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O GP da China 05.10.06
Escreva pra gente
Só alguns pontos que me vieram à cabeça depois da corrida:

- Onde estão aqueles que reclamam que "só a Ferrari" faz jogo de equipe?

- Onde estão aqueles que dizem que o Schumacher "só passa nos boxes"?

- Onde estão aqueles que exaltaram a manobra do Alonso pra cima do Schumacher na Hungria (quando o espanhol passou pelo alemão, facilitado pelo rendimento muito superior de seus pneus)? Não foi a mesma situação que ocorreu neste domingo? A justificativa só vale contra Schumacher?

- Fisichella correr no ritmo que correu no primeiro terço da corrida, "armar" a defesa de Alonso como fez e ceder o segundo posto ao espanhol não é trapaça?

- Pra quem não lembra (o Edu lembra!!), esta é a segunda vez que Schumacher ultrapassa Fisichella com duas rodas na grama. A outra foi no Brasil no ano passado.

- Quantas ultrapassagens Schumacher fez nos pits neste domingo? E quantas posições ganhou?

- Essa é pra lembrar da corrida da Hungria: No youtube tem dois vídeos das duas punições (ao Alonso e ao Schumacher). Quem conseguir assistir de forma imparcial, verá que Schumacher não é o único "Dick Vigarista" da Fórmula 1. Inclusive o repórter pergunta ao Schumacher depois de receber sua punição: "Você acha que Fernando freou bruscamente para que você fosse punido?" Resposta de Schumacher: "Não sou eu quem está dizendo isso! É você quem está!" Não preciso dizer mais nada, preciso?

Como disse o leitor Carlos A. Adriano, "o mundo dá voltas".

Mais nada rapaziada! Grande abraço!
José Angelo Petit Neto.

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Hora de sucessão.

Bem, não dá pra fugir ao tema. Agora é hora de sucessão, e me vem a cabeça que, os próximos anos serão anos de Nelson Ângelo Piquet, e Bruno Senna.

Ok, ok ainda temos nas pistas Barrichello e Massa, mas o primeiro não é eterno (graças a Deus) e o segundo ainda é uma incógnita apesar do talento, que é inerente. É possível e torço pra isto, que chegue a ser campeão do mundo. Talvez não na próxima temporada, mas chegue.

E depois? Depois teremos os herdeiros mas sendo chato e depois? Li estes dias uma coluna do Flavio Gomes onde ele relata que não há mais algumas categorias que formavam pilotos no Brasil. Eu não acompanho todas as categorias, sei da Stock Car, sei do campeonato de Maseratis. E eu pergunto. Estas categorias não formam pilotos? Se não. Por que?

Será que corremos o risco de perder as transmissões de F1 por não haver representantes brazucas na competição? Chego a ficar assustado. Sei que nas TVs pagas o campeonato pode até continuar passando, mas TVs pagas são como pesquisadores do ibope, sabemos que existem mas nunca vemos. E é caro.

Bem gostaria também de agradecer a todos os gpetos que mandaram os endereços e os preços de onde comprar o DVD Grand Prix...eu cortei algumas coisas do orçamento fui lá e comprei...MA RA VI LHO SO.

Valeu mesmo, fiquei com a impressão de que a sessão de cartas é uma família grande...Fui às lagrimas valeu!!!!

Ronaldo Groo

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Boa tarde Carlos A. Adriano,

faço minha suas palavras: realmente se ocorresse o que você descreveu em sua carta para este espaço (role a página para baixo) o piloto alemão estaria sendo trucidado pelos seus já famosos detratores.

Também estou no aguardo de quais serão os próximos ataques, já que era alegado que Schumacher só ultrapassava nos Pits. Também era declarado que faltava competência pra enfrentar grandes adversário.

Só espero que Fernando Alonso, depois da burrada e do baile que levou, não passe a cabeça de bagre para que a vitória no GP da China seja menosprezada.

