 |
 |
|
| Friends |
| 17.08.2011 |
 |
|
 |
|
| Comente |
| 10.05.11 |
 |
|
 |
|
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
| 16.08.11 |
 |
|
 |
|
| Pergunte ao GPTotal |
| Julho |
 |
|
 |
|
|
|
 |
|
29.07.11 - Carlos Chiesa |
 |
|
 |
|
|
21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
 |
|
 |
|
|
|
|
|
 |
| » » » 19.10.07 |
 |
 |
Aumente o tamanho das letras:
12 |
16 |
20
|
| Três finais épicos |
19.10.07 |
|
 |
|
E ele conseguiu! Aos 22 anos de idade, Lewis Hamilton não precisou mais do que 17 corridas para passar de primeiro negro a correr na Fórmula 1 ao primeiro estreante a vencer um Mundial da categoria desde a primeira vez que ela foi disputada, em 1950. O inglês da cidade de Tewin confirma o rótulo de fenônemo e bate o recorde de precocidade, roubando de Fernando Alonso o posto de mais jovem campeão do mundo da história.
Um título para entrar para a história. Criado e alimentado pela equipe McLaren desde a mais tenra idade, Hamilton pagou com juros o investimento que recebera: fez uma temporada praticamente perfeita – à exceção do erro cometido no GP da China. Ao destronar (e destroçar) o atual bicampeão do mundo, o homem que encerrou a Era Schumacher, o jovem inglês atinge o ápice logo em sua primeira escalada. Dá arrepios só de imaginar o que ele ainda pode conseguir na Fórmula 1 na próxima década.
E ele conseguiu! Contra tudo e contra todos, como um Dom Quixote de sobrancelhas grossas, Fernando Alonso derrotou seu companheiro de equipe e a própria equipe, que na reta final do campeonato demonstrou claramente um apreço maior ao inglês Lewis Hamilton – até pelas próprias demonstrações de rebeldia de sua estrela espanhola.
Um título para entrar para a história. Bicampeão do mundo pela Renault, Alonso nunca se sentiu confortável com os poucos mimos que recebia em sua nova casa – pior, se descabelava ao ver presentes ao irmão caçula jorrarem aos borbotões. Quando, no auge da crise, ele reclamou que a McLaren não reconhecia os seis décimos de segundo que ele havia trazido ao carro, soou como arrogância. Hoje, ele provou que não era. E pode levar embora, junto dos décimos, o troféu de campeão e o número 1 para outra equipe. Um número que será seu por direito pelo terceiro ano consecutivo.
E ele conseguiu! Massacrado pela mídia após o erro cometido em Mônaco, tido como carta fora do baralho diante do bom desempenho inicial do companheiro de equipe, Kimi Räikkönen conseguiu uma virada que parecia impossível e conquistou seu primeiro título mundial. Mais do que isso, o finlandês restabeleceu um senso de justiça em um campeonato manchado por um escândalo de espionagem no qual foi apontada uma vantagem no desenvolvimento do carro de seus principais rivais nesta briga.
Um título para entrar para a história. Quando o veredicto do “Stepneygate” foi dado, Räikkönen tinha 18 pontos de desvantagem para Lewis Hamilton, que liderava o Mundial. Mas a sua regularidade e a sua eficiência nesta reta final de campeonato, aliadas à sua frieza incomum, lhe garantiram uma recuperação inacreditável. O finlandês desembarcou em São Paulo como o piloto que menos tinha a perder na decisão. E vai embora como o único que ganhou.
Um destes três finais será escrito neste domingo à tarde, em Interlagos. Em um campeonato extremamente tumultuado e repleto de corridas sem sal, a decisão deve extrapolar em emoções e significados, não importando quem triunfe.
Uma ópera fantástica, montada em cima de um sem número de atitudes e decisões controversas e erradas, vindas de todas as partes. Como se fosse a Ivete Sangalo cantando a “Rainha da Noite”, de Mozart. O que importa é que o povo gosta!
O GP Total vai estar em gênero, número e grau na finalíssima. Eu estarei na sala de imprensa e darei todos os detalhes do fim-de-semana no meu blog (http://blog-do-ico.blogspot.com), Alessandra Alves vai comentar treinos e corridas pela Rádio Bandeirantes (http://www.radiobandeirantes.com.br); Luiz Alberto Pandini estará acompanhando de perto e dando assistência a Porsche GT3 Cup; e o grande Eduardo Corrêa estará em um dos melhores pontos da pista, no final da reta oposta. Seu único trabalho vai ser o de ver a corrida – e o de colocar o comentário dela no final do domingo. Não perca!
Um abraço e até a próxima!
Luis Fernando Ramos
|
|
 |
| | |
|
|
 |