Ola GPtos.
Assisti ao vídeo de 6 minutos colocado na coluna do Edu de 30/10.
Acredito que o título será disputado entre Kimi e Massa, com possível participação do Alonso e Button.
A Renault, que dó, que peninha, apos um Bicampeonato talvez fique em quarta no mundial, atrás da Honda.
Depois que o Fisichella amarelou na frente do Shummy, acho que o Briatore não vai esperar ate 2008 pra colocar o Piquezinho na jogada.
Agora sim a Red Bull acertou a dupla de pilotos.
Agora que ela vai pro buraco .... o vô Coulthard e o braço duro Webber.
Ricardo, Campinas
Sou obrigado a discordar do comentário aqui neste espaço, em 27/10, do colega Anderson Rubin, sobre um detalhe.
Ele escreveu: ". Perguntado sobre o fracasso do Michel Andretti na F1, ele respondeu: "Olha, o Michel é um piloto fantástico; mas não entendeu o esquema da F1. Eu perguntei para o Senna o que estava havendo e ele me respondeu: ' O Michel não pegou o timming' ."
O lance ao qual Senna se referia, dizia respeito ao timing de freada. Acho que este comentário aparece na 2a parte do livro "A face do gênio", do Christopher Hilton. O que o Ayrton comentava com Emerson é que, entre outras coisas, Andretti freava cedo demais.
Marcos Gomes de Oliveira
Você tem meu total apoio na sua coluna de 27/10/06. Como não sou muito técnico na minha profissão de Analista de Sistemas, as palavras são para mim algo difíceis de lidar. Na sua coluna, você conseguiu expressar exatamente a minha opinião.
Rubens não é um piloto campeão, aparentemente não possui o gene de campeão, mas certamente possui os genes de um ótimo piloto, e isso ele é.
Não jogo "pedra" no Luis Fernando Ramos, respeito sua opinião, mas você diria que o Barrichello é pior que o Berger ?
A minha opinião final sobre o Barrichello é apenas uma: ele é um bom piloto, que já teve os seus bons momentos da F1, poderia ter sido um campeão, como foram outros como Damon Hill por exemplo, que não considero melhor do que o Brasuca.
Grande parte da aversão a Barrichello vem do papel de Herói dado a ele após o falecimento de Senna, papel que ele errou ao tentar desempenhar. Outra parte vem do comportamento de uma torcida brasileira acostumada com Fitipaldi, Piquet e Senna. No entanto, a grande razão de Barrichello ter se tornado a "Geni" da F1 foi a sua postura, sua mania de criar expectativa em torno de si, suas patéticas sambadinhas no podium (ainda bem que ele parou com isso. Bem... de toda forma ele não tem subido ao podium mesmo), suas declarações desastrosas (até hoje não engoli aquela de número 1-B, isso é lá coisa que se diga?)
Não entrarei no mérito da questão a ponto de discutir a sua perícia como piloto, nem creio que seja necessário, mas afirmo com toda certeza que ele pode ser considerado o piloto mais mal preparado e pior assessorado da história da Fórmula 1. A maneira como a carreira dele foi conduzida foi, no mínimo sofrível.
Sobre o ano de 2007, nada espero dele, a maneira melancólica e inconstante como ele guiou no Brasil foi mais do que suficiente pra ilustrar a sua motivação.
De acordo com sua opinião ninguém pode emitir opinião favorável a este ou aquele piloto somente "meter o pau" ? Diga porque é tão difícil aceitar que existam torcedores do Rubens Barrichello? Então, porque torcemos para este ou aquele time de futebol, voleibol ou basquetebol ?
O senhor também escreve "Parabéns Barrichello - você deu uma aula em como transformar esporte em algo altamente rentável. Vencer já é outro departamento... Quanta ingenuidade por parte de inocentes aficionados."
Por que ingenuidade? Então na sua opinião, somente Emerson, Pace, Piquet e Senna são merecedores de atenção por parte dos fãs ? Ou o senhor é uma daquelas famosas "viúvas do Senna" que acham que somente ele merece ter torcedores ?
Acredito que todos os pilotos da Fórmula 1 atual pensam em ganhar dinheiro e vitórias. Desculpe-me se estou lhe ofendendo de alguma forma, não é minha intenção, eu como tantos outros aficionados da Fórmula 1 e, principalmente, sendo brasileiro, torço para que todos os pilotos consigam ótimos resultados em suas carreiras e, por ótimos resultados entenda-se fazerem um bom trabalho.
Desculpem-me, os demais leitores deste site, que não tem nada a ver com isto.
Por último, gostaria de cumprimentar Carlos Chiesa por sua excelente coluna.
Carlos Chiesa apresenta claros argumentos contra a "unanimidade burra" que se forma contra o ótimo (como bem mostrou em seu artigo) piloto Rubens Barrichello.
É assim que um povo medíocre trata as pessoas, fazendo piadas injustas.
Engraçado que ninguém faz isso com quem merece, mas...
É bom saber que alguém no mundo do automobilismo ainda tenha bom senso, ainda que eu não seja fã de Barrichello sei o quanto ele é bom, talvez não excepcional mas um ótimo piloto com pouca sorte.
Complementando a frase de meu amigo Tite, Barrichello pode ser considerado como recordista da habilidade em ganhar muito dinheiro alem de desfrutar de uma vida invejavel.
Muito me admira que fãs (existem ???) ainda tentem "defende-lo" - ele não necessita - e duvido muito que se importe com criticas e brincadeiras de humoristas - o que vale é dinheiro na conta...e ele não está errado não ! Pode construir um belo patrimônio enquanto que os que criticam, não ganham em anos o que ele ganha em 1 mês!
Parabéns Barrichello - você deu uma aula em como transformar esporte em algo altamente rentável. Vencer já é outro departamento... Quanta ingenuidade por parte de inocentes aficionados.
O colunista Luis Fernando Ramos é uma das melhores coisas do site.
Brilhante o texto do Roberto Brandão, publicado aqui neste espaço, sobre as despedidas que ocorrerão durante o GP Brasil. Certamente os torcedores que se identificam como "anti-Schumacher" terão um vazio existencial a partir de agora.
Enquanto isso nós, amantes de corridas de carro, sentiremos a falta do maior piloto da história. E, quando assistirmos a corridas extremamente disputadas, não hesitaremos em dizer: "essa o alemão teria ganho".
Parabéns ao Roberto Brandão, e aos demais colunistas desse site espetacular.
Envio algumas fotos interessantes que tirei no setor A no GP Brasil de Fórmula 1, desfile dos pilotos, fila de entrada, do banheiro químico (que coisa medonha. Não se sabe se vai sair vivo lá de dentro) e a comemoração...
Foi um sofrimento até chegar na arquibancada mas valeu a pena.
O GP Brasil de Fórmula 1 do último domingo prometia ser especial por vários fatores: encerramento do campeonato, decisão do título de pilotos e construtores, despedida de Schumacher, porém o que marcou mesmo foi a brilhante performance de Felipe Massa.
O brasileiro já despertou a atenção dos fãs com seu macacão verde e amarelo, numa das poucas oportunidades que a Ferrari deixou que um piloto usasse outra cor de vestimenta que não fosse o tradicional vermelho.
Felipe esteve perfeito, garantindo a pole com folga no sábado e, claro, contando com a sorte de deve sempre estar junto com um grande piloto, pois já no sábado, Schumacher teve problemas com sua Ferrari (o segundo seguido diga-se de passagem) e não passou da 10ª posição no grid de largada.
