¡Bravo, Alonso!
Por Hugo Becker
Fernando Alonso, ao menos por enquanto, tem tido a capacidade de transformar corridas aparentemente insossas em vitórias singulares e inesquecíveis, não só para quem já aprendeu a admirar (talvez aceitar) a Fórmula-1 moderna mundo afora como também para os espanhóis, cada vez mais fanáticos por seu jovem e vencedor pupilo. Assim foi em Interlagos, na temporada passada; assim foi em Montmeló, no último domingo.
O GP do Brasil de 2005 foi um dos mais frios dos últimos anos. Acostumados a ver disputas intensas no sempre bagunçado autódromo de Interlagos, assistimos naquela oportunidade a um passeio das McLaren's - o carro mais rápido do ano - com Räikkönen escoltando Montoya, enquanto o espanhol de apenas 24 anos fazia o que lhe era necessário e emocionava os fãs de automobilismo ao ser o primeiro campeão mundial do século após Schumacher, que havia conquistado os cinco títulos anteriores - o título fora conquistado sem a necessidade da aposentadoria de Michael.
O garoto Alonso conquistava seu primeiro título, e sagrava-se o mais jovem campeão mundial da história da categoria, tudo isto em solo brasileiro, o que - patriotismo à parte, mesmo por que é impossível ser patriota de uns anos pra cá - foi de encher os olhos. Pronto, aquele frio e insosso GP do Brasil entrava para a história.
O (ainda) garoto Fernando, agora campeão do mundo, levou 112 mil pessoas a Montmeló para assistir a um simples treino classificatório burocrático - como aliás todos têm sido desde 2003 - e, arrasador, vê-lo conquistar mais uma pole-position. No domingo, foram 131 mil azuis-e-amarelos fanáticos e enlouquecidos. Pouco importou para eles o fato de a corrida praticamente não ter registrado ultrapassagens; pouco importou para eles o fato de Fisichella ser incapaz de andar no ritmo de Schumacher para contê-lo; pouco importou para eles ter um GP em uma pista em que os carros praticamente andam sozinhos, devido ao incrível volume de testes que se faz naquela pista. Importante mesmo foi assistir de pé à última volta de um piloto que transformou a Espanha no país do automobilismo, e que, do alto de sua competência e ousadia juvenil, acenava pedindo para que todos vibrassem, antes ainda de cruzar a linha de chegada. Emocionante foi ver aquele capacete com as cores de sua pátria apontando na reta em zigue-zague, vibrando como nunca, soltando-se do cinto de segurança para dividir com o seu povo aquela vitória brilhante, apenas mais uma, que o colocou ainda menos distante do bicampeonato mundial.
Alonso transformou o cansativo GP da Espanha em uma vitória memorável e inesquecível, e talvez essa seja sua maior especialidade. Nada pode ser mais gratificante do que assistir ao nascimento e à consolidação de um campeão tão talentoso quanto o espanhol, que está cada vez mais próximo de ser um daqueles nomes inesquecíveis da lista dos grandes pilotos da história da Fórmula-1, que todos sentem tanto prazer em relembrar. Só nos resta aplaudir um piloto tão competente quanto ele, assim como aplaudimos Schumacher, Senna, Prost, até mesmo Mansell, e tantos outros que fizeram história. ¡Bravo, Alonso!
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A corrida deste final de semana foi bastante morna do ponto de vista das ultrapassagens, freadas etc. Porém, mostrou mais uma vez que Alonso é realmente bastante competente pilotando um F1 e que nem mesmo o melhor piloto do mundo conseguiu fazer mágica.
Felipe Massa fez o que podia diante da superioridade das Renaults e ainda por cima cravou sua primeira melhor volta em uma corrida na categoria. Parabéns, mas terá que continuar evoluindo no campeonato e fazendo direitinho o papel que a equipe escreveu para ele. Futuro promissor independente de permanecer ou não na Ferrari.
