 |
 |
|
| Comente |
| 13.11.08 |
 |
|
 |
|
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
| 18.12.08 |
 |
|
 |
|
| Friends |
| 05.12.2008 |
 |
|
 |
|
| Pergunte ao GPTotal |
| Julho |
 |
|
 |
|
|
|
 |
|
15.12.08 - Luis Fernando Ramos |
 |
|
|
12.12.08 - Alessandra Alves |
 |
|
|
10.12.08 - Roberto Agresti |
 |
|
|
19.12.08 - Eduardo Correa |
 |
|
|
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
 |
|
|
|
|
|
 |
| » » » 25.04.07 |
 |
 |
Aumente o tamanho das letras:
12 |
16 |
20
|
|
|
 |
|
George Monkhouse conclui as peripécias do GP da Suíça.
Grande abraço
Carlos Chiesa
GRAND PRIX DA SUÍÇA – 22 de agosto de 1937
Assim que os carros de 1.500cc terminaram seu treino, a Corrida Nacional Suíça teve lugar, na qual uma estranha seleção de carros tomou parte, de um Alfa-Romeo 3.8 litros de Ruesch, que venceu, até um Cord de passeio com tração dianteira, assim como Fords V8 e Alfa-Romeos de diferentes safras. Uma salada mista, mas muito divertida para os espectadores.
A corrida dos grandes carros de GP no domingo foi precedida pela de 1 1/2 litros, e vencida por Arthur Dobson em um dos E.R.As. com turbo Zollen. Esta foi sua primeira corrida para a equipe oficial e ele certamente provou a si mesmo ser um verdadeiro piloto de primeira classe, obtendo uma bem merecida vitória.
Tinha chovido pesadamente até então, mas quando os grandes carros foram levados para a frente dos boxes o circuito estava secando rapidamente, embora algumas partes no meio do bosque tenham continuado molhadas durante toda a tarde. O ruído dos Mercedes sendo aquecidos pelos mecânicos era ensurdecedor, mas ao mesmo tempo terrivelmente impressionante, como uma bateria de metralhadoras. Os gases de escapamento tinham um aroma único, que provocavam coceira no nariz e faziam os olhos se encherem de água! Depois que os pilotos receberam as instruções de Huber, entraram em seus carros, que estavam alinhados da seguinte forma:
Stuck
Auto-Union
Rosemeyer
Auto-Union
Caracciola
Mercedes
Lang
Mercedes
Brauchitsch
Mercedes
Fagioli
Auto-Union
Nuvolari
Auto-Union
Farina
Alfa-Romeo
Sommer
Alfa-Romeo
Kautz
Mercedes
Hartmann
Maserati
Pietsch
Maserati
Ruesch
Alfa-Romeo
Christien
Maserati
Minozzi
Alfa-Romeo
Teagno
Maserati
Simonot
Alfa-Romeo
Assim que Huber baixou a bandeira Stuck pulou na frente e seu Auto-Union derrapou selvagemente cruzando a frente de todo o pelotão, os pneus fumaçando e deixando marcas negras na pista.
 |
| Caracciola, o vencedor na Suíça 37 |
|
 |
 |
 |
Ao cabo da primeira volta a ordem era Stuck, Caracciola, Rosemeyer, Lang, Brauchitsch, os demais seguindo bem de perto, com a exceção da Maserati de Hartmann e de uma Alfa Monza bem antiga. Na curta reta atrás dos boxes, Rosemeyer recebeu bandeira azul de um dos comissários para ir para o lado direito da pista e olhando no espelho retrovisor encontrou a Mercedes de Lang grudada na sua traseira, o que ele não deve ter gostado nem um pouco, porque pôs a “pata” embaixo abrindo considerável distância. No entanto, chegando na parte sinuosa, rápida, ele freou forte demais para a última curva fechada para a direita, um de seus freios dianteiros bloqueou e ele disparou reto para um campo, evitando um poste de telégrafo por um triz.
