semana anterior o convite para participar. Me disseram (não cheguei a ir atrás de informações comprovadas) que aquele acabou sendo durante muito tempo o "Roda Viva" de maior audiência da história do programa - e ele já tinha quase oito anos de existência.
Abraços (LAP)
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Prezados Amigos do GPTotal
Parabenizo de modo especial, ao Sr. Eduardo Corrêa por suas coerentes Idéias, publicadas na Coluna intitulada "Rapsódia Húngara".
Admiro o Piloto Michael Schumacher por seus números incontestáveis na Fórmula 1, mas acima de tudo, amo o automobilismo de competição (com preferência às categorias de kart e fórmulas), por conseguinte, de maneira inversa à minha admiração por suas conquistas, repudio suas atitudes pouco louváveis, quando age de maneira nada esportiva, prejudicando (ao que tudo indica) deliberadamente a outros pilotos, para garantir a conquista de suas Vitórias, Poles Positions,ou até mesmo, Pontos no Campeonato. Definitivamente, Schumacher não necessita disto! Basta ser o excelente Piloto que é. Como resultado disto, ganhou ( Pelo menos no BRASIL ) o nada lisonjeiro (mas merecido) apelido de "Dick Vigarista".
De qualquer modo, no GP da Hungria, novamente vimos o que há muito sentíamos falta: competitividade e superação, justamente tudo que havia em abundância na Fórmula 1 desde às suas origens até a primeira metade dos Anos 90 e que agora "clamamos" para que se repitam aqueles Tempos de Ouro. Com destaque é claro,para o Schumacher e Fernando Alonso e patrocinado, é muito justo dizer, pela Bendita chuva!
Entretanto, são curiosas as criticas feitas quanto ao "Excesso de Riscos" assumidos por vários Pilotos, com destaque às criticas feitas à Michael Schumacher, por correr com pneus extremamente desgastados ao final da prova; ora a alternância de fatores que influíram no resultado final da Corrida foram espetaculares! Na minha opinião, justamente o que estava faltando na Fórmula 1.
Claro que não podemos nos iludir: Tudo que aconteceu foi motivado pela chuva e por suas imprevistas conseqüências, que recriaram " um palco perfeito" para estes gênios da pilotagem de competição, sufocados pela tecnologia! Infelizmente, até a próxima corrida com chuva, tudo deverá ficar com antes...
Para finalizar, tomo a liberdade, de modestamente oferecer uma "pequena ajuda" informando o seguinte, sobre o Filme Grand Prix : o carro que Pete Aron pilotava era um fictício Yamura de propriedade do também fictício Ito Yamura, que diferia dos "verdadeiros Honda F1" por ter pintada em sua carenagem, uma faixa decorativa na cor preta, ao invés de ser na cor vermelha, conforme seria no Honda F1 "original".
Ainda sobre a vida imitar à arte: quanto ao ótimo Filme Grand Prix parece que este se superou em "ditar" episódios para a vida imitar; lembram do acidente do piloto Scott Stodart, da BRM, em Mônaco?
Pois bem, as conseqüências deste acidente, em que Scott, durante a sua recuperação física, precisava de ser carregado para dentro do carro, não lembram o acidente de Graham Hill, poucos anos mais tarde, em que também necessitava de ser carregado para dentro de seu carro, devido à múltiplas fraturas de suas pernas?
Lembro também que, ironicamente Graham Hill era "figurante" do Filme.
Um abraço à Família GPTotal
Paulo Winckler, Porto Alegre - RS.
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Algumas idéias que me perturbam a cabeça:
Schumacher é a viga mestra que coordena toda a estrutura da Formula 1. Se ele vai ou fica, tudo pode mudar bruscamente. Então me indago:
Se Schumi se aposentar, Kimi for pra Ferrari e Alonso se confirmar na Mclaren, quem iria pra Renault? Ela precisa de uma estrela, um piloto já consagrado, ou que já tenha certo chão na Formula 1, e todos esperem algo deles. Coisa que não vejo em Mark Webber, e ainda não se pode ver em Kovaleinen, Fisichella como muita gente já diz aqui nessa sessão de leitores é um banana, não pode nem consegue tomar para si a responsabilidade de ser o primeiro piloto de uma equipe de ponta. Os outros candidatos a estrelas: Alonso, Raikonen e Button (esse ultimo sabe lá porque), já estariam hipoteticamente empregados. A equipe que conseguiu quebrar a seqüência de títulos da Ferrari precisa de um piloto consagrado para levar a equipe adiante.
Na falta de um piloto assim, eu digo que, não por patriotada minha, que a melhor opção no mercado seria Felipe Massa, um piloto bom que está conhecendo e se adaptando as dificuldades e cobranças de se correr em uma equipe grande. Não vejo opção melhor do que ele, longe de ser o ideal mas... A grande verdade é que a seqüência de títulos de Schumi, a aposentadoria prematura de Hakinen, o prolongamento das carreiras de pilotos que não acrescentam muito como Barrichello, Couthard, Ralf Schumacher, dentre outros, acabou por empobrecer a Formula 1. Que está cercada de talentos incipientes que demoram a entrar no circo, e, por muitas vezes, acaba optando por outras categorias como consolo.
Antony Davidson, Robert Kubica, Lewis Hamilton, Heiki Kovaleinen, todos sabem ou imaginam o potencial que eles têm. Todavia me indago: Será que vai haver espaço pra eles na Formula 1?
Sidnei Gadelha Alves
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Há muitos anos sou telespectador assíduo das corridas de Fórmula 1, mas infelizmente sou obrigado a engolir a transmissão tendenciosa do Sr. Galvão Bueno, narrador da Rede Globo, o qual torce de maneira explícita pelo alemão, hepta campeão da categoria.
Nunca vi tanta falta de respeito com o público. Ele pensa que vivemos numa era de trevas intelectual e pode simplesmente fazer seu show bajulativo, achando que ninguém percebe? Alguém na Globo tem que tomar providências.
Socorro!
Eros Santos
Olá, pessoal
Primeiro, parabéns pelo site. Realmente bacana. Segundo, quero tirar uma dúvida. É sobre o Jaques Villeneuve.
Lembro-me que quando ele estava começando na América, o seu "padrinho" era o Nelson Piquet. Inclusive, lembro-me de uma fotografia com o Jaques (cara de menino) no monoposto com o Piquet agachado ao lado.
O que houve com a parceria? Mesmo porque desde aquele tempo (faz uns 15 anos) nunca mais ouvi falar da colaboração entre ambos. Se puderem dar uma luz, agradeço.
Abraços. E continuem assim. É por aí.
Gerson Costa
Bom dia Eduardo !
Tenho uma pergunta simples mas não sei se a resposta também será.
Algum outro piloto, na Fórmula 1, já conseguiu ser demitido duas vezes como o Villeneuve ?
Grande abraço.
Luís Sérgio / Brasília - DF
Oi Gerson, Oi Luís Sérgio
Não lembro desta parceria entre Piquet e Villeneuve. Vamos ver se alguém nos ajuda. Sobre as demissões aludidas pelo Luís Sérgio acho que há vários casos de pilotos importantes com trajetórias conturbadas na F1.