Após a largada liderou de ponta-a-ponta, perdendo sua posição apenas na primeira parada nos boxes e retomando em seguida. Soube como um veterano controlar a ansiedade, manter boa distância para os rivais e, depois de 13 anos de tentativas frustradas, novamente um brasileiro subiu o degrau mais alto do pódio no Brasil para a alegria do público que lotou o autódromo de Interlagos.
Fernando Alonso, mostrando a regularidade que vem marcando sua carreira, esteve sempre entre os quatro primeiros, soube o momento certo de atacar e ganhar as posições nos boxes, chegando na segunda posição e garantindo o bi-campeonato. De quebra, tornou-se o mais jovem piloto a atingir tal marca. O espanhol parece mesmo um "piloto pré-maturo", uma vez que foi o mais jovem a marcar uma pole, foi o mais jovem a ganhar um GP, o mais jovem campeão e, agora, o mais jovem bi-campeão. Em 2007 irá para a McLaren, segundo ele, em busca de um novo desafio e uma nova motivação ( ! ). Disse ainda que não pretende quebrar todos os recordes conquistados por Schumacher, "apenas" igualar-se a Senna. Quem acompanha a Fórmula 1 sabe que não terá vida fácil na nova equipe, tradicionalmente conhecida pela sua frieza britânica.
E Schumacher ein!
Puxa vida, que desempenho! Confesso que nunca fui fã do Alemão. Na verdade sempre torci contra, porém a performance desse domingo foi, realmente para provar para quem nunca torceu por ele que sempre estará entre os melhores. Saiu na 10ª posição. Ao final da primeira volta já estava na 7ª posição. Na 9ª volta, numa espetacular manobra, estava superando a Renault de Fisichella quando um leve toque furou seu pneu traseiro esquerdo. Após a troca voltou logo a frente de Felipe Massa (líder), na última posição e com uma volta de diferença. Literalmente voou na pista, fez inúmeras ultrapassagens e, numa corrida acima de qualquer comentário cruzou a linha de chegada na 4ª posição. Encerra a carreira no auge, sem o título, porém não tendo nada a provar a ninguém. A título de curiosidade ganhou dois presentinhos nesse final de semana: a F248 que competiu em 2006 e uma ilha em Dubai cujo valor aproximado é de 7 milhões de dólares!
Claro, não poderia deixar de falar do Barrichello, nosso "incansável lutador", que mais uma vez teve ótimo desempenho na formação do grid porém não soube traduzir isso em performance na corrida. Largando na 5ª posição, chegou a cair para 9º e conseguiu se recuperar e chegar em 7º. Viu seu companheiro de Honda largar em 14º e chegar em 3º. Durante a temporada Rubens brigou com um carro totalmente diferente do que estava habituado na Ferrari. Começou mal, vendo Button marcar pontos e chegar no pódio enquanto tinha atuações pífias. Na metade do campeonato esboçou uma reação, chegando a superar os pontos conquistados pelo inglês, porém na segunda metade da temporada seu desempenho caiu novamente, fechando a temporada com 30 pontos, na 7ª posição, sem nenhum pódio, pole ou vitória, sua pior marca desde 1999 quando ainda estava na extinta Stewart. Button fechou o ano com 50 pontos na 6ª posição, três pódios e, de quebra a primeira vitória da Honda no seu retorno a F-1. Esperamos que no próximo ano tenha atuações dignas do piloto que, até domingo, melhor representou o Brasil na Fórmula 1.
Analisando as estatísticas da Fórmula 1, percebi algo muito interessante e intrigante:
Dos maiores vencedores de todos os tempos, oscila muito o número de poles e vitórias, uns com mais largadas em 1o, outros com mais encerramentos na 1a posição.
Analisem:
Schumacher - 91 vitórias e 68 poles
Fangio - 24 vitórias e 29 poles
Prost - 51 vitórias e 33 poles
Senna - 41 vitórias e 65 poles
Stewart - 27 vitórias e 17 poles
Lauda - 25 vitórias e 24 poles
Piquet - 23 vitórias e 24 poles
Brabham - 14 vitórias e 13 poles
Clark - 25 vitórias e 33 poles
Hakkinen - 20 vitórias e 25 poles
Alonso - 15 vitórias e 15 poles
Graham Hill - 14 vitórias e 13 poles
Ascari - 13 vitórias e 14 poles
Fittipaldi - 14 vitórias e 6 poles
Mansell - 31 vitórias e 32 poles
Em alguns casos (Mansell, Piquet, Lauda, Ascari, Brabham, Alonso e Graham Hill), os números obtidos em ambas as marcas é muito próximo ou mesmo idêntico;
Em outros (Schumacher, Prost, Stewart e Fittipaldi) há larga vantagem para o número de vitórias, e nos restantes (Fangio, Senna, Clark e Hakkinen) quem se sobrepõe é a pole position.
Há casos ainda mais notáveis, como os de Schumy (23 a mais) e Prost (18) nas vitórias, e os de Senna (24 a mais) e Clark (8 a mais - na média, muito maior) nas poles, em que a diferença dos números é até discrepante.
Minha pergunta p'ra vocês e para os leitores é a seguinte: longe de mais do mesmo "Quem é melhor?", queria saber da opinião de vocês sobre até que ponto isso é um reflexo do estilo ou mesmo da qualidade de pilotagem desses mestres.
Seriam os de números quase iguais pilotos mais consistentes, mais "de campeonato" (Mansell desmente isso, eu sei...)?
Os que tem mais poles são de mais velocidade pura, de mais arrojo?
E os de maior número de vitórias, são mais técnicos, mais calculistas?
O que vocês me dizem? é um questão simples "rapidez" X "estratégia"? A questão é tão simples assim?
Abraços a todos.
Marcel Pilatti, Curitiba
Oi Marcel
Acho que não é possível traçar um regra geral. Deve, inclusive, haver caso de pilotos, principalmente os do passado, que não consideravam tão importante largar na pole. Vamos aguardar pela ajuda dos leitores.
Excelente o artigo de Luis Fernando Ramos, diz tudo sobre como ter o comportamento certo e usar adequadamente das ferramentas de que dispõe.
A coluna trouxe à minha lembrança uma entrevista do Emerson após o seu sucesso na F1 e na Indy. Duas respostas são valiosas:
1. Perguntado sobre a sua estréia na Fórmula 1 (inigualável em todos os sentidos), ele respondeu: "Cara, no GP de Monza, que seria minha quarta corrida, o Colin pediu que eu desse uma aquecida no carro do Jochen, que liderava o campeonato, no primeiro dia de treino. Era a primeira vez com o Lotus 72C e eu errei feio... perdi o ponto e destruí o carro. Cheguei para o Colin e falei: 'Putz! Eu errei.' Achava que ia levar o maior esporro, mas ele virou e disse: 'Então aprenda, e não erre mais!".
2. Perguntado sobre o fracasso do Michel Andretti na F1, ele respondeu: "Olha, o Michel é um piloto fantástico; mas não entendeu o esquema da F1. Eu perguntei para o Senna o que estava havendo e ele me respondeu: ' O Michel não pegou o timming' ."
Para quem acompanhou as carreiras de Rubens Barrichello e de Felipe Massa, é fácil encontrar um ponto em que as carreiras de ambos divergem.