Esse incidente não o deteve de modo algum, porque continuou correndo ao longo da cerca, procurando uma brecha para voltar para pista. Infelizmente o terreno era fofo demais e o carro acabou atolando, o que significava que Rosemeyer não poderia continuar por diversas voltas, até que alguns espectadores o ajudassem.
Enquanto isso, Stuck e Caracciola estavam brigando pela liderança até que Rudi conseguiu passar e simplesmente disparou na frente. Ao cabo de cinco voltas, Lang estava apenas dois segundos atrás de Stuck, com Brauchitsch vinte segundos atrás.
Houve uma grande excitação quando Sommer chegou aos boxes brandindo a alavanca de câmbio, a qual ele balançou divertidamente na cara de Marinoni. Um conserto temporário foi feito e com algum atraso ele voltou para a pista.
Rosemeyer tinha, a esta altura, retornado aos boxes com um Auto-Union ligeiramente danificado, mas coberto de grama! Era tarde demais para continuar com essa máquina. Assim, na oitava volta Nuvolari recebeu sinal para entrar nos boxes e ceder o lugar a Rosemeyer. Deve ter sido uma experiência única para Nuvolari, mas ele pareceu levar isso com o melhor dos espíritos e deu um amigável tapinha nas costas de Rosemeyer antes deste sair voando.
Rudi estava realmente se mandando na frente e no final da décima volta estava 24 segundos à frente de Lang, que tinha passado Stuck na luta pelo segundo posto. Brauchitsch era o quarto, apenas 3 segundos atrás de Stuck, dando a impressão de que a Mercedes faria 1o, 2o e 3o lugares. Isto aconteceu logo, porque na décima quinta volta Stuck já tinha caído para 4o, 11 segundos atrás de Brauchitsch. As velocidades eram surpreendentemente altas, considerando as condições do circuito, e na décima sexta volta Caracciola cravou 2m40, apenas para ver Rosemeyer baixar mais um segundo desse tempo duas voltas depois.
Após vinte voltas, a ordem dos quatro primeiros carros não tinha mudado, com Fagioli em 5o, Rosemeyer 6o, Kautz 7o, Farina 8o e Sommer 9o. A Maserati de Pietsch estava espalhando óleo por toda a pista e no piloto, resultando que o volante ficou escorregadio e assim ele deu uma volta completa, indo de marcha-a-ré contra a guia (guia sim, pois na época não existiam zebras) na curva Forsthaus. Fagioli não parecia estar se sentindo bem e teve que ser retirado do carro, dando lugar a Nuvolari. A esta altura a pista estava mais seca e Tazio pareceu estar muito mais à vontade.
Na metade da corrida, os carros começaram a vir para os boxes para abastecer e trocar pneus. Lang entrou primeiro, e os mecânicos da Mercedes trocaram ambas rodas traseiras e encheram o tanque em 35 segundos, a parada de Brauchitsch durando exatamente o mesmo tempo. Caracciola disse a eles para não trocarem os pneus; apenas encher o tanque, o que foi feito em 30 segundos. Rudi sempre pareceu usar muito menos pneus que qualquer outro, o que, considerando sua velocidade é um maravilhoso tributo ao seu modo suave de conduzir o carro.
Os tempos para os pitstops da Mercedes foram rápidos considerando que em Berna apenas três mecânicos estavam liberados para trabalhar ao mesmo tempo no carro e largadas empurradas não eram permitidas. O procedimento era o seguinte:
os mecânicos ficavam prontos com as rodas e marretas (N.A.: as rodas eram de cubo rápido, na época) em posição no chão em frente aos boxes, e Neubauer ficava com suas bandeiras vermelha e preta na exata posição onde a frente do carro deveria parar. Isso mal tinha acontecido e Zimmer já tinha enfiado o macaco embaixo da traseira do carro, levantando-o do solo, voado para a roda mais próxima para trocá-la. Assim que tinha completado a troca, corria para frente do carro e colocava o aparelho elétrico de partida em posição, enquanto Lindenmaier ia trocando a outra roda traseira e removendo o macaco e o terceiro mecânico já tinha completado o tanque. Isto feito, Zimmer apertava o botão da partida elétrica, removia o aparelho e o carro saia rugindo de novo.