Mas "demitido" é um conceito relativo. Zé Dirceu e Palocci foram, afinal, demitidos pelo Lula? Muitas vezes, o clima na equipe se torna de tal forma insustentável que é apenas questão de saber quem abre o bico primeiro.
Vamos pegar o caso da Ferrari. Vários de seus pilotos saíram rompidos ou chutados pela equipe. Alguns deles: Alberto Ascari, Fangio, John Surtees, Jacky Ickx, Renee Arnoux, Alain Prost.
Aliás, está aí um que, dependendo da interpretação, pode se dizer que foi demitido duas vezes, uma pela McLaren e outra pela Ferrari, sem contar a Renault, onde também a relação deteriorou-se terrivelmente.
Mas sua pergunta é interessante e vale a pena aguardar por mais casos lembrados pelos leitores.
Abraços (EC)
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Quando o Senna, em Donington 93, fez 4 ultrapassagens na primeira volta da corrida, foi reverenciado por toda a imprensa mundial. Até hoje, consideram aquela como a "melhor primeira volta de uma corrida de F1", segundo o que li em algumas revistas. Inclusive sendo matéria de três páginas de uma conceituada revista, há um tempo.
Pois bem, Schumacher fez seis ultrapassagens antes da primeira curva, na Hungria. E, mais algumas no decorrer da primeira volta.
Agora, será que essa será a nova "melhor primeira volta de uma corrida de F1"?...
Talvez. Mas, duvido que a seja, aqui no Brasil.
Por favor, comentem.
Grato
Bruno Wenson
Olá, Bruno
"Preferência" é algo muito pessoal, concorda? Só que algumas... pessoas simplesmente não aceitam isso. Acham que todo mundo deve seguir um pensamento único (o delas, naturalmente). Infelizmente, essa mentalidade domina um número expressivo de torcedores de um certo piloto brasileiro, infelizmente já falecido.
A respeito de sua carta, comento duas coisas:
1) Tanto Schumacher quanto Alonso fizeram primeiras voltas alucinantes, de encher os olhos. O detalhe é que o alemão conseguiu aquilo com pneus Bridgestone, que nitidamente não tinham o mesmo nível de aderência dos Michelin naquelas circunstâncias. Ele e Alonso, nitidamente, andaram rápido a partir do instante em que as luzes vermelhas se apagaram. Com isso, ganharam muitas posições aproveitando o período de "acomodação" dos demais pilotos às condições da pista. A diferença é que, quando as coisas se estabilizaram, Alonso teve condições de continuar progredindo, enquanto Schumacher lutava contra a falta de aderência e caía de posição.
2) Naquela corrida de Donington, em 1993, Rubens Barrichello largou em 12º lugar e completou a primeira volta em quarto. Ganhou, portanto, oito posições, lembrando que dois pilotos que estavam à sua frente (Karl Wendlinger e Michael Andretti) se enroscaram e não completaram a primeira volta.
Por que essa primeira volta de Barrichello não é tão celebrada quanto a de Senna? Simples: ela não apareceu na TV e não havia câmera de bordo no carro de Barrichello. E nenhum locutor (ao menos aqui no Brasil) lembrou-se de exaltar essa primeira volta ao vivo, durante a transmissão.
Para o público menos esclarecido, é como se ela não tivesse existido. Existiu, sim. Mas coitado do fã de Barrichello que se atrever a dizer que a primeira volta dele foi mais sensacional que a de Senna. Se arrisca a ser execrado em praça pública pelas viúv... digo, por certo tipo de torcedor carente.
Abraços (LAP)
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Bem, acompanho a Fórmula 1 de forma religiosa desde 1988. Para mim, baseada na atual situação da F-1, acho que o GP da Hungria de 2006 é mais ou menos o que se espera da F-1.
Primeiro, quero chamar a atenção para uma das coisas que mais tem me irritado quando acompanho um GP pela Globo. Não dá mais para engolir o Galvão a lamber os ovos de Schumacher. Claro que o alemão é um grande piloto, mas nessa corrida ele não fez nada de especial. Lembrem-se que ele estava com uma volta de atraso até o safety car colocá-lo na mesma volta do líder.
O Alonso fez tudo o que um piloto que quer ser campeão deve fazer, mas parece que a Renault não quer ser campeã. Lembram-se da patética mudança de estratégia em Imola?
Pobre Raikkonen! Tudo bem, quem provocou o acidente foi o Liuzzi, mas isso não tira a parcela de culpa do finlandês. Falam muito que ele é azarado, mas eu acho que o azar está na McLaren. Lembram-se da quebra do Hakkinem na última volta do GP da Espanha de 2001? Para completar o azar da McLaren, o Newey enfim assumiu seu romance com a Red Bull. Namoro antigo, desde os tempos da velha Jaguar.
Lembra quando o Barrichello encheu a boca para dizer "o Schumacher é o presente e eu o futuro da Ferrari"? Se duvidar o Barrichello se aposenta antes do Schumacher. Quanto ao Massa... sem comentários. Ainda bem que vem por aí o Piquet e o Senna.
Papelão o do Scott Speed, não?? Alguém por favor fala para o Galvão passar as férias numa praia da Califórnia. Assim ele deixa de falar besteira.
O resto foi resto, tirando o Button. Esse mostrou que só precisa mesmo de carro. Saiu lá de trás, veio como quem não queria nada, fez uma valente ultrapassagem sobre o Schumacher e cruzou a linha em primeiro. Agora o Barrichello vai ter de rebolar.
Alyssa Watson
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Olá pessoal,
A nota abaixo saiu no site F1 na WEB.
O alemão Nico Rosberg, da Williams, explicou que sua rodada no GP da Hungria foi causada por ter entrado água no sistema eletrônico de seu carro:
"Descobrimos que entrou um pouco de água no sistema eletrônico, que enganou o carro, fazendo-o pensar que eu estava parado nos boxes. Assim, o limitador automático acionou de maneira errada e eu rodei. O motor travou as rodas traseiras e, naquelas circunstâncias, não pude fazer mais nada", disse o alemão.
Não é meigo? Outro dia o Barrichello disse que o software da Honda não se entende com ondulações na pista e funciona de forma errada.
O Coulthard reclamou que a luz que indicava a troca de marchas pifou e ele não sabia o que fazer.
Pobres pilotos. Dependem dos analistas e programadores para poder pilotar o carro, que faz o que o programa manda.
Problemas da tecnologia. Não seria melhor deixar as coisas para o talento dos pilotos?
Abraços
Flavio
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Amigos,
Não concordo com o leitor / internauta Mário Salustiano.
