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O GP do Canadá 29.06.06
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Bom dia amigos do GPTotal Sou leitor já há algum tempo do site e gostaria de aproveitar a primeira oportunidade que escrevo para parabenizá-los. Frente a tantos comentários que sempre leio aqui no site, me considero leigo no assunto... mas peço licença pra "dar um pitaco" Lendo os comentários dos leitores sobre GP do Canadá, especificamente os do amigo leitor Douglas P Leal, vejo que ele e a maioria do pessoal sempre leva em consideração as equipes ditas maiores, McLaren, Ferrari, Williams, Renault, Honda e Toyota. Gostaria de fazer uma observação e gostaria de uma colocação de vocês sobre isso... Tem uma equipe debutante, que chegou agora como quem não quer nada, e quase sempre não é relacionada nos comentários e que a meu ver, não está ai pra brincadeira... é a Red Bull. Primeiro compra uma equipe acabada e entra na Fórmula 1, tem seu ano de estréia e não faz feio, gosta do que viu e logo já compra outra equipe pra ter um "laboratório de testes" . Agora contrata um projetista tido como o melhor da atualidade e, por último, simplesmente dispensa um motor Ferrari que não está correspondendo pra pegar um Renault que está sobrando... A meu ver (como já disse entendo pouco), essa equipe não está só querendo vender latinha por aí. Acho que eles estão sim, é pensando a longo prazo e se preparando, criando uma estrutura que logo logo vai dar trabalho pras "grandes" Um abraço a todos, e gostaria de ouvir sua opinião a respeito... Juliano Caixeta Machado, Patos de Minas - MG


Oi Juliano Obrigado pelos elogios. Sobre a Red Bull, na há dúvida que há, ali, potencial de sobra para se transformar numa equipe vencedora, assim como a Seleção Brasileira também tem potencial de sobra para ganhar o título na Alemanha. A questão é saber como se efetivará este potencial, mesmo porque só há lugar para uma equipe vencedora de cada vez. Na fila, hoje, estão a McLaren, a Honda, a Toyota, a BMW e, de certa forma, a própria Ferrari. A fila, como você percebe, é longa de forma que não basta potencial. É preciso muita competência, perseverança, talento e sorte para que Red Bull se torne uma equipe vencedora - sorte inclusive para quando ela tiver juntado todos os elementos para vencer, há exista outra equipe com elementos superiores. Abraços (EC)
Comente 28.06.06
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Olá, Edu,

Perdoe-me pela implicância, por tocar no mesmo assunto: Raikkonen!

O finlandês não tem feito uma temporada convincente, mas ele é o único a cometer erros?

Esqueçamos que Montoya abandonou suas chances de lutar pelo título em 2003 por ter feito uma lamentável corrida em Indianápolis. Esqueçamos que Montoya, nos últimos tempos, dedicou-se a entupir-se de hambúrguer e refrigerante. Esqueçamos que Montoya "resolveu" jogar tênis em cima demotocicleta. Esqueçamos que Montoya comete erros inaceitáveis, com em Spa e Turquia em 2005 e Austrália e Espanha este ano. Esqueçamos que Montoya, com contrato assinado com a McLaren, compareceu a um teste da Williams, na época apoiada pela BMW, a bordo de um Mercedes, o que praticamente inviabiliza sua ida para a BMW. Esqueçamos tudo, afinal ele é apenas um "sulamericanozinho" contra este mundo todo!...

Esqueçamos que Schumacher, por duas vezes, atirou seu carro nos concorrentes para conquistar o título. Esqueçamos que Schumacher aceitou a sugestão da Ferrari de vencer na linha de chegada em 2002 na Áustria. Esqueçamos que Schumacher, em solo chinês, bateu em Christjian Albers quando se encaminha dos boxes para o grid. Esqueçamos que, na mesma corrida, realizou a proeza de rodar com safety-car na pista. Esqueçamos que Schumacher peca pela língua ao "convocar" Felipe Massa para tirar de Alonso enquanto ele mesmo mostra-se incapaz de acompanhar o espanhol. Esqueçamos que Schumacher, em atitude no mínimo duvidosa, "estacionou" o carro na Rascasse, em Mônaco, talvez com a intenção de atrapalhar os adversários. Esqueçamos tudo, ele é apenas um "alemãozinho" diante de um talentoso espanhol!...

Esqueçamos que Senna, com a pole provisória em Mônaco/85, resolveu "passear" pela pista a fim de atrapalhar os rivais, principalmente Alboreto. Esqueçamos que Senna, contrariado, saiu no tapa diversas vezes com companheiros de profissão. Esqueçamos que Senna alimentou no coração um dos piores sentimentos humanos, a vingança, e atirou o carro sobre Prost em alta velocidade em Suzuka/90. Esqueçamos que Senna assinou contrato com a Mclaren e deixou o pessoal da Lotus, que fez de tudo por ele, inclusive não contratar Wawick em 1986, na mão. Esqueçamos tudo, ele era apenas um "brasileirinho", não é verdade?...