Vamos aguardar

Um grande abraço
Isafan Silva, Rio Grande do Sul

Comente 03.10.06
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Fórmula 1 Rock Club

A Fórmula 1 é uma categoria do esporte chamada automobilismo, e, assim, Fernando Alonso na verdade não disse nada ao dizer que a Fórmula 1, para ele, não era mais um esporte, em recente declaração. Eu gosto de Fórmula 1 talvez até mais do que gosto do próprio automobilismo, e acho que não sou o único no planeta a pensar (ou seria "sentir"?) assim. Mas eu também gosto de música, muito, principalmente do gênero chamado Rock, talvez na mesma proporção que gosto da categoria máxima do esporte a motor. E, mais do que muito comum, é a gente ler por aí comparações com a Fórmula 1 e sua excelência de ponta, sempre que alguém quer enfatizar que fulano ou tal coisa é o melhor em sua categoria, o supra-sumo entre os demais.

Agora, esportes existem muitos, várias modalidades, assim como a música em seus vários gêneros, mas a Fórmula 1, tal como acontece com o futebol, é universal, de abrangência em larga escala, esporte de massa quando se considera sua audiência (e não sua prática, que é muito pra lá de extremamente restrita e impraticável). O Rock também é universal, o mais difundido e explorado gênero musical da história, reconhecido em qualquer canto do mundo como uma música sem uma nacionalidade específica (o que não acontece, por exemplo, com o samba, o tango, o reggae e outros). Agora, se você está esperando que eu diga que o Rock é a Fórmula 1 da música, lamento lhe informar que é o mesmo que acreditar em uma promessa de título mundial do Rubens Barrichello: na verdade, o que eu quero afirmar mesmo é que a Fórmula 1 é o Rock do automobilismo.

Eu acabei de ler uma nota no site Grande Prêmio que dava conta do "quase" ataque cardíaco do presidente da Ferrari, Luca di Montezemollo, durante o já histórico GP da China deste final de semana. Ora, você pode ficar sem fôlego com uma composição clássica celestial de Mozart, um dos gênios de quilate estratosférico que passaram por este pobre planeta; você também pode chorar as mais profundas e sinceras lágrimas ouvindo toda a dor de uma saudade de um amor perdido que somente a nossa Bossa Nova e nossa MPB podem levar ao coração; você também consegue sentir seus nervos inflados ou suas expectativas frustradas se conseguir ouvir toda a história cantada numa ópera italiana (assim como pode se irritar ao extremo com as letras Gospel da atualidade, as quais tratam com Deus da mesma maneira que duas comadres desocupadas - tomando chimarrão - da vida da vizinhança); mas, sofrer um ataque do coração, só mesmo se for com o Rock.

Tal como um riff (solo de guitarra) inesquecível e eternizado nos ouvidos de milhões de fãs, foi aquela ultrapassagem de Michael Schumacher sobre Fisichella, quando este saía dos boxes ainda com os pneus abaixo da temperatura ideal; ficará para sempre bem diante dos olhos de todos que tiveram o privilégio de contemplá-la! O italiano estava em desvantagem sim, mas Schumacher, com apenas uma volta a mais, também não tinha muito do que se orgulhar naquele momento; e se o alemão vinha com a bota cravada no acelerador na reta dos boxes, Físico tinha a vantagem de estar na frente naquela curva, ainda muito ensopada no circuito de Xangai. E, por incrível que possa parecer, Fisichella não errou na sua trajetória, como seria até normal para o seu "estilo" limitado, mas antes fechou perfeitamente a porta para Schumacher, parecendo ter a certeza de que tinha feito a coisa certa. Na verdade ele fez, mas tal como um talentoso guitarrista de uma grande e clássica banda de Rock, Michael saiu do compasso e fez um solo inesperado, inusitado, passando por cima da zebra, da grama, de um mar ainda maior de água e de qualquer pretensão da Renault em conseguir brecá-lo.

