<% strBraco = "Colunas" strSub = "Pandini" strDoc = "20050905" strData = "05.09.05" strNome = "Luiz Alberto Pandini" %> ..:: GP TOTAL ::..
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Adeus, sr. Bernardo <%=strData%>
Bernardo Souza Dantas durante a entrevista ao GPtotal, em dezembro de 2002.
Hoje aconteceu o GP da Itália, mas para mim a notícia mais importante que recebi nos últimos dias foi sobre algo que aconteceu bem antes – exatos quatro meses atrás. Bernardo Souza Dantas, o primeiro brasileiro a disputar a 24 Horas de Le Mans, morreu no dia 4 de maio em São Paulo, após um breve período de luta contra um tumor no fígado. Bernardo disputou a 24 Horas de Le Mans em 1935 com um Bugatti, chegando a andar em sexto lugar antes de ter problemas de câmbio que o obrigaram a abandonar após 19 horas de corrida.

Quem desejar conhecer a história deste pioneiro pode ler o >especial sobre Bernardo Souza Dantas, escrito a partir de uma entrevista que fiz com ele há quase três anos. Um dos momentos mais agradáveis de minha vida profissional: encontrei-me com um personagem ímpar, com uma história de vida fantástica, memória prodigiosa e um vigor jovial e contagiante. Agradeço uma vez mais a Paulo Scali e Fábio Koifman, duas pessoas cuja colaboração tornou possível a existência desse especial.

O Bugatti de Souza Dantas na 24 Horas de Le Mans de 2005.
Quando nos encontramos, Souza Dantas fez uma revelação que só agora publico no GPtotal: ele havia ouvido falar que Luis Fontes, um dos vencedores da 24 Horas de Le Mans de 1935, corria sob nacionalidade espanhola mas era na verdade brasileiro. Souza Dantas, porém, não teve contato com Fontes na época nem depois, e não tinha como comprovar a veracidade do boato. Nos três ou quatro contatos telefônicos que tive com Souza Dantas depois da publicação da entrevista no GPtotal, aproveitei para perguntar se ele lembrava de mais detalhes e informações que pudessem comprovar se Luis Fontes realmente era brasileiro, mas nada de novo surgiu. Se alguém souber de alguma pista para desvendar este mistério, por favor entre em contato.




Alonso com Fisichella no pódio: uma mão na taça.
Sobre o GP da Itália, tudo o que eu poderia falar diz respeito ao regulamento estúpido sobre pneus e motores. Coisas sobre as quais já me manifestei em outras colunas. 

A imbecilidade de fazer um piloto perder dez posições no grid de largada por trocar de motor durante o final de semana fez Kimi Raikkonen ser a primeira “vítima” a perder uma pole position nessas circunstâncias. E vem sendo um belíssimo castigo para os senis que baixam normas cujo objetivo é dar uma competitividade artificial à Fórmula 1. Se não fossem as três oportunidades em que Raikkonen perdeu posições no grid por causa de trocas de motor, a luta pelo título entre ele e Fernando Alonso estaria pegando fogo e seria uma das mais empolgantes dos últimos tempos. 




Raikkonen seguindo Villeneuve: cerca de 20 voltas sem conseguir ultrapassar.
Já escrevi sobre isto em outra oportunidade, mas não custa repetir. Raikkonen saiu do 11º lugar no grid, não ganhou nenhuma posição na largada e, até a primeira rodada de pit stops, não conseguiu ultrapassar ninguém. Ficou umas 15 ou 20 voltas atrás do Sauber de Jacques Villeneuve, sem conseguir ganhar a posição. E isso me deixa deveras intrigado: no ano passado, não faltavam cartas com observações do tipo “Michael Schumacher não sabe fazer ultrapassagens”. Neste ano, os autores de tais pérolas ficam em completo silêncio sobre Raikkonen. Será que finalmente compreenderam que a falta de ultrapassagens decorre de fatores sobre os quais os pilotos não têm interferência? Ou será que esse pessoal tem aquela estranha tendência a achar que só o alemão merece ser criticado?




