Fala-se muito em briga entre companheiros de equipe. Nenhuma foi mais violenta do que a que envolveu Luigi Fagioli e Rudy Caracciola em Tripoli 1937.
Não sei explicar o motivo da briga mas, nos boxes, Fagioli atirou um martelo em direção a Rudy e só foi contido depois de ser derrubado no chão pelos mecânicos e por seu chefe na equipe Mercedes, Alfred Neubauer.
O GP da África do Sul de 1965 foi disputado em 1º de janeiro, o que deixou seus treinos livres ainda na temporada de 64.
No caso da equipe Brabham, isto significou uma complicação adicional: seu contrato com a fabricante de pneus Dunlop valia até 31 de dezembro; no dia seguinte, a equipe passaria a correr com pneus Goodyear.
Perdoem mas não consegui saber como Brabham se virou...
Talento latente é isso aí: alguém viu Chris Amon fazendo uma corrida na Nova Zelândia natal e recomendou-o de tal forma aos chefes de equipe da Inglaterra que ele foi convidado a viajar para lá, onde chegou numa sexta-feira.
Foi levado então direto do aeroporto ao escritório de Reg Parnell, dono de uma equipe privada, que mandou fazer um banco segundo as medidas do piloto e, no dia seguinte, o fez estrear na Fórmula 1, numa corrida extracampeonato - que Amon terminou em 5º lugar!
Ele nunca havia visto uma corrida de Fórmula 1 até então.
Oulton Park, Inglaterra, 1962. Roy Salvadori mergulha no lago que margeia a pista depois que um pneu do seu Jaguar estourou. Ele ficou preso no carro completamente submerso por alguns segundos, sendo salvo por um fiscal de pista.
De volta aos boxes, ensopado e coberto de lama, Salvadori descansou um pouco, trocou de uniforme e largou para uma prova extracampeonato de Fórmula 1. Ele corria entre os primeiros quando um defeito mecânico o fez abandonar.
Rali de Galles, corrida final e decisiva do Mundial de Pilotos 2007. Sebastien Loeb precisa terminar na frente de Marcus Gronholm para conquistar seu 4º título.
Na 6ª especial do Rali, disputada no começo da noite, sob chuva e sobre piso de terra em meio a um bosque, depois de 10 km dos 28 km de extensão, os faróis do Peugeot de Loeb, por algum motivo, se apagam. Ele não se intimida e segue correndo, terminando com um tempo apenas 30 segundos mais lento do que o do vencedor.
Le Mans 53. A dupla de pilotos da Jaguar, Tony Rolt e Duncan Hamilton, recebe, umas seis horas antes da largada, a notícia de que o seu carro havia sido considerado fora do regulamento e, por isso, não lhe seria permitido largar.
Eles não têm dúvidas: vão ao bar mais próximo e começam a beber garrafas após garrafa de vinho até esvaziar umas dez delas – não ficando claro quem as tenha contado... No entanto, os organizadores mudam de idéia e decidem permitir a participação da dupla da Jaguar. Avisados, os pilotos estavam bastante embriagados quando da largada mas a bebida parece não ter feito muita diferença, pois eles venceram a prova.
Le Mans 55. Roy Salvadori e Peter Collins tinham ordens rígidas da equipe Aston Martin para conservar as suas posições e não disputar a posição entre eles em hipótese alguma, de forma a preservar os carros.
Mas os pilotos acharam a ordem muito pouco divertida e aproveitavam o longo trajeto a cada volta - mais de 13 km - para se engalfinharem em uma disputa selvagem mas conservando escrupulosamente suas posições quando passavam diante dos boxes. Numa das disputadas por freada, Salvadori rodou. Collins parou seu carro e esperou por ele, de forma a preservar o teatro.
O piloto Frank Gardner lembrou recentemente em entrevista à revista Motorsport que era política da Ford em Le Mans 67 ter pelo menos um piloto americano em cada carro. O problema é que havia poucos deles com experiência em pistas européias; os americanos tinham mais experiência em ovais e poucos haviam dirigido à noite.
Gardner lamenta que seu companheiro, num carro idêntico ao de Dan Gurney e AJ Foyt, tenha sido Roger McCluskey e não Dennis Hulme, que teve de dividir seu carro com Lloyd Ruby. Gardner se lembra de ver McCluskey chegando aos boxes a pé, por volta das 5h da manhã, dizendo que havia tido “um pequeno acidente”. Gardner foi até o local do acidente para ver se era possível recolocar o carro na corrida, o que lhe renderia mais dinheiro pois havia acertado um contrato que o remunerava pelo número de voltas completadas. A primeira coisa que viu ao chegar ao local do acidente foi o radiador do carro em cima de uma árvore. “Se aquilo era um pequeno acidente, eu não queria ver um dos grandes de McCluskey”.
GP de Mônaco 50, segunda prova da recém criada Fórmula 1. Logo na segunda volta, uma onda do mar invadiu a pista, na altura da Curva da Tabacaria. Ninno Farina, que corria em 2º lugar, rodou e praticamente fechou a pista atrás de si, provocando uma batida envolvendo nove carros.
Juan Manuel Fangio, tendo largado na frente, pressentiu o perigo ao completar a volta e notar que todos estavam olhando para a curva e não para ele. Foi o bastante para que reduzisse bastante a velocidade do seu carro e encontrasse, em meio ao caos, uma passagem, conseguindo seguir enquanto todo os demais carros paravam e aguardavam pela remoção dos acidentados.
Fangio venceu o GP com uma volta de vantagem sobre o 2º colocado.
Brasil 2007. Nico Rosberg atropela um mecânico em um pitstop e segue na corrida. Seria elogiado mais tarde por Frank Williams por não ter demonstrado o menor interesse pelo que havia acontecido ao mecânico.
Pilotando para a equipe de John Surtees no começo dos anos 70, Alan Jones sofria para fazer o carro render, reclamando que lhe faltava aderência. Surtees lhe explicou que o chassi construído por ele era tão bom, mas tão bom, que exigia pouco dos pneus, a ponto de não aquece-los o bastante, sendo essa, pelo menos na cabeça de Surtees, a origem dos problemas.
Jones, com aquele jeitão australo-roceiro dele, respondeu: "bem, John, por que você então não f… um pouco com o seu chassi?".