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O GP do EUA 20.07.06
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Olá Eduardo,

Estou escrevendo apenas pra parabenizar por sua coluna que acabo de ler do Grande Prêmio dos Estados Unidos, não só pelo conteúdo, que achei sensacional mas pelo título... me rendi a um dos melhores títulos de coluna que já li, sem exagero: o Grande Prêmio dos Estados Unidos foi um verdadeiro 1x0. Impressionante...

É uma crise que talvez seja mesmo passageira na Fórmula 1 visto que todos os dias brotam idéias, algumas das mais malucas, mas que podem dar certo pra que a Fórmula 1 volte a assistir goleadas. Algumas idéias são como as de Joseph Blatter, que quer aumentar o tamanho do gol pra que os placares sejam mais gordos, mas continuamos torcendo pra que apareçam idéias do tipo "na dúvida é pró-ataque"...

Não acredito que seja um problema só do futebol ou da Fórmula-1. O mundo está ficando cada vez mais mecânico. Hoje em dia, as empresas demitem pessoas porquê precisam enxugar sua folha ao invés de proporcionar a possibilidade dessas pessoas terem boas idéias pra que as empresas cresçam e, com isso, todos se afundam em dívidas e as administrações se tornam cada vez mais parecidas. Até os finais de novela andam chatos e metódicos porquê já acharam a receita da audiência...

A crise é mundial. Todo o planeta, todos os ramos de atividade estão vivenciando grandes 1x0. Enquanto isso, a média de gols do mundo cai vertiginosamente. Espero que a Copa do Mundo abaixo da média, a Fórmula 1 pacata e de resultados possa alertar os terráquios que desse jeito não dá: "a gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte..."

Um forte abraço
Carlos Garcia, São Paulo
Comente 04.07.06
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TAL QUAL A CORRIDA DO ANO PASSADO...
Marcelo Jardim

1. Esta idéia de Fórmula 1 nos Estados Unidos deveria ser realmente abandonada. Os americanos não dão mesmo sorte. Ano passado foi uma corrida empolgante de dois carros da mesma equipe. Teve até pódio. Esse ano, uma enorme multidão (?!) foi a Indianápolis assistir uma lambança na largada e um novo passeio dos mesmos carros do ano passado. Resta-nos aguardar o que virá no próximo ano.

2. Verdade seja dita. Esses ovais são todos muito chatos, mas aquele miolo que improvisaram em Indianápolis é de amargar. Pela televisão, parece que os carros, de tão lentos, estão com algum problema mecânico. Será que o desenho desta pista teve dedo daquele maldito arquiteto alemão?

3. Todos falavam da tal superioridade da Ferrari sobre a Renault nesta pista, da mesma forma que falaram no Canadá, que acabou não acontecendo. Mas é no mínimo surpreendente que em 15 voltas, a Ferrari conseguiu chegar a uma diferença de 8 segundos para a Renault. É o tal negócio: em se tratando de quem é, seria prudente a FIA dar uma olhadinha no motor da Ferrari, em seus pneus, no chassi italiano, nos aerofólios, na gasolina, etc, etc.

4. E cá para nós: o que aconteceu com Alonso neste final de semana? Os pneus não funcionaram. O motor não rendeu o esperado, muito embora tivesse a maior velocidade no fim da reta. O set up mostrou-se desequilibrado. Sua competitividade foi tanta que disputou posições com a Toyota do Trulli. Enfim, será que a Renault desaprendeu ou será que... bem, deixa para lá.

5. Olha que retrospecto espetacular do Montoya em seus dois últimos GPs. No primeiro, um acidente nas primeiras curvas e na seqüência, uma batida no muro em sua tentativa frustrada de continuar na pista. No segundo GP, um acidente na segunda curva e dessa vez batendo até no seu companheiro de equipe. Vai longe esse colombiano...

6. Alguém em sã consciência imaginou que Massa iria voltar na frente do Schumacher no primeiro pit stop? Então, por que aquela marra toda do brasileiro no início do ano dizendo que na pista não tinha essa história de primeiro e segundo, e que as coisas estavam mudando na Ferrari? E o mais curioso é que ninguém fala nada, ninguém critica ou comenta. De fato, ninguém espera muita coisa do Massa...

