Sessão Colunas
Escreva pra gente
Comente
13.11.08
Nossos leitores comentam o GP do Brasil
Nossos leitores comentam o GP da China
Opiniões e Dúvidas dos Leitores
21.11.08
Cartas - Segunda quinzena de Novembro
Cartas - Primeira quinzena de Novembro
Friends
21.11.2008
Motores diferentes
Kers: a nova polêmica da F1
Pergunte ao GPTotal
Julho
Um maluco, dois tristes
Sobre tamanhos e ultrapassagens
mais
12.11.08 - Carlos Chiesa
Adeus!
E se o Massa ganhar?
11.10.08 - Ernesto Rodrigues
Bate neles, Rubinho!
O bom e velho filme
mais
 
12.03.06
Confira a classificação
12.03.06
Pilotos e Equipes
mais
Home » Colunas » Luis Fernando Ramos » 30.06.08
Aumente o tamanho das letras:
12 | 16 | 20
Os Primórdios da BMW 30.06.08
Von Hanstein (à esq.) e Bäumer (à dir.), a dupla vencedora.
Muito já se falou de Felipe Massa na liderança do Mundial de Fórmula 1 ou do momento ruim de Lewis Hamilton, que até em corridas de barco anda se envolvendo em acidentes. Assim, hoje eu prefiro lembrar da primeira grande vitória internacional da BMW, a marca que anda dando o que falar na atual temporada da F-1. Uma história bacana relembrada num e-mail enviado pelo nosso colega de GP Total Ricardo Divila.

O triunfo aconteceu na Mille Miglia de 1940, única edição do evento disputada em meio à II Guerra Mundial. Por conta do clima hostil e com a participação exclusiva de equipes italianas e alemãs, a corrida não teve o longo traçado habitual. Os organizadores se decidiram por um traçado triangular de 165 km, ligando as cidades de Brescia, Cremona e Mântua.

O traçado da Mille Miglia de 1940: foram nove voltas - Clique para ampliar.
A prova consistiu em nove voltas neste circuito e, pela repetição, a vantagem que os pilotos italianos tinham no traçado longo por conhecer os seus segredos acabou desaparecendo. Assim, a vitória ficou com a dupla formada por Huschke Von Hanstein e Walter Bäumer com um BMW 328 Coupé. Na edição de 1938, o carro já havia vencido na categoria até 2 litros. Agora, com a concorrência menor, o triunfo veio na geral. Uma vitória significativa: foi apenas a segunda derrota que a Alfa Romeo sofrera no evento desde 1928.

Von Hanstein ficaria famoso anos depois como diretor esportivo da Porsche. Como piloto, era arrojado e meio maluco. O conde italiano “Johnny” Lurani chegou a fazer uma volta de reconhecimento com o alemão e, inicialmente, seria seu parceiro na dupla para a prova da Mille Miglia. Mas ele se recusou a voltar ao carro depois de ver a pilotagem destrambelhada de Von Hanstein. Restou à BMW chamar Bäumer de última hora.

Este havia atuado como piloto reserva da equipe oficial da Mercedes-Benz nos anos 30, sem nunca ter tido grande destaque. A vitória na Mille Miglia de 1940 acabou sendo seu grande momento. Sua morte, no ano seguinte, entra para o rol das mais bisonhas que já se ouviu falar.

O BMW 328 ganhador, hoje num museu.
Ele estava em seu carro, estacionado na beira de uma estrada perto de sua cidade natal, Bunde, satisfazendo os desejos sexuais de uma jovem mocinha. Empolgado na atividade, Bäumer acabou se apoiando com força em uma das portas, que se abriu. O alemão caiu para fora do carro e bateu de cabeça em um pedaço pontudo de madeira, morrendo na hora.

Depois dizem que o automobilismo é um esporte perigoso...





Ernst Klodwig, no GP da Alemanha de 1952.
Já que estamos falando de BMW, vale registrar que a estréia de um carro da equipe na Fórmula 1 não aconteceu no GP do Bahrein de 2006. Na verdade, foi mais de meio século antes disso. Nos GPs da Alemanha de 1952 e também de 1953, um total de seis pilotos disputaram a prova com carros da marca da Baviera – ainda que escritos de forma privada. Um deles é este “BMW Heck”, do alemão oriental Ernst Klodwig, uma versão modificada justamente do BMW 328. Tecnicamente, foi o primeiro carro com motor traseiro na história da Fórmula 1, muito antes da Cooper.

Um abraço e até a próxima,
Luis Fernando Ramos
 Leia mais colunas de LuisFernando | Envie a coluna para um amigo | Voltar
anuncie | quem somos Apoio: Interactive Fan  |  Red Cube Tecnologia e Comunicação