Rubinho mais uma vez lutou com seu carro durante a corrida e, se não bastasse, foi atrapalhado pela pressão de combustível na volta de entrada para o box na primeira parada, fazendo com que ele perdesse preciosos segundos. Bom, ele está ficando mais à vontade com o carro, apesar de não ter achado ainda o acerto ideal para o seu estilo. Largou mais uma vez na frente do Button, apesar de estar bem pesado, e segurou o companheiro o tempo todo na corrida, perdendo a posição somente com problemas na parada de box, bom sinal.
Agora, uma perguntinha. Será que o safety-car entraria na pista se o Schumacher estivesse liderando?
Leonardo da Silva/ BH
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Uma vitória de Alonso! Fez a lição de casa. Marcou a pole, largou na frente, andou rápido (salientamos com um carro bem acertado) e ganhou.
Nada de extraordinário.
Schumacher tentou andar tão rápido, porém o Espanhol estava com um conjunto melhor. Fisichella estava limitado, assim como Massa, que garantiram seus lugares.
Enquanto isso, as McLarens e Hondas tentam acompanhar (sem a menor chance de título). Pelo jeito, vai dar Alonso ou Schumacher para o titulo deste ano (de birra, aposto no primeiro).
No que diz respeito Schumacher X Senna X Piquet (quem é o melhor), os números podem nos dizer.
Abraços
Nivaldo - Manaus/ AM
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CRÔNICA DE UMA CATARSE ESPANHOLA
Marcelo Jardim
1. Uma verdadeira catarse: 110.000 pessoas no treino de sábado, 130.000 torcedores na corrida de domingo. E Alonso, soberano, ganha em casa a disputa com o alemão, com o finlandês, com a imprensa, com o mundo, etc. Imagina o que ia acontecer se os organizadores liberassem a pista aos torcedores, tal qual fazem em Monza ou Imola? Saudades de uma tarde em Jacarepaguá, em Interlagos...
2. E se Alonso chegar algum dia a ser tri ou tetra campeão...Será que nós brasileiros vamos começar com aquele papinho infeliz de querer compará-lo ao onipresente Senna? Ou será que a implicância tupiniquim se resume ao alemão?
3. A forma como Alonso disparou na frente. As tentativas infrutíferas de ultrapassar nos boxes. A pouca vibração, diria até acanhada, de Schumacher ao cruzar a linha de chegada. O sorriso amarelo no pódio. Parece que o alemão acusou o golpe. Mas em se tratando de quem é...
4. Acho que Fisichella vai correr melhor quando perceber que jamais será campeão. Aquela perda de posição para o Schumy no primeiro pit stop, aquela tentativa de acompanhar o ritmo do alemão logo em seguida, e o pior, sua rodada na brita, forçando além do seu limite, tudo isso é terrivelmente sintomático.
5. Enquanto Massa almeja o primeiro pódio, Barrichello falava em título na Jordan. Enquanto Massa objetiva sua primeira vitória, Barrichello alardeava possível título na Stewart. Enquanto Massa quer se tornar vencedor, Barrichello se iludia com título na Honda. É... pode estar aí uma das grandes diferenças entre eles.
6. O que foi aquela patetada do Ralf com o Trulli no final da reta? Jurava que tinha sido os dois carros da Super Aguri. Mas não, foi justamente entre os dois pilotos da equipe que mais investe na F1. Provocado por aquele que tem um dos maiores salários da categoria. Que coisinha triste.
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Pois é, que corridinha sem graça!
Esperava a repetição do GP da Europa, mas a Renault deu um banho na Ferrari, que pena.
Após 6 corridas, um terço do campeonato, diria que:
- Alonso será BI;
- Shummy será vice;
- A Honda e McLaren estão andando para trás;
- O mini Rosberg deu sorte na primeira prova, depois mais nada;
- Achei que o Barrica tinha descoberto os segredos dos botões, mas…
- Que tal convidarmos o Montoya, Rubens, Giarcarlo, Trulli, Ralf, todos na Stock Car?
- Pelo menos o Massa está andando na frente.
