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| » » » 18.02.07 |
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| Perguntas Pós-Melbourne |
18.02.07 |
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A temporada 2007 será uma repetição de 2004?
Porque, no fundo, a Ferrari passeou como quis no asfalto de Albert Park. Sem Felipe Massa por perto, Räikkönen controlou a corrida como uma criança conduzindo um triciclo, ainda se dando ao luxo de errar por pura descontração perto do final. Mesmo o brasileiro, com uma estratégia (e uma pilotagem) conservadora e com muito mais combustível que os adversários na maior parte da corrida, deixou muita gente para trás com facilidade.
Vale lembrar que os compostos usados pela Bridgestone neste ano são muitos parecidos aos daquele ano amplamente dominado pelos carros de Maranello. E que a Ferrari foi a única equipe a aumentar a distância entre eixos antes da pré-temporada, como quem antevia a melhor solução para o tipo de pneu a ser utilizado. Pode ser que a partir do GP da Espanha, as outras equipes apresentem soluções que diminuam a diferença gritante vista hoje, com base na experiência acumulada até lá. Mas, para as próximas duas etapas – Malásia e Bahrein –, eu apostaria meu dinheiro em uma vitória ferrarista. Sem medo de errar.
Será que a estréia fulminante de Lewis Hamilton foi realmente boa para ele?
À primeira vista, é óbvio que sim. Sua largada exuberante, sua maturidade ao segurar Fernando Alonso na maior parte da prova e o fato de subir ao pódio em sua primeira corrida na F-1 são um belo cartão de visitas para os adversários e uma enorme injeção de autoconfiança para ele. Mas seu chefe na McLaren, Martin Whitmarsh, fez o favor de alimentar ainda mais a feroz e faminta mídia inglesa com frases como “ele vai ser campeão do mundo, só resta saber quando”.
Para quem não sabe, os jornalistas ingleses são a maior praga dentre as muitas que infestam o paddock da F-1. Mais arrogantes que o mais arrogante dos pilotos, infernizam a vida de qualquer piloto compatriota que apresente o mínimo de talento, tudo em nome das vendas. Quando Button conquistou seu primeiro ponto na Fórmula 1, no GP do Brasil do ano 2000, detonaram em seu país uma “Buttonmania” que rivalizava até com as Spice Girls. Hoje estão ambos, piloto e “banda”, no ostracismo. A sorte é que Hamilton já deu todos os sinais de ter uma inteligência acima da média. Isso será fundamental para sair ileso do furacão que sua vida se tornará daqui em diante.
Será que Nelsinho Piquet estreará na Fórmula 1 ainda este ano?
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Nelsinho Piquet aguarda o momento de entrar na pista. (Mil Milhas 2006 - Foto: Michel Toni Rost) |
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Porque a Renault vai ter um ano duríssimo pela frente com sua atual dupla de pilotos. Giancarlo Fisichella mostrou sua burocracia de sempre e Heikki Kovalainen teve uma das piores estréias dos últimos anos, só comparáveis às de Alex Yoong e de outra que aconteceu hoje, de Adrian Sutil. Mas as expectativas que cercavam o finlandês eram bem maiores e ele não correspondeu: abusou do direito de errar na classificação e na corrida, recebendo críticas públicas e pesadas do chefe Flavio Briatore na tevê italiana. Péssimo para ele, bom para Nelsinho.
Será que a Honda vai se juntar a Spyker e Williams para protestar contra o carro da Super Aguri?
Depois do vexame histórico que passou no sábado, deveria.
Será tão difícil a Fórmula 1 ter uma corrida emocionante?
Sejamos honestos: em que pese as inúmeras novidades e a expectativa de ver um brasileiro lutando pelo título, o GP da Austrália foi chatíssimo. Com exceção da largada de Lewis Hamilton, de uma ultrapassagem sensacional de Nico Rosberg sobre Ralf Schumacher e da barbeiragem de David Coulthard sobre Alexander Wurz (mais uma), a corrida foi de dar sono. Comentário de um amigo que odeia Michael Schumacher: “o que me deixa mais triste é ver que a F-1 continua chata mesmo agora que ele parou”. Sou obrigado a dar o braço a torcer.
Que as próximas corridas nos tragam mais emoções e algumas respostas.
Um abraço e até a próxima!
Luis Fernando Ramos
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