Acho que Schumacher poderia ter sido "arrojado" sem jogar aqueles preciosos pontos fora. Não digo que Miguel deveria ter aberto as pernas para De la Rosa e Heidfeld. Lutou e até gostei, mas exagerou. Por várias vezes quase acaba com a corrida desses dois e , por tabela, a sua também. SE, olha o SE de novo, Schumacher não tivesse fechado a porta de maneira tão tola com Heidfeld não teria danificado a suspensão de seu Ferrari e, consequentemente, teria mais 4 pontinhos na tabela. PODE SER que esses 4 pontos façam diferença no final. Quer um exemplo ? Monaco 1984. SE, olha ele denovo, não tivessem interrompido a prova por causa da chuva, Senna teria ganho seu primeiro GP - se bem que ele estava com alguma avaria em sua suspensão - e Prost, em segundo, levaria 6 pontos. O francês acabou ganhando a prova (interrompida) e levou pra casa 4,5 pontos. RESULTADO FINAL DO CAMPEONATO: #1 - Lauda 72 pts / #2 - Prost 71,5 pts....
É companheiro.... É dificil agradar. Mas é inegável que Schumacher deveria, neste caso, correr com a cabeça. No final do campeonato - se ele não levar o caneco - essa corrida VAI fazer diferença.
Um forte abraço,
Marcelo Ferreira - Jacarepaguá - RJ
Algumas idéias que me perturbam a cabeça:
Schumacher é a viga mestra que coordena toda a estrutura da Formula 1. Se ele vai ou fica, tudo pode mudar bruscamente. Então me indago:
Se Schumi se aposentar, Kimi for pra Ferrari e Alonso se confirmar na Mclaren, quem iria pra Renault? Ela precisa de uma estrela, um piloto já consagrado, ou que já tenha certo chão na Formula 1, e todos esperem algo deles. Coisa que não vejo em Mark Webber, e ainda não se pode ver em Kovaleinen, Fisichella como muita gente já diz aqui nessa sessão de leitores é um banana, não pode nem consegue tomar para si a responsabilidade de ser o primeiro piloto de uma equipe de ponta. Os outros candidatos a estrelas: Alonso, Raikonen e Button (esse ultimo sabe lá porque), já estariam hipoteticamente empregados. A equipe que conseguiu quebrar a seqüência de títulos da Ferrari precisa de um piloto consagrado para levar a equipe adiante.
Na falta de um piloto assim, eu digo que, não por patriotada minha, que a melhor opção no mercado seria Felipe Massa, um piloto bom que está conhecendo e se adaptando as dificuldades e cobranças de se correr em uma equipe grande. Não vejo opção melhor do que ele, longe de ser o ideal mas... A grande verdade é que a seqüência de títulos de Schumi, a aposentadoria prematura de Hakinen, o prolongamento das carreiras de pilotos que não acrescentam muito como Barrichello, Couthard, Ralf Schumacher, dentre outros, acabou por empobrecer a Formula 1. Que está cercada de talentos incipientes que demoram a entrar no circo, e, por muitas vezes, acaba optando por outras categorias como consolo.
Antony Davidson, Robert Kubica, Lewis Hamilton, Heiki Kovaleinen, todos sabem ou imaginam o potencial que eles têm. Todavia me indago: Será que vai haver espaço pra eles na Formula 1?
Sidnei Gadelha Alves
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Estou um pouco atrasado neste comentário, mas mais uma vez leio opiniões sobre a atual situação da Formula 1. O motivo da falta de igualdade na formula 1 é que a categoria se transformou numa disputa de grandes fábricas onde as verbas sem limites tornaram tudo um jogo de negócios.
Eu penso que o maior problema é a tal exclusividade. Se um fabricante de motores tivesse obrigação de fornecer motores e dar assistência a pelo menos uma segunda equipe, e que os construtores fossem também obrigados a vender chassis para uma outra equipe qualquer, aliados às já adotadas medidas de limitações nos motores, nos controles eletrônicos e unificação dos pneus, creio que fariam diminuírem os gastos astronômicos e aumentariam a competitividade.
Se um construtor fabricar alguns chassis será mais barato do que fabricar apenas um ou dois. A mesma coisa penso que vale para os motores, quatro ou cinco carros ou duas ou três equipes com o mesmo motor ou chassis baixaria os custos de manutenção de uma equipe. Talvez até algumas equipes poderiam alugar carros para pilotos que quisessem montar uma equipe por uma temporada. Por que para se ter uma equipe de Formula 1 tem-se que montar toda uma estrutura para fabricar um carro? Pode ser que alguma equipe de uma categoria inferior tenha um patrocinador disposto a bancar um piloto por uma temporada mas não tenha verba suficiente para montar toda uma estrutura para fabricar um chassis?
Por que não podemos ter equipes particulares? Será que as equipes grandes têm medo da concorrência dos pequenos? Será que um piloto com muito talento não poderia montar uma equipe por uma temporada, ou alugar um carro e mostrar serviço? Será que é sonhar demais?
Heitor Cardoso.
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Alguém por favor, escreva alguma coisa sobre as duas vitórias do Nelsinho na Hungria. Talvez fazendo um comentário sobre a vitória do pai há 20 anos.
E, Panda, ontem eu tava re-assistindo ao Roda Viva da cultura de 94, após a morte do Senna, o entrevistado era Nelson Piquet (tenho a fita) e tu era um dos entrevistadores. Lembra disso?
Paulo Bitencourt
Olá, Paulo. Tenho pouco a dizer sobre as duas corridas da GP2, pois não as assisti. De acordo com os releases da assessoria de Nelsinho, foi a primeira vez que um piloto conseguiu pontuação máxima em um final de semana da GP2 (vencer as duas corridas e fazer os pontos da pole e das melhores voltas). Nelson "pai" esteve na Hungria, certamente para retomar negociações com as equipes de F 1. Dois boatos já surgiram. Um, publicado no "Grande Prêmio" (www.grandepremio.com.br), dá conta de que Nelsinho fará testes na Super Aguri ainda neste ano. Outro saiu na "Folha de S. Paulo": Nelsinho seria um dos candidatos a piloto de testes da Renault. Esse boato acaba dando margem a outra especulação: Heikki Kovalainen, atual ocupante do cargo, será efetivado como titular no ano que vem. Vamos aguardar.
Quanto ao "Roda Viva" da TV Cultura, lembro muito bem dele. Ao contrário do que muitos devem ter pensado, a entrevista com Piquet já estava agendada antes dos acontecimentos de Imola. Recebi na semana anterior o convite para participar. Me disseram (não cheguei a ir atrás de informações comprovadas) que aquele acabou sendo durante muito tempo o "Roda Viva" de maior audiência da história do programa - e ele já tinha quase oito anos de existência. Abraços. (LAP)
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Há muitos anos sou telespectador assíduo das corridas de Fórmula 1, mas infelizmente sou obrigado a engolir a transmissão tendenciosa do Sr. Galvão Bueno, narrador da Rede Globo, o qual torce de maneira explícita pelo alemão, hepta campeão da categoria.
Nunca vi tanta falta de respeito com o público. Ele pensa que vivemos numa era de trevas intelectual e pode simplesmente fazer seu show bajulativo, achando que ninguém percebe? Alguém na Globo tem que tomar providências. Socorro!
