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| » » » 13.06.07 |
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| Barros, rumo ao 3o lugar em Mugello |
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Logo após a etapa de Mugello da MotoGP, na qual Alexandre Barros terminou em terceiro lugar, meu amigo Eduardo Correa mandou um e-mail preocupado. Na mensagem ele dizia que alguns leitores estavam me “zuando” por causa da crítica que fiz ao piloto brasileiro em minha coluna de 30/4/2007, e ao erro que cometi ao confundir as equipes Team Klaffi com Team Kate. Bom, respondi serenamente ao Edu “calma, no GP da Catalunya ele volta ao 8º lugar de sempre...”
Pois agora é minha vez: e então, leitores especialistas em MotoGP, cadê o excelente, sensacional, maravilhoso, genial Alexandre Barros???
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| Casey e Valentino em Barcelona |
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Primeiro, devo agradecer dois leitores. O Francisco Manuel Medeiros da Cunha, português, confirmou minha eterna teoria na qual a diferença de evolução entre países europeus e o Brasil está pura e simplesmente na qualidade da educação. Francisco deu uma aula de cordialidade, gentileza, bons modos e simpatia ao me corrigir quanto à equipe de Alexandre Barros na categoria Superbike. E eu respondi laconicamente “O leitor tem razão”. Ora, para quem não entende bem nossa língua pátria, vou traduzir. O-leitor-tem-razão significa o leitor está certo! TUDO que o Francisco escreveu estava certo.
Mesmo assim, outros leitores vieram me infernizar, me espezinhar. Caramba, eu já não tinha admitido que o Francisco estava certo? Logo admiti que EU estava errado.
Outro leitor que devo agradecer é Daniel (sem identificação de cidade) que corrigiu o conceito do uso da palavra jovialidade, quando me referi a Lewis Hamilton. Sim, na verdade quis dizer Juventude. Mas ele não deixa de ter um ar jovial, assim como o pai dele!
Agora os outros, bem, os outros vão ter de engolir o que escreveram. Alan, (de Cascavel), Caraguá (sem cidade) e Sérgio Laurentys: vocês precisam se despir desse sentimento de patriotismo tacanho e olhar o piloto como um profissional. Se vocês buscarem todas as colunas que escrevi verão que tem mais elogios ao Alexandre do que críticas. Mas o coração patriota é assim mesmo: tem memória seletiva!
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| Loris, Casey, Melandri e Pedrosa em Mugello |
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Especialmente ao Laurentys, cara você tem razão, o Alexandre não tomou 8 décimos do Valentino, mas UM SEGUNDO E OITO DÉCIMOS!!! Olhe o treino de classificação do GP da Catalunya para confirmar. Está lá: 1s882 de diferença do tempo do Valentino para o Alexandre. Quanto sua sugestão de assinar o MotoGP.com, é com imenso prazer que lhe informo que sou o ÚNICO veículo de comunicação no Brasil autorizado a usar integralmente (inclusive vídeos) o conteúdo do site MotoGP.com. Tenho um contrato assinado com Dorna para uso exclusivo desse material em meu site www.motonline.com.br. Pode passar por lá e você verá o banner do MotoGP.com em nossa home. Por isso, cara, não venha posar de esperto nem se fiar em UMA corrida para avaliar TODA carreira do Alexandre Barros.
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| Melandri no grid de Barcelona |
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Conheço o Alexandre desde que ele tinha 7 anos. Acompanhei a carreira dele de perto, tão de perto que até conheço a família toda. Por isso fiquei feliz em vê-lo em terceiro lugar – e ainda falando inglês melhor que seus companheiros de pódio -, mas também sei que a corrida de Mugello foi disputada nos pneus. Alexandre guardou pneu pro sprint final e se deu bem, roubando até o terceiro lugar do Stoner. Ele poderia ajudar a criar novos pilotos de motos. Pode até ser que ainda em 2007 ele consiga um ou outro pódio, se souber usar bem a escolha de pneus, aliada à sua imensa experiência, mas pódio não faz ninguém campeão. O Francisco resumiu bem a carreira do Alexandre: ele é bom, mas não é ótimo! E também acredito que Alexandre faria muito mais para o motociclismo brasileiro se ele se fixasse no Brasil e trouxesse a categoria Metrakit para cá.
Mais uma vez agradeço ao Francisco e Daniel pelas correções. Quanto aos outros, bom, como diria o grande poeta gaúcho Mário Quintana: “os outros passarão e eu, passarinho”
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| Eu estou na moto número 14 e o Panda é a figura de boné vermelho. Eu estava largando na ÚLTIMA posição e essa gente toda estava me zuando. Só que eu fiz a melhor largada da minha vida e na primeira curva estava em segundo!!! |
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Sobre as duas últimas etapas do MotoGP e da Fórmula 1, posso confirmar que em UMA volta da MotoGP pode-se ver mais ultrapassagens do que TODA a temporada de F1. E se ninguém ainda percebeu, os dois mais promissores pilotos das competições top têm 21 anos: o australiano Casey Stoner e o inglês Lewis Hamilton. Não vejo isso como coincidência, mas é o reflexo da eletrônica. Tanto nas motos quanto nos carros de F1 a quantidade de comandos eletrônicos transformou a pilotagem quase num videogame de realidade virtualíssima. Quem tem filho, sobrinho ou neto sabe que a cabeça jovem tem capacidade de manipular esses joguinhos com uma rapidez impressionante.
Sem falar na capacidade e vigor desses pequenos – literalmente – gênios. Acredito que, a exemplo do tênis profissional, as modalidades motorizadas exigirão cada vez mais esse vigor juvenil para obter sucesso.
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| Já estamos no meio da corrida. O piloto 43 é o Doca, campeão de 1998. Eu estou em segundo e o Leandro Panadés é a mancha vermelha atrás de mim. |
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É até aceitável que Alexandre consiga um pódio aos 36 anos. Eu mesmo fiz a melhor corrida de moto da minha vida (assistida in loco pelo Panda) aos 39 anos. O Jorge Negretti venceu uma etapa do brasileiro de Motocross aos 39 anos e posso citar muitos outros exemplos. Só que existe uma diferença grande entre fazer UMA corrida boa e conquistar 6 pódios consecutivos.
Pode ser que nem Stoner nem Hamilton sejam campeões, mas esses dois pilotos já conseguiram subir no Olimpo dos deuses da velocidade, lugar reservado a poucos, muito poucos mesmo.
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| Aqui o Doca já tinha ficado pra trás e eu estava em primeiro com o Leandro colado no meu cangote. Bastava eu chegar em segundo pra ser campeão brasileiro de 1999, mas um cara chegou entre o Leandro e eu e terminei em terceiro. Fui vice-campeão apenas 2 pontos atrás do campeão. Detalhe: eu tinha 39 anos e o Leandro tinha 18!!! |
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Só pra encerrar: mais uma vez o Galvão Bueno deu uma demonstração de quão longe vai sua incompetência no assunto F1. Quando Rubinho estava em terceiro lugar no GP do Canadá, o cara teve um devaneio qualquer e começou a vislumbrar um pódio do piloto. Mas justo ele que adora explicar à exaustão aquele papo de friso branco nos pneus macios como forma de identificar o composto por todo mundo, se esqueceu que o piloto brasileiro ainda tinha mais uma parada nos boxes. Assim que o safety car entrou na pista pela última vez, o narrador começou a berrar “Isso vai ser bom pro Rubinho” e repetiu a frase como um papagaio!
Hehe, todo mundo viu como foi bom...
Tite
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