Ambos são bons pilotos - e, para quem critica o Rubens o tempo todo, eu sugiro dar uma olhadinha nas estatísticas da fórmula 1 -; eram promessas quando surgiram, mas entraram no timming errado. Basta comparar o desempenho de Rubens na Jordan com o de Felipe na Sauber, e ver como ambos tiveram momentos extraordinários e como ambos fizeram suas bobagens; a ponto do Rubens ter conflitos com o Eddie, e o Felipe com o Peter.
A diferença está no fato de o Rubens sempre culpar algo que não seja a sua própria postura. O Felipe, após a temporada como piloto de testes, foi reconhecendo seus erros e ficando mais cauteloso e menos precipitado. Agora, é o momento crucial da carreira do Felipe, e ele precisa de pelo menos três coisas, caso a Ferrari venha com um carro competitivo para 2007:
1. Não se deixar levar pela empolgação que a Globo, o Galvão e toda essa corja vai fazer em cima dele, tornando-o o novo herói nacional;
2. Não alimentar, via entrevista ou declarações para a imprensa, uma disputa interna para ser o primeiro piloto ou o piloto 1B;
3. Felipe vem em um momento de ascensão e Raikkonem de uma temporada meio apagada. Basta colocar tempo no finlandês nos treinos de inverno e marcar mais pontos nas três primeiras provas que, com certeza, tudo se inverte por si.
O melhor ensinamento vem do próprio Emerson, que saiu de quarto piloto para titular sem precisar de microfones ou justificativas. E não se diga que isso só ocorreu por conta da morte do Jochen Rindt. Ele aposentou John Miles e botou tempo em cima do Bi-Campeão Graham Hill.
Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o grupo de estudo envolvendo a Confederação Brasileira de Automobilismo e a Prefeitura de Guarulhos visando a construção de uma autódromo, que receberia asprincipais competições nacionais de automobilismo e motovelocidade. Como ficaria Interlagos ? Não seria melhor aproveitar este dinheiro, aproximadamente US$279 milhões e reforma-lo ?
Marcos Antonio, Campinas
Trata-se de um sonho, Marcos, nada mais do que isso. Houve e há muitos sonhos deste tipo por aí.
Stefan Bellof teria sido melhor que Michael Schumacher? Se aquele não tivesse falecido em 1.5.85, Michael teria tido a chance na F1 em 91?
Marcos Roberto Banhara - São Bento do Sul
Impossível responder forma objetiva à sua pergunta, Marcos. A carreira de Bellof (use nossa ferramenta de busca para saber mais) foi curta demais pra isso.
O GP Brasil de Fórmula 1 de 2006, em Interlagos, marcou uma série de despedidas, como há muito não se via na categoria, talvez até um novo recorde. Uma das fornecedoras de pneus se retira, um dos mais brilhantes estrategistas de pista e diretor da equipe mais vitoriosa desta década vai descansar, patrocinadores que se vão em revoada, cedendo lugar a novos anunciantes, pilotos trocando de equipes e a despedida do maior gênio deste esporte, seu melhor piloto.
A especulação sobre a aposentadoria de Michael Schumacher, um rumor constante desde o início da temporada, parece ter desencadeado uma movimentação sem precedentes, nos últimos anos, provocando uma série de troca de pilotos e equipes, representando uma saudável renovação e oxigenação num mercado tão fechado e restrito.
Para o próximo ano, não há como disfarçar a ausência do alemão, que será muito sentida, bem como a de seu parceiro estrategista Ross Brown. Outras ausências serão mais facilmente absorvidas e, com o passar do tempo, estaremos acomodados e acostumados às mudanças. Porém, existem algumas ausências que serão muito bem-vindas, apontando para perspectivas de alívio imediato, em especial no que tange ao ambiente extra-pista e no convívio de apaixonados por este esporte.
A saída de Schumacher encerra com anos de ódios de insultos, a maioria vinda de parte da torcida brasileira que, saudosos de Senna e não encontrando para quem torcer, dedicaram-se, por anos e anos a odiar o alemão, como se ele fosse culpado de saber utilizar seu dom e talento inatos. Intolerantes e intransigentes, substituíram a paixão por um ídolo pela raiva a outro, justamente aquele já se apresentava como o grande nome da Fórmula 1. Seria o mesmo que, inconformados com a aposentadoria de seu maior ídolo, os alemães passassem agora a odiar e torcer contra Fernando Alonso, apenas porque este se apresenta como virtual substituto do heptacampeão.
Esta torcida brasileira, apelidada de viúva, poderia dirigir toda esta energia, torcendo, de forma positiva para os pilotos da terra. Seus torcedores, que costumavam dirigir todas as suas frustrações, recalques e complexos contra um competidor, ficaram mais uma vez órfãos, não tendo para quem torcer a favor, nem a quem odiar.
Para nosso alívio, é mais uma despedida que aconteceu. Só que esta, muito bem-vinda! Os textos ofensivos, a raiva, intransigência e intolerância se retiram. Os que fizeram disso uma motivação para assistir às corridas, devem estar pensando sobre o vazio de suas vidas a partir do ano que vem. Nós agradecemos a sua ausência e não sentiremos sua falta.
Sem mais delongas, agradeço ao GPTotal, por permitir expressar a minha gratidão por todo o Espetáculo com o qual nos brindou Michael Schumacher ao longo de sua Magnífica Carreira.
E mais do que agradecer a Michael Schumacher, agradeço a Deus por ter me permitido estar presente (infelizmente, não tão próximo quanto eu gostaria) a tão grandioso momento do automobilismo de competição mundial, e de modo especial , a Fórmula 1.
Agradeço, também, ao Sr. Augusto Lage, de Teresina - PI, por sua simpática manifestação e incentivo à minha singela homenagem a Michael Schumacher.
Do mesmo modo, agradeço a todos os Leitores deste ilustre Site por permitirem que eu compartilhe deste verdadeiro foro que é o GPTotal. Naturalmente, minha manifestação de gratidão é dirigida de modo especial aos que se identificaram com os sentimentos, por mim expressos, mas também, aos que, por ventura, discordem de minhas opiniões, pois não sou "dono da verdade".
Por derradeiro, que o GP Brasil 2006 possa ter sido um presságio do esteja ( ou venha ) se tornando a Fórmula 1 daqui por diante; Um espetáculo grandioso, com muitas ultrapassagens na pista, disputas por posições "ferozes" mas "limpas", e principalmente para nós Brasileiros, quer seja nas mão de Felipe Massa, Rubens Barrichello (ainda me recuso a parar de torcer, também, por ele...) ou outro piloto brasileiro. Que o automobilismo de competição brasileiro, volte a ser destaque no cenário mundial.
grande corrida que tivemos, e olha que Interlagos vive recebendo crítica da mídia, jornalistas, pilotos, etc. etc. Mas acredito eu que, são poucas as corridas que tivemos aqui que não teve uma pitada de emoção, já imaginou se nossa pista fosse moderna como são boa parte das pitas da F1, teríamos aqui com certeza a melhor pista do planeta.
Como o campeonato acabou, gostaria de dar os meus pitacos para 2007, que acredito será um ano espetacular para a F1, devido as novas regras de pneus, pilotos mudando de equipe, acho que muito possivelmente, sem querer comparar, poderemos ver novamente uma disputa parecida como foi entre Senna, Prost, Piquet e Mansell, não seria legal ??? Só que desta vez os protagonistas seriam Massa, Haikkonen, Alonso e Button.
Segue abaixo minhas previsões... Podem acreditar, elas acontecem.
Massa: Será campeão do mundo, vencendo no Brasil novamente, com os outros três na cola com poucos pontos separando todos eles, já pensou que prova emocionante teremos em 2007, com quatro pilotos disputando o título na ultima prova. Essa vou ter que ver pessoalmente em Interlagos.