Sem desmerecer o gênero musical brasileiro Pagode, mas tomando por base aqueles recentes conjuntos populares no qual um canta e dezoito ficando trocando passinhos atrás, vejo exatamente assim a atuação da equipe Renault, não apenas nessa corrida (mas principalmente nessa!), mas também em muitas outras etapas deste mundial, ou melhor, desta turnê da Fórmula 1. Alonso tentou fazer um solo fora da hora, o mecânico perdeu o compasso da roda traseira direita, Flávio Briatore teve um chilique quando seus monitores se apagaram (muito com certeza por culpa de outro técnico da própria equipe), Fisichella chegou em Alonso e não sabia ou não tinha ordens claras do que fazer, mesmo estando com o maior piloto da história fungando e bufando ferozmente em seu cangote. Enquanto isso, a Ferrari mais uma vez se comportava como uma legítima grande banda de Rock, consciente de que é uma coletividade que precisa ser perfeita, mesmo quando se é inferior em alguns pontos individuais cruciais.

E um dos segredos de uma banda de Rock de sucesso é o seu vocalista, pelo simples motivo que qualquer músico em início de carreira já deve saber: é ele, o vocal, que chama a platéia para ouvir as músicas da banda, que canta as palavras que as pessoas querem (ou não) ouvir, que expressa em seu rosto e corpo as emoções da letra da composição. Por isso as grandes bandas conhecidas são facilmente lembradas pelos seus vocalistas, e por isso essa é a peça mais complicada para se substituir, com inúmeros exemplos de fracasso categórico após a troca da voz que sempre deu cara para uma banda. Ok, ok, eu sei que a Ferrari é maior que Schumacher, não tenho dúvida nenhuma sobre isso, até pela prova presente que o alemão vai se aposentar e a equipe vai continuar sem ele, não afetada pelo peso da idade ou por pressões familiares e pessoais. Mas que vai ser difícil para esta banda encontrar outro vocal como o alemão, isso vai. E que vai ser complicadíssimo para o alemão deixar seu palco, não tenho dúvida. E que para mim e para Luca de Montezemolo a Fórmula 1 vai perder a graça por uns anos, isso também vai!!!

Jefferson Reinholds

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Caro Edu,

O Galvão quase acertou a pronúncia do sobrenome do polonês-sensação da F1. Naquele idioma, a letra "C" seguida de vogal, soa como "TS", e não "TZ" como insiste o determinado locutor.

Assim, Kubica soa "KubíTSa", sendo "bi" a sílaba tônica. Outro exemplo desse idiotismo do polonês, também citado por Galvão, é o nome do jogador Andrzej Buncol, que atuou na copa de 82. Esse sobrenome soa "BunTSól". Stricto sensu, se fossem grafados como pronunciados pela mídia, seus nomes seriam Kubika e Bunkol, respectivamente, pois a letra "K" sim tem som semelhante ao "C" do português.

Mas, deixando os "Cs" e "Ks" de lado, na ânsia de ser aceito, o próprio polonês voador disse não se importar em ser chamado de "Cúbica". No lugar dele, se fosse para garantir um lugar num time de ponta, não me importaria nem de ser chamado de Carmem Miranda.

A história mostrou que quando se tem o pé direito pesado, o nome pouco importa. Um piloto alemão, prestes a se aposentar e que atende pela alcunha de Dick Vigarista, está aí e não me deixa mentir!

Abraços,

Peter Marx

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Eduardo e Pandini

Creio que após o GP da China, os detratores do "sapateiro", devem pelo menos ter parado para pensar.

O cara entrou em uma prova com tudo errado. Cozinhou no início, não se preocupou com quem estava na sua frente, apesar do Rubinho o estar "esperando" segundo mais uma infeliz declaração deste.