Um abraço,
Ricardo - Campinas/ SP
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O GP da Espanha definiu a situação das equipes no campeonato e o que ficou claro é que a disputa pelo título vai ser mesmo entre a Renault com Alonso e a Ferrari com o gênio. Apesar de achar que a Renault ainda é superior e que o título parece estar mais para o Alonso, acredito que o alemão ainda pode vencer algumas e se a Mclaren acertar o carro, o Haikkonen pode aparecer um pouco em uma ou outra corrida.
Eu estava reclamando da falta de disputa e de ultrapassagens nas corridas e o que estou vendo agora é a Renault com o domínio total da categoria quase da mesma forma que a Ferrari tinha durante esses últimos anos. Nas corridas de Imola e Nurburgring ainda pude ver disputas, ainda que sem ultrapassagens, mas desta vez nem isso!
Eu espero que a Ferrari tenha alguma idéia maravilhosa para evitar que isso aconteça, alguma coisa do tipo controlar o carro do Alonso com sistemas de comando à distância e implementação de altas tecnologias tais como: controle "enzotronic" da direção e dos pedais, acionador automático "fiorano" do motor, controle eletrônico "borrachotronic" de ajuste da pressão dos pneus, sistema eletrônico "hidrotronic" de corte da água da garrafinha que o Alonso leva no carro, placa "e-tronic' de proibido parar e estacionar quando o Espanhol for fazer a parada de boxe, radares "ACS" eletrônicos em todas as pistas com limite de 80 Km só para o Renault de Alonso, adesivo "papaitronic" com os dizeres "não corra papai" instalados no volante, naturalmente, tudo controlado dos boxes pelos mecânicos da Ferrari.
Como último recurso, caso a aplicação de todos os aparatos tecnológicos não apresentem o resultado esperado, ainda resta aplicar os sistemas eletrônicos conjugados "feijotronic' com o "vasotronic", são sistemas altamente complexos de aplicação via oral de feijoada com caipirinha antes da corrida.
Mauro, Rio de Janeiro/ RJ
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Parabéns, Fernando Alonso.
O Gênio, o melhor piloto, o fenômeno, o melhor de todos os tempos (segundo a opinião de alguns internautas), chegou em segundo, isso mostra que Fernando Alonso tem capacidade e nível técnico suficiente para competir com Schumacher.
Para alguns uma corrida monótona, para mim uma corrida interessante. Enquanto muitos apostavam em uma vitória de Schumacher, inclusive o engenheiro da Renault, o que se viu na Espanha foi uma corrida sem ultrapassagens sim, mas onde Alonso deu a resposta para todos que o consideravam fora da disputa, em razão das duas ultimas vitórias de Schumacher.
O campeonato será disputado entre eles, se a Ferrari continuar mantendo o nível que alcançou e a Renault não perder seu nível de competitividade, o campeão só será conhecido nas ultimas corridas. Na minha opinião, se for o Alonso, só ira valorizar sua conquista.
A cada corrida iremos depender do circuito, das condições da pista, do acerto dos carros e da estratégia de cada equipe para sabermos quem terá condições de vencer, pois os dois pilotos e as equipes estão no mesmo nível técnico.
O Montoya só decepciona a cada corrida, tendo um resultado muito fraco. Vai ser difícil estar em uma boa equipe no próximo ano.
O Kimi deve ter assinado ou está próximo de fazê-lo com outra equipe, pois a impressão que se tem que desistiu de lutar por resultados na Mclaren, como se não os precisasse para definir seu futuro.
O Massa fez uma boa corrida, mas não conseguiu superar o Fisichella, o que mostra que a Ferrari, que andou muito na ultima corrida, não estava tão rápida nesta, ou a Renault acertou o carro.
O Barrichello continua apanhando do carro, o nível parece que está melhorando, nos treinos pelo menos, mas na corrida o carro não acompanha os demais, Renault e Ferrari.
Vamos aguardar Mônaco, uma corrida que vai depender de não cometer erros nem nos treinos e nem na corrida, para sair na frente e garantir a vitória.
Douglas P. Leal
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