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Oi Edu
Gostei das lembranças das lendas que são história e das história que viraram lendas. Por isso, aqui vão mais algumas, colhidas em livros, revistas ou ouvidas pelas pistas da vida.
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| Bruno Giacomelli com Alfa Romeo na França 79. |
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Ao chegar a Fórmula 2, o católico Bruno Giacomelli não falava inglês enquanto seu engenheiro de pista, Robin Herd, não falava italiano. E assim, talvez pela única vez na história do automobilismo, um piloto e seu engenheiro se comunicaram em latim!
Um estranho pit stop nos 1000 Km de Monza de 92: um Spice parou nos boxes com superaquecimento da sua caixa de câmbio. Isso não chega a ser estranho mas a solução encontrada pelos mecânicos certamente foi: eles despejaram várias latas de Coca-Cola sobre o câmbio do carro. Era a única coisa gelada que eles puderam encontrar.
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| Irvine e seu Ferrari na Austrália 99. |
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Mais estranho ainda foi o motivo que levou Eddie Irvine a um pit stop quando pilotava para a Ferrari: o cinto de segurança estava apertando além do suportável uma parte da anatomia subabdominal.
Os mecânicos da Ferrari hesitaram alguns momentos antes de decidir qual deles devia resolver o problema.
No GP da Bélgica de 1925, a superioridade da equipe Alfa era de tal forma pronunciada que seu engenheiro chefe, o lendário Vittorio Jano, determinou que uma mesa de refeições fosse instalada nos boxes da equipe, de forma que ele pudesse comer civilizadamente enquanto assistia aos seus carros dominarem a prova.
Diz a lenda que os seus pilotos Antonio Ascari, pai de Alberto, o futuro bicampeão de Fórmula 1 de 52 e 53, e Giuseppe Campari, ao fazerem os seus pit stops, desciam dos carros e sentavam-se à mesa para comer alguma coisa.
Ascari venceu a prova, intitulada GP da Europa, a uma velocidade média nada desprezível para a época de 120 km/h. Campari terminou em segundo.
Rob Walker, grande cavalheiro das pistas e famoso por ter sido o mais bem sucedido chefe de equipe particular da Fórmula 1, pela qual Stirling Moss ganhou vários GPs, lembra que, ao participar das 24 Horas de Le Mans de 1939, foi chamado aos boxes pelo simples motivo de que o estoque de champagne da equipe estava em sua última garrafa e eles queriam partilha-la com o piloto.
André Boillot venceu a Targa Florio de 1919, percorrendo 420 km pelo circuito Maldonie, em plena Sicília.
Aproximando-se da linha de chegada, o piloto encontrou-a totalmente tomada pelo público, o que o obrigou a frear violentamente o seu Peugeot, rodando e batendo de leve apenas alguns metros antes de cruzar a linha de chegada.
Boillot e seu mecânico (naquele tempo, o piloto sempre corria acompanhado de um) conseguiram empurrar o carro e faze-lo cruzar a linha de chegada, ainda que andando em marcha a ré. Mas, temerosos de que esta manobra pudesse desclassifica-los, eles puxaram o carro uns dez metros para trás da linha, o manobraram e, desta vez, o empurraram em direção à chegada no sentido certo.
Naquilo que foi descrito pela revista Autosport como uma “especialmente caótica” corrida que misturava carros de Fórmula 2 e 3, disputada em 1969 na Alemanha, a linha de chegada, por algum motivo, foi pintada dentro de uma zona de forte frenagem, em plena chicane.
Assim, logo se tornou claro que uma boa forma de ganhar posições no final da corrida era não frear na chicane, mesmo que isso significasse provocar um acidente logo depois da linha de chegada. Foi o que aconteceu a Peter Westbury, que venceu a prova ultrapassando vários correntes na reta final e batendo seu carro logo depois da bandeirada.
Dieter Quester, piloto bem conhecido na época, fez o mesmo mas... errou nas contas e bateu seu carro uma volta antes do final da prova.
Não é o caso de dizer que Quester fosse um piloto especialmente desastrado mas ocorre que, em uma corrida de DTM, em Avus, ele capotou seu BMW na reta final e cruzou a linha de chegada com as rodas para o ar.
Pelo sim ou pelo não, na corrida seguinte, os mecânico acharam melhor pregar um adesivo “Este lado para cima” no painel do carro.
Grande abraço
Ricardo Divila
>>Veja a matéria "Lenda" de Eduardo Correa
>>Veja a matéria "Lenda 3" de Eduardo Correa
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