Raikonnen: Terminará em terceiro... O que mais vcs querem que eu fale, ele é Finlandês o Massa é brasileiro.
Button: Terá pela primeira vez na mão um carro em condições de brigar pelo título, vence algumas provas e chega em segundo.
Alonso: Termina em quarto, tem um ano pra esquecer porque não consegue se adaptar a Mclaren, porém mostra porque é Bi e o melhor piloto da atualidade, se consagra com corridas memoráveis.
Kovallainen e Hamilton: Como já ouvi alguém falar aqui mesmo, só se forem super-dotados.
Fisichella: Faz um péssimo campeonato, é dispensado por Briatore faltando quatro etapas, Piquet assume e vence logo na estréia. (Pô, ele é brasileiro)
Barrichello: Leva um banho de Button no início do campeonato, continua falando pra caramba e não fazendo nada, no meio do ano descobre que a Honda assina com Speed para substituí-lo em 2008. Sem equipe encerra a carreira ao fim da temporada. (Ele é brasileiro, mas é ruim pra caramba).
Kubica: Faz questão de vir ao Brasil no programa do Galvão Bueno para explicar de uma vez por todas como se pronuncia o seu nome.
Coulthard: Renova contrato para mais dois anos. (Esse é imortal).
O resto: Vai continuar sendo resto mesmo...
Antes de terminar gostaria de propor aos leitores um debate sobre quem será o campeão de 2007. Seria interessante a gente ver aos opiniões antes que os testes comecem.
A Corrida (em maiúsculo mesmo) de domingo e o desempenho do Felipe Massa na segunda metade da temporada provou uma verdade na F-1.
Que o sucesso não se constrói apenas na pista. Que cooperar com a equipe, buscar sempre um bom relacionamento e estar engajado completamente no objetivo da equipe é o primeiro passo para que consiga confiança e moral para que no futuro tenha o voto de confiança da equipe para encabeçar ás vezes um objetivo de lutar por vitórias e títulos. Não que o piloto tenha que desejar passivamente ser sempre um "segundo-piloto", mas saber que isso faz parte do jogo, principalmente quando se tem um cidadão com sete títulos mundiais e uma moral inabalável dentro da equipe.
Em nenhum momento da temporada, Felipe Massa quis colocar em questão a superioridade do Schumacher e sua consequente prioridade na Ferrari, pois sabe que o caminho não é esse. Mostrou talvez nesse ano um entrosamento talvez nunca visto nem nos tempos do Irvine nem do Rubinho e declarou publicamente que o interesse da equipe sempre seria respeitado, sempre que necessário. Mostrou um amadurecimento raro entre os "geniosos" pilotos que aí estão.
Como contraponto, eu coloco o exemplo do Rubens Barrichello, que infelizmente não aproveitou a oportunidade de não dar certas declarações impróprias, como aquela: "quando eu corria na Ferrari, o Michael nunca tinha problemas aqui" ou que "Felipe ocupa um espaço que eu cavei", como colocou o Eduardo Correa na sua ultima coluna.
Não que eu o esteja subestimando, até porque não se pode ignorar um piloto que tem no currículo 9 vitórias, 11 poles e 2 vice-campeonatos. Mas digo isso por que muitas atitudes pessoais dele (declarações) acabaram minando sua credibilidade com a Imprensa, com a torcida e também com quem ele trabalha na F-1. Lá em 1994, ainda jovem com um desempenho excelente com a Jordan e com a morte prematura do Ayrton Senna, talvez a sua excessiva alto confiança o fez crer que poderia substituí-lo, fazendo entender que poderia vencer com Jordan e Stewart. Em vão.
Sem desconsiderar a célebre frase de quando foi preterido pela Ferrari, em favor do seu companheiro de Jordan, Eddie Irvine: "Fui eu que recusei a Ferrari." Posteriormente, na Ferrari, declarações de que seria piloto 1B, ou de que a Ferrari dava 30% de atenção a ele e 70% á Schumacher, ou como a mais recente: "Sou só um brasileirinho no meio desse mundo todo", minaram talvez um piloto com bastante potencial que era o Rubinho, talvez se estivesse com pé no chão, a longo prazo e principalmente com resultados, poderia ter um exito maior.
Nos últimos dias, nos programas do Sportv em que Felipe Massa foi convidado (Bem Amigos e Linha de Chegada), Massa anunciou que haveria uma corrida de kart amistosa com participação de pilotos da F-1, da Stock Car e que fez um convite ao Rubinho (Inclusive insistindo no
convite, brincando até dizendo que estava enrolando) que não respondeu. Não vou ficar especulando sobre a vida dele (ele faz o que quiser da vida dele), mas apenas espero que uma possível ausência não seja pelo mesmo motivo da qual fez as "célebres" declaraçoes pós-GP Brasil...
Estive em Interlagos pela primeira vez esse fim-de-semana e nem preciso dizer o quanto foi feliz a minha estréia. Seguindo as recomendações de amigos mais experientes, levei almofadinha, rádio, câmera digital, binóculo, capa de chuva, casaco, boné e filtro solar. Faltou o protetor labial e paguei o preço disso, com a boca toda queimada e descascada na segunda-feira. Segue um breve relato:
Cheguei em Sampa, vindo do Rio, na quinta a tarde. Sexta, acordei às 5h e cheguei no autódromo às 7h, pra fazer o reconhecimento. Fui várias vezes de uma extremidade à outra do setor A, para escolher a melhor posição, tendo me decidido por ficar em frente ao Pinheirinho, devido à visão sensacional da largada que se tem dali, além de cerca de 80% do total do circuito e da proximidade com o telão. Então era, olho na reta dos boxes, vira pro telão, olho na reta oposta e assim por diante.
Saí às 15:30, após o último treino livre, encantado com o ronco ensurdecedor dos motores (gostei mais do Mercedes, grave, sério, o mais diferenciado de todos) e inebriado com o cheiro da gasolina (um cheiro próximo ao de fluido de isqueiro, mas do isqueiro de Vulcano, é claro). Cheguei na casa dos parentes, onde estava hospedado, às 18h, cochilei até 19:30, fui passear com a família e dormi 1h.
Sábado, acordei às 4h e cheguei no autódromo às 6h (já tinha gente na fila). Encontrei, no mesmo lugar, com os novos amigos de infância que tinha feito na véspera. Muito bacana isso, aliás. Assisti vários casos de pessoas que, sem combinar nada, se reencontram festivamente, ano após ano, no mesmo ponto em que sempre sentam no autódromo.
Saí assim que acabou a classificação, umas 15h, e já corri pra fila de novo, pra guardar lugar pro domingo (incrível, mas já tinha gente na fila desde as 13h). Às 16h, meus novos amigos de infância, que tinham ficado lá dentro, chegaram pra me render na fila e fui me arrumar pra um encontro marcado com amigos de São Paulo. 19:30h eu já estava com a família num Shopping. Rolou o encontro com a galera (sensacional) e lá pras 23h ou 00h me deram uma carona pra casa.
Deixei a família, troquei de roupa, peguei a mochila e fui pra Interlagos. Cheguei na fila à 1:30h, pra assumir meu turno na guarda dos lugares. Às 4:30h já estávamos todos lá, num total de quatro loucos. Noite toda na fila, um frio desesperador. Dei umas cochiladas na cadeira de praia que um cara levou, embaixo da lona que um outro estendeu. Outras galeras, mais organizadas, fizeram acampamento, churrasco e tal.
