 |
 |
|
| Comente |
| 13.11.08 |
 |
|
 |
|
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
| 18.12.08 |
 |
|
 |
|
| Friends |
| 05.12.2008 |
 |
|
 |
|
| Pergunte ao GPTotal |
| Julho |
 |
|
 |
|
|
|
 |
|
15.12.08 - Luis Fernando Ramos |
 |
|
|
12.12.08 - Alessandra Alves |
 |
|
|
10.12.08 - Roberto Agresti |
 |
|
|
19.12.08 - Eduardo Correa |
 |
|
|
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
 |
|
|
|
|
|
 |
| » » » 09.03.05 |
 |
 |
Aumente o tamanho das letras:
12 |
16 |
20
|
| Corrida de jornalista, livros. MotoGP e histórias |
09.03.05 |
|
 |
|
Queridos leitores, desculpe a ausência, mas estou envolvido com muitos projetos. Não, não sou arquiteto, mas jornalista é assim mesmo, já que não somos Cavalcante e não podemos aumentar 100% nossos salários por decreto, temos de correr atrás de tutu.
Foi uma quinzena atribulada. Primeiro acompanhei (pela internet) os testes pré-temporada da MotoGP. Podem apostar que Valentino Rossi (Yamaha), Sete Gibernau (Honda), Max Biaggi (Honda) e Makoto Tamada (Honda) vão dominar o cenário. Este Tamada é louco de pedra, teve de colocar um raspador no macacão na ponta do cotovelo, porque o desmiolado já raspa o cotovelo no asfalto! Estes pilotos não são normais. Ah, sim, não esperem que eu fique gastando linhas e tempo com Alexandre Barros (Honda) só porque ele é brasileiro. Este é um site sobre velocidade e corridas e não sobre "pilotos brasileiros que continuam correndo". Alex melhorou em relação ao ano passado, mas continua tomando vareio daqueles quatro lá de cima e pode incluir na lista Carlos Checa (Ducati) e Loris Capirossi (Ducati). A Ducati não agüenta uma corrida no pau, mas já deu mostras que tem velocidade. Chega!
Também vi a primeira etapa do mundial de Superbike. Meninos, a Bandsport vai transmitir as provas ao vivo. Não percam porque foi de mandar cardíaco pra UTI. As Suzuki deram uma lavada daquelas estilo Ferrari, só que no motociclismo lavada quer dizer que chegaram 5 segundos na frente do resto da galera. As provas são realizadas em duas baterias, mas cada bateria conta como se fosse uma prova isolada, com dois pódios, pontuação separada, etc. Fiquem de olho!
O mais legal foi um certo domingo que passei no kartódromo da Granja Viana, SP. Meus aperrados colegas jornalistas inventaram um campeonato de kart indoor que já tem uns três anos. Chama-se FIAK - Federação Internacional dos Andadores de Kart. A primeira etapa de 2005 reuniu 19 jornalistas e foi uma pancadaria só. Os caras são loucos e batem que nem aqueles carrinhos de parque de diversões, só que a 100 km/h. Larguei em 7º e cheguei em 6º depois de passar na 1ª volta em 14º. Já foi o tempo em que eu nadava de braçada nestas corridas de jornalistas.
Logo que parei de correr de kart, em 1979, ingressei no jornalismo e todo ano o Mário de Carvalho (dono da Mini) convidava uns jornalistas para uma corrida de confraternização. Quando não me boicotavam eu ganhava fácil. Depois inventaram o kart indoor e as corridas pra divulgar as pistas. Nas primeiras eu ganhava tudo. As três mais importantes e que eu queria ganhar de qualquer jeito consegui vencer: uma organizada pelo Rubinho e que tinha como prêmio o capacete do próprio. Outra promovida pela Fiat, na qual o prêmio era um notebook e uma terceira, que merece detalhar: era uma pista ruim de dar dó, em um lugar mais feio ainda. A programação foi atrasando e boa parte dos jornalistas se mandou pê da vida. Mas eu tinha visto sem querer o prêmio para o vencedor: um troféu de cristal, coisa mais linda do mundo. Babei na hora e só sairia dali com aquela estatueta. A última bateria da noite seria a nossa, mas não tinha mais do que quatro pangarés escribas. Então enfiaram uns convidados no meio, inclusive alguns artistas globais e ex-pilotos, e eu já via meu troféu indo pra cucuia. Nas primeiras voltas do treino saquei que a pista tinha sido pulverizada com uma meleca grudenta, mas nas baterias anteriores os karts tinham retirado boa parte da geleca. Então, para fazer uma flying lap era preciso andar fora do traçado, coisa que ninguém se ligou. Larguei em primeiro, ganhei apertado, mas perdi o troféu!