Quando o cara entendeu que era a hora de partir para o ataque, foi avassalador, não tomou conhecimento de nada nem de ninguém e quando a Renault ensaiou um caixote para ele, ele simplesmente não fez nada, apenas esperou, pois eles teriam que se definir, e a definição veio, momento em que ele ganhou a posição do Alonso, numa ultrapassagem, reconheça-se facilitada pelas deficiências dos pneus dianteiros do espanhol. Já com o Fisichella, a coisa foi diferente. Ele descendo a reta "cano cheio" e o Físico sai do box na sua frente. Decisão imediata: é agora. Enfiou por dentro e quando o italiano quis esboçar uma reação, fechando a porta, solução de gênio, aqui é com duas rodas na grama, e lá veio a ponta da prova e do campeonato.

Uma prova espetacular e uma ultrapassagem antológica do alemão. A propósito deveriam dar para o Rubinho uma gravação da entrevista do Massa sobre o acidente com o Coulthard. Se ele ouvisse algo com 19.345 vezes talvez aprendesse, a assumir seus erros.

Abraços

Carlos Alberto Petry

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Pessoal,

Agora eu acho que o Galvão Bueno foi longe demais.

No GP da Itália, disse que "nenhum piloto é grande o suficiente se não vencer em Mônaco e em Monza". Pois bem! Nélson Piquet e Jim Clark jamais venceram em Monte Carlo. Jack Brabham e Jochen Rindt nunca faturaram uma prova em Monza.

E durante o GP da China ele se superou. Disse que "só viu dois pilotos terem gana de vencer: Ayrton Senna e Michael Schumacher".

Tenho umas histórias para contar:

1) Itália/67: após liderar até a 15ª volta, Jim Clark é obrigado a entrar nos boxes em virtude de um pneu furado e toma uma volta dos líderes Jack Brabham, Dennis Hulme e Graham Hill. O escocês passa a voar, baixando seguidamente os tempo de volta, e assume novamente a liderança a oito voltas do fim. Clark abre a última volta em 1º, mas, sem gasolina, arrasta-se até a linha de chegada garantindo o último lugar no pódio, atrás de John Surtees e Brabham.

2) Holanda/70: Jochen Rindt assume a liderança na 2ª volta. Seu melhor amigo, o inglês Piers Courage, mantem a 7ª posição. Na 23ª volta, Piers derrapa na curva Hondenvlak e capota. Seu carro vai de encontro a uma duna e incendia-se em seguida. Piers morre instantaneamente. A prova continua normalmente e, ao passar pelo local do acidente pela primeira vez, Rindt reconhece o capacete do amigo. Persistente, o austríaco, sem saber sobre o real estado do inglês, concentra-se até a bandeirada. Depois revela que, caso estivesse disputando a liderança com outro competidor, provavelmente teria desistido. No pódio, a coroa de louros e lágrimas!

3) Argentina/73: a melhor corrida de Émerson Fittipaldi na F-1. Jackie Stewart e François Cevert dominam a prova, mas são surpreendidos pelo talento e astúcia de Emmo. Havia uma imensa mancha de óleo no único ponto de ultrapassagem da pista. Ainda assim, o brasileiro supera os Tyrrell e conquista a sua mais bela vitória na categoria.

Os fatos mostram o quanto GB desconhece a história da categoria, apesar de ele insistir em dizer que acompanha F-1 a mais de três décadas. Não entendo por que ele tem a ridícula tendência de transformar fatos irrelevantes em verdades absolutas. Acho que ele pensa que a F-1 começou em 1984 e terminará em 2006.

Um grande abraço a todos,

Willian Lopes Machado

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O mundo dá muitas voltas. O que poderia acontecer de repercussão neste quadro:

Lá vem o Schumi em primeiro, com o carro lento devido a problemas nos pneus, Massa em segundo muito mais rápido e o Alonso em terceiro babando para ultrapassar ambos. O Massa, como bom escudeiro, faz de conta que vai passar e não passa por uma, duas três vezes e fica enrolando para os pneus do Schumacher chegar ao ideal e recuperar o ritmo de corrida. Mas não dá certo e o Alonso passa os dois. No final, o Massa, em segundo, tira o pé e deixa o Schumacher tirar uma diferença de 12 segundos e ultrapassá-lo.