7. Acho que estou mudando de opinião a respeito da continuidade do Schumacher nas pistas. A corrida realmente só tem graça quando ele está disputando posições pelo pódio e, vá lá, faz até ultrapassagens nos boxes. Mas quando ele está liderando do início ao fim, como neste final de semana, torna-se algo extremamente entediante, quase insuportável. Até mesmo para pessoas que apreciam o esporte.

8. Que coisinha linda aquele colo e toda aquela festa, quando Schumacher e Massa saíram do carro. Que coisinha meiga aquele abraço fraterno dos dois antes do pódio. Quanta camaradagem. Dá a impressão que Massa caminha a passos largos na mesma direção daquele outro que era um simples brasileirinho contra esse mundo todo...

9. É espantoso ver que dessa vez Ralf não teve nenhuma culpa naquele acidente logo na largada. E o mais impressionante é que ele não estava entre os sete pilotos envolvidos, e conseguiu sair ileso. Mas, em compensação, o Webber…

10. Saindo um pouco do tema e falando de coisas mais amenas, gostaria de saber o que fazia na Alemanha o sorumbático Zagallo? Que imagem triste daquele ancião com olhar perdido no campo, sem dignidade e sem razão. Melancólico, como toda essa seleção.

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Um fim de semana atípico para a Renault, pelo menos para Fernando Alonso. Em Indianápolis o carro estava bastante instável e o espanhol bastante pessimista, já prevendo o resultado.

Giancarlo Fisichella, porém, conseguiu um bom desempenho na corrida e ainda conseguiu um pódio para a Renault. Não foi uma surpresa, pois se analisarmos os GPs anteriores veremos que o italiano sempre vai bem em pistas que têm longas retas.

Felipe Massa conseguiu se ajeitar depois da alfinetada do alemão no GP passado e alcançou o melhor resultado da sua carreira. Fez uma corrida com poucos erros e foi muito bem.

Michael Schumacher conseguiu vencer mais uma. Bateu seu próprio recorde mais uma vez e mostrou que a briga pelo título ainda não acabou, diminuindo ainda mais a vantagem de Alonso.

Rubens Barrichello finalmente conseguiu empatar com o seu companheiro de equipe. Já o inglês... É, parece que a situação realmente está se invertendo na Honda. A propósito, assim como Massa, Barrichello também só melhorou depois de uma alfinetada do companheiro de equipe. Será que os brasileiros só "funcionam" assim?

Infelizmente o acidente da primeira volta tirou ótimos pilotos da competição, o que só serviu para deixar a corrida ainda mais monótona.

Nos fim das contas, até que o resultado não ficou muito diferente do que no ano passado. Se levarmos em conta o número de carros que terminaram este GP, veremos que foram apenas três a mais que no ano passado.

Lucas Rodrigo dos Santos, Ponta Grossa - Paraná

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"Macarrão". Na contramão do histórico piloto que lhe dá nome, o circuito da ilha de Notre Dame viu desfilar sobre seu traçado a eficiência técnica, o certificado ISO infinito em detrimento do arrojo, da perícia e da coragem que tão soberbamente desfilou Gilles Villeneuve pelas pistas do mundo.

Neste cenário de uma F-1 grafada pela capacidade mental de pilotos capazes de dominar cento e oitenta diferentes funções, distribuídas por duas dezenas de botões espalhados por um volante de não mais que dez centímetros de raio, quando tanto, o que trouxe emoção ao GP do Canadá foram os erros, até mesmo grosseiros de alguns como Ralf e Juan Pablo, e um tal de macarrão, maliciosamente espalhado próximo a cada uma de suas curvas.

Se por um lado Alonso, seguramente focado no melhor estilo Senna, pilotou como o campeão que é - comprovando fazer jus ao material que lhe dispõe a equipe Renault e seu manager Briatore -, nada mais fez do que dele se esperava, por outro, pilotos também fantásticos como Shumy e Kimi deleitaram-se, incansavelmente, durante todo a corrida, com o macarrão fartamente servido por Michelin e Bridgestone, com direito a entrada, prato principal, salada, sobremesa, licor e café como bem convém aos da bota peninsular a beira do mediterrâneo, que tão bem apropriaram-se não só da receita como também da fama pelo mérito da invenção, que não é sua, mas chinesa.