Fizeram pódio, entregaram a bela estátua e eu já estava imaginando aquela peça magnífica no meio de um monte de troféu vagabundo de lata velha. Até que encostou um sujeito do meu lado e lascou:
- Você não é o Geraldo Simões?
- Depende, você é gerente de algum banco?
- Ah, você é o Tite, da Duas Rodas, da Motoshow...
Sim, não havia dúvidas que estava diante de um fã. E não é que o maluco olhou pro troféu e ficou excitado! Quis comprar a peça na hora.
- Nem a pau, acabei de ganhar, é o troféu mais bonito que já ganhei na vida!
O cara chamou a namorada, cunhada, mãe, todo mundo para fazer a foto ao meu lado e eu querendo sumir dali porque já passava das duas da madrugada e estava de moto! Fui saindo de fininho e o cara atrás:
- Pô, me vende o troféu, eu sou seu fã, li todas as matérias... E passou a recitar um monte de histórias da minha vida de cor e salteado. Era doido varrido e daqueles enormes.
De repente o sujeito enfiou a mão no bolso interno do casaco e eu tive uma crise de megalomania ao me imaginar fuzilado como John Lenon em frente ao edifício Dakota. Amarelei e fiquei de joelho mole. O doidão tirou um talão de cheque e mandou uma oferta que só mesmo banqueiro de bicho ou traficante faria algo parecido. Em valores de hoje seria algo como R$ 2.000!
- Caraca, é grana pra cacete! Não pensei duas vezes, joguei o troféu na mão do cara e fiz o desmiolado colocar telefone, CIC, RG, endereço atrás do cheque com ameaça de matá-lo caso não tivesse fundo. E não é que tinha fundo! Rapaz, até hoje nunca recebi tamanho prêmio em dinheiro por uma vitória tão ridícula!
Só que o tempo passou e os jornalistas aprenderam a pilotar kart. Hoje tem uns nanicos que chegam na pista de macacão importado, capacete de 5 paus, luva antichama, sapatilha, balaclava e eu de macacão vermelho de mecânico da Alfa Romeo. Fiquei sabendo que uns espertinhos treinam nas pistas antes da corrida e há suspeitas de favorecimento de equipamento em troca de uma cédula de 50 mangos ao fiscal de pista. Marmelada da pior espécie.
Prometo a vocês, leitores que vou participar de todas as etapas e denunciar os casos explícitos de safadeza.
Se você ainda não comprou o livro do Flávio Gomes vá se ferrar, não sabe o que está perdendo. O lançamento foi uma farra e pude constatar que alguns leitores existem de verdade. Eu pensava que o Edu ficava mandando cartas com nomes fictícios só pra dizer que o site era bem visitado. Não se espante, porque já escrevi muita carta de leitor na minha vida!
O livro é um barato só. Recomendo levar em sua próxima viagem de avião. Dê muitas risadas e não esqueça de anunciar aos berros que está a venda no Gepeto. Parabéns Lelê, Flavitcho, Panda e Edu. Mas podem preparar o estômago porque isso me animou a tirar algumas folhas amareladas de meu arquivo palenteológico e redigitar textos pré-jurássicos. Alguns vocês poderão ler aqui mesmo no Gepeto, outros no www.motonline.com.br e não estranhe se um dia reunirmos todo mundo de novo naquela pizzaria para outra noite de autógrafos.
Entenderam o recado?
|
|
 |
| | |
|
|
 |