Eros Santos
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Há muito o que comentar sobre o (bom) GP da Hungria. Logo na sexta-feira, Fernando Alonso, sentindo-se atrapalhado por Robert Doornbos, gesticulou, atirou seu Renault sobre o Red Bull e desacelerou de forma brusca na frente do holandês. Eu logo pensei que os comissários apenas advertiriam o espanhol, mas, para minha surpresa, Alonso foi punido: receberia 2 segundos a mais em sua melhor volta em todas as etapas do treino classificatório. A punição me pareceu exagerada, mas é melhor pecar por excesso do que por omissão.
No sábado, sob bandeira vermelha, Michael Schumacher ultrapassou Alonso e Robert Kubica e recebeu a mesma punição. Estranhamente, a dita cuja só veio à tona durante o treino classificatório. Não sei, não! A sensação que tive do episódio? Detesto futebol, mas sabem quando o árbitro "inventa" um pênalti a favor de um time a fim de compensar o gol validado em impedimento a favor do adversário?
Em 20 anos de Hungaroring, jamais uma gota d'água! E os comissários, crendo que os dois candidatos ao título teriam de esperar por uma recuperação em Istambul, mal sabiam que 4381 metros depois, seus "esforços" seriam estraçalhados pelo talento em pista molhada de dois pilotos acima da média.
Rubens Barrichello, com um ótimo 3º lugar no grid, largou bem, mas não manteve-se na briga pela vitória. Barrichello apostou nos pneus de chuva, mas a pista suplicava pelos intermediários. Enfim, foi uma aposta. E ele tinha 50% de acertar. Poucos lembram, mas em Monza/04, deu certo. Em boa recuperação, chegou em 4º. Sem dúvida, os progressos da equipe Honda nas duas últimas etapas se devem em boa parte ao trabalho de Barrichello com os engenheiros. Eu me nego a acreditar que o Button os ajude tanto quanto Rubinho. Button sabe muito bem como motivar os integrantes da equipe, mas, sem desenvolvimento técnico, não há motivação que resista.
Felipe Massa, na onda de Barrichello, optou pelos pneus de chuva. Não reagiu às adversidades e fez uma má corrida. No sábado, era o grande favorito à pole após as punições a Schumacher e Alonso, mas errou demais. Sentiu a responsabilidade, a pressão. E, honestamente, para mim mostrou que não está preparado para assumir o posto de líder de uma equipe. Se um dia fizer uma Áustria/02 ou Inglaterra/03, por exemplo, talvez possamos compará-lo ao Rubens.
Fernando Alonso! O que dizer de um piloto que fez uma ultrapassagem por fora sobre Schumacher sob chuva, especialidade do alemão? Em Suzuka/05, houve aquela por fora na 130R. Tudo bem, os pneus Brigstone da Ferrari não rendiam tanto quanto os Michelin da Renault. Não há importância! Eu vi Rubens Barrichello fazer uma pole de Jordan em Spa/94, batendo Schumacher e seu Bennetton com todos aqueles aparatos eletrônicos. Nano foi fantástico. O safety-car surgiu no pior momento: era líder disparado. Passou a ser incomodado por Button. Na pior das hipóteses, chegaria em 2º, à frente de Schumacher. Um trabalho mal feito no seu último pit stop o deixou na mão.
Schumacher fez uma boa corrida, mas pecou pela teimosia. Discordo um pouco do Edu: Schumacher esteve longe de ser valente. Tudo bem, valeu pela persistência, pela coragem. Mas perdeu uma ótima chance de encostar de vez na luta pelo título. Paradoxalmente, o alemão lembrou Gilles Villeneuve, por quem o Edu não sente muita admiração. Errou ao ser ultrapassado por Fisichella e perdeu a asa dianteira. Chegou a tomar uma volta do líder Alonso. Foi desleal com de la Rosa: foi ultrapassado, cortou a chicane, fingiu que o deixaria passar e o fechou de repente, quase estragando a boa
prova do espanhol. Se tivesse feito a parada, provavelmente lutaria pelo 2º lugar, já que era o piloto mais rápido da prova. Felipe Massa cravou a volta mais rápida.
Kimi Raikkonen está fisicamente na Mclaren, mas, mentalmente, deixou a equipe há muito tempo. O erro pareceu ser totalmente seu, mas o fato de Tonio lhe pedir desculpas após a prova nos deixa em dúvida sobre a real culpa do finlandês. De qualquer forma, tem corrido até de forma displicente em alguns momentos. Talvez tenha se acomodado por estar sendo disputado à tapa por Ferrari e Renault.
Jenson Button fez uma prova excepcional, sem erros. A primeira vitória veio no momento certo, quando se via ameaçado por Rubens Barrichello. Mas tenho dúvidas sobre o real potencial do rapaz. Sua trajetória lembra muito a de Jean Alesi. Está no mesmo nível de Felipe Massa.
Kubica rodou, perdeu o bico, largou a frente de Heidfeld, brigou com Ralf Schumacher, chegou em 7º, foi desclassificado. Uma excelente estréia, apesar dos contratempos!
Pedro de la Rosa fez uma excelente prova. Não enche o bucho de hambúrguer, pizza, doces e refrigerantes. E nem joga tênis com raquete e motocicleta.
Por enquanto, é só!
Um abraço,
Willian Lopes Machado
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Caros colegas,
Vocês perceberam o quanto que o carro do Schumacher estava com menos asas do que o carro dos outros. Puxem pela lembrança. Na disputa com Pedro De La Rosa, na saída da última curva, Schumacher saía com visível desvantagem sobre Pedro De La Rosa, porém na metade da reta (que não é grande) o seu carro já estava desenvolvendo uma velocidade maior do que a McLaren.
Agora eu pergunto: será que não foi esse o motivo para o excessivo desgaste dos pneus de Schumacher?
Um abraço a todos!
Ivo Moreira Mamede
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Olá Edu, Panda, amigos.
Continuo na moita apenas lendo as suas opiniões, mas depois dessa corrida vai uma sugestão para o Max Mosley: vamos substituir o Safety Car por um caminhão pipa com a torneira aberta!
Abraços,
Olavo Ito
Após o GP da Alemanha, minha ansiedade para chegar ao GP da Hungria era cada dia maior, pois estava curioso para saber como o Alonso e a Renault iriam se sair diante dos últimos resultados obtidos por Schumacher e a Ferrari.
Mas nem podia imaginar que o GP da Hungria seria o troca-troca da sorte de um piloto para o outro, explico:
A sorte sorri para o Schumacher: O Alonso, que sempre se posiciona tão calmo durante os fins de semana de um GP, se descontrola com o terceiro piloto da Red Bull, em um treino que não valia tempo para a formação do grid, foi punido com dois segundos de acréscimo em seu tempo na classificação, um erro que Alonso não podia cometer ainda mais em uma pista travada como a do GP da Hungria e no momento em que precisa andar na frente do Schumacher, é o fim pensei.
A sorte sorri para Alonso: Nem acreditei quando soube que o Schumacher havia ultrapassado em bandeira vermelha dois pilotos na classificação, se não me engano foi Alonso e o Kubica, agora quem erra é o Schumacher e também é punido com dois segundos de acréscimo em seu tempo na classificação. Com o Alonso fora da disputa pelas primeiras posições, Schumacher só precisa fazer o necessário para largar na frente e garantir uma boa posição na corrida, mas o final de semana ainda iria confirmar que Schumacher não estava em seus melhores dias, cometeria outros erros.
