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| » » » 23.03.09 |
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| Dez motivos para não perder o Mundial 2009 |
23.03.09 |
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A espera vai terminar na madrugada deste sábado para domingo. O apagar das luzes de largada do Grande Prêmio da Austrália sinaliza também o início de uma nova era na Fórmula 1. São muitos os indícios de que será um campeonato histórico. Confira abaixo dez motivos para você ficar atento a cada corrida da temporada.
1) A volta da inteligência
A pré-temporada mostrou que o desgaste dos pneus slicks é alto e influi muito no rendimento do carro. Isto vai exigir dos pilotos a utilização da cabeça na hora de dosar o pé. Até o ano passado, dava para dividir a corrida em três “mini-sprints” (com as paradas nos boxes separando-os) em que não havia muito com o que se preocupar. Agora, além de ficar de olho na borracha, será preciso comandar o uso do Kers e o da asa dianteira móvel. Pensar é preciso.
2) Brawn GP
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| Rubinho testando o Brawn em Barcelona |
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Todo esporte precisa de uma boa zebra de vez em quando. Se a forma da pré-temporada se confirmar (e o tal difusor for declarado legal), a Brawn GP tem tudo para começar o ano na frente até que as equipes mais poderosas se recuperem. Pode lembrar a Shadow de 1975 ou até mesmo a Ligier de 1979. Sim, estou comparando com os anos 70, quem diria!
3) Equilíbrio entre as equipes
Ainda na toada nostálgica: você se lembra qual a última corrida em que podia apontar pelo menos cinco equipes como sérias candidatas às vitórias? Início dos anos 80, não é? Pois bem, os testes da pré-temporada apontam um gigantesco empate técnico entre Ferrari, BMW Sauber e Toyota, com a Brawn GP um passo à frente e com Red Bull e Williams um passinho atrás. São seis equipes com performances parecidas. Vai ser interessante observar o desenvolvimento disso.
4) Geração homogênea
A seleção natural do esporte costuma apresentar eras dominadas por um piloto excepcional, onde o melhor a fazer é sentar e admirar a superioridade deste. Não é o caso da turma atual. Há anos que a Fórmula 1 não apresenta uma geração tão homogênea, o que é ótimo para a competitividade das corridas. E ainda com o piloto mais forte, Fernando Alonso, não estando no carro mais forte. Deve ser um ano com tantos ou mais vencedores de GPs do que 2008.
5) Kers
Polêmico, pesado, complicado. O dispositivo introduzido a fórceps pela FIA vai pelo menos garantir um componente constante de incerteza nas corridas. As baterias vão superaquecer e causar uma quebra? A briga por uma posição pode ser decidida com a descarga extra de potência? É mais vantajoso contar com essa descarga ou ter um carro mais leve e mais fácil de distribuir o peso?
6) Lewis Hamilton
O mais jovem campeão do mundo da história não precisa mais dar amostras de seu excepcional talento. Mas só talento não resolve, especialmente em uma temporada com tantas mudanças no regulamento, o que vai exigir experiência e tato na hora de desenvolver o equipamento. Pelo que a McLaren demonstrou na pré-temporada, essa capacidade será indispensável. Muita gente duvida que Hamilton a possua, mas não dá para esquecer que ele adora surpreender. Outro ponto que será interessante para observar com interesse.
7) Novo regulamento técnico
Aqui vale muito o fator de incerteza já citado sobre o Kers. Mas dá para adicionar o complicador de uma nova aerodinâmica e a volta dos pneus slicks. Todo esse pacote, que mudou radicalmente o aspecto dos carros, foi pensado para melhorar o espetáculo e aumentar as chances de ultrapassagens. Se dará certo ou não, é uma das respostas que esperamos da temporada.
8) Rubens Barrichello
Muitos já contavam que não haveria mais lugar para ele na Fórmula 1. Mas a ressurreição do recordista de GPs disputados foi fulminante. Aos 36 anos de idade, Rubens Barrichello chega ao início de uma temporada com a melhor perspectiva que já teve de se tornar campeão mundial. Não será fácil. Mas, se conseguir, terá escrito a mais improvável e incrível história que a categoria já conheceu.
9) Sebastian Vettel
O alemãozinho já passou do estágio de diamante bruto. Sua lapidação começou com o sensacional final de semana do último GP da Itália. Agora, ganha a tarefa de liderar uma equipe e superar um companheiro afeito a jogos psicológicos e bom de classificação. Se tirar de letra, vai confirmar o que muita gente já suspeita: aqui pode estar a semente de um novo período de dominação na Fórmula 1.
10) Transparência
Chega de ficar especulando se aquele piloto que surpreendeu com um terceiro lugar no grid só tem gasolina para as dez primeiras voltas da corrida. O formato da classificação continua idiota, mas pelo menos a FIA e as equipes concordaram em dar as informações de antemão para os fãs não ficarem tateando no escuro. E prometem novidades para a transmissão, inclusive abrindo a freqüência de rádio das grandes equipes.
Aproveitando, deixo aqui o convite a todos vocês: acompanhem as corridas ouvindo nosso trabalho na Rádio Bandeirantes ou Band News FM. A transmissão começa cerca de uma hora antes da largada e se estende até bem depois da entrevista coletiva. Sempre pontuado com comentários inteligentes, bom-humor na dose certa e muita, mas muita informação mesmo. Quem já ouviu nunca mais aumentou o volume da televisão. Experimente!
Um abraço, bom início de temporada e até a próxima!
Luis Fernando Ramos
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