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O melhor e o pior da (cobertura da) F-1 em 2008 17.11.08


Nico em Entrevista - Clique para ampliar
Todos os anos o GP Total faz sua lista dos melhores e piores do ano. Nesta que foi minha primeira temporada completa de cobertura in loco, vale a pena tentar trazer um pouco do dia-a-dia de quem passa o ano correndo atrás do circo através de uma lista similar – mas do que é relevante em termos de trabalho (e não de reportagem) do profissional de imprensa.

- Melhor cobertura: GP do Brasil

Horas e horas ao vivo no ar, laudas e laudas de textos produzidos, não só por ser a corrida local, mas pelo inédito quadro de ter um piloto do país na briga pelo título. E tudo culminando com cinco minutos finais impregnados de emoções e reviravoltas. Inesquecível e impossível de ser repetido.

- Pior cobertura: GP da Alemanha

Vettel
No meio da prova, acabou a energia elétrica da mesa em que eu estava. O equipamento da rádio tinha bateria para agüentar mais 15 minutos. Neste período, tive de correr atrás de um técnico na sala de imprensa, explicar o problema, ficar de olho no reparo ao mesmo tempo em que me concentrava na corrida e fazia inserções ao vivo. Foi tenso.

- Melhor piloto para entrevistar: Sebastian Vettel

Além de acelerar muito, o alemãozinho da Toro Rosso é inteligente e articulado. Suas respostas atiçam a inteligência do repórter e fogem do politicamente correto ou da mesmice da maioria dos pilotos estrangeiros que nos atendem. E sempre com o eterno sorriso estampado seu rosto infantil.

- Pior piloto para entrevistar: Nico Rosberg

Sempre atua de forma profissional ao atender os jornalistas, mas parece incapaz de emitir qualquer opinião que possa criar o mínimo de celeuma, buscando sempre uma maneira de escapar pela tangente. É um verdadeiro “sem opinião”.

- Melhor cidade: Tóquio

Cosmopolita, frenética, pulsante. A capital japonesa me lembrou São Paulo em muitos aspectos, com a diferença primordial de que é muito fácil se locomover através dela, graças a um sistema de metrô eficiente. E seus infinitos prédios sempre guardam alguma surpresa diferente.

- Pior cidade: Manama

O Bahrein é basicamente um grande deserto e sua capital é bem nesse espírito: não há nada para fazer.

- Melhor linha aérea: Qantas

Tokyo - Clique para ampliar
Fácil, fácil. A empresa australiana trata os clientes da classe econômica com a atenção e o respeito merecido. Uma sacola com artigos de higiene pessoal e alguns mimos, boas refeições e um excelente programa de entretenimento transforma em agradável uma viagem que tinha tudo para ser sacal.

- Pior linha aérea: Alitalia

A única mala extraviada em todo o ano foi com eles. Deixa a desejar também em conforto e atendimento.

- Melhor aeroporto: Chengi (Cingapura)

Prático, com boas lojas e bons restaurantes. E internet gratuita. Um exemplo a ser seguido no mundo todo.

- Pior aeroporto: Heathrow (Londres)

Muito grande e, ainda assim, sobrecarregado. Ter de esperar quase duas horas dentro do avião pela permissão de decolagem foi revoltante.

- Melhor hotel: Blue Palace (Xangai)

É o hotel da indústria automotiva chinesa, perto de suas fábricas e, também, do circuito. Pode não ter o melhor serviço, nem a melhor comida, mas o quarto era o mais confortável. Para quem passa o dia inteiro no circuito e chega muito cansado no final do dia, isso é o mais importante.

- Pior hotel: Ersu Hotel (Istambul)

Sala de Imprensa em Spa - Clique para ampliar
Infiltrações nas paredes, chuveiro quebrado, banheiro que alagava. Um pesadelo no centro de Istambul. E ainda dizem que cobrir a Fórmula 1 é uma vida de glamour. O Ersu é a melhor resposta para isso.

- Melhor sala de imprensa: Spa-Francorchamps

No Bahrein servem a melhor comida, a de Valência tem instalações excelentes. Mas nada supera a simpatia do atendimento da equipe da Bélgica. Com a confusão que foi o resultado final da corrida, com a mudança de vencedor horas depois do final da prova, o trabalho se estendeu. E só foi possível agüentar até altas horas da madrugada pelo esforço do pessoal da sala, que garantiu a retaguarda arrumando algo para comermos – algo que nem tinham a obrigação de fazer.

- Pior sala de imprensa: Montreal

Largada no Brasil
Canadá foi uma das provas que mais deu prazer de cobrir: a cidade é uma graça e o local da corrida é muito legal. Mas as instalações são meio improvisadas e sala de imprensa é uma enorme tenda desmontável. Que quase saiu voando na sexta-feira, quando fez tempo feio e ventou forte. Deu medo.

Um abraço e até a próxima!

Luis Fernando Ramos

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