A natureza resolveu brindar os campeões com muita chuva e deixar o GP da Hungria mais interessante do que já prometia ser, foi uma das melhores corridas do ano, as primeiras voltas foram fantásticas. O Schumacher encontrou um corredor a sua direita e pulou já na primeira volta para o sexto ou sétimo lugar, o Alonso estava com um carro muito bom para pista molhada, ultrapassava os carros a sua frente como se eles estivessem parados, logo chegou no Schumacher e realizou uma bela ultrapassem.
Logo ficou claro que os carros que utilizavam pneus Michelin estavam melhores que os que usavam pneus Bridgestone e as Ferraris não tinham um bom acerto para a chuva.
A corrida seguia emocionante, com muitas ultrapassagens, rodadas e acidentes que até agora estou tentado entender como foi possível acontecer (Kimi bater no Liuzzi), e o Alonso que parecia ser o grande sortudo do final de semana já estava em primeiro lugar com Schumacher fora da zona de pontos, pois teve sua asa dianteira quebrada quando foi ultrapassado pelo Fichisella.
Quando tudo parecia perfeito para o Alonso, a sorte voltou a mudar de lado;
A sorte sorri novamente para o Schumacher: Quando Alonso entrou para fazer seu segundo pit stop houve uma falha no sistema que prende a porca da roda e esta se soltou (explicação dada posteriormente pela equipe), Alonso tentando trazer o carro para os box roda e bate, tudo estava perdido novamente, não acreditei quando vi a imagem do Alonso saindo do carro, naquele momento pensei, o Schumacher é muito sortudo, o Alonso perdeu a chance de ser bicampeão.
A sorte sorri novamente para o Alonso: Schumacher tinha a situação em suas mãos novamente e começa a andar muito bem, pois a pista estava praticamente seca, quando todos achavam que Schumacher iria conseguir pontos importantes para continuar lutando pelo campeonato ele resolveu pilotar com se tudo já estivesse terminado, não se importando com o campeonato e nem com os pontos que seriam tão importantes naquele momento. Quase bate para não deixar o De la Rosa lhe ultrapassar e depois defendendo o terceiro lugar toca a roda dianteira na roda traseira do carro do Nick e tem sua suspensão quebrada. Nem pude acreditar, Schumacher estava fora na mesma corrida que Alonso havia abandonado.
Comemorei muito o resultado desta corrida, Alonso estava com os mesmo onze pontos de vantagem para Schumacher e agora só faltavam cinco corridas, poderia ter sido muito melhor para o Alonso, mas a sorte estava indecisa neste final de semana e ainda resolveu aprontar mais uma, Kubica foi desclassificado e Schumacher marcou um ponto, chequei a conclusão que poderia ter sido muito pior.
A nós, torcedores, resta aguardar a próxima corrida, para descobrirmos que emoções nos aguardam, pois espero que tenhamos outras corridas emocionantes com esta.
Douglas P Leal
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É difícil agradar. Se o piloto anda cauteloso, é porque é um frouxo. Se é arrojado, é porque não pensa no campeonato. Pelo amor de deus! Alguns leitores estão no nível da Formula 1 atual, são fracos de opinião, muito me admira tantos virem aqui para criticar o que ocorreu no domingo, principalmente com o Kimi, o Schumacher (aliás, para os que conseguem adivinhar tudo o que se passa na cabeça dele, já que vêm tão fácil os adjetivos, aconselho a ganharem adivinhando a mega-sena, dá mais lucro).
Mas acho que pelo menos a fama de acomodado o Schumacher não pode ganhar, quem dos críticos do Brasil teriam continuado numa corrida tão incerta, ganhando os milhões de dólares que já caíram na conta do alemão. É muito fácil falar, vão lá e mostrem se são capazes de fazer um misero décimo daquilo que ele mostra em termos de determinação. Sabe, nosso país precisa de mais gente que tenha determinação, talvez assim as coisas melhorassem um pouco.
Abraços,
Mário Salustiano
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Venho endossar a opinião de alguns colegas escribas. Que o Schummy é sensacional e fora de série, acho que não se discute. Agora, existe uma linha muito tênue entre "garra" e "determinação" e o jogo sujo e a falta de respeito pelo adversário.
Fechar a porta quando um adversário abre para a ultrapassagem é lícito, é defender a posição. Jogar o carro sobre o adversário no meio da curva, cortar chicane sem frear, espremer o adversário contra o gramado ou tentar fechar o adversário após este já ter colocado o carro de lado é desleal. Isso não é determinação, é sujeira.
O Michael faz isso há tempos, creio até como forma de intimidar os adversários. Poucos tiveram coragem de encará-lo, e cito Montoya, que em um GP da Alemanha fez a Ferrari ficar atravessada no Stadium. Tais cenas, como a do último domingo, são desnecessárias na biografia de um piloto tão espetacular.
Para quem discorda... compare as cenas do Michael sem pneus do último domingo (jogo sujo) com aquela imagem célebre do Senna espremendo o Prost (jogo sujo). E agora compare ambas com a lembrança do Senna segurando o Mansell (até o inglês ficou impressionado), ou com Batalha de Dijon entre Arnoux e Villeneuve (feroz, brutal, mas limpa - e bela!)
JJ Fields
Afazeres profissionais têm me ocupado demais, mas o GP da Hungria me fez conceder alguns prêmios instantâneos, tipo raspadinha (nada contra o Kimi, vejam só) telesena do "Sirvio". Vamos a eles:
- Graduação Nelson Piquet em escolha de pneu: vai pro Barrica, que quis inventar e se deu mal; podia ter vencido a corrida.
- Pós-graduação Rubens Barrichello em escolha de pneus: vai pro Massa, que andou grande parte da corrida com pneus de chuva. Será que o carro estava tão "inguiável" assim?
- Prêmio Ferrari de estratégia: vai pra Honda e pro Button. Quando você erra menos que os outros o resultado só pode ser a vitória.
- Troféu "operação bafômetro": vai pro Kimi, que atropelou o Liuzi de maneira inexplicável. Por favor, NUNCA risquem fósforo perto dele. Ao invés de adeus, a McLaren deve estar dizendo "já vai tarde". (Edu, está na hora de você repetir aquela coluna "já vai tarde")
- Prêmio "Congresso Nacional de ética": vai pro Hepta, que andou dando canelada demais. Era excesso de testosterona, arrogância, coragem, prepotência, ou tudo isto junto? Podia ter descontado 6 pontos do Alonso, e só conseguiu 1.
- Menção honrosa "Esquadrilha Abutre": vai pra Renault, pelo belo serviço de box que fizeram para o Alonso, além do Fisio quebrar o diferencial na sexta-feira. Será que o Briatore amoleceu?
- Curso "quem não agüenta o calor que saia da cozinha": vai pro doidinho do Scott (lack of) Speed. A moçoila berrando que precisava de pneus secos, e depois não segurando o carro foi hilário. Hilário, não, foi muito triste, porque só demonstra que não vamos ter um piloto americano de ponta nos próximos anos.