Domingo, 6h os portões foram abertos, a fila já tinha alguns quilômetros, mas nós, doentes, estávamos lá na boca. Largada, show do Shumy, linda corrida do Button, Alonso sempre seguro, contagem regressiva de voltas quando faltavam 11 para o final e delírio total com o Massa.
Saí do autódromo só depois que o Massa já tinha dado a última entrevista e que os carros do Rosberguinho (bem amarrotado) e do Heidfeld tinham passado, em cima do caminhão, bem na minha frente.
Cheguei em casa 19h. Banho, pizza e a caminho do aeroporto, pra pegar o vôo que saía às 21h. Preciso nem dizer que babei o avião todo.
Segunda-feira, dormi até não poder mais (já tinha pedido folga, pois sabia que a maratona seria pesada), estava rouco, queimado, meio moído ainda, mas muito, muito feliz, restando a certeza de que agora, já era. O bichinho mordeu e fiquei contaminado.
faz tempo que não entre em contato, mas se agora escrevo é para fazer eco às reclamações sobre a transmissão da Globo no GP Brasil 2006.
A transmissão pré-corrida foi muito legal, com reportagens especiais, entrevistas de convidados e tudo o mais que todo ano é feito pra celebrar a etapa brasileira. Mas a transmissão da corrida foi de doer: perdemos várias ultrapassagens para ficar vendo emocionantes pit-stops da MF1, Red Bull e BMW. Várias vezes deixamos de ver pilotos que estavam próximos para sermos obrigados a acompanhar o passeio de Massa por infindáveis minutos. A recuperação de imagens também deixou muito a desejar. E pra coroar, o Galvão Bueno explicou pela milésima vez como se pronuncia o nome do Kubica (acho que é um recorde!). Além disto, acho que o Burti está sobrando na turma, pois seus comentários são muito superiores aos do Reginaldo Leme.
Mais uma coisa: há algum tempo atrás escrevi pra vocês pra saber quais as impressões dos colunistas com relação à Super Aguri, se realmente é uma equipe séria, se possui bons engenheiros, se o ambiente é profissional e etc. Como vocês estavam no GP Brasil, gostariam que respondessem.
Quero ser bem breve e objeitvo no comentário que desde que terminou a prova de domingo em Interlagos com a VITÓRIA do Felipe Massa, to querendo fazer e está entalado na garganta...
Desculpem o termo... mas Vai pra P...que pariu com a Globo... Tá certo que a emissora vive de faturar com os comerciais. Tudo bem até ai, mas ao menos uma vez na vida ela poderia ter tido respeito com todos nós que acompanhamos automobilismo, e não entrar com aqueles comerciais no momento em que o Massa terminava sua volta da vitória (que bela volta.... pra ficar na memória) e chegaria no Box, momento este que o piloto desce do carro e faz toda sua festa.
Este é o momento em que podemos sentir a emoção do piloto e nos emocionar também... Depois fica recuperando imagens pelas metades. Olha pra ser sincero, eu já passei (e a muito tempo) daquela fase de achar que o Galvão é o melhor narrador do mundo e que as transmissões só tem graça com ele.... pelo contrário, acho que ele tá é muito chato e alguém prescisava dizer isso a ele (ou contar a ele que existe um site bacana pra ele visitar de vez em quando que é um tal de www.gptotal.com.br), já são 4 corridas consecutivas que ele explica ao menos duas vezes durante a transmissão como se pronuncia o nome do Kubica... a nem...vai ter dó...
Quanto ao Rubinho, sempre torci pra ele, confesso que ele me proporcionou bom momentos com suas vitórias e outras boas atuações que não terminaram em vitória também, mas to começando a achar que ele é um caso perdido coitado... ele é muito infeliz nas suas colocações mesmo. Essa última que ele saiu justificando o dobro de pontos do Button, de que a equipe é inglesa e ele também é Ingles, nossa foi a gota d'água... Não sei se estou certo e aceito vcs me corrigirem, mas de acordo com o pouco que sei, realmente a fábrica e a base da Honda está na inglaterra, mas desde que ela comprou a BAR ela é uma equipe Japonesa, alguém lembra isso ai pro Barrica também.
Por enquanto é só, mais uma vez queria parabenizar o pessoal do site, em especial a Alessandra Alves por suas colunas que estão um colírio para nossos olhos, já to ancioso pela coluna dela a respeito do GP Brasil, e agradecer também a atenção pela última vez que escrevi para o site com uma dúvida s/ o campo de sal que a Honda tava usando e vcs prontamente me responderam...
Show de Bola! Creio que Interlagos nunca tenha visto um GP tão fantástico. Não só pela vitória maiúscula de Massa como as despedidas de Alonso da Renault e de Schumacher e Rubens da F1.
Falam de Mosley e Cia, mas, coincidÊncia ou não, o campeonato ficou mais emocionante depois dos "pitacos" que ele deu na categoria. Não estou defendendo-o. Apenas uma constatação que a coisa melhorou....e muito.
Alonso é precoce em quase tudo na F1, tem talento demais, deu sorte em estar num carro campeão e agora é o homem-a-ser-batido. A F1 promete demais para 2007 e realmente estou doido para que esses meses de recesso (que tanto detesto pq vocês entram de ferias e os campeonatos acabam) passem "voando".
O futuro promete muito pois uma nova geração se apresenta bastante promissora: Kovallein, Hamilton, Kubica, Piquet, Rosberg (sim, ele também. Fez uma temporada apagada, mas pode se recuperar - caso o carro ajude) e Massa, que até 2005 foi uma incógnita mas parece que pode crescer muito. Depois dessa vitória, aposto muito em Massa.
Schumacher vai deixar saudades.... Maravilha de manobra em cima de Raikkonen no S do Senna! Verdade que o campeonato já tinha feito água para o finlandês, que ano que vem ele vai pilotar para a Ferrari, mas, de qualquer forma, Kimi não facilitou para o alemão. Temos que nos sentir privilegiados por termos assistido Schumacher pilotar (no meu caso - tenho 33 - vi tb Piquet, Senna, Prost, Mansell e alguns outros menos importantes).
O mais atento leitor deve ter pensado que pirei. "Mas e Rubens? Que despedida é essa? Esse cara está louco!". Não, amigos, não estou. Sabe quando você sente algo? Sabe quando você sente que está acabando? Senti isso em Rubens depois da prova. Embora tenha acabado em 9 x 9 o placar de largadas entre os pilotos Honda, Button lavou a égua em cima de Barrichello. O brazuca pareceu desmotivado nas últimas provas, não pilotava: conduzia. E aquela velha "incompatibilidade de gênios" entre Rubens e as re-largadas se manifestou novamente diante dos nossos olhos. Rubens estava atrás de Michael quando relargaram. Na reta principal, Miguel já estava a uns 4 anos-luz de Rubens. Deplorável.
Voltando ao assunto: por isso tudo, mais a pontinha de inveja de querer estar no lugar de Massa (na vitória), sinto que Rubens acabou para a F1. Dou minha cara a tapa (mas por via das dúvidas não batam forte, ok?) se Rubens emplacar em 2008. O próximo ano é o último para ele. Se a Honda não fizer um puta carro (competência, tem) e a Ferrari não vier babando com Massa e Raikkonen, Interlagos foi a última corrida de verdade para Barrichello. Que descanse em paz.
Neste domingo, fui, pela primeira vez na vida a um GP de F1. Para quem, como eu, adora tanto esse negócio e há tanto tempo (mais de 20 anos), foi muito, muito, muito emocionante.
