A trágica história de Tim Richmond

Há 30 anos, um promissor piloto vencia suas últimas corridas na Nascar. Sem medo de acelerar além dos limites e aproveitar as melhores coisas da vida, Tim Richmond foi um dos maiores nomes da categoria nos anos 1980. Entretanto ele guardava para si um terrível segredo que o resto do mundo só saberia muito tempo depois.

Nascido em Ashland, Ohio em 7 de junho de 1955, Richmond era o único filho homem de seus pais Al e Evelyn. Entretanto, o menino nasceu frágil, com uma precoce hérnia. Isso fez com que necessitasse de cuidados constantes, com toda a família precisando ajudar-lhe a ficar em pé e a sentar-se.

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Além do Bule Amarelo – parte 1

A Renault está comemorando os 40 anos de sua estreia na Fórmula 1. Foi em 16 de julho de 1977, no circuito de Silverstone, que a marca francesa estreou na categoria ao colocar na lendária pista inglesa seu modelo RS01, confiado ao piloto Jean-Pierre Jabouille.

Não era apenas uma equipe a mais no circo, usando a velha fórmula de criar uma banheira de alumínio, com motor Cosworth 3.0 V8 DFV, câmbio Hewland de 5 marchas e 4 pneus Goodyear. Era um novo conceito, uma aposta bastante elevada e arriscada.

O carro tinha, de fato, um chassi bastante convencional, mas o conservadorismo acabava por aí. O motor que empurrava aquele carro amarelo evocava uma alternativa ao regulamento que determinava fórmula de motores de até 3 litros. Desde 1966, qualquer construtor poderia usar sobrealimentação nos motores, desde que a capacidade cúbica fosse a exata metade: 1,5 litro. Ninguém até então havia se enveredado por essa alternativa.

Mas a Renault estava disposta a pagar essa aposta. O turbo chegava à Fórmula 1.

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Barbada do ano

Não havia maneiras de Lewis Hamilton perder, na pista, esse GP da Grã-Bretanha – apenas um infortúnio muito pestilento tiraria sua vitória. Desde os treinos, o inglês foi superior, sua pole foi de tirar o fôlego e a festa após a bandeirada foi bonita demais, rapidamente associável às belas vitórias de Nigel Mansell, no mesmo palco, em 1987 e 1992. Faz-se o registro que testemunhamos mais um Grand Slam na F1: pole, vitória de ponta a ponta e volta mais rápida.

Eu adoro ver essas vitórias populares, quando o patrício faz a lição de casa e o público delira (algo que jamais vai acontecer numa Malásia ou Bahrein da vida). Lembram-se quando Fernando Alonso ganhou o GP de Valência em 2012 escalando o pelotão? Coisa linda.

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Na pista, no templo.

Décima etapa das vinte possíveis, Silverstone marca a metade do mundial de 2017 da Fórmula 1. Caprichosamente a marca acontece no berço dessa civilização, onde tudo começou. E onde tudo começou a F1 chega respirando novos ares, mais leve, mais jovem e celebrando sua historia.

Tivemos festa em Londres para testar a receptividade do publico nas ruas ao mesmo tempo que vemos a celebração dos 40 anos da Williams.

Na pista, a duvida de quem vai domar o clima inconstante de Silverstone. Vettel amplia sua vantagem ou Hamilton conseguirá finalmente fazer a vantagem aparente do seu carro virar uma vitoria?
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As primeiras são sempre bem-vindas

Olá, amigos!

Mais uma vez chegou a hora de falar sobre a NASCAR! Tivemos eventos importantes nos últimos fins de semana, com três pilotos conseguindo suas primeiras vitórias na categoria e uma transmissão de TV bastante inusitada, além de interessante.

Nas últimas colunas tenho falado bastante sobre as novas promessas da categoria, os jovens pilotos que estão surgindo para renovar a base de fãs da NASCAR. Nas últimas corridas tivemos três desses jovens vencendo pela primeira vez na categoria principal da NASCAR, o que é sempre bom de ver. Todo mundo tem um piloto favorito, claro, mas é sempre bom testemunhar novos talentos surgindo e apertando os calos dos velhinhos da categoria. Kyle Larson e Joey Logano são jovens que estão desempenhando esse papel há algumas temporadas e em 2017 ganharam a companhia de outros jovens vencedores.

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