- Troféu "Tá loko, ô, meu": vai pro Nico, que disse ser impossível pilotar naquelas condições. O pai dele deve teve ter tomado as providências, deixando o rebento sem sobremesa no jantar.
Vamos esperar até a Turquia e ver como ficam as equipes para 2.007, porque este ano é um final com Alonso na ponta e Schuey atropelando forte por fora.
Abraços,
Victor Lagrotta
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Como é bom ver uma corrida fora dos padrões normais. Só assim pode-se ter uma corrida com emoções verdadeiras na F-1 atual (vide o Japão ano passado).
A Honda finalmente venceu seu primeiro GP na nova era. Embora estivesse progredindo, só venceu devido às condições excepcionais da corrida. De todo modo, sempre é bom ver uma equipe diferente vencendo.
Button fez uma grande prova, não cometendo nenhum erro. Demorando 113 GPs para vencer, salvou-se por pouco de superar Barrichello como o piloto que levou mais tempo para vencer um GP. Só faltavam 11 provas. Pelo menos nisso o Rubinho ainda é recordista.
Alonso fez uma corrida excepcional e tinha pelo menos o segundo lugar garantido quando teve o problema com a roda. Não merecia isso. Mostrou que é bom em qualquer situação (aliás, é nas situações mais adversas que os grandes pilotos se destacam). Se não repetir o incidente de sexta-feira, será o sucessor de Schumacher no talento, mas não na deslealdade.
Já Schumacher, embora tenha sofrido com o mau desempenho dos pneus Bridgestone e tenha andando muito no trecho final da prova, cansou de errar. Perdeu o bico, rodou, e no final ainda jogou a corrida fora.
O Eduardo Correa enalteceu sua valentia. Penso o contrário. O alemão se comportou ontem como Gilles Villeneuve, a quem tantos endeusam (mas não eu). Valentia desnecessária e desmedida quase sempre resulta em abandono. Não por acaso que Gilles Villeneuve, apesar de sua fama, conseguiu tão poucos resultados.
Se tivesse tido cabeça, teria conseguido um terceiro ou quarto lugar.
O alemão, aliás, parece não saber o limite entre a vontade de ganhar e a deslealdade. Ao passar reto na chicane, mesmo que devido a um erro, foi só por isso que evitou a ultrapassagem de De La Rosa, e deveria ter cedido a posição. No final, ainda herdou um ponto. Não merecia.
É o que eu venho falando, pelo que fizeram até aqui, Alonso merece muito mais o título.
O Eduardo Correa não joga mais um tostão furado no Raikkonen. Embora ache que não tenha a mesma segurança do Alonso, ainda acho que não é bem assim. Veremos.
Kubica fez uma ótima estréia e não deu para entender sua desclassificação. Os comissários afirmaram que o carro estava abaixo do limite de peso em decorrência do desgaste excessivo dos pneus. Ora, será que o piloto se beneficiou com isso? A lógica de se punir alguém é este tirar vantagem de uma situação irregular, e não quando se prejudica em decorrência disso.
A partir de agora é torcer para que chova em todas as provas. Afinal, a corrida sempre é mais emocionante e os pneus Bridgestone não andam nada na chuva.
Sérgio
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O GP da Hungria foi de fato uma corrida das mais emocionantes. A chuva foi a grande responsável pelas emoções e também pela reviravolta no desempenho esperado para a corrida. Aquele que parecia ser o final de semana dos sonhos do Massa se transformou em um inferno a ser esquecido. O desempenho do Felipe foi sofrível e a justificativa de que o seu carro estava acertado para pista seca não procede, uma vez que todos os carros estavam, pois ficaram no parque fechado até a hora da corrida.
Para mim, o grande destaque da corrida foi o comportamento do Schumakão. Ele correu de forma brilhante, e manteve a motivação mesmo após levar uma ultrapassagem desconcertante do Alonso e perceber que o desempenho da sua Ferrari na pista molhada não o levaria alugar algum. Além disso, conseguiu manter um ritmo de corrida bastante razoável com os pneus intermediários já em frangalhos e a pista quase que completamente seca.
Mas eu gostaria de destacar o comportamento do Alemão quando atacado pelo De La Rosa e pelo Heidfeld. Ele estava de tal forma concentrado e motivado na corrida que me deu a impressão de que dentro daquele capacete estava um homem vidrado, quase louco, que tinha como único objetivo conseguir a melhor posição possível, sem pensar nas conseqüências para o Campeonato.
Foram belas disputas no apertado traçado da Hungria e não tenho vergonha de confessar que torci muito pelo Alemão e fiquei triste quando sua Ferrari quebrou. Um cara assim não pode se aposentar. Se ele parar, quem vai enfrentar a fera Espanhola? O Haikonen? O Massa? O Kubica? Espero que ele fique até 2007.
Um abraço a todos.
Saulo Caram
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Escolham o título: "Adoro ligar a TV no domingo e ver que está chovendo na pista" ou "Nada como um GP com chuva pra ver uma corrida de verdade".
Cadê o gigante na chuva? Já vimos isto aqui em Interlagos, dois ou três anos atrás (não fui aos arquivos), quando deu Físico guiando uma Jordan! O tedesco foi ao guard-rail e lá ficou, para gáudio meu.
Obra da chuva?
A chuva nivela, graças a Deus! "Molha" todo o planejamento, engenharia, etc., fazendo os carros todos iguais e trazendo o talento (o piloto) para primeiro plano! Acaba a força da grana, os engenheiros, as diferenças dos pneus, o cacete a quatro! Aquilo fica impossível de um Schumacher guiar.
Qual a diferença, numa pista molhada, entre uma Williams e uma Minardi? Entre Mc Laren e uma Speed? Ferrari, Toyota, qualquer uma, tudo igual.
Na chuva, um talento sentado numa velha Embassy Hill ou na Brabham do Alan Jones daria uma volta em cima deste alemão enganador.
Curto e grosso: lembremos de Monaco, 1984 . Tiveram que acabar a corrida antes da hora para que um certo Ayrton, dirigindo uma certa Toleman Hart, não "tomasse no talento" o primeiro lugar do Prost e sua poderosa McLaren.
Jacky Ickx sabe o que estou tentando dizer !
Este alemão - realmente - não entende nada de chuva. Até porque não existem (acho eu) muitos botões para apertar quando chove. Adoro ver o tal Schummy saindo do carro antes da bandeirada. Isto sim é um GP!
Sufixo: Vai-te embora, alemão! Chega! Já ganhou dinheiro, já pulverizou os recordes, já enganou os incautos! Vai aproveitar a vida e deixa a F1 em paz. Vai e não volta! Sujeitinho sem graça!
Abraços a todos,
Manuel Carvalho - Santos
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Olá, pessoal do GP TOTAL.
Gostei de ver as notícias que o Cristiano da Matta já esta melhorando, boa sorte e melhoras pra ele!