 |
| O Mercedes de von Brautchitsch em Bremgarten |
|
 |
 |
 |
Stuck fez uma parada ainda mais rápida que a de Brauchitsch, porque não trocou pneus, e ao fim de 30 voltas ele estava novamente em terceiro lugar, 20 segundos à frente de Brauchitsch, que agora estava sofrendo o calor da perseguição de Rosemeyer, no carro de Nuvolari, 49 segundos atrás. Tanto Stuck quanto Brauchitsch estavam se aproximando de Lang, que imediatamente recebeu de Neubauer o sinal para ir mais rápido. Ele respondeu de imediato, porque em 5 voltas tinha aumentado a liderança para Stuck de 21 para 57 segundos, ficando a 19 de Caracciola, que continuava pilotando como um mestre.
Rudi tinha começado a corrida com um visor por cima dos óculos mas a esta altura a chuva tinha parado e ele tinha levantado o visor para a testa, um espetáculo bem estranho! Porque ele simplesmente não o jogou fora, ninguém sabe.
Farina, que vinha pilotando muito bem, teve o azar de ver quebrar o eixo traseiro do seu Alfa, na metade da corrida, e teve que abandonar.
Brauchitsch agora estava dando o máximo para superar Stuck e recuperar o 3o lugar, e em 4 voltas reduziu a diferença de 15 para 4 segundos. Na volta 42 ele finalmente passou e agora a Mercedes tinha novamente os três primeiros lugares.
Rosemeyer continuava andando como um foguete e marcou 2m38 na 40a. volta. Ele estava, no entanto, longe demais para ter qualquer esperança de tirar até mesmo o 3o lugar da Mercedes, embora tenha conseguido ficar a menos de 14 segundos de Stuck durante as últimas 5 voltas.
A ordem final foi:
1º Caracciola (Mercedes)
2º Lang (Mercedes)
3º Brauchitsch (Mercedes)
4º Stuck (Auto-Union)
5º Rosemeyer (Auto-Union)
Caracciola, quase soterrado pela enorme coroa de louros em volta do pescoço, foi levantado nos ombros pelos jubilantes mecânicos da Mercedes enquanto a multidão, incluindo o Korps-Fuhrer Huhnlein em trajes civis, fez uma tremenda ovação. Tão feliz ficou o Dr. Kissel com o triunfo da Mercedes que convidou os pilotos para uma festa em sua casa de campo em Uberlingen, às margens do Lago Constance. Eu me senti muito honrado quando descobri que estava incluído nesse convite. Caracciola, Lang, Wessels e o Dr. Haspel, todos com suas esposas, junto com Brauchitsch, Seaman e Schmidt, um representante da enorme fábrica de caminhões da Mercedes em Gagenau, na Floresta Negra, compareceram.
A Sra. Kissel produziu a mais memorável refeição de Erbsen Suppe e salsichas, regadas com quantidades de cerveja e vinho do Reno. Após o jantar nós todos nos sentamos em círculo, conversando, fumando e bebendo champanhe até amanhecer. Esse foi realmente o final da minha maravilhosa viagem com a equipe Mercedes.
No dia seguinte Seaman e eu deixamos Uberlingen para Stuttgart, onde chegamos no final da tarde. Eberhardt Hundt, o mais charmoso jornalista alemão, que em diversas ocasiões tinha sido útil, veio se encontrar conosco para jantar no Old Post, antes que eu partisse para a Inglaterra no trem da meia-noite.
|
|
 |
| | |
|
|
 |