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| » » » 15.02.08 |
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Lendo a respeito do orçamento Ferrari este ano – coisa próxima dos US$ 500 milhões - e vendo esta foto tirada no paddock de Watkins Glen em 1977, fiquei pensando que no último Grande Premio do ano, aí no Brasil, a McLaren poderia promover uma liquidação dos seus saldos de campeonato para arredondar seu caixa, já que a equipe começa com um déficit de US$ 100 milhões, resultado da multa pela espionagem no ano passado.
Não se assustem, tampouco duvidem, dos termos do cartaz.
Era uma tradição os mecânicos das equipes venderem todo material usado ao final da corrida pois eles seriam, em sua maioria, jogados fora, principalmente pastilhas de freio, discos, velas, bicos, asas e material batido de carroceria para aliviar os containeres, e mais importante, deixar espaço para as coisas compradas nos Estados Unidos, sempre mais baratas do que na Inglaterra... Mecânicos mais espertinhos inclusive “importavam” na bagagem sucata direto da fábrica, enriquecendo a oferta de produto aos locais, fossem eles pilotos ou aficionados ávidos por alguma lembrança exclusiva.
O resultado das vendas costumava dar, no mínimo, para uma ótima noitada em New York antes da volta, além de financiar compras na 42nd Street...
Isso tudo terminou quando um certo sr Bernie Ecclestone se ocupou dos transportes, fretando os aviões que levavam o material da Foca. Uma das razões que o levaram a acabar com a farra era exatamente o problema de desembarcar o material na volta para a Inglaterra.
Como explicar para a normalmente zelosa alfândega inglesa uma churrasqueira completa levada na bagagem pela Tyrrell depois da corrida em Dallas? Ou então os 80 quilos de ladrilhos cerâmicos comprados por alguém da McLaren depois do Grande Prêmio da Austrália? Ou ainda a motocicleta Harley da Lotus, sem falar com o problema gerado por módicos 20 litros de pinga da boa levados pelos mecânicos da Copersucar em garrafas plásticas rotuladas "fluido de freio" depois do GP do Brasil?
Remexendo meus baús durante as férias de fim de ano, achei uma foto que pode interessar aos saudosistas da equipe Fittipaldi. Nela aparece uma maquete do FD10, que pretendíamos usar em 1983, preparada para o túnel de vento.
Outras duas fotos: a da esquerda é o modelo base do Fittipaldi F9, que usamos em 1982, de forma que pudéssemos fazer um comparativo com o novo modelo.
Na foto à direita, uma vista do modelo FD10. As mãos que aparecem são as minhas próprias e as do jovem Adrian Newey. Esse rapaz promete...
Também encontrei alguns desenhos. Mando aqui o do F9.
abraços
Ricardo Divila
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