Queria saber dos físicos de plantão qual a força que o Cristiano da Matta recebeu com o atropelamento, assim uma estimativa, exemplo: se o carro estava a uma velocidade de 160km/h e um cervo tem em média 60 quilos isso equivale a uma pancada de x quilos, pra gente ter uma idéia de como os capacetes de hoje são eficientes.
Eu lembro que quando o Piquet detonou o pé em Indianápolis, um jornal na TV informou que a pancada que ele recebeu, no caso, que o carro recebeu, foi o equivalente a soltar o fórmula indy em queda livre, de bico, do 8º andar de um prédio.
Sobre a corrida da Hungria, me lembrei da frase: "Não existe campeão sem sorte" (acho que foi o Fangio que falou isso).
- Quando o Alonso saiu da corrida pensei na frase em favor do Schumacher;
- Quando o Schumacher saiu, pensei na frase em favor do Alonso;
- Agora com a desclassificação do Kubica e o Schumacher marcando 1 ponto, penso na frase em favor dele novamente;
Será se vai ter mais coisa pela frente?
Abraço a todos,
Rodrigo Bmikossiski
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Esta é pra dar úlcera no EC.
Já que os dirigentes da F1 gostam tanto de criar regras para deixar o espetáculo mais interessante ... ai vai, se segura Edu, antes de um GP poderia passar um caminhão pipa na pista pra molhar o asfalto, assim os GPs ficariam mais movimentados.
Nesta eu delirei. E nem fumei nada.
Para os "atiradores de pedra no Barrichelo".
Quando é pra reclamar do Barrichelo vocês não perdem tempo. E agora, que ele está andando junto, e até a frente (classificação) do Button, vocês não falam nada? Não estou me referindo ao GP da Hungria, mas sim aos últimos 5 GPs. Justiça seja feita.
Realmente, este foi um dos melhores GPs dos últimos anos. E o Schumacão babou...
Pergunta: sei que o pneu "slick" gasto demais, ou seja, sem sulcos, pode causar uma penalidade ao piloto. E o pneu de chuva que vira slick, não tem penalidade?
Um abraço a todos
Ricardo - Campinas/ SP
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Sobre a dúvida do Marcelo Ferreira, em relação aos pneus do Mansell, somente uma opinião:
Naquela corrida de 86, lembro que torci para que o Piquet arriscasse levar o carro com os pneus gastos até o final, mesmo sabendo do risco pois Piquet tinha rodado no início da prova e Rosberg e Mansell já haviam tido problemas. Quando Piquet fez o pit stop, pensei que a chance do título só viria num possível problema de Prost, que teve a " sorte " de ter um pneu furado na primeira metade da prova, fez um pit stop forçado e, com isso, acabou campeão do mundo.
Piquet pode ter razão no que disse a respeito de Mansell, em virtude de ter vencido o inglês quatro anos mais tarde, na mesma Adelaide, justamente encima dos pneus.
Naquele histórico e emocionante GP nº 500, Mansell debulhou tanto os pneus que Piquet o ultrapassou como bem entendeu no último quarto da prova. Depois de ser obrigado a fazer um pit stop Mansell voltou babando, mas Piquet segurou com garra, no final daquela grande reta do circuito, estando com os pneus já no limite.
Abraços,
José Everson
Essa foi a primeira vez que assisti ao GP da Hungria - aliás essa é a primeira temporada que eu acompanho. Todos diziam que era a prova mais chata que existia, que seria necessário tomar uma boa dose de café para não dormir em frente à TV, dentre outras coisas do gênero.
Mas parece que eu levei sorte! Esse simplesmente foi o GP mais espetacular que eu já vi! Superou o GP da Austrália desse ano, o qual eu considerava o melhor da temporada, e superou também Interlagos 2003, o qual eu considerava o melhor que eu já tinha assistido.
O fato desse GP quebrar o paradigma dos anteriores é que fez dele um bom GP. Os "personagens principais" da história saíram de cena e nós pudemos apenas observar os que sobraram e ver o que de fato eles sabiam fazer.
O melhor de tudo é que foi num circuito taxado de "travado" e "difícil de ultrapassar". Após ver a largada e as primeiras voltas, eu imediatamente lembrei da coluna escrita pelo Ernesto Rodrigues, sobre Donington Park 1993. A história foi praticamente a mesma: várias ultrapassagens numa pista famosa por ser difícil de ultrapassar. A diferença é que hoje o protagonista da história não foi apenas um piloto e sim vários deles. A coincidência é que tudo isso foi debaixo de chuva.
Depois de tudo isso, cheguei a uma conclusão e a uma resposta. Acho que encontrei "A Solução" que foi discutida numa coluna pelo Eduardo Correa: a solução é a chuva.
Não precisa congelar desenvolvimento de motor, cortar custos, nada disso. Uma chuvinha é o suficiente.
É uma pena que a FIA provavelmente não concordaria em colocar uma chuva artificial nos circuitos mais "chatos", pois isso certamente resolveria o problema de todo mundo! (risos)
Lucas Rodrigo dos Santos
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Ô, Rubinho! Tsc, tsc, tsc...
Eu tento acreditar nele, mas às vezes é FLORIDA. Ele até que pilotou bem na corrida, mas escolheu os pneus errados na largada, jogando fora sua corrida. Era para estar liderando quando Alonso ainda estava na pista. Era para ter ganhado com uma semana de vantagem sobre Jenson. Mas...
De qualquer forma, a Honda e Button finalmente chegaram à tão sonhada vitória, e foi mais que merecida. Na média os HOnda foram os melhores do final de semana.
Quem a Ferrari colocou para ser companheiro de equipe de Massa? Até que ponto a vontade de vencer supera a cabeça fria para pensar no campeonato? Será que Ayrton, já que amam compará-los, faria dessa forma? Desculpem amigos, mas Miguel -pilotando assim até poderia ser a tal "versão brasileira" - foi burro, ganancioso, ignorante e desleal, quase jogando fora as corridas de De La Rosa e Heidfeld. Isso me lembrou aquela do Mansell, creio que em Portugal, já desclassificado, dificultou ao máximo a ultrapassagem de Ayrton e este, acabou por sair da prova.
Parabéns a Button e a Honda. Agora, Rubinho vai ter que suar 3 litros certinhos para poder superar Jenson dentro da pista e dentro dos boxes, pois creio que o moral de Jenson tenha ido à estratosfera na equipe.
E vejam vocês como é a vida, como são as coisas: dia 06/08/06, o dia em que a Honda obteve sua "primeira vitória" (na nova fase), fez 61 anos que aconteceu a tragédia da bomba atômica (apelidada de Little Boy pelos americanos) sobre Hiroshima. Nagasaki foi atingida em 09 de agosto de 1945.
É... "nada acontece por acaso".
E o Nelsinho, hein? Será que leva o campeonato?
OBS: Agora que Kubica foi desclassificado e SchumaCÃO levou 1 ponto, bem que ele merecia ser desclassificado pelas suas atitudes na pista, não acham?