Pontos para Pizzonia, que sentiu a inatividade.
Merece aplauso a corrida de Antônio Pizzonia. Chamado às pressas no sábado pela manhã para substituir o contundido Nick Heidfeld, Pizzonia teve desempenho discreto no treino classificatório, mas na corrida mostrou bom ritmo e, ajudado por uma estratégia de box diferenciada, terminou em sétimo lugar. Um bom resultado para quem estava há um ano sem disputar uma corrida e há três meses sem fazer testes.




Montoya em Monza: a McLaren vencendo, mas com o carro “errado”.
Alguns dados estatísticos marcantes do GP da Itália, obtidos com a ajuda dos companheiros do >www.grandepremio.com.br:

– Rubens Barrichello tornou-se o terceiro piloto com mais corridas disputadas na história da Fórmula 1. O GP da Itália foi o 210º da carreira do brasileiro, igualando a marca de Gerhard Berger. À frente dele estão apenas Riccardo Patrese (256), já aposentado, e Michael Schumacher (226). 

– Os 20 carros que largaram chegaram ao fim do GP da Itália. É o maior número de pilotos encerrando uma corrida na história da Fórmula 1 e a primeira vez que não é registrado um abandono sequer desde o GP da Holanda de 1961, que teve um grid de 15 carros. 

Vale acrescentar que a citada corrida na Holanda teve outra particularidade: não há registro de que tenham acontecido paradas no box de qualquer natureza. 

Wolfgang Von Trips e sua Ferrari, os vencedores do GP da Holanda de 1961.
Os amigos do “Grande Prêmio” mencionaram também o GP dos Estados Unidos deste ano, em que apenas seis carros largaram e todos receberam a bandeirada. Mas este vai permanecer eternamente como um daqueles casos cuja citação é acompanhada por asteriscos. A FIA, há poucos anos, passou a considerar a saída para a volta de apresentação como suficiente para validar a participação na corrida. Alguns historiadores acham que um piloto só pode ser considerado “participante” se estiver no grid ou na saída do box no momento da largada. E há aqueles que consideram válidas as participações em largadas abortadas, mesmo que o piloto não tenha alinhado no grid no momento da largada definitiva. 

Qual é o critério correto? Sugiro que cada um escolha o seu...




Sugiro aos leitores assistir ao vídeo da >ultrapassagem de Nigel Mansell sobre Ayrton Senna no GP da Hungria de 1989, além de ler a > coluna do Edu a respeito desse assunto.




» Faça o download da
ultrapassagem de Mansell.

O mês de agosto proporcionou ao GPtotal um novo recorde de acessos: 103.742. Foi a primeira vez que fechamos um mês com mais de 100.000 visitas. Um belo presente de aniversário: o GPtotal entrou no ar no dia 19 de agosto de 2001, com uma coluna do Edu sobre um assunto que permanece atual: a tendência de Rubens Barrichello a fazer declarações infelizes...

Naqueles tempos, o GPtotal se limitava às “trocas de cartas” entre eu e o Edu. Aos poucos o site foi chegando ao formato atual e agregando colunistas como Luiz Fernando Ramos, Geraldo Simões, Alessandra Alves, Castilho de Andrade, Ricardo Divila e Ernesto Rodrigues, além da inestimável contribuição de leitores que nos mandam verdadeiras jóias publicadas como “With a little help from our friends”, um título “ligeiramente” inspirado em uma canção dos Beatles.

A todos vocês, agradecemos de coração pela fidelidade e pelos bons fluidos. Prometemos continuar com o mesmo pique, ou mais.




Leitores, fiquem atentos. Nos próximos dias, divulgaremos algo que poderá provocar mudanças na agenda de algumas pessoas – onze, para ser mais exato – em um certo final de semana de setembro. 

Abraços e boa semana a todos.(LAP)
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