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| » » » 11.06.08 |
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| Minutos antes da largada na Catalunha, Rossi se concentra |
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Nem a recente vitória de Daniel Pedrosa no GP da Catalunha, no domingo, altera o rumo desta temporada da MotoGP 2008, ou seja, ver mais uma vez Valentino Rossi campeão.
É claro que há risco de isso não se confirmar pois a qualquer momento as FARC podem sequestrá-lo, a Guardia di Finanza encarcerá-lo por fraude fiscal ou um insidioso escorregão no chuveiro quebrar-lhe algum ossinho fundamental. Mas fora isso, que se conformem seus adversários em lutar pelo honroso titulo de vice-campeão. É o que lhes resta.
Que Valentino é um piloto fenomenal é algo que se sabe faz tempo. Desde praticamente sua estréia Mundial no já distante ano de 1996 na categoria 125, da qual foi campeão no ano seguinte. E daquele primeiro título mundial de 97 até o último, conquistado em 2005 na MotoGP, Valentino estabeleceu uma “escrita” impressionante: fora 1998 na 250 e 2000 na extinta 500, atual MotoGP, anos de estréia nessas classes, amealhou nada menos do que sete títulos mundiais; cinco na 500/MotoGP, um na 250 e o já citado na 125.
Em 2006, Nicky Hayden, um jovem americano no qual a Honda confiava muito, conseguiu ser campeão muito mais pela falta de sorte de Rossi do que por méritos próprios já que o italiano, com um tombo, desperdiçou a chance de ser o nº 1 da MotoGP pela sexta vez consecutiva na derradeira corrida da temporada.
Tal acidente foi o prenúncio de uma temporada, a de 2007, que viu Rossi atormentado tanto pela patente falta de competitividade de sua Yamaha M1 face à concorrência – leia-se Casey Stoner e a inesperada Ducati – quanto ao problema extra-pista com o fisco italiano, o que consumiu uma grande mala de dinheiro e um irreparável desgaste com um de seus asseclas, Gibo Badioli, homem no qual Rossi confiou demais.
Sensível, quase que maníaco em suas superstições, metódico em níveis alucinantes, também não ajudou nada a Valentino nesse biênio 2006/2007 o devaneio automobilístico. Qualquer mortal amante dos esportes a motor sonha ser piloto da Ferrari. Imaginem para alguém que é um semi-deus das duas rodas, e ainda por cima italiano, o que significa ser cortejado pelo poderoso Luca di Montezemolo, o herdeiro do “Drake”, Enzo Ferrari, oferecendo testes e até mesmo um contrato?
Rossi se desfocou, a Yamaha idem e 2007 deu no que deu: nem campeão, e nem sequer vice. Reles 3º colocado...
Mas caráter não falta a Valentino e assim, bateu o pipi na mesa e exigiu que a Yamaha lhe permitisse usar os pneus Bridgestone. Foi atendido. Enquadrou a equipe técnica da marca dos três diapasões e pediu uma moto mais veloz, mais ágil e mais confiável. Foi atendido.
E paralelamente as exigências de Rossi a Yamaha, inteligentemente, não só capturou a mais fulgurante estrelinha da constelação de pilotos talentosos da 250, o espanhol Jorge Lorenzo, e o colocou no box ao lado equipado de pneus Michelin como remeteu o experiente Colin Edwards para um time satélite dotado não apenas de motos iguais às do time oficial como também com um “rookie” de primeira, o britânico James Toseland, campeão mundial da Superbike em 2007.
Em suma, montou duas ótimas estruturas com equipamento igual mesclando pilotos excelentes e afirmados, Rossi e Edwards, a novatos sedentos de glória, Lorenzo e Toseland.
O resultado se viu logo cedo e com 142 pontos é o mais brilhante deles todos, Valentino, a liderar o campeonato onde à parte o GP da abertura da temporada, quando foi 5º, jamais desceu do pódio, vencendo três vezes.
Na Catalunha, largou duma modesta 9ª colocação no grid e como um martelo pneumático emendou voltas rápidas sobre voltas rápidas até alcançar o 2º lugar, o máximo almejável diante do estado de graça do espanholzinho Pedrosa, que quando consegue largar na frente é um azogue.
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| Rossi com o impagável capacete que usou em Mugello |
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Mas, voltando ao início, não se enganem: Rossi voltou, pois a Yamaha lhe deu a moto que ele precisava, a Bridgestone os pneus que ele queria e a mãe-natureza um DNA de campeão “do bom” que nenhum outro piloto da MotoGP atualmente tem.
E 2008 será dele. Escrevam.
Roberto Agresti
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