Um forte abraço,
Marcelo Ferreira - Jacarepaguá - RJ
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A Mitologia Grega explica o GP da Hungria
Por Jefferson Reinholds
De férias do meu por ora finado site Scudheria, tentei ficar o mais longe possível do automobilismo. Antes, porém, assisti ao GP da Alemanha de Fórmula 1, uma semana atrás, e acabei por escrever um texto sobre o mesmo. Sem mais lugar próprio para publicar, lembrei do meu amigo Eduardo e do seu GPTotal, dos quais sou fã. Não deu outra: mandei o texto, o pessoal publicou e o Edu ainda cometeu o erro fatal de me escrever e elogiar o manuscrito. O resultado de tudo isso é que uma semana depois eu estou assistindo ao GP da Hungria e tirando sarro das desventuras de Alonso e Schumacher, pensando feliz da vida que, ao contrário deles e de todas as corridas anteriores, desta vez eu não precisava trabalhar em pleno domingo, não precisa nem ligar esta perda de tempo chamado computador e nem acessar este desperdício de vida batizado de Internet.
Tsc, tsc, tsc, pobre de mim, tolo mortal, enganado sempre pelo seu próprio e inconseqüente coração: menos de meia hora depois do término da prova e eu já estava aflito para me acomodar mal nesta cadeira desconfortável, ávido por prejudicar minha vista diante deste emissor de raios sei-lá-o-que (mas que fazem mal, com certeza!) e doente por apertar, uma a uma, todas estas minúsculas teclinhas que fazem a mágica de transferir da minha cabeça-dura para o disco-rígido todas estas baboseiras que você está lendo agora (tem certeza mesmo que não tem nada melhor e de mais útil para fazer neste momento?). Só que também não dava para escrever qualquer coisa para o GPTotal! Foi aí que lembrei da minha viagem, nesta semana, para Atenas, capital da Grécia, cujo único objetivo - agora que estou de férias definitivas - era conferir mesmo se as mulheres gregas são tão bonitas como sempre dizem por aí (sabe como é, chegando na casa dos trinta, a mama doente por uns netos, as ex-namoradas já todas casadas...). Ah, você está duvidando que eu estive na Grécia? Então, por favor, leia o restante de texto e veja a minha conversa com uma autoridade local, cujo assunto foi unicamente o agora recém-acabado GP da Hungria.
Ora, todo mundo sabe que lugar de mulher bonita e com pouca roupa é na praia, e isso é uma coisa que a Grécia tem de monte e de sobra: começando pelo desconhecido Mar Jônico (que termina no Mar Adriático), beirando ao sul o Mediterrâneo e terminando no Mar Egeu, o famoso país da mais famosa mitologia do mundo é um paraíso para quem gosta de altitude zero.
Assim, eu estava tranqüilo e calmo, somente a curtir o sol e os muitos belos bumb... as muitas belas bun... as muitas belas mulheres, afinal, por ali presentes e com muita, digamos, "abundância". Então, eis que o meu descanso é perturbado por uma batidinha insistente nas minhas costas; me viro, olho para cima, e não é que era um infeliz de um marmanjo, tão ou mais peludo quanto eu e com cara de que queria puxar conversa! Foi aí então que eu pensei ter reconhecido o figura: - Panda, que prazer, puxa vida... nunca imaginei que fosse te conhecer pessoalmente logo aqui!. - Hã, Jefferson, você está enganado, não sou o Panda não. - Óh, putz, foi mal Edu, me desculpa mesmo ter te confundido com o Panda, sabe como é, aquelas fotinhos de vocês lá no site são meio pequen... - Éh, também não sou o Edu não, na verdade eu sou o Nereu... também me chamam de "Velho do Mar", não sei se você já ouviu falar de mim, mas é que eu te conheço da Internet.
- Não, não pode ser... O famoso Nereu? O mitológico Nereu?? O temido "Velho do Mar", deus das forças brutas e elementares da natureza??? O sogro que todo homem quer ter? (nota: ele é pai das 50 "nereidas", as ninfas do mar, entre as quais a mais bela é Tétis, a mais indiretamente responsável deusa pela famosa Guerra de Tróia). E era ele mesmo, o próprio deus Nereu, bem ali na minha frente. Nesta altura dos acontecimentos eu já havia esquecido de todas aquelas abundâncias que vinham me distraindo até então, e, conversa vai, conversa vem, descobri que o velho Nereu é apaixonado por automobilismo, principalmente pela Fórmula 1, claro. Descobri também que, desde os tempos lá da antiguidade, esse negócio de ser deus grego não mudou em nada. O Velho do Mar continua casado com Dóris (a sogra dos sonhos!), uma das filhas do deus Titã Oceano, e assim a hegemonia dos mares está mais do que garantida - se bem que eu senti uma certa mágoa de sua parte em relação ao porta-aviões brasileiro Minas Gerais, navio este que ele acabou por afirmar que ressuscitou do ocaso para dar de presente à Marinha Brasileira, para servir como um museu, mas que por aqui cometeram a profanação de colocá-lo em serviço! - Não liga, não, Nenê, no Brasil é assim mesmo, não é nada com você, não...
Descobri assim que ele também é um fãzasso do Brasil, com direito a usar lá no céu a camiseta da nossa seleção. Continuamos a conversa e perguntei para ele quem era o deus da velocidade, afinal de contas já faz algum tempo que eu queria mesmo descobrir quem é que ajudou tanto o alemão queixudo em incontáveis "golpes" de sorte. - Pois é - respondeu a divindade - esse assunto já deu o que falar lá em cima, Zeus (o chefão) não quer nem mais discutir esse assunto, de tanta encrenca que já deu. - Como assim, Nenê? - É que, sabe, no nosso tempo não tinha esse negócio de motor, então na nossa Constituição a "velocidade" não pertence a nenhum deus... Na verdade, eu sou o mais indicado para o cargo, mas tá difícil convencer o Bernie a baixar um pouco o valor dos direitos. - Hã? Como é que é? O Bernie?? O Bernie Ecclestone? - É, pois é, ele também detém os direitos divinos da Fórmula 1 (nota: Ecclestone já conseguiu convencer os deuses gregos que a única categoria para qual vale a pena eles olharem é mesmo somente a Fórmula 1), e sabe com é o Zeus em relação a dinheiro e a mim, né? (nota: Zeus tentou desposar a belíssima Tétis já citada, mas ficou com medo de uma profecia, desistiu do casamento e assim até hoje não vê a família de Nereu com muitos bons olhos). Confesso que fiquei estarrecido, de verdade: nem os deuses podem mais com a ganância de Bernie!?
Mas muito me interessou esse negócio do "Deus da Velocidade". Perguntei então quem mais estaria no páreo pelo cargo, e aí o susto foi ainda maior: - Aquiles, Senna e Villeneuve! - Hããããããããã? Aquiles, o semideus? Senna, o nosso Senna? E Villeneuve, o pai do Jacques? - Esses mesmos - respondeu Nereu, e prosseguiu: - Aquiles é o mais cotado, mas esse negócio de ser meio deus e meio homem tem pesado um pouco contra ele, principalmente porque correm boatos por aí em relação a parte "homem" dele... Senna não é grego, assim como Villeneuve, mas o chamaram tanto de "Deus da Velocidade" que Zeus acabou por levar a sério esta possibilidade. Já o cana |