Enquanto isso, durante o GP, estava eu a sonhar com as peripécias de gente como Gilles, Petterson, Cevert, Senna e até mesmo Mansel, estes sim pilotos capazes não apenas de vencer, mas também de convencer ao espectador que aquelas eram corridas de carros e vencer era ato final de um espetáculo sempre precedido de emoção, arrojo, vingança, facas, dentes, atravessadas, etc, quando, pela enchida no muro, acordei para a realidade de que hoje, o que temos são Jaques, Vitantônios, Monteiros Vagarosos, Scots, Takumas, Kliens, Franks, etc, etc, etc...

Garçon, pelo amor de Deus, mais macarrão, please!

Mario Lago

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Não é de hoje que todo mundo já sabe que a Super-Aguri é um absurdo na Fórmula 1. Afinal, chassi da Arrows de 2002 é triste.

Agora, depois da saída do Yuji Ide, achei até que quem ia apanhar era o Taku. Mas depois dos treinos livres de hoje que o Montagny ficou atrás até do Yamamoto, eu fico me perguntando: Será esse francês tão ruim assim (os japoneses que me desculpem, mas um francês ficar atrás de japonês é ruim, hein!)? Ou a Super Aguri, por tudo aquilo que mostra (!?) desde o começo do ano é mais um daqueles casos típicos de equipe com um carro (sic) só?

Mais uma coisa: vi no Grande Prêmio uma história de que os pilotos querem mais "americanização" no safety car. Tipo deixar os retardatários por último, ou criar uma fila paralela. Tudo bem que o Safety car sempre coloca mais "graça" na corrida. Mas, pensando pelo lado de quem lutou uma prova inteira pra abrir uma distância razoável, o safety car já cria aquela artificialidade, tirando toda essa vantagem. Imagina ainda essa... se a história é criar competitividade por competitividade, a "nascarização" - como o Eduardo Correa costuma chamar - é a solução. Mas, daí, não sei porque quebram tanto a cabeça! Absurdo por absurdo, melhor fazer os carros largarem na posição inversa de classificação então. Os mais rápidos atrás e os mais lentos à frente...

Já que o negócio é dar a opinião, eu não acho tão ruim assim uma equipe dominar o campeonato por pura competência, como foi o caso da Ferrari, e agora é o caso da Renault. Pior é a politicagem que faz com que a maioria sejam pilotos pagantes. É MF1, Super-Aguri, literalmente vendendo suas vagas e ver só 3 pilotos realmente bons no grid - Kimi, Alonso e Schummy (e olha que até uns 3 ou 4 anos atrás tínhamos um só! - e que ganhou tudo!). Pode estar chata, mas a temporada 2006 ainda está bem melhor do que 1995, 1996, 1997...

Pior é ver Rubinho, Massa, Coulthard, Fisichella, Trulli e Montoya como eternas promessas e nunca serem nada daquilo. Que venha 2007 e a dança das cadeiras e fornecedor único de pneu tragam um maior equilíbrio. Principalmente entre os 3 pilotos que valem à pena! Só pra lavar um pouco aquele saudosismo de anos 70 e 80.

E, como se não bastasse a babaquice de RBR e STR, e o cúmulo de tratar as 500 milhas de Indianápolis (quando o Tony Kanaan e o Rubens Barrichello "trocaram" os capacetes) como vagamente "uma corrida nos Estados Unidos", a Globo se superou no treino. O narrador já não fala mais nem em Michelin e Bridgestone... Ele se referiu ao incidente da corrida do ano passado como um erro de uma das fornecedoras de pneus, e os únicos carros que correram foram os 6 da "concorrente".

Quem viu lamenta, quem não viu...

Klauss Pfiffer Tofanetto

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Edu,

Acidente do Heidfeld, caso interesse: http://www.youtube.com/watch?v=1CdNADNe9Rg&search=Nick%20Heidfeld

Abraço,
Leo
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