 |
 |
|
| Comente |
| 13.11.08 |
 |
|
 |
|
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
| 18.12.08 |
 |
|
 |
|
| Friends |
| 05.12.2008 |
 |
|
 |
|
| Pergunte ao GPTotal |
| Julho |
 |
|
 |
|
|
|
 |
|
15.12.08 - Luis Fernando Ramos |
 |
|
|
12.12.08 - Alessandra Alves |
 |
|
|
10.12.08 - Roberto Agresti |
 |
|
|
19.12.08 - Eduardo Correa |
 |
|
|
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
 |
|
|
|
|
|
 |
| » » » 04.09.07 |
 |
 |
Aumente o tamanho das letras:
12 |
16 |
20
|
| Bernie bota pilha na F1 |
04.09.07 |
|
 |
|
A revista F1, em sua edição de julho passado, alerta para o risco de os próximos pilotos estreantes da Fórmula 1 chegarem à condição de piloto oficial sem a devida e adequada quilometragem de pista, por causa do sistema que atualmente limita os testes ao 30 mil quilômetros anuais por equipe, usando, cada uma, no máximo, 300 sets de pneus. Junte-se a essa restrição da FIA o fato de que as equipes menores gastam boa parte dessa cota de treinos vendendo – isso mesmo, vendendo - dias de teste para pilotos aspirantes bem-patrocinados, sem compromisso de continuidade de trabalho, e poderemos ter um aumento considerável de risco e de grossas barbeiragens na pista nas próximas temporadas.
 |
| James Rossiter, piloto de testes da Super Aguri |
|
 |
 |
 |
Com as restrições atuais está difícil até conseguir a distância mínima de 300 quilômetros de “lenha” em dois dias de teste, exigida pela FIA para concessão da superlicença aos estreantes. E mesmo pilotos de teste “veteranos” como Christian Klien, ex-titular da Jaguar e atual testador da equipe Honda, vão andar muito menos este ano. Christian, que rodou 20 mil quilômetros em 2006, acha que não terá passado dos 6 mil no final desta temporada.
Uma das idéias para resolver essa questão é a realização de uma sessão de uma hora de treino apenas para pilotos de teste toda sexta-feira de Grande Prêmio, ao final do primeiro treino dos titulares. Não deixa de ser excitante imaginar a rapaziada com a faca no dente e querendo mostrar serviço.
Mas um dos efeitos colaterais mais indesejados do regulamento atual da Fórmula 1 acaba de ganhar destaque na voz poderosíssima de Bernie Ecclestone. Ele agora é contra o sistema de pontuação da categoria e quer mudanças já para 2008. Para Ecclestone, mais preocupante do que a pequena diferença entre os 10 pontos do primeiro colocado e os 8 pontos do segundo é o incentivo do atual sistema à acomodação dos pilotos na pista, principalmente a partir do início do terço final das provas.
Curiosamente, foi Ecclestone quem, em 2003, patrocinou a mudança do antigo sistema 10-6-4-3-2-1 para o atual 10-8-6-5-4-3-2-1, após o campeão Michael Schumacher abrir devastadores 67 pontos de vantagem sobre o vice Rubens Barrichello (em 2002). A nova pontuação tem até funcionado para incrementar a disputa entre as equipes intermediárias, mas, na briga pela ponta, Ecclestone acha que a competitividade e as emoções na pista poderiam ser muito maiores.
 |
| Alonso durante os testes em Monza, semana passada |
|
 |
 |
 |
A transposição do antigo sistema de pontuação para as últimas temporadas mostra que não é bem assim: tanto pelo velho quanto pelo novo, os campeonatos de 2003 e 2006 seriam decididos na última corrida. Alonso também só garantiria o título na penúltima prova de 2005, qualquer que fosse o sistema. No entanto, combinando a pontuação com a atual “cultura” da durabilidade dos motores - para agüentar duas corridas – podemos concluir que os pilotos estão tirando o pé com muito mais facilidade. Principalmente quando encontram pela frente um adversário duro na hora do “vamos ver”.
Para completar o trio de fatores que desencorajam a disputa de posições durante as corridas, temos o atual sistema de classificação no treino de sábado. Com suas três etapas e a inevitável exposição das estratégias de combustível, as equipes praticamente não têm como evitar que a concorrência saiba, com muita precisão, a volta exata em que cada carro vai fazer o pit. Resultado: os pilotos, sabendo muito mais sobre os planos dos adversários, preferem uma ultrapassagem de boxe a ter que arriscar uma disputa de freada.
Por tudo isso, Bernie Ecclestone, como sempre longe de ser bobo, começa a falar em mudanças no sistema de pontuação. E não será surpresa se ele apoiar, também, uma modificação que permita às equipes disputarem a pole apenas com o combustível necessário para voltas voadoras. Até motivos ecológicos existem para pôr fim àquela queimação inútil de combustível dos top ten, antes de voar nos 5 minutos finais.
Tudo para que, como diz a revista F1, pilotos, engenheiros, chefes de equipe e milhões de espectadores não se esqueçam de que o fundamental, nesse esporte, como em todo esporte, é vencer.
Frase do mês
De David Coulthard, quando um repórter perguntou o que ele nunca deixa de levar, quando sai de casa:
- Carteira, relógio, óculos escuros e testículos.
Um abraço
Ernesto Rodrigues
|
|
 |
| | |
|
|
 |