Depois escrevo para contar minha emoção em ouvir o ronco daqueles carros em movimento pela primeira vez, em acompanhar uma vitória brasileira tão incontestável (dei sorte pro cara!) e, principalmente, em ver de perto o adeus de um gênio como Schumacher. Uma coisa é ouvir na TV que o cara está tirando um segundo por volta. Outra é vê-lo na pista, engolindo os adversários e tirando uma diferença impossível. Tenho certeza que assisti a uma atuação de gala.
Mas escrevo agora motivado pela (suposta) notícia que alguns investidores querem construir uma (suposta) pista em Guarulhos para substituir Interlagos.
Bem, depois de encontrar esse velho autódromo pela primeira vez, posso afirmar que esses (supostos) investidores vão ter caprichar. Por que, apesar do desconforto das arquibancadas, das horas de tédio, do sol que torrou minha cara, do asfalto sofrível, dos imbecis que jogaram papéis na pista, não deve haver lugar melhor no mundo para se assistir a uma corrida.
Fiquei no setor G, que tem os preços mais acessíveis. Pois lá tínhamos mais de 80% de visão da pista (justiça social maior não há!). Era possível acompanhar um carro em quase a sua volta inteira - me senti vendo uma corrida de autorama. Interlagos parece um estádio de futebol, em que se vê todas partes do campo com precisão. Ou um teatro com visão perfeita do palco.
Pela tradição do autódromo, pelas qualidades técnicas da pista (que resistiram à reforma) e por essa visão fantástica que propicia ao espectador, Interlagos deve ser preservada. É muito mais negócio para todos (para a F1, para os pilotos, para os torcedores) recuperar a pista, e não construir mais um circuitozinho em outro lugar.
(A não ser que façam um circuito que reúna todas essas características, e ainda com asfalto decente. Aí não seria um circuitozinho, e sim, um circuitão - mais do que isso, seria uma nova Spa! Aí tudo bem!)
E vocês, o que acham? Vale a pena pensar em outro circuito? E quanto à visibildade dos espectadores, como é em outros circuitos? O cara vê só um pedaço de pista ou em outro lugar há uma visão panorâmica da pista? Enfim: em que circuitos se vê melhor uma corrida (oval não vale)?
Desculpe a extensão da mensagem. Ah, claro, e os parabéns de praxe pelo site!
Massa surpreendente neste primeiro ano Ferrari, ao meu ver. Termina o ano da melhor maneira possível: 3º no campeonato, bom relacionamento com a equipe e claro, vitória em casa.
No entanto, prevejo um osso duríssimo pela frente: Kimi. Espero estar errado, e que o Edu esteja certo, mas acho Raikkonen simplesmente extraordinário. Mais piloto, mais regular, mais frio que Massa. O que ele fez em 2003 e 2005 atestam. O cara é uma máquina,
Mas, francamente, considero o jogo aberto para o ano que vem. Como pilotos, ambos são jovens, rápidos, com ascensões meteóricas até a F1. No retrospecto, Kimi ganha: dois vices, mais vitórias. É mais experiente, disputou títulos em duas ocasiões. Isso não ganha jogo, mas pesa. E acho que ele talvez seja um pouco mais forte do que Massa no quesito velocidade pura, com Massa chegando muito, mas muito próximo. Nesse aspecto, vantagem para Kimi.
Por outro lado, Massa tem, a seu favor, fatores importantes como: conhecimento do carro, conhecimento dos pneus, excelente relacionamento com a equipe - aqui, detalho, equipe de alma latina: Schumacher, inteligente como é, percebeu isso e monopolizou toda a equipe para si; é notória a diferença de comportamento do alemão nos períodos anterior e pós-Ferrari. Massa parece ter aprendido isso, e começa a mostrar habilidade no jogo político. Isso conta - e muito, na F1.
Já Kimi é o extremo oposto - finlandês (não por acaso "iceman"!) não sei como seu temperamento funcionará na Ferrari - mas acredito que uma das partes, piloto ou equipe, deverá mudar para esse relacionamento funcionar (Edu, Panda, Ico, Alessandra, opinem, por favor!!). Vejo aí um ponto chave a ser explorado pelo Felipe, visto que fatores "extra-campo" são essenciais para o sucesso na F1 (aliás, como em tudo na vida, talento só não basta).
- Concentração: Kimi tem um, digamos assim, fraco pelo álcool (convenhamos, não dá pra ser Iceman o tempo todo, o cara é humano, pô! - hehe). Esse ponto é uma incógnita, mas que pode falar contra o finlandês (de qualquer forma, falavam o mesmo do Hakkinen e o cara é um Bicampeão, mesmo com aquela cara de abestalhado!)
- Felipe vem de temporada melhor, em franca ascensão. Kimi não.
- Sorte/azar (ou estrela como preferirem) - este pode ser puramente um chute, mas quem não acredita fique à vontade. Pra citar exemplos, fico "apenas" com dois: Prost e Schumacher. Kimi Raikkonen parece ter "ZICA" tatuado no couro, simplesmente não entendo como alguém pode ser assim
Enfim, vejo a balança tendendo ao equilíbrio, mas ainda acho Kimi mais preparado, mais calejado, no final das contas. Torcerei e muito para o Massa reverter o jogo.
Ficam sugestões para a equipe do Gepeto: 1) discorrer sobre Kimi e a Ferrari - pilotos de índole parecida com sucesso na escuderia e 2) discorrer sobre sorte (essa maldita!) e F1
Abraços a todos. Continuem o fantástico trabalho.
Carlos, Recife
Comentários básicos (além de dizer que foi maravilhosa) sobre a corrida no Brasil, e possíveis prognósticos para 2007:
Felipe Massa: vitória com autoridade, sem ser incomodado em momento algum pelos adversários. Mais importante ainda do que a performance do piloto em si, foi o fato de ter vencido em casa, diante de seu público, e relembrando aquele que foi o maior ídolo do local. É forte candidato ao título de 2007, mas não sei se já está pronto. Qualidade ele tem. Carro ele tem (mesmo). Apoio ele tem. Mas vimos ele correndo livre no Brasil. Durante a temporada, foi apenas escudeiro. Como será ele com o Raikkonen? Não o vejo como primeiro piloto, ao mesmo tempo em que não considero a Ferrari despreparada qual a Williams de 86, que deixou Piquet e Mansell se matarem e darem de bandeja o título a Prost. Enfim, acho que o Massa vai correr bem, mas não será campeão.
Fernando Alonso: segunda colocação na prova, sem brilhar, mas sem cometer nenhum erro, mostrando que a regularidade é fator fundamental na conquista de um título. Por isso, como disse o leitor Eduardo Benvenuti, é "o novo Prost", sem dúvidas. E, para mim, isso é um baita elogio. Como disse sobre a corrida passada, ele está na mesma situação de Schumacher em 96. Único campeão em atividade, e trocando o "certo pelo duvidoso", como diz a propaganda Lulista. Se conseguir algo além de 3 vitórias e a terceira posição no campeonato, loas eternas à ele. É a chance que ele tem de se tornar lenda de verdade, embora já disse que pretende ter carreira curta na F1, o que o impossibilita de alcançar Schumacher, nem mesmo Senna ou Prost... Mas já está entre os 20 melhores da história, com certeza.
