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Inesquecível 10.10.05
Uma vitória inesquecível de Raikkonen.
E o “homem de gelo” derreteu. Aquele sorriso discreto e constante que Kimi Raikkonen exibia no pódio do GP do Japão demonstrava uma emoção normalmente inexistente. Para os padrões do finlandês, era uma demonstração incontida de alegria. Ele sabia que havia obtido uma vitória histórica, daquelas que somente os grandes pilotos são capazes de alcançar. 

Schumacher e Alonso. Eles e Raikkonen tiveram uma bela disputa durante muitas voltas.
É fácil dizer que a McLaren tem o melhor carro desta fase do campeonato. Mas a determinação demonstrada por Raikkonen em Suzuka não deixa margem de dúvida sobre a habilidade deste finlandês. Um digno descendente das várias gerações de magníficos pilotos nórdicos que escreveram a história do automobilismo na Fórmula 1, em endurance e nos ralis. 

Raikkonen conseguiu uma vitória inesquecível em uma corrida idem. Sua atuação foi valorizada pelo brilhantismo dos adversários. Ver Schumacher resistindo a Alonso, depois a Raikkonen e em seguida novamente a Alonso já valeria o preço do ingresso ou uma noite de sono comprometida. Depois, foi sensacional ver estes três – os melhores pilotos da Fórmula 1 atual – disputando posição durante um longo período de tempo. Jenson Button e Mark Webber também mostraram o que valem na disputa que tiverem entre eles e também quando tiveram Alonso e Raikkonen como adversários. 

Fisichella, Raikkonen e Alonso no pódio: as expressões revelam tudo.
A Fórmula 1 tem muitas coisas que poderiam (deveriam) ser corrigidas. Mas da falta de grandes pilotos ninguém pode reclamar.





Para quem gosta de cenas diferentes, não faltou nem mesmo um incêndio no Minardi de Christijan Albers durante o pit stop. Ele chegou a sair do carro, mas o fogo foi rapidamente debelado e o holandês voltou ao cockpit para terminar a corrida. Ficou em 17º (último entre os que receberam a bandeirada) e subiu uma posição com a desclassificação de Takuma Sato.





Pizzonia após a rodada. O sonho de ser titular no ano que vem ficou mais distante.
As expressões de Fisichella e de Alonso no pódio eram bastante reveladoras. O primeiro (segundo na pista) exibia a cara que se espera de um piloto que perde uma corrida na última volta. Alonso, por sua vez, sabia que a seu lado, no degrau mais alto do pódio, estava aquele que muitos consideram “campeão moral” da temporada 2005. “Campeão moral”, por sinal, foi um título sugerido por minha esposa para esta coluna. Caberia perfeitamente.





Não é agradável escrever isto. Mas, depois de três acidentes (OK, um deles sem culpa) em quatro corridas, fica difícil acreditar que Antônio Pizzonia estará no cockpit de um Fórmula 1 na próxima temporada.

Seria injusto considerar Pizzonia como maior trapalhão da categoria atualmente. No Japão, Takuma Sato mostrou incrível disposição para assegurar tal “honra”. Deve continuar na F 1 porque o público japonês exige e, principalmente, porque existe quem possa bancar tal exigência a ponto de criar um time “B” apenas para que ele não fique desempregado. 

Trulli, vítima do arroubo de Sato.




Vem aí mais mudanças para descaracterizar a Fórmula 1. As propostas abaixo foram feitas pela FIA– o texto foi retirado do www.grandepremio.com.br

Formato da classificação: O novo sistema sugerido pela entidade divide o treino classificatório em três fases. À medida que o tempo passa, os carros mais lentos são eliminados:

Entre 13 horas e 13:15: Todos podem ir para a pista. Ao final da primeira fase os cinco últimos colocados ficam entre 16º e 20º e estão fora da segunda parte. Os tempos dos 15 primeiros são zerados.

Entre 13:30 e 13:35: Os 15 que passaram pela primeira fase treinam e, novamente, os cinco piores são eliminados – ficam entre a 11ª e 15ª colocações. Os dez melhores vão para a terceira e última parte do treino.

De 13:40 às 14 horas: Com os tempos das fases anteriores zerados, os dez classificados têm 20 minutos para completarem suas voltas. Quem for o mais rápido fica com a pole; o mais lento larga em 10º.

Observações: 

a) Os carros não podem sofrer alterações entre o início dos treinos (vale o momento em que o carro entrar na pista pela primeira vez), e a largada da corrida. 

b) Troca de pneus e reabastecimento estão liberados.

c) Antes da fase final do treino classificatório as equipes colocarão nos carros a quantidade de gasolina com que pretendem começar a corrida. A quantidade, em quilos, gasta nesse período, poderá ser reabastecida antes da prova. Para controlar o processo, os carros serão pesados antes e depois da última parte do treino.

d) Cada piloto terá direito a sete jogos de pneus de pista seca por GP. A distribuição do tipo de compostos é livre, mas aquele que for usado na corrida deve ser o mesmo do treino classificatório.

e) Caso 22 carros sejam inscritos – com a inclusão da “Honda B” – o formato de treinos não muda. Só que, em vez de 5 carros excluídos após cada fase, o número sobe para 6.

f) Caso o número aumente para 24, seguem os 6 eliminados após cada fase. O que muda é a disputa final, que terá 12 em vez de 10 carros.

g) Os dois intervalos de cinco minutos – entre as fases do treino oficial – serão utilizados para reabastecimento dos carros. É também uma maneira de não causar prejuízo ao telespectador, já que as redes de TV devem veicular anúncios publicitários durante o período.

h) Será possível aos pilotos andarem durante os 20 minutos finais sem interrupções. O número de voltas será livre.

Carro reserva: pelo pouco uso atualmente, a FIA sugere a extinção do carro reserva. As equipes poderão contar com apenas dois carros em seus boxes durante os finais de semana.

Terceiro carro às sextas-feiras: também será proibido, por uma questão óbvia: com o fim do carro reserva a equipes terão apenas dois carros por final de semana.

Número de mecânicos por carro: a FIA quer restringir o número de pessoas que trabalham no carro durante os pit-stops para 14. Outra mudança deve ser no número de mecânicos para cada pneu: será permitido apenas um para cada roda.

Aquecimento de pneus: a Federação pede que sejam proibidos quaisquer tipos de aquecedores.




Minha opinião? A mesma que eu tenho a respeito de todas as mudanças que a FIA vem fazendo na F 1 desde o final de 2002: uma merda. (LAP)
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