Sessão Convidados
Escreva pra gente
Comente
13.11.08
Nossos leitores comentam o GP do Brasil
Nossos leitores comentam o GP da China
Opiniões e Dúvidas dos Leitores
18.12.08
Cartas - Segunda quinzena de Dezembro
Cartas - Primeira quinzena de Dezembro
Friends
05.12.2008
Ouro, prata, bronze
Biografia de uma ultrapassagem
Pergunte ao GPTotal
Julho
Um maluco, dois tristes
Sobre tamanhos e ultrapassagens
mais
15.12.08 - Luis Fernando Ramos
Viva a crise
12.12.08 - Alessandra Alves
Carta ao editor
10.12.08 - Roberto Agresti
Soichiro triste
19.12.08 - Eduardo Correa
O site é de vocês, leitores!
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini
Micos brasileiros III
mais
 
12.03.06
Confira a classificação
12.03.06
Pilotos e Equipes
mais
Home » Convidados » Ernesto Rodrigues » 08.08.07
Aumente o tamanho das letras:
12 | 16 | 20
Deus Kimi livre 08.08.07


Kimi, 2o colocado no GP da Hungria
Antes do que vou escrever a partir do segundo parágrafo deste artigo, quero deixar claro que considero Kimi Raikkonen um piloto tão veloz quanto Alonso ou Massa, altamente técnico e muito próximo do estilo silenciosamente perfeito de Alain Prost, que, para mim, foi o Fangio da Fórmula 1 dos anos 80/90. E mais: acho que Felipe Massa, com seus brilhantes altos e seus indisfarçáveis baixos, vai ter que cortar um dobrado para não ser engolido, também silenciosamente, por Kimi, na disputa interna da Ferrari. Qualquer que seja o desfecho da luta pelo título de 2007.

Isto posto, pedindo perdão pelo trocadiho do título, agradeço, embora ateu, aos chamados deuses do esporte o surgimento do cometa Lewis Hamilton. Ele é garantia de que as platéias da Fórmula 1, começando pelos jornalistas que a cobrem, não vão morrer de tédio. Afinal, se Kimi começa a ganhar corridas e títulos, os repórteres não terão o que perguntar. E a imprensa, conseqüentemente, não terá o que contar sobre ele. Simplesmente porque ele não tem o que dizer. E não dá sinais de perceber ou sentir absolutamente nada que acontece além do monitor de tempos que colocam à sua frente, acima do cockpit, entre uma e outra saída para a pista.

Por tudo – ou pelo pouco - que eu consegui ler sobre Raikkonen até hoje, trata-se, de longe, do piloto mais avassaladoramente chato e desinteressante da história da Fórmula 1, em todos os tempos. Chamá-lo de “Homem de Gelo” é exagero de generosidade. Arrisco dizer que o que interpretam como sua estupenda capacidade de concentração – em contraposição à constante ebulição do nosso Massa – é, na verdade, falta total de imaginação, acrescida de uma considerável insuficiência de conteúdo cerebral e emocional. É como se funcionassem, nele, apenas os neurônios necessários para fazê-lo um piloto muito, muito veloz. O resto parece ser o nada, a escuridão e, talvez, como apostam os fofoqueiros, uma vontade meio difusa, lá no fundo, de entornar umas biritas, logo depois da corrida ou do treino.

Eu sei. Alguém já disse que, para ser um bom piloto, é mesmo necessária uma certa ausência de imaginação, principalmente no que se refere aos cenários de tragédia e morte que podem ser facilmente desenhados na mente quando se entra num cockpit. A maioria dos pilotos tem essa, digamos, com todo o respeito, debilidade mental. E é por isso que eles se tornam seres especiais que admiramos, sem compreender muito o que vai por sua mente e seu coração.

No caso de Raikkonen, porém, a coisa é grave.

Confiram, nos trechos que selecionei da seleção de respostas dele, publicada na revista F1 Racing de julho. Raikkonen às vezes beira a estupidez. Em alguns momentos, não fica claro se ele está querendo zombar do entrevistador ou se é estúpido mesmo. Vamos lá:

“Eu realmente nunca penso sobre o que estou fazendo. Eu apenas faço. É automático”

“Não sei de onde vem meu talento. Difícil de dizer. Vem de algum lugar”.

“Schumacher tem um grande pacote. Não é tão especial a ponto de não ser vencido. Não tenho medo dele. Bom piloto, sim, mas se você tem o pacote certo você vence ele, fácil”.

“Eu não fico anotando as coisas tenebrosas que faço na pista. Eu não corro riscos perigosos”.

“Morar na Suíça é como morar na Finlândia. Tem muita neve. E não tem imposto”.

“Eu amo, claro. A gente precisa de amor, não? Não sei mais o que dizer sobre isso”.

“Não tenho ídolos. E nunca tive quando eu era mais jovem”

“Bati forte num teste em Mugello. Curva veloz. Perdi o controle. Bati no muro. Senti um pouco mal. Me levaram para o hospital e estava tudo OK”

“Eu não me importo com o que pensam sobre mim como pessoa. Não acho que seja um cara mau. Sou apenas um piloto tentando fazer o melhor”

“Para mim não tem adrenalina nem nada. Só quero estar pronto e ter uma boa reação quando as luzes vermelhas se apagam”.

Alguém ainda acordado?

Alô, leitores!

Pessoal!

Seguinte: apenas para lembrar que o que vocês leram acima foi uma seleção, feita por mim, de uma seleção, feita pela revista F1, a partir do conteúdo de cinco anos de entrevistas de Kimi Raikkonen.. Cinco longos anos. Deixei para o final uma frase que, pelo humor, duvido que tenha sido criada por Kimi:

“No verão, na Finlândia, a gente pesca e trepa. No inverno, pescar não é legal”.





Dicas do You Tube

Para quem quiser testemunhar uma típica conversa preliminar de Ron Dennis com Michael Schumacher, no início da temporada de 1994. As imagens são de um vídeo do patrocinador Hugo Boss. Nela, o chefe da McLaren dá, ao então rookie alemão, um conselho que não teve condições de dar a Ayrton Senna, seu ex-contratado que morreria semanas depois: “Michael, você é terrivelmente impressionante. Tenha mais cuidado. Existe algo que você não pode substituir...”



Para quem quiser ouvir o que já sabia sobre Elio De Angelis. Ele dá uma canja num piano branco durante uma festa da F1. Vale mais pela saudade do piloto italiano do que pelo seu virtuosismo no teclado.



Para quem quiser ver como seria passear de Fórmula 1 no centro de São Paulo...



Um abraço

Ernesto Rodrigues
 Leia mais colunas de Ernesto | Envie a coluna para um amigo | Voltar
anuncie | quem somos Apoio: Interactive Fan  |  Red Cube Tecnologia e Comunicação