Se isto tivesse acontecido, estariam todos dando pau na Ferrari, no Schumacher, no Massa, até no Papa. Mas, como foi com a Renault, tá tudo bem Isto deixa bem claro que na F1, para vencer, "fazemos qualquer negócio", e que isso que vale para todos.

Carlos A. Adriano, Leme/SP

Comente 01.10.06
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Mais uma vez a sorte não estava ao lado de Fernando Alonso. Como não se bastasse o erro na troca dos pneus, ainda na mesma parada teve problemas na hora de sair dos boxes. Justamente numa corrida onde Alonso não podia errar! Perdeu uma chance de ouro. Já Fisichella prestou um excelente papel de segundo piloto.

Além disso, a tão esperada chuva acabou não vindo (ou melhor, veio antes da hora) e a Ferrari acabou levando vantagem nisso.

Schumacher, que antes da corrida afirmou estar pessimista, venceu o GP e agora lidera o Ranking dos pilotos. O título agora está perto, pode ser decidido em Suzuka se Alonso não pontuar, mas não acredito muito nessa hipótese.

Felipe Massa também fez uma excelente corrida, embora tenha abandonado após seu acidente com Coulthard.

Quanto ao Barrichello, aquele acidente com o Nick Heidfeld foi bem estranho. Preciso rever o vídeo.

E mais uma vez, esse não foi o dia de Kimi Raikkonen. Já Pedro de la Rosa, apesar de todas as dificuldades, conseguiu um bom quinto lugar.

Por falar em McLaren, a equipe precisa rever a fixação dos espelhos do carro. Pela segunda vez nessa temporada o espelho se solta do carro (dessa vez foi nos Treinos). O interessante é que ninguém se mexeu para tirar o espelho do meio da pista, o que na minha opinião poderia causar algum acidente ali. Se fosse na Nascar ou na IRL, isso já seria motivo para bandeira amarela. =P

Quanto aos outros pilotos, acho que não tenho nada a comentar que mereça destaque.

Que venha Suzuka!
Lucas Rodrigo dos Santos, Ponta Grossa

Comente 28.09.06
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Olá Gepetos de plantão!

Gostaria de falar de um assunto muito recorrente aqui no site, as armações de Schumi.

Para não ser mal interpretado antes gostaria de contar como, ou porquê, me apaixonei por esse esporte. Sou de Recife e automobilismo é algo presente em minha vida desde sempre. Quando era criança meu tio e meu pai preparavam karts na garagem de minha casa, lembro de ir a corridas de kart no estacionamento do Geraldão, ginásio de esportes municipal. Tenho fotos, tiradas por meu pai, de corridas de automóvel no autódromo da cidade universitária, quando nasci esse autódromo já não existia mais.

Ainda criança freqüentei o autódromo Joana Bezerra, aquilo era uma loucura! Consistia de uma pista estreita onde o miolo cortava uma favela, que leva o mesmo nome e até hoje está lá. Quando um carro saia da pista ele normalmente batia em alguma casa destruindo-a parcialmente. O piloto tinha de sair correndo de dentro do carro para não ser linchado pelo morador do imóvel. Lembro do ronco do V8 dos Maverick, quando tiravam o capuz de um deles, lá estava eu junto ao carro só ouvir o motor roncar e sentir o chão tremer sob meus pés.

Não sei exatamente o porquê, mas proibiram a corridas no Joana Bezerra. Ficamos sem autódromo por um bom tempo, foi uma M....! Aí fizeram o autódromo de Caruaru e finalmente tínhamos uma pista dEcente!

Realmente a pista é boa, mas para ir tínhamos de enfrentar cento e trinta e seis quilômetros de ida e mais cento e trinta e seis quilômetros de volta em uma estrada de mão dupla e com aquele pavimento maravilhoso! Ptz! Ninguém merece!

