Sessão Colunas
Escreva pra gente
Comente
13.11.08
Nossos leitores comentam o GP do Brasil
Nossos leitores comentam o GP da China
Opiniões e Dúvidas dos Leitores
18.12.08
Cartas - Segunda quinzena de Dezembro
Cartas - Primeira quinzena de Dezembro
Friends
05.12.2008
Ouro, prata, bronze
Biografia de uma ultrapassagem
Pergunte ao GPTotal
Julho
Um maluco, dois tristes
Sobre tamanhos e ultrapassagens
mais
17.12.08 - Ricardo Divila
Ingo, grande Ingo
Grande respeito!
01.12.08 - Ernesto Rodrigues
Lastro ou nitro?
Bate neles, Rubinho!
mais
 
12.03.06
Confira a classificação
12.03.06
Pilotos e Equipes
mais
Home » Colunas » Eduardo Correa » 26.06.06
Aumente o tamanho das letras:
12 | 16 | 20
Alonso fenômeno 26.06.06


Tentando tanto quanto o possível torrar a paciência do leitor com paralelos futebolísticos, vamos nós para o GP do Canadá, uma corrida tão entediante quanto o jogo entre Equador e Inglaterra, encerrado minutos antes e que, graças aos deuses do futebol, não teve prorrogação.

Digo entediante não tanto pelo desenrolar da prova - corridas em Montreal sempre são belas - mas pela certeza reafirmada da incapacidade geral de McLaren, Ferrari & Cia em conter a arrancada de Fernando Alonso e da Renault rumo ao bicampeonato. Nove corridas, seis vitórias, três segundos lugares, nenhuma bola fora. Aproveitamento de 93,3% dos pontos, creio eu que um recorde absoluto na primeira metade do campeonato, muito superior aos 85% de aproveitamento de Nigel Mansell em 92, 80% de Jim Clark em 65 e 71% de Senna em 91, se é que não esqueci de ninguém. (Verdade que Clark não competiu na segunda corrida de 65 pois estava ocupado vencendo as 500 Milhas de Indianápolis.)

A cada treino, a cada volta, o espanhol e sua equipe mostram-se quase que infalíveis enquanto os adversários batem cabeça de todas as maneiras possíveis e imagináveis, Kimi Raikonenn à frente, incapaz agora de conter Michael Schumacher, a despeito de ter um carro melhor.

Alonso seguido por Kimi, no começo da prova
Pobre Kimi! Ele segue tropeçando de erro em erro, de azar em azar.

Quando não é ele, é a equipe e quando não é ele nem a equipe, inventa-se uma terceira alternativa. Reafirmo o que disse colunas atrás, irritando tantos leitores, de que erros, azares e raios não caem tantas vezes no mesmo lugar sem motivo: Kimi ainda erra muito e atrai erros e azares.

Da mesma maneira que tudo dá errado para Kimi, tudo dá certo para Alonso ou, quando erra, erra menos do que os adversários.

Trulli e o Toyota, surpresas do Canadá
Hoje, ele foi ajudado até pelo surpreendente desempenho do Toyota de Jarno Trulli, o que tornou impossível para a Ferrari e Schumacher colocarem em prática uma eventual tática de um único pit stop. Provavelmente não daria certo mas sempre era uma tentativa de surpreender Alonso.





Montoya e Nico em uma disputa crua
Nico Rosberg e Juan Pablo Montoya protagonizaram uma eletrizante disputa de posição naquela primeira curva de Montreal, ao final da primeira volta, ambos mergulhando nela em trajetórias e velocidades lindamente temerárias.

Pena que já nas curvas seguintes a irascibilidade de ambos tenha levado a uma vã tentativa de fazer dois corpos ocuparem o mesmo espaço ao mesmo tempo, o que mandou Nico para o muro e Montoya para os boxes, em busca de um novo bico.

Nestes tempos de tanta cautela e caldo de galinha, é bom ver disputas cruas deste tipo, mesmo que tão breves.





Metade de campeonato completada, muitas bolhas de esperança desfeitas no ar.

A Ferrari, a Bridgestone e Michael Schumacher não conseguiram neutralizar a superioridade de Alonso e da Renault, tampouco a McLaren Mercedes. Toyota, Williams e BMW seguem na mediocridade de sempre, o mesmo valendo para o resto do grid, o que inclui aquela equipe das abreviações com seus motores Ferrari.

Igualmente medíocre o desempenho de Giancarlo Fisichella mas resisto a colocar Montoya no mesmo balaio.

Treze pontos atrás de Kimi, não se discute que o desempenho de Montoya seja uma decepção para quem o queria sucessor presuntivo de Schumacher mas, considerando que o colombiano já havia abandonado desde o ano passado as ilusões de grandeza, a ponto de conceber agora a hipótese de retornar às corridas nos Estados Unidos, até que ele não vai mal, sendo capaz de boas colocações.

Montoya e Schumi disputam posição logo depois da largada
Estivesse Montoya um pouco menos desmotivado - no que tem contribuído a gestão da McLaren - e ele podia, talvez, desafiar Kimi na luta pelo 3o lugar no campeonato. Quem sabe nas próximas corridas...





Mas a maior decepção da temporada, indiscutivelmente, é a equipe Honda, devidamente comemorada com mais um péssimo GP, principalmente de Rubinho, que ficou para trás já na largada, tendo pagado o preço de uma trajetória cautelosa, arrematando tudo por problemas que ele sequer soube explicar.

Button e a grande decepção de 2006
Assim, acabou-se até o pobre consolo de provas anteriores, de classificar-se à frente de Jenson Button que desta vez, ao menos, conseguiu arrastar-se até o final. Se perdeu, assim, o argumento tão propalado por Galvão Bueno que, no momento, encontra-se ocupado exaltando desempenhos igualmente pobres de centro-avantes fora de forma...





Felipe Massa está gastando rápido os créditos que acumulou no começo da temporada - não muitos mas inegavelmente créditos.

Villeneuve, de novo sem pontuar em casa
Nas últimas corridas, seus dotes de velocidade espetacular parecem ter desaparecido, restando apenas uma certa vocação para terminar as corridas em posições intermediárias e obedecer as ordens de equipe. É pouco para uma promessa tão latente, tanto mais num momento em que a Ferrari pensa muito sobre o que quer da vida.

Boa semana a todos

Eduardo Correa

 Leia mais colunas de Eduardo | Envie a coluna para um amigo | Voltar
anuncie | quem somos Apoio: Interactive Fan  |  Red Cube Tecnologia e Comunicação