Jenson Button: o piloto que foi o único fora Renault/Ferrari a vencer nesse ano, chega no final demonstrando muita maturidade, e que, de fato, é um piloto de ponta. Esmagou Barrichello ao longo da temporada, e não podia achar lugar melhor do que a casa do companheiro para mostrar que é realmente superior. Fez uma corrida genial, na minha opinião, o melhor da prova ao lado de Massa e Schumy. Largou em 14° e terminou em 3°. Vai incomodar muito ano que vem e, se a Honda lhe der carro realmente bom, pode brigar pela ponta.
Kimi Raikkonen: Para mim, digam o que disserem, o favorito ao título. Esse ano não venceu, mas vamos convir que estava de cadeira elétrica. Foi como o Schumacher ano passado, e nem por isso achamos que ele estava morto. Raikkonen terá nas suas mãos o melhor carro do mundo. É um piloto mais rápido que Massa, em termos de velocidade pura. Já fez várias poles, ganhou várias corridas e foi duas vezes vice. Como disse nosso amigo Lucas, "de 2007 o título dele não passa". Aliás, quero ver o video que ele nos enviou, aprece que foi excluído. Por quê??? Onde posso ver de novo??? Eu lembro daquele treino, e gostaria de rever, pois foi coisa fina mesmo. Coisa de... campeão.
Fisichella e Barrichello: repararam que os nomes rimam? Levaram fumo, mais uma vez, e não apenas dos companheiros de equipe mas, com carros competitivos, ficaram muito aquém do esperado. Estão decadentes. Eles são da geração passada. A mesma de Hakkinen, Villeneuve e Schumacher. Todos já pararam. por que não aproveitam a carona? levem de brinde o Coulthard... Só vão fazer número ano que vem (como nesse).
Kovallainen e Hamilton: estreantes. Vão acatar ordens para garantir o banco. Hamilton principalmente. Kovallainen ainda terá chances de bater no Fisico. Mas não passarão de um ou outro pódio, uma ou outra primeira fila, e uma 5a, 6a, 7a posição no ano. Talvez nem isso.
Agora, a Aposentadoria de Michael Schumacher: chega ao fim a maior carreira de um piloto em toda a história do automobilismo. Terminou bem, disputando até o fim, e tendo chances reais de ser campeão. Fez uma corrida muito boa de recuperação, ainda com duas ultrapassagens ótimas, lindas.
No entanto, fico até assustado ao ver comentários de fãs e da imprensa sobre a corrida do alemão. Fala-se como se ele tivesse vencido, largando com uma volta de desvantagem, ultrapassando um a um. Estão falando como se o que ele fez foi algo de inigualável na história da Fórmula 1, sendo que esta não foi nem a sua melhor corrida (prefiro Bélgica 95, Espanha 96 ou Áustria 2003). Falam como se fosse...
E não foi nada disso. Para não ir longe, basta lembrar a corrida do primeiro título de Ayrton Senna, no Japão, em 1988, quando veio mais ou menos da mesma posição (16o) de Schumacher (após largar em primeiro e ter estragado o câmbio), e fez seguidas ultrapassagens - apenas dois pilotos não foram ultrapassados -, e passou seu companheiro de equipe, Alain Prost, que liderava tranqüilo.
E, para não dizer que há sempre essa excessiva comparação Senna X Schumacher (embora, nesse caso, ela seja mais do que útil e válida), vamos lembrar de dois pilotos medianos que fizeram três provas memoráveis em condições muito mais difíceis do que as de Michael, e que obtiveram resultados melhores: Rubens Barrichello (Alemanha 2000 e Inglaterra 2002), e Damon Hill (Hungria 1997).
No caso de Rubens, na Alemanha em 2000 obteve sua primeira vitória. Largou de 18° oitavo e ultrapassou quem surgia na sua frente. Na Inglaterra em 2002, tirou em segundo, tendo largado dos boxes. O caso de Hill é mais notável, não tanto pelas inúmeras ultrapassagens e voltas rápidas, mas porque foi 2o quando estava de ARROWS. Sim, Arrows. um dos piores carros da história da F1.
Minha pergunta: por que ninguém lembrou disso ao dizer que a corrida de Michael foi "histórica", "única", que ele "deu um show", etc? O destaque ali, na minha opinião, vai mesmo para as ultrapassagens, notadamente a sobre Raikkonen, que demonstrou frieza mesmo. Mas, volto a cutucar vocês. E a de Montoya em 2001, no mesmo lugar, em cima de... Schumy??
Outra coisa: por que Schumacher deu aquelas "paradas" repentinas após ultrapassar Kubica (e, conseqüentemente, ser re-ultrapassado) e quando estava à cata de Fisichella? Isso é corrida perfeita? E, ademais, o carro dele era o melhor da pista, disparado, podia dar volta em todos. Não acho que uma 4a posição com aquele bólido, mesmo tendo voltado de 17o, seja algo para se louvar tanto assim.
Não estou dizendo que foi comum, ou mesmo fraca a corrida dele. Não, foi muito boa. Mas vamos ser calmos. Acho que porque o cara está indo embora há essa tendência de supervalorização... compreensível. Acho que foi uma maneira de ele sair da F-1 pela porta da frente. Não seria o vice-campeonato que o relegaria à porta dos fundos, mas ele ainda estava com saldo negativo por causa dos treinos de Mônaco... Agora, dívida paga.
Em todo caso, no alto de seus 7 títulos e 91 vitórias, Schumacher ficou devendo isso: uma Nurburgring 57, uma Monza 67, uma... Donninngton 93.
Aliás, amigos, vejam esse link:
Da volta final+pódio do GP da Europa de 93. Tudo o que Galvão diz aí sobre o Senna, não é exatamente o mesmo que ele disse sobre o Michael (hepta-campeão e recordista de vitórias)? Uma vitória "simples" X um sétimo título... Não é interessante isso?
Abraços a todos.
Marcel Pilatti, Curitiba / Paraná
1) Massa demonstrou ter amadurecido bastante: liderou a corrida toda e não cometeu erros, lidando muito bem com a pressão psicológica.
2) Schumacher provou de uma vez por todas que sabe ultrapassar na pista, e teve uma atuação de gala na sua, teoricamente, última corrida.
3) Toyota, que aparentemente iria ter um grande desempenho, decepcionou novamente.
4) Super Aguri surpreendente: o irregular Sakon Yamamoto fez a 7ª melhor volta da corrida e o endiabrado Takuma Sato chegou em 10º. A equipe está de parabéns!
5) Alonso é o novo Prost da categoria.
6) Button provou que é um piloto de ponta, enquanto o Barrichello demonstra decadência.
7) Raikkonen, apesar de ter feito o que podia para evitar a magnífica ultrapassagem do Schumacher, fez uma bela corrida.
8) Fisichella mostrou novamente que é extremamente irregular.
9) De la Rosa não fez nada de novo.
10) Williams: vexame!
11) Sauber evoluiu bastante no fim de ano e deve fazer uma bela temporada ano que vem.
12) Speed e Liuzzi são muito bons pilotos, mas ainda precisam de mais regularidade.
13) Spyker ainda é uma incógnita.
14) Red Bull é, sem dúvida nenhuma, a equipe mais simpática, mas não fez nada demais em 2006.
O GP do Brasil foi sem duvidas a melhor corrida desta temporada. É importante lembrar que não choveu no decorrer da prova e exatamente por isso ela acabou sendo melhor que o GP da Hungria, onde a chuva foi a maior responsável pelas emoções vividas nesta corrida.
