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Parem o mundo, eu quero descer! II 09.06.05
Como era uma corrida de 500 km, não os 300 km usuais, teríamos que trabalhar com economia de pneu e tática de corrida, com duas paradas de box.

Troca de motor durante a classificação
Nos classificamos em terceiro com Krumm, os outros três 350Z distantes no grid, 5º, 9º e 11º para o Comas, depois de haver perdido a segunda sessão de classificação com um motor quebrado. 

Na corrida, após a primeira parada de box, estávamos em 2º,3º,4º e 5º, mas fomos alcançados pelo Toyota nº 35 na curva Dunlop e acabamos perdendo o 3º lugar, indo para 4º e 8º. O carro da equipe Hoshino com Ide/Treluyer só chegou em 15º lugar. Eles tiveram que dar duas paradas suplementares, pois na segunda parada a torre de reabastecimento deu um problema, não enchendo o tanque. Uma pena, pois era o carro mais acertado.

Entrada de Comas para a primeira parada
Com o Comas, partimos para a tática de trocar só os pneus externos na primeira parada de box, o que nos faria ganhar 10 segundos em comparação com a parada para 4 pneus. Só que não funcionou, a equipe perdeu muito tempo.

Segundos, outra vez, espero que vamos sair desta fase. Segundo lugar, nada mais que o primeiro dos perdedores.





Monte Fuji visto do hairpin do circuito
De Fuji fui diretamente para Sugo, para o treino e classificação da Fórmula Nippon. Estou ajudando a Equipe Impul, do Hoshino, que tem os nossos pilotos de Gt, Treluyer, Motoyama e Ide. Lá, finalmente uma vitoria, com o Motoyama, que nos deixa relativamente bem no campeonato. 

Estamos em primeiro, com Ide empatado com Lyons com 18 pontos, e em segundo, com Motoyama com 16 pontos. Acho que está pintando mais um campeonato para o CV.



Renault Megane
Depois disso, programei retorno para a Europa, para um teste com a picape da Dakar antes do Rally Raid do Marroco, e, em seguida, um teste em Magny Cours com o novo Renault Megane, um silhouette tubular que usa o nosso motor VQ35 do 350Z em posição central. 

Aproveitei a passagem em Magny Cours para um almoço com os meus velhos patrões Guy Ligier e Phillipe Alliot, agora donos de uma equipe que corre com um Viper no Campeonato FIA GT e no campeonato francês GT. Após o almoço, nova passada na LSR para refazer o assento para a tanto protelada sessão de treinos com o Benneton, Tyrrell e Prost F1. Está com cara de que dessa vez vai, logo após Le Mans. Faz um ano que estou esperando!

Um dia esticado no jardim, ao sol da primavera, trabalhando no laptop, e, na sexta de manhã, outra vez de saída para Tóquio. Dura, essa vida de suburbano, indo trabalhar a 12.000 quilômetros. 

Chegando em Tóquio, no sábado à tarde, passei na oficina e vi a programação dos testes em Sugo (domingo e segunda) com os carros da Nismo, e Motegi (terça e quarta) com os carros da Equipe Hoshino e Hasemi e o carro de teste da Nismo.

Testes satisfatórios, a despeito de mais uma quebra de motor em Motegi. Estamos com um carro razoável e, visto a perda de pontos em TI na primeira corrida (vide coluna anterior, jogamos fora 35 pontos no campeonato), temos uma boa base para Sepang, um dos circuitos onde andamos bem, e para Motegi também. 

Agora de volta à França, em casa, terminando esta coluna no jardim e me preparando para ir, semana que vem, até a Pescarolo para preparar o dia de qualificação em Le Mans, 5 de junho, e em seguida a corrida. 

Les Grands Champs

Outro programa semana que vem: passar no consulado brasileiro e renovar o passaporte. Acabaram-se as páginas, um passaporte meu dura em média um ano e meio, com todas as viagens.

Faz tempo que não comento a Fórmula 1, portanto, aí vai. Quem te viu e quem te vê.

A Ferrari, do bicho papão que foi todos esses anos, de repente não põe um pé ante o outro. Vamos ver se a estrutura consegue dar a volta por cima e recuperar a competitividade. Sobretudo, posso assegurar que o problema não é só de pneu, parece que teremos algumas mudanças na estrutura da equipe. Lembrem-se que este foi o primeiro carro da equipe pós-Byrne, que deve assegurar o futuro da Ferrari. Pois é, não parece tão bem como antes. Mesmo com performances em corridas respeitáveis, não consegue classificar bem. 

Outra coisa a notar é a subida de cotação do Coulthard, a quem nunca dei muita bola (me pareceu sempre um segundo piloto competente, nada mais). Fora ser o quarto piloto com pontos no mundial e o único, nos dez mais, a não ter ganhado o campeonato de F 1 – pudera, com o número de corridas que fez em equipes de ponta. Também desceu a cotação do Montoya. A imprensa européia caiu de pau sobre o colombiano. Acho que não é tão mal assim, embora a volubilidade da imprensa seja conhecida. 

A frase “hero to zero” em inglês me lembra muito isso. Quantos “novos” Sennas, Prosts ou Schumachers já vimos nestes últimos anos, tocados pela imprensa, perpetuamente à procura de heróis virtuais?

Vista do aeroporto
Abraços para todos, mais novidades após os treinos e a corrida de Le Mans. Provavelmente a próxima coluna vai ser terminada no saguão de espera de algum aeroporto.

Ricardo Divila
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