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Home » Convidados » Ernesto Rodrigues » 22.04.09
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Bateu uma dúvida, Rubinho 22.04.09


Rubinho seguido por Button no GP da China
Muitos já estão tratando do assunto, mas, por tudo que já escrevi aqui sobre Rubens Barrichello, não gostaria de ficar fora dessa conversa.

Esse momento de glória da Brawn GP e de seus dois pilotos só confirma o papel extraordinário – e vertiginosamente crescente – do carro na equação quase intransponível que é avaliar o desempenho dos pilotos atuais da Fórmula 1. Um imenso detalhe que, aliás, escapa não apenas de torcedores mas também – o que é grave – a muitos jornalistas que teimam em tratar pilotos de Fórmula 1 como jogadores de futebol, tenistas ou nadadores. Rubens Barrichello e Jenson Button, quaisquer que sejam a taxa ou nota que dermos ao talento e à competência deles, estavam esquecidos e imperceptíveis em meio ao fiasco espetacular da equipe Honda. Como estão, agora, ainda que momentaneamente, o talento e a competência de Fernando Alonso, Felipe Massa, Kimi Raikkonen e – para citar apenas a mais recente promessa fulminante de genialidade da Fórmula 1 – Robert Kubica.

Resta, aos que tentam avaliar os pilotos independentemente de sua posição no grid atual, a velha, boa e reveladora comparação entre os companheiros (?) de equipe. E é nesse aspecto que as primeiras corridas da temporada de 2009 nos colocam diante de uma perspectiva única e definitiva em relação a Rubens Barrichello.

A cortina de imprecisão dos tempos da Ferrari, que somou à genialidade de Michael Schumacher uma política interna de escandalosos privilégios contratuais, técnicos e táticos, não existe mais. Também já pertencem ao passado a inexperiência dos tempos da Jordan, as molecagens irlandesas de Eddie Irvine, a instabilidade estrutural e política da equipe Stewart e, convenhamos, as cobranças que se seguiram à morte de Senna. Por outro lado, Rubens se tornou o mais experiente entre todos os pilotos do grid atual. E tem na mão, ainda que momentaneamente, o melhor equipamento do paddock.

A loteria da chuva no GP da China adiou para o próximo final de semana a pergunta que todos sabemos qual é e que não pode mais calar. Por isso, qualquer que venha a ser o resultado da prova, será um dos finais de semana mais decisivos e importantes de toda a carreira de Rubens Barrichello.

Para o bem ou para o mal do currículo dele.

Mais do que nunca, desta vez, tudo depende apenas dele.

Ernesto Rodrigues

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