Mesmo assim lá estava eu, sob o sol escaldante do agreste nordestino. Como no paddock não havia coberta, isso mesmo não havia nada entre nós e o sol além das raras nuvens passageiras, ficávamos realmente o dia inteiro sob o sol, só para ver as corridas. Todavia eu voltava para casa feliz. Hoje as estradas são boas, mas só há provas de arrancadas, e arrancadas eu não classifico como corrida. Corrida tem de ter curva! Mas isso já é outro assunto. Assim me apaixonei por esse esporte.

Finalmente falado sobre o motivo da minha carta, já li muitos comentários sobre as inúmeras atitudes pouco honestas de Schumi, mas refletindo sobre a coluna da Alessandra "Um cockpit para Gandhi" e os comentários do Nicolas Borges me surgiram alguns questionamentos que gostaria de dividir com vocês, são eles:

1- Quantas corridas Piquet venceu correndo com seu fusca inscrito em categorias com cilindrada inferior a do motor que equipava o seu carro?

2- No caso Senna x Prost, Senna falou que ia tirar Prost da prova antes da corrida e cumpriu sua promessa. A atitude dele não o igualou ao seu oponente? Ao meu ver foi uma manobra tão suja quanto as de Schumacher, afinal a vingança não é algo nobre.

3- A atitude de Alonso quando "JOGOU" o carro contra o piloto de testes da Willams, salvo engano, durante um treino foi correta? Poderia ocasionar um acidente?

4- Quantas falcatruas foram feitas e nos "nunca" ficaremos sabendo?

Há uma coluna do Tite intitulada *a*"O culpado sou eu", de 26/6/2005*/a*, em que ele diz o seguinte:

"Aos 16 anos, quando tive a ilusão de ser piloto de kart. Fiz o caminho normal de escolinha de pilotagem, a compra de um kart novo e entrei na categoria novatos. Minha esperança de me tornar piloto de F1 desmoronou simplesmente porque não conseguia ir além de terceiros e segundos lugares por falta de equipamento competitivo. No íntimo sabia que eu era rápido, mas nada de vitória. Anos mais tarde, já como jornalista descobri como aqueles pilotos que me venciam faziam para burlar o regulamento, com anuência de fabricantes, fiscais, federação e o diabo a quatro."

Digo: Não há santos nesse esporte! Os bonzinhos não chegam a Fórmula 1 porque seus karts não conseguem andar com os karts que sofreram alteração. Não tentem fazer de Schumacher um diabo. Como falou Roberto Jéferson aos seus colegas de câmara "Não sou nem melhor nem pior, sou igual a vocês", e é isso mesmo, Michael é igual aos seus oponentes. Não há e nem nunca ouve nenhum campeão de fórmula um que tenha sido impecavelmente íntegro. Amo esse esporte, mas não tento tapar o sol usando uma peneira.

Um abraço,
Raimundo Gesteira, Recife

Comente 21.09.06
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Escrevo emocionado, muito triste pela despedida do maior piloto que vi em ação... Não quero saber se ele foi o melhor de todos os tempos pela mídia ou por torcedores.

Na minha opinião foi o melhor. Não teve adversários? Ou simplesmente derrotou todos que teve pela frente. Lembrem se bem que Hill em 96, Hakkinem em 98, Alonso 2005. Dificilmente seriam batidos por qualquer outro piloto que não fossem seus companheiros de equipe, assim como Schumy e alguns de seus títulos. Dizer que ele nunca superou adversidades, e em 2003 se esquecem daquele titulo que aquela Ferrari era uma bomba?

Mas não vou ficar falando dos seus méritos nem de suas vitórias e títulos. Só venho pra homenagear o maior recordista e piloto de todos os tempos...

Como disseram no JN, o homem que reescreveu a historia do esporte.

Valeu Schumy! Elias Jr.
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