Esqueçamos que os outros, assim como Raikkonen, são imperfeitos!

Perdoe-me pela implicância, você tem muito mais conhecimento do que eu, mas é com lamentação que digo que F-1 é campeonato de carros, e não de pilotos!

Ao menos, não tenho lido relatos de que Raikkonen continue se embriagando por aí!

As palavras que criticam são as mesmas que elogiam: Edu, achei fantástica sua coluna "O pior dos erros", sobre o trágico acidente em Le Mans/55. Parabéns!

Um abraço,
Willian Lopes Machado

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Edu, Panda

cada vez mais o Alonso parece seguir as pegadas do Schumacher.

Por enquanto ele é um ótimo bicampeão, mas tem tudo para ser um "Fêrnomeno" , ou "alonsombro" , vocês escolhem.

Enquanto isso, vários veteranos decepcionam, com erros bisonhos (e tem gente que acha que é só apertar botão): Ralf, Montoya (que já está atualizando o currículo), Fisichela, Kimi (é o homem de gelo ou do pé gelado; Ron, deixa ele entrar na manguaça que ele pilota melhor bêbado do que sóbrio).

A situação da Honda é mais complicada, evidentemente falta direção para a parte técnica, parece que eles estão às cegas, sem rumo. A mesma situação é vivida pela Toyota, que se livrou do rei da panelinha Gayscone, e agora precisa de tempo para refazer as suas forças.

O que mais vai valer à pena é ver o sempre batalhador Shuey fazendo das tripas da Ferrari um coração e lutando. Se ele ganhar este título, pode elegê-lo para chefe do papa porque, ao contrário do alemão que está no Vaticano, esse faz milagre.

Se a Ferrari mostrar um mínimo de melhoria, será uma batalha épica, daquela > de virar filme. Aguardemos portanto, e torçamos para que o mr. MS tenho motivação para mais alguns anos.

Abraços
Victor Lagrotta, São Paulo

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Prezados leitores do GPTotal

Chegamos a metade de mais um campeonato e o que sei viu no GP do Canadá foi um Alonso fantástico, uma equipe Renault absoluta em competência e um Fisichella que não ajuda em nada a equipe, se dependerem dele para ganhar o campeonato de construtores é melhor se conformarem somente com o de pilotos.

Muito se fala do regulamento e das conseqüências negativas do mesmo para a monotonia da F1, mas uma questão é interessante: a McLaren dominou, depois veio a Willians, McLaren novamente, Ferrari e agora Renault. Quem será a próxima?

A impressão que se tem é que elas combinam para que cada uma tenha sua vez de brilhar e ser a única em eficiência e competência por alguns anos. Os torcedores reclamam, somente o Schumacher vence e isso durou cinco anos. Agora estão reclamando porque somente o Alonso vence - isso já vai para dois anos, mas a culpa não é da equipe que está na frente mas sim das demais que, usando o mesmo regulamento e prazo para preparar os seus carros, não conseguem ser eficientes o suficiente para fazer frente às vencedoras.

Ao analisarmos o GP do Canadá vemos que isso fica muito evidente:

A Ferrari que dominou os últimos cinco anos não consegue reagir, os resultados deste ano são mais por méritos do Schumacher do que pela capacidade da equipe em fazer um carro vencedor, o Massa está aguardando a Ferrari voltar a dominar o campeonato para conseguir andar em terceiro e quarto ou às vezes em segundo. Outro brasileiro já fez isso.

A toda poderosa McLaren errou, o carro falhou e o piloto que está correndo sem motivação também errou, o segundo piloto Montoya não conta, ou não anda ou faz besteira. Não sei o que o Alonso vai fazer na McLaren no próximo ano. Quem sabe ele consegue repetir a façanha do Schumacher, bicampeão pela Beneton, se transferiu para a Ferrari que não vencia o campeonato por vinte anos e conseguiu a façanha de ser cinco vezes campeão.

A Williams, que venceu tantas corridas e também teve seu tempo de glória nos anos que dominou a F1, parece estar sem forças para reagir.

As japonesas Honda e Toyota estão devendo resultado pelo orçamento que dispõem e as demais equipes estão no grid para completar o numero mínimo de carro necessários para se realizar uma corrida de F1.

Temos mais nove corridas para encerrar a temporada de 2006, não acho que as coisas irão mudar neste período, então o melhor e acompanhar os resultados do Alonso e as tentativas das demais equipes em alcançar a Renault ou vencer pelo menos uma corrida.

Douglas P Leal

Comente 26.06.06
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CRÔNICA DE UM ERRO ATRÁS DO OUTRO
Marcelo Jardim

1.O GP do Canadá foi um surpreendente festival de erros. Todos erraram, incluindo aí até os chamados top drivers. Alonso passou direto na chicane. Fisichella andou na grama algumas vezes. Kimi também e ainda perdeu o segundo lugar na sujeira do “grampo”, etc, etc. Mas o grande campeão foi o eterno irmão Ralf com suas incontáveis bobagens. Sua corrida parecia uma comédia pastelão. Realmente alguém tem que diagnosticar melhor esse rapaz...