O GP do Brasil começou a ganhar emoção nos treinos, quando o carro do Schumacher apresentou problemas. Largar em 10º lugar era a injeção que faltava para termos uma corrida emocionante. Se o Schumacher tivesse largado na 1ª fila, certamente a corrida seria sem graça pois tanto o Alemão quanto Massa dariam um passeio sobre os adversários, tal a superioridade que tinham.
Este passeio acabou sendo só do Massa, que venceu certamente a corrida mais fácil de sua vida, como ele mesmo disse. Mas o Alemão pode mostrar por que é o melhor, dando um show com diversas ultrapassagens, mesmo enfrentando tantos problemas como enfrentou na corrida. A corrida foi inteiramente dominada pelo Massa mas o show foi do Alemão. A TV Globo pouco mostrou a corrida de Massa e mesmo o do Alonso. O show era do Alemão e foi ele que monopolizou a atenção das cameras de tv da Globo.
Agora a grande questão é a seguinte. Será que teremos em Massa as esperanças de ver novamente um brasileiro campeão na F.1? Carro para ser campeão parece que ele vai ter e competência parece que ele tem. As expectativas para o ano que vem serão grandes.
Para finalizar, que ridículo foi a participação do Rubinho na corrida assim como o Galvão e sua trupe em querer mostrar ao contrário. A toda hora diziam, que Barrichello fazia volta rápida e o cara não chegava em ninguém, não passava ninguém.
Depois de tantos e tão bem descritos relatos sobre o GP Brasil, faço apenas três observações que ainda ninguém fez:
1. Não me empolgou tanto a vitória do Felipe Massa, pois desde a metade da temporada tenho escrito sobre a sua evolução (mais consistência - menos erros), e, ao decorrer da prova, a vitória do brasileiro se tornou clara, justa e merecida. Desde o início eu acreditava na vitória de Felipe, como, da mesma forma, nunca acreditei no Rubinho em todas as ocasiões que ele liderou o GP do Brasil; de forma que fui curtindo volta a volta aquele momento certo, garantido, da bandeirada para Felipe. Mas, vibrei como nunca, quando ele parou, pegou a bandeira do Brasil, e deu a volta da vitória com ela, saindo da telinha a musiquinha tan-tan-tan. Não lembrei apenas do Senna, mas da minha adolescência e da minha paixão pela F1. Aliás, nunca engoli a briga entre piquetistas e sennistas, porque eu torcia com o mesmo fanatismo pelos dois. A primeira corrida que vi na minha vida - e até hoje só vi pela TV, infelizmente - foi exatamente um Grande Prêmio do Brasil em que um piloto da minha cidade ganhava de todo mundo num lindo carro azul e branco. Era 1982, e eu tinha 5 anos de idade - e lógico, só fui saber que o Piquet não ganhou aquela corrida mais de 18 anos depois. Para mim, e até hoje, continua o meu herói, e continua vencedor daquele GP (os livros que vão para p.q.p!). Do Senna, assisti da primeira à sua última corrida na Fórmula 1. Ou seja, de sete anos, em 1984 - na Toleman, até os dezessete, naquele triste 1º de maio, que sentei sozinho no meu quarto e chorei como se tivesse perdido o meu irmão. Ontem, com a vitória de Felipe Massa, fiquei 13 anos mais novo e voltei a ser adolescente.
2. Sempre odiei Alain Prost, Lauda, Mansell e Schumacher. Odiei pelo simples fato de amar a Senna e a Piquet. Quanto mais mergulho no mundo da Fórmula 1, mais eu descubro a grandeza desses pilotos que eu odiava. Na minha opinião, Damon Hill, Jacques Villeneuve e Mika Hakkinen não mereceram os mundiais que ganharam. Era o carro, e não o piloto, quem fazia a maior diferença. A mesma coisa não se pode dizer de Schumacher e de Alonso: são grandes, como tantos grandes pilotos que a F1 já teve; e a corrida de ontem mostrou isso.
3. Se a Rede Globo não quer fazer direito, então não faça! Quantas vezes vimos VTs ou corridas cortadas por peladas. Sinceramente, penso que o GP Total, o Grande Prêmio e os jornalistas brasileiros que cobrem a Fórmula 1 poderiam abrir espaço para um movimento em que todos os fãs exigissem mudanças, tão óbvias que já foram discutidos à exaustão. Pelo amor de Deus, começa a transmissão meia-hora antes, com entrevistas, prognósticos e análises. Na hora da corrida, alguém que narre a corrida, e não os bastidores da Fórmula 1 e de como é íntimo do vigia noturno da garagem do condomínio do Max Mosley. Depois mais meia-hora, com a entrevista dos campeões, as análises e replays dos momentos mais importantes e alguém que entenda o mínimo de engenharia para falar dos carros.
Se a Globo não quer fazer assim, deixa outro fazer (porra)!
Foi uma bela corrida, o GP do Brasil de 2006, principalmente, é claro, pela vitória de Felipe Massa.
Mas depois de tantos comentários sobre a linda performance do Schumacher e do Button também, não preciso repetir o que já foi dito.
Mas fiquei com uma pulga atrás da orelha. O que a Ferrari vai fazer com o Felipe Massa? Vai usá-lo como fiel escudeiro, ou vai deixar brigar pelo campeonato?
Eu estava em Interlagos vendo aqueles loucos correndo. Ou será que somos nós os loucos que trabalhamos a vida inteira para ganhar o que um cara daqueles ganha em um mês de trabalho?
Foi a primeira vez que escutei o enlouquecedor som daqueles motores. Dois ou três quilômetros antes de chegar ao autódromo eu já escutava o som daqueles motores como se estivesse nas proximidades da pista. Pergunta: aquele ruído que vem dos carros são os motores mesmo?
Do lado de fora é possível sentir o cheiro daquela coisa que eles utilizam como combustível. Me recuso a acreditar que aqueles veículos de outro planeta sejam movidos a gasolina. Creio que seja algum tipo de perfume ou desodorante utilizado em alguma parte do carro de Fórmula 1 que as equipes não revelam.
No momento da largada pensei estar no aeroporto com meia dúzia de aviões levantando vôo ao mesmo tempo. Parecia que iriam consumir todo o ar do autódromo e nos deixar asfixiados. Aquele balet antes da largada é a coisa mais linda que já presenciei. Parece que o F1 vai se desintegrar em mil pedaços ou arrancar o asfalto do chão, sei lá!
Embora não goste daquela porcaria de controle de tração, que tenho certeza que foi desenvolvido por boiolas, confesso que o ruído produzido por este sistema é muito lindo. Do setor A era possível escutá-lo funcionando com muita clareza no Pinheirinho, no Bico de Pato e na Junção.
Concordo integralmente com o seu comentário a respeito dos motores, Edu. O motor Honda desprende uma espécie de sinfonia das bielas. Os Honda possuem o ronco mais lindo que já escutei. Parece que os V8 perderam um pouco para os V10 no quesito música segundo os que presenciaram os anos anteriores, mas nada ficam devendo.
Os Honda possuem o som alto, agudo, forte, marcante e assustador. Também fiquei com dor de cabeça sem nem precisar da cerveja.
Já saí de Brasília armado com os protetores de ouvido, mas, quando o primeiro F1 passou na frente da arquibancada eu já tinha feito a minha escolha. Ficaria com dor de cabeça pelo resto do dia.
Ferrari e Mercedes me deixaram decepcionados quanto ao som dos motores. O som do motor Parilla do meu Kart é muito mais bonito.
Quem nunca esteve em Interlagos para assistir esses loucos correndo não sabe o que está perdendo. É um espetáculo impossível de se descrever.