2.Schumacher passa direto pela chicane e passeia na grama. Schumacher passa a corrida errando freadas e fritando pneus. Schumacher “belisca” o muro. Schumacher segura o carro no “grampo” para evitar a rodada. É... a Ferrari não é mais a mesma.

3. Honestamente, esta corrida só teve pódio, porque sempre há de ter um segundo e terceiro colocado. A superioridade de Alonso foi tamanha, que ninguém merecia estar ao seu lado na festa do champanhe.

4.Que tipo de motor foi esse que a Ferrari estreou no Canadá e colocou o Schumacher na quinta colocação do grid?! Que novo pacote aerodinâmico é esse da Ferrari que faz o Massa largar em décimo?! Convenhamos, disputar o título dependendo somente dos erros alheios e das estratégias mirabolantes de Ross é pouco, muito pouco.

5. Não tem mesmo como ter maiores expectativas pelo Montoya: ou ele termina a corrida em quinto dirigindo burocraticamente, ou ele volta a pilotar no melhor estilo Montoya e bate atabalhoadamente na segunda volta, colocando tudo a perder. Detalhe: para quem veio dos ovais americanos e tão acostumado com seus muros, foi melancólico vê-lo bater no tal “muro dos campeões”...

6. A forma como Trulli deixou Schumacher ultrapassá-lo no final da reta, sem nenhum combate, praticamente abrindo caminho, quase o reverenciando, ainda me intriga. Tudo bem que ele conseguiu segurar o alemão por um bom tempo. Tudo bem até que a Ferrari é muito mais carro, mas o Trulli ia fazer sua parada na volta seguinte, isto é, estava totalmente leve. É por essas e por outras que o Trulli está na Toyota, que cá para nós, é quase um castigo.

7. Teve uma volta logo no início da corrida, que deu para perceber a quantidade de vezes que Schumacher mexe nos inúmeros botões do seu volante. E o mais interessante é que essas mexidas no set up não se dão apenas nas retas, mas sim em plena curva, no cangote do Trulli...

8. Sabe quantas posições Rubinho perdeu na largada ?! Pois é, só três e de novo. Concordo que o carro não é lá essas coisas, mas caramba, até que ponto a experiência do brasileiro, a sua maturidade e os anos de Ferrari tem realmente ajudado a Honda, como todos alardeavam ?! Coincidência ou não, mas este carro nunca esteve tão sofrível. E cá para nós, experiência por experiência, Coulthard tem feito mais pela Red Bull...

9. A impressão que passa é que Rubinho vai ter os mesmos momentos melancólicos que passou quando corria pela Stewart. Desenvolve, desenvolve, tem um momento ou outro de alegria num sábado, continua a desenvolver, a arranjar desculpas, e.. aí outro chega e ganha. Tristeza...

10. Aquela imagem do Briatore esculhambando com o empombado Ron Dennis em frente as câmeras foi impagável. Decididamente, precisamos de um pouco mais de humor na F1.

Forte abraço,

Marcelo Jardim


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Edu:

Entre os pilotos que conseguiram níveis altíssimos de eficiência nas primeiras provas de um campeonato, faltou você incluir o Ascari, que venceu três das quatro primeirs provas (metade da temporada) em 1953, com 75% de aproveitamento.

Só não ganhou em Indianápolis, onde nem correu.

Abraço,

Luciano Balarotti, Curitiba



Bem lembrado, Luciano.

Em 53, houve nove GPs, incluindo as 500 Milhas de Indianápolis. Ascari e seu Ferrari ganharam a primeira, terceira e quarta corridas, Argentina, Holanda e Bélgica, respectivamente. A segunda corrida foi Indy e a quinta França, onde Ascari finalmente foi batido, chegando em quarto lugar.

Vale lembrar que ele vencera as seis últimas corridas de 52, perfazendo um recorde até hoje iniqualado de nove vitórias seguidas em GPs, tirando da conta Indy 53. Considerando que em 52 houve oito GPs, Ascari teve um aproveitamento de 100% dos pontos na segunda metade da temporada.

Lembro também que Ascari participou, com um Ferrari, das 500 Milhas de 1952, na única tentativa séria de um competidor de GPs colher pontos também na prova americana. A tentativa não levou a nada. Ascari corria em oitavo lugar quando, na volta número 41, perdeu uma roda traseira por quebra da suspensão e teve de abandonar.

E mais uma coisa: situação idêntica a essa de 1953 aconteceu em 1955, quando Juan Manuel Fangio ganhou três dos quatro primeiros GPs, falhando em Indy. Na quinta corrida, o GP da Inglaterra, ele foi segundo colocado. Curiosidade: Fangio ganhou os dois primeiros GPs pilotando um Maserati e os demais um Mercedes.

Abraços

Eduardo Correa
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